ICFUT – Record promete maior oferta e já negocia com 11 clubes

Fonte: terra.com.br

Na briga pelos direitos de transmissão dos Campeonatos Brasileiros de 2012 a 2014, a TV Record decidiu seguir o exemplo da rival Globo e já iniciou os contatos com os clubes que decidiram negociar sem intermédio do Clube dos 13. O jornal Folha de S. Paulo, na edição deste sábado, publica que a emissora que promete fazer a maior oferta da concorrência já colocou em prática seu discurso e conversou com 11 times até o momento, entre eles o Palmeiras.

Segundo a publicação, a ideia da Record é divulgar para o maior número possível de envolvidos que sua proposta é superior à da rival carioca. Para isso, além de enviar os valores aos dirigentes, pretendem também encaminhar ao Conselho Deliberativo de cada clube, na intenção de constranger cartolas a aceitar suas ofertas. O plano é que, com os números escancarados, presidentes não terão como fechar com a Globo e justificar a escolha.

Por Cleber Aguiar – Record emite nota sobre transmissão do Brasileiro !

Fonte: R7

Rede Record divulga comunicado sobre disputa pelos
direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro

Veja na íntegra o documento que explica a posição da emissora sobre a licitação

Fernando Pilatos/Gazeta PressFernando Pilatos/Gazeta Press

Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, defende a licitação pelos direitos de trasmissão do Brasileiro

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A Rede Record se pronunciou nesta quarta-feira (2) sobre a disputa pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro e sobre o racha no Clube dos 13. O comunicado foi feito no dia seguinte à reunião do C-13 com o Cade, que decidiu que a emissora que fizer a melhor proposta poderá transmitir os campeonatos de 2012, 2013 e 2014.

Veja o comunicado na íntegra:

“A Rede Record vem a público expressar preocupação com as reações ao modelo de negociação proposto pelo Clube dos 13. O formato foi desenvolvido como consequência de um acordo entre o Clube dos 13 e o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Pelo que foi acertado, cláusulas que caracterizavam o favorecimento a um monopólio e impediam a participação de outros concorrentes de forma democrática e transparente foram proibidas.

O modelo anterior impôs aos clubes brasileiros o endividamento e a perda sucessiva de seus maiores talentos para outros países. Alguns clubes brasileiros passam meses sem parceiros patrocinadores porque camisas, luvas, bonés e até placas publicitárias são evitadas ou encobertas nas transmissões esportivas. Ainda existem alguns clubes brasileiros que simplesmente são ignorados durante a temporada e passam semanas sem que seus jogos sejam transmitidos.

A carta convite enviada pelo Clube dos 13 contempla uma concorrência transparente, séria, com regras claras. O documento exige propostas entregues em envelopes fechados e pressupõe declarar vencedor aquele que fizer a melhor proposta financeira para todos os clubes. O modelo é semelhante ao estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional para a disputa de direitos dos Jogos Olímpicos. A Record detém os direitos de transmissão exclusivos dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Fez a melhor proposta e venceu. O mercado publicitário brasileiro – de forma ousada – correspondeu ao investimento da Rede Record e cobriu todos os custos de direitos e transmissão, além de gerar lucros. Parte do pacote olímpico já foi visto no Brasil com a premiada e pioneira cobertura esportiva dos Jogos de Inverno de 2010, de Vancouver, no Canadá. Prova inequívoca de que a Record quer inovar no esporte, tem apoio do mercado publicitário e retorno expressivo em audiência.
Este ano, em outubro, faremos o mesmo com os Jogos Panamericanos de Guadalajara.

A proposta do Clube dos 13 rompe com as obscuras negociações que favoreciam o monopólio e descaracterizavam a concorrência, impondo aos clubes valores e limitações exigidas pelos eternos favorecidos.

A Record reafirma o desejo de participar da concorrência do Clube dos 13, se os associados estiverem em acordo e unidos em busca de propostas que ofereçam alternativas para o torcedor brasileiro, melhorem arrecadações e ampliem a possibilidade de surgimento de novos patrocinadores.

Mas se os clubes desejarem uma negociação em separado, optando por outro modelo, a Record também pretende apresentar proposta, desde que as negociações sejam feitas seguindo padrões de transparência e regras claras. Ou seja, com a garantia de que a melhor proposta para a televisão aberta terá preferência.

Esta é a forma que a Record encontra para contribuir com a evolução e o desenvolvimento do futebol brasileiro, proporcionando ao torcedor acesso livre e gratuito ao esporte preferido da nação.”

São Paulo, 02 de março de 2011
CENTRAL RECORD DE COMUNICAÇÃO

Por Cleber Aguiar – Luta por direitos de tv se acirra !

Fonte: Folha Online

Luta por direitos de TV se acirra

BERNARDO ITRI
DO PAINEL FC

A disputa pelos direitos de transmissão dos Brasileiros de 2012 a 2014 está passando por seu momento mais tenso.

A maior disputa, por enquanto, é em relação à TV aberta, na qual estão na linha de frente Globo e Record. O lance mínimo para a aquisição desses direitos é de R$ 500 milhões. Hoje, são pagos cerca de R$ 280 milhões.

Ainda estão em jogo direitos de TV fechada, pay-per-view, celular, internet e transmissão internacional.

O edital de concorrência sairá ainda nesta semana.

Porém a Folha apurou que a Globo tenta negociar diretamente com os clubes.

A iniciativa anima cartolas que não são a favor do C13, como o presidente do Corinthians, Andres Sanchez.

Joel Silva – 20.fev.2011/Folhapress
Briga pelos direitos de transmissão do Brasileiro está acirrada
Briga pelos direitos de transmissão do Brasileiro está acirrada

Andres, aliás, disse ontem que o departamento jurídico do clube analisa meios para a desfiliação do C13. “Há mais de dez anos há críticas em cima do Clube dos 13, que só negocia direitos de transmissão”, afirmou o cartola.

O clube tem boa relação com a Globo e pretende negociar só com a emissora.

Presidente do Atlético-MG e membro da comissão do C13 que discute os direitos de transmissão, Alexandre Kalil defende a negociação em conjunto. “Isso [negociação separada] vai causar um prejuízo ao futebol que não se recupera em 20 anos.”

Ele prevê problemas se todos não fecharem com uma única emissora. “Caso o Corinthians não assine com todos, é simples: quando vier jogar com o Atlético, a emissora deles não transmite.”

Para Kalil, não importa em qual rede de TV o Brasileiro será transmitido. “Vencerá quem pagar mais”, diz.

Andres, porém, crê que, por ser um dos clubes que mais dão audiência, o Corinthians deveria receber valor maior que seus rivais.

Outros clubes que adotam essa linha de pensamento poderão deixar a entidade.

No último contrato foram pagos R$ 1,6 bilhão pelos direitos de todas as mídias. A expectativa para o próximo acordo é que esse valor aumente cerca de 50%.