ICFUT – TORCIDAS: TORCIDA DESORGANIZADA AVACOELHADA ( América Mineiro )

 

TORCIDA DESORGANIZADA AVACOELHADA

América Futebol Clube
Fundação: 12/11/1988
Estadio Indêpendencia, Belo Horizonte – MG
“Geneticamente Americana”
Site oficial: http://www.avacoelhada.com.br

 

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HUMOR ICFUT – TOP 12 ● Torcedores revoltados com o time!

Canal – Tavares Videos

As 12 melhores reações de torcedores em fúria com o time! O emblemático João do América, o “Fora Waldemar”, o flamenguista pistola por áudio do WhatsApp e muito mais!

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ICFUT – Nova música da torcida do Brasil na Copa da Rússia 2018 ( Canal Torcidas )

Letra: ÔÔÔÔ 58 foi Pelé em meia dois foi o mané em sete zero o esquadrão primeiro a ser tri campeão ÔÔÔÔ 94 Romáriôôô 2002 fenomenôôô primeiro tetracampeão único penta é Brasilzão!!! OOOOO BRASIL OLE OLE OLEEEE (4x)

ICFUT – Torcida Jovem invade CT do Santos e enfrenta polícia em protesto

A Torcida do Santos teve forte presença no CT , centenas torcedores  protestaram contra os jogadores e diretoria  do clube.No Z-4 do Brasileirão a Torcida Santista Representada pela sua maior Organizada TORCIDA JOVEM DO SANTOS.

A Torcida pediu raça e mais desempenho por parte dos jogadores e de sua diretoria comandada pelo Presidente José Carlos Peres e o Vice Orlando Rollo.Nesse domingo as 16:00 hs o Santos tenta a reabilitação no jogo contra o Vitória e a torcida Santista vai cobrar mais Raça dos jogadores.

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ICFUT – Notícias Torcidas Organizadas – 03/04/2012

Fonte: Folha de São Paulo

Entrevista – Paulo Serdan

O cara pensa: ‘Eu sou da Mancha, vou sair na mão’

PRESIDENTE DE HONRA DA TORCIDA MANCHA ALVIVERDE DIZ QUE ‘BRIGAR FAZ PARTE’ E QUE PODE HAVER RETALIAÇÃO APÓS MORTES

MORRIS KACHANI
DE SÃO PAULO

Paulo Serdan é uma das lideranças mais controversas das torcidas organizadas de futebol. Presidiu a Mancha Verde (rebatizada em 1997, após extinção, de Mancha Alviverde) de 92 a 2005. Já deu soco em treinador, coordenou uma invasão à sede do Palmeiras e participou de várias brigas envolvendo torcidas.

Hoje, aos 45, com rosto marcado por um acidente com fogos de artifício (num Réveillon, não numa briga) ele dirige a escola de samba da Mancha Verde. É também uma espécie de conselheiro especial da torcida organizada -Serdan foi nomeado seu presidente de honra e é sempre ouvido nos momentos mais críticos.

Como agora, na semana do incidente envolvendo torcedores palmeirenses e corintianos ocorrido no domingo passado, que deixou duas vítimas fatais, André Alves Lezo, 21, e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, 19, ambos integrantes da Mancha.

Filho de Michel Serdan, que por muitos anos comandou o programa “Gigantes do Ringue”, e ex-segurança da Fonseca’s Gang, Paulo hoje é um empreendedor de sucesso. Além de produzir shows e eventos, é proprietário de uma confecção responsável por 40% dos produtos que levam o logotipo ou fazem referência à Mancha -tanto para a escola de samba como para os estádios.
Ele recebeu a Folha para a seguinte entrevista.

Folha – Como está o ambiente na Mancha?
Paulo Serdan – Péssimo. A diretoria é nova, esta é a primeira vez que perdem gente tão próxima. O sentimento é complicado, não é uma coisa que cicatriza, não. Os caras não estão encarando numa boa. Até pela forma que foi. Se tivesse sido um encontro casual, aí tudo bem, mas infelizmente não foi.

Qual a sua versão dos fatos?
Cerca de 200 torcedores estavam fazendo o trajeto que sempre fazem, pela avenida Inajar de Souza [zona norte da capital], com escolta da PM. Em determinado momento, os caras surgiram do nada pelas costas, a grande maioria encapuzada, com barras de ferro, pedaços de pau, cabo de enxada e muitos fogos, bateria de rojão. Acenderam tudo de uma vez, o que me parece estranho e premeditado, porque num confronto -e eu participei de vários-, se você escuta barulho de tiro já fica ligeiro e procura um lado para correr. Mas o barulho dos rojões confundiu geral.

Vai ter retaliação?
Aí é só o tempo pra dizer. Não tem como você prever. Vai depender muito do trabalho da polícia. Agora está na hora de aparecer esse trabalho, apontando quem fez, como fez e com punição. Se não acontecer nada, se o poder público demonstrar incompetência, vão achar que tem que fazer pelas próprias mãos, aí vai ser a lei do cão.

O que deve ser feito?
Se tivesse legislação, com penas duras, não teria nem alambrado no campo. A impunidade é que cria essa situação, ela vai produzindo heróis. É tudo coisa de criança. Se num tumulto que teve o cara deu um soco bem dado, ele ganha respeito. Se o cara é preso com uma bomba, ele simplesmente é encaminhado pro distrito policial, assina um termo e volta. Desse jeito a molecada o admira, ele começa a fazer seguidores.

E o policiamento?
Em seis ou sete anos, o trecho da avenida Inajar de Souza até a ponte da Freguesia do Ó, de uns 4 ou 5 km, já foi palco de pelo menos umas 15 brigas. Então não foi um acidente, era previsto que uma desgraça podia acontecer. Está na hora de a polícia mobilizar mais gente, ao invés de só ficar investigando redes sociais na internet e mandar duas viaturas com dois homens pra fazer a escolta.

Mas esta briga não foi marcada pela internet?
Isso é lenda. Os caras sabem onde vão se encontrar. Eles moram no mesmo lugar, eles se conhecem. Para eles é adrenalina, aventura. Você não tem condição de surfar em Maresias ou jogar Playstation. Nem empinar pipa pode. Então qual é a diversão? O cara pensa assim, “eu sou da Mancha, se trombar com os caras vou sair na mão”. Brigar faz parte. Você tem que acabar com esse lado.

Qual é o perfil do torcedor da Mancha?
Hoje são aproximadamente 35 mil associados. A grande maioria é homens, entre 17 e 25 anos. Predomina a classe média baixa. São pessoas com dificuldades familiares, financeiras, sem perspectiva de estudo, que começam a trabalhar desde cedo. E que encontram na torcida um amparo, que começam a enxergar que ali é a sua segunda e às vezes sua primeira família. É bom lembrar que realizamos diversas ações sociais, como doação de sangue, arrecadação de alimentos, campanha do agasalho. A verdade é que, na torcida, as dificuldades são as mesmas para todos.

Adianta banir as organizadas dos estádios?
A proibição é para a imprensa e a sociedade baterem palma. Mas por mais que tentem, a torcida não vai acabar nunca -pode até entrar sem a camisa no estádio, mas não vai acabar. E pior, assim você acaba encorajando a criação de grupos menores, de maneira que a liderança já não tem mais ascendência e controle. É o que rola hoje.

Em todas as torcidas?
A Gaviões por exemplo, não tem uma liderança. E se você não tem liderança, não tem palavra. Mais irritante é ver a força que eles têm, recebendo apoio até do ex-presidente Lula.

Parece que o incidente de domingo passado foi motivado pela morte de um corintiano no ano passado em outra briga de torcedores.
Dizem que ele foi atirado no rio Tietê, mas a verdade é que ele pulou da ponte. A polícia sabe disso, mas não admite. Pelo que sei foi afogamento, não tem escoriação no corpo. O que acontece é que nesse tipo de briga, um lado sempre vai correr. E nessa pode haver uma dispersão. Ele sobrou, o pessoal correu atrás dele, ele e se jogou apavorado.

Fonte: O Estado de São Paulo

Vandalismo continua sem punição

Guerra de torcidas organizadas que provocou a morte de dois jovens no domingo ainda é investigada e poucas medidas foram adotadas contra as facções

Uma semana após a batalha na avenida Inajar de Souza, em São Paulo, entre as facções Mancha Alviverde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, quando dois torcedores foram mortos, nem a polícia e muito menos os responsáveis pela segurança pública colocaram as mãos nos criminosos.

Objetos apreendidos pela Polícia em buscas após a briga entre a Gaviões da Fiel e a Mancha Verde - Alex Silva/AE
Alex Silva/AE
Objetos apreendidos pela Polícia em buscas após a briga entre a Gaviões da Fiel e a Mancha Verde

Apenas cinco torcedores estão presos – todos da Mancha. Encarregados das investigações disseram que suspeitos dos assassinatos deixaram a capital.

As primeiras medidas contra a violência no futebol, depois dos homicídios no domingo, foram anunciadas durante a semana. Mancha e Gaviões foram proibidas pela Federação Paulista de Futebol de entrar nos estádios.

Busca e apreensões foram feitas nas sedes das facções e nas casas de alguns suspeitos. A titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, delegada Margarette Barreto, garante que o balanço das investigações vai ser positivo (leia mais na Coluna do PVC, pág. E3).

Enquanto isso o Ministério Público de São Paulo pediu para não se vender mais ingressos nas sedes das torcidas – prática corriqueira entre as facções – envolvidas na batalha de domingo.

Quase um mês antes da guerra na avenida Inajar de Souza, um torcedor do Guarani foi morto em um confronto entre torcidas organizadas em Campinas.

A pedido do Ministério Público, a Federação Paulista decidiu proibir a entrada de integrantes das torcidas organizadas Torcida Jovem Amor Maior e Serponte, da Ponte Preta, e Fúria Independente e Guerreiros da Tribo, do Guarani, nos estádios por tempo indeterminado, até o final das investigações sobre a morte do torcedor Anderson Ferreira. O caso não está encerrado.

Balanços não oficiais atestam que nos últimos 18 anos pelo menos 84 torcedores morreram vítimas da violência no futebol no País. Todas as tentativas de se coibir o vandalismo no âmbito do esporte no Brasil, por enquanto, não deram resultado.

Na Europa, matriz de graves conflitos entre torcedores e dos hooligans, houve um pacto em todas as instâncias dos governos e do comando do futebol para se acabar com a violência no final dos anos de 1980 e meados de 1990. (leia abaixo na pág.). Os resultados foram exemplares e ainda hoje servem como referência.

FPF proíbe venda de ingressos em sedes das torcidas organizadas

Decisão vai vigorar até fim da apuração do incidente entre torcidas de Corinthians e Palmeiras

SOLANGE SPIGLIATTI – Agência Estado

Atendendo à recomendação do Ministério Público de São Paulo (MP), a Federação Paulista de Futebol (FPF) proibiu a venda de ingressos de jogos de futebol em todas as sedes de torcidas organizadas no Estado de São Paulo.

Alex Silva/AE
Objetos apreendidos pela Polícia em buscas após a briga entre a Gaviões da Fiel e a Mancha Verde

A decisão, segundo a FPF, foi tomada após pedido do MP feito na última quinta-feira, em consequência da gravidade do conflito do domingo, na zona norte da cidade, envolvendo torcedores do Corinthians e do Palmeiras, que deixou dois mortos. De acordo com a FPF, a decisão ficará em vigor até o término da apuração dos fatos.

A recomendação do MP pela suspensão de venda de ingressos foi feita também aos clubes participantes do Campeonato Paulista. O promotor de Justiça Roberto Senise Lisboa destacou que, além do confronto entre membros das duas torcidas ocorrido na Avenida Inajar de Souza, na zona norte, houve incidentes com a torcida Gaviões da Fiel no estádio do Pacaembu antes do clássico entre corintianos e palmeirenses, pela 15.ª rodada do Paulistão.

Abaixo a íntegra da nota da FPF:

A Federação Paulista de Futebol informa nesta sexta-feira, por meio do Vice-Presidente do Departamento de Competições, Cel. Isidro Suita Martinez, que está suspensa a venda de ingressos de jogos de futebol em todas as sedes de torcidas organizadas no Estado de São Paulo.

A decisão foi tomada atendendo à recomendação do Ministério Público, por meio do 5º Promotor de Justiça do Consumidor, Dr. Roberto Senise Lisboa, devido a gravidade do conflito do último domingo envolvendo torcedores de Corinthians e Palmeiras e terá vigor até o término da apuração dos fatos.

Briga entre torcedores termina em morte em área nobre de Goiânia (GO)

Vítima tentou correr, mas não conseguiu, pois tinha deficiência em uma das pernas, e foi baleada.

SÃO PAULO – Uma briga entre torcedores do Goiás e do Vila Nova, às 17h45 de sábado, 31, terminou com a morte de Diego Rodrigo Costa de Jesus, de 23 anos, no Parque Vaca Brava, área nobre localizada na zona sul da capital Goiânia.

O rapaz, torcedor do Goiás, ao perceber que um dos integrantes do grupo rival estava armado com um revólver calibre 38, tentou correr, a exemplo dos demais, mas foi atingido por um disparo e morreu no local. Policiais militares foram acionados e detiveram, nas proximidades, um grupo de nove torcedores do Vila Nova.

Parte estava dentro de um carro e havia uma arma com um dos suspeitos. Todos foram levados para a Delegacia Estadual de Homicídios (DEH), onde o torcedor armado foi autuado em flagrante. O rapaz morto era deficiente físico, por isso não conseguiu correr, e já tinha passagem pela polícia por roubo e tráfico.

Vila Nova e Goiás se enfrentam neste domingo, 1, às 16 horas, no estádio Serra Dourada, pela 16ª rodada do Campeonato Goiano.

‘Não há lugar mais seguro em Londres do que num estádio’

Com medidas severas contra a violência, após tragédias nos campos, Europa faz do futebol uma indústria bilionária

JAMIL CHADE , ZURIQUE – O Estado de S.Paulo

Nos anos 70, um ditado inglês dizia que não havia nada mais perigoso que estar num estádio de futebol no sábado pela noite. 40 anos depois, o ditado foi radicalmente transformado: não há lugar mais seguro em Londres que um estádio de futebol. Contaminado pela violência durante anos, o futebol europeu apenas se converteu em uma indústria bilionária quando conseguiu controlar a violência. Apesar de terem aprendido da forma mais dura, cartolas do futebol, advogados e representantes de governos europeus confessaram ao Estado que a experiência mostra que apenas uma reforma completa do esporte, com pacotes de medidas, novas leis, novas estruturas de estádios, novo relacionamento entre torcida e clube, um novo comportamento de jogadores e técnicos e muito investimento conseguiram pacificar os estádios.

Lição. Em 1989, 108 pessoas morreram durante briga no estádio no jogo entre Liverpool e Nottingham - AP
AP
Lição. Em 1989, 108 pessoas morreram durante briga no estádio no jogo entre Liverpool e Nottingham

Estudos sociológicos consultados pelo Estado revelam que a relação entre o futebol e a violência data ainda do século XIII na Inglaterra, quando o que era considerado como o primo distante do esporte não era nada mais que um enfrentamento entre jovens de vilarejos rivais. Em muitas ocasiões, chegavam a ser palco de disputas entre feudos. As frequentes mortes acabaram fazendo os monarcas banirem o esporte por quase cinco séculos.

No futebol moderno, os distúrbios atingiram seu ponto mais alto nos 70 e 80 no Reino Unido. O fenômeno se espalharia e estádios foram esvaziados. O divisor de águas foi a tragédia de Heysel, em 1985. Numa final da Copa da Europa entre Juventus e Liverpool, 39 torcedores italianos foram mortos.

O Conselho da Europa aprovou uma convenção continental com medias concretas que governos deveriam seguir para lidar com a situação. Mas longe de tratar apenas de punir os elementos violentos, o receituário foi amplo. Desde então, clubes passaram a ser em parte responsabilizados por seus torcedores, o que os forçou a fazer parte da organização de viagens.

Outra medida foi redesenhar estádios para separar torcidas rivais, mas também para retirar grades e qualquer sinal de que torcedores estão presos. Jan Wegmann, um dos maiores especialistas em segurança de estádios e que prestou serviço para a Copa da Alemanha, aponta que alta tecnologia já se mostrou mais eficiente que incrementar de forma desproporcional o número de policiais em um jogo. “Há alguns anos, os estádios europeus ergueram grades para proteger os jogadores dos torcedores. Hoje, a proteção começa com a venda nominal de ingressos pela internet, a chegada nos aeroportos, monitoramento de vídeo e outras tecnologias.”

A convenção ainda deu amplos poderes para que as polícias nacionais cooperassem com a troca de informação, operações camufladas em meio a torcidas e a presença de câmeras nos estádios para identificar líderes de grupos violentos.

O Reino Unido acabou sendo um dos líderes na implementação dessas leis. Os ingleses chegaram a banir seus cidadãos considerados como violentos de viajarem ao exterior a partir de 2000 para jogos, numa lei que na época foi polêmica. Na Copa de 2010, 3 mil ingleses foram impedidos de embarcar em voos para a África do Sul. Em casa, tribunais passaram a ter o direito de banir um torcedor apenas por sua “atitude violenta”, ainda que ele jamais tenha sido condenado.

Questionado inicialmente por eventuais abusos de direitos humanos, a lei de 2000 pouco a pouco se mostrou eficiente. Prisões de torcedores caíram em 10% entre a introdução da lei e 2004, para cerca de 3,9 mil casos por ano. Mais de 2,5 mil torcedores são banidos dos estádios por ano, no mesmo momento que a média de público começou a crescer e atingiu seu maior nível em 35 anos. Mas o fim da violência no futebol também custa caro. Só no modesto campeonato suíço, a federação local e o governo dividem uma conta de quase US$ 30 milhões por ano apenas para o policiamento dos estádios.

As medidas punitivas não foram as únicas utilizadas na Europa. Na Alemanha, país com maior média de público, treinadores e psicólogos foram contratados por clubes para orientar suas torcidas sobre comportamentos em campo que poderiam ajudar a equipe. Outra proposta é a de elevar o número de mulheres nas arquibancadas. “Não necessitamos de mais policiais. Mas só de um número maior do público feminino”, disse Harald Lange, da Universidade de Wurzburg.

Mas nem tudo é simples. Neste ano, políticos alertaram que o número de incidentes violentos voltou a subir e propuseram um scanner facial para identificar aqueles torcedores banidos dos estádios e que continuam a encontrar uma forma de entrar nos campos.

Mas as entidades de torcedores criticaram a proposta. “Isso seria uma desgraça para a democracia”, disse Philipp Markhardt, da associação Pro-Fans. “A tentativa de combater o problema com mais controle e não lidando com a raiz do problema mostra que nossos políticos estão longe de conhecer a realidade”, disse. “Isso é uma afronta às liberdades civis”, disse.

O presidente da Uefa, Michel Platini, insiste que seja qual for o motivo da violência, ela precisa ser controlada. Um exemplo é a Itália, onde a violência continua a fazer estádios vazios. “A violência em campo, nos estádios e nas ruas que levam aos estádios está envenenando o futebol”, disse. “A ameaça é séria e precisamos adotar tolerância zero.” Para ele, não cabe apenas à polícia e federações lidar com o fenômeno e jogadores e técnicos precisam também a ajudar a acalmar os ânimos de torcedores. “O comportamento de alguns jogadores é vergonhoso.” Não é por acaso a insistência de Platini por acabar com a violência. Em 1985, o francês era o capitão da Juventus na final da Copa da Europa. “As pessoas vieram me ver jogar e nunca voltaram para casa.”