ICFUT – Raí nega ter sido convidado pela CBF, mas pode pensar no assunto

Fonte: gazetaesportiva

A reestruturação na Confederação Brasileira de Futebol deve custar o cargo do diretor de Seleções, Andrés Sanchez. Apesar de a demissão do ex-presidente corintiano não ter sido oficializada, o nome do ex-meia Raí surgiu como um possível substituto, por indicação do deputado federal Romário.

Em lançamento de seu livro, na noite desta segunda-feira, na capital paulista, o ídolo são-paulino negou que tenha sido convidado pela CBF para virar dirigente, mas agradeceu ao Baixinho pela sugestão e admitiu que pensaria na possibilidade se chegar um contato.

“Agradeço ao meu amigo Romário, agora deputado, pela confiança de ter falado meu nome, mas nem pensei nisso, até porque não chegou nada de concreto. Se acontecer, claro que vou pensar seriamente, por ser uma decisão de vida. Mas não sei se é possível (receber o convite)”, afirmou.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Raí teve seu nome sugerido pelo amigo Romário para ocupar o lugar que hoje é de Andrés Sanchez

Sem o peso de ser uma voz oficial da CBF, Raí teve liberdade para dar sua opinião sobre as demissões de Mano Menezes e de toda a comissão técnica, anunciadas na sexta-feira.

“É óbvio que fiquei surpreso, ninguém esperava. Dá a impressão de que a decisão já estava tomada e só esperavam a temporada terminar, por ser uma questão de confiança no comando. O Brasil tem essa tradição de trocar de treinador às vezes meses antes de uma Copa. Algumas vezes deu certo, em outras não”, ponderou.

Raí aproveitou para elogiar os três treinadores brasileiros mais cotados para o cargo, mas não deu sua opinião sobre a melhor alternativa. “Tem o Muricy, que já foi chamado da outra vez e não pôde assumir. O Felipão carrega uma experiência vitoriosa em um período curto e isso pesa também. Já o Tite está fazendo excelente trabalho e há muito tempo merece. Nomes não faltam”.

O ex-jogador do São Paulo, que virou ídolo também durante os cinco anos em que defendeu o Paris Saint-Germain, não se opõe à possibilidade de a CBF apostar em um treinador estrangeiro: o espanhol Pep Guardiola, que está fora do futebol desde que saiu do Barcelona.

“Tivemos essa experiência no basquete masculino com um treinador argentino (Rubén Magnano) e não vejo preconceito contra isso. Acho que temos soluções caseiras que dão conta e são capazes, mas existe esta outra chance também. Se tiver que ser estrangeiro, que seja alguém de outro nível, alguém muito à frente, como o Guardiola, que é um cara dedicado e estudioso”, finalizou.

Por Cleber Aguiar – Vá em paz meu irmão, diz Raí sobre Sócrates

Fonte: Folha Online

O ex-jogador Raí, irmão de Sócrates e um dos ídolos do São Paulo, deixou uma mensagem de agradecimanento pelas homenagens e apoio que a família tem recebido nos últimos dias após a morte do ex-corintiano e seleção brasileira.

Márcia Ribeiro-4.dez.2011/Folhapress
Raí chega ao velório do irmão
Raí chega ao velório do irmão em Ribeirão Preto

Em seu perfil no Facebook, o ex-são-paulino fala da importância de Sócrates em sua carreira e de seu engajamento político. “Para mim, mais que um irmão, ele sempre foi um ídolo, uma referência”, diz na nota.

O ex-jogador paraense Sócrates morreu às 4h30 do último domingo aos 57 anos em decorrência de um choque séptico, que ocorre quando bactérias de uma infecção chegam à corrente sanguínea e se espalham pelo corpo.

O ídolo do Corinthians, estava internado desde a última quinta-feira na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Albert Einsten, na zona sul de São Paulo, após dar entrada com quadro de infecção intestinal.

Sócrates, sua mulher e um amigo haviam se sentido mal na noite de quinta-feira (1º) após comerem em um evento.

O ex-jogador chegou a ficar internado outras duas vezes entre agosto e setembro, também na UTI, por conta de hemorragias digestivas.

Sócrates era casado e tinha seis filhos. Conhecido como “Calcanhar de Ouro”, “Doutor” e “Magrão”, era fumante, grande consumidor de álcool e personalidade com visão forte sobre futebol e política.

Fotomontagem
Sócrates no Corinthians, Santos, Flamengo e seleção; clique na foto e veja galeria
Sócrates no Corinthians, Santos, Flamengo e seleção; clique na foto e veja galeria

Além de Corinthians e Botafogo-SP, jogou também pelo Flamengo, Santos e Fiorentina, da Itália. Formado em medicina, trabalhava como comentarista na TV Cultura e colunista do “Agora São Paulo”, do Grupo Folha, e da “Carta Capital”.

Veja a mensagem completa:

“Por Raí Souza Vieira de Oliveira

Gostaria de agradecer a todas as manifestações de carinho neste momento difícil para nossa família, com a partida do nosso querido Sócrates.

Pra mim, mais que um irmão, ele sempre foi um ídolo, uma referência.

Como atleta, um gênio, que sempre me inspirou. Como cidadão, um grande orgulho, por seus ideais, sua coragem, postura e engajamento. Como pessoa, um ser único, extremamente verdadeiro.

Ele conseguiu fazer medicina na USP e, ao mesmo tempo, ser um atleta profissional, grande líder da democracia corinthiana, em plena ditadura. Protagonizou as “diretas já” e a redemocratização do nosso país. Foi capitão de uma das melhores equipes de todos os tempos, jogou 2 Copas do Mundo, foi ídolo mundial.

E estes são apenas alguns exemplos do que o Dr. representou para nossa sociedade.

Vá em paz meu irmão, sua missão foi muito bem cumprida, mas queríamos muito mais….

Grande beijo meu e de toda sua família, especialmente da nossa maravilhosa mãe Guiomar, que completará em janeiro 91 anos, momento em que celebraremos mais uma vez sua existência.”

 

Por Cleber Aguiar – Com apoio do setor financeiro, projeto quer levar esporte a escolas

Fonte: Valor Online

Raí: “Precisamos amarrar o setor público para tornar compulsório o investimento em aulas de esporte nas escolas”

Estádios, aeroportos, rede hoteleira e rodovias ficarão como legado dos investimentos da Copa do Mundo de futebol de 2014, e dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. Preocupado com a falta de discussão em torno de um “legado social” oriundo dos grandes eventos esportivos, o ex-jogador de futebol Raí lançou mão da associação Atletas pela Cidadania, presidida por ele, para tocar um projeto ousado: levar o esporte educacional a 80% das escolas públicas entre 2014 e 2016, e para todas as escolas do país até 2022. O projeto, que será divulgado hoje no Museu do Futebol, em São Paulo, conta com parceria do Itaú Unibanco, que ficará encarregado da gestão do fundo que será lançado para financiar a empreitada.

ICFUT – Raí diz que fez ‘imbecilidade’ ao aceitar jogar na Chechênia

Fonte: globo.com

‘Participei de um evento escancaradamente político e populista’, afirma ídolo do São Paulo sobre partida com o polêmico líder Ramzan Kadyrov

'Brazil Stars': presidente da Chechênia perde pênalti defendido por Zetti (Foto: Reuters)Presidente da Chechênia, Ramzon Kadyrov cobra
pênalti contra os brasileiros (Foto: Reuters)

Raí se arrependeu de ter aceitado disputar uma partida na Chechênia, no último dia 8, ao lado de outros ex-jogadores da Seleção Brasileira. O grupo – que tinha nomes como Romário, Bebeto e Dunga – foi convidado pelo polêmico presidente da região, Ramzan Kadyrov, acusado por diferentes ONGs de não respeitar os direitos humanos. Para o ídolo do São Paulo, a viagem ao Leste Europeu foi uma "imbecilidade".

– Fiz parte de umas das coisas que mais condeno na vida e com a qual mais tenho cuidado: participei de um evento escancaradamente político, populista, em um contexto desconhecido, sem saber as possíveis consequências e intenções – escreveu Raí em seu site oficial.

O ex-camisa 10 da Seleção conta que foi convidado inicialmente para uma partida na Rússia, sem saber que seria na região da Chechênia. Segundo Raí, ele conhecia apenas poucas informações sobre a situação local:

– Sabia de uma terrível guerra entre separatistas chechenos e as forças armadas russas. Mas, segundo informações, a situação já estava menos violenta há algum tempo.

O ídolo tricolor conta também que o cachê não era dos mais altos:

– É o equivalente a pouco mais do que cobro para ministrar uma palestra de duas horas na cidade de São Paulo. É também menos do que doo, com certa frequência, para projetos orientados pelo respeito aos direitos humanos.

Após saber que iria para a Chechênia, o ex-camisa 10 disse que procurou saber informações sobre o presidente local, mas lamentar não ter tido "a profundidade que deveria". Raí acabou entrando em campo com seus velhos amigos para enfrentar um combinao local, reforçado pelo alemão Lothar Matthäus e Rudd Gullit. Ramzan Kadyrov também estava no time adversário.

– Me senti mal por ter sido inconsequente, e não criterioso como sempre costumo ser. Quando percebi o tamanho do risco, após o jogo, minha vontade foi de esconder-me de tudo e todos, inclusive de mim mesmo. Os agentes pediram para “aliviar” um pouco, já que era apenas uma “brincadeira”. Realmente, apesar de Gullit e Matthäus estarem no time adversário, não tinha a mínima condição de fazermos um jogo competitivo. Além do presidente, havia outros que nunca tinham sido atletas de futebol. Foi uma pelada de quintal, mas o público parecia vibrante. Placar a parte, desta imbecilidade (assim que me senti) cometida, ficam duas grandes lições: acompanharei de perto o processo político na Rússia/Chechênia; e estarei muito mais alerta a esses possíveis deslizes de avaliação (mesmo já sendo e tendo uma equipe muito criteriosa). Posso dizer que essa experiência serviu, ao menos, como um importante aprendizado.

De acordo com Raí, o melhor momento da viagem foi a recepção de torcedores no aeroporto na hora da chegada dos brasileiros.

– Chegamos em Grozny já no começo da tarde. Comemos e fomos ao teatro, em um dos prédios reconstruídos, para uma apresentação de danças típicas e música, também com uma atração internacional. Fomos recebidos de forma muito gentil por todos. Foi o único momento que me aproximei da população, que parecia bem. O público era, na maioria, formado por mulheres, em comemoração ao dia internacional da mulher, 8 de março. Muitas com seus celulares filmando tudo. Posso dizer que foi um momento agradável, pude sentir, mesmo que pouco, o lado humano daquela cidade que tenta se reconstruir.

Presidente checheno é figura polêmica

A partida aconteceu no estádio Sultan Bilimkhanov, que em 2004 foi cenário de um atentado que matou o presidente checheno pró-Moscou Akhmad Kadyrov (pai do atual líder), e teve um forte esquema de segurança.

Polêmico, Ramzan Kadyrov, de 34 anos, está no poder desde 2007 e é acusado pelas ONGs de não respeitar os direitos humanos. A capital Moscou permite ao presidente checheno uma relativa estabilidade e confia nele para conter a rebelião, que superou as fronteiras da Chechênia e em meados da década passada se tornou um movimento islamita armado ativo em todo Cáucaso do Norte.

Apesar da instabilidade e do alto nível de desemprego nas pequenas repúblicas do Cáucaso, os gastos com futebol parecem não ter preço. Em janeiro, o Terek Grozny, quase rebaixado na temporada passada, contratou como técnico o holandês Ruud Gullit. Mês passado, o Anzhi Makhatchkala, do Daguestão, contratou o lateral brasileiro Roberto Carlos com o maior salário de um jogador no futebol russo.