ICFUT – Especial 70 anos de Pelé !

Fonte: O Estado de São Paulo

Pelé imortal

Rei do Futebol completa 70 anos em excepcional forma. Sua marca está cada vez mais ligada a todos os tipos de produtos pelo mundo. Há 33 anos fora dos gramados, a mística da camisa 10 segue viva

Wilson Baldini Jr. – O Estado de S.Paulo

Quarta-feira, 20 de outubro de 2010, 7h30. Os professores de Educação Física Laércio e Walter se preparam para mais uma aula com os alunos do Ensino Fundamental 1 do Colégio Madre Alix, em São Paulo. Antes da corrida inicial, uma pergunta para os garotos e meninas de até 6 anos de idade. “Quem conhece o Pelé?” A resposta das crianças é rápida e decidida, como era característica do maior jogador de futebol de todos os tempos: “Eu, eu, eu.” Em 2007, na entrega do Prêmio de Melhor do Mundo da Fifa, em Zurique, Suíça, Kaká, Messi e Cristiano Ronaldo disputavam o 1.º lugar, mas quem chamou a atenção do seleto público foi Edson Arantes do Nascimento.

São dois exemplos da imortalidade de um personagem esportivo que se transformou na maior marca pessoal do esporte já existente, e que hoje completa 70 anos de vida. Sem chutar uma bola profissionalmente desde 1977, Pelé permanece com credibilidade, respeito e admiração por parte do público, o que o torna alvo predileto dos mais diversos tipos de produtos para os quais negocia quantias milionárias e assim liga sua imagem a comerciais para todos os tipos de mídias pelo mundo. Um estudo dos autores ingleses Des Dearlove e Stuart Crainer, especialistas em poder das grifes, diz que a marca Pelé poderia atingir US$ 1 bilhão, superando os astros Michael Jordan, Tiger Woods e Muhammad Ali.

Levantamento recente da revista Dinheiro, aponta que, para se explorar a marca Pelé nos próximos 20 anos, seriam necessários R$ 600 milhões, o que garantiria ao Rei do Futebol R$ 30 milhões anuais, o mesmo que Cristiano Ronaldo recebe para defender o Real Madrid. O salário do português é o maior do futebol. Ibrahimovic, do Milan, Messi, do Barcelona, Samuel Eto”o, da Internazionale, e Kaká, do Real Madrid, na ordem, ficam atrás do eterno camisa 10 do Santos e da seleção.

Mas o que faz Pelé ser diferente de outros grandes ídolos do futebol, que também já pararam e, com o tempo, perderam parte da aura que acumularam em suas carreiras? Muitos especialistas indicam que o maior “golaço” do Rei não foi nenhum dos 1.281, que estufaram as redes adversárias em duas décadas. Mas sim ter ido jogar nos Estados Unidos em 1975, defender o Cosmos, de Nova York. Além dos salários de US$ 4,5 milhões por ano (excepcionais para a época) e a divulgação de um esporte com pouco interesse na terra do Tio Sam, Pelé teve a oportunidade de conviver com grandes investidores dos EUA, que lhe abriram as portas para vantajosos contratos publicitários. Há tempos, Pelé sonha com a aposentadoria. Mas parece que essa disputa ele não vai vencer nunca.

Em ação,inigualável

Wilson Baldini Jr. – O Estado de S.Paulo

O meio esportivo debate, frequentemente, qual o melhor atleta de cada modalidade. No futebol, não é diferente. As discussões são eternas, e jamais haverá consenso. “Ninguém teve maior domínio de bola que Diego Maradona”, apontam os argentinos. “O conhecimento tático de Johan Cruyff foi indiscutível”, assinalam os holandeses. “Não existiu alguém que driblasse como Garrincha”, apontam os botafoguenses. “Nenhum jogador teve a classe e categoria do francês Zinadine Zidane”, reverenciam os franceses. “Zico foi o maior cobrador de faltas da história”, anunciam os flamenguistas. Pois bem, cada grupo ressalta o que cada um de seus ídolos fez de melhor em sua carreira.

Nessa briga de opiniões, os brasileiros, principalmente os torcedores do Santos, se sentem à vontade para destacar que o futebol de Pelé foi inigualável. Isto porque o eterno camisa 10 conseguiu realizar todos os fundamentos sempre muito bem feitos.

Sabia driblar curto, carregar a bola (sem olhar para ela) em uma velocidade quase sempre superior à de seus marcadores. Tocava a bola e finalizava a gol com a mesma precisão e potência com ambas as pernas. Tinha total controle sobre ela e seu passe, na maioria das vezes, deixava seus companheiros na cara do goleiro adversário. Como herança de seu pai, Dondinho, sabia cabecear de olhos abertos, para procurar o local mais longe do alcance dos goleiros. Tinha técnica para cobrar faltas e até se apresentava com totais condições para atuar no gol. Enfim, Pelé conseguiu reunir a habilidade para realizar todas as características que cada um dos gênios citados anteriormente conseguia fazer.

Este dom lhe proporcionou atingir marcas que se transformam a cada dia cada vez mais intransponíveis. Pelé não foi o único a atingir a marca de 500 gols. Chegou aos 1.281. O detalhe é que tal feito foi atingido aos 21 anos e dez meses, enquanto Romário só foi alcançar aos 31 anos e Bebeto, aos 35.

E mais. Em 1958, temporada em que completou 18 anos, apenas a sua segunda pelo time do Santos, Pelé anotou 58 gols só no Campeonato Paulista. Três anos depois, chegou à marca impressionante de 111 gols, com média de 1,48 gols/jogo.

Em 21 anos de carreira (1956 a 1977), Pelé somou 59 conquistas. Foram dez Campeonatos Paulistas, seis torneios nacionais (Taça Brasil ou Roberto Gomes Pedrosa). Campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1962/1963, o Santos só não venceu mais estas duas competições, porque não era dada muita atenção para estes torneios. A diretoria santista da época preferia levar a equipe para excursões no exterior, onde muito dinheiro era pago a cada apresentação de Pelé e Cia.

Além do talento e das conquistas, Pelé sempre soube valorizar suas aparições e cuidar de sua imagem. Sempre simpático, jamais se negou a dar um autógrafo para um fã ou responder a uma pergunta de um repórter. Vinculou seu nome a centenas de produtos, mas jamais se vendeu a bebidas alcoólicas ou cigarros.

Tal postura, sempre sorrindo, fez com que todos os presidentes dos Estados Unidos se encontrassem com o Rei de um esporte não muito apaixonado pelos norte-americanos. Os papas Paulo VI e João Paulo II o receberam no Vaticano. A rainha Elizabeth II chegou a quebrar o protocolo e fazer um pedido para que o maior craque de todos fosse atuar pelo seu time do coração, o Liverpool.

Por isso, pode-se discutir os melhores em cada fundamento do futebol, mas não há discussão quanto àquele que soube ser o melhor juntando-se todos eles.

Um apelido que virou sinônimo de sucesso

Pessoas de destaque em diversos ramos de atividade passaram a ser os ‘Pelés’. Surgiu o Pelé da economia, da propaganda, etc…

WILSON BALDINI JR. – O Estado de S.Paulo

Ser um aluno exemplar na escola sempre valeu a nota 10 no boletim. No futebol, a camisa 10 só se transformou no uniforme preferido dos craques depois da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, quando o garoto Pelé, então com 17 anos, fez seis gols e comandou a seleção brasileira na primeira conquista mundial. Depois dele, surgiram Rivellino, Zico, Maradona, Kempes, Zidane, Platini e tantos outros. O apelido Pelé, depois de inúmeros títulos e partidas sensacionais e inesquecíveis por Santos e seleção brasileira, virou sinônimo de sucesso. No futebol, nunca mais surgiu outro Pelé. Para muitos, nunca surgirá. Mas todos os ramos de atividade fizeram questão de eleger o seu “Pelé”.

Washington Olivetto, para muitos o “Pelé da Propaganda”, afirmou em entrevista ao SporTV: “Pelé é o Pelé dos Pelés.” Ou seja: foi por intermédio do maior jogador de futebol de todos os tempos que se criou um termo para se dizer que um sujeito é o melhor naquilo que faz.

Nas mais variadas modalidades esportivas muitos “pelés” apareceram. No basquete, temos pelo menos dois: Oscar, o “Mão Santa”, e Michael Jordan, o astro do time do Chicago Bulls e dos Estados Unidos.

No vôlei, Karch Kiraly, tricampeão olímpico em 1984, 1988 e 1996 (na praia) ostenta o título de Pelé. No judô, o japonês Yasuhiro Yamashita, campeão olímpico em 1988, virou o “Pelé do tatame”. Assim como o brasileiro Ademir da Costa ficou conhecido como o “Pelé do caratê” nos anos 80, após realizar o teste das 100 lutas consecutivas.

Pelé surgiu quando o garoto Edson Arantes do Nascimento, aos 4 anos, jogava bola com seus amigos. Na época, ele atuava no gol – talento que só seria reconhecido anos depois, quando já atuava como atleta profissional – e gritava a cada defesa: “Segura Bilé, defende Bilé”. Homenagem ao goleiro do Vasco de São Lourenço-MG, time que seu pai defendia antes de ser contratado pelo Bauru Atlético Clube – do interior paulista.

Bilé. Como os companheiros não entendiam quem era “Bilé”, passaram a chamá-lo de Pelé, apelido que o Rei de início detestou – e, assim, acabou incentivando os colegas a seguirem com a gozação. Dona Celeste e seu Dondinho que deram ao filho o nome de “Edson” como uma homenagem a Thomas Edison (1847 a 1931) jamais imaginaram em 1940 que o garoto brilharia muito mais do que o inventor 70 anos depois.

Prazer, Julião!

Pepe, ponta-esquerda do maior ataque da história do futebol, revela mais um apelido do Rei do Futebol

Wilson Baldini Jr. – O Estado de S.Paulo

Antes de se transformar em Pelé, Edson Arantes do Nascimento foi Dico para os familiares e Gasolina para os amigos nas primeiras partidas de futebol ainda criança em Bauru. Mas para Pepe e Coutinho, dois dos maiores parceiros que teve na carreira, o Rei do Futebol é Julião. “O Pelé era muito bom no gol. Se tivesse se dedicado à posição poderia ter rivalizado com o Gylmar (dos Santos Neves, maior goleiro da história do futebol brasileiro)”, disse Pepe, ponta-esquerda do time do Santos, que assombrou o mundo na década de 60. “O Noroeste tinha o goleiro Julião, que era muito parecido com o Pelé. De lá para cá, eu e o Coutinho só chamamos o negrão de Julião.”

Além de fazer parte do maior quinteto de ataque da história (Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe), Pepe também é o melhor contador das histórias de Pelé. Ele lembra de um jogo em Trinidad e Tobago, em 1972. “Eu era o técnico do Santos. O estádio estava repleto. Aos 43 minutos do primeiro tempo, o Edu cruzou e o Pelé fez o gol, de cabeça. A torcida invadiu o gramado e carregou o Pelé nos ombros por quilômetros até o centro da cidade. O Pelé, assustado, ficou com os olhos arregalados.”

Pepe, de 75 anos, afirmou que o fato de ter jogado ao lado do Rei o ajuda até hoje. “É verdade que eu tenho um nome respeitado no futebol, mas é evidente que ter atuado no mesmo time dele é importante para ser lembrado para muitas homenagens”, disse o autor de 405 gols em 750 partidas pelo Santos, o 2.º maior artilheiro do clube.

Pepe relembrou que Pelé recebeu seus quatro companheiros ano passado em sua casa no Guarujá. “Ele pagou o churrasco. Coisa rara”, brincou Pepe, ratificando a fama de pão-duro do Rei.

Coutinho, que ganhou 22 títulos ao lado de Pelé, após realizar infinitas tabelas, chega a se irritar com comparações. “Tem cara que joga bem, mas chegar perto do cara? Nem pensar.”

“Foi o ataque dos sonhos. O maior que já existiu”, disse Pelé, durante encontro do quinteto há três anos, em Santos. Mas para alcançar a impressionante marca de 1.091 gols pelo Santos, Pelé teve ao seu lado outros grandes parceiros. Pagão era franzino, mas extremamente técnico. Toninho Guerreiro, como o apelido mostra, era um definidor incansável. Na seleção, teve Vavá nas Copas de 1958 e 1962, que se comportava como Toninho Guerreiro e era conhecido como “Peito de Aço”. Tostão esteve ao seu lado na fantástica campanha do tri no México, em 1970.

Mas foi com Garrincha que Pelé obteve os resultados mais expressivos. Com os dois em campo, a seleção brasileira jamais perdeu. Em 40 jogos, foram 35 vitórias e 5 empates.

Eu disse: ”Pelé, aqui na seleção é você e mais dez”

ZAGALLO, Ex-técnico. JOGOU AO LADO DE PELÉ NAS COPAS DE 1958 E 1962. DIRIGIU O REI EM 1970

Sílvio Barsetti / RIO – O Estado de S.Paulo

Pouca gente acompanhou a trajetória de Pelé como Zagallo, seu companheiro de seleção nos títulos de 1958 e 1962, e seu treinador em 1970. Nesta entrevista ao Estado, Zagallo conta com graça e admiração como era o convívio com o melhor jogador do mundo e dá detalhes da relação de amizade e respeito entre os dois.

Boa tarde, Zagallo. Eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre o Pelé?

Eu já imaginava. Não faço outra coisa nos últimos 15 dias. Só tenho falado sobre Pelé, o telefone toca dia e noite. Mas faço isso com muita alegria.

Que recordações guarda do início da carreira dele?

Quando Pelé chegou à seleção, em 1957, todo mundo ficou surpreso. O comentário geral era de que aquele garoto só podia ser um prodígio, um fenômeno. Garrincha, Nilton Santos, todos já olhavam para ele com alguma admiração.

Vocês eram próximos? Por ser nove anos mais velho, chegou a dar conselhos?

Ele sempre foi muito bacana comigo. Mas quem deveria dar conselhos para quem? O que eu fazia era observar o jeito dele, como dava os dribles sensacionais, os gols, as jogadas.

De algum modo, tentou aprender algo com o Pelé?

Claro, sempre. Teve um jogo do Santos – não lembro se eu estava no Flamengo ou Botafogo – em que o adversário veio “roubar” a bola e eu dei só um toquezinho com o bico da chuteira. O cara passou direto que nem uma flecha. Aí o Pelé veio e me disse: “Você é inteligente, hein?” Eu não respondi nada, na verdade eu fiz aquela jogada no melhor estilo Pelé.

Como foi sua experiência como treinador dele em 1970?

Logo no primeiro treino da seleção, ele me disse: “Zagallo, você pode me botar na reserva, só não quero que seja desleal comigo.” Referia-se a uma declaração atribuída ao João Saldanha (técnico demitido para dar vez a Zagallo na seleção), de que ele, Pelé, estaria míope. Naquele momento, eu lhe respondi: “Pelé, aqui na seleção é você e mais dez.”

Como era o Pelé nas concentrações da seleção?

Era 100%. Uma vez estávamos num hotel do Rio, a poucos dias da Copa de 70, e havia um aglomerado de gente na recepção. Estava um clima festivo e o Pelé pediu uma reunião dos jogadores com a comissão técnica. Disse que aquilo parecia uma diversão, que não estava gostando daquela festa toda.

Das grandes jogadas, qual a que você destacaria?

A do jogo com o Tchecoslováquia, em 70, em que ele chuta do meio-campo tentando encobrir o goleiro. Eu estava no banco e não entendi nada. “O que ele está fazendo, meu Deus?”, pensei. A minha dedução – nunca perguntei a ele – foi que ele estava dando resposta ao Saldanha, de que não era míope.

Há comparações entre Maradona e Pelé?

Muitas. O Pelé foi tricampeão mundial. O Maradona só ganhou uma Copa. O Pelé marcou quase 1.300 gols. O Maradona não chegou nem aos 400. O Pelé era completo. O outro foi um bom jogador.

Vocês mantêm contato?

Não tenho o número do telefone. É uma pessoa difícil de encontrar, sempre viajando.

Vai enviar um telegrama ao Pelé pelos 70 anos?

Meu filho, se você souber o endereço dele… Eu não consigo falar com esse homem. Vou aproveitar o Estadão e por meio de vocês vou mandar os parabéns ao Pelé por tudo que ele representa. É o nosso rei.


Fonte: Wikipédia.org

Estatísticas

  • Partidas: 1375
  • Gols: 1284
  • Média de Gols por Partida: 0,93
  • Atleta do século
  • Recorde de gols em uma partida: oito gols, em 21 de novembro de 1964, na partida Santos 11 a 0 Botafogo de Ribeirão Preto (superado por Dadá Maravilha na década de 1970).
  • Partidas pela seleção brasileira: 115 (92 oficiais)
  • Gols pela seleção brasileira: 95
  • Mais jovem artilheiro Campeonato Paulista: 1957 – Santos (fez 17 anos durante a competição)
  • Mais jovem Campeão Mundial: 1958 – Brasil (17 anos)
  • Mais jovem Bicampeão Mundial: 1962 – Brasil (21 anos)
  • Único Jogador tricampeão mundial: 1970 – Brasil
  • Maior artilheiro em uma temporada do Campeonato Paulista: 1958 – 58 gols
  • Maior número de temporadas como artilheiro do Campeonato Paulista: 11
  • Maior artilheiro em uma temporada: 1959 – 127 gols
  • Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira: 95 gols
  • Maior artilheiro do futebol profissional: 1284 gols
  • Bola de Ouro Especial da revista Placar: 1987
  • Placa de bronze afixada no Maracanã: 1961 – Em virtude de um lindo gol marcado contra o Fluminense, no dia 12 de junho de 1961. Origem do termo “Gol de placa”, cunhado por Joelmir Beting.

Artilharia

Campeonato Paulista

  • 1957 – Santos (20 gols)
  • 1958 – Santos (58 gols) – Recorde da Competição
  • 1959 – Santos (45 gols)
  • 1960 – Santos (34 gols)
  • 1961 – Santos (47 gols)
  • 1962 – Santos (37 gols)
  • 1963 – Santos (22 gols)
  • 1964 – Santos (34 gols)
  • 1965 – Santos (49 gols)
  • 1968 – Santos (26 gols)
  • 1973 – Santos (11 gols)

Copa América

  • 1959 – Brasil (9 gols)

Campeonato Brasileiro das Forças Armadas

  • 1959 – Seleção da 6ª Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (6º GACosM)(11 gols)

Campeonato Sul Americano das Forças Armadas

  • 1959 – Seleção Brasileira das Forças Armadas (11 gols)

Taça Brasil

  • 1961 – Santos (9 gols)
  • 1963 – Santos (12 gols)

Torneio Rio-São Paulo

  • 1961 – Santos (7 gols)
  • 1963 – Santos (15 gols)
  • 1964 – Santos (3 gols)
  • 1965 – Santos (7 gols)

Copa Intercontinental

  • 1962 – Santos (3 gols)
  • 1963 – Santos

Taça Libertadores da América

  • 1963 – Santos (11 gols)

Títulos

Santos
  • Campeonato Paulista: 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973
  • Torneio Rio-São Paulo: 1959, 1963, 1964 e 1966
  • Taça Brasil: 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965
  • Taça Libertadores da América: 1962 e 1963
  • Copa Intercontinental: 1962 e 1963
  • Recopa Sul-Americana: 1968
  • Recopa dos Campeões Intercontinentais: 1968
  • Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1968
New York Cosmos
  • Liga Norte-Americana de Futebol: 1977
Seleção Brasileira
  • Copa do Mundo: 1958, 1962 e 1970

Prêmios

  • Melhor jogador jovem da Copa do Mundo: 1958
  • Bola de Prata Copa do Mundo: 1958
  • Chuteira de prata Copa do Mundo: 1958
  • Craque do time das estrelas da Copa do Mundo – World cup all-star team player: 1958
  • Bola de Ouro – Copa do Mundo: 1970
  • Craque do time das estrelas da Copa do Mundo – World cup all-star team player: 1970
  • BBC Personalidade Esportiva do Ano: 1970
  • Melhor jogador Sulamericano do ano: 1973
  • Atleta do Século, eleito por jornalistas do mundo todo, na pesquisa realizada pelo jornal francês L’Equipe: 1981
  • Atleta do Século, eleito pelo Comitê Olímpico Internacional: 1999
  • Atleta do Século, eleito pelos jornalistas da Agência de Notícias Reuters: 1999
  • Jogador de Futebol do Século, escolhido pela UNICEF: 1999
  • Jogador de Futebol do Século, eleito pelos vencedores da Bola de Ouro da revista France Football: 1999
  • Maior jogador do Século XX pela IFFHS: 1999
  • Maior jogador Sulamericano do Século XX Pela IFFHS: 1999
  • Maior Jogador de Futebol do Século FIFA: 2000
  • Laureus World Sports Awards – Prêmio pelo conjunto da obra, entregue pelo Presidente Sul-Africano Nelson Mandela: 2000
  • BBC Personalidade Esportiva do Ano – Prêmio pelo conjunto da obra: 2005

Gol 500

Marcado em 2 de setembro de 1962, na partida Santos 3 a 3 São Paulo. Pelé marcou dois gols na partida, sendo o segundo o 500º gol.

Milésimo gol

Marca de Pelé na calçada da fama do Maracanã, local do gol 1000.

Marcado em 19 de novembro de 1969, às 23h11, Vasco 1 – Santos 2, com 65.157 pagantes.

A partida era válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o campeonato brasileiro da época. Aos 33 minutos do segundo tempo o zagueiro do Vasco Renê cometeu pênalti. Pelé cobrou com pé direito no canto esquerdo do goleiro Andrada, que se esforçou, mas não conseguiu defender o pênalti. Andrada não queria sofrer gol de Pelé pois achava que deixaria de ser conhecido como bom goleiro e passaria a ser lembrado somente como o goleiro do milésimo gol.

Ao ser cercado pelos repórteres, Pelé disse: “Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas”.

Pelé vestiu uma camisa do Santos de número 1000 e deu a volta olímpica no Maracanã.

Nas artes

Filmografia
  • Isto É Pelé (documentário)
  • Os Trombadinhas
  • Pedro Mico
  • Fuga para a Vitória
  • A Marcha
  • Os Trapalhões e o Rei do Futebol
  • Pelé Eterno (documentário)
Telenovela
  • Os Estranhos
Discografia[11]

Pelé gravou o compacto Tabelinha com a cantora Elis Regina no ano de 1969. O disco foi gravado pela Philips/CBD, hoje Universal Music. (Philips 365291) com as canções Vexamão e Perdão Não Tem.

As canções estão disponíveis no CD duplo Elis Regina 20 anos de Saudade, de 2002 (Universal Music) e no CD Peléginga, de 2006 (EMI).

Curiosidades

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Presidente Lula e Pelé em foto de 2008

Estátua com o busto de Pelé, localizada no Memorial das Conquistas, na Vila Belmiro.

  • Apesar de ser um torcedor santista, Pelé era vascaíno durante a sua infância em Bauru. Pelé vestiu a camisa do Vasco no início da sua carreira, em junho de 1957, em três partidas no Maracanã, contra Belenenses (Portugal), Dínamo Zagreb (Iugoslávia) e Flamengo. Pelé marcou gols em todas as partidas.
  • Pelé conta que certa vez, seu pai, Dondinho, lhe mostrou um recorte de jornal que falava de um jogo em que ele fizera cinco gols, todos de cabeça. Esse recorde de seu pai nem o “Rei” conseguiu superar.
  • Pelé esteve para ser contratado pelo Bangu, time do Rio de Janeiro, mas sua mãe não queria que ele mudasse para tão longe de São Paulo.
  • Patrocinado por uma marca de refrigerante famoso internacionalmente, Pelé filmou várias “aulas de como se jogar futebol” no início dos anos 1970: nelas, pode se observar a sua técnica: “matadas” de bola no peito, dribles de todos os tipos (“chapéus”, tabela com a “canela” do adversário), cabeceio com grande impulsão e também de “peixinho”, chutes fortes. Pelé também mostra como ele jogava com as pernas dobradas, para melhorar seu equilíbrio em função do centro de gravidade do corpo.
  • Ameaçado de perder a artilharia do Campeonato Paulista de 1964 pela primeira vez desde 1958, Pelé marcou oito gols em uma só partida: vitória do Santos por 11 a 0 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto. Milton Neves conta que o técnico do time do interior Osvaldo Brandão perdeu o cargo logo após essa goleada, mas foi contratado pelo Corinthians. No seu novo clube, na estréia, o Corinthians perdeu de 7 a 4, com Pelé marcando mais 4 gols.
  • Pelé afirma que seu gol mais bonito foi marcado no estádio do Juventus na rua Javari (bairro da Mooca) em 2 de agosto de 1959 no Campeonato Paulista. Como não existem imagens deste feito, Pelé aceitou recriá-lo através de computação gráfica, para o documentário Pelé Eterno.
  • Pelé parou temporariamente a guerra civil no Congo Belga em 1969, quando, durante excursão pela África, o Santos jogou duas partidas de exibição no país, então dividido pela guerra.[12]
  • Além de ter atuado em clubes, Pelé ainda atuou por algumas seleções e combinados regionais e em apenas três oportunidades, não deixou sua marca.
    • Seleção do 6º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (6º GACosM)(1959), 11 gols
    • Seleção Paulista (1959-60 e 1968/69), 11 gols
    • Seleção das Forças Armadas (1959), 4 gols
    • Seleção dos Sind. dos Atletas-SP (1961/62), 3 gols
    • Seleção do Sudeste (1983), 1 gol
    • Seleção dos Amigos do Garrincha, 1 gol
    • Seleção Norte Americana de Astros (1975)
    • Seleção dos ex-atletas do New York Cosmos (1984)
    • Seleção Brasileira de Seniores (1987)
  • Pelé também defendeu a camisa de uma outra seleção nacional, em 22 de abril de 1978, para promover uma excursão do Fluminense pela África, Pelé atuou pela seleção da Nigéria até os 35 minutos do primeiro tempo, quando foi substituído por Nalando. Na mesma excursão, Pelé disputou uma partida com a camisa do Fluminense. O jogo ocorreu na cidade de Kaduba e terminou com a vitória de 2×1 em cima do Racca Rovers, que no mesmo ano se tornou campeão nacional.
  • A polêmica acerca do gol número mil do “Rei do futebol”, se deu pois constatou-se um erro ao não se computar um gol que Pelé marcou pela Seleção das Forças Armadas do Brasil contra a Seleção das Forças Armadas do Paraguai, no placar final que foi de 4 a 1 (e não 4 a 3 como se veiculava na época) do dia 18 de novembro de 1959 (e não 5 de novembro) o “rei” marcou um gol, e com isso o “verdadeiro” gol 1000 teria ocorrido em 14 de novembro de 1969, cinco dias antes daquele que foi imortalizado no Maracanã, em um amistoso contra o Botafogo da Paraíba, na partida de inauguração do estádio Governador José Américo de Almeida, aos 23 minutos do segundo tempo, também de pênalti Pelé fez o terceiro gol da partida e àquele que “corretamente” é o seu milésimo gol. Todavia, Celso Unzelte, numa reportagem para Placar a qual citou no programa “Loucos por Futebol” da ESPN, provou com imagens de TV que um gol de Pelé feito contra a Seleção da Checoslováquia em 1965, constante da lista original, na verdade foi de Coutinho. Dessa forma, segundo ele, estava restabelecido o milésimo gol como sendo o feito sobre o Vasco da Gama.
  • Foi o maior carrasco do Sport Club Corinthians Paulista, rival do Santos Futebol Clube, em um total de 47 partidas pelo Santos ele marcou 48 gols, com uma média de 1,02 gol por partida, outros dois gols foram marcados com a camisa da seleção Brasileira, na partida Brasil 5 – Corinthians 0, completando assim 50 gols em 48 partidas.
  • No dia 6 de abril de 1979, já aposentado e aos 39 anos de idade, Pelé vestiu a camisa do Flamengo em uma partida não-oficial no Estádio do Maracanã. O Flamengo enfrentou o Atlético Mineiro cuja renda foi revertida para as vítimas das enchentes de Minas Gerais. Com a presença de Pelé, o público chegou a 139.953 pagantes.
  • Pelé é um dos poucos brasileiros a possuir o título de Sir da Ordem do Império Britânico na categoria Knight Commander (KBE), o título completo em inglês é Knight Commander of the Order of the British Empire, que em tradução livre seria “Comandante Cavaleiro da Ordem do Império Britânico”.[13]
  • Em 2002, Pelé foi convidado para dar a bandeirada final no GP do Brasil de Fórmula 1. Mas Pelé acabou se distraindo e não deu a bandeirada para Michael Schumacher. No total, 8 pilotos passaram sem ter visto a bandeira quadriculada tremulando.
  • Em 2009 foi anunciado a parceria de Pelé com a Ubisoft para o desenvolvimento de um jogo de video game de futebol para o Wii no qual Pelé é o personagem principal.[14] O jogo chamado “Academy of Champions” remete a idéia de Pelé de trazer o esporte para os mais jovens.[15]
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