ICFUT – Futebol Feminino na Olimpíada 2012 – Londres

Fonte: O Estado de São Paulo

Futebol Feminino: maturidade é a aposta de Marta e companhia

Com um time de veteranas, seleção feminina do Brasil põe suas fichas em atletas que disputam os Jogos Olímpicos pela terceira vez

Bruno Deiro – estadão.com.br

SÃO PAULO – A seleção feminina do Brasil aposta na maturidade e em um elenco que joga junto há mais de oito anos para, enfim, voltar com o ouro olímpico. Melhor do mundo cinco vezes seguidas, Marta terá a missão de liderar o time após ter sido preterida na última eleição da Fifa – a escolhida foi a japonesa Homare Sawa.

Marta, titular absoluta da seleção olímpica - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Marta, titular absoluta da seleção olímpica

Do grupo que deve ser escolhido para ir a Londres, pelo menos oito jogadoras estiveram nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos. Segundo o técnico Jorge Barcellos, a definição das convocadas dá facilidade para trabalhar. “Ainda estamos em fase de treinamento, mas diria que 70% do elenco já está definido.”

Com muitas jogadoras acima dos 30 anos, Barcellos vê um time formado ao longo de muito tempo – para a maioria, será a última chance de tentar conquistar o inédito ouro olímpico.

“É um grupo maduro, uma seleção muito experiente que está jogando junta há dois Mundiais e duas olimpíadas. Sabe a responsabilidade que terá pela frente”, afirma o treinador.

A equipe base para Londres iniciou sua jornada com a prata nos Jogos de Atenas, em 2004, e repetiu a dose em Pequim. No Mundial da China, em 2007, chegou invicta e com 100% de aproveitamento à final, com direito a goleada por 4 a 0 nos EUA na semifinal, mas perdeu a decisão para a Alemanha (2 a 0).

NOVA CONCORRENTE
Além de Alemanha e dos EUA, principais rivais do Brasil nas competições femininas de futebol, o Japão surge como uma nova potência a ser observada. Na Copa do Mundo da Alemanha, no ano passado, o time nipônico deixou a anfitriã pelo caminho, bateu as norte-americanas na final e entrou para o seleto clube das campeãs mundiais – que tem apenas os EUA, a Alemanha e a Noruega.

Artilheira (5 gols) e melhor jogadora do torneio, Homare Sawa foi o grande nome. Aos 34 anos, a camisa 10 deve ter sua última chance de levar o Japão à sua primeira medalha no torneio olímpico – em 2008, ela estava em campo na derrota para a Alemanha na decisão do 3.º lugar.

Tropeços serviram de lição, diz Jorge Barcellos

bruno Deiro – estadão.com.br

SÃO PAULO – O time feminino do País diz ter aprendido com os erros para evitar um roteiro trágico que tem se repetido a cada Olimpíada. Após deixar escapar duas vezes o ouro para os EUA nos minutos finais, a promessa é de que o fator emocional não será mais o obstáculo para grandes conquistas – no Mundial do ano passado, a sina se repetiu: nas quartas de final, o Brasil cedeu o empate (2 a 2) no fim da prorrogação contra as americanas e caiu nos pênaltis.

“Uma das coisas que esta seleção aprendeu é que tem de manter a concentração todo o tempo”, garante o técnico Jorge Barcellos. “O jogo tem de ser interessante do começo ao fim. Deixamos escapar o ouro no final em Atenas e Pequim, e isto foi um aprendizado muito grande.”

Após ter obtido o 4.º lugar nas duas edições anteriores, o Brasil chegou à Grécia como favorito, há oito anos. Na primeira fase, o time de René Simões levou 2 a 0 dos EUA, mas avançou. Ao reencontrar as americanas na final, a confiança estava reestabelecida e o Brasil dominou. Injustamente, Tarpley abriu o placar na primeira etapa, mas Pretinha empatou após o intervalo e levou para a prorrogação. Quando o duelo parecia se encaminhar para os pênaltis, Wambach aproveitou falha na zaga para marcar de cabeça e selar a derrota.

Quatro anos depois, a chance de vingança veio na final em Pequim. Novamente, o Brasil sufocou as rivais e poderia ter goleado – o desespero de Marta e Cristiane a cada chance perdida era a imagem da agonia. Com mais fôlego, os EUA fizeram 1 a 0 com Lloyd no início da prorrogação e o Brasil não teve força para reagir.

“Digo para elas que é preciso ser forte até o fim. Só assim é possível conquistar um título dessa grandeza. 

Por Cleber Aguiar – Brasil fica com a prata no Pan !

Fonte: Portal IG

Brasil cede empate no fim e entrega o ouro nos pênaltis

Equipe não joga bem, sofre gol do Canadá aos 43 do 2º tempo e, com cobranças desperdiçadas por Grazi e Debinha, fica com a prata

Vicente Seda, enviado iG a Guadalajara |

Com um time sem as principais estrelas, Marta e Cristiane, mas com veteranas como Tânia, Formiga e Andreia Santos, o Brasil teve tudo para conquistar o tricampeonato no Pan de Guadalajara e deixou o ouro escapar. O Canadá, que até os 43 minutos perdia por 1 a 0, empatou a partida após as brasileiras desperdiçarem chances incríveis no Estádio Omnilife. Nos pênaltis, as canadenses foram mais eficientes e impediram pela primeira vez o título brasileiro, que venceu todas as edições do Pan das quais participou (2003 e 2007). O futebol feminino faz parte do programa pan-americano desde Winnipeg, em 1999. Grazielle e Debinha desperdiçaram as cobranças que deram o título ao Canadá por 4 a 3.

O Brasil começou a final sendo pressionado pelo Canadá, que forçava o jogo pelos flancos. Erros infantis de passe e domínio de bola chegaram a arrancar vaias, mas era só o tempo de aquecer. Logo aos três minutos, um petardo de Debinha da intermediária foi no ângulo e não deu chances à goleira canadense Karina Le Blanc: 1 a 0.

Técnico do Brasil lamenta banco aos cacos no jogo contra o Canadá

Com diversas jogadores fora das condições ideais entre as reservas do Brasil, Kleiton Lima não chora pela prata no Pan

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajar 

Kleiton Lima conversa com as jogadoras na partida frente as canadenses

Mesmo com um Canadá superior fisicamente, o técnico brasileiro Kleiton Lima não queimou as três alterações que poderia na final do futebol feminino, apesar da decisão nos pênaltis após prorrogação. O motivo não foi falta de visão do treinador, que ressaltou o melhor preparo das rivais logo que iniciou a entrevista coletiva. O banco, aos cacos, não lhe dava opções, e este fato foi o que, em sua avaliação, impediu o Brasil de conquistar o tricampeonato no Pan de Guadalajara.

“A gente teve um elenco com muitos problemas físicos nesta partida, duas atletas que vieram de operação, a Renata Costa e a Grazi, a Ketlen que estava tratando de um problema no tendão, a Bia sem condição de jogo, então sobraram poucas alternativas. O elenco é muito bom, mas tivemos problemas de ordem clínica e não pudemos explorar o banco”, esclareceu o técnico, ressaltando que o amadurecimento de algumas atletas também é essencial.

“Individualmente o time estava bem desgastado, a constituição física delas (canadenses) é melhor. A gente tinha jovens de 18, 19 anos, que vão amadurecer. O futebol é assim, numa fração de segundos o resultado escapa da sua mão”, completou.

Comparando com o Pan do Rio, em 2007, Kleiton disse que foi o oposto. Analisou como positivo o desempenho do Brasil por não ter contado com suas principais estrelas e, ainda assim, ter chegado à final em Guadalajara.

“Esse Pan foi totalmente o contrário do último. O Brasil foi com a sua força máxima, em casa, e os rivais não foram com a força máxima. Oito titulares da Copa não estavam aqui, trouxemos jogadoras mais jovens para mesclar com as veteranas. Esse resultado tem muito mérito. Por pouco não chegamos no primeiro lugar, mesmo com esse grupo mesclado, sem as principais jogadoras. São coisas do futebol”, afirmou.

Foi com esse discurso que o técnico tentou animar as jogadoras, especialmente Debinha, que perdeu chance incrível antes do empate canadense, e o pênalti derradeiro, apesar de ter feito o único gol do Brasil no tempo regulamentar. “São jogadoras com muito talento. A Debinha é muito jovem, tem um baita potencial, fez um grande Pan. É difícil porque a gente viveu a mesma situação meses atrás (na Copa do Mundo), perdemos no último minuto. Tenho de levantar a cabeça delas, consolar, porque elas têm um futuro brilhante pela frente.

Thaisinha, por sua vez, deixou tudo no âmbito divino. “Claro que eu queria o ouro, a gente batalhou, mas Deus quis assim. Pênalti é sorte, estamos felizes com a prata, não tem frustração. Deus quis assim, no Mundial também, então que seja. Vamos buscar as Olimpíadas”, disse a jogadora, que também foi dar suporte a Debinha. “A gente foi abraçar na hora do gol, então também tínhamos de dar força na hora do pênalti. Estamos juntas na vitória ou na derrota. Poderia ter acontecido com qualquer uma de nós”, finalizou a atleta.

Por Cleber Aguiar – Maurine supera dor, faz gol e garante o Brasil na briga por ouro no futebol feminino

Fonte: Meionorte.com.br

O Brasil começou a partida tomando a iniciativa do ataque, sem se importar com a torcida mexicana

Maurine supera dor, faz gol e garante o Brasil na briga por ouro no futebol feminino Jogadoras da Seleção comemoram com Maurine o gol da vitória sobre o México (Foto Divulgação)

Desde a noite do último domingo, quando a Seleção Brasileira feminina recebeu a notícia da morte do pai de Maurine, criou-se a expectativa de como o grupo reagiria. Mas as jogadoras transformaram o luto em motivação. E foi exatamente a lateral-direita a autora do gol que deu a vitória do Brasil por 1 a 0 sobre o México, nesta terça-feira, no Estádio Omnilife, garantindo a classificação para a final do torneio de futebol dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

 A equipe comandada por Kleiton Lima vai brigar pelo ouro na quinta, enfrentando o adversário da outra semifinal, entre Canadá e Colômbia. Nesta terça, a Seleção entrou em campo usando uma fita preta como símbolo do luto por Brasil, nome do pai de Maurine.

O Brasil começou a partida tomando a iniciativa do ataque, sem se importar com a torcida mexicana que ainda chegava ao estádio. A equipe trocava bons passes, mas sem ameaças consistentes ao gol adversário. Mas com o passar do tempo, o México recuperou o terreno e, aproveitando os muitos erros de passe da Seleção, passou a dominar o jogo.

O México levou sufoco em duas bolas cruzadas, sendo que uma delas obrigou Francielle a subir e salvar de cabeça, com a goleira Bárbara fora do lance. Com uma transição rápida da defesa para o ataque, o time da casa chegava com perigo. Apenas na etapa final do primeiro tempo as brasileiras apresentaram melhor volume de jogo.

Em meio a muitos chutes errados de fora da área, o Brasil teve duas oportunidades, ambas em cruzamentos pela direita. No primeiro, a zaga tirou antes que Débora colocasse a cabeça na bola. Na segunda, Maurine tocou com perfeição para Rosana, que, livre, cabeceou para a defesa da goleira Aurora Santiago.

Em poucos minutos, o segundo tempo teve mais emoção do que toda a primeira etapa. E, melhor em campo, o Brasil protagonizou a maioria. Depois de Formiga acertar o travessão num chute de fora da área, foi a vez de a Seleção ter um gol legítimo anulado pela árbitra cubana Irasema Aguilera. Aos 19 minutos, Formiga cobrou escanteio e a bola tocou no travessão. Bagé empurrou para o gol, mas a arbitragem assinalou que a bola havia saído.

Logo que a bola foi reposta, o México armou um contra-ataque que deixou Bárbara frente a frente com Samarzich. Mas a goleira brasileira saiu com precisão nos pés da atacante e defendeu. Embalado pelo domínio ofensivo, o Brasil teve uma boa chance com Tânia Maranhã de cabeça, obrigando Santiago a fazer boa defesa.

Na base da empolgação da torcida, que gritava “Si, se puede”, o México foi para cima do Brasil, mas deixou espaços. Numa saída rápida para o ataque, após cruzamento de Maicon pela esquerda, a bola passou por toda a área e chegou até Maurine, que se esticou para completar para o gol, abrindo o placar para a Seleção aos 33 minutos.

Com a vantagem, o Brasil passou a administrar a partida, aproveitando o desespero do México. Sem se afobar, o time de Kleiton Lima controlou a bola até o apito que garantiu a vaga na final do Pan.

Por Cleber Aguiar – Brasil é eliminado no Mundial Feminino !

Fonte: Folha de São Paulo

Sem título, sem arte

Com futebol feio , seleção feminina de Marta perde para os EUA e dá adeus a Mundial da Alemanha

Brasil 2(3)
Marta, aos 23min do 2º tempo, e aos 2min do 1º tempo da prorrogação

EUA 2(5)
Daiane (contra), aos 2min do 1º tempo, e Wambach, aos 17min do 2º tempo da prorrogação

LUCAS REIS
ENVIADO ESPECIAL A DRESDEN

A seleção brasileira feminina perdeu como sempre, mas jogou feio como nunca.
Em uma das mais dolorosas derrotas de sua história, o Brasil foi eliminado na decisão por pênaltis contra os EUA, eternos algozes, nas quartas de final da Copa do Mundo da Alemanha, na tarde de ontem, em Dresden.
A queda foi um castigo para quem ficou a maior parte do jogo com uma atleta a mais e vencia por 2 a 1 até os 17min do segundo tempo da prorrogação, quando sofreu o gol de empate em falha generalizada da defesa.
Mas também foi um castigo para uma equipe que se acostumou a exibir um futebol exuberante e que, neste Mundial, optou pelo jogo pragmático, feio, com chutões e pouca inspiração.
Nem Marta, com seus dois gols, nem Cristiane, com toda a sua vontade, ou Érika, quase impecável na zaga, conseguiram levar adiante a seleção brasileira, que mais uma vez caiu e continua sem ter uma grande conquista.
A vilã da vez é a zagueira Daiane, que ontem fez um gol contra, falhou no segundo tento dos EUA e perdeu o único pênalti brasileiro.
Mas a derrota pode se relacionar a várias condicionais: se Daiane não falhasse, se Marta e Cristiane não perdessem as chances nos contra- -ataques, se Érika não fizesse cera no fim, se a goleira Andréia alcançasse a bola, se a arqueira americana Hope Solo não tivesse brilhado tanto.
E, sem um título em uma grande competição, o discurso de reconhecimento que isso traria para o futebol feminino novamente foi em vão.
Os EUA, fortalecidos por sua épica classificação, agora enfrentarão a França na luta por uma vaga na decisão do Mundial. A seleção norte- -americana também derrotou o Brasil nas finais das Olimpíadas de 2004 e 2008.
Em 28 partidas contra o Brasil, os EUA venceram 24. A seleção brasileira triunfou em apenas duas ocasiões -uma delas na semifinal do Mundial de 2007, quando o Brasil acabou derrotado pela Alemanha na final.
Ontem foi dolorido. As brasileiras saíram perdendo aos 2min de jogo. Empataram após pênalti polêmico cometido em Marta -que resultou na expulsão de Buehler- e cobrado por ela.
A virada veio no início da prorrogação, com Marta. Mas o Brasil recuou demais. Viu os EUA crescerem empurrados pela torcida, maioria absoluta. E levou o empate. Nos pênaltis, Hope Solo brilhou.
Foi o melhor jogo do Brasil neste Mundial. Mas não foi o suficiente. Elas voltam hoje, sem a taça, e com a esperança de um dia mudar esta sina.

ICFUT – Mundial Feminino 2011

Gols do Brasil !

Grupo A
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  França 6 2 2 0 0 5 0 5 100.0
2  Alemanha 6 2 2 0 0 3 1 2 100.0
3  Nigéria 0 2 0 0 2 0 2 -2 0.0
4  Canadá 0 2 0 0 2 1 6 -5 0.0
Grupo B
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Japão 6 2 2 0 0 6 1 5 100.0
2  Inglaterra 4 2 1 1 0 3 2 1 66.7
3  México 1 2 0 1 1 1 5 -4 16.7
4  Nova Zelândia 0 2 0 0 2 2 4 -2 0.0
Grupo C
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Estados Unidos 6 2 2 0 0 5 0 5 100.0
2  Suécia 6 2 2 0 0 2 0 2 100.0
3  Coréia do Norte 0 2 0 0 2 0 3 -3 0.0
4  Colômbia 0 2 0 0 2 0 4 -4 0.0
Grupo D
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Brasil 6 2 2 0 0 4 0 4 100.0
2  Austrália 3 2 1 0 1 3 3 0 50.0
3  Noruega 3 2 1 0 1 1 3 -2 50.0
4  Guiné Equatorial 0 2 0 0 2 2 4 -2 0.0

Grupo A

1ª RODADA
26/06 – 10h00 Nigéria 0 x 1 França
26/06 – 13h00 Alemanha 2 x 1 Canadá
2ª RODADA
30/06 – 13h00 Canadá 0 x 4 França
30/06 – 15h45 Alemanha 1 x 0 Nigéria
3ª RODADA
5/07 – 15h45 França x Alemanha
5/07 – 15h45 Canadá x Nigéria

 

Grupo B
1ª RODADA
27/06 – 10h00 Japão 2 x 1 Nova Zelândia
27/06 – 13h00 México 1 x 1 Inglaterra
2ª RODADA
1/07 – 10h00 Japão 4 x 0 México
1/07 – 13h15 Nova Zelândia 1 x 2 Inglaterra
3ª RODADA
5/07 – 13h15 Inglaterra x Japão
5/07 – 13h15 Nova Zelândia x México

 

Grupo C
1ª RODADA
28/06 – 10h00 Colômbia 0 x 1 Suécia
28/06 – 13h15 Estados Unidos 2 x 0 Coréia do Norte
2ª RODADA
2/07 – 9h00 Coréia do Norte 0 x 1 Suécia
2/07 – 13h00 Estados Unidos 3 x 0 Colômbia
3ª RODADA
6/07 – 15h45 Suécia x Estados Unidos
6/07 – 15h45 Coréia do Norte x Colômbia

 

Grupo D
1ª RODADA
29/06 – 10h00 Noruega 1 x 0 Guiné Equatorial
29/06 – 13h15 Brasil 1 x 0 Austrália
2ª RODADA
3/07 – 9h00 Austrália 3 x 2 Guiné Equatorial
3/07 – 13h15 Brasil 3 x 0 Noruega
3ª RODADA
6/07 – 13h00 Guiné Equatorial x Brasil
6/07 – 13h00 Austrália x Noruega

ICFUT – Mundial Feminino 2011

Destaque da Rodada

Grupo A
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  França 6 2 2 0 0 5 0 5 100.0
2  Alemanha 6 2 2 0 0 3 1 2 100.0
3  Nigéria 0 2 0 0 2 0 2 -2 0.0
4  Canadá 0 2 0 0 2 1 6 -5 0.0
Grupo B
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Japão 3 1 1 0 0 2 1 1 100.0
2  Inglaterra 1 1 0 1 0 1 1 0 33.3
3  México 1 1 0 1 0 1 1 0 33.3
4  Nova Zelândia 0 1 0 0 1 1 2 -1 0.0
Grupo C
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Estados Unidos 3 1 1 0 0 2 0 2 100.0
2  Suécia 3 1 1 0 0 1 0 1 100.0
3  Colômbia 0 1 0 0 1 0 1 -1 0.0
4  Coréia do Norte 0 1 0 0 1 0 2 -2 0.0
Grupo D
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Noruega 3 1 1 0 0 1 0 1 100.0
2  Brasil 3 1 1 0 0 1 0 1 100.0
3  Guiné Equatorial 0 1 0 0 1 0 1 -1 0.0
4  Austrália 0 1 0 0 1 0 1 -1 0.0

Grupo A

1ª RODADA
26/06 – 10h00 Nigéria 0 x 1 França
26/06 – 13h00 Alemanha 2 x 1 Canadá
2ª RODADA
30/06 – 13h00 Canadá 0 x 4 França
30/06 – 15h45 Alemanha 1 x 0 Nigéria
3ª RODADA
5/07 – 15h45 França x Alemanha
5/07 – 15h45 Canadá x Nigéria

 

Grupo B
1ª RODADA
27/06 – 10h00 Japão 2 x 1 Nova Zelândia
27/06 – 13h00 México 1 x 1 Inglaterra
2ª RODADA
1/07 – 10h00 Japão x México
1/07 – 13h15 Nova Zelândia x Inglaterra
3ª RODADA
5/07 – 13h15 Inglaterra x Japão
5/07 – 13h15 Nova Zelândia x México

 

Grupo C
1ª RODADA
28/06 – 10h00 Colômbia 0 x 1 Suécia
28/06 – 13h15 Estados Unidos 2 x 0 Coréia do Norte
2ª RODADA
2/07 – 9h00 Coréia do Norte x Suécia
2/07 – 13h00 Estados Unidos x Colômbia
3ª RODADA
6/07 – 15h45 Suécia x Estados Unidos
6/07 – 15h45 Coréia do Norte x Colômbia

 

Grupo D
1ª RODADA
29/06 – 10h00 Noruega 1 x 0 Guiné Equatorial
29/06 – 13h15 Brasil 1 x 0 Austrália
2ª RODADA
3/07 – 9h00 Austrália x Guiné Equatorial
3/07 – 13h15 Brasil x Noruega
3ª RODADA
6/07 – 13h00 Guiné Equatorial x Brasil
6/07 – 13h00 Austrália x Noruega

ICFUT – Mundial Feminino 2011

Gols da Rodada

Grupo A
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Alemanha 3 1 1 0 0 2 1 1 100.0
2  França 3 1 1 0 0 1 0 1 100.0
3  Canadá 0 1 0 0 1 1 2 -1 0.0
4  Nigéria 0 1 0 0 1 0 1 -1 0.0
Grupo B
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Japão 3 1 1 0 0 2 1 1 100.0
2  Inglaterra 1 1 0 1 0 1 1 0 33.3
3  México 1 1 0 1 0 1 1 0 33.3
4  Nova Zelândia 0 1 0 0 1 1 2 -1 0.0
Grupo C
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Estados Unidos 3 1 1 0 0 2 0 2 100.0
2  Suécia 3 1 1 0 0 1 0 1 100.0
3  Colômbia 0 1 0 0 1 0 1 -1 0.0
4  Coréia do Norte 0 1 0 0 1 0 2 -2 0.0
Grupo D
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Noruega 3 1 1 0 0 1 0 1 100.0
2  Austrália 0 0 0 0 0 0 0 0
3  Brasil 0 0 0 0 0 0 0 0
4  Guiné Equatorial 0 1 0 0 1 0 1 -1 0.0

 

Grupo A
1ª RODADA
26/06 – 10h00 Nigéria 0 x 1 França
26/06 – 13h00 Alemanha 2 x 1 Canadá
2ª RODADA
30/06 – 13h00 Canadá x França
30/06 – 15h45 Alemanha x Nigéria
3ª RODADA
5/07 – 15h45 França x Alemanha
5/07 – 15h45 Canadá x Nigéria

 

Grupo B
1ª RODADA
27/06 – 10h00 Japão 2 x 1 Nova Zelândia
27/06 – 13h00 México 1 x 1 Inglaterra
2ª RODADA
1/07 – 10h00 Japão x México
1/07 – 13h15 Nova Zelândia x Inglaterra
3ª RODADA
5/07 – 13h15 Nova Zelândia x México
5/07 – 13h15 Inglaterra x Japão

 

Grupo C
1ª RODADA
28/06 – 10h00 Colômbia 0 x 1 Suécia
28/06 – 13h15 Estados Unidos 2 x 0 Coréia do Norte
2ª RODADA
2/07 – 9h00 Coréia do Norte x Suécia
2/07 – 13h00 Estados Unidos x Colômbia
3ª RODADA
6/07 – 15h45 Suécia x Estados Unidos
6/07 – 15h45 Coréia do Norte x Colômbia

 

Grupo D
1ª RODADA
29/06 – 10h00 Noruega 1 x 0 Guiné Equatorial
29/06 – 13h15 Brasil x Austrália
2ª RODADA
3/07 – 9h00 Austrália x Guiné Equatorial
3/07 – 13h15 Brasil x Noruega
3ª RODADA
6/07 – 13h00 Guiné Equatorial x Brasil
6/07 – 13h00 Austrália x Noruega

ICFUT – Mundial Feminino 2011

Gols da Rodada

Grupo A
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Alemanha 3 1 1 0 0 2 1 1 100.0
2  França 3 1 1 0 0 1 0 1 100.0
3  Canadá 0 1 0 0 1 1 2 -1 0.0
4  Nigéria 0 1 0 0 1 0 1 -1 0.0
Grupo B
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Japão 3 1 1 0 0 2 1 1 100.0
2  Inglaterra 1 1 0 1 0 1 1 0 33.3
3  México 1 1 0 1 0 1 1 0 33.3
4  Nova Zelândia 0 1 0 0 1 1 2 -1 0.0
Grupo C
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Colômbia 0 0 0 0 0 0 0 0
2  Coréia do Norte 0 0 0 0 0 0 0 0
3  Suécia 0 0 0 0 0 0 0 0
4  Estados Unidos 0 0 0 0 0 0 0 0
Grupo D
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Guiné Equatorial 0 0 0 0 0 0 0 0
2  Noruega 0 0 0 0 0 0 0 0
3  Austrália 0 0 0 0 0 0 0 0
4  Brasil 0 0 0 0 0 0 0 0

Grupo A

1ª RODADA
26/06 – 10h00 Nigéria 0 x 1 França
26/06 – 13h00 Alemanha 2 x 1 Canadá
2ª RODADA
30/06 – 13h00 Canadá x França
30/06 – 15h45 Alemanha x Nigéria
3ª RODADA
5/07 – 15h45 Canadá x Nigéria
5/07 – 15h45 França x Alemanha

 

Grupo B
1ª RODADA
27/06 – 10h00 Japão 2 x 1 Nova Zelândia
27/06 – 13h00 México 1 x 1 Inglaterra
2ª RODADA
1/07 – 10h00 Japão x México
1/07 – 13h15 Nova Zelândia x Inglaterra
3ª RODADA
5/07 – 13h15 Inglaterra x Japão
5/07 – 13h15 Nova Zelândia x México

 

Grupo C
1ª RODADA
28/06 – 10h00 Colômbia x Suécia
28/06 – 13h15 Estados Unidos x Coréia do Norte
2ª RODADA
2/07 – 9h00 Coréia do Norte x Suécia
2/07 – 13h00 Estados Unidos x Colômbia
3ª RODADA
6/07 – 15h45 Suécia x Estados Unidos
6/07 – 15h45 Coréia do Norte x Colômbia

 

Grupo D
1ª RODADA
29/06 – 10h00 Noruega x Guiné Equatorial
29/06 – 13h15 Brasil x Austrália
2ª RODADA
3/07 – 9h00 Austrália x Guiné Equatorial
3/07 – 13h15 Brasil x Noruega
3ª RODADA
6/07 – 13h00 Austrália x Noruega
6/07 – 13h00 Guiné Equatorial x Brasil

Por Cleber Aguiar – Entrevista com a Rainha Marta da Seleção feminina de futebol.

Fonte: Folha de São Paulo

ENTREVISTA MARTA

Nossa seleção não precisa provar mais nada a ninguém

MELHOR JOGADORA DO MUNDO, QUE AMANHÃ ESTREIA NO MUNDIAL, FALA SOBRE O LEGADO QUE O TÍTULO TRARIA PARA O PAÍS E O PAPEL DE DILMA

Alex Grimm/Getty Images/Fifa

Marta e companheiras da seleção em sessão de fotos para a Fifa

LUCAS REIS
DE SÃO PAULO

A melhor jogadora do mundo nasceu num país que ama o futebol, mas não liga para meninas jogando bola.
Ao entrar em campo amanhã para enfrentar a Austrália, Marta, 25, começará a disputar sua terceira Copa do Mundo. Para ela, é a chance de, enfim, conquistar um título de respeito para o Brasil e, como consequência, alavancar a modalidade no país.
A alagoana, estrela do Western New York Flash, dos EUA, e eleita cinco vezes a melhor do mundo pela Fifa, falou à Folha no fim da semana passada, véspera do embarque da seleção brasileira para a Alemanha.

Folha – O que o título mundial mudaria no Brasil?
Marta –
Pode ajudar muito. De certa forma, é algo que a gente pode reivindicar. É complicado, a gente poderia ter algo melhor para que o futebol feminino acontecesse com mais facilidade.

O título do Pan [no Rio, em 2007] foi muito celebrado, mas pouca coisa mudou.
Se tivéssemos um calendário constante por muito tempo, não só em épocas de competições, as coisas mudariam. É lógico que nós, meninas, temos a esperança de que o futebol feminino cresça com um título mundial.

Por que o futebol feminino ainda não vingou no Brasil?
É a mentalidade das pessoas e a forma com que elas enxergam o esporte. Talento e potencial a gente tem. Não temos é investimento, apoio, opção de trabalho, não há interesse. Mas não se pode parar nos obstáculos. Se a gente parar de vez, o futebol feminino no país será extinto.

A CBF deveria apoiar mais a modalidade?
Mas a CBF faz o papel dela. A gente está aqui, treinando. Não temos um calendário fixo, mas a seleção feminina vem treinando no Brasil constantemente. E não depende só da CBF. É um conjunto de ações, mudanças.

Seus títulos de melhor do mundo ajudaram?
Ajudou, ajudou. Não da maneira como eu gostaria que fosse, mas está andando. Espero que a caminhada não pare no meio do caminho, que a gente possa continuar.

Ter uma mulher na presidência pode ajudar?
Claro. É mais uma prova de que nós, mulheres, queremos e vamos até o final, independentemente de ser na política, no esporte, no trabalho. Eu, como embaixadora da ONU e defensora dos direitos das mulheres, me orgulho da Dilma. Ela é uma força a mais que nós, mulheres, estamos recebendo. Com o exemplo da Dilma, mais um obstáculo foi quebrado.

Pouca gente no Brasil fala sobre o Mundial da Alemanha. Sente-se frustrada por isso?
Frustrada não. É normal, pois nos Estados Unidos e em outros países o futebol feminino é profissional. Aqui, ainda não é. Mas isso não nos abala. Em época de competições, nunca há aquela atenção que deveria ter. Mas a gente sabe do que é capaz.

O Brasil tem chegado nas finais, mas não vence. Sente pressão para ser campeã?
Não. A gente não encara como algo que temos que provar. Já provamos e estamos provando. O Brasil, mesmo com falta de apoio, sempre chega às finais! A gente não tem mais o que provar, apenas trabalhar. Podemos ser campeãs do mundo, vencer uma Olimpíada.

Sente-se mais prestigiada nos EUA do que no Brasil?
Não. Por parte da população, não. As pessoas têm um carinho enorme por mim. Hoje, nós temos um público bem maior do que tínhamos há anos. Uma pena que não há competições no Brasil todo. Não me sinto menos privilegiada aqui.

Você chega nesta Copa na melhor fase da sua carreira?
Difícil dizer. Posso dizer que estou bem. Mas tive bons momentos, principalmente em 2007 e 2008.