ICFUT – São Paulo abre conversas com Kaká e Aidar sonha em repetir ‘fundo’

Fonte: lancenet

Tricolor aproveita vinda do ídolo ao Brasil para passar férias e faz contato inicial. Jogador não deve continuar no Milan, mas salário alto e desejo pelos Estados Unidos são entraves

Kaká - Treino do São Paulo (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Press)
Kaká visitou treino do São Paulo neste mês (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Press)

É muito cedo para qualquer definição, tudo ainda é tratado como um sonho, mas o presidente Carlos Miguel Aidar já se movimenta nos bastidores para tentar repatriar o ídolo Kaká. Nos últimos dias, aproveitando a vinda do meia ao Brasil para passar férias, o mandatário e sua nova diretoria procuraram os representantes do jogador e fizeram a sondagem inicial.

Na conversa, o São Paulo ficou sabendo das intenções de Kaká, quanto ele recebe na Europa e se estaria disposto a retornar ao seu país e clube formador. As informações recebidas são o obstáculo, que deixam a situação em estágio de sonho, mas ainda há esperança. O próprio Kaká não descarta a possibilidade, como já fez outrora. Durante visita ao CT da Barra Funda, sexta-feira passada, ele disse que espera voltar um dia.

Pessoas ligadas ao jogador dizem que, em relação aos contatos anteriores, sempre feitos pela diretoria do São Paulo, nunca houve cenário mais positivo. Isso porque o meia já definiu que dificilmente continuará no Milan (ITA) na próxima temporada. Ele tem mais um ano de contrato com o clube italiano, mas a não classificação para a Champions League permite a liberação imediata, sem custos. Ou seja, a questão é acertar o salário. O problema é que isso não é fácil e, além disso, no momento o Tricolor não é a prioridade de Kaká.

Há alguns anos, o jogador vem amadurecendo a ideia de jogar nos Estados Unidos. Lá, considera que manterá a boa qualidade de vida aos familiares, com facilidade para educar bem os filhos e a possibilidade de manter os vencimentos que recebe na Europa: cerca de R$ 2 milhões mensais.

O salário, aliás, é o maior entrave de uma possível negociação, que pode ser aberta durante a Copa do Mundo. Sozinho, o Tricolor está longe de poder bancar a quantia. Mas é aí que entra mais um sonho do presidente Carlos Miguel Aidar: a criação de um fundo de investimentos.

A ideia foi apresentada já no discurso de posse do dirigente e ainda não está no papel por falta de oportunidade e, por ora, os parceiros necessários para viabilizá-los. Mas o projeto encontra-se na gaveta do presidente, que pretende repetir o que já foi feito com o próprio Kaká.

Pouca gente sabe, mas em 2003, quando Kaká foi vendido para o Milan, Carlos Miguel Aidar chegou a trabalhar em uma maneira de segurar o craque. O presidente, que na época não era membro da diretoria, reuniu empresários para formar um fundo de investimentos que bancaria o salário do jogador no Tricolor.

A ideia do dirigente era que quem investisse no projeto Kaká ficaria com uma participação em uma futura venda do jogador, sendo então recompensado financeiramente. O plano, como se sabe, não deu certo.

Kaká foi vendido ao Milan por cerca de 8,5 milhões dólares (na época, R$ 23,8 milhões), valor que foi considerado baixo, rendendo o famoso título "preço de banana".

Já em 1986, Aidar criou um fundo para pagar os salários do já experiente Falcão. Ou seja, não custa nada sonhar…

Por Cleber Santista – Candidato único, Carlos Miguel Aidar é eleito presidente do São Paulo

Fonte: Globo.com

Membro da situação, Aidar já tinha larga vantagem depois de eleição do Conselho Deliberativo. Com a desistência da oposição, ele apenas cumpriu a formalidade

Por Alexandre Lozetti e Carlos A. FerrariSão Paulo

Juvenal Juvêncio deu adeus, mas o grupo político dele continuará absoluto no São Paulo pelos próximos três anos. Em uma noite de muita agitação, nesta quarta-feira, no salão nobre do Morumbi, Carlos Miguel Aidar, candidato da situação, foi eleito presidente do Tricolor – seu mandato vai até abril de 2017, e o estatuto permite reeleição. Dos 140 votos apurados, 133 foram para Aidar e sete em branco.

– Nunca imaginei voltar à presidência do São Paulo. Confesso que não passava pela minha cabeça. Estou bastante emocionado e feliz. Sei da responsabilidade que terei, mas estou acostumado a desafios. Não será o primeiro e espero que não seja o último – declarou Aidar aos conselheiros, logo depois da oficialização de sua eleição como presidente do Tricolor.

Carlos Miguel Aidar Eleito (Foto: Carlos Augusto Ferrari/GloboEsporte.com)Ao lado de Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar comemora eleição (Foto: Carlos Augusto Ferrari/GloboEsporte.com)

Poucas horas antes da votação, Kalil Rocha Abdalla, da oposição, retirou a candidatura para impedir que o projeto da cobertura do estádio fosse votado. Os oposicionistas não participaram da votação e, com isso, o  número de conselheiros presentes não atingiu os 75% necessários para a realização da reunião – dos 234 possíveis, 140 estiveram no pleito.

– Ele fugiu, não disputou, fez campanha de mais de um ano, movimentou o clube social, movimentou torcida, foram às rádios, televisões, imprensa escrita. Mobilizou todo mundo, fez estardalhaço danado. Onde está a coletividade reunida pela oposição? Por que não entraram nesse plenário? Que votassem contra o projeto. É contra a instituição São Paulo. Desculpem o que vou falar, mas não aceito de modo nenhum que se brinque com o São Paulo desse jeito, que fique 14 meses fazendo campanha e não compareça no segundo turno. Isso não tem o nosso DNA. Que vergonha! – acrescentou Aidar em seu discurso.

Nunca imaginei voltar à presidência do São Paulo. Confesso que não passava pela minha cabeça. Estou bastante emocionado e feliz
Carlos Miguel Aidar

A vitória de Aidar era dada como certa antes mesmo da apuração. Na semana passada, a situação conseguiu eleger 49 das 80 vagas renováveis do Conselho Deliberativo. Eles, mais os 135 vitalícios, deram ampla vantagem para a situação manter o poder.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e João Hercílio de Paula Eduardo foram escolhidos como os novos presidentes do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, respectivamente.

Durante anos, Juvenal tentou “construir” um substituto, mas não se contentou com as lideranças políticas que surgiram no Morumbi. Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, Júlio Casares e Roberto Natel chegaram a abrir uma disputa interna pelo apoio de conselheiros, mas o presidente optou por escolher seu próprio mentor: Carlos Miguel Aidar.

Curiosamente, foi Aidar quem lançou Juvenal na vida política do São Paulo, como diretor de futebol nos anos 80. O novo presidente não é tão novo assim. Ele dirigiu o clube entre 1984 e 1988, sendo o mandatário mais jovem da história do Tricolor, na época com 37 anos.  Sob o comando dele, os são-paulinos montaram o time apelidado de “Menudos” pela presença de jovens valores vindos da base.

Oposição, Kalil Rocha Abdalla retira candidatura a presidente do São Paulo

Horas antes da eleição contra Carlos Miguel Aidar, da situação, candidato opositor desiste da disputa na tentativa de vetar votação para obra na cobertura do Morumbi

Por Alexandre Lozetti e Carlos A. FerrariSão Paulo

O candidato da oposição, Kalil Rocha Abdalla, reeleito provedor da Santa Casa de São Paulo nesta tarde,  formalizou a retirada de sua candidatura da eleição presidencial no São Paulo, que ocorreu nesta quarta-feira. O grupo não aceitou a inclusão da votação da reforma que construiria uma cobertura no estádio do Morumbi na pauta eleitoral do clube.

Com isso, Carlos Miguel Aidar, da situação, foi eleito o novo presidente pelos próximos três anos em sucessão a Juvenal Juvêncio, que permaneceu no cargo pelos últimos oito anos.

– Estou desistindo da candidatura diante da reunião hoje designada, com uma única lista de presença. O objetivo (da situação) foi obter o quórum para a aprovação daquele maldito projeto (de cobertura do Morumbi). Nós recusando participar e não daremos o quórum necessário de 175 (conselheiros) . Prefiro sair da disputa para poder dignificar o nome do São Paulo e da oposição. Se tivesse uma lista de presença para a reunião ordinária e outra para a extraordinária seria diferente. Agora, era uma única lista, como da outra vez, uma lista de panetone, que queriam aplicar o golpe em todos – explicou Kalil Rocha Abdalla.

A intenção da oposição ao retirar sua candidatura foi desobrigar seus conselheiros a comparecerem ao pleito. Dessa forma, não foi possível atingir o quórum mínimo de 75% de conselheiros para que o projeto pudesse ser votado – dos 234 possíveis, 140 estiveram no pleito. No último dia 5, os sócios elegeram 49 conselheiros da situação e 31 da oposição, o que aproximou Aidar da vitória.

– É um contra-ataque ao ataque de se colocar essa votação no dia da eleição. Como um conselheiro recém-eleito vai votar numa matéria que nem conhece? É isso que divide o São Paulo. Eu vou lá e vou votar. Acho tão difícil a execução desse projeto que gostaria de apostar nela – disse Marco Aurélio Cunha, líder da oposição.

O projeto, estimado em cerca de R$ 440 milhões, contém, além da cobertura, uma arena multiuso e dois edifícios-garagem. Em dezembro, a oposição já freou a primeira tentativa de aprovação alegando falta de explicações sobre a obra. A sequência de brigas fez a Andrade Gutierrez abandonar a parceria. O São Paulo, agora, espera aprovar a obra para acertar contrato com outra construtora.

Kalil Rocha Abdalla candidato da oposição à presidência do São Paulo (Foto: Alexandre Lozetti)Kalil Rocha Abdalla sai da disputa para ser presidente do São Paulo (Foto: Alexandre Lozetti)