ICFUT – SHOW DE NEYMAR TRANSFORMA VAIA EM OLÉ, E BRASIL GOLEIA O PANAMÁ: 4 A 0

Fonte: globo

A CRÔNICA

por Leandro Canônico

A emoção do hino, o nervosismo dos primeiros minutos, a cobrança do chefe, a impaciência da torcida e a necessidade do protagonismo do seu principal craque. Foi no embalo de Neymar que a seleção brasileira superou o Panamá por 4 a 0 nesta terça-feira, no Serra Dourada, em Goiânia. Aliás, as dificuldades encaradas no começo do amistoso serviram para destacar o que já não era segredo: a importância do camisa 10 para a sintonia do grupo.

Neymar, Daniel Alves, Hulk e Willian construíram a goleada verde e amarela. Mas antes disso a torcida perdeu a paciência com 26 minutos de um futebol ruim e sem um chute a gol. Sob a batuta de Neymar, porém, o Brasil cresceu. A ponto de convencer o mesmo torcedor que vaiou a aplaudir e gritar “olé” a cada passe dos jogadores mais para o fim do duelo. Foram 31.871 presentes. E não só os brasileiros reverenciaram. Após o apito final, os próprios jogadores panamenhos pediram para tirar fotos com o craque brasileiro.

Na próxima sexta-feira, a menos de uma semana da estreia na Copa do Mundo, a seleção brasileira faz o último teste antes do Mundial. Às 16h tem duelo com a Sérvia, no estádio do Morumbi, em São Paulo. E no dia 12, contra a Croácia, o tão esperado debute na Arena Corinthians, também na capital paulista.

Vaias despertam a Seleção

Neymar comemora gol amistoso Brasil x Panamá (Foto: Wander Roberto / VIPCOMM)Neymar comemora o primeiro gol contra o Panamá
(Foto: Wander Roberto / VIPCOMM)

Quatro minutos foram suficientes para irritar Felipão. Logo o técnico estava à beira do gramado, de braços abertos, reclamando do posicionamento do time. Justo. A seleção brasileira começou mal demais. Erros bobos de passe, pouca criação, apatia… Nem parecia aquele time forte e compacto da Copa das Confederações.
Bem fechado, sem dar espaços, o Panamá criou uma dificuldade que talvez a Seleção não estivesse esperando. Isso gerou nervosismo, refletido em dura falta cometida por David Luiz em Tejada, no meio de campo, bem longe do gol. Amarelo para ele. Mais adiante, Neymar tentou fazer firula e levou encarada de Baloy. Nada dava certo.
Na arquibancada, os gritos de incentivo ainda predominavam. Mas só até os 23 minutos. Depois de lançamento errado de David Luiz, a torcida jogou a paciência longe e vaiou o time de Felipão. A irritação do torcedor fez bem. Principalmente a Neymar. O atacante logo acordou e foi para cima dos panamenhos.
E aos 26 minutos, em cobrança de falta sofrida por ele mesmo, Neymar abriu o placar. Foi o primeiro chute do jogo. Com perfeição, o atacante fez o gol de número 200 da carreira, segundo conta do staff do jogador, que leva em consideração, por exemplo, gol pelas categorias de base da Seleção. Com o craque mais solto, o time todo rendeu melhor. Daniel Alves, então, arriscou da entrada da área, aos 39, e ampliou: 2 a 0. Ao apito final do primeiro tempo, aplausos.

Daniel Alves Amistoso Brasil e Panamá Serra Dourada (Foto: Wander Roberto/VIPCOMM)Daniel Alves e Hulk também deixaram sua marca em Goiânia (Foto: Wander Roberto/VIPCOMM)

Tempo de testar
Com direito a seis substituições no amistoso, Felipão decidiu fazer logo três no intervalo: Maicon no lugar de Daniel Alves, Maxwell na vaga de Marcelo e Hernanes na de Ramires. Nem deu tempo de o torcedor avaliar direito quem entrou. Com um minuto, Hulk recebeu ótimo passe de Neymar e fez o terceiro.
Mais à vontade e aproveitando a marcação frouxa dos panamenhos, a Seleção se soltou de vez. Sempre com Neymar de protagonista. Na defesa, Julio César ainda não tinha trabalhado. Teve de se mexer aos dez minutos. E levou um susto. Após cabeçada de Quintero, o goleiro escorregou. Mesmo assim, conseguiu defender.
O reflexo de que a seleção brasileira fazia melhor partida no segundo tempo foi a ausência de Felipão na área técnica. Durante a maior parte da etapa final, o treinador ficou mais sentado, sem avançar muito à beira do campo. E seguiu com os testes, como Jô na vaga de Fred, Willian na de Oscar e Henrique na de David Luiz.
Dentre eles, Willian se destacou até com um gol aos 27 minutos. Neymar iniciou a jogada com Maxwell, que com toque para trás deixou o meia do Chelsea na cara do gol. Mesmo em um amistoso, ainda houve tempo para o árbitro Raul Orosco protagonizar um lance curioso. Depois de marcar mão de Gomez na área, o que seria pênalti, e expulsar o panamenho, ele voltou atrás na decisão.

A torcida, no entanto, não se importou. Com a goleada construída e o jogo já dominado completamente pelo Brasil, virou só festa para os torcedores goianos, que gritaram até olé.
David Luiz foi aplaudido ao ser substituído, Neymar ovacionado depois de bicicleta… Agora, o teste é diante da exigente torcida paulista. E a Seleção precisa melhorar.

Neymar no amistoso Brasil x Panamá (Foto: AFP)Neymar sofre com a marcação de três panamenhos no Serra Dourada (Foto: AFP)

Por Cleber Aguiar – Seleção do Paulistão 2014 é uma palhaçada !!!

Índice

Goleiro Wagner ficou de fora da seleção !!!

Como diz o Neto  ” BRINCADEIRA ”  essa seleção, com  Lúcio e Fernando Prass …meu Deus !!! Uma tremenda injustiça com o goleiro do Ituano, Wagner o cara só tomou 10 gols no campeonato, ai então, os idiotas da Federação Paulista elegem o frangueiro do Prass….não tem lógica isso!!!

Goleiro – Fernando Prass (Palmeiras)
Lateral-direito – Cicinho (Santos)
Zagueiro – Lúcio (Palmeiras)
Zagueiro – Anderson Sales (Ituano)
Lateral-esquerdo – Álvaro Pereira (São Paulo)
Volante – Arouca (Santos)
Volante – Hudson (Botafogo)
Meia – Cícero (Santos)
Meia – Geuvânio (Santos)
Atacante – Thiago Ribeiro (Santos)
Atacante – Alan Kardec (Palmeiras)
Técnico – Oswaldo de Oliveira (Santos)

Revelação – Geuvânio (Santos)
Craque do Interior – Léo Costa (Rio Claro)
Craque da Competição – Cícero (Santos)

Por Cleber Aguiar – Esposa detona Seleção após Ramires não ter sido convocado: ‘Máfia’

Fonte: Lancenet.com.br

Mulher do volante do Chelsea criticou a CBF e diz haver panela na equipe de Felipão

Esposa do Ramires se queixa da convocação da Seleção Brasileira para Copa das Confederações (Foto: Reprodução/Instagram)
Esposa do Ramires se queixa da convocação (Foto: Reprodução/Instagram)

A esposa do volante Ramires usou o Instagram nesta terça-feira para disparar contra a Seleção Brasileira e a CBF, após o marido ter ficado fora da lista do técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa das Confederações. Islana Rosa disse que há uma panela e uma máfina no time brasileiro.

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– Nada nem ninguém vai tirar esse sorriso, essa garra que só você tem! Que dá tanto o sanque, que hoje infelizmente é só mais um insjustiçado em uma seleção medíocre que vive de panela e máfia! Parabéns, CBF! Parabéns, Brasil. Por isso que não é e nunca mais será o melhor do mundo! – publicou Islana na rede social.

Ramires vinha sendo nome constante na Seleção, mas o técnico optou por Hernanes, Paulinho, Fernando e Luiz Gustavo para a posição. O que pode ter pesado foi o atraso na apresentação em Londres, onde Ramires seria avaliado pela comissão médica do Brasil, após sofrer lesão na coxa atuando pelo Chelsea.

Em abril deste ano outra esposa de jogador também usou as redes sociais da internet para desabafar. Carol Paes Matos, a mulher de Denis, goleiro reserva do São Paulo, criticou Rogério Ceni após uma falha do titular tricolor no jogo contra o The Strongest, pela Libertadores. Segundo ela, Ceni “não dava chance nem para mãe”.

Por intermédio da assessoria, sem entrar em polêmica, Ramires classificou a ausência na lista da competição como “um baque muito grande”. Em contrapartida, o volante do Chelsea prometeu esfriar a cabeça e respeitar a decisão de Felipão.
  
– Vivo um grande momento na carreira e estava com uma expectativa enorme de disputar a Copa das Confederações. Nunca tive caso de indisciplina na carreira. Meu histórico não dá margem para questionarem a minha vontade de defender o Brasil. Mas respeito e não me cabe questionar a decisão da comissão técnica.

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Por Cleber Aguiar – Carlos Leite abre o jogo sobre relação com clubes e nega poder na Seleção

Fonte: Globo.com

Representante de 90 jogadores, empresário garante que não sugeria nomes a Mano Menezes: ‘É muita fantasia que se faz e nunca se prova’

Por Eduardo Peixoto e Janir JúniorRio de Janeiro

Empresario carlos leite (Foto: Janir Júnior)Carlos Leite é um dos empresários mais
poderosos do Brasil atualmente (Foto: Janir Júnior)

O acaso marcou o início da carreira de Carlos Leite como agente de jogadores. Em 2002, Léo Lima, então jogador do Vasco, recebeu uma ligação e passou o telefone para o amigo, apresentado ao interlocutor como “seu empresário”. Vascaíno, Leite gostou do cartão de visitas, decidiu vender as quatro lojas de pneus de sua propriedade e caiu na estrada do futebol. No meio do lucrativo caminho, polêmicas. 

Depois de dez anos – tempo em que foi alvo de questionamentos e insinuações principalmente por ser representante de Mano Menezes -, ele decidiu dar fim ao que chama de “fantasias”. Durante 1h30m de entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, falou abertamente sobre as ligações com Vasco, Corinthians, Grêmio, Bahia, Flamengo, agenciamento de jogadores e, principalmente, Mano Menezes e a seleção brasileira.

Carlos Leite nega que tenha sido favorecido na relação convocação x venda de jogadores:

– Jamais. As pessoas, devido a tudo que falam por aí, podem não acreditar, mas nunca troquei três palavras com ele (Mano) sobre os jogadores de futebol. Não era minha função. A partir do momento em que ele foi para a Seleção, não participei da conversa dele com o presidente da CBF na contratação, a única coisa de que participei foram os contratos publicitários, pois era o meu trabalho. Fora isso, não tenho que dar opinião. É muita fantasia que se faz e nunca se prova absolutamente nada.

O empresário levanta a bandeira para regulamentar a profissão de agente de futebol, garante que não tem privilégios no Flamengo por ser amigo do diretor Paulo Pelaipe, critica Bebeto (ex-diretor das divisões de base da Seleção) e José Maria Marin. 

Carlos Leite trabalhou durante
três anos com Jorge Mendes, empresário português conhecido por agenciar nomes como Cristiano Ronaldo e José Mourinho, entre outros

O empresário, que agencia cerca de 90 jogadores, admite que colegas de profissão prejudicam a imagem da categoria. Ele diz saber de histórias de agentes que aliciam jovens valores com ofertas de laptop, jantares em bons restaurantes e meninas que levam para conhecer o mundo.

Leite diz que aceitou conceder a entrevista porque sua filha mais velha, de 14 anos, tem acesso à internet e lê notícias sobre o pai, como a acusação de outro empresário de que ele teria “roubado” Douglas Baggio, atacante da base do Flamengo. Seguro diante dos questionamentos, ele alterna voz serena com firmeza, bate na mesa, risca um papel, arregala os olhos e revela que, em um dos telefones celulares, tem mais de mil contatos. 

Da sua vida pessoal, Carlos Leite diz que não tem estilo musical de preferência, exalta seu lado família, revela que viajar para Angra dos Reis tem sido sua válvula de escape. Gosta de bons restaurantes e vinho. As peladas estão suspensas por ordem médica. O jogo do empresário, agora, é outro.

MOSAICO - Empresário Carlos leite (Foto: Janir Júnior)Carlos Leite representa aproximadamente 90 jogadores, além de um técnico (Fotos: Janir Júnior)

GLOBOESPORTE.COM: Como você começou no futebol?

CARLOS LEITE: Meu início foi com o Léo Lima. Eu tinha quatro lojas de uma rede francesa de pneus e ele começou a frequentá-las para mexer no carro. Eu, vascaíno, vivia em São Januário como torcedor na época. Um belo dia, o convidei para almoçar na minha casa, como torcedor e tocou o telefone dele. Era um agente querendo comprar a procuração dele. O Léo passou o telefone e disse: “Fala com meu empresário aqui do lado”.

Assim do nada, de surpresa?

De surpresa. Falei: “Cara, você está maluco?” Ele disse: “Já fui enganado no futebol e gostaria que você fosse meu empresário”. Isso aconteceu no fim de 2002 e despertou o interesse de entender como funcionava o meio. A partir dali, vendi as lojas e passei a me dedicar exclusivamente ao futebol.

E já no início dava lucro?

No início, não. Financeiramente, não tive retorno. Foi uma aposta. Mas no ano seguinte conheci o Jorge Mendes (empresário português) e fiz uma grande amizade com ele. Passei a ser representante dele no Brasil. As coisas começaram a acontecer. O Jorge é o cara que me deu oportunidade de conhecer melhor como funciona o futebol.

Você e o Jorge ainda têm uma relação próxima?

Temos. Depois de três anos, seguimos caminhos diferentes. Continuamos amigos e recentemente estive com ele. Nos encontramos e revivemos coisas do passado. Brinco que ele é meu professor.

Por que no Brasil se criou algo tão negativo em relação ao empresário?

Você chega na Europa, vai aos camarotes que agentes têm nos estádios e vê dirigentes, treinadores e jogadores. Uma cultura normal e natural, porque todo mundo faz parte desse contexto do futebol. Aqui no Brasil, aconteceu de muitos colegas no passado terem feito coisas que não foram corretas, como tirar jogador de um clube sem retorno. Até amparado pela lei, tirar depois de três meses de salários atrasados. Isso fez com que se criasse uma coisa ruim. E, em vez de os empresários tentarem combater, se calaram. Ninguém fala, ninguém defende, e o empresário virou o grande vilão da história. Em uma negociação, temos os clubes e o jogador. O que a gente faz? Une as pontas. Esse é o nosso trabalho. Infelizmente, criaram esses fantasmas. Há uma guerra entre os próprios empresários. Alguns agentes têm visão distorcida do que é representar um jogador. Dizem “meu jogador”. Não, não é seu jogador. É jogador do clube. Somos unicamente prestadores de serviços. Os próprios agentes sujam o nosso nome. Todo mundo deve ter empresa constituída, licença dada pela CBF, pagar o seguro anual de responsabilidade civil para trabalhar. Os clubes deveriam cobrar mais isso e não negociar com quem não está credenciado.

E os clubes não cobram?

Tenho meu escritório, minha empresa, pago o seguro, mas a maioria não é cobrada. Temos a maioria trabalhando na ilegalidade. A guerra fez com que fôssemos tachados de grandes vilões do futebol. Vivemos no país do futebol, mas vamos para outras áreas: o artista tem o seu agente, o cantor tem o seu agente. Jogador de futebol também tem. Qual é a diferença? Ambos estão ali para buscar o melhor para o seu cliente.

Devemos orientar o jogador não só no futebol, mas também fora de campo. Temos que saber se ele está indo demais para a noite, controlar, conversar”
Carlos Leite

Quais as atribuições de um agente de futebol?

Ele está ali para dar suporte jurídico, financeiro, de imprensa, para fortalecer a marca de cada jogador. O Neymar, por exemplo, tem um staff por trás muito bem-sucedido. Devemos orientar o jogador não só no futebol, mas também fora de campo. Temos que saber se ele está indo demais para a noite, controlar, conversar. Fazer o imposto de renda correto do jogador, pois, quando ele sai do país, temos que dar suporte de tributação correta. Essa responsabilidade que nós temos é que faz a diferença no sucesso do agente. Mas, infelizmente, os agentes preferem brigar. Já ganhei e já perdi jogador, mas nunca vão me ver na imprensa lamentando. Se perdi (o atleta), foi porque em algum momento falhei. Ou, de repente, o cara acordou e não quis mais trabalhar comigo.

Você representa outro treinador além do Mano Menezes?

O único treinador que represento é o Mano. É público. Todos os treinadores têm agentes e ele assumiu isso em 2007. Muita coisa é dita, mas foi tudo transparente. No Corinthians, não tem uma vírgula para falar. Falam demais, mas, infelizmente, a gente vive num país em que é mais fácil falar. As pessoas atacam, mas não provam. Saiu no jornal que ofereci o Mano para três clubes, isso é um absurdo, falta de respeito sem tamanho. Tenho relação com os técnicos desses clubes. Tenho que pegar o telefone, ligar para essas pessoas e dizer que não vai acontecer. Neste momento, os projetos do Mano são outros. Ele, no momento certo, vai colocar. A carreira é dele, eu sou o agente, mas as decisões são dele.

Você sugeriu nomes para convocação quando o Mano comandava a Seleção?

Jamais. As pessoas, devido a tudo que falam por aí, podem não acreditar, mas nunca troquei três palavras com ele sobre os jogadores de futebol. Não era minha função. A partir do momento em que ele foi para a Seleção, não participei da conversa dele com o presidente da CBF na contratação, a única coisa de que participei foram os contratos publicitários, pois era o meu trabalho. Fora isso, não tenho que dar opinião. Como não dou quando está em clube. Pode perguntar a todos os clubes com que tenho relação se já houve conversas para escalar A, B ou C, se influencio de alguma forma.

Saiu no jornal que ofereci o Mano para três clubes, isso é um absurdo, falta de respeito sem tamanho”

A acusação mais frequente era: Mano convocava o jogador para que o Carlos Leite vendesse a seguir. O que você tem a dizer sobre isso?

No tempo em que o Mano trabalhou na Seleção tive cinco jogadores que represento convocados. Dos cinco, três já tinham sido convocados anteriormente por outro treinador: André Santos, campeão da Copa das Confederações com o Dunga, Lucas Leiva, que disputou as Eliminatórias para a Copa de 2010, e o Cássio, que teve uma convocação com o Dunga. Antes do Mano, não vi ninguém citar que eu representava esses jogadores. Mas, quando o Mano convocou, começaram a historinhas. Criam as coisas, não provam nada e  fica uma situação desagradável. Vou te falar: isso realmente me incomoda. Se disser que não incomoda, vou mentir. Procuro ser o mais correto possível. Tenho a linha reta na vida, não tem clube, jogador e treinador para falar algo sobre a minha pessoa em dez anos de trabalho. Quem cria essas histórias?

Mas convocação não facilita uma venda de jogador?

Não tenha dúvida. Seja na base ou na principal, é lógico que vai ter valorização. Mas isso não quer dizer que vai ter uma venda.

Você já fez uma venda instantânea após uma convocação?

Não, tive cinco jogadores convocados. O Cássio continua no Corinthians. Disseram que ele seria vendido, mas ficou e conseguiu resultados. Lucas continua no Liverpool. André Santos estava no Fenerbahçe e depois no Arsenal. O Renato Augusto estava no Bayer Leverkusen. O Rômulo foi vendido (do Vasco para o Spartak de Moscou), mas antes das Olimpíadas. Se eu soubesse que ele seria convocado, eu não venderia antes dos Jogos. Vou dar o exemplo do Fagner, que é representado por mim. Há dois anos, ele era o melhor do Brasil na lateral direita, foi para a seleção do Brasileirão e do Carioca, tinha idade olímpica e não foi convocado. Ninguém fala? Seria fácil convocá-lo. Todo mundo pedindo, idade olímpica… E, durante o período olímpico, ele foi negociado (do Vasco para o Wolfsburg). Será que, se houvesse sacanagem e esquema, eu não iria esperar e falar com o Mano? Chegou o momento de falar e expressar isso. Todo mundo fala do empresário e alguém tem que levantar essa bandeira. A partir de agora, vou me defender do que falam.

Tudo que faço, a Receita Federal sabe. A única que pode saber da minha vida fiscal é a Receita. Faço tudo 100% dentro da legalidade.
Os resultados estão aí”

Por que só agora?

Minha filha tem 14 anos e já acessa a internet. Ela lê certas coisas, e isso acabou me despertando. Estou há cinco anos escutando uma série de situações. No Corinthians, escutei demais. Mas acho que o trabalho no Corinthians foi bem feito, né? Acho que ajudei um pouquinho. Tenho uma parcelinha nesse trabalho. Indiquei alguns jogadores, tive algumas participações importantes dentro do clube. Como foi noticiado, até empréstimo de dinheiro eu dei, e não tenho problema em falar. Tudo que faço, a Receita Federal sabe. A única que pode saber da minha vida fiscal é a Receita. Faço tudo 100% dentro da legalidade. Os resultados estão aí. Tem o presidente, o diretor de futebol, tem um conselho deliberativo, fiscal. Será que eu passo por tantos clubes e nenhum deles nunca falou nada? É o caso do Grêmio agora. É uma oposição que está lá. Quem está lá agora é o doutor Fábio Koff, que é adversário político do Odone, e minha relação tem sido espetacular. Ajudei na negociação do Souza, na compra com o Porto, para ficar no clube. Trouxemos o André Santos, falamos de outros negócios. Será que eu consigo ter todo mundo dentro do bolso, como estão querendo demonstrar? Não. É trabalhar com correção. O Flamengo é outro caso. Com a outra gestão, eu negociei o Ramon. Nessa gestão agora, eu negociei três jogadores, e é oposição. E aí? Se tiver alguma coisa errada, o cara vai trabalhar comigo? Não vai. E continua trabalhando.

Você falou do Corinthians e do Grêmio. E o Vasco, como começou a relação, a parceria?

Foi um trabalho também interessante, bem parecido com o do Corinthians, num momento difícil do clube. E ajudei financeiramente, com colocação de jogadores, usando nosso prestígio em relação a outros clubes. Acho que o resultado também foi positivo. Será que o Carlos trabalha com o Grêmio e tem resultado; trabalha com o Corinthians e eles estão tendo resultado; trabalha com Vasco tem resultado? O Bahia, a gente também fez um trabalho bacana com eles. Estava havia anos sem disputar a Série A, ajudamos. Será que todos os clubes por onde passo tem sacanagem? Não, não tem. Tem seriedade. Por que consigo manter essas relações depois que entra uma outra gestão de oposição? Porque as pessoas veem correção.

O papel do agente de futebol é mal compreendido?

Acho que sim, porque nunca foi discutido. Não digo que o jornalista seja o culpado por isso. Se a gente falasse mais, mostrasse para vocês nossa atuação, seria mais fácil, mas não temos esse espaço. Não vejo o agente sentar com naturalidade nos programas esportivos e falar um pouquinho da nossa atuação.

Como é o processo de captação de novos talentos?

Vou falar pela minha empresa. Tenho pessoas olhando os jogos. Para poder representar, cada vez mais temos que ir ao jogador mais novo. Existe uma lei agora que o jogador menor de idade não pode ter representante. Mas funcionava assim: cada vez mais cedo íamos olhar o jogador que tivesse talento e poderia trabalhar conosco. Tenho uma equipe de pessoas olhando jogadores. Eu vejo futebol praticamente todos os dias, gosto do que faço e tem gente espalhada pelo Brasil sempre informando, os famosos olheiros. Essa é uma fase. A outra é com jogador que já está formado. Esse geralmente vem por indicação. Por exemplo: eu tenho três jogadores num clube e os outros acabam vendo a forma como a gente atua. E ele acaba indicando, pois o outro pode estar insatisfeito com o agente dele, ou não tem empresário ou terminou o contrato com o empresário. É o nosso trabalho. Vamos aos jogos, estamos presentes, não só eu, mas toda a minha equipe, e todo mundo procurando resolver os problemas dos jogadores. Dessa forma que a gente vai captar os jogadores.

Por que um jogador escolhe trabalhar com Carlos Leite? O que você oferece?

Ofereço trabalho. Ter as relações que temos com os clubes, ter a relação com as empresas de material esportivo para poder oferecer uma chuteira, dar todo o suporte necessário para que ele possa desenvolver a carreira. Existem alguns momentos em que a gente tem que dar uma ajuda financeira para a família, ajudar no pagamento de um aluguel, num momento de dificuldade. Mas não faço disso uma prática. Não compro procuração. Não posso pagar para trabalhar, há uma inversão de valores. Você não vai contratar um advogado e perguntar quanto ele vai te pagar para te defender. Da mesma forma que o jogador não pode vir para mim querendo eu pague para trabalhar com ele. Houve, agora diminuiu bastante, muitas pessoas entrando no futebol com o dinheiro, comprando procurações. E tenho uma norma dentro da empresa que é a seguinte: quem vem por dinheiro, vai por dinheiro. Se o cara ganha um pouquinho mais ali, ele acaba indo. Nós não temos essa prática e nossos jogadores sabem disso. Temos uma relação de amizade, respeito.

A gente escuta muita história, de dar laptop, pagar jantares em bons restaurantes. Há as histórias das meninas que eles levam para conhecer o mundo”

Além do dinheiro da procuração existem outras manobras pouco convencionais para conquistar um atleta?

Não me preocupo muito com o que os outros fazem, senão deixo de fazer o meu bem feito. A gente escuta muita história, de dar laptop, pagar jantares em bons restaurantes. Há as histórias das meninas que eles levam para conhecer o mundo.

Mas já perdeu jogador por causa disso?

Por causa disso, não. Até porque perdi poucos jogadores ao longo desses dez anos. Se perdi quatro, cinco, foi muito.

O primeiro empresário do Douglas Baggio (atacante da base do Flamengo) reclamou que você roubou o jogador. O que aconteceu?

Como a gente não tem voz, minhas filhas entram na Internet e vão ler que o pai dela está roubando jogador. Como assim? O rapaz disse que faço isso sempre. Ele (Douglas Baggio) rescindiu o contrato e me procurou para fazer um novo. Ele (agente do Baggio), se sentiu atingido, que procure o cômite de litigios da CBF. Se amanhã conseguir regulamentar nossa profissão, vai ter algo como a OAB, CREA, para discutir isso.

Como é a sua relação com outros empresários?

Existe uma disputa pelo mercado, mas tem que ficar no campo profissional. Se tenho um atleta comigo, ele está insatisfeito e pede para ir embora, vai embora. Há o respeito entre os agentes que hoje estão numa situação mais confortável com o mercado. Hoje estou bem, amanhã posso estar por baixo. Tenho que concordar que é uma relação muito difícil, não é saudável, pois a disputa é muito feroz. Se perder um jogador, perdi. Há pouco tempo, tive um exemplo desse. O Welinton, zagueiro do Flamengo (atualmente emprestado ao Alania, da Rússia), trabalhava comigo e chegou no meu escritório, para mim, sem motivos, e pediu para rescindir o contrato. Tentei argumentar, mas ele disse que não estava feliz e queria seguir a vida dele. Então, deixei ele seguir a vida dele. Em dez anos perdi jogadores? Perdi. Algum dia entrei na Justiça? Nunca entrei nem entrarei.

E qual é a solução para colocar regras em um mercado tão hostil?

Tenho discutido um pouco sobre isso com o Cláudio Guadagno, com quem nem tinha relação. Ele sugeriu uma situação que achei muito interessante: a gente precisa regulamentar a nossa profissão. Estamos amadurecendo a ideia, procuramos especialistas na área, buscando um estudo quanto a isso. Toda profissão tem uma regulamentação. A nossa tem simplesmente a CBF, que tem o comitê de litígio, a carteirinha, mas não temos uma regulamentação. Importante ter uma entidade defendendo nossos interesses. Temos a Abaf, de que nunca participei. Temos que ter direitos e deveres. Não podemos escutar um diretor de seleções dizer “ah, aqui agora não tem empresário” sendo que até ele mesmo já foi empresário. Não posso escutar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol dizer “aqui não tem mais empresário”. A gente faz parte desse mundo. Tem que haver respeito. O fato de estarmos num saguão de hotel para dar um abraço no jogador, para cumprimentar alguém, não pode ser visto como ruim. Não está sendo nem um pouco bom escutar isso dessas pessoas. Eu me sinto incomodado.

Como é a relação entre agentes e jogadores?

Com todos os meus jogadores tento manter uma relação profissional e também de amizade. Até porque você pega meninos muito novos e tem que fazer uma série de trabalhos. Tem o trabalho social de pegar um menino desses, alguns que vêm do nada. E você precisa ensinar um pouco da vida. Se alguém tiver alguma coisa para provar de algo que fiz, que prove. Por que no resultado ruim de uma competição o problema é o empresário? Tem que se cobrar, se houve falha, do jogador, do treinador, se houve excesso do agente, colocá-lo no lugar dele. Mas não chegar e generalizar.

Fiz três negociações com o Flamengo, toda a diretoria estava sabendo. Foram negociações que eu acho que não têm muito o que falar”

Como foi a aproximação com o Flamengo? Qual sua relação com o Paulo Pelaipe?

Minha relação com o Flamengo vem desde 2005. Naquele ano, participei da negociação do Ibson para Portugal. Depois disso, passei a representar o Renato Augusto. Desde essa época, tenho vários jogadores no Flamengo, que entraram, saíram, foram negociados. O que acontece é que num determinado ponto os seus jogadores se encaixam num perfil que estão precisando, em outros momentos, não. No ano passado, eles precisavam de um lateral-esquerdo e me procuraram em relação ao Ramon. Nessa direção agora, eles contrataram o Paulo Pelaipe para ser o diretor de futebol. O Paulo tem uma relação comigo, assim como o Rodrigo Caetano (Fluminense) tem, como o Edu (Gaspar, do Corinthians) tem, como o Anderson Barros na época do Botafogo tinha. Todos os diretores de futebol espalhados pelo Brasil. Esse é o nosso trabalho, fazer relações. Realmente, existe uma relação um pouco mais próxima com o Pelaipe, que vem desde 2005, quando ele trabalhava no Grêmio. Depois, ficou fora do mercado, voltou a trabalhar e temos essa proximidade, como tenho com outros. Fiz três negociações com o Flamengo (Elias, Gabriel e Wallace), toda a diretoria estava sabendo. Foram negociações que eu acho que não têm muito o que falar.

Mas existe privilégio para você no Flamengo hoje?

Nenhum, nem quero privilégio porque não preciso. Você acha que um treinador de futebol vai dar preferência a um jogador que não seja interessante? Ele quer ganhar. O treinador vai ser burro de botar um jogador que ele não queira? Tenho jogadores no Flamengo, Vasco, Botafogo. O Rodrigo Caetano está no Fluminense, e eu não tenho jogador, e ninguém fala disso. O que você precisa é ter bons jogadores que os clubes vão querer.

Muito se fala de contrapeso na negociação. Existe isso, leva jogador x, renomado, mas completa com um jogador que não está tendo oportunidade…

Se eu falar que não existe isso, vou estar mentindo. Não gosto de mentira. A gente procura trabalhar com os melhores. Existem momentos em que você vai falar o seguinte: “Pode colocar esse jogador que ele vai dar resultado”. Às vezes, o cara não conhece. Ele vai acreditar naquilo que você está falando, no seu histórico de trabalho. Não é o fato de “Bota esse, que eu levo esse”. O que pode acontecer é que o cara vai botar um jogador que ele não conhece e a que a gente acredita que ele terá futuro. O Cássio, quando foi contratado no Corinthians, foi motivo de piada. E aí? Foi indicação minha. Todo mundo perguntando “Quem é esse cara?”, ele nunca agarrou. E foi um dos principais jogadores nas conquistas do Corinthians, tanto na Libertadores como no Mundial.

O Flamengo passa por uma dificuldade financeira. O Vasco e Corinthians, quando você deu uma ajuda forte, também. Isso foi estratégia ou percepção de mercado?

Percepção de mercado. Começou com o Grêmio, primeiro clube que estava com uma dificuldade financeira. Em 2005, o novo presidente tinha dificuldades de contratar e também de vender jogadores para fazer caixa. Naquele primeiro momento, quando eu fiz a venda do Anderson para o Porto, não tinha estratégia, foi um acaso. Quando aconteceu no Corinthians, foi a casualidade de o clube precisar de um treinador e eles procurarem o Mano. Dali, criei uma relação muito forte com eles, a ponto de também ajudar financeiramente. Depois desse momento, eu comecei a enxergar um pouquinho sobre isso. O Vasco foi um pouco disso. Enxergamos que era um clube de grande potencial, que passava por momento difícil, que seria interessante essa ajuda. Claro que no futuro proporcionaria bons negócios. Isso não quer dizer que tenha sacanagem.

Cabe ao clube dar as diretrizes do que tem que ser feito. Nunca cheguei em um clube e disse que tinha que ser assim, assado”

E no Flamengo?

No Flamengo, eu já tinha um trabalho, e vem a direção nova, que tenta modificar um pouco a forma de trabalhar. Com uma nova direção, achei interessante fazer esse trabalho. Acaba sendo uma oportunidade de negócio. As pessoas têm que entender que esse é o nosso negócio. Escolher e trabalhar com bons jogadores. Não posso ter vergonha de fazer uma grande negociação e ser bem remunerado por isso. Tenho que ter correção, ser honesto e transparente. Hoje, quase todos os clubes do Brasil têm essa relação com um ou outro agente. Cabe ao clube dar as diretrizes do que tem que ser feito. Nunca cheguei em um clube e disse que tinha que ser assim, assado. Não deixa de ser um trabalho interessante. Quando ganha. E se perdeu, o clube não consegue alcançar seus objetivos? Você é o culpado? Vai ter cobrança em cima disso. Faz parte do negócio.

Fazendo uma comparação rasteira do mercado de ações: você pega um clube de potencial em baixa, acompanha o crescimento, depois vai lucrar com isso.

Essa comparação desse mercantilismo todo não é tanto assim. Mas passa um pouco por isso. Vai da estratégia de cada um. Mas tem que ter bons jogadores. Se tiver bons jogadores, você vai ter clubes bons e interessantes. Seria hipocrisia falar que não passa por isso. Esse é o meu trabalho. No Brasil, parece que é pecado ganhar dinheiro com venda de jogadores. Errado é lesar o clube.

Você não faz isso?

É só pegar meu histórico. Em 10 anos, qual foi o escândalo que tirei jogador de um clube que não tenha sido remunerado? Não tem. Pelo contrário, tenho uma relação ótima com muitos clubes. O combinado não é caro.

Você já falou abertamente sobre empréstimos aos clubes. Vasco, Botafogo, Flamengo também. O que você ganha ou agrega com isso?

No momento em que faço uma aposta no clube, é porque acredito nas pessoas que estão lá e acredito que tenha potencial para que amanhã você tenha seus ativos valorizados. Não é com todos os clubes que vou fazer isso. Faço com quem me sinto confortável, com quem tem credibilidade. Eu arrisco bastante, e quem arrisca mais ganha mais. Ou perde mais. Eu nunca tive problema com nenhum clube do Brasil em relação a pagamento. Pode ter um problema momentâneo, você tem que entender, ser parceiro, isso fez com que meu crescimento tenha sido mais rápido do que naturalmente seria. Futebol é muito pequeno. Os presidentes, diretores e jogadores se falam. Se fizer uma coisa errada no clube, no dia seguinte está todo mundo sabendo.

O que você faz quando um jogador não dá certo?

Tem jogador com quem trabalhamos há cinco, seis anos e nunca fizemos dinheiro com ele. Vou botar o cara para fora? Não vou. Já aconteceu de eu pagar operação de jogador. Vamos deixar o menino lá jogado? Não pode. Dizem que tem muito dinheiro no futebol, mas a grande maioria fica pelo meio do caminho. Cadê a preocupação com eles? As pessoas só olham aquele que foi bem vendido e está ganhando dinheiro. Nas categorias de base, precisa haver palestras de como são feitos os contratos, para que eles não tenham depois problemas que muitos têm, assinam contratos que são verdadeiras aberrações, o cara entrega a vida de uma forma que não é correta. Tem que educar os meninos.

Como o agente ganha dinheiro em cima do jogador? No contrato tem os 10%…

Aí depende de cada agente. O meu método é não cobrar absolutamente nada sobre o jogador. Eu faço minhas negociações, e sou remunerado pelo clube comprador ou vendedor. Não cobramos percentual do salário do jogador.

Mas por quê?

Foi uma prática que aprendi. Tive um professor, o Jorge Mendes, que é o número 1 do mundo, me ensinou muita coisa. Sou muito grato a ele. E ele tinha essa forma de trabalhar. Mas não vou falar que está errado quem cobra. Cada um tem a sua forma de trabalhar. Se é legal, está tudo certo. O que não pode ser é o ilegal.

Quais os clubes que você acha que têm as melhores gestões no futebol brasileiro?

Os clubes têm melhorado significativamente. Ainda precisam melhorar, cada vez mais se profissionalizar, mas você vê clubes tendo gestões interessantes. Caso do Corinthians, que é um modelo que podemos ter como sucesso. Em cinco anos, sai da Série B para ser campeão do mundo, sai de uma receita pequena para uma das maiores do Brasil. O São Paulo também tem uma gestão boa, o Grêmio, o Inter… Também tem que haver responsabilidade com dinheiro do clube, e não simplesmente contratar por contratar, deixando dívidas para o clube. Mas está mudando, não sei se na velocidade que seria a ideal. O Vasco é uma prova disso, está tentando se profissionalizar, o Cristiano (Koehler, diretor geral) veio do Grêmio, implantou um sistema bem profissional. Isso é um caminho a se tomar. Tem que haver uma balança disso, para que não haja só o lado profissional, senão perde um pouco do encanto, da paixão que é o futebol. Com equilíbrio, vem o sucesso. O futebol se tornou um grande negócio, mas é a alegria do povo. Mas não dá para ser como antigamente, até porque no mundo competitivo que a gente vive é muito difícil você ter uma pessoa que possa ficar no clube 10, 12 horas, 15 horas, se não for remunerado.

Você planeja ter um time tipo Tombense, Desportivo Brasil?

Não, nunca me preocupei com isso. Não sei que rumo o futebol vai tomar, não sei o que vai acontecer. Tem que se adequar ao futebol no dia a dia.

Mas qual é seu sonho como empresário?

Continuar como estou. Representar bem o jogador, buscar os melhores contratos, o entendimento entre as partes. Temos conseguido com bastante êxito, não tenho nenhum litígio com clubes, com nenhum jogador. Acho que isso é satisfatório, me sinto realizado no que faço. Sou representante de atletas. Se tiver litígio, vou ter que vir para o lado do jogador, pois ele me confere a gestão da carreira. Mas nesses 10 anos equilibramos isso e não deixamos que atrapalhe nossa relação com o clube e com o jogador. Atuando no momento certo, não pilhar o jogador no momento da dificuldade, ou não entrar na pilha do jogador contra o clube, tem que haver o equilíbrio. Não me vejo com essa necessidade de ter um clube, mas, em relação ao futuro, eu não sei. Se amanhã vou deixar de ser agente para ser outra coisa, eu não sei.

Ser presidente, fincar uma bandeira num clube?

Não tenho esse projeto, não. Sou muito novo, tenho 42 anos, tem muita coisa pela frente, uma família que depende de mim, três filhos, tenho que dar educação. Se um dia penso em ter algo dessa forma, você não vai ser remunerado. De forma ilícita eu não vou ser. Para você fazer isso, tem que estar muito bem financeiramente. Com três filhos não é fácil, você não sabe o futuro. Não estou reclamando nem chorando. Isso ainda não passou pela minha cabeça. Se passar, só pode ser um clube, que é o clube da minha infância, do qual sou sócio, tenho até esse direito. Mas estou do outro lado do balcão, tenho que seguir dessa forma.

Quando você bota paixão na frente da razão, pode cometer algumas falhas”

Você se decepcionou com a falta de continuidade do trabalho no Vasco?

Não é questão de decepção. As relações, em algum momento, estão mais aquecidas, em outros estão mais frias. Realmente foi um momento bom que a gente passou no Vasco, procurei ajudar na medida do possível, acho que consegui. O objetivo naquele momento era resgatar o clube de uma segunda divisão, indiquei profissionais para lá, eles foram confiando naquilo que a gente mostra. É difícil você pegar bons profissionais e indicar para alguns clubes e o cara saber que o clube está mal financeiramente. O Roberto conduziu muito bem esse processo num primeiro momento, mas também acho que ele errou na sequência. Hoje, minha relação com o Vasco é boa, tenho jogadores lá dentro que são importantes. Ano passado fiz o trabalho de manutenção do Eder Luis e do Fellipe Bastos. Tenho boa relação com René Simões. Não vou falar que fiquei chateado, simplesmente as coisas tomam rumos diferentes. Continuo trabalhando, mas talvez sem a intensidade que foi. Se tivesse que repetir, não repetiria dessa forma. Quando você bota paixão na frente da razão, pode cometer algumas falhas. Acho que cometi algumas falhas em alguns momentos. Às vezes, uma superexposição que realmente aconteceu naquele momento, eu numa tribuna ao lado do presidente vendo o jogo. Não me arrependo, mas talvez faria diferente hoje. Desejo sorte, sucesso, continuo atuando, falo semanalmente com René, que está fazendo um bom trabalho, e, como tenho entendimento com o Vasco, tenho com outros clubes.

Quais foram as falhas?

As falhas estão aí, na superexposição de você assumir uma responsabilidade que não é sua. O fato de o Vasco no momento da queda não ter uma estrutura que desse suporte para as coisas acontecerem. Acabei fazendo papéis que eu não tenho que fazer. Tenho que fazer meu papel de agente. Em alguns momentos eu extrapolei isso, tenho que reconhecer. Eu me sinto feliz por ter participado daquele momento, mas não faria dessa forma, ficando tão exposto como fiquei.

Qual trabalho te gratificou mais, o Vasco, que depois conquistou a Copa do Brasil, ou o Corinthians, que conquistou tudo?

São coisas distintas. O Vasco teve um apelo muito grande pelo carinho que tenho pelo clube, pelos amigos vascaínos, minha família de origem portuguesa, teve um sabor especial. O Corinthians é muito gratificante, porque continuou no caminho certo, trilhou o sucesso. Continuo trabalhando firme e forte com eles, tenho o respeito das pessoas que presenciaram todo o nosso trabalho. São emoções diferentes. Nada me impede de estar trabalhando com o Flamengo. Tenho meu clube pelo qual um dia fui fanático, hoje talvez nem tanto. Todo mundo que está dentro do futebol tem seu time, seja treinador, jogador, agente, dirigente profissional. Não tenho por que esconder, quero, sim, ter respeito das pessoas. Poder entrar no Flamengo, fazer o trabalho que faço, ter a relação com o Fluminense, poder entrar no Botafogo, ter o respeito do presidente. Isso é o mais gratificante, estar há 10 anos no futebol e não ter nenhuma porta fechada para mim. Pelo menos que eu saiba.

Posso errar, como todo ser humano. Se errei, abaixo a cabeça e peço desculpa”

Quem é o Carlos Leite sem ser o empresário?

Sou filho de portugueses, os dois com a quarta série primária, que me deram o que de mais sagrado tenho na vida: respeito pelas pessoas, dignidade e caráter. Procuro seguir essas orientações, que independem da sua classe social. Passo esses ensinamentos para os meus três filhos, cobro demais, uma tem oito, a outra está fazendo 14, o pequeno ainda tem sete meses. Passo as lições de vida, correção. Sou um cara muito família, amigo dos meus amigos, dos poucos amigos, tenho muitos colegas. Hoje, posso dizer que respiro futebol. Trabalho desde os 14 anos de idade, não cheguei onde cheguei à toa, teve muita incerteza no meio do caminho, alguns insucessos, mas neste momento sou muito bem casado, 14 anos de casamento, o mais importante no ser humano é a família. Vivo futebol 24 horas por dia, tenho uma equipe de trabalho espetacular. Posso errar, como todo ser humano. Se errei, abaixo a cabeça e peço desculpa.

Opinião sobre algumas pessoas

Rodrigo Caetano – Um grande profissional, vi o começo dele no Grêmio. Chegou onde chegou com muita competência, honestidade, muito trabalho. Hoje, posso dizer que é um amigo que fiz no futebol. Tenho grande prazer de saber que ele conquistou tudo isso e pude ajudar um pouquinho no momento em que ele veio para o Vasco. Ele balançou um pouco em sair lá do Sul, mas naquele momento eu falei: “Cara, é a tua oportunidade”. Hoje, em muitos momentos, ele demonstra gratidão por isso. Não fiz nada demais, só indiquei, pois achei que era um grande profissional. Fico feliz com o sucesso dele.

Ronaldo – Esse para mim é o ídolo maior. História de superação. Representou muito bem o nosso país e continua representando.

Reinaldo Pitta – Não o conheço para falar dele como pessoa, agente, nunca tive relação com ele. Não tenho o que falar.

Marco Polo Del Nero (presidente da Federação Paulista de Futebol) – Mesma forma.

José Maria Marin (presidente da CBF) – Sou novo, né? Esse senhor acho que tem 80 anos. O que sei é pela imprensa as coisas que têm aparecido do passado, que eu não conhecia. Desejo sorte a ele, que possa ajudar a ganhar a Copa do Mundo para gente. De resto, nunca estive com ele. Também não tenho vontade de estar.

Andrés Sanches (ex-presidente do Corinthians) – Revolucionário. Cara que mudou a história do Corinthians, mostrou o grande comandante que é. Posso falar que é um dos grandes amigos que fiz no futebol.

Por Cleber Aguiar – Entrevista de Mano Menezes ao Estadão.

Fonte: O Estado de  São Paulo

Técnico sabe que será vaiado e criticado enquanto a seleção não jogar bonito, mas diz estar confiante

Almir Leite e Paulo Galdieri – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Mano Menezes não está aflito com a pressão diária que sofre no comando da seleção brasileira. “Vou ser vaiado, vou ser xingado, vou ser elogiado em determinadas situações. Isso aconteceu com outros técnicos e comigo não vai ser diferente”, garante o treinador. Sua preocupação é montar um time forte para ganhar a Copa de 2014, mesmo que no meio do caminho tenha de suportar palpites do presidente da CBF, cobranças pela volta de jogadores experientes, amistosos contra adversários fortes e ainda resgatar na torcida a paixão pela seleção. Um dia após o jogo do apagão na Argentina, Mano, em visita ao Estado, falou ontem desses e de outros desafios que tem pela frente e prometeu: “Nos próximos meses a seleção vai passar confiança ao torcedor”.

Mano Menezes durante entrevista exclusiva ao Estado - Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE
Mano Menezes durante entrevista exclusiva ao Estado

Você já tinha vivido alguma situação como a do cancelamento do jogo do Brasil na Argentina?

Há muito tempo não passava por uma situação como essa. Se não me engano, desde quando eu treinava categoria de base no interior do Rio Grande do Sul. Infelizmente a gente não pôde fazer a parte mais importante, que era jogar. Nos daria muita coisa importante que a gente precisa observar sobre determinados jogadores. Foi muito frustrante.

Qual o impacto que esse tipo de frustração causa?

A gente não falou muito sobre esse assunto. Mas obviamente para esses jogadores que iriam iniciar pela primeira vez, como Thiago Neves e Arouca, a frustração é maior. Mas eu costumo dizer que uma só partida não vai mudar a avaliação, nem para um lado, nem para outro. Seria muito injusto com eles, caso a avaliação fosse negativa, e muito injusto com a seleção, se fizesse avaliações extremamente positivas baseadas num jogo só. Elas não são tão confiáveis assim, é preciso mais.

Por que você testou tantos jogadores em dois anos na seleção?

Quando assumi a seleção a solicitação feita foi de encontrar novos nomes. Na projeção, nós não tínhamos condições de contar em 2014 com a maioria dos jogadores que foram à Copa da África do Sul. E se a gente olhar pela idade, isso vem se confirmando, com raríssimas exceções. E para encontrar novos nomes na proporção de quase 100% demora e é difícil. Nós não temos na seleção titular nenhum jogador que jogou como titular a Copa de 2010. Estamos trazendo o Kaká de novo. Mas isso já passou e é possível ver nas últimas convocações a repetição de muitos jogadores. Sempre tem um nome ou outro que o torcedor quer, e é até um contrassenso porque, ao mesmo tempo que ele pede pra definir, de períodos em períodos se fala em um novo nome que ele gostaria de ver. Precisamos de um equilíbrio nisso. Não podemos fechar as portas a novos nomes que aparecem. Seria injusto.

Não há nenhum jogador que esteja fora da seleção e que seja muito pedido pela torcida. Como isso pode ajudar seu trabalho?

Isso é sinal de que a condução até agora é boa em relação aos nomes escolhidos para a seleção. Por outo lado, aumenta a responsabilidade de quem está conduzindo o trabalho. Se os nomes são esses é deles que temos que tirar o melhor para ganhar a Copa de 2014.

Você vai tentar mesclar mais com jogadores experientes?

Não tenha dúvida que o caminho é esse. Mas na proporção certa e com aqueles que apresentam condição de chegar em 2014 em alto nível. Isso é o importante. Eu tenho muita confiança que nos próximos meses a seleção vai passar essa confiança ao torcedor e para a crítica, de um modo geral. Porque também não poderia acontecer antes. A seleção sempre conviveu com essa desconfiança. Outro dia eu estava vendo um artigo do João Saldanha (jornalista e ex-técnico da seleção, morto em 1990) criticando a seleção de 1982 às vésperas da Copa. É assim, e a gente tem que entender, faz parte essa paixão toda. Nós é que temos que fazer o trabalho mais com a razão.

O torcedor às vezes pede um time com “raça”. Você leva isso em conta na hora de convocar?

Eu não acho que a seleção de 1982, que foi a última seleção pela qual o torcedor se apaixonou, tinha como característica a raça. Muito pelo contrário. Ela tinha a capacidade e a inteligência de se jogar futebol. Pegada e raça é muito subjetivo. Depende de uma boa capacidade física, pois hoje não se joga sem isso no futebol de alto nível. É por isso que fomos buscar uma base jovem. O futebol de hoje exige muito entendimento do que está acontecendo e capacidade de propor dentro de campo. E é essa capacidade que eu tenho buscado. O jogo muda muito ao longo da disputa e o técnico não tem mais a capacidade de fazer alterações se os jogadores não tiverem a capacidade de entender o jogo. É isso o que apresentam as melhores seleções do mundo.

Como conviver com a pressão e qual suporte recebe da CBF?

Primeiro é preciso estar aberto às alterações que o futebol exige. Não se pode ter as convicções rígidas dentro de um trabalho de quatro anos e não saber identificar as necessidades de alterações. Faz parte até da inteligência que temos que ter. O resto é do futebol. Nenhuma seleção joga bem sempre. Muito menos a brasileira, que não está ao nível de definições como outras seleções. A Espanha tem ganho amistosos com dificuldades, mas vive um momento de vitórias nos últimos anos que dá um lastro de tranquilidade. Mas é preciso saber conviver com essa pressão externa. Isso já aconteceu com outros técnicos e comigo não vai ser diferente. Eu vou ser vaiado, vou ser xingado, vou ser elogiado em determinadas situações. O importante é saber separar cada momento e não perder a condução do trabalho.

E quando as críticas vêm de dentro da CBF? O presidente Marin gosta de palpitar.

Olha, é sempre delicado quando alguém acima de você faz observações pontuais sobre a seleção. Isso pode criar algum constrangimento. Se o técnico segue na mesma linha é porque está assinando embaixo de uma opinião. Se ele vai contra, ele está afrontando uma opinião maior. Então é bom deixar que cada um faça a sua parte e que a gente discuta todas as questões internamente. Porque falar mesma língua passa segurança para quem está acompanhando o trabalho. Houve uma mudança significativa no comando, mudou-se a maneira de dirigir, com a visão do presidente Marin. Houve uma adaptação. Obviamente o presidente já sentiu as repercussões de cada declaração dele. A gente evoluiu.

No começo do trabalho o Brasil jogava com grandes adversários, mas isso mudou. É fato de que a partir de agora a gente vai ter adversários de nível inferior?

Não tenho nada contra jogar com seleção de nível mais alto. É necessário que a seleção seja testada com adversários mais difíceis. Mas tem que haver um planejamento estratégico. Tem horas que você vai jogar com seleções mais fortes, tem hora que jogará com seleções menos fortes. Eu não critiquei o fato de terem achado a China um adversário fraco. Critiquei o fato de ninguém ter falado antes do jogo que a China era fraca. E depois que a gente fez 8 a 0, a China ficou muito fraca. Precisa haver coerência na avaliação. Também achei que a China foi fraca durante o jogo, mas não se pode tirar o mérito da seleção brasileira nisso. Não pode ser ruim ganhar de 8 a 0, senão tem algo errado. Contra qualquer adversário há observações a fazer. Se a defesa do adversário é fraca, seu ataque tem que ir muito bem. Se o ataque dele é fraco, é a sua defesa que tem que ir muito bem. E não é possível jogar contra as principais seleções a toda hora. Elas têm seus calendários. Nenhuma quer jogar contra o Brasil a toda hora.

Fred, Ronaldinho Gaúcho e Diego Cavalieri estão nos planos?

Eu não tenho nada contra o Fred. Eu nunca dei uma declaração contra o Fred. Aliás, foi ele quem deu uma declaração sobre a seleção. E também não me incomoda jogador ter opinião diferente da minha. Eu não estaria aqui se tivesse essa dificuldade. Acho que o Cavalieri faz um grande Brasileiro. A gente trouxe grandes goleiros e está direcionando para alguns nomes, mas eu não vou fechar a porta para ele se ele continuar a fazer o que está fazendo. O Fred já esteve com a gente na Copa América. É um goleador nato e tem qualidade. A gente tem feito um posicionamento de ataque sem deixar um homem mais centralizado e vamos ver como a seleção se comporta assim. Vamos com isso até o jogo com a Inglaterra para ver se isso funciona de forma confiável. Sobre o Ronaldinho, é um pouco diferente, mas também não excluo a possibilidade porque sempre respeito os grandes jogadores. Levamos ele quando estava bem no Flamengo e depois teve uma queda. Agora no Atlético voltou a jogar bem. De grandes jogadores sempre é possível esperar grandes coisas. Basta a gente decidir no momento certo se é interessante para a seleção ou não.

O que a torcida pode esperar para os próximos dois anos? A Copa das Confederações é teste?

Eu não gosto da palavra teste. A Copa das Confederações é um parâmetro. Se a um ano da Copa estivermos muito distantes do que pretendemos não está bom. A seleção vai estar na Copa das Confederações em condições de ganhar. Essa é uma etapa importantíssima para a Copa de 2014.

Por Cleber Aguiar – Neymar reafirma desejo de seguir no Brasil, mas diz: ‘Uma hora eu vou’

Fonte: Globo.com

Atacante do Santos não nega que tenha vontade de jogar na Europa, porém acha que ainda é cedo para seguir caminho de Oscar e Lucas

Por Alexandre Lozetti e Leandro Canônico Cotia, SP

Neymar coletiva Seleção Brasileira (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Neymar sorri durante coletiva da seleção brasileira
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Oscar foi vendido para o Chelsea, Lucas já está negociado com o Paris Saint-Germain e Neymar continua no Santos. Contemporâneos, os três craques de 20 anos despontaram praticamente juntos, mas o melhor deles continua em solo brasileiro. E pretende seguir assim até 2014, quando vence seu contrato com o Peixe.

Neymar não esconde que um dia tem vontade de jogar na Europa. Afinal, apenas times de ponta, como Barcelona, Real Madrid, Chelsea e Manchester United, já demonstraram interesse. Mas ao olhar os companheiros de seleção brasileira tomarem outro caminho, o craque não pensar em mudar os planos.

– Vontade eu tenho, nunca escondi de ninguém que tenho esse sonho. Chegou o momento do Oscar, do Lucas e uma hora eu vou. Mas ainda está um pouco cedo. Tenho contrato com o Santos até 2014 e quero cumprir. Até lá vou vendo pela televisão os meus amigos jogarem – brincou o atacante.

Sempre que se fala no Brasil da Copa do Mundo de 2014, aliás, Neymar é o centro das atenções. Há quem defenda, aliás, que seria fundamental uma transferência para Europa antes do Mundial, até para dar mais experiência ao jogador. E há muita gente que está satisfeita com a permanência do craque no Brasil.

Nesta sexta-feira, aliás, essas pessoas têm uma chance de ver Neymar em ação e poder torcer a favor, independentemente do clube que é apaixonado. Contra a África do Sul, no amistoso a ser realizado no estádio do Morumbi, às 15h45, corintianos, palmeirenses e são-paulinos também estarão torcendo por gols do santista.

– Que eles esqueçam a rivalidade e compareçam ao estádio para nos apoiar e nos ajudar. Futebol sem torcida fica ruim, sem graça – completou Neymar.

Ainda em solo brasileiro, só que no Recife, a seleção brasileira encara a China, segunda-feira, às 22h, no estádio Arruda. Os dois amistosos do Brasil serão transmitidos ao vivo pela TV Globo, Sportv e GLOBOESPORTE.COM. O site também acompanha os detalhes do jogo em Tempo Real.

Por Cleber Aguiar – Neymar pede que Ganso fique a seu lado: ‘Casa dele é o Santos’

Fonte:Globo.com

Atacante da Seleção diz que novela envolvendo meia é ‘assunto chato’, defende amigo de críticas e espera que pendência se resolva logo

Por Alexandre Lozetti e Leandro Canônico Cotia, SP

Enquanto a novela sobre o meia Paulo Henrique Ganso não chega ao seu capítulo final, outros personagens se manifestam. Nesta quarta-feira, foi a vez de Neymar, amigo e companheiro do atleta no Santos, se pronunciar. Como já era esperado, ele defendeu o camisa 10 das críticas de parte da torcida, embora não tenha entrado em conflito com os santistas, e disse que torce pela permanência do amigo na Vila Belmiro.

Há mais de duas semanas, o São Paulo age abertamente para contratar o jogador. Já foram enviadas duas propostas ao Peixe, uma de R$ 23 milhões e outra de quase R$ 30 milhões. O clube alvinegro, que tem direito a 45% dos direitos econômicos, não só recusou como bateu forte no rival, por meio do presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que chegou a ameaçar o Tricolor de denúncia na Fifa pelo assédio.

Em conversas reservadas, Ganso já declarou à diretoria santista que não deseja continuar na Vila Belmiro. O jogador não gostou, inclusive, da última oferta de aumento salarial. O Grupo DIS, empresa que detém 55% de seus direitos, já se acertou com o São Paulo. Mas Neymar tem esperança de ter o amigo, padrinho de seu filho Davi Lucca, ao lado na equipe.

– Converso pouco com ele sobre esse assunto, é um assunto chato, mas torço para que se resolva logo e ele permaneça ao meu lado porque a casa dele é o Santos – afirmou o atacante, durante entrevista coletiva no CT de Cotia, onde a Seleção está concentrada para amistosos contra a África do Sul, nesta sexta-feira, no Morumbi, e contra a China, segunda, em Recife.

Neymar coletiva Seleção Brasileira (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Neymar se apresentou à Seleção com braço enfaixado (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com

Na partida contra o Bahia, na semana passada, Ganso foi muito hostilizado pela torcida, que atirou moedas no gramado da Vila Belmiro e chamou o jogador de mercenário. A relação, que já não era boa em razão do mau futebol apresentado nos últimos meses, degringolou depois que o meia disse que seria um prazer jogar no São Paulo.

No mesmo jogo, Ganso sentiu uma lesão na coxa, detectada somente dois dias depois, e se tornou desfalque para as próximas rodadas. Para Neymar, o amigo não merece passar por isso.

– Por ele ser o jogador que é, não deveria estar passando por essa situação, independentemente de quem esteja certo ou errado.

Mesmo antes da lesão, Ganso não havia sido convocado por Mano Menezes para os amistosos contra África do Sul e China. Ele não foi bem nos Jogos Olímpicos, quando ficou no banco, e perdeu espaço de vez.

Por Cleber Aguiar – Morre ex-goleiro Félix, campeão do mundo com a seleção brasileira em 1970

Fonte: O Estado de São Paulo

Com 74 anos, ex-jogador faleceu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória

SÃO PAULO – Goleiro titular da seleção brasileira na Copa de 1970, quando o Brasil se sagrou tricampeão mundial com um time histórico, Félix morreu nesta sexta-feira, aos 74 anos. Ele lutava contra um enfisema pulmonar e estava internado no Hospital Vitória, em São Paulo, desde sábado. Por volta das 7 horas da manhã, Félix sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

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Félix estava internado em São Paulo desde sábado - Márcia Alves/AE - 6/3/1996
Márcia Alves/AE – 6/3/1996
Félix estava internado em São Paulo desde sábado

Nascido em Caratinga, Minas Gerais, Félix iniciou a carreira defendendo o Juventus e depois passou por Portuguesa e Nacional, todos clubes de São Paulo, para em seguida defender o Fluminense, onde atuou por oito anos, entre 1968 e 1976, quando se aposentou.

Em meio ao período que defendeu o Fluminense, Félix acabou ganhando a confiança do técnico Zagallo, que apostou no goleiro como titular no Mundial de 1970. Naquela competição, na qual craques como Pelé, Rivellino, Gerson e Tostão consagraram uma das maiores seleções da história, Félix teve atuações destacadas principalmente nos jogos contra Inglaterra e Uruguai, este último pela semifinal.

Com a camisa do Fluminense, Félix foi campeão carioca em 1969, 1971, 1973 e 1975, além de vencedor da Taça de Prata em 1970, que depois acabou sendo reconhecido pela CBF como primeiro título brasileiro da equipe das Laranjeiras.

Por Cleber Aguiar – Mano chama goleiro Cássio e volante Arouca para amistosos no Brasil

Fonte: Globo.com

Retorno do zagueiro Réver é outra novidade da lista dos amistosos contra África do Sul, em São Paulo, e China, no Recife, dias 7 e 10 de setembro

Por Leandro Canônico e Marcelo Baltar Rio de Janeiro

O técnico Mano Menezes anunciou na tarde desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, os 22 jogadores que vão defender a seleção brasileira nos amistosos contra África do Sul e China, nos dias 7 e 10 de setembro, em São Paulo e no Recife, respectivamente. As principais novidades são o goleiro Cássio (Corinthians), o volante Arouca (Santos) e o retorno do zagueiro Réver (Atlético-MG).

– Não é de hoje, já havia deixado claro outras vezes que pensava em trazê-lo (Arouca) para a Seleção. Algumas vezes não foi possível. Agora se abriu essa possibilidade e estamos efetivando duas convocações pela primeira vez, o Arouca e o Cássio – explicou Mano.

Com o intuito de manter o entrosamento conquistado nas Olimpíadas de Londres e dar moral àqueles que ficaram com a medalha de prata nos Jogos, o treinador da Seleção manteve a base da competição e do amistoso contra a Suécia, no último dia 15 de agosto, em Estocolmo – Brasil venceu por 3 a 0. Decepção em Londres, o meia Paulo Henrique Ganso segue fora da lista.

arouca cassio seleção brasileira (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)Arouca, do Santos, e Cássio, do Corinthians, são as novidades (Fotos: Site do Santos/Ag. Corinthians)

Nesses amistosos em território nacional, a intenção da CBF é reaproximar a Seleção do povo brasileiro. Até porque no ano que vem o país será sede da Copa das Confederações. E em 2014, palco da Copa do Mundo. Ainda este ano, o Brasil faz outro jogo em casa. Será pelo Superclássico das Américas, dia 19, em Goiânia.

Para as partidas contra África do Sul e China, Mano chamou goleiros mais experientes, com Jefferson (Botafogo) e Diego Alves (Valencia), além de Cássio. No ataque, Alexandre Pato estaria convocado, mas acabou fora por causa da lesão muscular na coxa esquerda que o deixará três semanas fora. Assim, a lista só tem 22 jogadores em vez de 23. O treinador afirmou que o volante Romulo, que se contundiu durante a partida do Spartak contra o Fenerbahçe na última terça pela Liga dos Campeões, não será problema.

– Tivemos uma conversa com ele e não preocupa, foi só um pequeno entorse – contou Mano, acrescentando que o zagueiro David Luiz também já está recuperado de uma lesão sofrida no Chelsea recentemente.

A seleção brasileira inicia os treinamentos para esses amistosos em casa no próximo dia 3 de setembro, no CT do São Paulo, em Cotia. No dia 7, a partida será no Morumbi. E logo em seguida, o time verde e amarelo viaja para o Recife, onde encarará a China no estádio Arruda, do Santa Cruz.

INFO - convocação seleção brasileira (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)