ICFUT – Romário critica Felipão e CBF em rede social: ‘Meu sentimento é de revolta’

Fonte: lancenet

Deputado federal fala de ‘falta de atitude’ de Felipão e afirma que ‘Marin e Del Nero tinham que estar na cadeia’. Texto do Baixinho ainda revela muito dos bastidores do Mundial

Romário (Foto: Agencia Câmara)Romário não poupou críticas a CBF e ao futebol brasileiro (Foto: Agencia Câmara)

A goleada histórica aplicada pela Alemanha no Brasil (7 a 1) não repercurtiu apenas questões táticas do time de Felipão. Romário, craque da conquista do tetra em 1994 e deputado federal, publicou um texto fazendo diversas críticas que vão desde o técnico Felipão até a presidente Dilma Rousseff.
Logo no início, Romário relembra de sua frase dita há algum tempo: "Fora de campo, já perdemos a Copa de goleada". Antes de começar suas críticas a parte política, o ex-atacante reconhece a superioridade da Alemanha e logo depois critica o time do Brasil, além do técnico Felipão:
"Ninguém há de questionar a superioridade do futebol alemão já há alguns anos."
"A chuva de gols foi apenas reflexo do pânico, da incapacidade de reação dos nossos jogadores e da falta de atitude do treinador de mudar o time."
O Baixinho ainda diz estar revoltado e então começa a atacar a CBF e alguns personagens políticos do Brasil, entre eles, o ministro do esporte Aldo Rebelo e a presidente Dilma Rousseff.
"A Confederação Brasileira de Futebol, uma instituição corrupta gerindo um patrimônio de altíssimo valor de mercado."
"Nunca tive o apoio da presidenta do País, Dilma Rousseff, ou do ministro do Esporte, Aldo Rebelo."

Já na parte final do texto, depois de citar nomes de outros deputados e reclamar por não receber nenhum tipo de apoio, Romário fala pessoalmente do presidente e do futuro mandatário da CBF, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, repectivamente. Para Romário, ambos "tinham que estar era na cadeia!"
Para encerrar, o Baixinho cita que Cafu foi expulso do vestiário pela CBF, fala do superfaturamento dos estádios construídos, mas fala da felicidade do povo brasileiro:
"Mostramos para o mundo que com toda nossa dificuldade, somos um povo feliz. Essa será a taça da vergonha."
CONFIRA NA ÍNTEGRA O TEXTO PUBLICADO POR ROMÁRIO:
"Galera,
passado o luto das primeiras horas seguidas da derrota, vamos ao que verdadeiramente interessa! Quem tem boa memória, vai lembrar da minha frase: Fora de campo, já perdemos a Copa de goleada!
Infelizmente, dentro de campo, não foi diferente.
Ontem foi um dia muito triste para nosso futebol. Venceu o melhor e ninguém há de questionar a superioridade do futebol alemão já há alguns anos. Ainda assim, o mundo assistiu com perplexidade esta derrota, porque nem a Alemanha, no seu melhor otimismo, deve ter imaginado essa vitória histórica.
Porém, se puxarmos da memória, vamos lembrar que nossa seleção já não vinha apresentando nosso melhor futebol há muito tempo. Jogamos muito mal. Infelizmente, levamos sete e, por mais que isso cause mal-estar, devemos admitir que a chuva de gols foi apenas reflexo do pânico, da incapacidade de reação dos nossos jogadores e da falta de atitude do treinador de mudar o time.
Vivemos uma crise no nosso esporte mais amado, chegamos ao auge dela. Acha que isso é problema só dos jogadores ou do Felipão? Nem de longe.
Nosso futebol vem se deteriorando há anos, sendo sugado por cartolas que não têm talento para fazer sequer uma embaixadinha. Ficam dos seus camarotes de luxo nos estádios brindando os milhões que entram em suas contas. Um bando de ladrões, corruptos e quadrilheiros!
O meu sentimento é de revolta.
Estou há quatro anos pregando no deserto sobre os problemas da Confederação Brasileira de Futebol, uma instituição corrupta gerindo um patrimônio de altíssimo valor de mercado, usando nosso hino, nossa bandeira, nossas cores e, o mais importante, nosso material humano, nossos jogadores. Porque não se iludam, futebol é negócio, business, entretenimento e move rios de dinheiro. Nunca tive o apoio da presidenta do País, Dilma Rousseff, ou do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Que todos saibam: já pedi várias vezes uma intervenção política do Governo Federal no nosso futebol.
Em 2012, eu apresentei um pedido de CPI da CBF, baseado em um série de escândalos envolvendo a entidade, como o enriquecimento ilícito de dirigentes, corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e desvio de verba do patrocínio da empresa área TAM. O pedido está parado em alguma gaveta em Brasília há dois anos. Em questionamento ao presidente da Câmara dos Deputados, sr. Henrique Eduardo Alves, mas ouvi como resposta que este não era o melhor momento para se instalar esta CPI. Não concordei, mas respeitei a decisão. E agora, presidente, está na hora?
Exceto por um vexame como o de ontem, o Brasil não precisaria se envergonhar de uma derrota em campo, afinal, derrotas fazem parte do esporte. Mas vergonha mesmo devemos sentir de ter uma das gestões de futebol mais corruptas do mundo. A arrogância dessa entidade é tão grande que até o chefe da assessoria de imprensa chega ao absurdo de bater em um atleta de outra seleção, como fez o Rodrigo Paiva contra um jogador do Chile Pinilla. Paiva pegou quatro jogos de suspensão e foi proibido de acessar o vestiário dos jogadores. Este ato foi muito simbólico e diz muito sobre eles. O presidente da entidade, José Maria Marin, é ladrão de medalha, de energia, de terreno público e apoiador da ditadura. Marco Polo Del Nero, seu atual vice, recentemente foi detido, investigado e indiciado pela Polícia Federal por possíveis crimes contra o sistema financeiro, corrupção e formação de quadrilha. São esses que comandam o nosso futebol. Querem vergonha maior que essa?
Marin e Del Nero tinham que estar era na cadeia! Bando de vagabundos!!!
A corrupção da CBF tem raízes em todos os clubes brasileiros, vale lembrar que são as federações e clubes que elegem há anos o mesmo grupo de cartolas, com os mesmos métodos de gestão arcaicos e corruptos implementados por João Havelange e Ricardo Teixeira e mantidos por Marin e Del Nero. Vale lembrar, que estes dois últimos mudaram o estatuto da entidade e anteciparam a eleição da CBF para antes da Copa. Já prevendo uma possível derrota e a dificuldade que eles teriam de se manter no poder com um quadro desfavorável.
E os clubes? Sim, eles também são responsáveis por essa crise. Gestões fraudulentas, falta de investimento na base, na formação de atletas. Grandes clubes brasileiros estão falindo afogados em dívidas bilionárias com bancos e não pagamentos de impostos como INSS, FGTS e Receita Federal.
E toda essa má gestão que tem destruído o nosso futebol, infelizmente, tem sido respaldada há anos pelo Congresso Nacional com anistias e mais anistia destes débitos. Este ano tivemos mais um projeto desses vexatórios para salvar os clubes. Um projeto que previa que clubes pagassem apenas 10% de suas dívidas e investissem 90% restante em formação de atletas. Parece até deboche. Uma soma de aproximadamente R$ 4 bilhões ou muito mais, não se sabe ao certo. Corajosamente, o deputado Otávio Leite, reconstruiu o texto e apresentou uma proposta honesta estruturada em responsabilidade fiscal, parcelamento de dívidas e a criação de um fundo de iniciação esportiva, com obrigações claras para clubes e CBF.
Em resumo, a nova proposta além de constituir a Seleção Brasileira de Futebol e o Futebol Brasileiro como Patrimônio Cultural Imaterial – obrigava a CBF a contribuir com alíquota de 5% sobre as receitas de comercialização de produtos e serviços proveniente da atividade de Representação do Futebol Brasileiro nos âmbitos nacional e internacional. O tributo também incidiria sobre patrocínio, venda de direitos de transmissão de imagens dos jogos da seleção brasileira, vendas de apresentação em amistosos ou torneios para terceiros, bilheterias das partidas amistosas e royalties sobre produtos licenciados. O valor seria destinado a um fundo de iniciação esportiva para crianças e jovens de todo o Brasil. Esses e outros artigos dariam responsabilidade à CBF, punição à entidades e outros gestores do futebol, a CBF estaria sujeita a fiscalização do TCU e obrigada a ter participação de um conselho de atletas nas decisões.
Mas este texto infelizmente não foi para a frente. Sete deputados alemães fizeram os gols que desclassificaram nosso futebol e nos tirou a chance de moralizar nosso esporte. Estes deputados, como todos sabem, fazem parte da Bancada da CBF, mudei o nome porque Bancada da Bola é muito pejorativo para algo que amamos tanto. Gosto de dar os nomes: Rodrigo Maia (DEM -RJ), Guilherme Campos (PSD-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), José Rocha (PR-BA) , Vicente Cândido (PT-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Valdivino de Oliveira (PSDB-GO).
Essa partida ainda pode ser revertida com a votação do projeto no Plenário da Câmara. Será que esses sete deputados voltarão a prejudicar o nosso futebol?
O futebol brasileiro tomou uma goleada e a derrota retumbante, infelizmente, não foi só em campo. Nem sequer tivemos o prazer de jogar no Maracanã, um templo do futebol mundial, reformado ao custo de mais de R$ 1 bilhão. Acha que foi porque não chegamos a final? Não. Poderíamos ter jogado qualquer outro jogo lá. A resposta disso é ganância e arrogância. É a CBF que escolhe onde o Brasil vai jogar, mas, obviamente, poderia ter tido interferência do Ministério do Esporte e da presidência da República, mas nenhum destes se manifestou. Quem levou com essas escolhas?
Para fechar com chave de ouro, a CBF expulsou do vestiário Cafú, capitão de seleção do pentacampeaonato. Cafú foi expulso do vestiário enquanto cumprimentava os jogadores ontem. Este é o retrato do nosso futebol hoje, não honramos a nossa história.
Dilma tem sim que entregar a taça para outra seleção. Este gesto será o retrato do valor que ela deu ao nosso futebol nos últimos anos! Eles levarão a taça e nós ficaremos com nossos estádios superfaturados e nenhum legado material, porque imaterial, mostramos para o mundo que com toda nossa dificuldade, somos um povo feliz.

Essa será a taça da vergonha."

ICFUT – Romário ataca Pelé: ‘Mais uma vez falou besteira’

Fonte: yahoo

O Baixinho voltou a acirrar a rivalidade com o Rei do FutebolRomário voltou a atacar Pelé em declaração na imprensa

Não é de hoje que Romário e Pelé trocam farpas pela imprensa. Uma das mais célebres frases do Baixinho, conhecido por suas declarações polêmicas, foi justamente contra o Rei do Futebol. E, no último domingo, o eterno camisa 11 voltou a atacar Pelé.

Em entrevista ao Pânico, da Band, Romário comentou o conselho que Pelé deu para Felipão, dizendo que o treinador deveria usar o Corinthians como base da seleção. Com palavras fortes, o deputado deixou claro que discorda completamente da opinião de Pelé.
"A gente só escuta porque é o Pelé falando. O time do Corinthians como base da seleção? Não concordo. Já falei uma vez e vou repertir: ‘calado é um poeta’. Mais uma vez falou besteira", opinou.
O primeiro atrito de Romário com Pelé aconteceu quando o Baixinho se encaminhava para o fim de sua carreira. Já com 39 anos, o camisa 11 queria continuar jogando e Pelé resolveu opinar, dizendo que o melhor para o atacante era se aposentar. Em resposta, o Romário disse que o Rei do Futebol deveria cuidar somente da vida dele.

Por Cezar Alvarenga – Romário faz duras críticas a Marin e pede CPI na CBF.

Fonte: MSN Esportes

romario

O ex-jogador Romário, atualmente deputado federal, respondeu nesta quarta-feira às críticas do presidente da CBF, José Maria Marin, e lançou um movimento virtual pela saída do mandatário.

Em entrevista ao Programa Amauri Júnior, que foi ao ar na noite de terça-feira, o dirigente falou sobre os métodos políticos do ex-atacante, um dos mais ferrenhos fiscais da Copa do Mundo de 2014 no Congresso.

“Excelente jogador, campeão do mundo, honrou a seleção. Como político… Política se faz construindo, não destruindo. Eu fui o pregador da conciliação. Quem prega a desintegração e a desagregação, dificilmente passará do cargo que ocupa”, falou Marin.

Romário rebateu com um texto publicado em sua página no Facebook. O deputado evocou episódios da vida pregressa de Marin e lançou uma campanha virtual pela saída do presidente.

“Quero deixar claro que em nada me surpreende o atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, afirmar que sou um “desagregador” na política. Para ele sempre serei, afinal, não compactuo com as ações deste senhor. Como jogador, fiz muito pelo futebol brasileiro, levei o esporte para o topo do mundo. Atualmente, como político, luto pela moralidade do futebol, tenho uma vida inteira de dedicação a uma das maiores paixões do brasileiro. Agora, pergunto: Qual a contribuição do Marin para o futebol? Obviamente, nenhuma”, escreveu Romário.

“José Maria Marin é completamente nocivo à gestão esportiva. Tem um histórico de vida vergonhoso, desde um roubo de medalhas ao roubo de energia. Essa última história vexaminosa da biografia deste senhor foi contada recentemente pelo jornalista Juca Kfouri, o inacreditável roubo de energia de um vizinho. Isso mesmo, o famoso ‘gato’”, continuou o deputado, que lembrou ainda do episódio do roubo de uma medalha, na premiação da Copa São Paulo, em 2012; e Romário prosseguiu.

“Estes episódios já dizem muito sobre ele, mas não para por aí. O atual presidente da CBF também colaborou com um dos períodos mais nefastos da história do Brasil. Em 1975, deputado estadual pela Arena, Marin discursou na tribuna da Assembleia Legislativa e pediu a prisão do jornalista Vladimir Herzog, então diretor de jornalismo da TV Cultura. Herzog foi preso e assassinado no DOI-Codi dias depois”, lembrou Romário, citando um dos mais famosos e tristes episódios da ditadura militar no Brasil.

O ex-jogador afirmou, ainda, que Marin será chamado para depor em uma CPI da CPF, tão logo a comissão parlamentar de inquérito seja instaurada.

“Aguardo ansiosamente pela instalação da CPI da CBF para poder convocar o Sr. a prestar esclarecimentos sobre as inúmeras denúncias que chegam ao meu gabinete e atingem diretamente esta instituição. Continuo aqui na Câmara representando milhões de brasileiros que querem te ver FORA DA CBF!”, escreveu Romário, que compartilhou em seu perfil o link de uma petição pública pela saída do presidente da entidade.

ICFUT – Marin lança ofensiva para barrar a CPI de Romário

Fonte: uol

CBF lançou nesta semana uma ofensiva para tentar barrar a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pretende investigar as contas da entidade.

José Maria Marin durante entrevista

José Maria Marin durante entrevista

Desde anteontem, dirigentes da confederação negociam com presidentes de federações estaduais e deputados federais em Brasília para esvaziar o requerimento de abertura da comissão.

Na noite de anteontem, o deputado federal Romário (PSB-RJ) protocolou o documento para a instalação da CPI após obter 184 assinaturas. Ele precisava conseguir o apoio de, no mínimo, 171 parlamentares.

O presidente da CBF, José Maria Marin, e seu vice, Marco Polo del Nero são os mais atuantes no contato com as federações estaduais.

Antes de embarcar para o Japão, onde acompanhará o Mundial de Clubes, Marin ligou para dezenas de presidentes pedindo que entrassem em contato com os deputados de suas regiões.

Com a CPI já protocolada, a CBF precisa que pelo menos 93 parlamentares retirem em bloco as suas assinaturas do requerimento para derrubar o pleito de Romário.

Nas conversas, Marin e Del Nero cobravam solidariedade dos cartolas aliados.

Em julho, Marin levou mais de uma dezena de presidentes de federações para os Jogos Olímpicos de Londres com todos os custos bancados pela confederação.

No pacote do chamado "voo da alegria", os cartolas tinha direito a levar acompanhante, hospedagem no exclusivo hotel que serviu de concentração ao time de Mano Menezes e a assistir aos jogos nos estádios britânicos.

Além dos telefonemas, o representante da CBF em Brasília, Vandenberg Machado, passou o dia em contato com deputados, também trabalhando para impedir a implantação da comissão.

A CPI pretende devassar as contas da entidade. O contrato firmado entre a CBF e a TAM será o principal ponto da investigação da CPI.

O caso foi revelado pela Folha em outubro. A reportagem mostrou que empresas de Wagner Abrahão, amigo de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, recebiam o dinheiro do patrocínio.

Há mais de dez anos, com a seleção em crise, a CBF foi investigada por duas CPIs.

Na do Senado, o então presidente da entidade, Ricardo Teixeira foi acusado, entre outros crimes, de apropriação indébita dos recursos da confederação, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

André Borges – 6.set.12/Folhapress

Romário no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília

Romário no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília

ICFUT -Romário ataca a CBF

Fonte: globo

A queda de Mano Menezes e o pedido de demissão de Andrés Sanchez motivaram as mais diversas críticas de Romário no Twitter. Usando até palavrões contra os dirigentes da CBF, ele pediu ao presidente José Maria Marin e ao vice Marco Polo del Nero que seguissem o exemplo de Sanchez.

“Bom dia, galera, sábado será o sorteio da Copa das Confederações em SP, o Brasil será a única Seleção sem técnico no evento, uma vergonha.”

“Outro assunto, acho muito estranho o Marín dizer que está irritado com a presença do Andrés Sanchez na Seleção. Quem manda de fato na CBF???”

“Bagunça generalizada, clubes reclamam do abandono da CBF depois q Marín assumiu, mtos compromissos n foram cumpridos. Ou seja, está uma m***”

“Depois do Sanchez pedir demissão, o presidente e vice da CBF poderiam pedir tb…”

“Já q o Br. vai participar do sorteio das Confederações sem técnico e diretor de Seleção, podia tb participar sem presidente e vice”

ICFUT – Romário chama Mano de ‘frouxo’ e pede intervenção da presidente Dilma: ‘Pelo amor de Deus, tome uma decisão’

Fonte: globo

Deputado federal Romário usou o Facebook e o Twitter para atacar o técnico Mano MenezesDeputado federal Romário usou o Facebook e o Twitter para atacar o técnico Mano Menezes Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Divulgação ABr

O ex-jogador Romário não poupou críticas ao técnico da seleção brasileira Mano Menezes após a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre a Argentina, no Superclássico das Américas. O deputado federal usou seu Facebook para chamar o treinador de “frouxo e medroso”, e reclamar por ele ter demorado para colocar o atacante Leandro Damião, do Internacional, na equipe.

“Só pode estar de sacanagem esse tal de Mano Menezes! O artilheiro das Olimpíadas, Leandro Damião, só entrou aos 21 minutos? Futebol é muito imprevisível. E sabe o motivo? Porque o treinador é frouxo, medroso e não coloca os jogadores que tem que colocar. Quer que eu diga por quê? Nem precisa né. Esse time da Argentina é um dos piores de todos os tempos. Acabei de ver uma frase na torcida do Brasil: Fora Mano, Volta Felipão!”, escreveu na internet.

ICFUT – Romário acusa CBF e Mano por ‘cartel’ em convocações

Fonte: futebolinterior

O parlamentar apontou as convocações de Hulk e de Cássio como esquemas do treinador

Campinas, SP, 05 (AFI) – O deputado federal Romário (PSB-RJ) voltou a atacar aCBF nesta quarta-feira. Dois dias antes do amistoso do Brasil contra a África do Sul, o ex-atacante criticou os critérios de convocação do técnico Mano Menezes no que classificou de "cartel" ligado à venda de atletas como Hulk.

"Está havendo um cartel nas convocações, muitos estão enriquecendo ilicitamente. Espero que sem o conhecimento do presidente José Maria Marin e do vice Marco Polo Del Nero", começou a escrever Romário, em seu Twitter, nesta quarta-feira.

"Casos recentes como a convocação do Hulk para as Olimpíadas e, logo em seguida, a realização de uma das transferências mais caras da história dofutebol. E, agora, o goleiro do Corinthians (Cássio), que tem seus direitos econômicos ligados a pessoas da CBF, após a convocação e alguns jogos pela Seleção, se já não foi, será vendido para o Roma", denuncia Romário, que indagou: "Quem leva?".

O parlamentar também pediu uma auditoria na CBF. "Uma instituição como a CBF, que se diz privada, mas é isenta de impostos federais, não vou dizer que precisa de uma intervenção federal, mas já está mais que na hora de passar por uma auditoria", declarou.

ICFUT – Romário dispara: Mano é imbecil e convocações do Brasil são feitas por interesse

Fonte: lancenet

Baixinho lança até campanha pela saída do treinador da Seleção

Romário e Mano Menezes (Fotos: Reuters e EFE) Romário não poupou Mano Menezes de críticas (Fotos: Reuters e EFE)

Romário não mediu palavras para criticar, por meio de uma nota em seu site, o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes. O Baixinho rebateu com artilharia pesada as declarações do treinador de que ele seria um "aproveitador e estaria buscando espaço na mídia". O deputado federal (PSB-RS) chamou Mano de "imbecil e idiota" e ainda disse que as convocações são feitas baseadas em "interesses dúbios".

– Você é imbecil, idiota e não tem capacidade de dirigir a Seleção – disparou o Baixinho, completando:

– Treinador da Seleção tem que convocar os melhores jogadores e você tem seus próprios interesses.

Sempre irreverente, Romário ainda propôs a criação de uma campanha no Twitter:

– Está rolando na rede uma hashtag #erraréomano, vou lançar a minha, #manopedeprasair.

Confira na íntegra a carta de Romário em resposta a Mano Menezes:

Mano Menezes disse que sou um aproveitador e que preciso de espaço na mídia. Dá pena dele. Mais uma característica negativa que ele tem. Ele deve estar falado de outro Romário

Mano Menezes, até alguns jogos atrás falei e pensei que era um bom treinador. Quem lembra, sabe que falei que convocaria de 60% a 70% das convocações que você fez e que um dos grande problemas da seleção era o tempo para que eles se juntassem e quando entrassem em campo jogassem como um time. Hoje mais do que nunca, entendo porque nunca jogaram. Treinador da seleção tem que convocar os melhores jogadores e você tem seus próprios interesses na seleção. E no mundo do futebol todos sabem disso, que seu interesse pessoal esta acima de qualquer resultado positivo da seleção.

Treinador da seleção, tem que ser capaz, corajoso, destemido, sério e honesto dentro das suas convocações e esquemas de jogo. Você não chega nem perto dessas qualidades. Você convocou mal, por interesses dúbios, levando Hulk em cima da hora e deixando David Luiz. Escalou mal os 18 jogadores que você tinha na mão. Lucas é disparado o melhor da seleção, depois do Neymar. Você é imbecil, idiota e não tem capacidade de dirigir a seleção.

Falei depois do jogo que estaríamos vendo você pela última vez com a camisa da Seleção. Não foi a última, ainda vamos ver mais algumas vezes. Mas quando cair a ficha do pres. da CBF, José Maria Marín, ficha essa que já caiu para o vice, Marco Polo Del Nero, você, definitivamente, não mais nos dará o desgosto de vê-lo com a camisa amarela. Eu posso falar da Seleção Brasileira, eu honrei a camisa da Seleção, eu nunca joguei por outros interesses a não ser ganhar e eu sou campeão pela Seleção VÁRIAS vezes. E você? Você é tão atrasado taticamente que não conseguiu chegar a final de uma Copa América. Você não tem palavra. Me lembro que lá atrás você falou o seguinte: Eu vou resgatar o futebol brilhante que o Brasil teve. Não fez porque não tem capacidade, inteligência, segurança, hombridade para fazer isso. Você é medroso, você é pior treinador de todos os tempos da Seleção, é só ver os resultados. Uma vergonha para meu país.

Presidente José Maria Marín, depois dessa bela ação de ter trocado o comando da comissão de arbitragem, que já era uma vergonha, continue com boas ações, faça seu papel, mande este sujeito para onde ele já deveria ter ido depois da Copa América. Todos lembram que eu, depois do Pan, disse que o treinador ideal para as Olimpíadas era Ney Franco, e foi comprovado que eu não estava equivocado. Não faça da sua gestão uma gestão perdedora por causa de um treinador que não vai te dar nada, os interesses dele são maiores que os da Seleção. Ouça seu vice que é um grande conhecedor do futebol.

Sei também que o Andrés Sanchez, diretor de Seleções da CBF quer que o treinador continue por amizade e, principalmente, gratidão, por ele ter dado ao Corinthians, na gestão como presidente, títulos importantes, mas como um cara vencedor, e malandro (no bom sentido da palavra), duvido que ele concorde com sua permanência. Você é uma vergonha para o futebol, não espere ser mandado embora. Pede para sair.

Está rolando na rede uma hashtag #erraréomano, vou lançar a minha, #manopedeprasair. Por enquanto é isso, estou esperando sua resposta.

Poderia já trocar por Felipão, Muricy Ramalho, Paulo Autuori, Wanderley Luxemburgo…poderia colocar mais quarenta que são melhores que você.

Detalhe, só vou te responder enquanto estiver com a camisa da Seleção, quando sair não respondo mais. Será um Zé Ninguém.

Por Cleber Aguiar – Sua Excelência, Romário.

Fonte: Diário do Comércio – SP

Durante sua carreira no futebol, Romário de Souza Faria, malandro de jogo bonito, amado no Brasil, gostava de provocações. Ele festejava até de madrugada enquanto os companheiros amargavam a concentração, brigava com torcedores, menosprezava repetidamente o rei Pelé e sempre reclamava de ter de treinar.

Certa vez, ao falar de seu futuro, e antes de pendurar as chuteiras, disse que jamais seria técnico de futebol. “De jeito nenhum. Eu nunca conseguiria aguentar um sujeito como eu!” Mesmo assim, ele acabou treinando por um tempo seu antigo clube, o Vasco.

O político – Hoje, porém, Romário vem agitando os brasileiros num novo domínio, a política. Eleito deputado federal em 2010, com 46 anos e bem grisalho, surgiu como um dos parlamentares mais francos do País, defendendo os direitos de deficientes físicos e oferecendo críticas contundentes sobre a política brasileira e a preparação para a Copa do Mundo de 2014.

E de forma ainda mais surpreendente, pois figura entre os políticos mais esforçados, possuindo um registro de presença quase perfeito. Bem diferente dos tempos de seleção, quando seus companheiros chegavam para treinar na mesma hora que ele voltava das boates. “A tendência de todos é evoluir”, declarou Romário, em recente entrevista em sua cobertura na Praia do Pepe, uma das faixas de areia mais exclusivas do Rio.

Novo uniforme – De fato, Romário parece ter adotado tal mudança pessoal a ponto de as pessoas precisarem olhar bem para reconhecê-lo. Usando óculos e quase sempre de terno preto, o ex-atacante de 1,65 metro quase poderia ser confundido com um auditor.

Junto com o Baixinho, o Congresso recebeu o palhaço Tiririca, o boxeador Acelino Popó de Freitas e o ex-goleiro Danrlei de Deus Hinterholz, mas nenhum possui a estrela de Romário, cuja jornada da boca do gol à Câmara de Deputados permanece impressionante, até mesmo para ele.

Presente de Deus – A incursão na política, segundo ele, só fez sentido após a chegada de seu sexto filho, a menina Ivy, que nasceu em 2005 com síndrome de Down. Ele conta que seus primeiros momentos, após ser informado da doença, foram terríveis, e ele se perguntava: “O que foi que eu fiz? Estou pagando por algum pecado de meu passado?”. Sua mulher, Isabella Bittencourt, acalmou-o dizendo que Deus lhes havia enviado Ivy.

Em retrospecto, hoje ele diz que sua filha o ajudou a amadurecer, oferecendo um propósito como político. Após juntar-se ao Partido Socialista, ele começou a focar nos direitos dos deficientes, e sua contribuição foi fundamental para a aprovação de uma lei, intitulada em homenagem à sua filha, criando subsídios especiais para portadores de deficiências. “Finalmente me acostumei com Brasília”, afirmou ele sobre a capital, explicando que levou meses para captar a importância das regras arcanas de senioridade e decoro no Congresso.

 

Voz no deserto – Ainda assim, os longos e prolixos discursos de colegas parlamentares o aborrecem – assim como sua visão aparentemente descontraída sobre o trabalho no Legislativo. “Estou em Brasília há três semanas e nada acontece”, escreveu Romário no Twitter em fevereiro. “Será que o ano realmente começa após o carnaval?”.

Membros novatos do Congresso não deveriam fazer declarações como essa sobre seus colegas, o que talvez explique parte da admiração conquistada por Romário fora de Brasília. Chamando-o de “uma voz no deserto”, a escritora Lya Luft louvou sua coragem em artigo sobre a prestação de contas na política.

 

As críticas de Romário ao sistema político brasileiro se intensificaram nas últimas semanas, quando ele atacou os preparativos do País para a Copa do Mundo de 2014 – processo que vem sendo marcado por escândalos de corrupção, atrasos nas obras e greves de trabalhadores na construção dos estádios.

Último minuto – Irritando a Fifa, os parlamentares brasileiros também brigaram por meses sobre a possibilidade de vender bebidas alcoólicas nos estádios. Jerome Valcke, secretário-geral, enfureceu as autoridades esportivas brasileiras ao citar os atrasos com uma frase polêmica – pediu um “chute no traseiro” para colocar as coisas em movimento. Embora o Senado tenha aprovado a Lei da Copa, em maio, Romário declarou que infelizmente tinha de concordar com Valcke.

“Ele está totalmente certo”, afirmou Romário. “O Brasil está muito atrasado e precisa acordar”, continuou. “Nós, brasileiros, feliz ou infelizmente, deixamos muita coisa para o último minuto. Isso significa que muito dinheiro será roubado de nossos bolsos”.

Romário, ao explicar seu temor de que as construtoras poderiam estar atrasando propositalmente os projetos para contornar normas de auditoria e licitações, não está sozinho em expressar preocupação com os preparativos do Brasil. Porém, sua proeminência no mundo do futebol e sua origem nas favelas do Rio de Janeiro fazem com que suas opiniões se sobressaíam.

Rixa com Pelé – A disposição de Romário para falar sem rodeios, muitas vezes empregando gírias das ruas do Rio, elevou sua notoriedade. Cultivando alguns rancores até hoje, ele mantém uma eterna rixa com Pelé, que questionou a validade de sua contagem de mil gols. “Quando Pelé fica quieto, ele é um poeta”, declarou Romário. “Mas quando abre a boca, não acrescenta nada.”

 

Apesar dos ternos feitos sob medida, óculos e outros adornos do poder em Brasília, Romário afirma ainda ser o mesmo homem que corria para cima e para baixo no campo. A controvérsia parece gostar dele – como quando sua habilitação foi apreendida numa batida policial, no ano passado, depois que ele se recusou a fazer o teste do bafômetro.

“Era meu direito recusar”, explicou, embora naquela mesma noite tinha sido fotografado numa casa noturna. Segundo Romário, o enxaguante bucal Listerine poderia ter indicado erroneamente que ele havia bebido. E insistiu que raramente ingere bebida alcoólica, além de uma ocasional taça de prosecco. E disse que havia proposto recentemente uma lei para tornar os testes de bafômetros obrigatórios em casos suspeitos de embriaguez ao volante.

Embora suas visões sobre a vida política tenham evoluído – ou estejam pelo menos em transformação –, suas opiniões sobre o futebol permanecem teimosas como sempre. Ele ainda acha que os grandes goleadores merecem mais privilégios que outros jogadores. E elogia os talentos de alguns atacantes, incluindo o brasileiro Neymar da Silva Santos Junior, Lionel Messi, da Argentina, e Cristiano Ronaldo, de Portugal. Mesmo assim, respeito relutante é uma coisa; humildade é outra.

Quando questionado se esses excepcionais atacantes possuem seu nível de talento,  respondeu que não. “Eles são ótimos jogadores, mas não são nenhum Romário”, afirmou. “Para entrar para a história como Romário, eles precisam vencer uma Copa.”

Com essas palavras, ele voltou os olhos para as areias da Praia do Pepe. Um jogo de futevôlei, o esporte brasileiro que combina futebol e vôlei e exige uma destreza espantosa, o chamava. Era sexta-feira, afinal, e os corredores do poder em Brasília pareciam muito distantes.

Ele insistiu que era o mesmo Romário de sempre, e que seu apetite pelas escapadas noturnas e brigas públicas permanecia forte. Mas num raro lampejo de introspecção, ele também reconheceu que essas ações trazem consequências. “Eu pago minhas contas. E sinto a minha dor.”

*The New York Times News Service