ICFUT – TORCIDAS: Gaviões da Fiel ( Corinthians )

História

A Gaviões foi criada em 1969,[mas desde 1965 já vinham sendo realizadas reuniões entre torcedores corintianos com o objetivo de criar uma entidade que pudesse não apenas atuar como uma torcida organizada, mas também tivesse atuação na área político-administrativo do Corinthians. Seu principal objetivo, à época, era o de derrubar o dirigente Wadih Helu, presidente do clube desde 1961.

Flávio La Selva foi o sócio número um dos Gaviões da Fiel. Desde o começo, integrantes da agremiação participavam ativamente dos desfiles de escola de samba, inicialmente como uma ala da Vai-Vai, escola que também possui as mesmas cores do Corinthians. No início, a sede era numa garagem na Zona Norte, sendo transferida posteriormente para a Rua Santa Efigênia, no ano de 1974, sendo esta a primeira sede social da n

tidade. Em 1975 a torcida passou a desfilar no desfile oficial de blocos da cidade de São Paulo, desfile este que venceria doze vezes, em treze anos de disputa.No ano de 1978 foi inaugurada a quadra atual, no Bom Retiro.

A Gaviões passou a desfilar como escola de samba em 1989, ficando em segundo lugar no grupo 1 (atual grupo de acesso). Em 1990, terminou a disputa em nono lugar, entre dez escolas, e foi rebaixada. Porém em 1991 ganhou o Grupo de Acesso, ficando em oitavo Lugar no Grupo Especial de 1992.

Em 1993, a escola ficou em quinto lugar com o enredo A Chave do Tempo, e em 1994 a escola foi vice campeã só atrás da Rosas de Ouro campeã naquele ano.No ano seguinte sendo campeã pela primeira vez em 1995, com um enredo que até hoje é lembrado por muitos e também entre os sambistas de São Paulo, Coisa Boa é pra Sempre.

Graças ao inusitado fato de até então ser ao mesmo tempo uma escola de samba e uma torcida, a Gaviões ganhou muita visibilidade no Carnaval, não só em São Paulo, mas também atraindo a curiosidade de gente de outros estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo, bem como ganhando a simpatia também dos torcedores do Corinthians, mesmo os que torciam para outras escolas.

Em 1996 a escola foi a quarta colocada com enredo “Quem Viver Verá o Vinte Virar” assinado pelo carnavalesco Raul Diniz. Em 1997 a Escola foi a quinta colocada com o enredo “Mundo da Rua”. Já em 1998 a escola fez uma de suas muitas homenagens ao Corinthians.
Em 1999, vence novamente o Carnaval com o enredo “O Príncipe Encoberto ou a busca de S. Sebastião na Ilha de São Luís do Maranhão”, terminando empatada com a Vai-Vai. Nesse ano, teria vencido sozinha se houvesse critérios de desempate.

No ano 2000 a escola foi a última a desfilar naquela noite, apresentando o enredo “Um Voo Para a Liberdade”, no Carnaval temático dos 500 anos de Descobrimento do Brasil.

Em 2001 a escola apostou num investimento muito grande sobre o seu carnaval,com carros alegóricos e fantasias com um ótimo acabamento e muito com muito luxo,além de ter sido a escola que teve o abre-alas na época mais caro do que de todos as outros escolas adversarias.”Mitos e Magias na Triunfante Odisseia da Criação” que fala da origem da criação do mundo foi a aposta da escola de samba com o carnavalesco que daí então era Jorge Marcos Freitas a escola só consegui novamente um quarto lugar.Mesmo assim do título ficou com a Nenê de Vila Matilde
Em 2002, a escola teve como seu tema , Xeque-Mate, que fazia uma homenagem ao jogo de xadrez e ainda aproveitava para fazer duras críticas políticas e sociais, foi inclusive usado no horário político,assim tornou-se campeã novamente do carnaval paulistano.Saindo praticamente campeã do Anhembi.
Bateria da Gaviões, em apresentação no mundo árabe

No ano de 2003 a escola sagrou-se bi-campeã do carnaval paulistano com enredo que falava sobre as cinco regiões do Brasil.”As Cinco Deusas Encantadas na Corte do Rei Gavião” Novamente com a assinatura de Jorge Freitas. Para 2004, quase dez anos após o seu primeiro título no Grupo Especial e já consolidada como uma das maiores escolas de samba de São Paulo, a Gaviões da Fiel era favorita para um tricampeonato consecutivo, quando, em meio ao seu desfile sobre os 450 anos da cidade de São Paulo, um carro alegórico que falava sobre a “revolução corintiana” teve problemas no seu eixo, tendo uma alegoria que representava um jogador do Corinthians ficado presa na caixa de som e no relógio do Sambódromo, chegando até mesmo a derrubar este último. Isso fez a escola estourar o tempo em cinco minutos, perdendo oito pontos no total, além de levar algumas notas baixas no quesito evolução, terminando aquele desfile em último lugar.
m 2005, a Gaviões teve alguns problemas novamente na saída do desfile, mas contou com a ajuda da Liga que permitiu-lhe mais tempo para começar o desfile, fazendo assim com que a escola vencesse novamente o Grupo de Acesso.

O ano de 2006 foi o primeiro em que duas escolas ligadas à torcidas organizadas estiveram ao mesmo tempo no Grupo Especial: a Gaviões (primeira a desfilar na sexta-feira) e a Mancha Verde (penúltima da madrugada de sábado para domingo). A Gaviões, porém, ganhou na Justiça o direito de participar normalmente do campeonato no Grupo Especial e a Mancha Verde então disputou sozinha durante dois anos o grupo das escolas desportivas.

Nesse ano, havia um temor entre alguns sambistas de que brigas entre torcidas organizadas pudessem atrapalhar o espetáculo. Por isso, o regulamento passou a prever que as escolas de torcida deveriam desfilar num dia em separado (no caso, a madrugada de domingo para segunda), disputando assim, num grupo à parte, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas. Porém, faltando menos de uma semana para o carnaval, a Gaviões da Fiel conseguiu uma liminar que garantia que ela disputasse o título do Grupo Especial, abrindo o desfile de sexta-feira.

Este deveria ser um desfile de recomeço, porém a escola acabou estourando o tempo regulamentar, causando perda de pontos. Na apuração, a escola ainda foi punida em mais pontos: por mostrar o escudo do Corinthians em um de seus carros alegóricos (mesmo tendo ganho na justiça o direito de exibi-lo), e por uma suposta propaganda em outro carro alegórico (a marca da empresa de geradores apareceu durante o desfile, quando deveria ter sido escondida), perdendo no total quatro pontos. A isto, somado ao fato de os jurados terem dado notas muito baixas a escola, como, por exemplo, no quesito Bateria, resultou em outro rebaixamento. A diretoria da escola, chegou a afirmar que abandonaria os desfiles de escola de samba da Liga-SP.[13]

Em 2007, a Gaviões da Fiel desfilou pelo Grupo de acesso com quatro carros alegóricos e 3.000 componentes. O enredo dedicado ao padre José de Anchieta[14] contribuiu para que a Gaviões da Fiel se sagrasse novamente campeã da Categoria de Acesso.

Para 2008, inicialmente havia duas possibilidades: a Gaviões deveria participar do Grupo Especial das Escolas Esportivas juntamente com a Mancha Verde, ou poderia haver a possibilidade de a escola competir no tradicional Grupo Especial, resguardada pela mesma liminar que lhe garantiu este direito em 2006. No entanto, em julho de 2007, após uma nova reunião da LigaSP, ficou decidido que tal divisão seria extinta, voltando as escolas participantes desse grupo a disputar o Grupo Especial.

Para o carnaval daquele ano, a Gaviões teve como tema a cidade de Santana do Parnaíba, que fica na região metropolitana de São Paulo. Como então campeã do grupo de acesso, foi a primeira escola a desfilar. A escola impressionou com suas alegorias e fantasias luxuosas, porém, apresentou um nível abaixo em relação a outras agremiações e, até mesmo, em relação a desfiles seus anteriores. Novamente, seus integrantes tiveram que correr no final do desfile para não ultrapassar o tempo máximo (65 min), o que resultou na perda de pontos nos quesitos evolução e harmonia. O resultado foi um tímido 11° lugar.

Para o carnaval 2009, a Gaviões trouxe o carnavalesco Zilkson Reis, vindo da Mocidade Alegre, mantendo o diretor de carnaval Igor Carneiro. Nesse ano, o enredo “O sonho comanda a vida, quando o homem sonha,o mundo avança”, a escola falou da invenção da roda e homenageou seu torcedor mais ilustre e mais amado: o piloto brasileiro Ayrton Senna, que é até hoje, homenageado pelo clube.
Em 2010, a escola homenageou o centenário do Corinthians, com o enredo “Corinthians… Minha vida, minha história, meu amor!”. Além disso, houve a troca de madrinha de bateria, saindo Lívia Andrade e entrando Sabrina Sato. Durante a apuração, os torcedores, revoltados com as notas do quesito Enredo, jogaram garrafas na pista do Sambódromo, após a revolta dos dirigentes da escola.[15] A escola terminou em 5º lugar.[16]

Em 2011, apresentou como enredo a cidade de Dubai. Mesmo não desenvolvendo um enredo que tenha caído ao gosto da torcida pela auto identificação {[carece de fontes] a escola ficou novamente com a 5ª colocação. no ano de 2012, a escola homenageou o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O homenageado que se recuperava de um tumor na laringe, por recomendação médica, não participou do desfile, assistindo-o pela televisão em sua residência. Gravou, no entanto, um vídeo agradecendo a homenagem da escola, vídeo este que foi reproduzido em um telão no último carro alegórico, onde desfilou sua mulher. A bateria desfilou fantasiada de Lula operário e, ainda no recuo, se transformou em presidente. Apesar da escola ter vindo com luxo e com um enredo bem desenvolvido, teve problemas em sua evolução, obtendo uma nota 8.9, obtendo nota máxima somente em bateria e enredo.

Antes do clássico contra o Palmeiras no dia 25 de março de 2012, torcedores corintianos e palmeirenses, brigaram na Avenida Inajar de Souza, e dois palmeirenses morreram. A Federação Paulista de Futebol proibiu a Gaviões da Fiel e a Mancha Alviverde de entrarem nos estádios da cidade com qualquer material que levasse o nome dessas duas torcidas, até que o caso da briga das torcidas fosse apurado. O presidente da Gaviões, Donizete, passou 18 dias preso, acusado de omissão.

Em 2013, a escola abordou a história da propaganda e da publicidade brasileira no enredo: “Ser Fiel é a alma do negócio”, desenvolvido pelo mago das cores Max Lopes. Diferente de outros anos a escola veio muito colorida. Empatou em número de pontos com a Nenê de Vila Matilde e com a X-9 Paulistana. No desempate, obteve a 9ª posição.

Ainda em fevereiro de 2013, torcedores corintianos, membros da agremiação, foram presos na Bolívia, após a tragédia no estádio de Oruro na Bolívia, onde um adolescente boliviano foi morto por um sinalizador disparado pela torcida. Em abril de 2013, a Gaviões elegeu novo presidente.

No Carnaval de 2014 homenageou um dos grandes ídolos do futebol mundial: Ronaldo Fenômeno, relembrando a história de vida do ex-atleta, sua infância pobre em Bento Ribeiro.

Em 2015, a agremiação apresentou o enredo “No jogo enigmático das cartas, desvendem os mistérios e façam suas apostas, pois a sorte está lançada!”, onde contou a história do baralho, levando truques e magias para o desfile. A escola empolgou o público e permaneceu em primeiro lugar durante metade da apuração, mas perdeu pontos nos quesitos Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Fantasia e Evolução, caindo para o 9º lugar.

Em 2016 a escola levou ao Anhembi o enredo “É fantástico! Imagine, admire e sinta”. A tradicional escola mostrou um belo desfile ao responder a pergunta: “o que é fantástico?”. Com um grande desfile a escola levantou as arquibancadas lotadas de torcedores que esperavam ansiosos, na apuração a escola obteve algumas notas baixas principalmente em Evolução e Harmonia terminando em 7º lugar.

Para 2017, a Fiel escolheu para seu desfile, retratar os migrantes que foram pra São Paulo e ajudaram no desenvolvimento da cidade. A escola terminou a apuração em 9º lugar chegando a estar entre as 5 primeiras colocadas.

Os Gaviões da Fiel apresentaram o enredo que será levado para o Anhembi em 2018: “Guarus – Na Aurora da Criação, a Profecia Tupi… Prosperidade e Paz aos Mensageiros de Rudá” que contará, sob a visão da mitologia tupi, a saga dos índios Guarus, que deram origem ao nome do município de Guarulhos, importante cidade da região metropolitana de São Paulo.


Nós somos Gaviões da Fiel

Nós somos Gaviões da Fiel…Força independente em prol do grande Corinthians (Flávio La Selva – sócio no. 1 dos Gaviões da Fiel)

“Nosso lema está expresso em nossa própria designação – força–independente nosso verdadeiro ideal.

Lutamos, vibramos, torcemos e seguimos todas as atividades esportivas nas quais o Corinthians esteja presente, procurando sempre colaborar com a mística corinthiana, seja um fator concreto de desenvolvimento moral e físico.

Se a nossa presença pioneira nos estádios leva a vibração e o alarido da geração moderna durante o espetáculo, não é menos verdade que, como participantes efetivos da família corinthiana, com a qual colaboramos em tudo, inclusive financeiramente, nos reservamos o direito inalienável de participar da vida política e administrativa do clube, atuando atráves da observação que fazemos dos atos e atitudes dos dirigentes – simples mandatários da vontade da grande massa corinthiana – aplaudindo, orientando e criticando quando isso atende aos interesses maiores do nosso clube.

Observamos, esclarecemos e atuamos, conforme o fizemos quando da vitória da revolução corinthiana, cujas realizações e atos seguimos atentamente, reservando-nos o direito de opinar na hora oportuna.

Nascemos num momento de desalento, quando até a própria torcida parecia não mais acreditar no grande Corinthians. nós acreditamos sempre e por isso partimos para a luta. Luta que sempre existirá, pois o ideal de perfeição é eterno. Quando adentrarmos nos estádios, poucos podem calcular quanto de sacrifício nos custa: financeiro, de trabalho, de despreendimento pessoal, etc. mas vamos continuar sempre: hoje, amanhã, depois, pois sempre existirá o grande e eterno Corinthians.”
Nosso lema: Lealdade, Humildade e Procedimento

Nosso lema: Lealdade, Humildade e Procedimento (Roberto Daga – sócio no. 3 dos Gaviões da Fiel)

“Dia 1º de julho de 1969, marca a data oficial da fundação do Grêmio Gaviões da Fiel Torcida. Um grupo de corinthianos autênticos que vieram a se conhecer nas gerais dos estádios onde o Corinthians se apresentava e isto lá pelos anos de 1965. Movidos pelo ideal de colaborar com a vida do clube, não só incentivando o time mas também, participando efetivamente da vida política administrativa do Sport Club Corinthians Paulista. Enquanto torcia pelas vitórias, fiscalizava o dia-a-dia do clube e denunciava os demandos.

Gaviões da Fiel e Corinthians são um só coração. Este ideal de participação nada mais é do que o exercício do direito de influenciar, e dar aos mandatários do clube, a legitimidade ao mandato exercido, e ao mesmo tempo obrigá-los à cumprir os verdadeiros anseios na Nação Corinthiana. Fomos poucos no começo. Hoje somos milhares, a maior torcida organizada do país.

Todo gavião precisa de um ninho. Em nosso caso, desde 1969, as arquibancadas dos estádios do Brasil tornaram-se o verdadeiro reduto alvinegro. Nesse “habitat” corinthiano temos a função de gritar os 90 minutos em prol de nossa ideologia mosqueteira. Ser Gavião é amar e lutar pelos cores do Coringão, não importando se existem ditadores contrários a nossa filosofia. Preto e branco são reflexões de uma vida inteira de dedicação, glórias e, acima de tudo de muita paixão pelas cores do Sport Club Corinthians Paulista. Hoje essa união de corações, chamada GAVIÕES DA FIEL, formam a maior, melhor, mais respeitada e invejada torcida organizada do país. E a anos seguimos o mesmo lema… LEALDADE – HUMILDADE – PROCEDIMENTO.

Nascemos num momento de desalento, quando até a torcida parecia não acreditar no Corinthians. Nós acreditamos sempre, por isso partimos para a luta. Uma luta que sempre existirá pois o ideal de perfeição é eterno. Nosso lema está expresso em nossa própria designação (Força Independente). Lutar, vibrar, torcer e seguir todas as atividades esportivas nas quais o Corinthians esteja presente, buscando o ideal de participação da torcida. Nas vitórias ou nas derrotas procurando sempre colaborar para que a mística corinthiana, construída por tantos abnegados, seja um fator concreto, de desenvolvimento moral e físico, dentro do mundo esportivo. Obs. o gavião se for preciso protesta, mas nunca vaia o time e também não grita olé contra sua camisa.

Desde a nossa fundação segue o lema: “Seja mais corinthiano, seja um gavião”. Nossa função há mais de 30 anos é de observar, esclarecer, e atuar conforme fizemos desde a revolução corinthiana, cujas realizações e atos seguimos atentamente. Reservando-nos o direito de opinar na hora oportuna. Quando adentramos nos estádios, poucos podem calcular quanto de sacrifício isso nos custa: financeiro, profissional, desprendimento pessoal, etc. Mas vamos continuar, hoje e amanhã, pois sempre existirá o grande e eterno Corinthians. Nós somos os GAVIÕES DA FIEL.”

Paixão, futebol e samba – uma torcida que samba!

Em 1973, os Gaviões da Fiel já possuía um número muito grande de associados e manter os Corinthianos reunidos na fase pós-campeonatos era um desafio para seus integrantes, pois muitos associados se dispersavam e só voltavam a freqüentar a quadra após o carnaval.

Este diagnóstico levou os Gaviões da Fiel a iniciar sua história no carnaval paulistano. Passaram a reunir os integrantes torcida para desfilar em uma escola de samba que possuía em comum as cores preto e branco, que imediatamente foram associadas às cores do Corinthians. Dois anos depois, não havia mais como comportar todos os integrantes em uma ala.

Ângelo Fasanelo, um dos sócios dos Gaviões da Fiel, percebeu que muitos Corinthianos ainda se dispersavam para outras entidades e, em 1975, fundou o bloco Gaviões da Fiel, que participou do último desfile de carnaval realizado na Avenida São João. Já em 1976, o bloco conquistava seu primeiro título com o enredo “Vai Corinthians”.

A partir daí, estabeleceu-se uma hegemonia da torcida Corinthiana na categoria de Bloco, quebrada apenas em 1980, quando o Gaviões ficou com o vice-campeonato.

As vitórias acabaram sendo sucessivas e, de 1981 a 1988, o bloco tornou-se imbatível. Resultado: em 13 anos de desfile como bloco, a conquista de 12 títulos chama a atenção da recém criada Liga das Escolas de Samba de São Paulo e o Bloco Gaviões da Fiel é convidado para participar do grupo de acesso das escolas de samba de São Paulo.

Já no primeiro desfile, em 1989, os Gaviões ficam com o vice-campeonato e, em 1995, a escola – já no grupo especial – ganha seu primeiro título com o enredo “Coisa boa é para sempre”, levando para a avenida um público recorde de 3.500 componentes. A partir daí, os Gaviões da Fiel se posiciona entre as melhores Escolas de Samba de São Paulo, sendo também a maior em número de componentes.

Hoje, os Gaviões da Fiel é referência também entre as escolas de samba de São Paulo e a cada ano se aperfeiçoa, buscando profissionais de diversas partes do Brasil para apresentar na avenida um carnaval inovador, sem que para isso precise abandonar a ideologia de 44 anos atrás. Por este motivo, o carnaval da escola é fiel às cores do clube que são: preto e branco.

Fontes: Site Oficial da Gaviões e Wikipédia

ICFUT DAS ANTIGAS – PRIMEIRO TITULO DA GAVIOES DA FIEL NO GRUPO ESPECIAL DE 1995

Samba Enredo 1995 – O Que É Bom É Para Sempre

G.R.E.S. Gaviões Da Fiel (SP)

Amor, são 25 anos de felicidade,
Amor, nossa bandeira vai cobrir toda a cidade

Gaviões fiel!

Me dê a mão, me abraça
Viaja comigo pro céu
Sou gavião, levanto a taça
Com muito orgulho, pra delírio da fiel
Me dê a mão, me abraça
Viaja comigo pro céu
Sou gavião, levanto a taça
Com muito orgulho, pra delírio da fiel

Ai, um brinde,
Um brinde ao jubileu de prata
Convido a massa, pra comemorar
Explode um grito na galera
Tem gol de fera, para delirar
Explode um grito na galera
Tem gol de fera, para delirar
Oi, hoje,
Hoje sou criança reino encantado de brinquedo e fantasia
Na minha lembrança
Sonhei dourado e brinquei de poesia
Vou te levar pro infinito
Vou te beijar do jeito mais bonito
Ai que gostoso
Ai que gostoso amor, ai que saudade
Te amo, te amo de verdade

Maravilhas
Fadas e rainhas, mil heróis na minha história
O que é bom pra sempre
Fica guardado na memória
Tem pierrô
Pierrô arlequim colombina
Todo mundo quer sambar
Se enroscar na serpentina
Olha pra mim abre o teu sorriso
É carnaval sou rei do riso
Vou gargalhar, quero alegria
Lavar a alma com o som da bateria
Olha pra mim abre o teu sorriso
É carnaval sou rei do riso
Vou gargalhar, quero alegria
Lavar a alma com o som da bateria
Me dê a mão
Me dê a mão, ma abraça…

ICFUT – CARNAVAL 2015 – VAI-VAI CAMPEAO DO GRUPO ESPECIAL E PERUCHE E PEROLA VOLTAM AO ELITE DO CARNAVAL PAULISTANO .

festa-vai-vai-trofeu-bixiga

Grupo Especial – Vai-Vai Campeao – Mancha Verde e Tom Maior Rebaixadas

Classificação:

Classificação Alegoria Samba
Enredo
Bateria Fantasia MS e PB Comissão Enredo Harmonia Evolução total
1ª – Vai-Vai 29.9 30 30 30 30 30 30 30 30 269.9
2ª – Mocidade 29.9 30 30 30 30 30 30 30 29.7 269.6
3ª – Rosas 30 29.7 30 29.9 29.9 30 29.9 30 30 269.4
4ª – Águia 29.9 29.9 30 29.6 30 30 30 30 29.9 269.3
5ª – Dragões 30 29.8 30 29.9 30 29.9 30 30 29.7 269.3
6ª – Tucuruvi 30 29.8 29.9 29.6 29.9 30 30 30 30 269.2
7ª –  Nenê 30 30 30 29.6 30 30 30 30 29.6 269.2
8ª –  Império 30 30 30 29.4 29.9 30 29.9 30 29.9 269.1
9ª –  Gaviões 30 30 30 29.5 29.9 30 30 30 29.6 269.0
10ª – Vila Maria 29.6 30 30 30 30 30 29.9 30 29.4 268.9
11ª – X-9 30 29.7 30 29.4 29.9 30 30 30 29.7 268.7
12ª – Tatuapé 29.8 30 30 29.7 30 30 30 30 29.6 268.0
13ª – Mancha 29.8 30 29.9 29.1 29.8 30 30 29.8 29.5 267.9
14ª – Tom Maior 29.4 29.7 29.9 29.7 29.8 30 29.8 30 29.4 267.7

peruche

Grupo de Acesso – Peruche e Perola sobem, Independente Rebaixada para o Grupo – 1

Classificação total
1ª Peruche 30 30 30 30 30 30 30 30 30 269.4
2ª Pérola 29.9 30 29.9 30 29.8 30 29.7 30 30 268.9
3ª Camisa Verde 29.2 29.8 29.7 30 29.7 30 29.3 30 30 268.5
4ª Leandro 29.6 29.9 30 30 30 29.8 29.2 29.7 29.5 268.2
5ª Colorado 29.3 29.8 29.4 30 29.8 29.8 29.3 29.8 29.6 266.5
6ª Morro 29.2 29.7 29.8 29.7 29.9 30 29.1 29.8 29.6 266.1
7ª Imperador 29.3 29.5 29.6 30 30 30 29 29.5 29.8 265.7
8ª Independente 29.8 30 29.7 29.9 29.2 30 29.6 30 29.5 265

ICFUT – CARNAVAL 2015 – Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Gaviões da Fiel Torcida

1995 Campeã Especial Coisa Boa é Pra Sempre
1999 Campeã
(empatada com a Vai-Vai)
Especial O Príncipe Encoberto ou a Busca de Dom Sebastião na Ilha de São Luís do Maranhão

1fd6707770d3d388bf50689b730733e2

“No jogo enigmático das cartas, desvendem os mistérios e façam suas apostas, pois a sorte está lançada! “

Vai “bater”?
Um ”fiel” sentimento no meu coração
É nossa vez! Nesse jogo o coringa é o meu gavião
E do futuro, não tenha medo
Nossa vitória, não é segredo
A cartomante revelou
Em um baralho de tarot
A Gaviões é o meu amor

Qual vai ser? Pode ver? Desapareceu!
E aí? Descobriu? Enganei você!
A carta sumiu, foi pura ilusão
Um truque de mestre na palma da mão

Nas artes, a literatura
Na forma mais pura de inspiração
”Maravilha” estar em cena
“reinou” no cinema, herói ou vilão?
É de arrepiar, o medo que faz o meu sangue gelar
“O culto”, mistério na escuridão
Macabro olhar
A quinta estrela no peito
O sonho de ser o melhor
Vai ser do baralho, o trunfo final
Cartada de ouro
Do meu Carnaval

Chegou Gaviões, respeita!
A minha escola vai emocionar
Um bando de loucos, explode nação
Quem dá as cartas é o Coringão

Segunda noite: dia 14 de fevereiro de 2015 (sábado)
Local: Sambódromo
Horário: a partir das 22h30 horas
__________________________________________

1 – Vila Maria

2 – Gaviões da Fiel

3 – Mocidade Alegre

4 – Império de Casa Verde

5 – Acadêmicos do Tatuapé

6 – Vai-Vai

7 – X-9 Paulistana

Por Cleber Aguiar – Justiça decreta prisão do presidente da Gaviões

Fonte: Folha de São Paulo

VIOLÊNCIA
Rodada de amanhã com Palmeiras e Corinthians terá esquema especial de segurança

LUCAS REIS
DE SÃO PAULO

Após a Justiça decretar a prisão do presidente da torcida Gaviões da Fiel, Antônio Alan Souza Silva – ainda procurado -, a Polícia Militar e o Ministério Público de São Paulo decidiram reforçar a segurança no jogo do Corinthians, amanhã.

O time enfrenta o Emelec, às 21h50, no Pacaembu, pelo mata-mata da Libertadores.

O efetivo policial será reforçado e estará em alerta em toda a cidade, já que no mesmo horário o Palmeiras jogará em Barueri, contra o Paraná, pela Copa do Brasil.

A medida é cautelar por conta da recente briga que resultou na morte de dois palmeirenses. No dia 25 de março, antes do clássico entre as duas equipes, torcedores dos dois times se enfrentaram.

No Pacaembu, até ontem, mais de 30 mil ingressos haviam sido vendidos. “Haverá um cuidado especial em pontos da cidade em que podem ocorrer encontro de torcedores”, disse o promotor Thales Cezar de Oliveira, coordenador do PAI (Plano de Atuação Integrada). “Acho difícil que haja confronto, as duas torcidas estão bem avisadas.”

No primeiro encontro das torcidas, dias após os dois assassinatos, não houve confronto: o Corinthians jogou no Pacaembu, e o Palmeiras, em Jundiaí. A noite foi tensa, mas sem ocorrências graves.

Por conta das investigações, o presidente da Gaviões teve a prisão decretada no fim da semana passada – a polícia já fez ao menos duas buscas por ele, sem sucesso. Outro membro da torcida também teve a prisão decretada.

Outros integrantes de organizadas estão presos: Douglas Deungaro, o Metaleiro, ex-presidente da Gaviões, e Lucas Lezo, vice-presidente da Mancha Alviverde. Eles tiveram a prisão prorrogada.

 

CARNAVAL 2012 – GAVIÕES TENTA O 5º TÍTULO DO CARNAVAL PAULISTANO !

Samba Enredo Gaviões da Fiel 2012

Sheila Silva da Gaviões da Fiel no Musa do Carnaval SP 2012

Ensaio Gaviões da Fiel – 05/02/2012 Esquenta e Samba

Fonte: Veja.abril.com.br

Julio Cesar Barros

GAVIÕES DA FIEL

por Julio Cesar de Barros

ESCOLA DE SAMBA GAVIÕES DA FIEL
http://www.gavioes.com.br/

Fundação: 1975
Cores: preto e branco
Quadra: Rua Cristina Tomás, 183 – Bom Retiro – CEP: 01129-020
Fone: (11) 3221-2066
Campeonatos: 1995, 1999, 2002 e 2003
Presidente: Eduardo Fontes
Comissão de Carnaval: Delmo Moraes, Fábio Lima e Igor Carneiro
Mestre sala e porta bandeira: Bozó e Gisleine
Diretor de Harmonia: Comissão de Harmonia (José Braga (Braga), Eduardo Ferreira (Edu), Regina Dercoli (Regininha), Márcio Rodrigues de Souza e Milton Silva (Viola).
Diretor de bateria: Mestre Pantchinho
Comissão de frente: Helena Filgueira
Musa da bateria: Sheila Silva
Rainha da bateria:
Tatiane Minerato

Intérprete: Ernesto Teixeira

Títulos

1995 Campeã Especial Coisa Boa é Pra Sempre Raul Diniz Ernesto Teixeira

1999 Campeã Especial O Príncipe Encoberto ou a Busca de Dom Sebastião na Ilha de São Luís do Maranhão Roberto Szaniecki Ernesto Teixeira

2002
Campeã
Especial
Xeque-Mat     e Jorge Freitas       
Ernesto Teixeira

2003 Campeã Especial As Cinco Deusas Encantadas na Corte do Rei Gavião Jorge Freitas Ernesto Teixeira

CARNAVAL 2012

Sábado 18/02/2012 ( Desfile )

03h55 – GRÊMIO GAVIÕES DA FIEL TORCIDA

Enredo: “Verás que um filho fiel não foge à luta: Lula, o retrato de uma nação”

Veja abaixo a letra do samba-enredo da Gaviões da Fiel para 2012:

“Vai meu gavião…
Cantando a saga do menino sonhador
Um filho do sertão, cabra da peste… Irmão
Que deus pai iluminou!
Trouxe no sangue a coragem, a fé
O poder regendo seu destino!
Na cidade grande a esperança… O futuro promissor!
Traçou seu o caminho
Cresceu foi à luta… Pra vencer
E o sonho se torna real
Luiz Inácio o operário nacional!
Companheiro fiel… Por liberdade
Na corrente do bem… Contra a maldade!
Elo forte da democracia
A luz da nossa estrela guia!
Viu… No coração do Brasil
Tanta desigualdade
O retrato da realidade
A utopia buscando a dignidade!
Solta o grito da garganta e vem comemorar
A soberania popular
Felicidade…
O povo unido venceu
A cidadania resplandeceu
Uma nova era aconteceu!
Sou da nação, sou valente e festeiro
Corinthiano loucamente apaixonado!
Em oração a São Jorge guerreiro
Peço que o brasileiro seja sempre abençoado!”

Sinopse do enredo:

 “VERÁS QUE O FILHO FIEL NÃO FOGE À LUTA – LULA, O RETRATO DE UMA NAÇÃO”.

Hoje, mais do que nunca, os Gaviões da Fiel é o retrato de uma nação. Sonhadora, aguerrida, laboriosa e que acredita, sobretudo, no poder da luta. 

Nós, fiéis brasileiros, pedimos licença para retratar um pedaço importante da história do nosso povo. Uma história que também se mescla de forma indissolúvel à de um ser vitorioso capaz de provocar-nos empatia pelo seu carisma único, além de nos encher de orgulho pela sua trajetória marcada por lutas, superações e conquistas, tão semelhante à de tantos filhos fiéis desta terra.

Ao sintetizar o povo brasileiro, poderíamos contar a vida do João, a do Francisco, a do Roberto, da Eurídice ou a da Maria de Lourdes… Mas a síntese também poderia ser a da vida do Luiz. A história de um menino que nasceu pobre – como tantos brasileiros – saído do sertão e que, bravamente, numa biografia de superação, tornou real o sonho um dia sonhado. O sonho possível daquilo que, para muitos, seria o inalcançável. Mas o menino acreditou e isso bastava…  

O hoje homenageado é filho fiel que não foge à luta. É o Luiz Inácio Lula da Silva. Ou, simplesmente, Lula; um ícone da nação brasileira e, por que não dizer, da nação corintiana. É hoje a fonte de nossa inspiração e de quem crê que tudo é possível quando se têm fé, anseio, bom coração e disposição para lutar.

Contaremos e cantaremos – como em rimas felizes e despretensiosas de cordel – a saga do menino guerreiro, numa grande ópera de identidade nacional, capaz de retratar, em seus versos e rimas, aspirações do menino pernambucano, do líder político e da figura humana tão parecida conosco.

Versos carregados de metáforas, hipérboles, pleonasmos em torno das aspirações e anseios do povo brasileiro trazendo à tona, também, a essência da literatura de cordel. A prosopopéia ilustrará o sentido simbólico para ilustrar determinados elementos, tornando seres irracionais, fatos e sentimentos em figuras alegóricas, facilitando a ilustração de fatos importantes da nossa história pelo contexto sociocultural, ao revelar o caráter dos fatos numa conotação viva e fabulosa.  

Em nossos versos, o sofrimento dará vazão a glórias e, em fantasias coloridas, os gestos involuntários serão embalados pela linguagem mágica do carnaval. Seremos parte integrante dessa fábula carnavalesca, porque somos povo também. E juntos prestaremos, com as bênçãos de São Jorge Guerreiro e o espírito contagiante do folião, a homenagem merecida a esse ilustre filho do Brasil, também retrato fiel de uma nação…
 
1º ATO: A METAMORFOSE DO ESCORPIÃO
 
Outubro de 1945. O sol castigava a terra seca dos confins do Pernambuco. Vinha ao mundo a criança que aprenderia com suas próprias experiências. E, com base nesse aprendizado, iniciaria o processo de ascensão social das classes situadas às margens da sociedade do final do século XX.

O mundo vivenciava fortes transformações do pós-guerra. Mais uma vez o povo nordestino sofria com a falta de chuvas para regar o solo sagrado, do qual o homem sempre recorreu para obter o alimento para si e para seus descendentes. 

Enquanto o mundo procura intelectualidade nos grandes filósofos da história, o menino Luiz Inácio absorveu e herdou, ao máximo, traços do caráter e da personalidade da mulher que foi exemplo de coragem: Dona Lindu; sua mãe, que criou e educou oito filhos, praticamente sozinha. Guerreira da terra seca e rachada, não mediu esforços para a boa formação de seus filhos. A escola instrui, mas o lar educa. E assim o foi… Não abriu mão da identidade, ao manter aquele jeito comum às mães nordestinas: simples, protetora dos filhos e centralizadora. Ensinou aos filhos a valorizarem suas origens e a lutarem por nobres ideais. 

Nascido sob o signo de Escorpião, o jovem Luiz Inácio parecia estar predestinado ao sucesso. O escorpião simboliza o poder. São pessoas munidas de paciência, temperança e determinação. 

O amor pela terra já não bastava para manter vivos oito filhos e uma mãe aflita. Com muita dor no coração e coragem de sobra na alma, a guerreira Lindu abandonou aquele sertão árido, levando consigo, além de suas crianças, a fé e esperança no caminhão pau-de-arara que os transportara a São Paulo. Aos sete anos de idade, o “escorpião” ganhava a estrada rumo ao centro financeiro do país. Esse foi o primeiro grande passo para a transformação do menino pobre do sertão para aquele que seria, anos depois, líder da nação. 

São Paulo sempre foi a terra das oportunidades. E mais mãos nordestinas, como tantas que já ajudaram a erguer e ajudam a manter viva a maior metrópole deste país, unir-se-iam em busca do crescimento sob todos os aspectos, no fazer do próprio destino, na crença do possível, do sonho… Seria o lugar onde a estrela do menino brilharia mais forte. De si, São Paulo deu a fertilidade das frentes de trabalho, das grandes demandas, fruto de sua constante metamorfose. Em troca, exigiu do menino o interesse, o preparo e a determinação. Luiz Inácio não tardou a assimilar essa informação e honrou o que sua mãe dissera certa vez e várias vezes de maneira enfática e crédula: “Este aqui vai ser gente. Vai ter uma profissão”.

O menino Luiz Inácio buscou o conhecimento mesmo sem incentivo do pai que era analfabeto e entendia que seus filhos não deveriam ir à escola, mas apenas trabalhar. Ainda aos 14 anos de idade, matriculou-se no curso técnico de torneiro mecânico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e, orgulhoso e enchendo sua mãe de contentamento, formou-se três anos mais tarde (1963), empregando-se na metalúrgica Independência. Tolhido muitas vezes de alcançar o conhecido formal por certificações e diplomas, Lula, buscou, por meio de experiências de vida, fincada, sobretudo, na luta trabalhista, o seu maior diploma: o da faculdade da vida! 

Ao encerrar este capítulo de nossa história, a mensagem que fica é a do ser operário do Brasil. Operário como tantos de nós. Operários que constroem diariamente  um país melhor, operários que se superam e vencem a luta do dia a dia. Somos vencedores porque cremos e lutamos para a realização de sonhos e, parafraseando o poeta, essa é a história daqueles que carregam em si todos os sonhos do mundo e, mais do que isso, é daqueles que trabalham a fim de torná-los reais, ainda que muitos duvidem disso.
“Quando olho a minha própria vida de retirante nordestino, de menino que vendia amendoim e laranja no cais de Santos […] vejo e sei, com toda a clareza e com toda a convicção, que nós podemos muito mais”.  (Luiz Inácio Lula da Silva)
 
2º ATO: DUELOS PELA LIBERDADE
 
Num ritmo acelerado, o mundo seguia em sua transformação. A década de 1960 assiste a eclosão do socialismo. O bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, via-se ameaçado por essa nova mentalidade bem atrativa aos olhos das nações do Terceiro Mundo. 

Incomodados com a crescente presença de militantes da causa comunista, comandada por Fidel Castro em Cuba, os Estados Unidos, incentivam integrantes das forças armadas brasileiras a depor o presidente João Goulart e assumir o poder. Entre as metas do novo regime estava o estabelecimento da ordem, mesmo que para isso fosse necessário o uso da força. Em 1968 instauraram o Ato Institucional número 5, famoso AI5. Com ele era permitido prender pessoas suspeitas sem levá-las a julgamento. Foi um período tenso. A censura caiu pesada sobre os veículos de comunicação. Tudo o que se criava era submetido a uma análise minuciosa, porém nem sempre justa e imparcial. Escritores, roteiristas, compositores, autores viam suas criações censuradas por serem consideradas imorais ou por simplesmente acharem que seus conteúdos continham mensagens que poderiam comprometer a ordem social. Guerreiros foram os que sobreviveram aos porões da ditadura, infelizes os que enlouqueceram devido às torturas sofridas ou se escondem atrás de sua própria vergonha. 

Durante este período nefasto, em São Paulo, o sindicalismo segue na defesa da causa operária. Foi por meio dos sindicatos que trabalhadores das mais diversas áreas conseguiram garantias trabalhistas antes inexistentes. Deles, o mais representativo sempre foi o Sindicato dos Metalúrgicos no ABC. Por anos, ser metalúrgico era sinônimo de status, garantia de privilégios. Em contrapartida, todo metalúrgico era obrigado a conviver com a incerteza de emprego garantido, afinal, sempre que uma crise abalava a economia do país, o setor era o primeiro a sentir o impacto. Criava-se uma expectativa enorme sobre o Sindicato dos Metalúrgicos. 

Foi lá que o operário Luiz Inácio Lula da Silva teve seu primeiro contato com as questões trabalhistas. A princípio, evitou envolvimento direto. Mas, com o passar dos anos, foi inevitável o envolvimento com a causa. Não demorou a assumir a direção do Sindicato. 

Homem de opinião, não se deixou intimidar pelas mãos-de-ferro que governavam o Brasil. Defendeu ativamente políticas de reposição salarial, ganhando projeção nacional. Reeleito, passou a liderar negociações nas constantes greves que ocorreram no final da década de 70. Os 31 dias em que ficou preso no DOPS, em São Paulo, serviram para amadurecer a ideia de fundar um partido político focado na defesa dos interesses do trabalhador. Um ano depois, surgiria o PT – Partido dos Trabalhadores. Anos depois, num novo salto, surge a CUT – Central Única dos Trabalhadores. Assim o trabalhador ganha voz.

Inicia-se um grande momento da história brasileira de máxima importância na luta pela democracia. O Brasil ganhou muito no que se refere à formação de mentalidades. Em nenhum outro momento histórico observou-se tamanho avanço intelectual. Na música, no teatro, no cinema, na literatura, no jornalismo e, acima de tudo, na política, a todo o momento colhemos ricos frutos da ditadura. O cerceamento do direito de se manifestar como seres pensantes desenvolveu nesta época, nos brasileiros, a astúcia de encontrar subterfúgios para expor suas idéias de forma que somente os mais sensíveis à causa fossem capazes de compreender. Porém, a sensação de não poder expor ideais e pensamentos livres, definiu esta época como a fase sombria, tornando a causa de todo fiel cidadão brasileiro, a luta  por uma sociedade livre e democrática. 

Temos muito a agradecer àqueles que lutaram ativamente pela causa do trabalhador, pela  abertura política, pela liberdade de expressão, pelas eleições diretas, dando-nos o direito de escolhermos nossos próprios representantes, e por todos os que se expuseram na tentativa de deixar-nos o legado de uma sociedade digna.

Temos de agradecer àqueles que tiveram à mão a oportunidade única de contribuir para a formatação da nossa Carta Magna, o instrumento maior que garante a nós o direito de sermos cidadãos brasileiros. A Constituição de 1988 apagou definitivamente os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.  

Temos de agradecer a você, constituinte Luiz Inácio, por nos representar de maneira digna e fazer valer a vitória da real democracia. Na qual a esperança vence qualquer medo. 
3º ATO: VIAGEM AO CORAÇÃO DO BRASIL
 
O político Luiz Inácio Lula da Silva muito fez para que pudéssemos alcançar certas conquistas. Em seu processo para tornar-se líder deste gigante chamado Brasil, enveredou-se pelo interior do país, em suas “caravanas da cidadania”, vivenciando as mazelas de um povo carente e sem esperança, aproveitando assim para construir projetos de governo dando, enfim, as devidas cores aos sonhos de milhares de famílias carentes do interior do Brasil.  

Todo brasileiro tem dentro de si um sentimento forte chamado dignidade. Para alcançá-la, no entanto, é importante que a pessoa se sinta parte do sistema. É necessário dispor de recursos e de infraestrutura para a garantia do autossustento e, consequentemente, da inclusão social. Todos querem se sentir cidadãos brasileiros, na profunda acepção da palavra.

Nessa expedição feita ao coração do Brasil, saíram as cores que futuramente iriam colorir os sonhos de dignidade para milhares de brasileiros carentes de recursos e de uma sociabilidade decente.

Alimentação! O Brasil é rico em recursos naturais, apesar de tais recursos, como é sabido, não estarem bem distribuídos pelo território brasileiro. Nessa expedição, retratada em nossa história, fez-se observar e criar uma forma melhor de distribuição a quem não dispunha facilmente desses recursos. Diz o dito popular: “saco vazio não para em pé!”. É verdade! Quem não se alimenta devidamente não tem condição de produzir. 

Educação! Lugar de criança é na escola! E futuramente será primeiro passo para se conseguir um trabalho. O mundo está cada vez mais competitivo. Com o surgimento de novas atividades, aumenta a oferta de trabalho. O Brasil dos sonhos é um país das oportunidades. Só que é impossível se tornar competitivo sem a presença de profissionais capacitados. 

Emprego! Na idealização dessas conquistas, as ofertas de trabalho não serão mais concentradas nos grandes centros. Nas cidades ou no campo, haverá trabalho para todos. É o brasileiro sendo incluído em  reais perspectivas de um futuro mais promissor. 

Moradia! Esse é o grande sonho de todo brasileiro. Ainda é o mais distante de se tornar realidade. Todavia, será muito mais fácil obter linhas de crédito junto a bancos do governo. Aos poucos, as tábuas velhas darão lugar ao concreto e a família poderá, enfim, dormir com mais conforto.  

Agricultura! Vivemos numa terra rica e fértil. No passado, lavorávamos nosso alimento sem poder dele usufruir. A terra é do brasileiro, que mora nela, que trabalha nela, tratando, adubando, planando e colhendo o “fruto” sagrado. 

Energia!  Trará como resultado a luz para todos.

Moeda forte! Acima de tudo, o sagrado dinheiro do trabalhador e o nosso poder de compra, se fará valer. O brasileiro poderá comprar mais com o dinheiro do próprio trabalho. Sendo assim, poderemos nos sentir cidadãos, finalmente inseridos na sociedade, tão exigente e consumista dos dias atuais.
 
4º ATO: A ESPERANÇA VENCE O MEDO – A VITÓRIA DO POVO 
Finalmente o povo está feliz. Podemos olhar para o alto e ver a ponta da esperança surgindo dentre as brumas do medo, como o cume de uma montanha despontando entre a neblina. 

O Brasil está nas mãos dos brasileiros, e isso é fato para se comemorar.
Lutamos muito, não deixamos a esperança morrer. Deus finalmente olhou para nós. Quem diria que nosso Luiz Inácio, homem do povo, menino humilde, operário, chegaria ao posto máximo da nação? E chegou. Porque o povo acreditou. 

É emocionante vê-lo chorar ao receber seu primeiro diploma, o de presidente, das mãos daqueles que antes o consideravam analfabeto, erroneamente. Mas foi o “analfabeto” que revolucionou a retórica dos discursos pesados e cansados, dando a eles a graça e o humor bem peculiar ao nordestino. Foi ele que, com sua postura imparcial, abriu as portas do mundo para que o Brasil pudesse ser considerado uma potência em desenvolvimento. Foi ele que fez com que o Brasil deixasse de ser apenas a terra do samba e do futebol, ganhando o status de terra das oportunidades. 

A ele expressamos o nosso muito obrigado, vindo do coração de todos os brasileiros que tiveram suas vidas melhoradas, que encontraram em suas palavras e em seus gestos a alegria de carregar no peito o orgulho de ser patriota e não ter vergonha de se assumir brasileiro.

Obrigado, presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
5º ATO: HOMENAGEM DA NAÇÃO CORINTIANA AO POVO BRASILEIRO 
Políticas à parte, voltemos a nós mesmos, brasileiros, fiéis, convictos de nossos ideais. Ideais de LEALDADE, HUMILDADE e PROCEDIMENTO. A lealdade ao povo brasileiro, a humildade que não nos faz ficar acima de ninguém, o procedimento traduzido pelos atos que tomamos em prol do reconhecimento de cada ser como cidadão brasileiro. 

Nascemos livres, sob uma democracia. Agora temos voz forte. E por que não usá-la? 

Podemos não abrir mão da nossa cervejinha do final de semana, o samba ainda é a nossa paixão e o futebol nossa essência. Somos típicos brasileiros. Mas isso não nos redime do dever de brigar por nossos ideais de forma otimista. 

Questionado sobre o seu otimismo, o nosso homenageado respondeu: “Sou católico, brasileiro, corintiano e ainda sou presidente do meu país, como poderia deixar de ser otimista”. E essa seria, possivelmente, parte da resposta de muitos brasileiros.

Somos corintianos, “maloqueiros e sofredores”, colocados, muitas vezes, à margem da sociedade. Desacreditados, às vezes, como já foi o corintiano Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, tal qual Lula e como todo o bom brasileiro, lutar sempre e nunca desistir é o nosso ideal. É o ideal de um vencedor e o de uma nação vencedora.
 
Aqui é Corinthians! Tem de respeitar!