ICFUT – CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL SÉRIE A – 2018 – 13º Rodada

CEARÁ 1 X 0 SPORT – 18/07

GRÊMIO 2 X 0 ATLÉTICO-MG – GOLS – 18/07

FLAMENGO 0 X 1 SÃO PAULO – 18/07

CORINTHIANS 2 X 0 BOTAFOGO – GOLS – 18/07

VITÓRIA 1 X 0 PARANÁ

Cruzeiro 3 x 1 América MG

Santos 1 x 1 Palmeiras

Vasco 1 x 1 Fluminense

CHAPECOENSE 1 X 1 BAHIA

Atlético-PR 2×2 Internacional

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ICFUT – BRASILEIRÃO VOLTOU !!!

13ª RODADA

18/07/2018

19h30 Ceará x Sport
21h00 Vitória x Paraná Clube
21h45 Flamengo x São Paulo
21h45 Corinthians x Botafogo
21h45 Grêmio x Atlético-MG

19/07/2018

19h30 Cruzeiro x América-MG
19h30 Chapecoense x Bahia
20h00 Vasco da Gama x Fluminense
20h00 Santos x Palmeiras
21h00 Atlético-PR x Internacional

ICFUT – MERCADO DA BOLA – PÓS – COPA 2018

 

Atlético Paranaense

Bruno Nazário (ata, Guarani) –  Chegou
Wellington (vol, Vasco) –  Chegou

Ederson (ata) –  Saiu
Fernando Diniz (téc) – Saiu
Marcão (zag, Chaves-POR) – Saiu
Marcos Guilherme (mei, Al Wehda-ARA) –  Saiu
Pavez (v, Colo-Colo-CHI) – Saiu
Ribamar (ata, Pyramids do Egito) –  Saiu
Caio (gol, Louletano-POR) – Saiu

Atlético Mineiro

David Terans (mei, Atl.Rentistas-URU) – Chegou
Denilson (ata, Vitória) = Chegou
Edinho (vol, Fortaleza) – Chegou
José Welison (vol, Vitória) –  Chegou
Leandrinho (ata, Napoli-ITA) – Chegou
Yimmi Chará (mei, Barranquilla-COL) –  Chegou

Arouca (vol, Vitória) Saiu
Bremer (zag, Torino-ITA) Saiu
Otero (mei, Al Wehda-ARA) Saiu
Roger Guedes (ata, Shandong Luneng-CHN) Saiu
Yago (vol, Al Qadisiyah) Saiu
Giovanni (gol) Saiu

Botafogo

Marcos Paquetá (téc) Chegou
Gustavo Bochecha (mei) Renovou
Joel Carli (zag) Renovou

Alberto Valentim (téc) Saiu
Leandro Carvalho (ata, Ceará) Saiu
Vinicius Tanque (ata, Mafra-POR) Saiu

Cruzeiro

Hernán Barcos (ata, LDU) Chegou

Digão (zag, Cruzeiro) Saiu
Victor Luiz (lat, Londrina) Saiu
Arthur (zag, Nacional-POR) Saiu

Corinthians

Danilo Avelar (lat, Torino-ITA) Chegou
Jonathas (ata, Hannover) Chegou
Emerson Sheik (ata) Renovou

Kazim (ata, Lobos BUAP-MEX) Saiu
Léo Príncipe (lat, Le Havre-FRA Saiu
Maycon (mei, Shakhtar-UCR) Saiu
Sidcley (lat, Dynamo Kiev-UCR) Saiu
Balbuena (zag, West Ham-ING) Saiu

Flamengo

Fernando Uribe (ata, Toluca-MEX) Chegou

Ederson (mei) Saiu
Felipe Vizeu (ata, Udinesse-ITA) Saiu
Jonas (Al Ittihad-ARA) Saiu
Vinicius Jr (ata, Real Madrid) Saiu

Fluminense

Digão (zag, Cruzeiro) Chegou
Luciano (ata, Panathinaikos-GRE) Chegou
Marcelo Oliveira (téc) Chegou

Abel Braga (téc) Saiu
Luan Peres (zag) Saiu
Nathan Ribeiro (zag, Kashiwa Reysol-JAP) Saiu
Reginaldo (zag, Ponte Preta) Saiu

Grêmio

Marinho (ata, Changchung Yatay-CHN) Chegou

Arthur (vol, Barcelona) Saiu
Maicossuel (mei, São Paulo) Saiu
Luan (ata, Lazio-ITA) Pode sair
Lincoln (mei, Rizespor-TUR) Volta de empréstimo

Internacional

Martín Sarrafiore (mei, Huracán) Chegou
Jonatan Álvez (ata, J. Barranquilla-COL) Chegou

Seijas (mei, Independiente Santa Fe-COL) Saiu
Eduardo Henrique (vol, Belenenses-POR) Saiu
Gabriel Dias (vol, Sport) Pode sair
Darío Aimar (zag, Barcelona-EQU) Pode chegar
Rômulo (vol, Flamengo) Pode chegar
Klaus (zag, Wolfsburg) Pode sair

Paraná Clube

Nadson (mei, Chapecoense) Chegou
Rodolfo (mei, Dibba Al Fujairah) Chegou

Alemão (lat, Internacional) Saiu
Diego (ata, Internacional) Saiu
Neris (zag, Santa Clara-POR) Saiu
Vitor Feijão (ata, Criciúma) Saiu

Palmeiras

Gustavo Scarpa (mei, Fluminense) Chegou
Nicolás Freire (zag, PEC Zwolle-HOL) Chegou
Vitinho (mei, Barcelona B) Chegou

Fernando (ata, Shakhtar Donetsk-UCR) Saiu
João Pedro (lat, Porto) Saiu
Keno (ata, Pyramids-EGI) Saiu
Tchê Tchê (vol, Dynamo de Kiev-UCR) Saiu

São Paulo

Bruno Peres (lat, Roma-ITA) Chegou
Joao Rojas (mei, Talleres-ARG) Chegou

Cueva (mei, Krasnodar-RUS) Saiu
Daniel (mei, São Bento) Saiu
Junior Tavares (lat, Sampdoria) Saiu
Marcos Guilherme (mei, Al Wehda-ARA) Saiu
Pedro Augusto (vol, São Bento) Saiu
Petros (vol, Al Nasr-ARA) Saiu
Valdivia (ata, Al-Ittihad) Saiu

Santos

Bryan Ruiz (mei) Chegou

Rodrygo (ata, Real Madrid – só em 2019) Saiu
Carlos Sanchez (mei, Monterrey-MEX) Pode chegar
Jonathan Álvez (ata, Barranquilla-COL) Pode chegar
Lucas Zelarayán (ata, Tigres-MEX) Pode chegar
Franco Di Santo (ata, Shalke 04-ALE) Pode chegar
Copete (ata, Vitória) Pode sair

Vasco

Lenon (lat, Guarani) Chegou
Maxi López (ata, Udinesse-ITA) Chegou
Oswaldo Henríquez (zag, Sport) Chegou
Raul (vol, Ceará) Chegou

Andrés Ríos (ata) Renovou
Paulinho (ata, B. Leverkusen) Saiu
Riascos (ata, Shangai Shenhua) Saiu

ICFUT – MERCADO DA BOLA DO FUTEBOL BRASILEIRO NO PERÍODO DA COPA 2018

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Por Cleber Aguiar – Mercado da Bola – Reportagem especial do Estadão.

Fonte: Estado de São Paulo

Brasil passa Holanda e é o 6º maior mercado do futebol do mundo

Projeção de especialista aponta que até 2014 o País tomará quinto lugar da França no ranking

Wagner Vilaron

Futebol brasileiro movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão em 2010 - Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE
Futebol brasileiro movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão em 2010

SÃO PAULO – O Brasil não se transformou na sexta maior potência do mundo apenas quando o assunto é economia. Com R$ 1,5 bilhão movimentado pelos 25 principais clubes durante a temporada 2010, o mercado do futebol brasileiro ultrapassou a Holanda e chegou também ao sexto lugar no ranking mundial. E não para por aí. A expectativa é de que supere a França (quinta, com R$ 2,4 bilhões) até 2014. Números e projeções são da BDO RCS Auditores Independentes, em levantamento realizado para o Estado.

A liderança folgada é da Premier League, da Inglaterra, que na temporada 2009/2010 chegou a totalizar R$ 5,7 bilhões. Na sequência aparecem outros centros tradicionais do futebol europeu. A segunda colocação é da Bundesliga, a Primeira Divisão alemã, com R$ 3,8 bilhão, seguida pela La Liga espanhola (R$ 3.7 bilhões) e Seria A, da Itália (3,5 bilhões).

Para chegar a estes números, o relatório leva em consideração três tipos de receita: cotas de TV, estádio e marketing. O dinheiro conseguido com a negociação de jogadores não entra no cálculo. “Os clubes nunca sabem se vão vender atletas, muito menos quanto arrecadarão com esse tipo de negócio. Portanto, trata-se de uma receita variável que pode distorcer a realidade”, explica o auditor Amir Somoggi, responsável pelo estudo. “Pegue o exemplo do Santos. Se o clube vende o Neymar, vai conseguir um dinheiro que o colocará como o clube mais rico do País naquele momento. Porém, se não vender mais ninguém nos anos seguintes, volta para sua posição de origem.”

A expectativa de chegar ao quinto lugar do ranking em, no máximo, três anos tem explicação relativamente simples. Ao contrário do mercado europeu, que é consolidado e sofre os efeitos de uma das mais sérias crises econômicas da história, o Brasil está em franca expansão. “Enquanto os clubes da Europa lutam para manter suas receitas, no Brasil estamos apenas descobrindo este potencial. Novas cotas de TV, a exploração de arenas, ainda pouco difundida por aqui, naming rights. Enfim, o mercado brasileiro só está começando a se desenvolver”, explicou Somoggi.

A linha de raciocínio do especialista é compartilhada pelo diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg. “Ainda estamos engatinhando no trabalho de exploração das marcas dos clubes”, afirmou. “A cada dia o poder da Fiel me surpreende e impressiona. Não tenho dúvidas de que o estádio, quando estiver pronto, possibilitará que tenhamos receitas até aqui inéditas para o clube”, analisou.

O presidente licenciado do Alvinegro e atual coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Andrés Sanchez, vai mais longe. “Com a proximidade da Copa do Mundo o futebol brasileiro seguirá crescendo. Tem muita gente que está esperando um pouco mais para investir”, afirmou. “E nesse embalo não tenho dúvidas de que o Corinthians se tornará um dos cinco maiores clubes do mundo.”

MECENAS

Entre os detalhes que chamam atenção no estudo está o fato de que muitos mercados notabilizados nos últimos anos por contratar atletas brasileiros, casos de países do leste europeu – Ucrânia e Uzbequistão -, ou o famoso “mundo árabe” não aparecem na relação dos principais mercados.

De acordo com os especialistas, a explicação está no fato de que esses clubes não usam dinheiro relacionado a direitos de TV, exploração de estádio ou marketing para contratar jogadores. Tais agremiações são movidas, na maioria dos casos, com dinheiro de bilionários (herdeiros e estatais ou xeques árabes) que investem sem controle, como se o futebol fosse uma espécie de passatempo de luxo. São os chamados “mecenas da bola”.

“Evidentemente, em casos pontuais fica muito difícil concorrer com esses clubes, que são tratados como verdadeiros playgrounds de bilionário excêntricos”, comentou o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. “Para competir com esse tipo de situação, temos reinventado a maneira de administrar os clubes brasileiros.”

Um dos alicerces desta reestruturação é a descoberta do “planejamento”. Para os dirigentes, além de mais dinheiro, o futebol brasileiro ganha, aos poucos, credibilidade. É esperar para ver.

Futebol brasileiro vai alcançar o da Europa em 2015

Especialistas acreditam que em 3 anos clubes do Brasil pagarão salários equivalentes aos dos grandes europeus

Jamil Chade

Se a atual tendência for mantida até meados da década, o Brasil poderá estar pagando salários equivalentes aos da grande maioria dos clubes europeus e a opção de sair do País, para muitos, será uma escolha baseada na carreira esportiva, e não em finanças. A avaliação é de alguns dos principais executivos e economistas da Uefa que, consultados pelo Estado, estimam que a partir de 2015 o futebol brasileiro terá recursos para competir de “igual para igual’’, pelo menos, com a maioria dos clubes do Velho Continente em termos de poder financeiro.

Corinthians, do atacante Adriano, gastou R$ 153 milhões com seu departamento de futebol em 2010 - Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE
Corinthians, do atacante Adriano, gastou R$ 153 milhões com seu departamento de futebol em 2010

 

Para os cartolas europeus, a explosão de salários no Brasil tem criado um “terremoto’’ no mercado internacional, habituado nos últimos 30 anos a se servir de jogadores do País. Nos últimos 15 anos, 50 das 400 maiores transferências do futebol envolveram brasileiros, o grupo mais cobiçado.

Mas, desse total de atletas de futebol negociados, apenas 14 jogavam ainda no Brasil quando clubes europeus fizeram as propostas milionárias. A maioria, segundo a Uefa, viu seu passe sofrer a alta valorização apenas quando já estava atuando na Europa.

Por décadas, o mercado da bola funcionou de uma forma bastante clara: centenas de jogadores brasileiros eram vendidos a preços baixos para clubes de segunda categoria na Europa. Depois de duas temporadas, em média, parte deles eram revendidos para os maiores clubes do Velho Continente, com ágio que chegava até a 3.000%.

O resultado é a presença de mais de 140 jogadores que, a cada ano, cruzam o oceano em direção aos cinco maiores campeonatos europeus. No total, a estimativa é de que existam mais de mil brasileiros atuando nas primeiras divisões dos 53 campeonatos nacionais europeus.

Na Uefa, a constatação é de que esse fenômeno será cada vez mais difícil de ocorrer e a tendência é de que vários clubes filiados à entidade comece a buscar alternativas no mercado africano. Já em 2010/2011, o número de transferências desabou, para menos de 40.

“O que vemos é um reflexo da situação internacional. A economia brasileira está em expansão e tudo indica que continuará assim. Na Europa, estamos em recessão já há alguns anos e as perspectivas são de que essa crise prosseguirá’’, explicou Andrea Traverso, chefe do departamento na Uefa que aprova as contas de clubes para que possam atuar. “O futebol só reflete tudo isso’’, disse. “Seria muito positivo se o Brasil conseguisse pelo menos manter por mais alguns anos seus atletas em casa e isso só ocorrerá com melhores condições salariais.’’

Para Sefton Perry, um dos principais economistas da Uefa, a Copa de 2014 no Brasil é a oportunidade de modificar de vez a estrutura financeira do futebol nacional. “Com novos estádios, novo modelo e o crescimento da economia, o Brasil tem tudo para, em 2015, já competir com os salários europeus’’, disse.

Na própria Europa, as disparidade entre 80% dos clubes “normais’’ e a elite estão sendo cada vez mais aprofundadas. Hoje, Barcelona e Real Madrid pagam em média salários de mais de US$ 7 milhões (R$ 12,2 milhões) a cada um de seus jogadores por ano.

Para tentar se manter competitivos, dezenas de clubes europeus se endividaram para atrair bons jogadores, tendência que levou o futebol à beira da falência. Há três anos, 55 clubes gastavam mais de 100% de sua renda para garantir salários dos atletas. Hoje, são 78. No total, os europeus acumulam dívidas de quase R$ 20 bilhões e têm cada vez mais dificuldades para encontrar quem os financie.

No caso europeu, além da crise, novas leis que entrarão em vigor a partir de 2014 prometem frear o aumento exponencial de gastos com salários. Quem não cumprir a regra de gastar apenas o que tem será eliminado de competições. Para os especialistas, isso pode ser mais uma vantagem aos clubes brasileiros.

RISCOS

Mas a Uefa alerta que, mesmo podendo competir com os europeus, o Brasil pode estar desenvolvendo um modelo de financiamento de atletas que pode acabar fragilizando os clubes no médio prazo. “Se analisarmos quem paga salários e quem compra jogadores no Brasil, são na maioria das vezes empresas e fundos de investimentos’’, diz Traverso.

Para a Uefa, a Fifa terá de decidir se esse modelo é compatível com as leis e se não existe o risco de transferências de jogadores serem realizadas por motivos financeiros, e não por questões esportivas. Além disso, a questão que tende a crescer é sobre a propriedade dos atletas e qual o poder que clubes de fato dispõem sobre seus jogadores. “Isso tudo terá de ser pensado no Brasil nos próximos anos’’, alertou Traverso.

Clubes brasileiros exageram e salários absurdos inflacionam o mercado

Folha de pagamento algumas vezes é maior que a receita total do time

SÃO PAULO – Se por um lado a chegada de Ronaldo ao Corinthians na temporada 2009 transformou-se em uma revolução na estratégia de contratação dos clubes brasileiros, por outro inflacionou de tal forma o mercado que, três anos depois, jogadores, treinadores e agentes falam em salários de R$ 300 mil, R$ 400 mil, R$ 500 mil por mês com naturalidade assustadora. Mas, afinal de contas, pode-se adjetivar o atual nível salarial dos profissionais de grandes clubes do futebol nacional como absurdo? E quais valores seriam normais? Como explicar mudança tão rápida de patamar?
De acordo com especialistas do mercado, as respostas estão diretamente relacionadas às receitas dos clubes. Ou seja, chega-se àquele raciocínio teoricamente óbvio, mas que na prática é tão difícil de ser seguido: não se deve gastar mais do que se ganha. Portanto, o que se leva em consideração no momento de definir a diferença entre aceitável e devaneio não é o montante pago a esse ou aquele, mas o porcentual que a folha de pagamento do futebol representa na receita total do clube.

Em mercados mais ricos e organizados, como os grandes centros europeus, constata-se que os gastos com o departamento de futebol representam, na média, de 50% a 60% das receitas totais de clubes como Real Madrid, Barcelona, Manchester United e Arsenal. No Brasil, esses valores frequentemente se aproximam dos 80% e podem chegar a insanos 176%, como o caso da Ponte Preta. Em outras palavras, o gasto do clube campineiro com o futebol é quase o dobro de sua arrecadação.

Para explicar este “boom” salarial, dirigentes dos principais clubes brasileiros explicam que o fenômeno está relacionado à nova realidade econômica destas agremiações. “De fato, os contratos dos direitos de transmissão ficaram maiores e os clubes começam a aprender como explorar o marketing”, afirmou o presidente do Botafogo, Maurício Assunção. “O problema é que ainda não se criou uma nova referência. O mercado está sem referência, o que dá margem para absurdos.”

Só para se ter ideia, o contrato relativo aos direitos de transmissão de clubes como Flamengo e Corinthians, que até o ano passado rendiam a estes clubes algo em torno de R$ 30 milhões, saltou para R$ 90 milhões, aumento de 200%. “Mas não é só isso. Aos poucos as pessoas entendem que futebol é entretenimento. Ou seja, receitas como bilheteria tendem a crescer bastante na medida em que os clubes começarem a tratar o futebol como espetáculo”, explicou o botafoguense.

RAZÃO X EMOÇÃO

Mas existe outro aspecto importante que faz com que alguns cartolas percam a noção da realidade e cometam as chamadas loucuras no momento de contratar um reforço: a paixão.

“Dirigentes também são torcedores. E talvez muitos não consigam separar as coisas”, afirmou Assumpção. “Eu tentei contratar jogador oferecendo salário de R$ 250 mil. Então, o procurador disse que um rival ofereceu R$ 650 mil. Agradeci e pulei fora. O problema é que tem muito dirigente que encara a disputa com o rival por um atleta como uma final de campeonato. Não pode perder de jeito nenhum. É preciso ter convicção para lidar com a pressão da torcida.”

Neymar e Ronaldinho Gaúcho reinam entre megassalários

Enquanto craque do Santos não para de ampliar receita, astro do Fla encontra dificuldade de receber

Leonardo Maia e Lucas Azevedo

RIO – Neymar e Ronaldinho Gaúcho extrapolaram a condição de grandes salários. Os craques de Santos e Flamengo reinam absolutos em um patamar que os equipara a estrelas internacionais. Para tanto, os clubes procuram traçar estratégias semelhantes à adotada pelo Corinthians quando contratou Ronaldo, baseada na exploração da imagem. A ideia é fazer com que a maior parte do rendimento do jogador venha de ações comerciais protagonizadas por ele.

Ao contrário de Neymar, Ronaldinho Gaúcho ainda não conseguiu movimentar o mercado de marketing - Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE
Ao contrário de Neymar, Ronaldinho Gaúcho ainda não conseguiu movimentar o mercado de marketing

Neymar é um caso bem-sucedido. “Não há limite para os rendimentos do Neymar. Qualquer contrato que ele feche com patrocinadores, 90% do valor fica com ele e os outros 10% com o clube”, observou o presidente santista Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. “Se considerarmos a receita total do Neymar hoje, eu diria que o Santos paga 40%. Os outros 60% vêm do marketing, das campanhas das quais ele participa. O Neymar se paga.”

Esta era a expectativa da diretoria do Flamengo e da empresa de marketing esportivo Traffic quando contrataram Ronaldinho Gaúcho. Porém, ao contrário do jovem craque do Santos, a consagrada estrela rubro-negra ainda não conseguiu movimentar o mercado. Muito pelo contrário. Ronaldinho se vê envolvido em polêmica por atraso de salários.

Além dos vencimentos de quase R$ 1 milhão de Ronaldinho, a Gávea registra outros salários dignos de inveja: R$ 500 mil do atacante Deivid, R$ 300 mil do meia Renato e os R$ 700 mil do técnico Vanderlei Luxemburgo.

VALE POR UM TIME

O futebol carioca protagoniza algumas distorções dentro deste universo dos megassalários. O Fluminense conta com a força do patrocínio da Unimed. O dono da empresa, Celso de Barros, é torcedor apaixonado do Tricolor e não poupa esforços – muito menos dinheiro – para montar o time. Entre as estrelas estão Deco e Fred, que ganham, cada um, R$ 850 mil por mês, e Thiago Neves, que chega para receber R$ 750 mil.

Desse montante – que se aproxima de todo o custo do Botafogo com seus jogadores – o Fluminense arca apenas com cerca de R$ 50 mil para cada um, o suficiente para o clube assinar um acordo trabalhista.

SÓCIO-TORCEDOR

Em Porto Alegre a estratégia adotada por Internacional e Grêmio é diferente. Os rivais gaúchos apostam na força da torcida. O Colorado conta com 103 mil sócios-torcedores que pagam mensalidade de R$ 25, o que dá ao clube receita de R$ 2,75 milhões.

Curiosamente, o Tricolor, mesmo com números menos de sócios (68 mil), conta com receita maior (R$ 3,4 milhões). A explicação está no valor da mensalidade: R$ 50.