Por Cleber Aguiar – Decepção: atleticanos ficam sabendo de derrota durante voo ao Marrocos

Fonte: Globo.com

Resta para os amigos ver a rodada dupla neste sábado. O Atlético-MG encara
o Guangzhou na disputa pelo terceiro lugar, e o Bayern pega o Raja no jogo do título

Por Fernando Martins Y MiguelMarrakesh, Marrocos

Tudo saía como o planejado. O voo levava os três amigos para Marrakesh, onde o Atlético-MG faria a final do Mundial de Clubes da Fifa com o Bayern. Esse era o pensamento de Tulio Dias, Luiza Godoy e Guilherme Deperon.

Mas dois marroquinos, ouvindo rádio no avião acabaram com as esperanças dos atleticanos (Guilherme é palmeirense, mas por conta dos amigos, iria torcer para o Galo).

– Raja dois a um – disse um dos homens.

atletico-mg torcedores mundial de clubes (Foto: Fernando Martins)Luiza, Guilherme e Tulio nas ruas de Marrakesh (Foto: Fernando Martins)

Os três colocaram os fones nos celulares, mas não conseguiam sinal. O telefone dos marroquinos era milagroso. Talvez eles estivessem brincando ou apenas provocando, pensou Daniel. Mas dez minutos depois, o comissário anunciou o placar final da partida no voo lotado de brasileiros. Era 3 a 1 para o Raja Casablanca.

Como o comissário falou em alemão, e os três amigos foram para Munique em agosto estudar a língua local, ficaram na dúvida se haviam entendido corretamente o placar. Ao chegar em terras marroquinas, poucas horas depois do jogo da semifinal, a decepção. O que tinham ouvido no avião estava certo.

– Foi uma decepção muito grande porque assim que fomos campeões da Libertadores eu comprei a passagem. Quando saíram os ingressos na internet eu comprei o da final, porque tinha certeza que enfrentaríamos o Bayern – disse Daniel.

Somos atleticanos e apoiamos o time em todos os momentos. Não era o que a gente esperava. Estamos frustrados, mas estamos aqui e vamos apoiar”
Daniel

Os três então resolveram aproveitar o período na cidade para fazer turismo, já que Daniel ficará até domingo e Luiza e Guilherme permanecerão no Marrocos até segunda-feira. Nas ruas de Marrakesh encontraram diversos atleticanos na mesma situação, ou até pior.

– Encontramos alguns torcedores que chegaram somente para a final e estão aproveitando para conhecer o deserto e fazendo compras. Mas cerca de 75% dos atleticanos que encontramos aqui estão indo embora antes da final. Querem aproveitar uns dias na Europa antes de voltar para o Brasil – disse Luiza.

O que restou para os amigos será ver a rodada dupla neste sábado, já que o Galo encara o Guangzhou, da China, na disputa pelo terceiro lugar, às 14h30m (de Brasília), e o Bayern de Munique pega o algoz atleticano, Raja Casablanca, em seguida.

– Somos atleticanos e apoiamos o time em todos os momentos. Não era o que a gente esperava. Estamos frustrados, mas estamos aqui e vamos apoiar – afirmou Daniel.

Porém, Luiza revela a maior frustração que sente após o resultado ruim.

– Esperava fazer festa com a torcida do Galo na final. Não vai ter. Por isso, lamentei muito não ter estado no primeiro jogo para ver a festa dos atleticanos antes da partida contra o Raja. O atleticano faz festa em todo lugar – lamentou.

Por Cleber Aguiar – Após eliminação, Kalil confirma adeus de Cuca: “ele já saiu”

Fonte: Portal Terra

Felipe Held

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O presidente Alexandre Kalil admitiu nesta quarta-feira que Cuca não continuará no Atlético-MG em 2014. Embora tenha recentemente renovado o contrato para permanecer no clube, o treinador recebeu uma proposta tentadora do futebol chinês e passará a dirigir o Shandong Luneng no ano que vem.

Cuca admitiu no último sábado que tinha recebido a oferta dos chineses e que tinha ficado balançado, uma vez que se tratava de uma oferta “muito, muito, muito boa” e “muito, muito difícil de recusá-la”. Ele comunicou Kalil, mas teria ficado de dar a resposta ao final do Mundial de Clubes. Com a eliminação nesta quarta diante do Raja Casablanca, após a derrota por 3 a 1 em Marrakech, o presidente mineiro decidiu encerrar o mistério.

“O Cuca já saiu, já pediu para mim. Ele já saiu”, disse Kalil, que conversou durante quase dez minutos com a imprensa brasileira na zona mista do Grand Stade de Marrakech. A derrota desta quarta, no entanto, não “acelerou” o processo.

“Não tenho nenhuma participação nisso. Os jogadores se reuniram e sabem que o Cuca saiu”, reforçou.

Kalil demonstrou não ter ficado satisfeito com o vazamento da informação da saída de Cuca antes da estreia atleticana no Mundial. No entanto, evitou crucificar o treinador pela derrota para os marroquinos. “Não sei se atrapalhou, mas logicamente não ajudou em nada. Só que isso não é culpa de tragédia nenhuma”, acrescentou.

O Atlético-MG volta a campo em Marrakech no sábado para enfrentar o Guangzhou Evergrande, pela disputa do terceiro lugar do Mundial de Clubes. No mesmo dia, o Raja encara o Bayern de Munique na decisão do título.

 

Por Cleber Aguiar – Para jamais acreditar: Galo perde para o Raja e é eliminado do Mundial

Fonte: Globo.com

Derrota por 3 a 1 em noite trágica em Marrakesh interrompe sonho mundial do Atlético e coloca surpreendente time do Marrocos na final do torneio

Por Alexandre AlliattiDireto de Marrakesh, Marrocos

Para o clube que sempre acreditou, é inacreditável. O Atlético viu seu maior sonho se transformar no maior dos pesadelos nesta quarta-feira. Viu a terra encantada de Marrakesh virar um lugar maldito. Viu tudo ruir: esperança, fé, um lugar na eternidade. Viu o Raja Casablanca, com vitória por 3 a 1, ir à final do Mundial de Clubes e arrebentar com milhões de corações atleticanos – milhares deles presentes no Marrocos. O elenco campeão da Libertadores, histórico, encontra o outro lado da moeda. É uma enorme tragédia. É um dos piores dias, talvez o pior, dos mais de 100 anos de vida do Galo.

Mouhssinelajour gol, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: Reuters)Iajour comemora o primeiro gol do Raja diante do Atlético, no início do segundo tempo (Foto: Reuters)

Foi uma derrota avassaladora, que remete a 2010, quando o Inter foi eliminado pelo Mazembe, da República Democrática do Congo. O Raja Casablanca saiu na frente, o Galo empatou com Ronaldinho, e aí os africanos fizeram mais dois e levaram ao delírio, a um júbilo histórico, sua apaixonada torcida. O futebol marroquino vive um momento sem igual. É um dia para a posteridade.

Com a vitória, o Raja pega o Bayern de Munique na final. O jogo será no sábado. Sua prévia será a disputa do terceiro lugar, entre o Atlético e o Guangzhou Evergrande, da China.

O mais tenso dos dias

Existem momentos de tensão que são quase físicos, quase palpáveis – de tão fortes, parece ser possível guardá-los numa caixa e levá-los para casa. Os primeiros 45 minutos da fria noite deste 18 de dezembro, em Marrakesh, desafiaram a torcida do Atlético em sua capacidade de controle, de sanidade, até de respiração. Nas chuteiras de um sujeito chamado Moutaouali, o camisa 5 do Raja Casablanca, o Galo viveu suas maiores agonias, testou seus maiores pesadelos. Quase. Duas vezes, ele quase marcou.

Foi assustador. O Atlético jogou mal no primeiro tempo. Caiu na areia movediça da estreia, se enredou nas teias do temor de uma eliminação prévia. Não conseguiu encaixar seu ataque e ainda sofreu horrores em sua defesa – muito mais do que sua torcida queria e previa. A persistência do 0 a 0 foi um alívio.

Desde o começo, o Raja mostrou que se sentia capaz de encarar os brasileiros e seu evidente favoritismo. Os marroquinos foram agressivos, ousados. Não se amedrontaram. E foram crescendo aos poucos, de forma quase imperceptível, até explodir em duas chances claras. Na primeira, aos 35, Moutaouali pegou cruzamento da esquerda e mandou o chute. Victor, beatificado seja, espalmou. Pouco depois, o mesmo jogador recebeu livre pela esquerda e bateu cruzado. Foram os suspiros de todos os atleticanos que fizeram aquela bola sair.

Abdelilah Hafidi e Pierre, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: Reuters)Pierre se estica para tentar desarmar Hafidi durante a partida (Foto: Reuters)

Ressalve-se, porém, que o Atlético conseguiu ter controle de boa parte do primeiro tempo. Lá pelo 15 minutos, entrou no jogo, tramou jogadas, triangulou, procurou Jô, usou Ronaldinho. E quase marcou também. Fernandinho avançou pela esquerda e acionou Lucas Cândido, que mandou o cruzamento. Jô arremessou o corpo na bola do jeito que deu. Conseguiu desviá-la. Mas ela, maldosa, subiu e decidiu sair. Fernandinho, de novo, em outra chance, em chute cruzado, viu a bola passar rente à trave africana.

A pior das noites

Nada é ruim a ponto de não poder piorar. A lei dos pessimistas açoitou a alma dos atleticanos aos cinco minutos do segundo tempo. Iajour, camisa 20, disparou pela direita. O Atlético sabia que seria atacado por ali. O Atlético sabia que a velocidade era a arma suprema do adversário. E permitiu que o jogador surgisse naquele canto do campo mesmo assim. Ele avançou livre e mandou o chute.

Deve ter durado um segundo, não mais que isso, entre o instante em que o pé de Iajour bate na bola e o momento em que a bola encosta na rede. Mas a contagem de tempo de um pesadelo não conhece relógio. Durou anos, décadas, a vida inteira ver aquela bola engatinhar, passar por Victor e entrar. Incrível: entrar. Inacreditável: entrar.

Simplesmente não podia ser verdade. E era? Para uma torcida que sempre acreditou, que sempre acredita e sempre vai acreditar, não seria aquele apenas mais um elemento de sua eterna trama de reviravoltas? Ronaldinho, mágico, mudou tudo.

Eram 17 minutos. O craque se posicionou para bater falta na beirada da área, mais pro lado esquerdo, enquanto Marcos Rocha era substituído, revoltado, cuspindo marimbondos. E aí lá foi aquela bola, teleguiada, predestinada, cumprir seu destino, beijar o ângulo do Raja.

Gol! Golaço! Golaço de Ronaldinho!

Ronaldinho gol, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: AP)Ronaldinho comemora o gol de falta, no único momento de alegria atleticana na noite marroquina (Foto: AP)

Era o alívio, era a esperança. Mas ainda faltava um problema a resolver: a péssima atuação do time. Logo depois do gol, o Galo deu sinais de que dominaria a partida. Mas o Raja continuava extremamente perigoso nos contra-ataques, encontrando surpreendentes espaços na zaga brasileira.

Não havia mais unhas a serem roídas. Não havia mais santos aos quais apelar. Tudo era tensão, tudo era agonia. Jô, de cabeça, ameaçou. Fernandinho se tornou mais participativo. Ronaldinho passou a errar passes. E o relógio martelando, martelando, martelando. E o Raja sempre ameaçando. Iajour, da entrada da área, mandou à direita de Victor. Quase outro dele.

O diabo é saber que tudo era apenas preâmbulo para que o pior acontecesse. Iajour adentrou a área e foi ao chão. A arbitragem viu pênalti de Réver nele. Moutaouali bateu. Moutaouali fez. Não era apenas a mais tensa das noites: era a pior das noites.

Mohsine Moutaouali gol penalti, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: AFP)Não houve milagre de São Victor capaz de evitar o segundo gol, de Moutaouali, em cobrança de pênalti (Foto: AFP)

Às favas com os minutos finais do jogo, com a luta final do Atlético, com a batalha final pelo empate, que ainda acabou em terceiro gol do Raja, de Mabide, aos 48 minutos do segundo tempo, depois de bola na trave de Moutaouali em toque por cobertura de Victor. O resto é silêncio, é dor, é incredulidade.

Porque é impossível acreditar. A torcida que sempre acreditou agora luta contra o inacreditável.

Por Cleber Aguiar – À espera do Atlético: Ribéry marca, Bayern vence Guangzhou e vai à final

Fonte: Globo.com

Craque francês tem atuação destacada e é muito aplaudido pela torcida marroquina na despedida de Agadir do Mundial. Götze e Mandzukic selam a vitória alemã

Por Victor CanedoDireto de Agadir, Marrocos

O Bayern de Munique ainda espera um teste à altura neste Mundial de Clubes. Espera possivelmente um Atlético-MG competente o suficiente para testá-lo contra outras escolas do futebol na grande decisão. Pois a estreia dos alemães na semifinal não passou de um amistoso de luxo organizado pela Fifa. Vitória mais do que tranquila sobre o campeão asiático Guangzhou Evergrande por 3 a 0(assista aos melhores momentos no vídeo), nesta terça-feira, na despedida de Agadir do torneio. Franck Ribéry, a estrela da constelação, fez o dele e deixou o campo muito aplaudido pelos marroquinos. Mandzukic e Götze completaram a festa.

Os olhos todos se voltam agora para Marrakesh. Já nesta quarta, o segundo finalista será conhecido – será o Galo ou o Raja Casablanca, time representante do Marrocos e responsável pela façanha de eliminar o Monterrey com a ajuda de sua torcida enlouquecida. A partida está marcada para as 17h30m (de Brasília) e terá transmissão ao vivo da TV Globo e em Tempo Real do GloboEsporte.com. No sábado, no mesmo horário, a grande final.

Demorou, mas a porteira abriu

Até que durou bastante a muralha construída por Marcello Lippi com o seu Guangzhou. Acostumado a atacar os seus oponentes pela Ásia, o time chinês adotou uma postura de times bastante inferiores tecnicamente ao Bayern de Munique. A diferença de nível entre ambos era clara desde o início – motivo que fez o treinador italiano optar por jogar por uma bola.

O problema para o Guangzhou é que esta oportunidade sequer tornou-se realidade. O que se viu no primeiro tempo no Stade Adrar foi mais do mesmo para a equipe de Pep Guardiola na temporada 2013/2014. Posse de bola (70% na primeira etapa), extensas trocas de passes, cruzamentos dos laterais, jogadas de ultrapassagem e finalizações – 11 ao todo, contra nenhuma de Conca, Elkeson e companhia.

Conca jogo Guangzhou Evergrande e Bayern de Munique Mundial (Foto: Reuters)Conca disputa a bola com Boateng. Argentino pouco apareceu em jogo no qual seu time foi dominado (Foto: Reuters)

Seria um exagero dizer que o Bayern foi sonolento. Jogadas inteligentes foram construídas para quebrar a resistência chinesa. Thiago Alcântara, por exemplo, acertou a trave em uma das chances. O goleiro Zeng, um pouco atabalhoado, também trabalhou – mas falhou no gol de Ribéry, que abriu a porteira, aos 40 minutos. Aos 43, o goleiro nada pôde fazer no peixinho de Mandzukic, que também encontrou a rede após desarme de Thiago e Lahm no campo ofensivo.

A torcida local, antes preocupada em se entreter com olas, palmas e gritos coreografados, rendeu-se a Ribéry. O craque francês é a estrela do Bayern no Marrocos não apenas por estar em voga com a eleição da Bola de Ouro – concorre pelo prêmio com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo -, mas também por ser muçulmano, religião predominante no país. A empatia era notória em Agadir.

Cara de amistoso

Parecia, logo com um minuto, que o Guangzhou faria do jogo uma história diferente na etapa final. Foi quando Muriqui arrancou em disparada pela esquerda, mas demorou a se decidir e permitiu que Lahm o desarmasse. O lance acabou não significando absolutamente nada quando, na sequência, o Bayern chegou ao terceiro gol, em chute de Götze que desviou na marcação e entrou no cantinho.

Junto a Ribéry, que ainda acertou uma bola no travessão, Götze seria o jogador mais participativo do Bayern. Em três oportunidades, o camisa 19 só não aumentou o placar por detalhes. Mas em pouco tempo a partida ganharia cara de amistoso: até os 30, Guardiola fez todas as substituições possíveis, descansando nomes como Ribéry, Kroos e Mandzukic. Dante e Thomas Müller, poupados, sequer entraram. Daí até o apito final foi mera formalidade, com direito a mais uma boa chance de Götze, que acertou a trave nos minutos finais.

Por Cleber Aguiar – Raja Casablanca elimina o Monterrey e torna Galo visitante nas semifinais

Fonte: Globo.com

Marroquinos derrotam os mexicanos por 2 a 1, na prorrogação, e colocam uma torcida extremamente fanática no caminho do Atlético-MG no jogo de quarta-feira

Por Alexandre AlliattiDireto de Agadir, Marrocos

Os 10 mil torcedores que apoiarão o Galo em Marrakesh terão que ficar roucos, se esgoelar, gritar como nunca na próxima quarta-feira, às 17h30m (de Brasília), porque o Atlético será visitante nas semifinais do Mundial de Clubes. O Raja Casablanca, do Marrocos, terá uma torcida ensandecida a seu favor depois de garantir a classificação neste sábado, em Agadir, com vitória por 2 a 1 sobre o favorito Monterrey, do México.

É um momento histórico para o futebol marroquino. A vaga foi assegurada na prorrogação, após empate por 1 a 1 no tempo normal, em uma noite de delírio para a torcida do clube local – uma das mais fanáticas do futebol africano -, que foi à loucura com a volta olímpica depois do jogo. Diante do Atlético, o Raja tentará se tornar o segundo time do continente finalista de Mundiais, depois do Mazembe, vice-campeão em 2010. A outra semifinal será um dia antes, na terça-feira, entre o Bayern de Munique, da Alemanha, e o Guanghzou, da China – que eliminou o Al-Ahly, do Egito. Os dois vencedores farão a final no sábado.

Kouko Guehi gol Raja Casablanca x Monterrey (Foto: AFP)Guehi comemora o gol da vitória do Raja Casablanca sobre o Monterrey, no início da prorrogação (Foto: AFP)

Em partida tensa neste sábado, o Galo teve a comprovação de que é superior às duas equipes que se apresentaram. O Monterrey talvez fosse um adversário mais complicado, mas o ambiente agora será quase todo favorável ao oponente atleticano. Casablanca fica a três horas de carro de Marrakesh. A cidade será invadida. E o Atlético, que contava com a admiração dos marroquinos por Ronaldinho para se sentir em casa, terá que lidar com forte pressão.

Raja Casablanca na frente 

O Monterrey foi mexicano: ficou com a bola, tocou mais, chegou mais, até chutou mais a gol. E nada. O Raja Casablanca foi africano: teve vibração, teve correria, teve um time pulsante e habilidoso, embora não necessariamente organizado. E teve o gol.

O primeiro tempo em Agadir mostrou bem como funcionam as duas escolas de futebol colocadas no caminho do Atlético no Mundial. Talvez o diferencial para os marroquinos tenha sido sua torcida extremamente inflamada. Cada vaia era uma agulhada nos jogadores mexicanos – um barulho impressionante. Cada apoio era uma onda a empurrar o time local ao ataque. É até um clichê essa história de 12° jogador, mas com o Raja parece funcionar mesmo. O ambiente é de cair o queixo.

Raja x Monterrey (Foto: Victor Canedo)Mosaico da torcida do Raja Casablanca antes do jogo contra o Monterrey (Foto: Victor Canedo)

Em campo, o Monterrey chegou a dar sinais de ser mais time. Soube trabalhar bem a bola, que ficou sob seu controle em 58% do tempo na etapa inicial. Os mexicanos, com isso, criaram chances. Mas não fizeram. Zavala e Juárez ameaçaram logo no começo, em chutes que passaram perto. El Hachimi, dentro da área, pela direita, quase deu um troco ainda maior. Ele pegou mal na bola – e perdeu o gol.

O Monterrey, pouco a pouco, foi perdendo o ímpeto inicial. Nervoso, passou a dar espaços ao adversário. E aí saiu o gol. El Hachimi disparou bem pela direita e mandou na área. O goleiro Orozco falhou. Soltou a bola nos pés de Chtibi, que completou para o gol. A torcida mergulhou em euforia. Era um sonho sendo realizado.

Coube aos mexicanos tentar reagir. Chutes de Delgado e de Neri Cardozo forçaram o goleiro Askri a praticar enormes defesas. Mas o curioso é que o segundo gol da partida quase foi novamente do Raja Casablanca. Em conclusão de Iajour depois de bela jogada individual, a bola rodou quase em cima da linha adversária – e ninguém apareceu para completar.

Monterrey reage 

Os mexicanos cresceram no segundo tempo. Voltaram donos do jogo. E logo empataram. Foi aos sete minutos, quando Suazo cobrou falta da direita para Basanta, de cabeça, vencer a zaga adversária e deslocar o goleiro. No momento em que o atacante cruzou a bola, um laser saído das arquibancadas atingia seus olhos.

O empate poderia ter se tornado virada logo depois. Neri Cardozo recebeu sozinho, frente a frente com Askri. Era só passar pelo arqueiro africano. E ele não conseguiu. O chute foi defendido pelo goleiro, e a torcida soltou um urro de vibração.

Mohamed Oulhaj eJesus Zavala Raja Casablanca x Monterrey (Foto: AP)Zavala, do Monterrey, chuta diante da marcação do marroquino Oulhaj (Foto: AP)

O Raja conseguiu reequilibrar a partida. Mas sem ser incisivo. O jogo ficou com clima de que iria para a prorrogação, como efetivamente aconteceu.

A classificação marroquina

A prorrogação estava morna, sem sal. A torcida, apreensiva, sofria com a indefinição do jogo. E aí uma bola aérea, aos cinco minutos, mudou tudo. Guehi subiu muito alto, testou firme e inundou de delírio o estádio de Agadir.

Mas restavam 25 minutos. O Monterrey partiu para cima. Tentou atacar de todos os jeitos, por baixo e por cima, enquanto o Raja reagia com velocidade. Estava no ar que poderia sair novo gol a qualquer momento. Na última oportunidade mexicana, a dois minutos do fim, Suazo chutou rente à trave. Mas não aconteceu. E o surpreendente time de Casablanca está no caminho que o Galo terá que trilhar para ser campeão mundial

ICFUT – Fanática pelo Galo, musa do BBB revela promessa por título do Galo

Fonte: Futebolinterior.com.br

0002048139555_imgA torcida do Atlético-MG é uma das mais fanáticas do Brasil. Pelo título do Mundial de Clubes, os torcedores do clube devem fazer loucuras. Vencedora do BBB 13 e atleticana apaixonada, Fernanda Keulla revelou quase ter feito uma tatuagem com rosto de Ronaldinho Gaúcho após o final da Libertadores.
“Prometi que se o Galo ganhasse a Libertadores faria uma tatuagem do Ronaldinho Gaúcho! Ainda bem que me arrependi a tempo”, afirmou uma das musas da edição desta temporada.

Empolgada com a participação do Mundial de Clubes, Fernanda não poderá ir ao Marrocos por compromissos profissionais, já que mora no Rio de Janeiro. Ela disse que gostaria de assistir as partidas na Arena Independência, onde a diretoria instalará telões para os torcedores que não foram para Marrakech.

Filha de pai cruzeirense, Fernanda mostrou sua loucura pelo Atlético-MG durante a final da Libertadores deste ano e comemorou do jeito que todo atleticano gostaria. Após a conquista do Galo, ela invadiu o gramado, tirou algumas fotos e foi expulsa por um fiscal da Conmebol.

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Por Cleber Aguiar – Cuca exalta ‘Bayern mais forte que Chelsea de 2012’

Fonte: O Estado de São Paulo

Em longa entrevista publicada no site da Fifa nesta quarta-feira, o técnico Cuca comentou sobre as possibilidades do Atlético Mineiro no Mundial de Clubes, que começa nesta tarde com o jogo entre o Raja Casablanca, dono da casa, e o Auckland City, da Nova Zelândia.

O treinador apontou que tem uma equipe “bem montada”, mas fez questão de dizer que o Bayern de Munique de Pep Guardiola é mais forte que o Chelsea que disputou a competição no ano passado. E que, por isso, o Atlético Mineiro não entra no Mundial com as mesmas condições que levar o Corinthians ao título em 12.

“Muito se fala: ”Ah, mas o Corinthians ganhou do Chelsea no ano passado”. Ganhou, é verdade. Pegou o Chelsea num momento de transição, tanto de jogadores quanto principalmente de comando técnico. Então, é diferente: você vai pegar um Bayern com sequência, ainda que o treinador não esteja há tanto tempo, mas os jogadores todos jogam juntos há muito tempo e hoje vivem seu melhor momento”, comentou Cuca.

Para o treinador do Atlético Mineiro, a chave da vitória está em conhecer bem o jogo do rival. “O que sinto neles é que têm uma maneira sistemática de jogar. E, se a gente trabalhar bem em cima disso, pode ter alguma vantagenzinha”, afirmou Cuca, que ainda citou que seu time, se quiser ser campeão precisa “estar num dia mágico, perfeito, tudo dar certo para nós e ainda contar que as coisas não deem certo 100% para o Bayern”.

Ele lembrou, porém, que o Atlético antes precisa passar pela semifinal, contra o Monterrey ou o vencedor de Raja x Auckland. “A gente quer ter uma ideia de que o Monterrey seja, no mínimo, do mesmo nível daquele Tijuana (que deu trabalho nas quartas da Libertadores). Então, a gente precisa ter muito cuidado. A gente fala muito, está muito feliz com tudo, mas tem que ter o olho muito aberto para depois não passar vergonha.

Por Cleber Aguiar – Valcke desabafa sobre Fernanda Lima e ironiza Romário, em evento Fifa

Fonte: Globo.com

Na coletiva que seria dedicada à abertura do Mundial de Clubes, secretário-geral da Fifa fala sobre questionamentos à apresentadora no sorteio da Copa: ‘São doentes’

Por Alexandre Alliatti Direto de Marrakesh, Marrocos

A entrevista coletiva de abertura do Mundial de Clubes da Fifa, nesta terça-feira, em Marrakesh, foi mais sobre o Brasil do que sobre o Marrocos. A presença do Atlético-MG, a confusão na última rodada do Campeonato Brasileiro e até a atriz Fernanda Lima foram temas abordados – sempre direcionados ao secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, que oscilou entre a ironia e o desabafo.

Ele aproveitou uma pergunta sobre a presença da atriz no sorteio dos grupos da Copa para criticar notícias, segundo ele, absurdas, como a preferência por Fernanda Lima em vez de uma apresentadora negra no evento.

– Essa foi uma não-polêmica. É impressionante como informações não são checadas. Fernanda Lima foi a única convidada. Não é uma questão de negro ou branco. O mesmo aconteceu em 2010, na África do Sul, quando queriam cinco negros e cinco brancos. Não faz sentido. O que fizemos foi fazer um grande evento. Ela foi muito bem, esteve relaxada, e se foi chamada para apresentar a Bola de Ouro, é porque terá muitos brasileiros. O tema será Brasil. Será tudo sobre Brasil. Foi lógico convidar Fernanda. Eu fico impressionado com o que as pessoas podem dizer – disse.

O secretário-geral também falou sobre as acusações de internautas sobre fraude no sorteio. Um vídeo circula pelas redes sociais afirmando que Valcke escondia a bolinha atrás da mesa do palco sempre que tirava os nomes dos países. Segundo essa teoria, a Fifa já havia determinado as seleções de cada chave e o sorteio era uma farsa.

– As pessoas são doentes. Estão dizendo coisas estúpidas. É incrível que as pessoas digam coisas estúpidas para vender. Esse tipo de história é insana. É uma das mais estúpidas que você pode ler – defendeu-se o francês.

Em uma pergunta, um repórter brincou que Valcke já é quase cidadão brasileiro, de tanto que vai ao Brasil. O dirigente ironizou as críticas que recebe no país, especialmente do deputado federal e ex-jogador Romário.

– Não sou um cidadão brasileiro. Sou um cidadão sul-africano, isso sim. Não tenho certeza se o Brasil vai me dar a cidadania depois da Copa. Não o Romário, pelo menos – disse ele, rindo.