ICFUT – LIBERTADORES 2018 – GRUPO 5 :Universidad de Chile (CHI) 0X0 Cruzeiro (BRA)

FICHA TÉCNICA
UNIVERSIDAD DE CHILE X CRUZEIRO

Local: Estádio Nacional Júlio Martínez, Santiago
Data: 19 de abril de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Victor Carrillo (Peru)

Cartões: Lucas Silva, Dedé (Cruzeiro); Reyes, Vilches (La U)

UNIVERSIDAD DE CHILE – Herrera; Vilchez, Echeverría, Contreras (Guerra), Matías Rodríguez (Schultz), Reyes, Pizarro, Monzón, Araos, Soteldo, Pinilla.
Técnico: Guillermo Hoyos

CRUZEIRO: Fábio; Edílson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva (Ariel Cabral), Mancuello (Robinho), Rafinha e Thiago Neves; Arrascaeta (Sassá).
Técnico: Mano Menezes

Por Cleber Aguiar – Sem saída

Fonte: Folha de São Paulo

Ganso continua no Santos pelo menos até o meio do ano.

Janela de transferência termina sem muitos estragos nos elencos dos times brasileiros, que até utilizaram o período para buscar reforços

A primeira janela de transferências da temporada fechou ontem, sem causar o tradicional desmanche nos clubes do futebol brasileiro.

As equipes da primeira divisão contrataram mais jogadores do que venderam.

E ficou evidente que os clubes investiram para qualificar seus elencos.

Os principais times do Brasil despacharam 26 atletas para jogar no exterior.

A maior parte já não estava entre as prioridades dos treinadores. Por outro lado, foram 28 contratações vindas do exterior. A maioria para ser titular ou para resolver carências específicas dos times.

O São Paulo não viu problema em se livrar do zagueiro Xandão e do meia Marlos.

Ao mesmo tempo, gastou R$ 10 milhões para buscar Jadson na Ucrânia -era o armador de que o clube precisava desesperadamente.

O Corinthians, atual campeão brasileiro, não perdeu nenhum jogador relevante na janela. E também não foi ao exterior para se reforçar.

Os únicos contratados tiveram custo zero: o terceiro goleiro Cássio veio do PSV sem custo, assim como o meia chinês Chen Zhizhao, 23.

O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, pinçou na América do Sul o paraguaio Adalberto Román (zagueiro, ex-River) e o atacante argentino Hernán Barcos, atacante, ex-LDU, do Equador.

O Flamengo torrou R$ 23 milhões para comprar Vágner Love do CSKA e tentar resolver sua carência de atacantes capazes de fazer gol.

Inter e Grêmio também gastaram: os colorados contrataram o meia argentino Dátolo, do Espanyol, e o grêmio repatriou Marcelo Moreno, do Shakthar Donetsk.

SEM ASSÉDIO

O Santos não teve problema para segurar seus jovens astros. O meia Paulo Henrique Ganso teve uma proposta do Porto, que o presidente santista Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro nem quis ouvir.

Neymar, que passou o ano inteiro sendo vendido ora ao Barcelona, ora ao Real Madrid, vai ficar mesmo na Vila Belmiro. A única baixa do time santista na janela foi o lateral direito Danilo -foi para o Porto. Em troca, o clube trouxe o uruguaio Fucile.

Nesta temporada começam a valer as regras do “fair play financeiro”, medidas que a Uefa vai tomar para impedir que os clubes gastem mais do que arrecadam -entre elas, multas e suspensões.

Os asiáticos compraram mais. Das 26 transferências, cinco foram para o Japão e três para a Coreia do Sul.

Clubes não pagam e encaram protestos

Cruzeiro, Vasco, Fla e Bahia devem a atletas

BERNARDO ITRI
DO PAINEL FC

No momento em que se exalta a força econômica do futebol brasileiro, que pouco perdeu atletas para fora, escancara-se o rombo interno.

Cruzeiro e Vasco atrasam salários e revoltam seus jogadores. E Flamengo e Bahia também não cumprem questões trabalhistas.

No Vasco, os jogadores não receberam vencimentos de dezembro nem o 13º. O valor devido chega a R$ 6 milhões.

Em protesto, o time não vai se concentrar para encarar o Bangu, hoje, pelo Estadual.

A diretoria alega que perdeu acordo com o BMG e não recebeu da Eletrobrás -dia 14, esperava receber R$ 8 milhões, metade do patrocínio.

Por ser estatal, a Eletrobrás exige Certidão Negativa de Débitos, que o Vasco não possui por ainda ter dívida tributária. “Em 2011, demos como garantia bens do clube. Mas agora o juiz que analisa o caso não aceitou”, diz o vice de finanças, Nelson Rocha. O Cruzeiro, que atrasou salários de dezembro, explica-se com a queda de bilheteria. O clube diz que não jogar no Mineirão causou prejuízo superior a R$ 28 milhões. E, dos 20 mil sócios-torcedores, só 2.000 continuaram.

Os jogadores escreveram carta aberta em protesto contra o presidente Gilvan de Pinho Tavares que, ironicamente, disse que os atletas ganham “uma miséria”.

O Flamengo também deve a atletas. O time tentou adiantar receita de direitos de TV com bancos, mas a operação não deu certo. O Bahia não pagou dezembro e 13º.

Colaborou NELSON BARROS NETO, de São Paulo

Base de Mano resiste a ofertas e fica no país

Os zagueiros Dedé e Rever, os meias Paulo Henrique Ganso e Ronaldinho, os atacantes Neymar e Leandro Damião, atletas que costumam ser chamados com frequência por Mano Menezes, não deixaram o país na janela de transferências, como se especulava. O próximo jogo da seleção será contra a Bósnia, no dia 28, na Suíça.

Por Rogerinho – Belletti cobra autoria do lance de Valdivia: “eu inventei o chute no vácuo”

Fonte: Portal Uol

São 22 títulos na carreira, entre eles uma Copa do Mundo e uma Liga dos Campeões. Não satisfeito, Belletti ainda quer ser reconhecido como o criador do “chute no vácuo”, lance que ficou popular com o meia Valdivia do Palmeiras. Em entrevista ao UOL Esporte, o lateral lembra, em tom de brincadeira, que utilizou a técnica em 2004, muito antes do chileno irritar os adversários com o movimento.

O lance aconteceu em um amistoso do clube catalão em 2004, contra um combinado que se auto-denominava “seleção do mundo”. De frente para o goleiro, ele chuta o ar, engana o rival e bate no ângulo, fazendo o primeiro gol dele pelo Barcelona.

O segundo é, também, o mais importante da carreira do lateral. Nesta terça-feira, Belletti comemora cinco anos do marcante gol na final da Liga dos Campeões, contra o Arsenal. O jogo estava 1 a 1 e ele anotou o gol do título.

“Por mais que você pense em vencer e ser campeão, sendo lateral você nunca pensa em marcar o gol do título em uma final de Champions”, disse Belletti, que, no entanto, lembra de outro momento importante quando se trata de final da Liga dos Campeões: a disputa de pênaltis contra o Manchester United, em 2008, quando ele defendia o Chelsea.

“Eu quase vomitei de nervoso quando caminhei do meio-campo até a área. Foi o momento mais nervoso da minha carreira. Foi para os pênaltis e perguntaram: ‘quem quer bater?’ Ninguém falou nada. Eu disse que bateria, mas que não seria o primeiro. Fui o segundo. O Ballack, que era o batedor oficial, foi o primeiro a bater, mas só falou depois de mim”, disse, rindo, o lateral.

BELLETTI COMENTA O GOL NA DECISÃO DA LIGA E A SUA COMEMORAÇÃO SOLITÁRIA

Confira a íntegra da conversa com Belletti abaixo:

UOL Esporte: Como você avalia a sua carreira, com tantos títulos, tendo sido tão criticado ao longo dos anos pelas limitações técnicas?
Belletti:
Eu, de moleque, não sonhava nem com a metade. O que me fez conseguir tudo isso foi pensar em ser útil para o time. Aí dizem: ‘foi sorte, ele sempre estava no lugar certo’. Mas a sorte ajuda quem trabalha. Não adianta ficar em casa com a perna para cima achando que vão bater na porta e perguntar se eu quero jogar no Barcelona. Tem de aproveitar a oportunidade.

UOL Esporte: Mas você foi alvo de muitas críticas. Em 2002, por exemplo, o Casseta e Planeta, da Globo, fazia piada com o fato de que você só aparecia no jogo cobrando lateral. Como você lidava com isso?
Belletti:
Aí depende de como você vê. Eu podia pensar que os caras estavam me sacaneando. Não. Eu pensei: ‘o Casseta e Planeta está fazendo uma piada sobre um moleque lá de Cascavel, que era goleiro de futebol de salão’. Eu já fui em muitos programas de TV, ando na rua e as pessoas me parabenizam. Outro dia eu fui em um programa com campeões olímpicos, estrelas da TV e os caras parabenizando pela minha carreira.

UOL Esporte: Como foi quando te contaram que o Barcelona queria te contratar?
Belletti:
Foi o Sandro Rossel, vice-presidente do Barcelona na época [hoje presidente]. Quando eu estava na seleção ele era o representante da Nike, então ele me conhecia. Ele me ligou e disse: ‘E aí está tudo bem? Estou te ligando porque estou indo falar com o presidente do Villarreal [clube de Belletti na época] para te contratar’. Falei: ‘você está de sacanagem, né? Me deixa quieto aqui, fica fazendo brincadeira sem graça’. Ele respondeu: ‘não, tanto que a gente marcou amanhã de almoçar e saindo do almoço eu te ligo’. E deu tudo certo e fui para lá.

UOL Esporte: No lance do famoso gol da final da Liga dos Campeões, o Ronaldinho comemora com as mãos na cabeça, meio incrédulo. Por que ele teve essa reação?
Belletti:
É porque aquele foi o meu primeiro gol no Barcelona. Por isso que ele ficou espantado. Ele nunca veio comemorar comigo, sabe? Antes, eu só tinha marcado em um jogo amistoso, logo que eu cheguei. Aliás, vocês têm de procurar esse gol, foi um golaço. Esse chute no vácuo que o Valdivia dá, eu que inventei [risos].

UOL Esporte: E como era a relação com essas estrelas no vestiário? Tinha alguém mais marrento, alguma briga dentro do grupo?
Belletti:
É difícil você administrar um grupo tão grande, então é normal que existam grupinhos, mas nada que interfira dentro de campo. O mais difícil é ganhar respeito dos jogadores, é uma raça difícil [risos]. Muitos se acham melhores que os outros. O Ballack, por exemplo, é um cara complicado. O cara é alemão, bebe água quente, era difícil. Mas eu me dava super bem com ele. O Henry é outro, que as pessoas acham um cara mala. E ele é gente boa demais. Joguei um mês com ele no Barcelona. Mas sempre jantava com ele em Londres quando ele ia para lá. Quando eu ia em Barcelona também. Todo mundo que o pessoal acha mala eu me dou bem.

Eu podia pensar que os caras estavam me sacaneando. Não. Eu pensei: ?o Casseta e Planeta está fazendo uma piada sobre um moleque lá de Cascavel, que era goleiro de futebol de salão?.

UOL Esporte: Qual foi o melhor jogador que você viu jogar?
Belletti:
Dentro de campo, o melhor que já vi foi o Zidane. Mas o Riquelme também é demais. Parece que ele vê o jogo um dia antes e no dia já sabe tudo que vai acontecer, porque ele pensa antes de todo mundo. Você não precisa chamar a atenção dele e pedir a bola, antes disso a bola já está lá na frente só esperando sua ultrapassagem. O Ronaldo Fenômeno também é brincadeira. O Messi já não tem isso, é mais bola no pé.

UOL Esporte: E o melhor técnico?
Belletti:
O melhor foi o Guus Hiddink [com quem Belletti trabalhou por seis meses no Chelsea]. Eu gostaria de seguir o trabalho do Mourinho, mas ele tem um defeito: o trato com a imprensa. O Hiddink já sabe lidar melhor com isso. São caras que sabem lidar com craques e tocam bem o dia a dia. Sabem dar treino. São caras de quem eu tenho anotação até hoje no meu computador.

UOL Esporte: Já que você mencionou sua passagem pelo Chelsea, como foi aquela decisão da Liga dos Campeões nos pênaltis?
Belletti:
Eu quase vomitei de nervoso quando caminhei do meio-campo até a área. Foi o momento mais nervoso da minha carreira. Foi para os pênaltis e perguntaram: ‘quem quer bater?’ Ninguém falou nada. Eu disse que bateria, mas que não seria o primeiro. Fui o segundo. O Ballack, que era o batedor oficial, foi o primeiro a bater, mas só falou depois de mim.

SUPERSTIÇÃO FEZ A SELEÇÃO ATRASAR ENTRADA NA FINAL DA COPA DE 2002

UOL Esporte: E o Terry, ficou muito chateado por ter perdido o pênalti decisivo por um escorregão?
Belletti:
Ficou nada. Lá dizem que ele ganha 150 mil libras por semana. Você acha que ele vai se importar com o pênalti perdido? Mas era um baita jogador. Como capitão ele foi o melhor que eu já vi. Fala de igual para igual com todo mundo, dá bronca em todo mundo, fala com o técnico, com o diretor… É um cara muito diferenciado.

Nota da Redação: John Terry bateu o último pênalti do Chelsea, quando o time estava com vantagem na contagem. O zagueiro escorregou e perdeu. Nas cobranças alternadas, Anelka perdeu outra cobrança e o Manchester United foi campeão.

UOL Esporte: No ano passado você foi campeão brasileiro com o Fluminense e neste ano o time vive uma crise, inclusive no elenco. Como você vê tudo isso?
Belletti:
Estava tudo muito certo para ser campeão. Ninguém ligava muito para as coisas ruins. Eu podia estar puto de estar no banco, mas entendia a situação e a opção do Muricy. Aí com o título mudou a diretoria, mudou a assessoria de imprensa, que o Muricy confiava, e aí começou uma reação em cadeia.

UOL Esporte: E qual era a relação com o Fred? Recentemente, Emerson e Deco falaram que não são amigos dele.
Belletti:
Ali eu tinha uma relação de amizade só com o Emerson e o Deco, que eram casados também. O Fred é solteiro, tem uma vida diferente da rotina familiar que a gente tinha. É natural que ele não seja amigo de quem é casado.

UOL Esporte: Qual foi o maior erro da sua carreira?
Belletti:
Quando eu jogava no São Paulo, o Parreira quis me botar de lateral contra a minha vontade, porque na época eu era volante. Por falta de experiência e não ter tanto contato para falar de homem para homem, a gente acabou brigando por meio da imprensa. O Parreira falava que se eu mudasse para a lateral ia ser o melhor do mundo. Quando eu saía da sala dele, os jogadores falavam que eu jogava muito no meio, que era seleção, que não tinha de ouvi-lo. Ter a confiança dos jogadores me satisfazia mais que a do técnico. Coisa da época. Faltava experiência. Encontrei o Parreira muitas vezes. Eu jogava na lateral e cada vez que tinha oportunidade de cumprimentar eu fazia, no meio do jogo mesmo. Era pra deixar bem claro que a minha idade naquele período atrapalhou a relação com ele.