Por Edgar – Invicto no Bernabéu, Pep teme CR7, Benzema, Di María e Bale juntos

Técnico do Bayern de Munique, que nunca perdeu no estádio do Real, acredita que chave da vitória está na boa marcação do veloz quarteto dos donos da casa 

Pep Guardiola nunca perdeu no Santiago Bernabéu para o Real Madrid quando era treinador do Barcelona. O desejo do técnico é sair mais uma vez ileso do estádio, desta vez no comando do Bayern de Munique, que disputa nesta quarta-feira o primeiro jogo da semifinal contra os merengues, às 15h45 (de Brasília) –

Além de falar aos jornalistas em quatro línguas com perfeição – alemão, inglês, espanhol e catalão – mostrou bom humor e humildade. Com quase um ano de Bayern, Pep acredita que ainda tem muito com o que se adaptar à cultura e à língua alemã e, com isso, aumentar o nível de atuação de sua equipe.

guardiola bayern munique (Foto: Reuters)Guardiola jamais perdeu no Santiago Bernabéu (Foto: Reuters)
Apesar da marca impressionante de sete jogos – cinco vitórias e dois empates – sem ter sido derrotado pelo Real Madrid em seu estádio, Guardiola lembra que nunca foi fácil e faz questão de enaltecer a força dos merengues. Para o treinador do Bayern, não importa ano ou época: o Real sempre tem “algo de especial”. Atualmente, ele considera a velocidade de seu quarteto de ataque como a maior força dos madrilenhos.

– Não sei como fazem, mas eles sempre tem gente que corre muito. Agora é Benzema, Di María, Cristiano e Bale. Não é fácil se defender contra eles.

Será um duelo de grandes treinadores. Do outro lado, Ancelotti nunca perdeu para o Bayern de Munique quando treinava o Milan, em seis partidas. Guardiola está preparado para um duelo tático e diz que vem estudando o Real Madrid e suas possibilidades há um tempo. O catalão credita ao trabalho do italiano a grande fase vivida pelos merengues

– O Real evoluiu porque todo treinador precisa de tempo, e o Ancelotti está o tendo para fazer as mudanças. Serão um rival muito forte. Se não têm Ronaldo, têm o Isco, mudam as posições, mas a equipe continua tendo muita capacidade.

Bom retrospecto fica no passado

O treinador do clube bávaro também preferiu deixar para trás a invencibilidade no Santiago Bernabéu que construiu nos tempos de Barcelona, mantendo uma postura cautelosa para o jogo desta quarta-feira

– A estatística era com outro clube, em outro tempo e outra situação. Não tem nada a ver. Teremos que fazer um jogo muito bom para ganhar. Isso é necessário sempre diante do Real Madrid e ainda mais e uma semifinal – afirmou.

Retirado de http://globoesporte.globo.com/futebol/liga-dos-campeoes/noticia/2014/04/guardiola-afasta-favoritismo-por-seu-historico-no-bernabeu-outro-tempo.html

ICFUT – Sanchez prefere qualquer técnico brasileiro a Guardiola na Seleção

Fonte: gazetaesportiva

“Voto vencido” na decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de demitir Mano Menezes, Andrés Sanchez certamente não terá uma opinião decisiva na escolha do substituto do antigo treinador do Brasil. De qualquer forma, o diretor de Seleções reprova a contratação do espanhol Josep Guardiola, desempregado desde sair do Barcelona.

Em participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, Sanchez foi irônico ao responder sobre os técnicos brasileiros mais capacitados do que Guardiola. “Todos!”, bradou.

O diretor de Seleções ainda citou que o treinador espanhol teria dificuldades de adaptação ao futebol brasileiro. “Estamos falando de uma Copa do Mundo no Brasil. Os jornalistas já reclamavam que o Mano não falava com a imprensa. Imagine como seria com um técnico estrangeiro. Para os europeus, é insuportável ter que dar entrevista todos os dias”, esbravejou.

Segundo Sanchez, um técnico estrangeiro não conseguira nem sequer suportar a rotina de um clube brasileiro. “Aqui, a gente faz concentração para os jogos com dois dias de antecedência. Infelizmente, é preciso que os times do Brasil se concentrem. As viagens também são mais longas, pois o País tem o tamanho do continente. Os europeus não conseguiriam ficar distantes da família tanto tempo”, argumentou.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Andrés Sanchez procura técnicos mais identificados com o futebol brasileiro para dirigir a Seleção

Depois de suas considerações negativas, Andrés Sanchez fez uma ressalva sobre Josep Guardiola. “É um grande treinador. Só não acho que seja o momento para ele estar na Seleção”, repetiu.

Além de Guardiola, muitos técnicos brasileiros – como Luiz Felipe Scolari, Tite e Muricy Ramalho – estão bem contados para suceder Mano Menezes na Seleção. A CBF promete anunciar o nome do novo contratado em janeiro de 2013.

ICFUT–Carta aberta ao presidente Marin

Fonte: lancenet

 

Por Walter de Mattos Junior
Editor e fundador do LANCE!

Guardiola (Foto: Lluis Gene/AFP)

Preferido dos brasileiros, Guardiola quer treinar a Seleção (Foto: Lluis Gene/AFP)

 

Caro presidente Marin, nos últimos anos, muitas têm sido as divergências deste LANCE! com o comando do nosso futebol. É hora de deixar essas rusgas de lado. Escrevo, não só como editor do Grupo L!, mas principalmente como torcedor. Há momentos em que oportunidades não podem ser desperdiçadas

Quando a vontade da opinião pública coincide com a razão, seja no esporte, seja na política ou em qualquer outra área, não deve restar dúvida do caminho a seguir. Esta é a situação que vivemos agora.

Em quase todas as enquetes realizadas pela mídia no Brasil, o nome de Pep Guardiola aparece em absoluta liderança. Isso mostra, sobretudo, que o torcedor brasileiro clama por mudanças. Não de nomes, mas de métodos, de filosofia. Mudanças que sejam capazes de resgatar a essência do futebol brasileiro, sua arte, seu talento, seu orgulho, sua capacidade de despertar paixões.

Esse é o desejo das massas.

Entendo a preocupação que o senhor possa ter, presidente, de entregar o comando da Seleção, uma instituição nacional, a um treinador estrangeiro. Mas o senhor tem o respaldo do torcedor para isso. E mais, não será o primeiro. O Brasil aprovou a vinda de Rubén Magnano no basquete. E ele é um argentino. Sim, um argentino que resgatou a autoestima de um esporte em que já fomos líderes e há muito amargávamos fracassos. Situação análoga a que vive o nosso futebol, que em outubro chegou a pior posição do ranking Fifa de sua história.

Não tenho dúvidas de que temos aqui treinadores de respeito. Gente preparada, com histórico de títulos. É compreensivel a preferência e até os laços que possam unir membros de sua diretoria a alguns desses nomes. Mas o regime é presidencialista e o senhor é que será cobrado se o Brasil fracassar numa Copa dentro de casa. Sua experiência de político tarimbado certamente lhe dirá que ouvir a voz das ruas, a imprensa e a palavra de quem ama o futebol brasileiro deve ser fundamental nesse processo.

O que, então, presidente, pode pesar contra a vinda de Guardiola?

Ele não conhece os jogadores brasileiros, dizem alguns. E nem o futebol brasileiro, que teria pouco tempo para entender. Mas, como assim, se a maior parte dos que serão convocados jogam na Europa? Pep conhece esses nomes mais do que qualquer treinador que atue aqui. Ele jogava contra eles, dirigia alguns no Barcelona. Além do mais, em quatro dos cinco títulos mundiais ganhos pelo Brasil, os treinadores assumiram a Seleção a menos de dois anos da Copa.

Um técnico como ele custará muito caro, argumentarão outros. Essa, com certeza, não será uma preocupação de Pep. Quando deixou o Barça, foi-lhe oferecido pedir o que quisesse para ficar. Propostas de outros grandes clubes, de seleções poderosas, também não lhe faltam. Mas o que vale é que ele, como disse fonte de sua maior confiança, ouvida por este LANCE!, quer treinar o Brasil (clique aqui para ler a revelação de Guardiola). Sonha ser o técnico da Seleção e promete nos dar o hexa. Além do mais, cá para nós, dinheiro não é problema para uma instituição que tanto arrecada como a CBF.

Caro presidente Marin. O tempo é curto para a Copa. A decisão precisa ser tomada rapidamente. Mas cabe ao senhor ter um olho em 2014 e outro no futuro do nosso futebol. Na revolução que ele precisa, num trabalho que a partir da Seleção principal seja capaz de refletir-se nas categorias de base, no jeito de jogar dos clubes, na maneira de formarmos e lapidarmos nossos talentos.

Desde que assumiu o cargo nota-se o esforço que tem feito para, de alguma forma, imprimir sua marca na gestão do nosso futebol. Agora, o senhor tem a oportunidade de contrariar os céticos que nas últimas 48 horas não se cansam de afirmar que nenhuma mudança pode vir dessa CBF dirigida pelo senhor. Fazer de Pep Guardiola o treinador da Seleção pode ser o seu legado definitivo à transformação de que nosso fut precisa. E, pode ter certeza, a opinião pública estará a seu lado.

ICFUT – Saída de Guardiola agita mercado

Fonte: band

Segundo jornal espanhol "El Mundo Deportivo", treinador já recebeu inúmeras propostas: Chelsea, City, Milan, Tottenham e até Qatar

Guardiola anunciou na sexta-feira que vai deixar o Barcelona no fim da temporada / Lluis Gene/AFPGuardiola anunciou na sexta-feira que vai deixar o Barcelona no fim da temporadaLluis Gene/AFP

Como publica a edição deste sábado do jornal espanhol "El Mundo Deportivo", surgiram inúmeras propostas ao técnico Pep Guardiola tão logo o anúncio de sua saída do Barcelona foi confirmada. Milan, Chelsea, Manchester City, Tottenham e até mesmo a seleção do Qatar são um dos pretendes a seduzir o treinador. O país árabe, que será sede da Copa do Mundo de 2022, sonha com o treinador para preparar a equipe que disputará o primeiro Mundial no Oriente Médio.

Na Inglaterra, por exemplo, asseguram que Roman Abramovich irá com tudo na intenção de levar o espanhol para o Chelsea. Até mesmo um cheque em branco é usado como chamariz, além de uma proposta de controle total sobre a gestão esportiva do clube. Abramovich entende, no entanto, que Guardiola pretende ter um ano sabático. Para tanto estaria disposto a esperar para contratá-lo somente na temporada 2013/2014.

O Manchester City também lançará mão de seu gordo talão de cheques, enquanto o Tottenham tentará apresentar as suas cartas apoiado na entrada em cena do empresário israelense Pini Zahavi.

Enquanto isso, os meios de comunicação italianos insistem que Silvio Berlusconi, presidente do Milan, também está disposto a cortejar Guardiola com uma enorme proposta em termos econômicos. A liberdade de decisão em questões esportivas também está sobre a mesa. Para assegurar o treinador, o dirigente estaria também disposto a dispensar o atacante Ibrahimovic, desafeto de Guardiola.