ICFUT – BRASILEIRÃO SERIE A – 2018 – Grêmio (RS) 0x2 Palmeiras (SP)

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 0 X 2 PALMEIRAS

Data: 06 de junho de 2018, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre
Árbitro: Rafael Traci
Assistentes: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta
Publico:
Renda:

Cartões amarelos: Paulo Victor e Luan (GRÊMIO); Dudu, Moisés, Bruno Henrique, Hyoran e Felipe Melo (PALMEIRAS)

GOL
PALMEIRAS: Willian, aos 21, e aos 41 minutos do segundo tempo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo Gomes, Bressan, Kannemann e Bruno Cortez; Maicon (Jailson) e Arthur (Thonny Anderson); Lima (Pepê), Luan e Everton; André
Técnico: Renato Gaúcho

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Luan, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo (Thiago Santos), Bruno Henrique (Lucas Lima) e Moisés (Jean); Hyoran, Dudu e Willian.
Técnico: Roger Machado

ICFUT – BRASILEIRÃO SERIE A – 2018 – Vitória (BA) 1×0 Chapecoense (SC)

FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 1 x 0 CHAPECOENSE

Local: Estádio do Barradão, em Salvador (BA)
Data: 06 de junho de 2018, quarta-feira
Horário: 19h30 (Brasília)
Árbitro: Dyorgines Jose Padovani de Andrade (ES)
Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Vanderson Antonio Zanotti (ES)
Cartões amarelos: Kanu, Neilton, André Lima (VIT); Rafael Thyere , Arthur (CHA)

GOL
Vitória:
Neilton, aos 16 minutos do 2T

VITÓRIA: Ronaldo; Cedric, Kanu, Aderllan e Jeferson; Ramon, Lucas Marques (Yago), Neilton e Rahyner (Nickson); André Lima e Wallyson
Técnico: Vágner Mancini

CHAPECOENSE: Jandrei; Apodi (Eduardo), Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araújo (Guilherme), Elicarlos e Canteros; Wellington Paulista (Vinicius), Nadson e Arthur
Técnico: Gilson Kleina

ICFUT DAS ANTIGAS – 1º JOGO DE FUTEBOL NO BRASIL FOI DISPUTADO EM SÃO PAULO NO BAIRRO DO BRÁS ENTRE FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIARIA SÃO PAULO RAILWAY EM 14 DE ABRIL DE 1985.

miller2Charles Miller em destaque

O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizados em 14 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIARIA SÃO PAULO RAILWAY.

O primeiro time a se formar no Brasil foi o SÃO PAULO ATHLETIC, fundado em 13 de maio de 1888.

No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participação de negros em times de futebol.

Por Cleber Santista – Galo só empata com o Bahia.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 1 X 1 BAHIA

Local:  Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 19 de julho de 2014, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Vinícius Furlan (SP)
Assistentes: Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) e Vicente Romano (SP)

Cartões amarelos: (Atlético-MG) Marcos Rocha, Guilherme, Jemerson (Bahia) Léo Gago, Henrique, Demerson

Gols:
Atlético-MG: Luan, aos 20 minutos do segundo tempo
Bahia: Titi, aos 24 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Jemerson, Leonardo Silva e Alex Silva (Pedro Botelho); Josué, Eduardo, Dátolo (Marion) e Guilherme; Maicosuel (Luan) e Jô
Técnico: Levir Culpi

BAHIA: Marcelo Lomba; Diego Macedo, Titi, Demerson (Adaílton), Guilherme Santos; Fahel, Uelliton, Léo Gago e Emanuel Biancucchi (Branquinho); Rhayner e Henrique (William Barbio)
Técnico: Marquinhos Santos

11º
Atlético-MG 15 10 4 3 3 12 10 2 50%
16º
Bahia-BA 9 11 2 3 6 8 13 -5 27.3%

ICFUT – DAS ANTIGAS – Campeonato Brasileiro de Futebol de 1959 ou Taça Brasil de 1959 – BAHIA CAMPEÃO.

Campeonato Brasileiro de Futebol de 1959

I Campeonato Brasileiro de Futebol
Taça Brasil de 1959
Dados
Participantes 16
Organização CBD
Local de disputa  Brasil
Período 23 de agosto de 1959 – 29 de marçode 1960
Gol(o)s 99
Jogos 34
Média 2,91 gol(o)s por partida
Campeão Bahia Bahia (1º título)
Vice-campeão São Paulo Santos
Melhor marcador Léo (Bahia) – 8 gols
Maior goleada
(diferença)
Sport Pernambuco 6 – 0 Bahia Bahia
Ilha do Retiro, Recife
30 de outubro, Segunda Fase (Zona Norte)
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Campeonato Brasileiro de Futebol de 1959 ou Taça Brasil de 1959 foi a primeira edição deste torneio organizado pela CBD, a fim de indicar o campeão brasileiro de futebol de 1959, equipe esta que seria o representante brasileiro na primeira competição continental sul-americana, a Taça Libertadores da América de 1960. Reuniu 16 campeões estaduais, sendo que os campeões do estado de São Paulo e do Distrito Federal (na época, a cidade do Rio de Janeiro) já entravam na fase final.

O Bahia sagrou-se campeão, após vencer o terceiro jogo da final contra o Santos.

 

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PRIMEIRA FASE
REGIÃO NORTE
GRUPO  1
PRIMEIRA FASE
23/08/1959  –  Domingo
ABC (RN) 1×1 Ceará (CE)   Natal (RN)
CSA (AL) 0x5 Bahia (BA)   Maceió (AL)
30/08/1959  –  Domingo
Ceará (CE) 0x0 ABC (RN)   Fortaleza (CE)
Bahia (BA) 2×0 CSA (AL)   Salvador (BA)
FINAL DO GRUPO 1
1º Jogo  –  20/09/1959  –  Domingo
Ceará (CE) 0x0 Bahia (BA)   Fortaleza (CE)
2º Jogo  –  27/09/1959  –  Domingo
Bahia (BA) 2×2 Ceará (CE)   Salvador (BA)
Jogo Desempate  –  29/09/1959  –  Terça-feira
Bahia (BA) 2×1 Ceará (CE)   Salvador (BA)
GRUPO  2
PRIMEIRA FASE
23/08/1959  –  Domingo
Tuna Luso (PA) 3×1 Ferroviário (MA)   Belém (PA)
Auto Esporte (PB) 0x3 Sport Recife (PE)   João Pessoa (PB)
30/08/1959  –  Domingo
Ferroviário (MA) 3×1 Tuna Luso (PA)   São Luís (MA)
Sport Recife (PE) 5×2 Auto Esporte (PB)   Recife (PE)
01/09/1959  –  Terça-feira
Ferroviário (MA) 0x1 Tuna Luso (PA)   São Luís (MA)
FINAL DO GRUPO 2
1º Jogo  –  13/09/1959  –  Domingo
Tuna Luso (PA) 2×2 Sport Recife (PE)   Belém (PA)
2º Jogo  –  20/09/1959  –  Domingo
Sport Recife (PE) 3×1 Tuna Luso (PA)   Recife (PE)
DECISÃO DO GRUPO NORTE
1º Jogo  –  27/10/1959  –  Terça-feira
Bahia (BA) 3×2 Sport Recife (PE)   Salvador (BA)
2º Jogo  –  30/10/1959  –  Sexta-feira
Sport Recife (PE) 6×0 Bahia (BA)   Recife (PE)
Jogo Desempate  –  02/11/1959  –  Segunda-feira
Sport Recife (PE) 0x2 Bahia (BA)   Recife (PE)
REGIÃO SUL
GRUPO  1
PRIMEIRA FASE
23/08/1959  –  Domingo
Atlético (PR) 2×1 Hercílio Luz (SC)   Curitiba (PR)
30/08/1959  –  Domingo
Hercílio Luz (SC) 0x1 Atlético (PR)   Tubarão (SC)
FINAL DO GRUPO 1
1º Jogo  –  13/09/1959  –  Domingo
Grêmio (RS) 1×0 Atlético (PR)   Porto Alegre (RS)
2º Jogo  –  27/09/1959  –  Domingo
Atlético (PR) 0x1 Grêmio (RS)   Curitiba (PR)
GRUPO  2
PRIMEIRA FASE
23/08/1959  –  Domingo
Rio Branco (ES) 3×0 Manufatora (RJ)   Vitória (ES)
30/08/1959  –  Domingo
Manufatora (RJ) 0x1 Rio Branco (ES)   Niterói (RJ)
FINAL DO GRUPO 2
1º Jogo  –  13/09/1959  –  Domingo
Rio Branco (ES) 2×2 Atlético (MG)   Vitória (ES)
2º Jogo  –  20/09/1959  –  Domingo
Atlético (MG) 2×0 Rio Branco (ES)   Belo Horizonte (MG)
DECISÃO DO GRUPO SUL
1º Jogo  –  18/10/1959  –  Domingo
Atlético (MG) 1×4 Grêmio (RS)   Belo Horizonte (MG)
2º Jogo  –  25/10/1959  –  Domingo
Grêmio (RS) 1×0 Atlético (MG)   Porto Alegre (RS)
SEMI FINAL
SEMI FINAL  A
1º Jogo  –  17/11/1959  –  Terça-feira
Santos (SP) 4×1 Grêmio (RS)   Santos (SP)
2º Jogo  –  25/11/1959  –  Quarta-feira
Grêmio (RS) 0x0 Santos (SP)   Porto Alegre (RS)
SEMI FINAL  B
1º Jogo  –  19/11/1959  –  Quinta-feira
Vasco (GB) 0x1 Bahia (BA)   Rio de Janeiro (GB)
2º Jogo  –  24/11/1959  –  Terça-feira
Bahia (BA) 1×2 Vasco (GB)   Salvador (BA)
3º Jogo  –  26/11/1959  –  Quinta-feira
Bahia (BA) 1×0 Vasco (GB)   Salvador (BA)
FINAL
1º JOGO
10/12/1959  –  Quinta-feira
Santos (SP) 2×3 Bahia (BA)   Vila Belmiro (SP)
2º JOGO
30/12/1959  –  Quarta-feira
Bahia (BA) 0x2 Santos (SP)   Fonte Nova (BA)
3º JOGO
03/03/1960  –  Quinta-feira

BAHIA (BA)  3×1  SANTOS (SP)

Local: Maracanã (Rio de Janeiro-RJ);

Juiz: (?); Público: (?) espectadores;

Gols: (?).

BAHIA: Nadinho, Leone, Henrique, Vicente e Beto;
Flávio e Bombeiro; Marito, Alencar,
Léo e Biriba. TécnicoGeninho.
SANTOS: Manga, Getúlio, Urubatão, Formiga e Dalmo;
Zito e Jair da Rosa Pinto; Dorval, Coutinho,
Pelé e Pepe. TécnicoLula.
.
CLASSIFICAÇÃO FINAL
PARTICIPANTES PG J V E D GP GC SG

   Bahia (BA)

20 14 9 2 3 20 18  2

   Santos (SP)

5 5 2 1 2 9 7  2

   Grêmio (RS)

9 6 4 1 1 8 5  3

   Vasco (GB)

2 3 1 0 2 2 3 -1

   Sport Recife (PE)

9 7 4 1 2 21 10 11

   Rio Branco (ES)

5 4 2 1 1 6 4  2

   Tuna Luso (PA)

5 5 2 1 2 8 9 -1

   Atlético (PR)

4 4 2 0 2 3 3  0

   Ceará (CE)

4 4 0 4 1 4 5 -1

 10º Atlético (MG)

3 4 1 1 2 5 7 -2

 11º Ferroviário (MA)

2 3 1 0 2 4 5 -1

 12º ABC (RN)

2 2 0 2 0 1 1  0

 13º Hercílio Luz (SC)

0 2 0 0 2 1 3 -2

 14º Manufatora (RJ)

0 2 0 0 2 0 4 -4

 15º Auto Esporte (PB)

0 2 0 0 2 2 8 -6

 16º CSA (AL)

0 2 0 0 2 0 7 -7

Por Cleber Aguiar – No Flamengo: ‘Cair não passa pela cabeça’

Fonte: O Globo – RJ

O presidente Eduardo Bandeira de Mello e seus vices Wallim Vasconcelos, de futebol; Luiz Eduardo Baptista, o Bap, de marketing; e Rodrigo Tostes, de finanças, traçam um panorama do Flamengo

Carlos Eduardo Mansur 

Eduardo Zobaran

Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo

Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo Ivo Gonzalez / Agência O Globo

RIO – Em entrevista ao GLOBO, integrantes da cúpula da diretoria rubro-negra mostram convicção sobre priorizar a quitação de dívidas, mesmo com impacto no futebol, defendem os jogos em Brasília e dão explicações sobre o alto preço dos ingressos.

Ao planejar 2014, vocês temem estar na Série B?

Wallim: De jeito nenhum. Não passa pela cabeça.

O plano inicial era ser mais forte no Brasileiro, não?

Wallim: O elenco não é uma seleção, mas pode estar entre os dez. A situação financeira melhorou, mas ao assumirmos não sabíamos que devíamos R$ 750 milhões, que tinha Timemania vencida… Mas o time foi reforçado. Tem Elias, Mano Menezes, André Santos, Chicão, Marcelo Moreno, Gabriel e Carlos Eduardo, que ainda não performou, mas que, quando trouxemos, tinha vários times disputando a tapa. A gente acredita nele.

Vários deles são emprestados. Se o clube não puder comprá-los, o time terá que ser refeito em 2014?

Wallim: Esse risco sempre há. Vamos trabalhar para manter quem rendeu bem. Para o Elias, vamos montar uma operação eventualmente com a torcida.

Por que uma tradição foi rompida e o banco de reservas passou para o lado direito do Maracanã? Foi para pressionar bandeirinha?

EBM: Sou contra. Um monte de gente reclamou. Talvez Mano não soubesse da tradição.

Wallim: Pode ser revisto. Mas se o Mano quiser ficar do lado direito…

Para ter a Certidão Negativa de Débito(CND), gastou-se R$ 40 milhões e se gasta R$ 7 milhões mensais. Isto engessou o futebol…

Tostes: O Flamengo precisava renegociar a dívida para se livrar de penhoras, da imprevisibilidade. A CND representou legitimidade no nosso trabalho, trouxe redução de juros, liberou penhoras. O patrocínio da Caixa não cobre o gasto com a CND. Mas eu seria executado numa penhora de R$ 130 milhões. O Flamengo ia quebrar. Eu posso te garantir, em seis meses o Flamengo estaria falido. Qualquer dinheiro que entrasse seria penhorado. Só para sentar e conversar com a Procuradoria da Fazenda Nacional, tínhamos que pagar R$ 40 milhões. E isto nos dava o benefício da CND.

Wallim: Ninho do Urubu, todos os ativos iriam à penhora.

E já houve impacto?

Tostes: Da dívida de R$ 750 milhões, a auditoria mostrava que deveriam ser provisionados R$ 730 milhões. Hoje, este número é R$ 654 milhões. Já matamos quase R$ 80 milhões.

EBM: E há argumentos éticos e morais para pagar impostos. Temos 40 milhões de torcedores. Devemos dar exemplo.

O Flamengo tem identidade popular. Não temem perdê-la com ingressos caros?

Bap: Não vai perder. O que leva o torcedor a se envolver com o clube é a vontade de vê-lo ganhar. Para ser grande, o Flamengo precisa arrecadar. Com o tempo, com o clube melhorando, teremos time melhor, ingressos mais baratos. No Rio, de cada quatro pessoas, uma entra de graça, duas pagam meia, sendo uma sem direito. É perverso. Contra o Botafogo, ficamos com R$ 1,08 milhão e o Consórcio com R$ 1,2 milhão. Em Brasília, de cada R$ 2, ficamos com R$ 1. E o valor médio do ingresso é R$ 65 em Brasília e R$ 59 no Rio. Em Brasília sobra mais para o Flamengo, é onde o clube ganha mais dinheiro.

Ao pôr 53 mil pessoas em Brasília, contra o Coritiba, o Fla levou R$ 1,6 milhão. Com 38 mil no Maracanã, contra o Botafogo, ficou com R$ 1,25 milhão. Não é pouca diferença para mudar o clube de lugar?

Bap: Para a situação atual do Flamengo, desculpe: faz muita diferença. Sou carioca, acho que o Flamengo deve jogar no Maracanã. Mas temos obrigação de fazer o Flamengo grande. O valor que os profissionais ganham terá que ser arrecadado. A precificação é mais complexa do que o romantismo. A atratividade do jogo é mais relevante que o valor do ingresso para trazer público.

Ao resolver problemas imediatos, não se estará descaracterizando o clube popular, o clube do Maracanã?

Bap: Em absoluto. Então, o Barcelona deveria ser só amado em Barcelona.

Mas ele não se mudou de Barcelona para isso…

Bap: No longo prazo, vamos duplicar a torcida. Vamos construir um Flamengo muito mais forte. O Flamengo é líder de torcida em 23 estados.

Se for preciso, o Flamengo continuará itinerante?

Bap: Jogar em lugares diferentes tem uma limitação física, logística. Este é um ano de exceção.

Não há compromisso com a identidade, com um extrato da sociedade que sempre foi a cara do clube? Não deveria haver uma cota para eles?

Bap: O Flamengo é grande em todas as camadas sociais. A TV cumpre um papel complementar, leva a todas estas pessoas o Flamengo. O estádio não tem lugar para 40 milhões. Quando você fala de cotas eu me arrepio. De cada quatro pessoas no Maracanã, três entram de graça ou pagam meia. Não sei que cota mais podemos colocar. O compromisso maior é com a vitória. É o que o torcedor quer. Se o Flamengo fosse um saco de pancadas jogando a R$ 1 no Maracanã, o ingresso seria popular e ninguém iria ver. Se for grande e ganhador, vai atingir corações e almas da torcida.

Mesmo que se chegue no Maracanã e não se reconheça o Flamengo, o público tradicional do Flamengo?

Bap: Isso não vai acontecer.

Tostes: O estádio mudou. O consórcio tem custos maiores do que no passado. Isto tem que ser passado para algum lugar. E não foi opção do Flamengo.

Uma cota de 5 mil ingressos populares destrói o projeto financeiro do clube?

Bap: O Flamengo vai viver dos pobres, jogar um futebol pobre e ser um time pobre, porque o negócio futebol mudou. Atlético-MG x Olimpia deu R$ 14 milhões. Você acha que a torcida do Atlético-MG é só classe A?

Então para o assalariado, mais pobre, que não falsifica carteira de estudante, é ponto final do estádio?

Bap: Pode virar sócio-torcedor e pagar R$ 25.

Só se ele tiver carteira de estudante e pagar mais R$ 39,90 por mês.

Bap: Mas eu não pago Mano Menezes, Marcelo Moreno ou Messi com gratuidade. Isso sai da arrecadação do Flamengo. A questão é: o clube pode vender ingresso mais barato? O Consórcio vai dar alguma coisa de graça? Vai dar cota de ingresso barato?

Isso não impedirá a criação de torcedores nas classes baixas? Neymar e Messi jogam de graça na TV…

Bap: No estádio só cabem 50 ou 60 mil, não 40 milhões. A garotada torce para o time que é grande, vencedor. Se o Bonsucesso jogasse de graça no Maracanã, o menino pobre não iria querer ver. A fase que o Flamengo mais cresceu, em todas as classes, foi na geração do Zico. Porque era vencedor.

Wallim: Antigamente não tinha custo de estádio, jogadores ganhavam menos. Hoje tudo está em outro patamar. Em determinado jogo, de menor apelo, pode abrir atrás do gol para R$ 10.

O Corinthians tem setor de ingressos mais baratos.

Wallim: São Paulo tem gratuidade? Gratuidade e meia entrada nos impedem de subsidiar ingresso popular.

Tostes: E joga num estádio público. Quanto paga para jogar no Pacaembu?

EBM: Se um patrocinador bancar a arquibancada popular e distribuir este ingresso, num jogo de grande apelo, quem vai chegar lá de madrugada para comprar? Vai ser o assalariado ou o cambista? Aquele pessoal sem camisa, que aparecia no Maracanã, hoje não tem dinheiro nem para pegar o ônibus.

Bap: Quando o sócio-torcedor crescer e der previsibilidade de receita, o preço do ingresso ficará menos relevante. Nosso projeto não é elitista. Começa com preços mais caros, mas nada obriga que fiquem altos sempre.

Como será decidido o preço do jogo com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil?

Bap: Primeiro, temos que fechar se vamos conseguir jogar mesmo no Maracanã. Se pudermos, será de acordo com a situação do time, a atratividade do jogo: se o Flamengo ganhar em Minas, se perder…

Por Cleber Aguiar – ‘Só me vejo fazendo gol no Japão’, diz Emerson Sheik

Fonte: O Estado de São Paulo

Atacante esbanja otimismo, se diz pronto para brilhar e espera, mais uma vez, ser o herói da Fiel

Vítor Marques – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Criou-se um mito de que esse Corinthians não tem estrelas, que é uma equipe que tem “alma”, como já disse Tite. Isso não significa, porém, que não há um jogador decisivo. Emerson é. E virou herói ao marcar os dois gols da final da Libertadorescontra o Boca Juniors.

Ainda que se sinta desconfortável com o rótulo de “novo Basílio”, eternizado pelo gol do título Paulista de 77, o atacante reconhece, em entrevista ao Estado, que valoriza muito o carinho da torcida. “Não tem como negar essa identificação.”

Sheik volta ao time no momento certo, às vésperas do Mundial do Japão. A ansiedade e um certo nervosismo não tiram dele a ambição de dar ao time mais um título. “Só me vejo fazendo gol no Japão, no primeiro e no segundo jogo.” É bom não duvidar de Sheik.

Um jogador experiente também fica ansioso para jogar uma competição como o Mundial?

EMERSON – Por mais que se tenha vivência no futebol, não tem como você não ficar ansioso, nervoso. Tudo isso é normal, mas estou tranquilo porque a nossa preparação está sendo bem bacana, bem planejada.

Em qual estágio o Corinthians vai chegar ao Japão?

EMERSON – Parte dos jogadores que conquistou o título brasileiro de 2011 e a Libertadores de 2012 permaneceu, poucos saíram, e algumas peças chegaram para repor elenco. E depois o Tite veio montando a equipe que ele acha ideal para a disputa do Mundial. A gente está no caminho certo, sei que são dois jogos difíceis, mas o nosso time está forte.

E como você chega para esse Mundial?

EMERSON – Tive a lesão no joelho (direito) contra a Portuguesa e o pessoal do departamento médico foi brilhante porque acelerou a recuperação. Foi uma contusão complicada, eu tenho uma sensibilidade enorme para dor e isso dificulta na recuperação. O departamento médico me colocou para treinar antes do previsto, mas me colocou em campo uns dois jogos depois do planejado para eu não correr risco lá na frente.

Com a suspensão de cinco jogos e a lesão, você temeu perder espaço no time?

EMERSON – Em toda a minha carreira a minha resposta foi dentro de campo. O meu histórico de vitórias e de conquistas está aí, não preciso falar nada, não preciso provar nada a ninguém. Mas, por outro lado, outros atletas também buscam o seu espaço dentro do Corinthians. Eles têm o meu respeito, mas só podem jogar 11. Particularmente, eu quero jogar e estou me preparando para isso.

Também acha a Libertadores mais difícil que o Mundial?

EMERSON – Na Libertadores, você pode correr atrás, tem a primeira fase. No Mundial, não. Se perder, acabou. A margem de erro é pequena. O Mundial é mais difícil porque são só dois jogos, na Libertadores dá para recuperar.

Acha que o Chelsea está abalado com a mudança de treinador?

EMERSON – Temos um jogo ainda antes da final. Mas falando do Chelsea, não vejo muita vantagem na mudança de treinador. Talvez até seja uma desvantagem porque motiva mais os atletas, quem estava fora quer provar que pode jogar, outros querem correr mais. O Chelsea é uma equipe forte. O Corinthians está na beirada, humilde, mas é uma equipe forte e competitiva. Vamos brigar pelo título.

Você considera essa equipe do Corinthians a mais forte das quais você já defendeu?

EMERSON – Peguei um grupo forte no Fluminense também, com jogadores como Deco, Belletti, Fred, Conca… O Corinthians é um grupo forte também, mas tem um outro diferencial: aqui ninguém quer aparecer mais do que o outro, todos se respeitam. Isso é bacana e por isso os resultados e as conquistas estão aparecendo. Aqui não tem vaidade. Quem quer aparecer a gente dá uma bica. O bacana desse time é que um corre pelo outro, o objetivo é único. O Tite é um técnico justo. Ele teve a felicidade de pegar um grupo com cabeça boa e ele, com toda inteligência, lapidou esse elenco da maneira dele.

Pelos dois gols na final da Libertadores, acredita que será lembrado como o Basílio, autor do gol de 77?

EMERSON – Prefiro ser lembrado de outra maneira, do cara que conquistou o Brasileiro, a Libertadores e, se tudo ocorrer bem, o Mundial. Na Libertadores, tive a felicidade de fazer os gols na final, mas tem toda uma história antes daqueles gols. Sei que vou ser lembrado pelos gols, mas não me acho mais ou menos importante por isso, não quero ter esse rótulo.

Mas você se considera um ídolo da torcida?

EMERSON – Tenho essa noção e valorizo muito isso. É difícil sair na rua, sou querido e não tem como negar essa identificação. Aqui, como diz o Tite, tem de ralar a bunda no chão para jogar.

Você se vê marcando gol no Japão?

EMERSON – Só me vejo fazendo gol. Tem o primeiro jogo, mas me vejo fazendo gols no primeiro e no segundo jogo do Mundial.

ICFUT–BRASILEIRÃO SÉRIE A: Resultados 20/11/2011

Resultados

20/11/2011 17:00 (Dom) Cruzeiro 1 x 1 Atlético-PR Arena do Jacaré
20/11/2011 17:00 (Dom) Atlético-GO 0 x 0 Flamengo Serra Dourada
20/11/2011 17:00 (Dom) Botafogo-RJ 1 x 2 Internacional-RS Engenhão
20/11/2011 17:00 (Dom) Corinthians 2 x 1 Atlético-MG Pacaembu
20/11/2011 19:00 (Dom) Bahia 0 x 2 Palmeiras Pituaçu
20/11/2011 19:00 (Dom) Figueirense 0 x 4 Fluminense Orlando Scarpelli
20/11/2011 19:00 (Dom) Coritiba 1 x 0 Santos Couto Pereira

 

Gols

 

 

 

 

 

 

Classificação

  Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Corinthians-SP 67 36 20 7 9 52 36 16 62.0
2  Vasco da Gama-RJ 65 36 18 11 7 54 38 16 60.2
3  Fluminense-RJ 62 36 20 2 14 58 48 10 57.4
4  Internacional-RS 57 36 15 12 9 56 42 14 52.8
5  Figueirense-SC 57 36 15 12 9 45 43 2 52.8
6  Flamengo-RJ 57 36 14 15 7 57 46 11 52.8
7  São Paulo-SP 56 36 15 11 10 53 44 9 51.9
8  Botafogo-RJ 55 36 16 7 13 51 44 7 50.9
9  Coritiba-PR 54 36 15 9 12 56 40 16 50.0
10  Santos-SP 52 36 15 7 14 53 50 3 48.1
11  Grêmio-RS 47 36 13 8 15 47 54 -7 43.5
12  Palmeiras-SP 46 36 10 16 10 42 39 3 42.6
13  Atlético-GO 44 36 11 11 14 43 42 1 40.7
14  Atlético-MG 42 36 12 6 18 45 54 -9 38.9
15  Bahia-BA 42 36 10 12 14 40 47 -7 38.9
16  Cruzeiro-MG 39 36 10 9 17 40 48 -8 36.1
17  Ceará-CE 38 36 10 8 18 44 60 -16 35.2
18  Atlético-PR 38 36 9 11 16 36 53 -17 35.2
19  América-MG 34 36 7 13 16 48 63 -15 31.5
20  Avaí-SC 30 36 7 9 20 44 73 -29 27.8
Santos e Vasco foram campeões respectivamente da libertadores 2011 e da Copa Brasil
LegendaPG – Pontos Ganhos | JG – Jogos Disputados | VI – Vitórias | EM – Empates
DE – Derrotas | GP – Gols Pró | GC – Gols Contra | SG – Saldo de Gols
%A – Porcentual de Aproveitamento de Pontos


 
 
Classificados à Libertadores
 
 
Classificado à Pré-Libertadores
 
 
Classificados à Sul-Americana
 
 
Rebaixados à Série B
 
 
Campeões da Libertadores 2011 e Copa Brasil

Por Cleber Aguiar – Gangorra

Fonte: Folha de São Paulo
Na Série A em 2012, Portuguesa tentará negar passado de times emergentes, que conseguem o acesso e, logo em seguida, são rebaixados

Douglas Magno – 22.out.11/News Free/Folhapress

O técnico Givanildo, do América-MG, clube que subiu em 2010 e está perto de cair agora

ADRIANO WILKSON
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Portuguesa, que em 2012 jogará a Série A do Nacional, já tem um grande desafio: negar o passado recente de times emergentes e se manter na elite do futebol brasileiro.
O time do Canindé empatou ontem à noite em 1 a 1 com o Criciúma, resultado insuficiente para que levasse o título antecipado da Série B.
Em 2008, a Lusa fez sua única participação na elite nacional desde o início dos pontos corridos, cinco anos antes. Fez campanha ruim, foi vice-lanterna e rebaixada.
O formato de pontos corridos, com mais jogos e menos equipes, mostrou-se particularmente cruel aos clubes emergentes, cuja estrutura financeira não consegue fazer frente à dos times grandes.
Dos 16 clubes de médio ou pequeno porte que alcançaram o acesso à elite do país desde 2003 (sem contar os que subiram em 2010), 13 não conseguiram se manter por mais de três anos na Série A. Sobem, fracassam e caem.
Sete, como a Portuguesa em 2008, duraram somente uma temporada na elite.
“Há uma disparidade financeira muito grande entre os times que já estão na Série A e os que sobem”, declara Paulo Wanderley, vice-presidente-executivo do Náutico.
“É como se os outros tivessem um Fórmula 1, e nós, um fusquinha. É muito desigual.”
O time pernambucano foi um dos que mais duraram na primeira divisão: três temporadas. Caiu em 2009, mas hoje já está na zona de acesso à elite do ano que vem.
A disparidade econômica decorre principalmente do repasse desigual de cotas de TV.
O Flamengo, por exemplo, ganha R$ 43 milhões. Já times como o Ceará e o Avaí recebem menos de R$ 13 milhões. A Portuguesa está negociando para conseguir mais.
No Canindé, a excelente campanha da atual temporada faz o presidente Manuel da Lupa minimizar o abismo.
“A diferença [de repasse] existe mas não pode ser desculpa para não fazer um time competitivo”, disse Da Lupa.
O plano do dirigente para 2012 é manter a equipe atual e contratar “quatro ou cinco reforços da Série A”.
Mas a primeira dificuldade vai ser manter o atual elenco. Os principais jogadores já são assediados por times maiores, como o Corinthians, que quer ter o volante Guilherme, principal revelação do ano.
Ser competitivo e ter planejamento é fundamental para os emergentes não repetirem a trajetória de clubes como o mineiro Ipatinga, um especialista em altos e baixos.
Na Série C em 2006, o time começou uma ascensão meteórica que o levou à primeira divisão. Lá, ficou apenas um ano e começou a cair até voltar à Série C de novo. No mês passado, conseguiu novo acesso à Série B, de onde espera voltar à elite em 2013.