ICFUT – LANÚS CAMPEÃO DA COPA SULAMERICANA 2013, PONTE FICA SÓ COM O VICE.

VALEU PONTE PRETA…ÓTIMA CAMPANHA !!!

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FICHA TÉCNICA
LANÚS-ARG 2 X 0 PONTE PRETA

Local: Estádio Néstor Díaz Pérez (La Fortaleza), em Lanús-ARG
Data: 11 de dezembro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses-CHI
Assistentes: Carlos Astroza-CHI e Sérgio Román-CHI
Cartões Amarelos: Ayala, Somoza e Blanco (Lanús); Fellipe Bastos (Ponte Preta)

GOLS: Ayala e Blanco, aos 24 e 48 minutos do primeiro tempo

LANÚS: Marchesín; Carlos Araújo, Goltz, Izquierdoz e Maximiliano Velázquez; Somoza, Diego González e Victor Ayala; Blanco (Ortíz), Benítez (Pasquini) e Santiago Silva
Técnico: Guillermo Barros Schelotto

PONTE PRETA: Roberto; Artur (Ferrugem), Diego Sacoman, César e Fernando Bob; Baraka, Magal (Adailton), Fellipe Bastos e Elias; Rildo (William) e Leonardo
Técnico: Jorginho

Por Cleber Aguiar – Ponte Preta, a um passo da glória, faz a decisão da Copa Sul-Americana

Fonte: O Estado de São Paulo

Clube de Campinas conquista seu primeiro título de peso em 113 anos de história se vencer o Lanús

BUENOS AIRES – Hoje é dia de a Ponte Preta fazer história. Empurrada por 2,5 mil fanáticos na Argentina, a equipe pode obter sua maior conquista em 113 anos de vida. Uma vitória diante do Lanús dará à equipe o título da Copa Sul-Americana. E, de quebra, uma vaga na Copa Libertadores de 2014.

Torcida da Ponte promete invasão e muita festa na Argentina - José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão
Torcida da Ponte promete invasão e muita festa na Argentina

Time mais velho em atividade no País, a Ponte tem apenas títulos de pequeno porte em sua sala de troféus, como uma Série A-2 do Paulista e três troféus do Interior, por exemplo. Pouco para quem tem uma torcida apaixonada, um estádio de porte médio e que já viu desfilar em seus elencos jogadores do quilate de Carlos, Polozzi, Oscar e Dicá.

Com nomes mais discretos, sem nenhum grande craque, mas com muito espírito de luta, o time de Campinas chega na Fortaleza, na grande Buenos Aires, com a certeza de que pode ser campeão. E, para quem desconfia, os números mostram que a confiança tem fundamento. A equipe se destacou jogando fora de casa diante de Criciúma, Deportivo Pasto, Vélez Sarsfield (calando a Argentina com 2 a 0) e diante do favorito São Paulo.

Agora, em seu último ato, a aposta é definir o confronto nos 90 minutos. Caso haja novo empate – no Pacaembu deu empate por 1 a 1 – , o jogo vai para a prorrogação e, por consequência, disputa de pênaltis. “Não queremos levar a decisão para os pênaltis nem sair derrotados. Já estamos fazendo história, mas ela não termina aí. Ninguém quer ser vice. Queremos fazer história como campeões”, discursa o zagueiro César.

O abatimento com a queda no Brasileirão já faz parte do passado. “Sinceramente não esperava essa final. A Ponte não tinha muitas pretensões na Copa Sul-Americana, o foco era o Brasileiro, mas as coisas começaram a acontecer. Agora está viva a chance de sermos campeões. Precisamos estar focados para entrar na história da Ponte”, endossa o artilheiro Leonardo.
Esperança de gols do técnico Jorginho, o atacante garante que está motivado para ajudar mais uma vez. “Estou feliz com os gols e espero fazer mais um, porque é nossa função de atacante. Mas se a Ponte ganhar o jogo de meio a zero, com gol de qualquer outra pessoa e nós sairmos campeões, eu vou ficar muito mais feliz do que se eu fizer e nós perdermos. O gol fica em segundo plano,” diz.

A Ponte Preta terá torcida maciça no País. Apenas o Botafogo, que ficaria com a vaga na Libertadores em caso de título do Lanús, declarou “ser argentino” na decisão da Sul-Americana.

APOIO EM CAMPINAS
Os torcedores que não vão assistir ao jogo em Buenos Aires poderão ver a final no Moisés Lucarelli. A diretoria do clube alugou dois telões que ficarão nas laterais do estádio. Serão instalados banheiros químicos e o clube garante ainda atendimento médico-hospitalar e reforço policial, além de um grupo musical que fará o “esquenta” da decisão.

Por Cleber Aguiar – De Elias a Bilica: veja onde estão os titulares do último vice da Ponte Preta

Fonte: Portal EPTV

Em 2008, Macaca viu o Palmeiras encerrar sonho do inédito título paulista, com uma goleada impiedosa de 5 a 0 em São Paulo. Nesta quarta, time tenta a Sul-Americana

Murilo Borges

De vice, a Ponte Preta está cheia. Foram cinco decisões perdidas de Campeonato Paulista a partir dos anos 70, para Corinthians, São Paulo e Palmeiras. A mais doída, claro, em 1977, quando a Macaca foi superada pelo Timão após três jogos no Morumbi e viu o rival acabar com o jejum de títulos. Mas, no dia em que a Alvinegra enfrenta o Lanús pela final da Copa Sul-Americana e tem a chance de acabar com a seca de 113 anos, a lembrança é da última vez em que o clube acabou no segundo lugar mais alto do pódio: 2008.

Há cinco temporadas, a Ponte entrou no Campeonato Paulista desacreditada, uma vez que os grandes, como sempre, eram os favoritos apontados pelos palpiteiros. Sem estrelas no elenco, a Macaca surpreendeu a todos ao acabar a primeira fase em quarto lugar, atrás somente de Guaratinguetá, Palmeiras e São Paulo, pela ordem. Corinthians e Santos, por exemplo, acabaram fora das semifinais.

sérgio guedes sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Sérgio Guedes era o técnico da Macaca em 2008: tem história no clube (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Liderada em campo por nomes como Renato Cajá e Elias, ainda promessas do futebol brasileiro, a Ponte superou o Guaratinguetá em duas partidas: 1 a 0 em Campinas e 2 a 1 em Guaratinguetá, em partida até hoje lembrada pelos torcedores graças aos milagres do goleiro Aranha. Na decisão, porém, a Macaca esbarrou no Palmeiras montado por Vanderlei Luxemburgo. Derrotas por 1 a 0, em Campinas, e 5 a 0, na capital, garantiram o vice.

A boa campanha, porém, fez com que muitos destaques ganhassem espaço em grandes clubes do futebol brasileiro. Elias chamou a atenção do Corinthians. Aranha defendeu Atlético-MG e hoje está no Santos. Cajá passou por Grêmio e Botafogo. Luis Ricardo é o novo reforço do São Paulo… e por aí vai. O GloboEsporte.com mostra o paradeiro de cada um dos principais atletas da campanha.

Aranha
Ídolo da torcida da Ponte – principalmente pela atuação na semifinal, quando fechou o gol contra o Guaratinguetá no Vale do Paraíba –, o arqueiro até hoje é exaltado quando pisa em Campinas. Saiu da Ponte em 2009 e passou por poucos clubes desde então. Foi comprado pelo Atlético-MG, de onde saiu por não ter tantas chances como queria. Em seguida, assinou com o Santos para ser reserva de Rafael. Esperou a oportunidade até o fim do Paulistão deste ano, quando o titular foi vendido ao Napoli, da Itália. Novo camisa 1 do Peixe aos 33 anos, acabou como um dos destaques alvinegros no segundo semestre.

Goleiro Aranha Santos (Foto: Ivan Storti / Santos FC)Goleiro até hoje é exaltado como ídolo quando vai ao Moisés Lucarelli como adversário (Foto: Ivan Storti / Santos FC)

 

eduardo arroz

Chegou ao Majestoso como uma das apostas da diretoria e destacou-se a ponto de chamar atenção de grandes clubes, como Corinthians e São Paulo. A boa fase, porém, não durou tanto tempo, até por conta do excesso de lesões. Ficou na Macaca até meados de 2011 e faturou o Título do Interior em 2009, mas nunca mais atuou como naquele Paulistão. Desde que se despediu de Campinas, defendeu Santa Cruz, Mirassol e Guaratinguetá, seu último clube. Tem 32 anos.

Jean Rolt

Outra aposta da comissão técnica, virou titular absoluto na campanha do vice-campeonato paulista. Destacou-se tanto que, no ano seguinte, foi emprestado ao São Paulo, onde não vingou. Voltou ao Moisés Lucarelli por poucos meses em 2010 e logo iniciou a trajetória longe da Alvinegra. Passou por São Caetano, Al-Sailiya, do Catar, e Náutico. Aos 32 anos, participou da campanha do rebaixamento do Timbu como pior time do Campeonato Brasileiro de 2013.

César
Famoso pelo que fez antes de chegar ao Moisés Lucarelli (foi capitão da Portuguesa, defendeu Palmeiras e Corinthians e alcançou a titularidade da Seleção Brasileira), o zagueiro ficou uma temporada na Ponte Preta. Era capitão do time vice-campeão paulista e quase não jogou a final – muitos dizem até hoje que não tinha condições de atuar. Depois da Macaca, passou por Mirassol e Mixto, onde encerrou a carreira, aos 34 anos. Hoje, aos 38, segue ligado ao futebol: é dirigente do Monte Azul, equipe que disputa a elite do Paulistão.

Vicente
Lateral com fama, já havia defendido Paraná, Atlético-MG, Náutico e Marília ao ser contratado pela Ponte Preta. Foi dono absoluto da posição e peça importante do ataque. Depois do Paulista, caiu de produção assim como boa parte da equipe. Deixou o Majestoso para atuar no Coritiba, em 2009. Voltou à Ponte no segundo semestre daquele ano, sem muito alarde. Desde então, passou por Ceará e São Caetano. Hoje, aos 30 anos, é um dos mais regulares do elenco cearense.

Deda
Aos 38 anos, o volante – que iniciou a carreira como zagueiro, no Gama – segue em atividade, com a camisa do Marília. E mantém as mesmas características de quando destacou-se na Ponte Preta: raça e marcação intensa. Deixou a Macaca em 2010 e vestiu apenas três camisas: Brasiliense, Rio Branco-SP e o próprio MAC. O jogador – mais velho em atividade, já que César se aposentou – prepara a aposentadoria dos gramados.

Bilica
Segundo volante de marcação da equipe de Sérgio Guedes, Bilica também está em atividade. Aos 32 anos, defende o Sertãozinho, que oscila entre as duas primeiras divisões do Campeonato Paulista. Após se destacar pela Ponte Preta, em 2008, o jogador passou por Santa Cruz, Vila Nova e Monte Azul. Ganhou destaque principalmente em clubes do Nordeste: Moto Club, Maranhão, Sampaio Corrêa e Sport.

Elias
Maior caso de sucesso daquele time da Macaca. Como meia-atacante, chamou a atenção de Mano Menezes, que o levou para o Corinthians para ser segundo volante. No Parque São Jorge, conquistou vários títulos (Série B, Paulistão e Copa do Brasil), chegou à Seleção Brasileira e transferiu-se para o Sporting, de Portugal. Na Europa, porém, não teve sucesso. De volta ao Brasil, liderou o Flamengo durante a última temporada e acabou com o título da Copa do Brasil. As boas atuações garantiram sondagens de Corinthians e Internacional. O jogador, porém, deseja permanecer na Gávea.

entrevista Elias Flamengo (Foto: André Durão)Meia-atacante na Macaca, Elias é o motor do meio-campo do Fla campeão da Copa do Brasil (Foto: André Durão)

Renato Cajá
Camisa 10 da Ponte no Paulistão, ganhou status de ídolo da torcida até o fim da primeira passagem, em 2009, quando saiu brigado para o Al-Ittihad, da Arábia Saudita. De volta ao Brasil, atuou por Grêmio e Botafogo, para na sequência aceitar uma oferta do Guangzhou Evergrande, da China. Em 2011, aceitou retornar à Macaca e virou um dos principais nomes da volta do time à elite do Campeonato Brasileiro. Encerrou a segunda passagem na metade de 2012. Hoje, aos 29 anos, é titular do Vitória.

Luis Ricardo
Revelado pelo Grêmio, Luis Ricardo chegou à Ponte Preta para atuar como segundo atacante, o jogador de mais velocidade no sistema ofensivo. Fez alguns gols e ganhou a confiança de Sérgio Guedes. No ano seguinte ao vice do Paulistão, foi para o Mirassol. Em seguida, ganhou espaço na Portuguesa, onde virou polivalente. Para se ter uma ideia, o jogador foi contratado pelo São Paulo para atuar como lateral-direito. Tem 29 anos e assinou contrato com o Tricolor do Morumbi por três temporadas.

Marcelo Soares
Um dos jogadores que mais rodou após defender a Macaca, em 2008. No ano seguinte, foi emprestado ao Vengalta Sendai, do Japão, mas voltou ao Majestoso em 2010, para uma curta passagem. Desde então, não se firmou em mais nenhum time: vestiu as camisas do Guaratinguetá, Comercial-SP, Anápolis-GO, Sampaio Corrêa-MA, Novo Hamburgo-RS, Rio Branco-SP, XV de Piracicaba e, por último, São Caetano.

Por Cleber Aguiar – Desempenho fora motiva Ponte Preta na Argentina por 1ª taça

Fonte: Folha de São Paulo

Três vitórias e uma derrota. É em seu ótimo desempenho como visitante na Copa Sul-Americana que a Ponte Preta aposta para conquistar hoje o primeiro título dos seus 113 anos de existência.

A equipe de Campinas visita o Lanús, na Argentina, em busca da vitória mais importante de sua história. Que pode ser no tempo normal, ou, em caso de empate, na prorrogação ou nos pênaltis.

“Estamos muito ansiosos, será o jogo de nossas vidas. Temos confiança de que conseguiremos esse título para a torcida da Ponte”, disse o atacante Rildo.

O empate por 1 a 1 no Pacaembu, semana passada, não foi considerado um resultado negativo pelo técnico Jorginho. Pelo contrário, ele sabe que o time costuma funcionar melhor fora de casa.

A Ponte venceu o Criciúma em Santa Catarina, o Velez Sarsfield em Buenos Aires e o São Paulo no Morumbi. Apenas o Deportivo Pasto, da Colômbia, conseguiu detê-la atuando como mandante.

Em casa, o desempenho cai bastante. Foram quatro empates e uma única vitória.

“Estamos concentrados desde já para fazer dentro de campo o que o Jorginho pedir para sair de lá felizes e não tristes”, afirmou o zagueiro César, que busca seu primeiro título como profissional.

O treinador já avisou que não quer que a Ponte corra riscos hoje. O time vai jogar fechado na defesa, à espera de um contra-ataque para fazer seu gol mais importante.

Marcos Brindicci-7.nov.2013/Reuters
O meia Elias comemora gol da Ponte Preta contra o Vélez na Argentina, pela Copa Sul-Americana
O meia Elias comemora gol da Ponte Preta contra o Vélez na Argentina, pela Copa Sul-Americana

Por Cleber Aguiar – Com mosaico e estádio lotado, Ponte Preta honra trocadilho: ‘Macacaembu’

Fonte: Globo.com

Massa alvinegra de 28 mil torcedores lota estádio, sente-se em casa para fazer festa e ajuda a Macaca a arrancar empate dos argentinos do Lanús nesta quarta, em SP

Por Marcello CarvalhoSão Paulo

Um sonho. Foi o que motivou aproximadamente 28 mil pontepretanos a deixarem Campinas e invadirem o Pacaembu na histórica noite de quarta-feira. Na primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana, contra os argentinos do Lanús, a torcida da Macaca fez bonito na capital e empurrou a equipe para arrancar o empate que ajudou a manter viva a esperança alvinegra de faturar o primeiro título em 113 anos de história.

Desde as primeiras horas da tarde, a torcida já tomava a Praça Charles Miller com faixas, camisas, bandeiras e os incessantes hinos que foram tema da Macaca durante a competição.

torcida Ponte Preta jogo Sul Americana final no Pacaembu (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Torcida da Macaca lota o Pacaembu: quase 30 mil torcedores na capital (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

 

O metalúrgico Elias Júnior esteve na Colômbia, quando a Macaca enfrentou o Deportivo Pasto nas oitavas de final, e também na segunda partida das quartas de final, contra o Vélez Sarsfield, em Buenos Aires. No Pacaembu, o pontepretano conta os dois objetivos ainda pendentes para o final de 2013: viajar novamente para Buenos Aires, para acompanhar o que pode ser o primeiro título da Ponte Preta, e ‘fechar o braço’ de tatuagem, para cumprir uma promessa feita quando a Alvinegra atingiu as semifinais da competição.

– Minha história na Sul-Americana se mistura com a história da Ponte. Eu viajei para a Colômbia, para a Argentina, passei algumas dificuldades, perdi o voo, mas pela Ponte Preta tudo vale a pena. Agora eu vou para a Argentina e vou fechar o braço de tatuagem, ainda não sei qual vai ser o desenho, mas vai ter uma estrela, para simbolizar a conquista da Ponte Preta – disse o metalúrgico.

Já o torcedor Pedro Nico ficou impressionado com o mosaico organizado pela torcida da Ponte Preta no momento em que o time entrou em campo. O estudante se encantou diante das letras AAAP formadas pela multidão pontepretana na arquibancada do Pacaembu.

Ele já comprou passagem para Buenos Aires e, assim como toda torcida pontepretana no Pacaembu, estava apreensivo até o gol de Fellipe Bastos, que renovou as esperanças da torcida para conquistar o primeiro título e fez 28 mil torcedores explodirem de felicidade.

– Eu estava muito preocupado com o resultado até o Felipe Bastos empatar o jogo. Agora com esse resultado de 1 a 1 eu tenho certeza que vamos conquistar o título. Vai ser o dia mais feliz da minha vida e o dia mais importante da história da Ponte Preta. Já comprei passagem e tenho certeza que chegou a hora da Macaca.

Já rebaixada, a Macaca agora cumpre tabela contra o Internacional, em Caxias do Sul, e volta todas as suas atenções para o segundo jogo da final da Sul-Americana, na próxima quarta-feira, em Lanús, cidade a 20km da capital Buenos Aires. Para isso, a Alvinegra precisa vencer o jogo por qualquer placar. Empate por qualquer resultado leva o jogo para a prorrogação, seguida de pênaltis, e uma vitória do Lanús dará o título para a equipe argentina.

torcida comemoração jogo Ponte Preta final Lanus Sul-Americana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Faixas no Pacaembu incentivam jogadores da Ponte Preta durante a decisão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Por Cleber Aguiar – Contra Lanús, Ponte desafia sina de vice para sair da fila após 113 anos

Fonte: Globo.com

Macaca inicia decisão da Sul-Americana nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), em busca do primeiro título de expressão da sua história

Por Heitor Esmeriz São Paulo, SP

Novamente falta (muito) pouco para a Ponte Preta sair da fila. Pela sexta vez, a chance de um título inédito bate à porta da Macaca. Dois jogos separam o clube do paraíso ou de mais gozação por parte dos rivais. Contra o Lanús, a partir desta quarta-feira, a Alvinegra campineira desafia a sina de vice para, enfim, acabar com um incômodo jejum de 113 anos. Depois de bater na trave nos Paulistas de 1970, 77, 79, 81 e 2008, a Ponte tem na final da Sul-Americana a oportunidade de colocar uma estrela no peito e soltar o grito de campeão, apagando o rebaixamento para a Série B do Brasileiro.

A bola rola a partir das 21h50 (de Brasília), no Pacaembu. O jogo de volta está marcado para 11 de dezembro, em “La Fortaleza”, em Lanús. O momento histórico da Ponte promete transformar o Pacaembu em “Macacaembu” por uma noite. A expectativa é de casa cheia, com aproximadamente 30 mil torcedores empurrando o time contra um adversário arrumado, embalado e, além disso, argentino. Um ingrediente extra para tornar ainda mais especial uma eventual conquista alvinegra.

– A gente sabe o que um título representaria para a torcida da Ponte Preta. Uma torcida que é extremamente fiel. Uma torcida que não sabe o que é um título há 113 anos, mas segue apoiando a equipe em todos os momentos. Para mim, é uma segunda Copa do Mundo, diante de tudo que significa para o clube, para a cidade e principalmente para o torcedor – afirmou o técnico da Macaca, Jorginho.

Treino Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)Ponte Preta encara o Lanús na busca do fim do jejum de títulos em 113 anos (Foto: Marcos Ribolli)

Em jogo, também está uma vaga para a pré-Libertadores, para a Recopa Sul-Americana contra o Atlético Mineiro e para a Copa Suruga, no Japão. No caso do Lanús, o lugar na Libertadores já está garantido, por ter tido a melhor campanha entre os argentinos na Sul-Americana. Além disso, a equipe também tem a chance de faturar o Argentino. Nem uma coisa nem outra diminuem a motivação e o foco dos comandados de Guilhermo Barros Schelotto na decisão.

– Nós queremos a Sul-Americana. Essa é a nossa prioridade. Não chegamos aqui à toa. Um título vai representar muito para o clube. É a chance de se firmar de vez entre os grandes do cenário argentino. Sabemos das dificuldades, mas vamos para cima – disse o treinador.

Com a arbitragem do uruguaio Roberto Silveira, o duelo será transmitido pela Globo para o estado de São Paulo e pelo SporTV para todo o Brasil, além do acompanhamento em Tempo Real do GloboEsporte.com a partir das 19h30, com vídeos exclusivos e entradas ao vivo direto do Pacaembu.

header as escalações 2 (Foto: arte esporte)

Ponte Preta: sem muito a esconder, Jorginho confirmou que vai mandar a campo o que tem de melhor e considera o time ideal para o duelo. Após dar folga aos titulares no domingo, pelo Brasileirão, o treinador terá todos à disposição para o duelo. No esquema 4-4-2, a Alvinegra começa o jogo com: Roberto, Artur, César, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Fellipe Bastos, Fernando Bob e Elias; Rildo e Leonardo.

Lanús: o técnico Guillermo Barros Schelotto vai contar com o retorno do volante Jorge Ortiz, livre de suspensão. O atleta, porém, ainda não tem vaga assegurada no time. Pasquini e Ayala disputam com ele a preferência do treinador. No ataque, Pereyra Díaz deve ser o escolhido para o lugar do lesionado Acosta. Assim, os argentinos devem começar com: Marchesín; Araujo, Goltz, Izquierdoz e Velázquez; Diego González, Somoza e Ortiz (Pasquini ou Ayala); Melano, Santiago Silva e Pereyra Díaz.

header quem está fora (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)

Ponte Preta: Adrianinho, punido com cinco jogos de suspensão pela Conmebol, não atua em nenhum do jogos. O atleta foi expulso diante do Vélez Sarsfield, nas quartas de final.

Lanús: o atacante Acosta, que se machucou na partida de volta da semifinal contra o Libertad, está vetado é o único desfalque do time argentino.

Por Cleber Aguiar – Ponte despacha São Paulo e chega a sua primeira decisão internacional

Fonte: Globo.com

Após vencer o jogo de ida por 3 a 1, Macaca administra vantagem, não dá chances para o Tricolor e aguarda Lanús ou Libertad para disputar o título

A CRÔNICA
por Carlos Augusto Ferrari e Heitor Esmeriz

Ser ou não ser campeã da Copa Sul-Americana, para a Ponte Preta, pelo menos nesta quarta-feira, é assunto para depois. O momento é de festejar um feito histórico. Pela primeira vez em seus 113 anos de história a Macaca chega à final de um torneio internacional. O jogo contra o São Paulo, no estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, se desenrolou como uma mera formalidade. Após vencer a ida por 3 a 1 no Morumbi, quarta passada, o time de Campinas poderia avançar até perdendo por 2 a 0. Fez bem melhor: empatou em 1 a 1 e despachou o Tricolor.

Ponte Preta x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Jogadores da Ponte Preta comemoram a classificação (Foto: Marcos Ribolli)

Agora, a Macaca aguarda o vencedor de Lanús, da Argentina, e Libertad, do Paraguai, que jogam nesta quinta. O time argentino, que atuará em casa, tem a vantagem do empate. E já que fez história e chegou à decisão, por que não sonhar com o título? Seria uma ótima forma de esquecer a péssima campanha no Brasileirão – a Ponte está praticamente rebaixada à Série B.

Ao São Paulo, resta lamentar um ano em que nada deu certo: eliminação na semifinal do Paulista, nas oitavas da Taça Libertadores, a luta contra o rebaixamento no Brasileirão e, agora, a perda da chance de ser bicampeão da Sul-Americana.

Leandro gol Ponte Preta jogo São Paulo Sul Americana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogadores da Ponte festejam gol contra o São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Golpe de Macaca

Como no primeiro jogo, o São Paulo começou dominando, trocando passes e envolvendo a Ponte. A diferença é que, nesta quarta, o gol rápido não saiu. O Tricolor, apesar de ter mais a bola nos pés, não sabia bem o que fazer com ela. Tinha dificuldades para achar espaços na bem posicionada defesa da Macaca. Nem Rogério Ceni parecia em seus melhores dias: numa falta logo no início, a centímetros da linha da grande área, carimbou a barreira.

A equipe de Campinas, por sua vez, se mostrava atenta às brechas deixadas pela equipe tricolor. Não tinha pressa. Vigiava bem o adversário, limpava a sua área das bolas cruzadas. Esperava pelo São Paulo. Esperava por uma bola.

E ela veio aos 42. Felipe Bastos acertou ótimo lançamento para Uendel, que dominou no peito e cruzou rasteiro. Rodrigo Caio bem que tentou: primeiro, cortou o passe do ala pontepretano. Depois, rebatou o chute de Leonardo. Só que a bola voltou para Leonardo, que acertou o alvo: 1 a 0 para a Ponte, 4 a 1 na soma dos dois jogos. A missão são-paulina, que já era difícil, ia se tornando impossível. A Ponte estava cada mais mais perto da inédita final internacional.

Ganso, Ponte Preta x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Ganso foi anulado pela marcação da Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)

Que venha a final

Não restava outra alternativa ao São Paulo no segundo tempo a não ser ir para o abafa. Muricy colocou os atacantes Luis Fabiano e Welliton em campo – saíram Paulo Miranda e Ademilson. Com três centroavantes, o Tricolor ocupou a área da Ponte. No entanto, a bola não chegava. Os responsáveis por levá-la à frente faziam partida sofrível. Ganso estava sumido; Douglas tinha dificuldades até para dominar a bola; Maicon também não foi visto em campo.

O relógio andava rápido, e nada de o time da capital criar alguma coisa. Aí veio o desespero: o time se lançou à frente, deixou espaços na defesa, e a Ponte passou a mandar na partida. Toques rápidos, corretos, os jogadores se encontrando em campo. Faltava à Macaca, porém, maior capricho nas finalizações. Que o diga Baraka, que recebeu livre na área, aos 30, e optou por dar mais um corte em vez de chutar a gol. Perdeu o ângulo, tentou passar a bola e perdeu o lance.

Aos 38, um lampejo tricolor. Após chute desviado, a bola sobrou para Luis Fabiano cabecear e empatar a partida. Era muito pouco para o Tricolor. Gol insuficiente e tarde. O time do Morumbi precisava de mais dois gols para levar para os pênaltis, ou mais três para avançar à decisão. A Ponte não voltaria a vacilar. Agora, que venha a final para a Macaca.

Torcida Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)Torcida da Ponte Preta faz a festa e provoca são-paulinos (Foto: Marcos Ribolli)
Festa da torcida na volta a Campinas tem buzinaço, fogos e provocações

Comemoração entrou pela madrugada, principalmente no entorno do Moisés Lucarelli

Por Fernando PacíficoCampinas, SP

A classificação da Ponte Preta à final da Copa Sul-Americana entrou pela madrugada em Campinas. O retorno dos 11 mil pontepretanos que foram a Mogi Mirim acompanhar o empate, por 1 a 1, diante do São Paulo, teve o sorriso como marca registrada. Com hino da Macaca, buzinaço, carreata, bandeiras, fogos de artifícios e muita provocação ao presidente Juvenal Juvêncio, tido como o principal algoz dos torcedores nas últimas semanas.

No entorno do Moisés Lucarelli, o trânsito precisou ser interrompido por conta do retorno dos 57 ônibus que foram a Mogi. Os comboios passaram a deixar a cidade do jogo dez minutos após o término do confronto, ainda em meio às comemorações. Os ônibus começaram a chegar em Campinas por volta das 1h25. O local foi rapidamente tomado por pontepretanos. O estudante Vitor Machado Bonafé, de 20 anos, tinha o desejo de encontrar Juvenal.

Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Torcedores fazem festa no Majestoso após vaga na final da Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)

– Queria ver a cara do Juvenal e perguntar: ‘cadê as virgens?’. Também gostaria ter perguntado o que mais ele tentou para atrapalhar a Ponte Preta. Hoje é feriado. Amanhã também será feriado e assim continuará até quarta-feira – disse o estudante.

Eufórico também estava o motorista Claudinei Vaz de Lima, de 36 anos. Ele foi à festa acompanhado de toda a família, com esposa e as duas filhas: Ana Júlia, de 9 anos, e Arthur, de 2 anos e 4 meses.

– Se a Ponte não for campeã, largo da minha mulher – disse Vaz em tom de brincadeira, já que a esposa preferiu não aparecer nas fotos da comemoração da Macaca.

Os torcedores estavam esperançosos em recepcionar o Gorilão, que trouxe os jogadores de Mogi Mirim. O ônibus, porém, parou em Alphaville – local em que os atletas da Macaca costumam se concentrar para os jogos. De lá, cada um seguiu para as residências, sem passarem ao Majestoso.

Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Bandeiras fazem parte da comemoração da Ponte nas ruas campineiras (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)
Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Moisés Lucarelli recebe grande público após empate por 1 a 1 em Mogi (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)
Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Faixa ‘Chupa, Juvenal’ é sucesso entre torcedores da Ponte Preta (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)
Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Torcida chega de ônibus ao Majestoso para continuar festa pela vaga (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)
Estudante comemora vitória da Ponte Preta  (Foto: Fernando Pacífico)Estudante comemora caracterizado de Macaca a vitória da Ponte Preta (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)

Por Cleber Aguiar – Faltam 3 mil ingressos para lotação máxima

Fonte: Correio Popular Online

Dos 15 mil ingressos reservados para a torcida da Ponte Preta, 12 mil já foram comercializados

Torcida da Macaca comparecerá em peso para jogo em Mogi Mirim

                                                   Torcida da Macaca comparecerá em peso para jogo em Mogi Mirim

A venda de ingressos para o jogo decisivo entre Ponte Preta e São Paulo na noite desta quarta-feira (27) começou na última segunda-feira e foram vendidos apenas 3 mil ingressos, no entanto, no segundo dia de comercialização dos bilhetes foram vendidos mais 4 mil e restaram para esta quarta apenas 3 mil entradas para a torcida pontepretana. Cinco mil ingressos foram reservados para integrantes do projeto Torcedor Camisa 10 (TC10).

Foram disponibilizados 15 mil ingressos para a torcida da Macaca e 1024 para a torcida tricolor que compraram os bilhetes na capital.

Impossibilitada de jogar em seus domínios, após a diretoria do São Paulo entrar com recurso na Conmebol, e com a grande venda de ingressos para a partira, a torcida da Macaca batizou o Estádio Romildo Ferreira de “Mogistoso”, em referência à casa da Macaca, o Estádio Moisés Lucarelli.

Caravana

A diretoria da Ponte Preta disponibilizou 100 ônibus para transportar a torcida da Macaca até o Estádio Romildo Fereira, em Mogi Mirim. Apesar da grande quantidade de veículos, a recomendação para o torcedor é para que chegue cedo ao Majestoso e realiza o embarque com tranquilidade. O primeiro ônibus está marcado para sair do Moisés Lucarelli às 16h e o último às 20h.

A Polícia Militar realizará a escolta da torcida desde Campinas até Mogi Mirim, assim como também escoltará a torcida sãopaulina, da capital até a porta do Estádio, em Mogi Mirim.

Para evitar um suposto confronto entre as torcidas na estrada, é provável que a caravana tricolor passe pela cidade de Limeira para chegar a Mogi Mirim, enquanto os torcedores da Macaca deverão pegar a estrada Adhemar Pereira de Barros, a SP-340.