ICFUT – Barcelona terá camisa reserva preta pela primeira vez na história, diz jornal

Fonte: globo.com

Segundo ‘El Mundo Deportivo’, uniforme será utilizado na próxima temporada, juntamente com o patrocínio milionário da Qatar Foundation, o maior do clube

O Barcelona não inovou apenas ao anunciar o primeiro patrocínio pago de sua história. Além da Qatar Foundation, que renderá cerca de R$ 68 milhões aos catalães, a novidade no uniforme do clube para a temporada 2011/2012 será a cor preta da camisa reserva. As informações são do jornal “El Mundo Deportivo”.

Tradicionalmente, as recentes segundas camisas do Barça são de cores incomuns. Desde que o presidente Joan Laporta assumiu, ao menos, os jogadores já vestiram uniforme amarelo marca-texto, salmão, azul-bebê e dourado. Agora, com o logo da Qatar Foundation à frente, a marca da Unicef, no qual o clube estampa de graça, ficaria localizada nas costas. O mesmo vale para a titular, que também teve imagem divulgada pelo diário.

A fornecedora de materiais esportivos ainda será a americana Nike. As camisas deverão ser vendidas a partir de junho, ao fim da temporada regular, e se assemelham muito às atuais dos goleiros. Historicamente, a cor preta não aparecia no uniforme desde 1975/1976, quando utilizava meiões nas cores com uma camisa branca. A rivalidade com o Real Madrid, neste caso, fez a diferença e forçou o Barcelona a mudar.

Reprodução do desenho da camisa titular do Barcelona, segundo o mesmo jornal (Foto: Mundo Deportivo)

ICFUT – A segunda camisa mais cara do mundo

Fonte: http://www.estadao.com.br

Apesar de ainda não ter anunciado nenhum grande reforço para a temporada, o Corinthians entrou em 2011 com uma boa notícia. De acordo com cálculos realizados pelo departamento de marketing, o clube deve arrecadar neste ano, só com patrocínio da camisa, mais de R$ 60 milhões. Só para se ter ideia da dimensão desse número, o clube do Parque São Jorge passa a ter a segunda maior receita do planeta com anunciantes da camisa.

Fica atrás apenas do Barcelona, que pela primeira vez em sua história trará uma marca no peito, pela qual vai receber R$ 69 milhões da Qatar Foundation. E vale lembrar que os corintianos terminaram o ano do centenário sem conquistar títulos.

Um detalhe, porém, precisa ser considerado. Enquanto o Barcelona consegue R$ 69 milhões com apenas um anunciante estampado na camisa, o Corinthians precisou transformar seu uniforme naquilo que os rivais costumam chamar de “colcha de retalhos” para atingir os R$ 62 milhões.

Provocações à parte, Sanchez entende a brincadeira como uma espécie de dor de cotovelo dos adversários. “Nossa prioridade é estruturar o Corinthians. E, se tiver de vender mais, eu vendo”, comenta o presidente corintiano, Andrés Sanchez. “Investimos R$ 20 milhões na construção do nosso Centro de Treinamento. As pessoas precisam entender que esse dinheiro tem de vir de algum lugar. Parte conseguimos parcerias e parte bancamos com recursos próprios.”

A Hypermarcas permanece como anunciante principal, o que lhe dá o direito de estampar a marca de seus produtos no peito e nas costas, regiões consideradas nobres. Além disso, a empresa ampliou seu acordo e manterá a exploração do ombro e das axilas. Se no primeiro contrato, assinado em 2009, o Corinthians arrecadou R$ 38 milhões, a expectativa é de que em 2011 esse valor atinja os R$ 50 milhões.

O restante vem da negociação da barra da camisa. Até o final da temporada passada, o espaço era ocupado pelo Banco Pan-Americano, que pagava R$ 8 milhões por ano. A projeção da diretoria é que o novo patrocinador desembolse 50% a mais. Ou seja, a cota chegaria a R$ 12 milhões. “Trabalhamos com a projeção de uma receita de R$ 62 milhões com patrocínios de camisa em 2011”, afirmou Sanchez. “Isso nos deixaria entre os três clubes com maior patrocínio do mundo. Acho que ficaríamos atrás apenas do Barcelona e do Bayern de Munique.”

Melhor ainda. De acordo com estudo realizado pela Futebol Finance, empresa especializada em análise financeira do esporte, a expectativa do presidente alvinegro será superada. Levantamento realizado no mês passado, logo após o anúncio do acordo de cinco anos entre Barcelona e a Qatar Foundation, que renderá ao clubes catalão R$ 69 milhões por temporada, indica que o Corinthians entra na seleta relação como o vice-líder. O Bayern de Munique, citado por Sanchez, divide a terceira colocação com o poderoso Real Madrid, ambos com R$ 57 milhões.

Mas Ronaldo seria o único fenômeno por trás desses números? Segundo especialistas, o atacante tem ajudado bastante na valorização na marca corintiana, mas outros aspectos interferem nesses valores. “A Europa vive um momento de recessão, onde é natural que os valores fiquem mais contidos”, explicou o consultor Ricardo Araújo, especializado em marketing esportivo. “Por outro lado, o mercado brasileiro está em expansão. Quando juntamos uma coisa à outra, entendemos essa realidade.”

Dívida. Apesar de contar com um dos maiores patrocínios do mundo, de ser a marca mais valorizada do futebol brasileiro e de ter arrecado em bilheteria no ano passado mais do que São Paulo e Palmeiras juntos, o Corinthians fechou 2010 com déficit de, aproximadamente, R$ 7 milhões.

A esperança de encerrar o período com as contas equilibradas é de que o dinheiro referente à venda de Elias ainda seja registrado como entrada de 2010. “O problema não é ter dívida. Isso todo mundo tem”, disse Sanchez. “O problema é como você a administra. Há três anos nós devíamos R$ 100 milhões e arrecadávamos R$ 60 milhões. Isso é complicado. Mas hoje temos R$ 115 milhões de dívida, mas arrecadamos R$ 200 milhões. É mais confortável, é administrável.”

PATROCÍNIO NAS CAMISAS
R$ 69
milhões
é o valor que o Barcelona receberá pelo contrato acertado com a Qatar Foundation, o primeiro da história do clube.

R$ 62
milhões
é a receita total que a diretoria do Corinthians calcula receber de patrocínio da camisa na temporada 2011.

R$ 57
milhões
representam o que o Real Madrid, de Cristiano Ronaldo e Kaká, recebe por ano de patrocínio no uniforme.

R$ 57
milhões
deixam o Bayern de Munique em empate com o clube da capital espanhola no ranking de arrecadação.

R$ 55
milhões
foram investidos no Manchester United, clube que conta com o maior patrocínio
de camisa da Inglaterra.