ICFUT – MERCADO DA BOLA DO FUTEBOL BRASILEIRO NO PERÍODO DA COPA 2018

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ICFUT – CAMPEONATO ESPANHOL – 2018 – Barcelona 2 x 2 Real Madrid

Barcelona 2×2 Real Madrid

Local: Estádio Camp Nou, Barcelona
Data e horário: domingo, 6 de maio de 2018, 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Alejandro José Hernández Hernández
Gols: Suárez, aos 9, Cristiano Ronaldo, aos 14 do primeiro tempo; Messi, aos 7, Bale, aos 27 do segundo tempo
Cartões amarelos: Nacho Fernández, Sergio Ramos, Varane, Luis Suárez, Messi, Marcelo e Bale
Cartão vermelho: Sergio Roberto

Barcelona: Ter Stegen; Sergio Roberto, Piqué, Umtiti e Jordi Alba; Busquets, Rakitic, Iniesta (Paulinho), Philippe Coutinho (Semedo) e Messi; Luis Suárez (Paco Alcácer). Técnico: Ernesto Valverde.
Real Madrid: Kaylor Navas; Nacho Fernández (Lucas Vásquez); Sergio Ramos, Varane e Marcelo; Casemiro, Modric, Kroos (Kovacic) e Bale; Cristiano Ronaldo (Asensio) e Benzema. Técnico: Zinedine Zidane.

ICFUT – Champions League 2017/2018 – QUARTAS DE FINAIS

Roma 3 x 0 Barcelona – Champions League – 10/04/2018 – Liga dos Campeões

Manchester City 1 x 2 Liverpool – Champions League – 10/04/2018

Bayern de Munique 0 x 0 Sevilla – Champions League – 11/04/2018

Real Madrid 1 x 3 Juventus – Champions League – 11/04/2018

ICFUT – Champions League 2017/2018 – QUARTAS DE FINAIS

Juventus 0 x 3 Real Madrid – Melhores Momentos – Champions League (03/04/2018)

Sevilla 1 x 2 Bayern – Melhores Momentos – Champions League (03/04/2018)

Barcelona 4 x 1 Roma – Melhores Momentos – Champions League – 04/04/2018

Liverpool 3 x 0 Manchester City – Melhores Momentos – Champions League – 04/04/2018

Por Cleber Aguiar – Barcelona duela com Atlético nas quartas e Real reencontra Borussia

Fonte: Globo.com

Atual campeão, Bayern joga contra United, na reedição da emocionante final de 1999, e PSG enfrenta Chelsea, no embate entre Mourinho e Ibrahimovic, seu ex-comandado

No sorteio que não tinha como ter confronto desequilibrado, um clássico envolvendo rivais nacionais e um reencontro foram os destaques da definição das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, nesta sexta-feira de manhã, na sede da Uefa, em Nyon. Na primeira bolinha que saiu, o Barcelona foi destacado para enfrentar o Atlético de Madrid, em confronto inédito no torneio. Em seguida, o Real Madrid saiu no duelo com o Borussia Dortmund, responsável pela sua eliminação nas semifinais da temporada passada. Na defesa do título, o Bayern de Munique duela com o Manchester United, na reedição de uma das decisões de título mais emocionantes do torneio, de 1999. E o Paris Saint-Germain mede forças com o Chelsea, no reencontro de Ibrahimovic e o treinador José Mourinho, com quem trabalhou no Internazionale, em 2009, e admira, como deixou claro em sua biografia, dizendo que morreria sob suas ordens.

A primeira reação mais incisiva ao sorteio foi de Sammer, ex-jogador e diretor-esportivo do Bayern, a respeito do United.

– Em dias bons, eles são muito perigosos. Temos que ter certeza de que eles não terão dois bons dias – afirmou Sammer no Twitter oficial do clube.

Figo Sorteio liga dos campeões quartas de final 2014 (Foto: Agência AFP)
Embaixador da final em Lisboa, no Estádio da Luz, no dia 24 de maio, Figo participa de sorteio (Foto: Agência AFP)

Barcelona, Real, PSG e Manchester disputam a primeira partida em casa. Em 1º de abril, o time catalão duela com o Atlético, no Camp Nou, e o United joga contra o Bayern, no Old Trafford. No dia seguinte, os merengues recebem o Borussia, no Santiago Bernabéu, e o time francês inicia o confronto diante do Chelsea, no Parque dos Príncipes.

A decisão das vagas está marcada para uma semana depois, só que invertendo os dias dos jogos. Na terça-feira, 8 de abril, o Dortmund recebe o Real, no Signal Iduna Park, e o Chelsea enfrenta o PSG, no Stamford Bridge. Na quarta, dia 9, o Atlético duela de novo com o Barcelona, no Vicente Calderón, e o Bayern define o confronto com o United, na Allianz Arena. Para a semifinal, haverá um novo sorteio, na sexta-feira seguinte, dia 11.

Dos oito, o Real Madrid é quem tem mais títulos europeus, com nove. Atual detentor da taça, o Bayern soma cinco conquistas, logo à frente do Barcelona, quatro vezes campeão, sendo três nos últimos dez anos. O United é tri, e Chelsea e Borussia Dortmund ganharam uma cada. PSG e Atlético buscam realizar o sonho da primeira “orelhuda”, como é chamado o tradicional troféu.

Além da disputa pelo título, a briga pela artilharia é outra das atrações da fase. Os quatro primeiros colocados da estatística ainda estão na disputa. Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, é o líder, com 13 gols. Depois vêm Ibrahimovic, do PSG, com dez, Messi, do Barcelona, terceiro com oito, e Diego Costa, do Atlético de Madrid, quarto com sete.

Sorteio quartas de final Liga dos Campeões (Foto: AFP)
Telão mostra os confrontos das quartas de final Liga dos Campeões (Foto: AFP)

Veja o desempenho de cada um dos quadrifinalistas:

Atlético de Madrid
Últimas quartas: 1996/97 (derrota por 4 a 3 para Ajax)
Temporada atual: 7V 1E GP20 GC4
Artilheiro: Diego Costa (7)

Barcelona
Últimas quartas: 2012/13 (empate em 3 a 3 com o PSG – classificado)
Temporada atual: 6V 1E 1D 20GP 6GC
Artilheiro: Lionel Messi (8)

Real Madrid
Últimas quartas: 2012/13 (vitória por 5 a 3 sobre o Galatasaray)
Temporada atual: 7V 1E 29GP 7GC
Artilheiro: Cristiano Ronaldo (13)

Borussia Dortmund
Últimas quartas: 2012/13 (vitória sobre o Málaga por 3 a 2)
Temporada atual: 5V 3E 1D 17GP 9GC
Artilheiro: Robert Lewandowski (6)

Bayern de Munique
Últimas quartas: 2012/13 (vitória por 4 a 0 sobre o Juventus)
Temporada atual: 6V 1E 1D 20GP 6GC
Artilheiro: Thomas Müller (4)

Manchester United
Últimas quartas: 2010/11 (vitória por 3 a 1 sobre o Chelsea)
Temporada atual: 5V 2E 1D 14GP 5GC
Artilheiro: Robin van Persie (4)

Paris Saint-Germain
Últimas quartas: 2012/13 (empate em 3 a 3 com o Barcelona – eliminado)
Temporada atual: 6V 1E 1D 22GP 6GC
Artilheiro: Zlatan Ibrahimovic

Chelsea
Últimas quartas: 2011/12 (vitória por 3 a 1 sobre o Benfica)
Temporada atual: 6V 2D 15GP 4GC
Artilheiro: Samuel Eto’o e Fernando Torres (3)

 

Por Edgar – Raúl maior artilheiro do Real Madrid deve se aposentar ainda neste ano

Um dos maiores ídolos da história do Real Madrid, o atacante Raúl González já tem data programada para deixar o futebol profissional. Segundo divulgou o jornal espanhol El Confidencial, o atleta, atualmente no Al-Sadd, optou por não renovar seu vínculo com o clube do Qatar e se aposentará ao término desta temporada.

Aos 36 anos, Raúl entrou em campo em 17 partidas nesta temporada, sendo 16 como titular, e marcou apenas dois gols. O atacante está insatisfeito com seu desempenho atual, já que marcou nove gols e distribuiu seis assistências em 22 jogos em sua primeira temporada no Qatar. Com isto, o atleta espanhol decidiu não aceitar a oferta feita pelo Al-Sadd para estender seu contrato por mais uma temporada.Conforme publicou o periódico, o objetivo imediato de Raúl é conseguir habilitação para ser treinador. Além disso, o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, já manifestou em oportunidades anteriores o desejo de contar com o atacante na comissão técnica da equipe espanhola assim que decidisse deixar a carreira de atleta profissional.

Após deixar carreira de jogador, Raúl deve retornar ao Real para ocupar cargo na comissão técnica 

Marcante na história do Real Madrid, Raúl defendeu o time branco entre 1994 e 2010. O atacante é o jogador com mais partidas (741) e maior artilheiro (323 gols) da história da equipe branca. Durante o período em que atuou pelo clube da capital, conquistou 16 títulos, incluindo hexacampeonato nacional, tricampeonato da Liga dos Campeões da Europa e dois Mundiais.

Após deixar o Real Madrid, em julho de 2010, o atacante acertou com o Schalke 04, onde permaneceu por dois anos e conquistou os troféus da Copa da Alemanha e Supercopa da Alemanha. Pelo Al-Sadd, foi campeão do Campeonato do Qatar na última temporada.

Além de ter êxito nos três clubes que defendeu, Raúl garantiu espaço na história da seleção espanhola, onde atuou entre 1996 e 2006. Presente em três edições da Copa do Mundo (1998, 2002 e 2006), o atacante marcou 44 gols em 102 partidas e aparece na segunda colocação na lista de maiores artilheiros, atrás de David Villa, ainda em atividade, que soma 56 gols.

Fonte: http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2014/03/campeonato-espanhol/idolo-do-real-madrid-raul-deve-se-aposentar-ainda-neste-ano.html

ICFUT – Messi e Ronaldo brilham em empate entre Barça e Real Madrid

Fonte: lancenet

Cada jogador faz dois, e catalães continuam com diferença de oito pontos na tabela

 

Um clássico digno de Barcelona x Real Madrid, que conta os dois melhores jogadores do mundo. Messi e Cristiano fizeram dois gols cada no empate em 2 a 2 neste domingo no Camp Nou, em um resultado que acabou sendo melhor para a equipe da casa, já que é a primeira vez que perde pontos nesse Campeonato Espanhol.

Barcelona acabou mantendo a diferença de oito pontos sobre o Real Madrid, mas pode ser alcançado nesta rodada pelo Atlético de Madrid, que pega o Málaga. Na próxima rodada, os dois enfrentam equipes galegas no sábado. O Real Madrid recebe o Celta, enquanto o Barcelona vai até La Coruña pegar o Deportivo.

Mas além de tudo, algumas marcas foram quebradas no domingo, e outras ficaram próximas de serem alcançadas. Cristiano Ronaldo é o primeiro jogador de todos os tempos a fazer gols em seis clássicos seguidos. Tratando-se do confronto Barça x Real, Messi ficou no quase. Ele está na caça de ser o maior artilheiro do duelo. Com os dois deste domingo, ele ficou a apenas um de Di Stéfano, que tem 18. Mas pelo menos ele agora já pode falar que balançou as redes 100 vezes no Camp Nou pelo Campeonato Espanhol.

O JOGO

No início do jogo, as duas equipes ficaram sem arriscar muito, as poucas chances que surgiram foram em erros de passes de ambos os lados. Pelo Barça, Messi estava mais uma vez em sua "versão 2012". Deixou de ser um falso 9, para ser um verdadeiro 9. Agora ele fica de fato parado lá na frente, não tenta mais confundir a marcação voltando como antes.

Na parte defensiva, Adriano era a novidade. O brasileiro estava na defesa, já que Tito Vilanova não contava com zagueiros. E ele demorou um pouco para se sentir à vontade. Em um bom passe de Marcelo, que largou a lateral esquerda, lançou Özil, e quase que o dublê de defensor entregou. Por falar no alemão, ele jogava mais aberto do que de costume. Di María fazia uma função de armador, que não está habituado.

Demorou para sair alguma chance clara. A melhor veio aos 18, pouco depois da manifestação da torcida aos 17 minutos e 14 segundos, em referência à independência da Catalunha. Mas foi para o outro lado. Sergio Ramos subiu mais do que todos em cobrança de escanteio, mas cabeceou para fora. O lance esquentou o jogo. O Barça tentou responder. Pedro fez boa jogada pela esquerda dando chance para Iniesta.

Cristiano Ronaldo pediu calma cedo demais (FOTO: Lluis Gene/AFP)

GOLS DE CR7 E MESSI

Mas o jogo do Barça não entrava, o Real era melhor, até que saiu o gol. Os merengues começaram lance pela esquerda até chegar a Benzema na entrada da área. O francês girou e tocou para Cristiano Ronaldo, que chutou de primeira de forma seca para abrir o placar. E na sequência, o centroavante colocou uma na trave.

Depois do gol, outra má notícia para o Barça: perdeu Dani Alves, com lesão muscular na coxa esquerda. Mas o time melhorou. Entrou Montoya, que ficou mais atrás, a equipe acertou a defesa, e não demorou para a reação chegar. Os jogadores acertaram uma boa trama, com Pedro, que estava muito bem na partida. Ele cruzou rasteiro, a bola subiu, Pepe pulou sem direção tentando tirar de Xavi, falhou, e sobrou para Messi, limpinha, empatar.

O Barça ainda tentou uma pressão no fim do primeiro tempo, teve boa chance após lindo passe de Busquets para Alba, mas o lateral não teve grandes opções e a jogada não se concluiu.

Adriano foi escalado como zagueiro por Tito Vilanova (Foto: José Jordan/AFP)

SEGUNDO TEMPO

A etapa inicial começou quente. Antes do primeiro minutos ser concluído, Özil já tinha pedido um pênalti, e Messi já tinha arrancado pela esquerda, com direito a drible da vaca e tudo. Mas sem conclusão.

Mourinho inverteu seus jogadores. Özil foi para a direita, Di María para a esquerda, mas foi o Barcelona que tomou o domínio da partida, parecendo mais a equipe dos últimos anos, com toques rápidos e trocas de posições. E a sequência do jogo ficou pegada, saíram algumas faltas, uns cartões, e por isso, veio o gol da virada.

Falta frontal para o Barcelona, e assim como na Supercopa da Espanha, Messi cobrou com perfeição, e colocou os catalães na frente. Mas ainda tinha muito tempo, e o jogo ainda tinha muito brilho para dar.

Apenas cinco minutos depois, uma bola vadia na intermediária sobrou para Özil, que viu CR7 disparar em direção à área. O alemão viu, passou, e o português recebeu para empatar a partida.

Já no fim do jogo, as três bolas da partida para o Barça. Primeiro um contra-ataque, que Messi não deu bom passe. E depois, uma linda troca de passes, que resultou num chute mais bonito ainda de Montoya, seria um herói curioso para uma partida que teve os dois melhores do mundo como protagonista. O arremate foi na trave. No último minuto, Iniesta lançou Pedro, que chutou muito perto do poste.

FICHA TÉCNICA
BARCELONA 2 X 2 REAL MADRID

Local: Camp Nou, Barcelona (ESP)
Data-Hora: 7/10/2012 – 14h50 (de Brasília)
Árbitro: Delgado Ferreiro (ESP)
Público: 96.589 presentes
Cartões amarelos: Pedro e Busquets (BAR); Xabi Alonso, Khedira, Özil, Pepe e Arbeloa (REA)
Cartões vermelhos: –
Gols:
Cristiano Ronaldo 23’/1ºT (0-1), Messi 30’/1ºT (1-1) e 15’/2ºT (2-1) e Cristiano Ronaldo 20’/2ºT (2-2)

BARCELONA: Valdés, Daniel Alves (Montoya 27’/1ºT), Mascherano, Adriano e Jordi Alba; Busquets, Xabi, Iniesta e Fàbregas (Sánchez 16’/2ºT); Messi e Pedro – Técnico: Tito Vilanova.
REAL MADRID: Casillas, Arbeloa, Pepe, Sergio Ramos e Marcelo; Xabi Alonso, Khedira e Özil (Kaká 35’/2ºT); Di María (Essien 42’/2ºT), Cristiano Ronaldo e Benzema (Higuaín 16’/2ºT) – Técnico: José Mourinho.

Por Cezar Alvarenga – Para acabar com a tristeza de Cristiano Ronaldo, o Real Madrid oferecerá um contrato vitalício.

Fonte: ESPN.com.br

Se depender da notícia veiculada nesta terça-feira pelo jornal Marca, os dias de tristeza de Cristiano Ronaldo estão muito perto de terminar. Segundo a publicação, o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, agiu rápido para estancar a crise e já estaria preparando um contrato vitalício para o atacante. A ideia é selar o acordo o quanto antes.

Com o novo contrato, o cartola pretende resolver dois problemas de uma só vez: deve aumentar o consideravelmente o salário de Ronaldo para 15 milhões de euros (quase R$ 39 mi) por ano – hoje o Português ganha 10 mi de euros anuais – e ainda daria o reconhecimento que o atacante tanto cobra com o acordo vitalício. De quebra, ainda acaba com as especulações de que o jogador vá fechar com outros clubes. Segundo a imprensa internacional, Manchester United e Manchester City já teriam até mostrado interesse na contratação.

A crise merengue estourou no último dia 2. Cristiano Ronaldo não comemorou os gols que marcou no domingo contra o Granada e não fez questão nenhuma de esconder: estava descontente no Real Madrid. O português disse não se sentir reconhecido na equipe e, desde então, muitos rumores começaram a aparecer.

A imprensa especula que o principal motivo para a tristeza é financeiro e que Ronaldo estaria querendo um aumento. O português, porém, nega. Também chegou a se dizer que Cristiano tinha ciúmes da relação de Casillas com o Real e que o jogador havia se cansado de ver os companheiros, principalmente o amigo Marcelo, elogiar Messi tantas vezes.

Enquanto isso, Cristiano Ronaldo está servindo à seleção portuguesa nas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2014. O atacante marcou um dos gols na vitória sobre Luxemburgo na última sexta e será titular na tarde desta terça contra o Azerbaijão.

Por Cleber Aguiar – Maiores clubes do mundo

Fonte: O Globo

Melhor clube do século XX, Real Madrid perdeu protagonismo nos últimos anos

Priscilla Guylain (esportesglb@oglobo.com.br)

Cristiano Ronaldo: o mais bem pago do Real Madrid recebe 25 milhões de euros por temporada - Foto: ReutersMADRI – O melhor clube do século XX, ganhador de mais Copas da Europa, atual Liga dos Campeões (nove), vem perdendo protagonismo nos últimos anos. A compra de estrelas não se traduziu em um placar à altura de sua galáxia: muito ego, muito dinheiro em jogo e poucos resultados em campo. O português José Mourinho aterrissou há um ano no Real Madrid com aura de salvador da pátria. Conseguiu finalmente que, depois de dois anos sem ganhar títulos, o clube saísse vitorioso de uma Copa do Rei. A missão de recuperar o prestígio na Europa ainda está por cumprir.

– Mourinho tem paixão incontível para a vitória e obsessão pelo trabalho. Assim, ativará o profissionalismo dos jogadores. Contamos com as condições para ter um futuro melhor. Só precisamos de algum tempo e de integridade para não cair no drama – disse Florentino Pérez, em assembleia de sócios há 10 meses, justificando um gasto de 262 milhões somente em jogadores e absolutamente nenhum título em três anos.

Embora seja um clube com 109 anos de história e um museu cheio de troféus, que justificam a popularidade deste grande clube – proclamado “real” em 1920 pelo rei Alfonso XIII -, esta fase atual menos favorecida está marcando sua trajetória. São nove temporadas com Florentino Pérez como presidente (2000-2006 e desde 2009). E nove temporadas consecutivas – desde 2001/2 – sem ver a cor dourada da “orejona”, a taça da Liga dos Campeões, chamada assim na Espanha porque suas asas parecem duas grandes orelhas.

Pérez, um “ser superior”

Mourinho chegou prometendo resultados imediatos mas na última Liga dos Campeões foi eliminado por seu grande rival, o Barcelona. Mordido pela derrota, o português, conhecido por sua língua afiada, acusou o clube de Guardiola de conseguir a vitória de maneira ilegítima e acabou com um expediente aberto contra ele na UEFA.

Kaká, comprado por 65 milhões, embolsa, segundo os cálculos de jornais espanhóis, 19,8 milhões de euros - Foto: Reuters

– Não sei se é a publicidade da Unicef (patrocinador do Barcelona), não sei se é a amizade de Villar (Ángel María Villar, presidente da Real Federação Espanhola de Futebol) na UEFA, não sei se é porque são muito simpáticos, mas eles conseguiram este poder… – insinuou o técnico do Real Madrid, ao perder uma das semifinais por 2 a 0.

Mas a acidez nas declarações de “Mou” é algo comum. A diplomacia não está entre as qualidades deste homem que se transformou no todo-poderoso do Real Madrid. Depois, claro, de Florentino Pérez, um “ser superior”, nas palavras do carismático ex-jogador Emilio Butragueño. Pérez é um presidente acostumado a se desfazer, sem rodeios, de seus treinadores. Oito caíram por suas mãos: de Del Bosque a Pellegrini, passando por Vanderlei Luxemburgo.

A arrogância de “Mou”

Mourinho, pouco antes de sair airoso da Copa do Rei, usava o desdém como maneira de mostrar que não se sentia temeroso de ser despedido como os outros. Com o nariz bem alto, disse em uma entrevista coletiva que, para ele, não faltariam ofertas de grandes clubes europeus, e que seu destino não seria “um Málaga da vida”, referindo-se ao chileno Manuel Pellegrini. Como troco, Mou foi chamado de arrogante e palhaço. A arrogância, uma das marcas registradas do técnico, sempre foi, segundo ele mesmo afirma, parte de sua estratégia.

Português Jose Mourinho, atual todo-poderoso do Real Madrid: falta diplomacia e sobram desafetos - Foto: AP

– Sempre digo que o time é o rosto do seu treinador. Se o treinador não é valente, seguro de si mesmo, inclusive arrogante, este time perde qualidade – disse ao “New York Times”. – Estou convencido de que esta é a razão pela qual minhas equipes sempre são muito, mas muito difíceis mesmo de derrotar.

Houve derrotas. Muitas. Mas a Copa do Rei bastou para que Mourinho recebesse, das mãos de Florentino, todas as credenciais necessárias para mandar e desmandar no time. O diretor Jorge Valdano foi demitido. Com a faca e o queijo na mão, Mourinho, com um salário superior a 13 milhões ao ano, vem reorganizando o clube à sua maneira e já inventou, inclusive, o cargo de diretor de futebol para Zinedine Zidane, que virou seu braço direito. Mou, além de treinador, é gerente esportivo de futebol, seguindo o modelo inglês.

Tudo são tentativas de voltar a fazer funcionar a antiga fábrica de títulos, que teve como uma de suas fases mais prósperas os anos em que Santiago Bernabéu, ex-jogador e ex-técnico, esteve à frente do clube branco (1943-78) como presidente, inaugurando o estádio com seu nome, em 1947. Mas nos tempos atuais do chamado “rei midas do futebol” – o empresário Florentino Pérez, presidente da poderosa construtora ACS -, mesmo sem sucesso dentro de campo, o Real Madrid é capaz de bater recordes de faturamento. Os 442,3 milhões ganhos no último ano, no entanto, não são um troféu aos olhos de torcedores, que são 32% dos espanhóis, segundo uma pesquisa do Centro de Investigações Sociológicas.

Até Cristiano Ronaldo, cuja perna (uma só) custa mais caro do que times inteiros, já insinuou que os torcedores também têm sua fração de responsabilidade. Disse que ele e seus colegas tentam ganhar e dar espetáculo, mas o público não faz a sua parte, motivando os jogadores. Por temporada, o português, contratado em 2009 ao Manchester United por 94 milhões, embolsa 25 milhões, entre salário e direito de imagem. Kaká, comprado no mesmo ano, ao Milan, por 65 milhões, não está muito atrás: embolsa, segundo os cálculos de jornais espanhóis, 19,8 milhões. Florentino gasta, por temporada, 162,8 milhões apenas com salários.

Embora estas cifras gigantescas estejam diretamente associadas a Florentino Pérez, Santiago Bernabéu também fez apostas milionárias na década de 1950. O espanhol Paco Gento foi um deles, mas foi o argentino Alfredo Di Stéfano que mudou o rumo do futebol espanhol e europeu. Maior goleador da liga durante cinco temporadas, ele levou o clube a ganhar oito Ligas espanholas, além de cinco Copas da Europa, uma Copa Intercontinental e uma do Generalíssimo.

Galáxias e poucos títulos

Com Di Stéfano, o Real Madrid entrava em seus anos dourados. A esses craques se uniram outros: o húngaro Ferenc Puskás, apesar de já ter 31 anos e alguns quilos a mais; e o grande Didi, cuja modesta passagem pelo clube branco, por problemas de adaptação ao futebol europeu, não manchou sua trajetória brilhante, imortalizada no Salão da Fama da Fifa.

Di Stefano (à esquerda) durante apresentação de Robinho e ao lado do presidente Florentino Pèrez - Foto: APDuas décadas depois da morte de Santiago Bernabéu, Florentino começa sua história e cria suas duas “galáxias”. A primeira começou com a aquisição de Figo, e continuou com estrelas como Zidane, Ronaldo e Beckham, que, junto com Roberto Carlos, Iker Casillas e Raúl, ganharam duas Ligas espanholas e a nona Liga dos Campeões, com um gol histórico de Zidane. Os 200 milhões pagos pelos quatro jogadores se capitalizaram rapidamente: 400 milhões por ano e o prestígio de ser o maior e mais rico do mundo.

Essa primeira Era Galáctica, à qual se uniram Robinho e Michael Owen em 2004, não acabou nada bem: foram três temporadas seguidas sem ganhar um título, o que forçou a saída de Florentino. Foi um dos piores períodos da história do clube. Como termômetro deste abatimento, uma cena simbólica: Ronaldinho Gaúcho sendo aplaudido de pé pelos torcedores do Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu, num jogo da Liga. Em 1983, os “brancos” já tinham ovacionado outro craque do Barça, o argentino Maradona.

– Foi uma emoção diferente porque muito poucos jogadores têm a oportunidade de passar por um momento deste ao longo de suas carreiras – declarou Ronaldinho, que, com elegância, devolveu o gesto, aplaudindo os torcedores do clube.

Mas Florentino voltou, e com ele, o projeto de construir sua segunda galáxia: Cristiano, Kaká, Benzema e Xabi Alonso, dando adeus a Raúl e a Gutti. Mou deu por encerradas as contratações, que fizeram o clube desembolsar 55 milhões, 16 milhões a menos do que no verão passado: Callejón, Sahin, Varane, Coentrão e Altintop. Florentino não está satisfeito. Quer Neymar. Tem sede de estrela.

Segredo do faturamento do Barcelona está nas conquistas dentro de campo

Priscilla Guylain (esportesglb@oglobo.com.br)

Melhor jogador do mundo é do Barcelona: Messi - Foto: ReutersMADRI – Nada de estratégias mirabolantes ou planos de marketing ousados. O segredo do Barcelona está no campo. Jogando bem, o clube triplicou seu faturamento em seis anos – de 123 milhões em 2003/4 a 366 milhões na temporada 2009/10 – saltando do 13º lugar para o 2º no ranking dos times mais ricos, atrás apenas do Real Madrid. O Corinthians, clube brasileiro que mais arrecadou em 2010, teve faturamento de R$ 212,6 milhões. O Barcelona tem em Leo Messi o melhor exemplo de sua política de investir nas divisões de base.

– Quero ficar no Barcelona para sempre – disse Messi, na sua primeira entrevista à televisão, quando tinha 16 anos.

Messi é o jogador mais bem remunerado – 31 milhões de euros ao ano – mas, como não foi comprado, o argentino, curiosamente, não tem valor contábil. Nem ele, nem Xavi, nem Iniesta. Mas sua cláusula de rescisão é de 250 milhões de euros, valor que dificilmente alguém desembolsará.

– O Barcelona é muito mais rico do que o Real Madrid, porque tem Messi, Xavi, Iniesta, Puyol, Busquets, Víctor Valdéz, Pedrito, Thiago, Guardiola… Não pagaram nada por eles. Todos são ativos que não estão no balanço financeiro do clube. O Real Madrid, por outro lado, tem grandes jogadores, mas também enormes dívidas com bancos que emprestaram dinheiro para comprá-los – explica José María Gay Saludas, professor de economia financeira, especialista em economia esportiva.

La Masía, a base do Barça

A “cantera” (como se referem em espanhol às categorias de base) é o alicerce do Barça, e La Masía, seu símbolo. Fundada em 1979, La Masía é a escola do Barcelona, uma residência para novos talentos, onde meninos recebem formação acadêmica e treinam para, quem sabe, serem profissionais. O custo anual é de 20 milhões, que o clube desembolsa ciente de que menos de 15% chegarão ao primeiro time, e entre 30 e 40% jogarão em outro clube espanhol ou europeu.

Jogadores do Barcelona posam com a taça da Liga dos Campeões - Foto: Reuters

– Na Masía, falamos sobre valores que não são negociáveis e que nos fazem melhores pessoas e melhores jogadores. Respeito, companheirismo, humildade, sacrifício, cumplicidade, comprometimento. Queremos que eles sejam felizes, esforçados, e respeitem, da mesma forma, o treinador e o cozinheiro – conta Carles Folguera, diretor da Masía, onde são organizadas palestras sobre educação sexual, drogas e fama.

De fato, uma das característica mais fortes do Barça é a união dos jogadores e a falta de estrelismo. O Barcelona é o melhor time de futebol do mundo da primeira década do século XXI, segundo a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), mas isso não se traduz em arrogância. Pelo contrário, o carisma é uma das marcas registradas dos jogadores.

– Cada um nasce com sua maneira de ser, mas no Barcelona te ajudam a melhorar – disse Iniesta ao “El País”. – Não me esqueço do pessoal da Masía, das cozinheiras, sempre preocupadas comigo. Muita gente trabalhou para estarmos aqui.

Ao ganharem o 21º título da Liga Espanhola, os jogadores exibiram uma camiseta com a frase “o valor de ter valores” estampada sobre o peito. Esta é a filosofia do grupo que, além de Messi, que chegou à Masía com 13 anos, o técnico Pep Guardiola, Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta, Cesc Fabrégas (estrela do Arsenal e cobiçado pelo Barça), Víctor Valdés, Busquets e o brasileiro Thiago Alcântara, entre muitos outros, aprenderam nessa escola-residência do Barça. E ajudaram a fazer do clube catalão o que tem mais jogadores vencedores dos prêmios de melhor do mundo da Fifa e da Bola de Ouro, da “France Football”.

Mas o Barça teve outras épocas de glória. Nos anos 1950, com o craque húngaro Kubala, os três títulos espanhóis, as cinco Copas do Generalíssimo, entre outros títulos, obrigaram o clube a construir novo estádio: o número de sócios alcançou a marca dos 38 mil, deixando o Les Corts pequeno demais para tanta gente. Em 1957, inauguraram o Nou Camp, e hoje, mais de meio século depois, o número de sócios quase quintuplicou, chegando a 180 mil, número superado apenas pelo Benfica.

Quanto aos “culés” (torcedores do Barça), representam 25,7% dos torcedores espanhóis, segundo o Centro de Investigações Sociológicas.

O “dream team” de Cruyff

Nos anos 90, o mundo inteiro ficou de olho no Barcelona do holandês Johan Cruyff, uma equipe que conquistou quatro títulos nacionais seguidos e uma Liga dos Campeões. Cruyff rompeu a supremacia do Real Madrid, que, com sua “Quinta del Buitre” – chamada assim por Butragueño – havia ganhado os quatro campeonatos anteriores.

Holandês Cruyff comandou o Barcelona que conquistou quatro títulos espanhóis seguidos e uma Liga dos Campeões na década de 90Seu “Dream Team”, como ficou conhecido, entrou para a história com um jogo bonito, dando um novo tom ao futebol europeu. Romário, o dinamarquês Michael Laudrup, o búlgaro Hristo Stoichkov, Miguel Ángel Nadal (tio do tenista mallorquino Rafa Nadal, grande torcedor do Real Madrid) e o holandês Ronald Koeman foram alguns dos jogadores deste “time dos sonhos”, com seu futebol ofensivo, veloz e criativo. Essa maneira de jogar fez com que Johan Cruyff recebesse algumas críticas – diziam que fazia o Barça mais vulnerável por dar pouca atenção à linha defensiva – mas, apesar dos seus detratores, o “dream team” não só deslumbrou os “culés” como motivou os apaixonados do futebol da época. O fim chegou quatro temporadas mais tarde, quando, como favorito, perdeu a final da Liga dos Campeões para o Milan por 4 a 0.

Foi Frank Rijkaard, outro holandês, que voltou a animar os torcedores, quando, em 2003, assumiu o clube e ganhou dois campeonatos espanhóis, duas Super Copas da Espanha e uma Liga dos Campeões. Ronaldinho Gaúcho chegou no mesmo ano e atendeu a todas as expectativas, marcando 15 gols em 32 jogos do campeonato e sendo eleito pela Fifa como melhor jogador do ano. E entrou entrou para o grupo de ídolos brasileiros, que já tinha Rivaldo, Romário e Ronaldo.

Guardiola e o sexteto

Cinco anos depois, quando Josep Guardiola substituiu Rijkaard, o Barça deu um salto definitivo, passando à história, em 2009, por ser o primeiro time do mundo a conseguir seis títulos oficiais no mesmo ano. Guardiola saiu dos braços da mãe Dolors, com apenas 13 anos, para morar e estudar na Masía. Do alto de seu beliche, emocionava-se ao ver pela janela o Nou Camp todos os dias ao acordar. Os novos aprendizes não terão mais esta vista. Este ano, a fábrica de jogadores do Barça, como é conhecida, mudou-se para a Cidade Esportiva Joan Gamper, a 4,5 quilômetros do estádio.

Guardiola: técnico levou Barcelona a seis títulos oficiais no mesmo ano - Foto: Reuters

– Com Cruyff, aprendi detalhes que servem para entender este jogo e a maneira de lidar com o vestiário – disse Guardiola, ao site do Barcelona. – O “Dream Team” abriu caminho. Por mais títulos que ganhemos, isso não podemos igualar.

Adorado pelos jogadores, Guardiola não teve restrições em apostar em homens fisicamente pequenos, como Xavi ou Iniesta, mas talentosos. Quando Cruyff foi à Masía atrás do melhor jogador da “cantera”, todos os técnicos afirmaram ser Guardiola. O futuro pupilo do holandês não jogava no Barça B nem no Juvenil A. Estava no Juvenil B. Cruyff não entendia como o melhor podia estar na base de 19 anos. O motivo era físico: ele era muito miúdo.

– Levamos Guardiola para o Barça B contrariando a direção. Ele se sentiu valorizado e deslanchou. Tinha muito mais visão do que qualquer outro jogador. Se você é pequeno e magro precisa ter técnica superior à maioria. Do contrário, te derrubam por serem mais fortes. Você aprende a desenvolver qualidades, a controlar, a esquivar, a desfrutar – contou Cruyff.

Nesta trajetória cheia de vitórias – três campeonatos seguidos e duas Ligas dios Campeões em três anos – Guardiola lidera uma equipe que é base da seleção espanhola, campeã da Espanha, da Europa e do mundo. O Barcelona, com seu sexteto, transformou-se, indiscutivelmente, no melhor. A imprensa espanhola resume, então, em uma frase quem é Guardiola: “o melhor campeão de campeões da história do futebol”.

Rivais desde a guerra

Conflito na Espanha intensificou oposição entre Real Madrid e Barcelona

Priscilla Guylain (esportesglb@oglobo.com.br)

MADRI – Desde 1968 está vetada a venda de bebidas em garrafas de vidro nos estádios espanhóis. A feroz rivalidade entre Real Madrid e Barcelona explica a proibição. Ficou conhecida como “a final das garrafas”. Os torcedores brancos, furiosos por perder de 1 a 0 para o time catalão arremessaram ao campo tudo que tinham à mão. Não foi a primeira nem muito menos a última reação agressiva entre os dois clubes, que se enfrentaram pela primeira vez em 1902. O Barça, fundado três anos antes, saiu vitorioso (3 a 1). Depois da Guerra Civil (1936-39), período em que se suspenderam as atividades esportivas, os conflitos pioraram.

O Barcelona simbolizava o nacionalismo catalão, oprimido pela ditadura franquista. O Real Madrid representava a Espanha única, defendida a ferro e fogo por Francisco Franco. O caudilho era mais do que um torcedor. Dizem que influía nos resultados, ameaçando os jogadores catalães, e em contratações, como a de Di Stéfano, que originalmente ia para o Barcelona, mas acabou jogando pelo clube branco.

Apesar destas prováveis interferências, o Barça é o clube espanhol com mais títulos: o Real Madrid tem dez títulos nacionais a mais do que o clube catalão (31 contra 21), mas o Barça tem sete Copas do Rei a mais do que o time branco (25 contra 18). Durante o Franquismo, entre 1939 e 1976 – quando a Copa do Rei passou a se chamar Copa do Generalíssimo, em referência ao general Franco, o Barça ganhou nove copas e o Madrid, seis.

Os tempos e o contexto mudaram, mas esta inimizade político-futebolística perdura. De vez em quando, em alguma disputa Barcelona x Real Madrid, ainda se vê alguma faixa “Catalunha não é Espanha”. Mas as demonstrações de incompatibilidade de ambos os lados vão além das pacíficas defesas ideológicas. Um jogador que viveu em primeira pessoa o amor e o ódio dos “culés” foi o português Luis Figo, que jogou no Barcelona, de 1995-2000, e no Real Madrid, de 2000-2005. Um dos dias mais representativos da ira antimadridista foi em um clássico, em 2002. Naquele dia, Figo foi alvo de garrafas, bolas de sinuca, bolas de golfe e telefones celulares. Nesta chuva de raiva, também caiu, ao lado do português, uma cabeça de porco.

Mas, agressões à parte, a rivalidade entre os dois clubes, cada vez mais inalcançáveis para os rivais espanhóis, é a responsável por boa parte da emoção não só nas disputas nacionais, como internacionais. O Real Madrid e o Barça são os clubes que melhor pagam, no mundo, seus jogadores, segundo o estudo “Global Sports Salaries Survey 2011”. Mas a dívida que arrastam também tem a dimensão da fama. O Barcelona deve cerca de 500 milhões, e o Real Madrid 660 milhões, cifras que servem para reforçar a eterna rivalidade.

– Nesta rivalidade, quem sai na frente é o que ganha mais tendo menos dívida. O Barcelona ganhou o Campeonato Espanhol e a Liga dos Campeões e diminuiu sua dívida. Se, com menos dívida, e portanto, com menos investimento e menos gastos em jogadores, consegue mais resultados e maior faturamento, significa que é melhor do que o seu rival – afirma José María Gay Saludas, professor de Economia Financeira, especialista em economia esportiva.

Na temporada passada, os dois clubes se enfrentaram em cinco ocasiões, duas no Campeonato Espanhol, duas em semifinais da Liga dos Campeões, e na final da Copa do Rei. O mito será alimentado este ano, pelo menos, em quatro jogos, já que hoje e quarta-feira se inicia a temporada oficial espanhola com a disputa da Supercopa da Espanha. Campeão espanhol, o Barcelona enfrentará o vencedor da última Copa do Rei, o Real Madrid. Será a primeira ocasião, na atual temporada, para comprovar se a opulência do presidente Florentino Pérez e do técnico Mourinho conseguirá abater o reinado do “futebol total” de Guardiola, Messi, Iniesta, Xavi e companhia.