Por Cleber Aguiar – Caso Ricardo Teixeira – Notícias 17/02/2012

Fonte: Folha Online

Pressionado, Ricardo Teixeira vai para Miami

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, 64, viajou por volta das 12 horas desta sexta-feira para os Estados Unidos. Ele, que também comanda o COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), embarcou em um jatinho particular rumo a Miami, onde sua família já estava e o cartola possui bens.

Teixeira foi acompanhado do empresário Wagner Abrahão, presidente do Grupo Águia, responsável pela comercialização dos ingressos VIPs para o Mundial no Brasil e dono da agência de turismo Pallas, prestadora de serviços da CBF.

  Fotomontagem  
Ricardo Teixeira em vários momentos como presidente da CBF; clique na foto e veja galeria
Ricardo Teixeira em vários momentos como presidente da CBF; clique na foto e veja galeria

Ainda não houve uma confirmação oficial de que o dirigente está se licenciando do cargo.

A viagem acontece em meio a novas denúncias de corrupção envolvendo Teixeira, que é mineiro de Carlos Chafas e está desde 1989 no cargo, quando chegou ao poder amparado pelo então sogro e presidente da Fifa, João Havelange.

Uma renúncia do cartola da confederação que controla o futebol nacional vem sendo dada como certa desde quarta-feira por presidentes de federações estaduais, que já começaram a articular uma eventual sucessão.

Nesta quinta, ele se reuniu-se com José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, seus preferidos para comandar a CBF caso realmente saia.

O trio almoçou e conversou numa churrascaria do Rio. Ex-governador paulista, Marin seria o sucessor de Teixeira, pois é seu vice mais velho. Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, seria o novo secretário-geral.

 

À tarde, Teixeira visitou a CBF, onde ficou no gabinete e conversou com funcionários. Pela manhã, despachou com executivos do comitê da Copa-2014.

Ricardo Teixeira apaga elos com caso ISL

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, fez alterações na sua principal empresa, a RLJ Participações, e procurou se desvincular ou esconder elos com o caso da ISL, ex-parceira da Fifa e centro do maior escândalo de corrupção de sua história.

É o que informa a reportagem de Rodrigo Mattos, publicada nesta sexta-feira.

As mudanças na RLJ ocorreram no segundo semestre de 2011 e coincidem com o aumento da pressão em Teixeira sobre o caso ISL. A rede britânica BBC acusou o dirigente e o ex-presidente da Fifa João Havelange de receberem propina da ISL na década de 90.

 

Por Cleber Aguiar – Caso Ricardo Teixeira ( Notícias ) !

Fonte: O Estado de São Paulo

Federações estudam sucessão na CBF

Com a possibilidade de Ricardo Teixeira deixar a entidade, dirigentes conversam sobre nome ideal para o cargo e Weber Magalhães, de Brasília, é cotado

SÍLVIO BARSETTI / RIO – O Estado de S.Paulo

Os indícios de que Ricardo Teixeira deve deixar a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até amanhã – pediria licença ou renunciaria – deflagrou um movimento de federações estaduais em busca de um nome que pudesse substituí-lo. Há em curso uma articulação de algumas dessas entidades para que o atual vice-presidente da CBF da Região Centro-Oeste, Weber Magalhães, ocupe o cargo se Teixeira realmente deixar a confederação.

 

Primeiro na linha sucessória, por ser o mais velho entre os cinco vice-presidentes (79 anos), José Maria Marin, vice da Região Sudeste, sofre rejeição das federações. O problema teria sido resolvido ontem com a indicação de Marin para o conselho do COL (Comitê Organizador Local) da Copa de 2014. O ex-jogador Bebeto também foi nomeado para o COL. Magalhães, de 53 anos, é o terceiro vice por idade. Depois de Marin, o mais velho é Fernando Sarney, 57 anos, vice da Região Norte.

Weber Magalhães presidiu a Federação Brasiliense de Futebol de 1996 a 2004 e chefiou a delegação brasileira na Copa de 2002. É homem de confiança de Teixeira, para quem trabalhou como assessor parlamentar entre 1989 e 1992 em Brasília.

Ouvido ontem à noite pelo Estado, durante a festa de aniversário de seu pai, que completou 91 anos, Magalhães se disse triste com a possibilidade de Teixeira deixar a presidência da CBF. “Ele é um dirigente vitorioso, conseguiu dois Mundiais para o Brasil, e sempre sonhou com uma nova Copa no País.”

Cauteloso, contou que as federações receberam com surpresa a demissão de Marco Antonio Teixeira da secretaria-geral da CBF. Marco Antonio é tio de Ricardo Teixeira e nas últimas duas décadas era o elo da entidade com as federações estaduais.

Para chegar ao cargo, Weber Magalhães – técnico legislativo do Senado Federal e formado em educação física – dependeria da convocação de uma assembleia-geral, o que pode ser feito pela maioria das 27 federações a qualquer momento. “Tenho grande amizade com os presidentes de federação. Sempre os recebi muito bem aqui em Brasília”, disse. “O futebol está na minha veia há mais de três décadas”, acrescentou Weber.

A resistência ao nome de José Marin teria conotação política movida por uma disposição de não deixar a CBF sob comando de dirigentes paulistas.

“O Andres Sanchez (diretor de seleções) é voz forte na CBF, o Marco Polo del Nero (presidente da Federação Paulista) está associado ao Marin na possível empreitada. E eles já têm o Reinaldo Carneiro Bastos (vice da Federação Paulista) como a pessoa que toca a Série B do Brasileiro. É preciso brecar isso”, disse ao Estado o presidente de uma dessas federações, que esteve no Rio. Ele pediu anonimato.

Desgaste. Teixeira está desgastado com suspeitas que envolvem seu nome. Ontem, o jornal Folha de S. Paulo publicou matéria sugerindo que o dirigente está ligado à empresa Ailanto Marketing, investigada por suspeita de superfaturamento na organização do amistoso da seleção com Portugal, em novembro de 2008, em Brasília – recebeu R$ 9 milhões.

A ligação se daria pelo fato de a Ailanto – empresa do presidente do Barcelona, Sandro Rosell, ex-executivo da Nike e amigo de Teixeira – ter sido dona da VSV, cujo endereço ficava na fazenda de Teixeira, em Barra do Piraí (RJ).

A CBF, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que o endereço foi arrendado em 2008 para a Ailanto, a pedido de Rosell. O jogo Brasil x Portugal fazia parte da cota da Ambev, patrocinadora da seleção, que negociou diretamente com a Ailanto e recebeu da empresa US$ 630 mil em 13 de janeiro de 2009.

Futuro do chefe da CBF é mistério

Isolado, Ricardo Teixeira deve anunciar até o carnaval se renuncia ou permanece na presidência da entidade

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI – O Estado de S.Paulo

Ricardo Teixeira não quis desmentir, até ontem à noite, nenhum dos boatos dos últimos dias sobre a sua eventual saída da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Teixeira, segundo fontes próximas ao dirigente, deve anunciar a sua decisão no carnaval. Ontem, após várias reuniões, o presidente da CBF decidiu indicar mais dois nomes para o conselho do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014: o ex-atacante Bebeto, tetracampeão do mundo em 94, e seu vice na CBF, José Maria Marin.

Nos bastidores da CBF a especulação é de que o presidente vai licenciar-se do cargo por pelo menos dois meses, enquanto prepara terreno para a sua sucessão. Não estão descartadas também a renúncia ou até mesmo a sua permanência no trono.

Teixeira não revela, nem mesmo a interlocutores mais próximos, qual vai ser a sua decisão. Eles dizem que o dirigente “está silencioso”. Ontem, ele passou boa parte do dia em sua casa no Rio, com alguns assessores.

O afastamento iminente do comando da CBF, sempre segundo fontes próximas ao presidente, não está ligado à série de denúncias por parte da Fifa contra Teixeira. Nem mesmo por questões políticas ou judiciais. Até ontem, não havia nenhum processo em andamento contra o presidente da CBF e nenhuma condenação judicial no País.

Seja qual for a decisão, Ricardo Teixeira vai levar em conta o bem-estar de sua família. A sua mulher e a filha de 9 anos já estão morando em Miami há pelo menos 15 dias. Este também seria o destino do dirigente, que está no comando da CBF desde 1989.

A gota d’água para Teixeira mandar a família para Miami foi o constrangimento que a filha passou na escola, no Rio de Janeiro, ao ouvir acusações de corrupção contra o seu pai.

Pressão política. Nos últimos meses, a Polícia Federal tem acompanhado os passos do presidente, sempre segundo fontes próximas a Teixeira. As relações com o governo federal também não são boas. A presidente Dilma Rousseff não gostaria que Teixeira permanecesse na presidência do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014.

A saída do COL não seria tão simples assim. Teixeira é um dos sócios do comitê e teria de desmanchar a sociedade para que fosse constituída uma nova empresa sem a sua participação. Apesar dessas implicações jurídicas, o governo federal faz forte pressão pela saída de Teixeira do COL e se manifesta satisfeito com a presença de Ronaldo Fenômeno no comitê. Até gostaria que ele ganhasse mais poder.

A nomeação de Bebeto e Marin será anunciada hoje pela CBF. Os dois novos integrantes do COL vão dividir tarefas com Ronaldo. Um dos objetivos de Teixeira, segundo pessoas ligadas ao órgão, seria acomodar Marin e afastá-lo da disputa pela sucessão no comando da CBF.

Do lado da Fifa, a eventual queda do presidente da CBF é tratada com muita euforia, em especial por Joseph Blatter, presidente da entidade (leia mais abaixo). Blatter tem travado uma batalha acirrada contra o dirigente brasileiro, que tinha a pretensão de dirigir a Fifa a partir de 2015 na sucessão de Blatter.

Com os boatos da saída de Ricardo Teixeira da CBF, os bastidores nas principais federações estaduais entraram em ebulição.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) evita entrar no assunto. Entre os dirigentes dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro o caso é tratado com muita cautela. / COLABORARAM WAGNER VILARON E ALMIR LEITE

Fifa faz silêncio oficial, mas o presidente Blatter dá risada

Entidade não se posiciona publicamente, mas a seus pares dirigente mostra satisfação com a delicada situação de Teixeira

JAMIL CHADE / GENEBRA, CORRESPONDENTE – O Estado de S.Paulo

Oficialmente, a Fifa se recusa a fazer qualquer comentário sobre o futuro de Ricardo Teixeira. Mas, nos bastidores, fontes na organização apontam que o presidente Joseph Blatter não esconde a satisfação com o acúmulo de acusações e problemas relacionados ao Brasil. A esperança da cúpula da entidade, porém, é de que, se uma saída ocorrer, ela deve ser rápida para não atrapalhar ainda mais a organização da Copa do Mundo em 2014.

 

Blatter considera Teixeira o maior rival de seu grupo no controle do futebol mundial. Em 2007, o suíço aceitou que o Brasil se apresentasse como único candidato para sediar a Copa de 2014. Desta forma, prenderia Teixeira na organização do evento e evitaria um confronto direto nas eleições da Fifa em 2011.

Para 2015, Blatter promete não voltar a concorrer. Mas isso não significa que aceitaria uma vitória do brasileiro. O cartola suíço coloca suas fichas em Michel Platini, atual presidente da Uefa. Por isso, não mediu esforços e nem táticas para minar Teixeira nos últimos meses.

A principal aposta de Blatter é a publicação de documentos que estão com a Justiça suíça e que, segundo a BBC, mostrariam que Teixeira teria recebido propinas no caso da ISL. Depois de anos pagando advogados para proibir a publicação de detalhes do caso, Blatter promoveu uma reviravolta e anunciou que não se oporia à divulgação. No final de 2011, a Justiça estava pronta para revelar os documentos. Mas houve recurso e as informações foram, mais uma vez, barradas.

Pela lei, uma saída de Ricardo Teixeira da CBF não significaria sua exclusão do Comitê Executivo da Fifa. Mas a aposta de seus inimigos na Suíça é de que, com sua posição fragilizada em casa, dificilmente seria um “peso pesado” na cúpula da entidade.

Mas se a queda de Teixeira pode satisfazer Blatter, a Fifa precisa de definição rápida sobre quem manda de fato no futebol brasileiro. A preparação para a Copa está atrasada, a entidade já perdeu a paciência em relação à Lei Geral, ainda não aprovada, e teme que um vácuo de poder comprometa o Mundial.

Por Cleber Aguiar – A mesma rua, o mesmo número

Fonte: Folha de São Paulo

Documento mostra elo entre Ricardo Teixeira, da CBF, e a empresa Ailanto, investigada por irregularidades em amistoso da seleção em 2008

SÉRGIO RANGEL
DO RIO

Uma fazenda de Ricardo Teixeira no interior do Rio é o elo entre o presidente da CBF e a Ailanto Marketing, investigada por superfaturar amistoso da seleção com Portugal, em novembro de 2008.

Documento obtido pela Folha revela que, por 26 meses, a Ailanto foi dona de uma empresa que tinha como endereço a fazenda de Teixeira em Piraí, a 80 km do Rio.

Essa empresa é a VSV Agropecuária Empreendimentos Ltda, registrada na Junta Comercial do Rio no dia 11 de novembro de 2008, oito dias antes da partida em Brasília.

A VSV tinha como sócios a Ailanto, do presidente do Barcelona, Sandro Rosell -ex-executivo da Nike e amigo de Teixeira-, e a secretária dele, Vanessa Precht. O apartamento dela constava como sede da Ailanto em 2008.

A empresa recebeu R$ 9 milhões do governo do DF para organizar o amistoso, que teve até Cristiano Ronaldo.

Indícios de superfaturamento nos gastos da Ailanto no amistoso levaram a Polícia Civil de Brasília a abrir inquérito para investigar suposto desvio de dinheiro público. Agora, o caso está na Justiça Federal do DF.

Teixeira sempre negou relacionamento com a Ailanto. Alegava que o amistoso era responsabilidade da empresa -contratada sem licitação pelo governo do DF. Por isso, dizia que não poderia responder sobre as suspeitas.

Mas documentos mostram que a VSV, de propriedade da Ailanto, tem como endereço a estrada Hugo Portugal, 13.330, em Piraí. É justamente onde fica a Agropecuária Santa Rosa Indústria e Comércio Ltda, fazenda de propriedade de Teixeira por meio de outra empresa, a RLJ.

Folha foi a Piraí. Funcionários que trabalhavam na fazenda do presidente da CBF negaram que a VSV alguma vez tenha funcionado ali.

Com sede na fazenda, a empresa só foi extinta em 14 de janeiro de 2011. Sua existência jurídica até então, portanto, mostra a ligação comercial de Teixeira com os sócios da Ailanto.

Desde 2010, a Polícia Civil do Distrito Federal apura suposto superfaturamento em gastos da Ailanto no jogo, que foi a reinauguração do estádio do Bezerrão durante a gestão de José Roberto Arruda, ex-governador afastado por caso de corrupção.

Perícia do Tribunal de Contas do DF constatou irregularidades nas contas. A Polícia Civil suspeita de superfaturamento em diárias de hotel e passagens aéreas.

Em agosto de 2011, a polícia fez operação de busca e apreensão no apartamento de Vanessa Precht, no Rio.

O sócio dela, Rosell, é amigo de Teixeira há mais de uma década. A relação deles se iniciou quando Rosell comandou a Nike no Brasil.

Desde então, são vistos juntos constantemente. Rosell é até sócio da mulher de Teixeira em outra empresa.

Por Cleber Aguiar – Gutemberg mostra internet como prova

Fonte: Folha de São Paulo

ARBITRAGEM
Ex-juiz, que acusa a CBF, exibe apenas notícias antigas, e públicas, para embasar acusações

LEONARDO LOURENÇO
DE SÃO PAULO

Pivô da mais recente polêmica envolvendo a arbitragem brasileira, o ex-árbitro Gutemberg de Paula Fonseca conta com um dossiê formado basicamente por material recolhido da internet para sustentar as acusações feitas por ele contra a Comissão de Arbitragem da CBF.

Em contato com a Folha por telefone, Gutemberg se recusou a enviar os documentos que diz serem suficientes para incriminar o presidente da comissão, Sérgio Corrêa, a quem acusa de ser corrupto e de pressioná-lo antes de um jogo do Corinthians no Campeonato Brasileiro-2010.

O ex-árbitro permitiu que um fotógrafo da Folha fosse a seu escritório para fotografar os documentos reunidos em dossiê, que, segundo ele, tem mais de 1.000 páginas.

E o que se viu foi uma compilação de reproduções de reportagens publicadas em sites sobre casos que envolveram Corrêa e outro membro da comissão de arbitragem.

Todos eles amplamente divulgados à época e que foram arquivados por Ministério Público ou STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

“Eu mostrei o dossiê todo, mas tem certos documentos que eu não podia abrir porque estão sob segredo de justiça”, declarou Gutemberg.

“Eles [os acusados] não sabem a quantidade de coisas que eu tenho, e eles esperam que eu comece a botar para fora. Gostaria de colocar tudo isso na mesa e mostrar para a opinião pública”, disse.

Gutemberg diz que não tornou as provas públicas para que os acusados não se articulem para descaracterizar o material que ele diz ter.

Ele afirma que só irá mostrar os documentos quando forem solicitados pela Justiça ou pela Fifa, que pretende acompanhar o caso.

Entre os papeis que Gutemberg mostrou à Folha estão reportagens sobre denúncias feitas a partir de 2007, ano

em que Corrêa assumiu a Arbitragem da CBF.

Uma delas, retirada de um clipping com notícias de jornais preparado pelo Ministério Público de Pernambuco, é sobre a denúncia feita em 2007 pelo ex-presidente do Santa Cruz, Edson Nogueira, de um suposto esquema de manipulação na Série B.

O caso envolveria Paulo Jorge Alves, então membro da comissão de arbitragem.

Outra, retirada do site do “Zero Hora”, é sobre a acusação feita pelo chefe de arbitragem da federação do Rio, Jorge Rabello, de que Corrêa teria oferecido dinheiro para que juízes aceitassem ser excluídos do quadro da Fifa.

Ambas terminaram sem punições, tanto na Justiça comum como na desportiva.

Alves é um dos alvos de Gutemberg. Em 2007, o ex-juiz acusou o árbitro Pablo Alves, filho do dirigente, de reunir dados que demonstravam que Gutemberg tinha dívidas pendentes e entregá-los a um jornal na tentativa de prejudicar o colega, que ainda não portava o brasão da Fifa.

Segundo as regras da comissão, um juiz só entra na escala se não tiver débitos. O caso também foi arquivado.

Segundo Gutemberg, foi nessa época que ele passou a ser perseguido. “Eu buscava uma vaga da Fifa, e o Pablo era concorrente”, disse. “Mais cedo ou mais tarde a verdade vai aparecer.”