ICFUT – Palmeiras contrata Luxemburgo para 2014, afirma Neto

Fonte: futebolinterior

De acordo com Neto, a diretoria já acertou um contrato com o atual treinador do Fluminense

São Paulo, SP, 17 (AFI) – Os dias de Gilson Kleina no Palmeiras estão contados. Pelo menos é o que garantiu o comentarista da TV Bandeirantes Neto. O apresentador do programa “Donos da Bola” afirmou que Vanderlei Luxemburgo será o técnico do Verdão no ano do centenário, em 2014.

Luxemburgo no Verdão em 2014?

De acordo com as informações de Neto, a diretoria alviverde, inclusive, já acertou um contrato com o atual treinador do Fluminense. Por enquanto, nem os dirigentes palmeirenses e muito menos o “professor” Luxa se pronunciam a respeito.

A chegada do novo comandante agrada aos dois principais nomes do departamento de futebol do Palmeiras: o presidente Paulo Nobre e o executivo de futebol José Carlos Brunoro. Este último, aliás, foi diretor do clube na “Era Parmalat”, quando o treinador era Luxemburgo.

Para facilitar ainda mais, a troca de treinadores não culminaria em ônus para o Verdão. Afinal, o contrato de Kleina com o time palestrino se encerra no final do ano, assim como o de Luxemburgo com o Tricolor das Laranjeiras.

Os rumores sobre o interesse da diretoria alviverde no técnico tricolor cresceu, após uma fase de instabilidade do clube paulista. Logo após a derrota para o Atlético-PR, por 3 a 0, e a eliminação na Copa do Brasil, o Paulo Nobre fez duras críticas ao desempenho do time.

Por Cezar Alvarenga – Após início de ano irregular, Caio Júnior já convive com sombra de Luxemburgo.

Fonte: UOL Esportes

O Grêmio ainda não conseguiu empolgar neste ano. Apesar das contratações, o rendimento está longe do ideal. Por isso, Caio Júnior está pressionado. Mais do que as más atuações, a “sombra” de Luxemburgo ronda o Olímpico. Sem clube, o técnico foi o predileto dos cartolas anteriormente, agora é lembrado a cada infortúnio. Entretanto, publicamente a direção descarta a queda prematura de Caio.

No Gre-Nal deste domingo, o Grêmio foi melhor e esteve perto de vencer. Tal situação acabaria com qualquer tipo de resistência ao trabalho de Caio. Não fosse do outro lado um time formado por reservas e jovens das categorias de base do Inter, que ainda conquistaram o empate no fim do jogo com gol de Bolívar.

Até agora o Grêmio disputou 5 jogos oficiais. Venceu 2, empatou 1 e perdeu 2. Os7 pontos conquistados geram aproveitamento de 46%. Não o suficiente para colocar o Grêmio entre os classificados para a próxima fase do Gauchão. A Taça Piratini – primeiro turno do Estadual – caso acabasse hoje não teria o time tricolor nas quartas de final.

O rendimento melhorou em relação ao próprio Grêmio, mas está longe do esperado para um elenco que recebeu 9 reforços. Sendo que destes, ao menos dois fora considerados de altíssimo nível: Marcelo Moreno e Kleber.

Os problemas de Caio Júnior, porém, não estão na falta de um melhor rendimento do Grêmio, mas no que aconteceu com Vanderlei Luxemburgo no Flamengo. O técnico era o predileto da direção gremista quando Caio foi contratado, e só não acertou por uma multa rescisória milionária prevista em seu contrato com o Fla.

No entanto ele não resistiu a pressão e, segundo o próprio, foi “fritado” pela direção do clube rubro-negro por pressão de Ronaldinho Gaúcho. Demitido, Luxemburgo é uma “sombra” que ronda o Olímpico a cada infortúnio da equipe. Além disso, na queda, pessoas ligadas ao Flamengo citaram a possível ida para o Grêmio como futuro do treinador. O nome da equipe gaúcha virou algo frequente, mesmo que o cargo de técnico não estivesse vago.

“Não está na minha pauta a demissão de Caio Júnior”, garante o presidente do Grêmio, Paulo Odone. Mesmo assim, ficar fora das finais do turno é algo que não passa pela cabeça dos dirigentes, que não pensariam duas vezes em mudar de ideia.

Nem mesmo os valores incomodariam. Luxa recebia R$ 750 mil mensais no Fla. Sua comissão técnica inteira, composta por mais três profissionais, beirava R$ 1 milhão em vencimentos. Ele não abre mão disso, mas o Grêmio não encontraria empecilho, já que Caio trouxe, por exemplo, mais dois profissionais com ele. O embate seria na preparação física. O clube portoalegrense não abre mão de Paulo Paixão. Luxemburgo trabalha com Antônio Mello.

Porém, a direção descarta troca no comando. Ameaçado, pressionado por resultados, desconfortável, Caio acredita que tenha crédito e vê o time em evolução. No Gre-Nal, por exemplo, ele disse que o primeiro tempo foi “brilhante”. Vendo o time evoluir, o técnico não tem motivos para temer Luxa, chamado de “craque” nos bastidores do Olímpico.

Por Cezar Alvarenga – Após ser demitido, Luxemburgo fala sobre processo de “fritura” e Ronaldinho

Fonte: UOL Esportes

Um dia após ser demitido como técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira, na zona oeste do Rio de Janeiro, em que atacou a diretoria do clube. O pentacampeão brasileiro disse ter se sentido “fritado” pela direção dentro da Gávea e ainda cutucou Ronaldinho Gaúcho.

“A diretoria não resolvia os problemas, insistia em varrer as coisas para baixo do tapete. Tem uma hora que complica, não dá para segurar mais, a coisa estoura. Tenho certeza que a Patrícia [Amorim] só tomou a decisão de demitir pela cabeça dos outros. Não foi uma coisa dela. Foi uma pressão das pessoas que a cercam. Isso mostra bem o que acontecia naquela diretoria”, disparou o treinador. “Essa falta de autoridade dela enquanto presidente foi um intenso desrespeito. Ela não foi leal comigo. E eu estive do lado dela o tempo inteiro”, emendou.

“Há aproximadamente um mês, já sabia que ia sair do Flamengo após estes dois jogos da pré-Libertadores. Foi um ‘fritura’ muito bem feita pelas pessoas de dentro da diretoria do clube, muito bem conduzida pelas pessoas que queriam me ver longe dali. Vazaram informações preciosas para a imprensa com o claro objetivo de me desgastar. Foi o processo mais feio que já vi em toda a minha vida profissional”, declarou o veterano treinador.

Luxemburgo afirmou que sua relação com Ronaldinho era apenas profissional e deixou no ar a avaliação de falta de comprometimento do jogador mais famosos do elenco que comandou até esta semana.

“Minha relação com ele era exclusivamente profissional. Eu jamais vou querer o Ronaldinho para casar com a minha filha. Não tenho que ser amigo dele, jantar com ele, ficar distribuindo sorrisos ao lado dele. Eu queria apenas que ele jogasse futebol e cumprisse com seus compromissos. E tenho certeza que isso não era pedir muito”, disse.

O ex-técnico do Flamengo ainda criticou a atuação do cartola Luiz Augusto Veloso como elo entre o grupo e a direção do clube, citando falta de pulso na condução desta relação.

“E outra coisa, falaram muito de problemas de relacionamento do Luxemburgo com o grupo. O desgaste dentro do elenco sempre existe, mas o que ocorreu dessa vez foi uma falta de pulso da diretoria. Eu procurava passar os problemas, mas faltava esse meio campo com a diretoria do clube. Se esse elo da diretoria com a comissão técnica faltou, não é problema meu”, criticou.

A decisão da demissão de Luxemburgo aconteceu após uma reunião na casa de Hélio Ferraz, vice-presidente do clube. Um dos grandes articuladores desta ação foi o vice de finanças, Michel Levy.

“Cada pessoa escolhe seus pares. Ele (Michel Levy) é um homem-chave da administração da Patrícia. As declarações dele trouxeram inúmeros prejuízos ao grupo. E a diretoria tem que arcar com esses prejuízos”, disse.

Por fim, Luxemburgo comparou seu processo de desligamento do Flamengo com a recentemente saída de Zico da direção, em episódio que abalou a antiga amizade entre os dois ex-jogadores.

“Infelizmente, essa coisa de ser fritado parece ser normal no Flamengo. E sempre conduzido pelas pessoas que estão ao lado da presidente. Aconteceu comigo o mesmo que ocorreu com o Zico. O desgaste foi aumentando, ninguém da diretoria se posicionava e a história estourou em cima de nós. É complicado assistir a tudo isso”, afirmou.

A última partida de Luxemburgo à frente do Flamengo aconteceu na quarta-feira, com a vitória por 2 a 0 sobre o Real Potosí, que assegurou para os cariocas uma vaga na fase de grupos da Copa Libertadores.

A expectativa é que a direção do Flamengo anuncie a contratação de Joel Santana nas próximas horas. O veterano treinador comunicou na quinta-feira seu desligamento do comando do Bahia.

ICFUT – Confirmada a demissão de Luxemburgo no Flamengo e Joel já negocia

Fonte: UOL Esportes

Nesta quinta-feira, o Flamengo anunciou oficialmente a demissão do treinador Vanderlei Luxemburgo. Patrícia Amorim, presidente do clube, admitiu que o relacionamento conturbado do técnico com Ronaldinho Gaúcho pesou em sua decisão.

“É claro que essa relação entre eles contribuiu para a saída do treinador. Futebol é resultado e o time venceu, mas tomamos essa decisão em função de outros problemas”, afirmou a presidente, durante entrevista coletiva concedida um dia depois da vitória do Flamengo por 2 a 0 sobre o Real Potosí.

Patrícia afirmou que, antes de tomar sua decisão, consultou a opinião de jogadores e torcedores do Flamengo sobre Luxemburgo.

“Com a vitória sobre o Potosí, fechamos um ciclo, alcançamos um objetivo e entendemos que era hora de fazer algumas mudanças. Após uma noite muito mal dormida, cheguei ao clube, escutei a opinião de sócios, torcedores, jogadores e entendi que a demissão do Luxemburgo, do Isaias e essa reformulação no departamento de futebol se fazia necessária”, declarou a presidente, lembrando que Isaias Tinoco, supervisão de futebol, também caiu.

ICFUT – Suposta saída de Luxemburgo e chegada de Joeal Santana agita Flamengo

Fonte: futebolinteiror

Luxa faria sua despedida na partida contra o Real Potosí, nesta quarta, no Engenhão

Rio de Janeiro, RJ, 01 (AFI) – O suposto fim da "Era Luxemburgo" agitou os bastidores do Flamengo, na noite desta quarta-feira. Uma hora antes do jogo entre Flamengo e Real Potosí-BOL, pela Pré-Libertadores, a presidente do Fla, Patrício Amorim, negou as informações divulgadas em toda a imprensa de que Vanderlei Luxemburgo teria sua demissão, após o jogo desta quarta-feira. A dirigente também negou a suposta reunião entre membros da diretoria e jogadores, que teriam sido informados sobre a contratação de Joel Santana, hoje no Bahia.

"Ele vai dirigir jogo de hoje, temos jogo na sexta e no domingo. O único que falou em demissão foi o próprio treinador, nós nunca falamos sobre isso. Mas lógico que depende dos resultados, a torcida cobra, compra ingresso, é da dinâmica do futebol", Patrícia em entrevista à Rádio Tupi do Rio de Janeiro.

Após a vitória sobre o Real Potosí, o treinador falou sobre a conquista e também sobre os rumores de sua saída. Evitando o confronto direto com os dirigentes que desejam sua saída, Luxemburgo falou sobre o objetivo e deixou claro que pretende continuar no cargo, embora siba como é o futebol.
"Estes eram os jogos mais importantes dessa temporada. Se fraquejasse aqui seria muito difícil seguir. Vida que segue, normal. Minha cabeça está focada para o jogo de sexta. Estou muito feliz hoje (quarta-feira) porque alcançamos nosso objetivo. Vamos seguir nosso trabalho", afirmou.

Quem também falou sobre a polêmica foi a segunda pessoa envolvida, o técnico Joel Santana. O atual comandante do Bahia teve seu nome ventilado nos corredores da Gávea como o novo treinador rubro-negro.
"De ontem (terça-feira) para hoje (quarta) muita coisa foi falada, mas a verdade é que não aconteceu nada. Eu estava concentrado para esta nossa partida (Bahia bateu o Feirense, por 3 a 2, pelo Baiano). Amanhã (quinta-feira) é um novo dia e não sabemos o que vai acontecer. Por enquanto, não existe nada além do interesse", concluiu.

ICFUT – Vanderlei Luxemburgo xinga e comenta vídeo de Ronaldinho Gaúcho na webcam

Vanderlei Luxemburgo levou na brincadeira o episódio envolvendo o showzinho que Ronaldinho Gaúcho deu pelado na webcam. O “professor” falou vários palavrões, riu e disse que o que Ronaldinho faz na vida pessoal é problema dele.

Lembrando que a diretoria do Flamengo não levou o episódio na esportiva e falou que vai registrar um boletim de ocorrência e tentar processar quem divulgou o vídeo de Ronaldinho Gaúcho na webcam.

Veja o comentário de Vanderlei Luxemburgo na coletiva do Flamengo:

ICFUT–Entrevista com Vanderlei Luxemburgo

Fonte: globo.com

Luxa defende a legalização das drogas, os gays e o consumo consciente de bebidas

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Vanderlei Luxemburgo está de bem com a vida. Depois de 15 anos rodando pelo Brasil e pelo mundo, está de volta ao seu Rio, ao seu Flamengo, onde após duas passagens (91 e 95) sem boas lembranças, conseguiu livrar o time do rebaixamento, no ano passado, e agora curte uma confortável invencibilidade nas últimas 21 partidas.

Nesta entrevista exclusiva ao JOGO EXTRA, crua, absolutamente na íntegra, sem cortes, o técnico do Flamengo solta o verbo sobre a chacina de Realengo, o excesso de palavrões, homossexualismo, bebidas alcoólicas, defende a legalização das drogas e fala até sobre futebol. Divirta-se.

JOGO EXTRA: Vandeco, Vanderlei, Luxa ou Luxemburgo?

VANDERLEI LUXEMBURGO: No Rio é Vanderlei. Vandeco é para o íntimos, e Luxemburgo ou Luxa é em São Paulo. Lá, sempre foi Luxemburgo, mas como o nome é grande para caber na manchete do jornal, virou Luxa. Tá vendo como eu sei? Aí, todo mundo me chama de Luxa. Mas você escolhe.

JE: Então vamos de Vanderlei porque estamos no Rio e eu não sou íntimo de você para te chamar de Vandeco (risos). E já que estamos no Rio e você gosta de carnaval, uma das sensações deste ano foi a Unidos da Tijuca, que teve enredo sobre medo. Você tem medo de quê?

Vanderlei Luxemburgo

VL: Medo? Não tenho medo de porra nenhuma, rapaz. E eu lá sou homem de ter medo?

JE: De nada? Não é possível! Eu tenho medo de cachorro.

VL: Medo? Se eu disser que tenho medo de barata você, vai rir para caralho. Mas nem sei se é medo. É nojo. Medo eu não tenho de porra nenhuma.

JE: Esqueci de dizer uma coisa antes de a gente começar: não tem como eu fazer uma entrevista com você e cortar os palavrões. Tudo bem, né?

VL: (risos) Claro. O caralho é o que mais me acompanha. Eu falo palavrão mesmo, mas não sou mal educado. Eu falo palavrão porque não existe futebol sem palavrão, mas isso não quer dizer que eu esteja ofendendo alguém. Quem reclama disso é quem tem implicância comigo. Não tem como eu pedir "por favor" à beira do campo. Vocês colocam aqueles microfones na beira do campo e isso só polui a transmissão, não informa nada. Se o bandeira erra um impedimento, eu posso gritar "porra, caralho, filha da puta, estava impedido", mas não quero ofender o cara, nem a mãe do cara. É a linguagem do futebol. Aquilo só serve para a gente pegar um gancho no Tribunal.

JE: Apesar de ter ficado muito tempo em São Paulo, seu jeitão carioca permaneceu intacto. Conservou gírias, palavrões, hábitos, samba no pé e uma religiosidade curiosa. Você é católico, mas tem irmã que é mãe-de-santo e se consulta com o babalorixá Robério de Ogum. Que mistureba é essa?

VL: E minha mãe era mãe-de-santo e minhas filhas são evangélicas (risos)! Mas eu não faço nada disso, não mexo com essas coisas. Gosto da Igreja Católica, da macumba, como quase todo brasileiro. Mas não frequento muito. Sou amigo do Robério e tenho uma irmã que mexe com isso. E eles, como amigos, fazem trabalhos para me ajudar, mas fazem porque querem, porque são amigos. Eu não peço nada.

JE: Mas o Robério ficou dois meses no Rio, no ano passado, fazendo “trabalho” para o Flamengo escapar do rebaixamento porque você pediu.

VL: Eu não pedi. Ele está sempre no Rio e fez porque é meu amigo.

JE: Quero ver se você vai pipocar agora. Todo mundo pipoca nesse tema: homossexualismo. Tem muito gay no futebol?

VL: (risos) Muitos, né? Claro que tem. E não só no futebol, mas em tudo que é lugar. No futebol, na imprensa, o que não falta é homossexual (risos).

JE: Você já jogou com algum?

VL: Eu?? hahahaha. Claro que já. Mas nunca vou dizer o nome. Jamais. Xiii, essa resposta vai fazer nego aqui dentro pegar no meu pé até eu contar quem era, como era… (risos).

JE: E já treinou algum?

VL: Humm, acho que não. Não me lembro (pausa). Ah, teve o Emerson, que foi meu goleiro aqui no Flamengo (1995). Mas eu não sabia que ele era gay, só fui saber anos depois quando ele confessou que era.

JE: E você admitiria se o clube contratasse um homossexual talentoso?

VL: Claro. Não vejo problema algum.

JE: Se o Flamengo contratasse o… ah, vou pular essa.

VL: É, pula (risos).

JE: E o que você achou do Michael, do Vôlei Futuro, que "saiu do armário" na semana passada?

VL: Acho que ele fez certo. Ninguém tem nada a ver com a opção sexual do cara.

JE: Então vamos animar a conversa. Você está de volta ao Rio, onde muito se fala em tráfico de drogas. Qual sua posição? É a favor da legalização?

VL: Eu sou! (enfático). Droga tem em tudo o que é lugar, e sempre vai ter. Eu nunca usei, nunca nem vi cocaína, por exemplo. E ainda acho uma covardia o que fizeram com o Maradona. Cocaína não melhora o desempenho atlético de ninguém, muito pelo contrário. O viciado precisa de tratamento, não de punição. E quanto ao cidadão comum, acho um absurdo a proibição. Quanto mais proibir, pior. Tem que fazer como em vários países europeus, criar locais específicos para o cara usar a droga dele. Fora dali, não. Mas ali? Se o cara quer fumar, cheirar, o que eu tenho a ver com isso? O que tem de gente por aí que usa droga…

JE: E em relação às armas? O caso de Realengo trouxe a discussão de volta à pauta? Você tem ou já teve armas?

VL: Não. E acho que o que houve em Realengo foi um fato isolado. A discussão em torno desta questão tem de ser mais abrangente, não apenas fazer outro referendo.

JE: Vamos brincar, rapidamente, de mostrar quem é o Vanderlei, seus gostos, preferências… ok?

VL: Vamos lá.

JE: Um perfume:

VL: Blue de Chanel

JE: Carro:

VL: Qualquer um. Já fui apaixonado por carros, tive coleção, mas hoje ando em qualquer um. O que mais ando é um Fusion.

JE: Ator:

VL: O Tarcísio Meira continua sendo o cara. Está velho, mas continua um grande sedutor. Está dando um show na novela.

JE: Atriz:

VL: Não é Fernanda Montenegro, não (risos). Eu prefiro a Laura Cardoso.

JE: Cantor:

VL: Cauby Peixoto, o melhor de todos. E gosto do Emílio Santiago também.

JE: Cantora:

VL: Ângela Maria e Elis Regina.

JE: Música:

VL: Minha Preta. ("Eu não troco a minha preta pela preta de ninguém", cantarola). É a música da minha vida. No aniversário da minha mulher, convidei The Fevers para cantar, e o Neguinho da Beija-Flor, que cantou essa música. Foi uma choradeira… (nota da Redação: Minha Preta é uma samba de Candeia).

JE: Comida preferida:

VL: Bife à milanesa com maionese.

JE: O que não come de jeito nenhum:

VL: Nada. Como qualquer coisa, rapá. Como pão com raiva.

JE: Lugar inesquecível:

VL: Uma ilha que eu fui em Senegal, em 1972, com a seleção: Ilha de Goreia.

JE: Lugar que gostaria de conhecer:

VL: Alasca. Adoro pescar e o Jotinha (J. Hawilla), da Traffic, disse que pescou salmão lá e foi um dos melhores passeios que já fez. Tenho curiosidade de ir lá.

JE: Jogo inesquecível como lateral:

VL: Um Fla-Flu de 1972. Ganhamos de 2 a 1 e fomos campeões. Acho que tinha umas 170 mil pessoas no Maracanã. (Oficialmente, o público pagante foi de 136.829)

JE: Jogo inesquecível como técnico:

VL: Palmeiras x Boca Juniors. Ganhamos de 6 a 1. Foi uma atuação perfeita. O próprio Menotti, técnico do Boca, depois do jogo falou isso.

JE: Melhor amigo:

VL: Não posso citar um só. Tenho poucos, mas grande amigos.

JE: Melhor jogador:

VL: Maradona, Romário e Zico. O Zico está abaixo porque não ganhou uma Copa do Mundo, mas jogava tanto quanto. Ah, e o Ronaldo Fenômeno na lista de cima. Bota aí.

JE: E o Garrincha?

VL: Ah, tem o Garrincha. Está naquela primeira lista, mas não chega ao Pelé. Este não conta, era de outro mundo. Posso ficar falando horas sobre o Pelé, mas você, que não viu ele jogar, nunca vai entender na plenitude. Pelé era foda. Mas se comparar Garrincha e Romário, Garrincha e Maradona, fico com o Garrincha.

JE: Desafeto:

VL: Não tenho. Discuto no momento e vida que segue. Não guardo mágoa de ninguém.

JE: Jornalista:

VL: Oldemário Touguinhó. Aquele era jornalista, repórter de verdade. Estava sempre em cima do lance.

JE: Programa de TV:

VL: Os telejornais e o Sarau, da Globonews, com o Chico Pinheiro. É um banho de cultura.

JE: Mulher bonita, mas não vale a sua:

VL: Uma menina da novela de época que começou (Cordel Encantado), de olhos azuis (Bianca Byn).

JE: Homem bonito, mas não vai dizer que é você, né?

VL: Meu neto. Pode? (risos).

JE: Um sonho de consumo:

VL: Humm, não tenho.

JE: Você tem dinheiro para comprar o que quiser?

VL: Não. Tenho dinheiro para viver sossegado, mas não para comprar o que eu quiser. E nem tenho nada em mente para comprar.

JE: Escola de samba:

VL: Salgueiro. Desfilo todo ano.

JE: Praia carioca:

VL: Era a de Ramos, pedindo licença para os soldadinhos. Sabe o que é soldadinho? Cocô! (risos). Hoje é a Barra, onde eu moro.

JE: Mas dava para pegar umas cocorocas lá em Ramos?

VL: Pô, aí tu me quebra (risos).

JE: Restaurante:

VL: Em São Paulo, eu sei vários. Aqui, tenho gostado do Expand, na Barra.

JE: E pé-sujo? Largou as origens ou ainda frequenta?

VL: Adoro. Tenho ido pouco, mas gosto do La Plancha, no mercado produtor da Barra. Mas gosto muito. Antigamente, eu, Renê, Galdino, Alcir, Gaúcho, íamos até Deodoro para tomar cerveja.

JE: E hoje vai de cerveja, vinho, uísque, champanhe? O que você bebe?

VL: Bebo tudo, mas prefiro vinho. E não bebo muito, não. Nunca fui de beber muito. Uísque, por exemplo, são duas, três doses no máximo.

JE: E para jogador de futebol? Não estou falando especificamente do Ronaldinho, não. Nem do Adriano. Tem Fred, Emerson, Ronaldo… o que não falta é gente que gosta de uma farra. Qual o limite? A bebida alcoólica atrapalha?

VL: Limite? Acho que o Brasil perdeu o limite. Não acho que o jogador de futebol seja o vilão. Em todos os setores, em todas as épocas houve problemas deste tipo. Desde Heleno de Freitas, Garrincha, Leandro. Acho que a gente não sabe muito os limites que precisamos ter. Somos uma jovem democracia. Não conhecemos a democracia plena, principalmente nossos governantes, que sempre sofreram com a ditadura. Há uma falta de discernimento por parte de todos em relação a quando termina o direito de um e começa o direito do outro. Ninguém sabe direito o seu limite.

JE: Mas você é um treinador. Muitos te chamam de professor. Você ensina aos jogadores este limite? Como chegar para uma estrela como o Ronaldinho e falar para ele beber um pouquinho menos?

VL: Eu falo para todo mundo, não faço distinção. Tudo tem que ser conversado, não imposto. Ou você acha que é possível dizer para um jovem, com dinheiro, que ele está proibido de beber? Não dá, né? A gente faz coisas que você nem imagina. E que são coisas que dizem respeito a nós, não há por que tornar público. O cara tem que saber que não pode beber na sexta se tem jogo no domingo. Mas se teve jogo no domingo, ficou a semana toda treinando e vai ter a segunda e a terça de folga, não tem por que não ir na micareta, como aconteceu agora.

JE: Pôquer, sueca, buraco ou vinte-e-um?

VL: Pôquer. Só jogo pôquer. Antigamente jogava caxeta, mas hoje é só pôquer. Mas faz tempo que não jogo, e por falta de tempo. Mas é até bom você perguntar isso porque parece que é um crime. Todo mundo joga pôquer, tem até na televisão. Jogo há anos, com Zico, Carpegiani, Cantarele, Raul, Leandro, mas parece que o criminoso sou eu. Não, né?

JE: Finalizando, para você poder dar o treino: seleção de 70 ou de 82?

VL: A de 1970.

JE: Messi ou Ronaldinho Gaúcho?

VL:: Ronaldinho Gaúcho. Quando o Messi ganhar uma Copa do Mundo, a gente conversa. É o mesmo critério que uso para Romário e Zico. Tenho que ser coerente.

JE: Messi ou Maradona?

VL: Maradona.

JE: Mas se o Messi for campeão do mundo?

VL: Depende do que ele fizer na Copa do Mundo. Você viu o que o Maradona fez? Só poderemos comparar o Messi com esses caras depois que ele encerrar a carreira e a gente saber o que ele fez.

JE: Agora é para terminar mesmo, voltando à religião. Qual seu santo protetor? E orixá? Ogum, Oxóssi, Iansã?

VL: Não sei. Minha irmã diz que eu tenho um, mas não lembro. O que me ajudar a botar a bola para dentro é o meu. Mas sei que se você escrever alguma coisa ruim para mim, amanhã você quebra as pernas (gargalhadas).

JE: O papo foi bom, não?

VL: O papo? Foi ótimo. Mas quero ver se o que vai sair no jornal vai ser ótimo também (risos)

JE: Tá com medo? (risos)

VL: Olha lá, hein?

JE: Pode confiar, ué!

VL: Quero só ver no domingo (risos).

ICFUT – Após dez anos, Luxemburgo reencontra “pupilo” e fala em convivência sadia

Fonte: http://www.uol.com.br

Em 1999, Vanderlei Luxemburgo se encantou com o talento de Ronaldinho Gaúcho e o lançou na seleção brasileira. Na primeira partida, o então menino fez uma jogada espetacular contra a Venezuela e começou a aparecer no futebol mundial. Daí em diante, os dois passaram a conviver nas convocações e construíram um laço de amizade. Sob o comando do treinador, o jogador vestiu a amarelinha 33 vezes e marcou 23 gols.

No ano de 2000, ainda sob a batuta de Luxemburgo, o meia era a maior esperança da seleção nas Olimpíadas, em Sydney. Mas o Brasil acabou derrotado por Camarões e o treinador deixou o seu trabalho na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Dez anos depois, a dupla se reencontra no Flamengo. O objetivo, segundo o próprio comandante rubro-negro, é buscar títulos e sempre com uma convivência sadia.

“Não nos falamos há algum tempo, mas ele sempre foi muito respeitoso comigo. Acho que a convivência será sadia. Gosto de tocar pandeiro, ele também gosta, gosto de churrasco, ele também. O grupo todo também gosta disso, não vai ter problema algum”, afirmou, acrescentando.

“Quando você é jovem muita coisa acontece, mas personalidade e caráter nascem contigo. O Ronaldinho deixou de ser aquele menino e se tornou um jogador mundialmente consagrado. Ele tem que manter alguns objetivos. Se perdê-los as coisas não dão certo. Vou conversar para saber os objetivos e ajudá-lo a conduzir isso”, comentou.

O lateral-direito Leonardo Moura foi mais um que endossou a comemoração pela chegada de Ronaldinho, frequentemente nas rodas de samba, e que promete melhorar ainda mais o clima na concentração rubro-negra.

“O pandeiro fica com o Vanderlei, o Gaúcho gosta de cantar. Então, vou ficar com o tantan (risos). A combinação de pagode e futebol sempre rola. Falei com ele pelo telefone e me disse que está com muita vontade de jogar logo. Como capitão da equipe fico muito feliz. Sabemos que é um grande craque”, disse o jogador, acrescentando.

“Sou um cara de muita sorte, abençoado. Jogar com Romário, Adriano, Ronaldinho… Espero ter com o Ronaldo o mesmo sucesso que tive com eles”, encerrou o camisa 2 rubro-negro.

ICFUT – Inauguração do Estádio do Café teve Luxemburgo e TV como prêmio

Fonte: esporte.ig.com.br

Paraná fez o primeiro gol do estádio em 1976 e foi premiado. Palco será o mesmo do amistoso deste domingo

Vanderlei Luxemburgo tem uma ligação com Londrina em sua vida no futebol. Em 22 de agosto de 1976, ele participou como jogador do Flamengo da inauguração do Estádio do Café. O adversário foi o Londrina e o jogo terminou empatado em 1 a 1. Como técnico, comandou a seleção brasileira campeã do Pré-Olímpico de 2000, quando tinha Ronaldinho Gaúcho no time.

Agora, com o Flamengo, faz a pré-temporada na cidade e disputa neste domingo um amistoso com o Londrina, às 16h, no mesmo estádio. Entre as recordações do jogo de 1976, o então lateral-esquerdo Vanderlei não esquece o que estava em disputa.

“Quem fizesse o primeiro gol do estádio ganharia uma TV em cores. Na época, não era comum ter TV em cores e todo mundo ficou naquela expectativa. Acabou que o Paraná, do Londrina, fez o gol (de pênalti) e levou”, comentou Vanderlei, que foi substituído por Dequinha. “Vai ver eu não joguei nada”, brincou.

Na época, ele pôde atuar ao lado de uma grande geração da história do clube. O atual preparador de goleiros Cantarele estava em campo. Na linha, Jaime de Almeida, assistente de Luxemburgo. Júnior, Rondineli, Merica, Dendê, Luís Paulo, Luisinho, Zico e Júnior Brasília, autor do gol do Flamengo, que foi substituído por Júlio César, completaram o time. O técnico era Carlos Froner

“O Flamengo inaugurou muitos estádios nessa época. Todo mundo queria ver o Zico jogar. Podem até dizer que eu não jogava nada, mas estava lá na inauguração”, brincou Luxemburgo, que também negócios na cidade, pois é sócio em alguns empreendimentos de Sérgio Malucelli, dono do centro de treinamento onde o Flamengo faz sua preparação.

A inauguração do Estádio do Café levou cerca de 50 mil pessoas e teve uma renda recorde de Cr$ 857.720,00, segundo a Federação Paranaense. Afonso Vitor de Oliveira foi o árbitro, auxiliado por Célio Laudelino Silva e Tancler Pavani.

ICFUT – Luxemburgo escala Flamengo com Vander e Wanderley

Fonte: espn.com.br

O técnico Vanderlei Luxemburgo definiu a escalação do Flamengo para o amistoso que o time fará neste domingo, contra o Londrina, às 16 horas, no Estádio do Café, localizado na cidade paranaense de mesmo nome do time adversário. O treinador surpreendeu ao escalar o jovem meia Vander, contratado junto ao Bahia, e o atacante Wanderley, que estava no Prudente e se integrou ao atual elenco apenas na última sexta-feira.

Na atividade realizada neste sábado, que foi marcada pelo primeiro coletivo da equipe nesta temporada, o Flamengo foi escalado com Felipe; Leonardo Moura, David, Welinton e Egídio; Willians, Fernando, Renato e Vander; Wanderley e Deivid. Entre eles, o recém-contratado goleiro Felipe, ex-Corinthians, e o lateral-esquerdo Egídio foram outras duas caras novas na equipe.

E, se o time titular foi definido com a entrada de novos reforços, o reserva acabou sendo escalado com vários jogadores formados nas categorias de base do Flamengo. Rodrigo Alvim, Jean, Ronaldo Angelim e Fierro foram os únicos mais experientes do elenco a figurarem no time que teve a seguinte formação: Paulo Victor; Digão, Jean, Ronaldo Angelim e Rodrigo Alvim; Muralha, João Vitor, Fierro e Adryan; Negueba e Romário.