ICFUT – Com dois de Matheus Cunha, Seleção Olímpica faz 3 a 1 no Chile

Fonte: Gazetaesportiva.net

A Seleção Brasileira Olímpica venceu o Chile por 3 a 1, em amistoso disputado na noite desta segunda-feira, no Pacaembu. Matheus Cunha, duas vezes, e Antony marcaram para o Brasil, enquanto Dávila, de pênalti, descontou.

Com o triunfo, o time do técnico André Jardine fecha a série de dois amistosos preparatórios para o Pré-olímpico em janeiro, na Colômbia, com duas vitórias. Na última quinta-feira, a equipe bateu a Colômbia por 2 a 0.

O Brasil começou bem o primeiro tempo. Logo aos 11 minutos, Matheus Cunha perdeu uma chance clara, após belo cruzamento do ex-corintiano Guilherme Arana. Porém, minutos depois, o atacante se redimiu e abriu o placar, depois de receber de Pedrinho e tocar na saída de Collao.

Apesar de sofrer o gol, o Chile foi crescendo aos poucos e começou a incomodar, principalmente Dávila. E foi de seus pés que saiu um pênalti para a equipe chilena. O camisa 10 recebeu dentro da área, chutou forte e a bola bateu no braço do zagueiro Lyanco. O juiz marcou e, na cobrança, Dávila não desperdiçou, aos 36.

A igualdade persistiu até o fim da etapa inicial graças ao goleiro Cleiton, do Atlético-MG. O arqueiro fez duas grande defesas que garantiram o 1 a 1.

Jardine acertou o grupo no intervalo e sua equipe voltou com outra postura. Bem mais agressiva, não demorou para voltar a assumir o placar. Com seis minutos, novamente Matheus Cunha marcou. O camisa 9 aproveitou o vacilo da zaga adversária e só teve o trabalho de empurrar para o gol.

Dominando o jogo, o Brasil não tinha dificuldades para chegar à meta chilena e pouco era sufocado. Apagado na partida, Antony ampliou com um bonito gol. Matheus Cunha, o nome jogou, tocou para o são-paulino, que, rapidamente, girou e acertou um bonito chute colocado.

Aos 35 minutos, o zagueiro brasileiro Lyanco e o lateral-esquerdo chileno Ibacache foram expulsos após confusão generalizada.

Os dois treinadores fizeram uma série de substituições e o ritmo caiu. O time brasileiro estava satisfeito com o resultado, e o Chile pouco oferecia perigo. Sendo assim, restou apenas esperar o apito final, diante de 5 mil torcedores que acompanharam o duelo sub-23, com grande presença de crianças.

ICFUT – Campeonato Mundial Sub-17 – 2011

Fonte: Portal Terra

Brasil despacha Japão no Sub-17, mas perde Adryan para a semi

Com uma atuação segura e gols no início de cada etapa, o Brasil acabou com a “sensação” Japão no Mundial Sub-17 neste domingo, em Querétaro (MEX), ao vencer por 3 a 2 e avançar às semifinais da competição. Os asiáticos haviam se classificado em primeiro lugar de seu grupo e goleado a Nova Zelândia por 6 a 0 nas oitavas de final, mas não jogaram sua melhor partida – apesar de terem marcado duas vezes no final e assustado os comandados de Emerson Ávila.

Os gols brasileiros foram marcados por Léo, Ademilson e Adryan – este último, após linda jogada individual. O camisa 10 da Seleção, porém, recebeu o terceiro cartão amarelo por falta dura no meio de campo e está fora da semifinal contra o Uruguai, na próxima quinta-feira, em Guadalajara. Nakajima e Hayakawa descontaram para o Japão.

Se perdeu Adryan para encarar os uruguaios, o Brasil terá dois retornos importantes à equipe titular: Nathan e Lucas Piazon, que não enfrentaram os japoneses por suspensão.

A Seleção começou em ritmo acelerado e abriu o placar logo aos 15min: Adryan bateu escanteio pela esquerda e Léo se antecipou à zaga nipônica para desviar de cabeça para o fundo das redes. A equipe brasileira seguiu melhor durante toda a primeira etapa e Léo teve a chance de ampliar após lindo passe de Guilherme, mas isolou.

No segundo tempo, o Brasil repetiu a dose e marcou duas vezes logo no início. Aos 2min, Guilherme cruzou, Ueda falhou no corte e o centroavante Ademilson aproveitou para fazer o segundo. Com 14min, Adryan apareceu novamente. O meia do Flamengo deu belo drible de letra sobre o lateral Kawaguchi e chutou forte de pé esquerdo, marcando 3 a 0.

Em larga desvantagem, o Japão se lançou à frente e conseguiu diminuir no final. Aos 31min, após boa troca de passes, Nakajima entrou livre na área e bateu no contrapé do goleiro Charles. Aos 42min, houve um bate-rebate em cobrança de escanteio e Hayakawa apareceu sozinho para escorar para as redes. Os asiáticos continuaram pressionando até o final, mas a reação não foi completa.

FICHA TÉCNICA

 

Brasil 3 x 2 Japão

Gols
Brasil: Léo, aos 15min do 1º tempo; Ademilson, aos 2min, e Adryan, aos 14min do 2º tempo
Japão: Nakajima, aos 31min, e Hayakawa, aos 42min do 2º tempo

Brasil
Charles; Wallace, Marquinhos, Matheus e Emerson; Misael, Marlon Bica, Guilherme (Hernani) e Adryan; Léo (Wellington) e Ademilson (Carlos Winck). Técnico: Emerson Ávila

Japão
Nakamura; Kawaguchi, Iwanami, Ueda e Muroya; Fukai, Ishige, Hayakawa e Kida (Nakajima); Minamino (Takagi) e Akino (Matsumoto). Técnico: Hirofumi Yoshitake

Cartão amarelo
Brasil: Adryan

Árbitro
Roberto García (MEX)

Local
Estádio Corregidora, Querétaro (MEX)

 

Dia Hora Local Jogos
45 03/07 17h Monterrey Uzbequistão 0 x 2 Uruguai
46 03/07 20h Querétaro Brasil 3 x 2 Japão
Chave B
47 04/07 17h Morelia Alemanha x Inglaterra
48 04/07 20h Pachuca França x México

ICFUT – Copa do Mundo Sub-17 de Seleções.

Grupo A
CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG %
1
México
3
1
1
0
0
3
1
2
100
2
Congo
3
1
1
0
0
1
0
1
100
3
Holanda
0
1
0
0
1
0
1
-1
0
4
Coreia do Norte
0
1
0
0
1
1
3
-2
0
  • Sab 18/06/2011 – 17h00 Morelia
    MEX3 1CNO
  • Sab 18/06/2011 – 20h00 Morelia
    CON1 0HOL
  • Ter 21/06/2011 – 17h00 Morelia
    CNOHOL
  • Ter 21/06/2011 – 20h00 Morelia
    MEXCON
  • Sex 24/06/2011 – 20h00 Morelia
    CNOCON
  • Sex 24/06/2011 – 20h00 Monterrey
    MEXHOL
Grupo B
CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG %
1
França
3
1
1
0
0
3
0
3
100
2
Japão
3
1
1
0
0
1
0
1
100
3
Jamaica
0
1
0
0
1
0
1
-1
0
4
Argentina
0
1
0
0
1
0
3
-3
0
  • Sab 18/06/2011 – 17h00 Monterrey
    FRA3 0ARG
  • Sab 18/06/2011 – 20h00 Monterrey
    JAP1 0JAM
  • Ter 21/06/2011 – 17h00 Monterrey
    JAPFRA
  • Ter 21/06/2011 – 20h00 Monterrey
    JAMARG
  • Sex 24/06/2011 – 17h00 Morelia
    JAPARG
  • Sex 24/06/2011 – 17h00 Monterrey
    JAMFRA
Grupo C
CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG %
1
Inglaterra
3
1
1
0
0
2
0
2
100
1
Uruguai
3
1
1
0
0
2
0
2
100
3
Canadá
0
1
0
0
1
0
2
-2
0
3
Ruanda
0
1
0
0
1
0
2
-2
0
  • Dom 19/06/2011 – 17h00 Pachuca
    RUA0 2ING
  • Dom 19/06/2011 – 20h00 Pachuca
    URU2 0CAN
  • Qua 22/06/2011 – 17h00 Pachuca
    URURUA
  • Qua 22/06/2011 – 20h00 Pachuca
    CANING
  • Sab 25/06/2011 – 17h00 Torreón
    URUING
  • Sab 25/06/2011 – 17h00 Pachuca
    CANRUA
Grupo D
CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG %
1
Nova Zelândia
3
1
1
0
0
4
1
3
100
2
Estados Unidos
3
1
1
0
0
3
0
3
100
3
Uzbequistão
0
1
0
0
1
1
4
-3
0
4
República Tcheca
0
1
0
0
1
0
3
-3
0
  • Dom 19/06/2011 – 17h00 Torreón
    UZB1 4NZE
  • Dom 19/06/2011 – 20h00 Torreón
    EUA3 0TCH
  • Qua 22/06/2011 – 17h00 Torreón
    EUAUZB
  • Qua 22/06/2011 – 20h00 Torreón
    TCHNZE
  • Sab 25/06/2011 – 20h00 Pachuca
    EUANZE
  • Sab 25/06/2011 – 20h00 Torreón
    TCHUZB
Grupo E
CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG %
1
Alemanha
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
Burkina Faso
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
Equador
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
Panamá
0
0
0
0
0
0
0
0
0
  • Seg 20/06/2011 – 17h00 Queretaro
    ALEEQU
  • Seg 20/06/2011 – 20h00 Queretaro
    BKFPAN
  • Qui 23/06/2011 – 17h00 Queretaro
    BKFALE
  • Qui 23/06/2011 – 20h00 Queretaro
    PANEQU
  • Dom 26/06/2011 – 17h00 Guadalajara
    BKFEQU
  • Dom 26/06/2011 – 17h00 Queretaro
    PANALE
Grupo F
CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG %
1
Austrália
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
Brasil
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
Costa do Marfim
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
Dinamarca
0
0
0
0
0
0
0
0
0
  • Seg 20/06/2011 – 17h00 Guadalajara
    BRADIN
  • Seg 20/06/2011 – 20h00 Guadalajara
    AUSCOS
  • Qui 23/06/2011 – 17h00 Guadalajara
    AUSBRA
  • Qui 23/06/2011 – 20h00 Guadalajara
    COSDIN
  • Dom 26/06/2011 – 20h00 Guadalajara
    COSBRA
  • Dom 26/06/2011 – 20h00 Queretaro
    AUSDIN

Por Cleber Aguiar – Danilo, da seleção, busca seu pai: “Talvez nem me reconheça”

Fonte: Portal IG

Meia, que estará na Copa América sub 15, sofre com a ausência de José, que se separou de sua mãe por causa do alcoolismo

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro

Foto: Arquivo pessoal

O jovem Danilo com sua mãe, Clarice

Danilo Barbosa da Silva se apresenta nesta terça-feira à seleção brasileira sub 15, que embarcará na quinta para a Copa América da categoria, na Venezuela, a ser disputada entre 17 e 26 de junho (o Brasil estreia no dia 18, contra a Colômbia). Ao contrário de muitos candidatos a astros com a camisa amarela, o meia do Vitória não sonha com a fama. Quer, é claro, ter uma condição melhor para ajudar a família, que vive em Simões Filho, cidade próxima a Salvador. Mas sente “um vazio”. Desde 2004, quando tinha 8 anos, não vê seu pai.

A amargura com a ausência de José Cândido da Silva chega a atrapalhar alguns treinos, especialmente em datas próximas ao Dia dos Pais. “Nem sei direito aonde ele está, bebia demais, era alcoólatra, aí acabou se separando da minha mãe (Clarice de Amorim Barbosa) e nunca mais o vi. Não batia na gente, mas bebia muito. Vi meu pai uma semana depois da separação e nunca mais”, contou Danilo, com voz tímida e claramente desconfortável com um assunto que o fere.

“Não é querer ficar famoso, queria meu pai, sinto falta. No Dia dos Pais, os colegas ligam para os seus pais… E parece que fica um vazio. Às vezes é ruim até para treinar. Fiquei mais chateado em 2009, já estava aqui no Vitória, na concentração. Era Dia dos Pais, fui para casa ficar com os meus irmãos. Não cheguei a chorar, mas fiquei triste com a situação”, lembrou o adolescente.

 

Foto: Arquivo pessoal

Danilo (esq.) na Granja Comary, com a sub 15

A descrença numa reaproximação através da fama no futebol é justificada. O pai de Danilo, segundo o jogador, nunca gostou do esporte e o proibia de praticar. Fora isso, reportagens por escrito pouco animam o atleta. Conta que José não sabe ler. “Ele nem sabe que eu jogo bola, nunca gostou de futebol, não deixava eu jogar. Agora não tem como proibir porque minha mãe tem mais autoridade, me criou. Talvez o meu pai nem me reconheça. Estava olhando as minhas fotos e mudei bastante”, disse o jovem.

Indagado sobre o que acha que mudaria em sua vida após reencontrar seu pai, Danilo não teve dúvida. “Acho que eu teria mais felicidade para jogar mais, com mais vontade. Fico preocupado porque ele está há muito tempo fora. Não sabe ler… Queria ajudar, passear com ele. Eu era muito pequeno quando ele foi embora, não tinha nem noção disso”, disse o meia da seleção.

A última pista que Danilo teve de seu pai foi em 2008. Enquanto treinava no Grêmio, no Rio Grande do Sul, onde ficou por um ano e meio, José ligou para casa e falou com seus irmãos. Na época, estava em uma cidade no sul da Bahia. “O pessoal aqui do Vitória sabe disso, mas lá na seleção não. Quando o meu pai ligou lá para casa soubemos que estava no interior da Bahia, em Camamu. Já pensei em ir atrás dele, falei até com o meu irmão de passar uns dias lá procurando. O meu sonho é o de quase todo jogador: poder ajudar a minha família. A primeira coisa que eu faria seria dar uma vida melhor a eles”, afirmou.

 

Pai de Danilo não o deixava jogar bola

Ao responder sobre quem é seu maior ídolo no futebol, Danilo não hesita: Hernanes, ex-São Paulo e atualmente na Lazio, da Itália. E ele treinou no clube do atleta que mais admira em uma trajetória curiosa. O baiano Allan Ribeiro gravou um vídeo seu jogando em um núcleo do Flamengo em Aracaju e logo surgiu um teste no São Paulo. Allan foi o mesmo que levou o jovem Maycon Santana ao Flamengo por causa de uma gravação publicada no Youtube, mas o garoto não vingou na Gávea.

“Um amigo dele o levou para me ver jogar em Simões Filho e aí fui para o núcleo do Flamengo. Ele fez um vídeo e aí apareceram essas chances”, contou. Apesar do teste no São Paulo, Danilo foi parar no Grêmio, de onde só saiu em 2009, para então defender seu clube atual, o Vitória da Bahia.

Morando em Salvador, o meia afirmou que é sua quarta convocação para a seleção. “Mas é a primeira competição agora na Copa América. As outras vezes foram só preparação, ficamos na Granja (Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio)”. Ele poderá assinar o primeiro contrato profissional ao completar 16 anos, em fevereiro de 2012, e mostra gratidão à equipe baiana. A prioridade, porém, é clara: “Quero ficar no Vitória, estou feliz aqui, foi aonde surgiram as coisas boas da minha vida, mas se um dia vierem outras propostas a gente vê como fica. O meu sonho é o de quase todo jogador: poder ajudar a minha família”.

ICFUT – Rosenery a fogueteira, morre !

Fonte: EBand

Rosenery Mello, a “Fogueteira do Maracanã”, tem morte cerebral

Rosenery chegou a ser detida pela polícia em 1989, mas foi solta. Logo depois, posou para a Playboy Rosenery chegou a ser detida pela polícia em 1989, mas foi solta. Logo depois, posou para a Playboy

Da Redação

esporte@eband.com.br

Rosenery Mello do Nascimento, que ficou conhecida como a “Fogueteira do Maracanã”, teve morte cerebral neste sábado, após sofrer um aneurisma. Os médicos do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, tentaram realizar uma operação, mas ela não resistiu. Rosenery tinha 45 anos e deixa três filhos.

Ela se tornou famosa após o polêmico jogo entre Brasil e Chile, no dia 3 de setembro de 1989, no Maracanã, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990. A Seleção vencia por 1 a 0 quando Rosenery atirou o um sinalizador para o campo, que caiu próximo ao goleiro Rojas, sem atingir o arqueiro. Ao ver a chama, o chileno se jogou ao chão, alegando ter sido atingido. O jogo acabou aos 24 minutos da etapa final, com o time do Chile deixando o campo com Rojas sangrando.

Rosenery chegou a ser detida pela polícia, mas foi solta pouco depois e, com a fama, posou para a revista Playboy.

Imagens divulgadas confirmaram que o caso não passou de encenação de Rojas. O goleiro usou uma lâmina para cortar o próprio supercílio, sem que o ferimento tivesse sido causado pelo sinalizador.

Com a armação desvendada, o capitão do time, Fernando Astengo, a Federação Chilena foi suspensa por quatro anos. A seleção do país ficou fora da Copa de 1994, por não ter disputado as eliminatórias para o Mundial dos EUA. Rojas, o técnico Osvaldo Aravena, o médico Daniel Rodríguez e o dirigente Sergio Stoppel foram banidos do futebol.

Rojas, porém, voltaria a trabalhar no futebol após receber a anistia em 2001, passando a atuar como preparador do São Paulo. Posteriormente, chegou a ocupar interinamente o cargo de treinador do time do Morumbi.

Veja video  do Caso !

por Cleber Aguiar – Entrevista com Mano Menezes !

Fonte: Globo.com

Ao lado do povo, Mano crê no futebol arte e evita comparações com Dunga

Treinador acredita que indo aos estádios brasileiros pode ter um retorno fiel do que pensa o torcedor. Ele fala também da necessidade do jogo bonito

Ao assumir a Seleção Brasileira, há dez meses, Mano Menezes encontrou uma novidade: tempo livre. Fins-de-semana disponíveis. Quartas à noite sem programa. Depois de anos trabalhando em estádios de futebol – ele, ao aceitar o convite da CBF – ganhou folga. Dias de folga. A obrigação semanal de estar num banco de reservas desapareceu. O que fazer com esse tempo livre?

Mano decidiu… trabalhar. Decidiu ir aos estádios – ver jogos – e ser visto vendo jogos. A ideia era até simples: trabalhar, mostrar trabalho, e se aproximar da arquibancada. Mostrar ao torcedor que o treinador da seleção não é uma entidade intocável e distante. Ao contrário de Dunga, que preferia não ser visto – e exibia a ocasional banana diante do protesto – Mano entendeu cedo que ser visto faz parte de seu trabalho. E que estar nos estádios ajuda a relação do treinador com seu cliente derradeiro, o torcedor.

Claro, Mano e a torcida ainda estão em lua-de-mel – é cedo – e ele sabe disso. Mas sabe também que tem uma chance histórica nas mãos. Com 2014 na mira e uma geração espetacular nas mãos, o técnico não olhou para trás. Ignorou as pouco populares preferências de Dunga (Kléberson, Josué, Júlio Baptista…) e apostou no futuro. Já na sua primeira convocação, chamou Ganso e Neymar. Lucas entrou na mira. Tirou de campo o futebol pragmático-e-se-der-bonito. E escalou o futebol-bonito-mas-também-prático. É uma mudança que parece sutil – mas é radical.

Nessa segunda parte da entrevista exclusiva, o técnico da Seleção Brasileira fala também dos adversários do Brasil na primeira fase da Copa América (Venezuela, Paraguai e Equador), daqueles que podem atrapalhar a busca pelo título e da importância de sua primeira competição oficial no projeto 2014. Boa leitura!

Mano Menezes durante entrevista (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Mano Menezes exibe camisa pentacampeã da Seleção Brasileira (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)

GLOBOESPORTE.COM: A Copa América é a primeira competição oficial da Seleção Brasileira sob o seu comando. O que ela representa para o seu trabalho?
MANO MENEZES: Nós dividimos a formação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2014, que é o mais importante, em três estágios. E o primeiro passa pela Copa América. Nós deixamos bastante claro desde o início que por não termos as eliminatórias durante esse período, nós teríamos que nos apoiar de forma mais concreta e estabelecer parâmetros mais confiáveis nas competições oficiais, que são a Copa América, as Olimpíadas, para um grupo específico e a Copa das Confederações. Na Argentina, nós vamos nos reunir pela primeira vez por um tempo longo e enfrentar adversários muito bem preparados. Vai ser bom para ver qual será a reação da Seleção Brasileira e dos jogadores mais jovens. É tudo o que precisamos para ter um parâmetro mais fidedigno lá na frente.

Se os brasileiros estão entre os melhores do mundo, nós temos condição de aliar isso ao resultado”
Mano Menezes

Você disputou a Libertadores com o Grêmio e também com o Corinthians. Sua experiência nessa competição facilita para a Copa América?
Claro! Facilita muito na identificação da maneira como cada país joga, porque, na verdade, os principais representantes desses países fornecem a maioria dos jogadores para suas seleções. E consequentemente eles vão ser muito parecidos na seleção do que são nos seus clubes. E aí você tem uma ideia de características de jogos. O próprio comportamento nos jogos na América do Sul, fora do Brasil, é diferente. O clima nos estádios, o ambiente da torcida… É importante os jogadores estarem preparados para isso. E essa preparação vem da própria participação dos atletas na competição e da experiência do técnico em termos de conhecimento.

Você tem ido a muitos jogos pelo Brasil, pelo mundo e tem tido contato com o povo. Está feliz com o retorno?
Eu vejo esse contato como algo positivo para você entender a essência do que o torcedor está pensando. Vivo bem essa relação com o torcedor brasileiro. Tenho andando pelo Brasil todo, pelos estádios… isso, ao mesmo tempo que me expõe mais com o torcedor, me dá uma fidelidade maior do seu pensamento. E, momentaneamente, ele tem tido esse comportamento positivo, de carinho. Penso que é proporcional à expectativa que se cria sobre os jogadores.

Mano Menezes durante entrevista (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Mano Menezes responde às perguntas do Globoesporte.com (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)

A comparação é inevitável, mas a Seleção do Dunga era mais fechada e ele não tinha esse contato com o povo…
Durante esse tempo todo eu procurei evitar comparações. Não sou eu que as faço. Elas são inevitáveis, mas é importante também entendermos as diferenças. Temos de levar em consideração que a próxima Copa do Mundo será jogada no Brasil. Então, algumas atitudes serão diferentes das tomadas anteriormente. E elas têm de ser diferentes mesmo. Tudo isso que vamos colher agora, nós vamos usar mais na frente, nos momentos mais importantes. Eu tenho comentado um pouco sobre o comportamento do torcedor brasileiro: aqueles que vivem lá fora têm uma compreensão maior, porque vão convivendo com as diferenças culturais de lá e mudando o comportamento. Todas as informações que pudermos retirar desse contato com o torcedor vai ser importante para que estamos fazendo na Seleção.

Eu vejo esse contato como algo positivo para você entender a essência do que o torcedor está pensando”
Mano Menezes

Você conversou com o Dunga desde que assumiu a Seleção?
Não. Não conversei. Eu penso que vai chegar o momento que vamos ter mais contato. Eu apenas procurei que não fosse agora, não tomei a iniciativa, porque penso que pós-derrota, como o caso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, ele pode guardar muito mais sentimentos negativos do que positivos, até em relação ao seu próprio trabalho, que foi bom no contexto geral. E eu quando procuro falar com as pessoas, procuro levar para esse encontro, conhecimento pessoal, e eu não tinha conhecimento pessoal de Seleção Brasileira para estabelecer um diálogo. Quando você não tem conhecimento fica quase que um monólogo. Uma conversa, para ser boa, tem que ter o contraponto, para questionar alguns assuntos.

E o que você acha da cobrança pelo jogo bonito?
Nos últimos anos, o futebol tem exigido isso. E não devemos abrir mão dessa exigência nunca. Às vezes não é possível, mas não deve se deixar de ter o entendimento como crítico. Não pode deixar de querer um futebol bonito paralelamente ao resultado. Lógico que isso é maior. Na busca disso deve ser proporcionalmente maior. Se os brasileiros estão entre os melhores do mundo, nós temos condição de aliar isso ao resultado.

A terceira e última parte do bate-papo com Mano Menezes irá ao ar no Globoesporte.com na manhã deste sábado, dia 28 de maio. Nela, o comandante da Seleção Brasileira alerta para os perigos de Messi e da Argentina.

*Participaram da entrevista os jornalistas Gustavo Poli, João Garschagen, Leandro Canônico, Márcio Iannacca e Thiago Lavinas.

Neymar Ganso Pato Brasil x EUA (Foto: Getty Images)Com Pato e Ganso, Neymar comemora gol da Seleção contra os Estados Unidos, o primeiro desafio de Mano (Foto: Getty Images)

Por Cleber Aguiar – Fifa confirma São Paulo fora da Copa das Confederações.

Fonte: O Estado de São Paulo

JAMIL CHADE – Agência Estado

A cidade de São Paulo será excluída da Copa das Confederações de 2013. A declaração é do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que garantiu nesta terça-feira que não há chances de usar o Morumbi para a competição e admite que o estádio em Itaquera, na zona leste da capital paulista, não estará pronto para o evento um ano antes da Copa do Mundo no Brasil.

No caso do Rio de Janeiro, a Fifa foi obrigada a rever os prazos para a entrega do Maracanã. Mas admite que terá de “cruzar os dedos” e torcer para que a cidade também não acabe fora do torneio.

A Fifa considera a Copa das Confederações como ensaio geral do país para receber a Copa do Mundo e, num cenário ideal, um dos objetivos de sediar o evento seria o de testar o estádio de abertura e o da final do Mundial. Mas, no caso do Brasil, isso não será possível. Segundo Valcke, o estádio em Itaquera não deve estar pronto para 2013. Mas rejeita a ideia de usar o Morumbi como substituto, como foi sugerido. “Não há chances”, garantiu.

Valcke deixa claro que o cenário com o qual a Fifa já trabalha concretamente é o de não usar São Paulo para o torneio. “Precisamos de quatro sedes para a Copa das Confederações. Não é tão trágico se não ocorrer em São Paulo”, declarou. Valcke, porém, admite não saber ainda quais seriam as quatro sedes.

Segundo ele, no entanto, a situação do Rio de Janeiro também é uma dor de cabeça. “Queremos estádios prontos até o final de 2012 para que possam ser usados na Copa das Confederações em meados de 2013. Mas, no caso do Maracanã, nos pediram para flexibilizar as datas e concordamos em esperar até março de 2013 para que o estádio esteja pronto. Então, o que ocorrerá é que cruzaremos os dedos e teremos de torcer para dar tudo certo”, declarou.

POSIÇÃO DA CBF – A Confederação Brasileira de Futebol vai anunciar em julho as quatro ou cinco sedes da Copa das Confederações. Embora não confirme nada oficialmente, a entidade conta pelo menos com o Rio de Janeiro e o Distrito Federal para a competição e não quis se manifestar sobre as declarações do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, de que São Paulo já está fora da competição.

Com relação ao Maracanã, também criticado por Jerome Valcke, a CBF prefere acreditar na posição do governo do Estado do Rio de Janeiro, de que o estádio vai estar totalmente reformado a tempo de receber jogos da competição.

Na última segunda, o Maracanã ganhou um reforço de 75 trabalhadores. Eles são agora 800 ao todo. As obras no estádio estão voltadas no momento para a demolição das arquibancadas. O anel inferior já foi posto a baixo. Numa próxima etapa, serão construídas as fundações de arquibancadas e rampas. (com Sílvio Barsetti, do Rio de Janeiro)

Por Cleber Aguiar – Morre o médico Lídio de Toledo da seleção Brasileira.

Fonte: Globo.com

Lídio Toledo morre no Rio de Janeiro

Médico da Seleção Brasileira nas Copas de 1994 e 1998 foi internado sexta-feira, mas não resistiu a problemas cardíacos e insuficiência renal

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Lídio Toledo médico seleção (Foto: Ag. Estado)Lídio Toledo não resiste a problemas cardíacos e à
insuficiência renal (Foto: Ag. Estado)

Médico da Seleção Brasileira nas Copas de 1994 e 1998, Lídio Toledo faleceu na manhã deste sábado, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, vítima de problemas cardíacos e insuficiência renal.

Lídio foi internado na sexta-feira, porém não resistiu. Ainda não há detalhes sobre o velório e o enterro do médico.

Por ICFUT – Brasil derrota Argentina e leva título sul-americano sub-17 pela 10ª vez

Com direito a golaço do vascaíno Guilherme, Seleção faz bela partida e conquista o caneco no Equador mais uma vez diante dos hermanos

Fonte – GLOBOESPORTE.COM Quito, Equador

Em sua melhor exibição no Sul-Americano sub-17, a Seleção Brasileira derrotou a arquirrival Argentina por 3 a 2, neste sábado, e assegurou o título da competição realizada no Equador pela décima vez na história. Os gols do triunfo no estádio Casablanca, em Quito, que ratificaram a freguesia dos hermanos diante do Brasil no torneio (com apenas duas conquistas, eles já haviam sido superados em outras cinco oportunidades pela equipe canarinho), foram anotados por Léo, Matheus e Guilherme, este último uma verdadeira pintura.

O resultado deixou o Brasil com 13 pontos no hexagonal final do torneio, quatro à frente do vice-campeão Uruguai e a seis dos hermanos. Além do caneco, o quarto conscutivo, e de solidificar sua hegemonia no continente, a equipe canarinho também está garantida no Mundial da categoria, que será realizado no México, em junho.

Comemoração da seleção sub 17 contra a Argentina (Foto: AFP)Brasil comemora vitória e título. E tudo isso diante da arquirrival Argentina

Para ser campeã, a Argentina entrou em campo precisando vencer o Brasil por 2 a 0 para tirar a diferença no saldo de gols e se sagrar campeã. Mas, apesar da vantagem de poder perder por até um gol de diferença, o Brasil começou pressionando, atacando em bloco e com apoio dos laterais. Aos quatro, o atacante Léo, que defende o Cruzeiro, fez bela jogada individual e tocou na medida para o meia-atacante Lucas Piazón. Já negociado com o Chelsea, o são-paulino chutou por cima do gol.

Os dez títulos do Brasil no Sul-Americano sub-17: 1988 1991, 1995, 1997, 1999, 2001, 2005, 2007, 2009 e 2011

Dois minutos depois, o vascaíno Guilherme tabelou com Adryan, atleta do Flamengo, e obrigou o goleiro Sequeira fazer grande defesa. O arqueiro dos hermanos voltou a trabalhar aos 12. Lucas Piazón recebeu do lado direito, cortou para o meio e chutou rasteiro no canto. Sequeira se esticou todo e espalmou a bola que ainda bateu na trave. Na sequência, Léo chutou cruzado e, por pouco, Marlon Bica, volante do Inter-RS, não marcou de carrinho.

Aos 20, a primeira chegada com perigo da Argentina. Após lançamento da defesa, Lucas Pugh recebeu sozinho na intermediária canarinho, penetrou na área, mas demorou na hora do arremate permitindo o corte do lateral Wallace, do Fluminense.

O lance despertou o rival que, aos 22, quase abriu o placar com um forte chute de Carreras de fora da área. Bem colocado, o goleiro Charles, do Cruzeiro, espalmou para escanteio.

Chuva de gols

As jogadas argentinas não causaram desespero no Brasil que, já debaixo de chuva, abriu o placar aos 28. Após passe de Lucas, Adryan recebeu na ponta esquerda e cruzou na medida para Léo, de cabeça, colocar no fundo das redes .

Pouco tempo depois, em um dos principais defeitos da Seleção Brasileira sub-17, a bola aérea, a Argentina igualou aos 31 com o capitão Baez subindo mais alto que a defesa canarinho e conferindo um escanteio cobrado pela direita.

No entanto, em uma resposta imediata no minuto seguinte, Guilherme recebeu na área, matou no peito e, de voleio, encobriu Sequeira colocando novamente o Brasil em vantagem.

Antes do término do primeiro tempo, Léo driblou dois marcadores, entre eles o goleiro adversário, e chutou. Para o azar do cruzeirense, a zaga argentina salvou em cima da linha e evitou um outro golaço aos 45.

Mudanças

Para a segunda etapa, o técnico Emerson Ávila, colocou o volante Hernani, do Atlético-PR, na vaga de Wallace, que havia recebido amarelo na etapa inicial. Com a mudança, o gremista Misael se deslocou para a lateral direita.

A substituição não atrapalhou o desempenho do Brasil, que seguiu controlando a partida sem sofrer muitos sustos. Aos 26, Léo quase ampliou após bela jogada do lateral Emerson, do Santos. No lance, o atacante, artilheiro da equipe na competição com quatro gols, sentiu um problema no joelho esquerdo e deu vaga a Pedro Paulo que, assim como Léo, defende a Raposa.

Zagueiro brasuca marca, mas vacila

Sem o goleador, o zagueiro Matheus, do Grêmio, fez as vezes de artilheiro e, aos 32, conferiu de cabeça um cruzamento da esquerda de Adryan para fazer terceiro (vídeo ao lado). No entanto, aos 26, o defensor cochilou atrás e permitiu que Andrada voltasse a deixar o placar apertado a favor do Brasil.

Nos minutos seguintes, a Argentina pressionou, mas os garotos do Brasil mostraram ter sangue de veteranos, garantiram o triunfo e celebraram o título no vazio, porém caloroso, estádio Casablanca. Sob os versos de “Sou Brasileiro, com muito orgulho e muito amor”, o capitão Marquinhos ergueu o troféu e fez a festa.

O técnico Emerson Ávila levou a campo a seguinte escalação neste sábado: Charles (Cruzeiro), Wallace (Fluminense), Matheus (Grêmio), Marquinhos (Corinthians) e Emerson (Santos); Marlon Bica (Inter-RS), Misael (Grêmio), Guilherme (Vasco), Adryan (Flamengo) e Lucas Piazon (São Paulo / Chelsea); Léo (Cruzeiro).

A CAMPANHA DO BRASIL
Primeira fase
Brasil 4 x 3 Venezuela
Brasil 2 x 1 Chile
Brasil 1 x 2 Paraguai
Brasil 5 x 1 Colômbia
Hexagonal final
Brasil 0 x 0 Uruguai
Brasil 1 x 0 Colômbia
Brasil 3 x 2 Equador
Brasil 3 x 1 Paraguai
Brasil 2 x 1 Argentina

ICFUT – Dona de boate investe em revelação da seleção sub-17

Fonte: Folha.com

O ambiente de seu escritório não se parece com o de agentes de futebol. Não há camisas de clubes enquadradas e fotos de jogadores penduradas, mas chama a atenção o trânsito de garotas voluptuosas e seminuas.

Mesmo assim, a empresária já possui entre seus agenciados no futebol um jogador de seleção, Misael, volante do Grêmio e do time que está no Sul-Americano sub-17.

Misael (dir.) chuta a bola na partida da seleção sub-17 contra o Uruguai

Misael (dir.) chuta a bola na partida da seleção sub-17 contra o Uruguai

Tia Carmen é dona de uma das boates mais conhecidas de Porto Alegre, o Carmen’s Club. E uma das mais excêntricas agentes de futebol.

Na casa noturna da qual é dona, Tia Carmen tem pelo menos 50 funcionárias, ou, como gosta de chamar, "sobrinhas". Já no futebol, seu cartel ainda é bem discreto.

"Eu já parei com isso [agenciar jogadores]. Já passei todos os atletas que tinha para outros empresários."

Sabe-se, porém, que ela tem (ou, pelo menos, já teve) atuação muito forte nos clubes de Porto Alegre, principalmente no lado tricolor da capital do Rio Grande do Sul.

"Ela trabalha como qualquer outro empresário de futebol. Ela tem um certo grau de instrução. É uma empresária, pensa em negócios", disse Jorge Andrade, gerente-executivo da base do Inter.

Andrade não sabe de nenhum atleta da base do clube que, atualmente, é agenciado pela Tia Carmen. Entretanto lembra que ela já agenciou Alex Pires, jogador que passou pelo Internacional entre 2009 e o ano passado.

No Grêmio, está o atleta mais promissor agenciado por Tia Carmen: Misael, 16.

"É ela quem trata dos meus negócios. Deixo tudo nas mãos dela. Confio muito nela", disse o volante na primeira conversa com a Folha.

Menos de uma semana depois do contato inicial, o jogador negou que a empresária do entretenimento permanece como sua agente.

Misael recebe os cuidados de Tia Carmen desde 2009, quando ela mesma o procurou para fechar contrato, sem nenhum intermediário. Já como empresária, deu uma casa e um carro para os pais do jovem jogador de futebol.

E arranjou até emprego para os pais de Misael. Mas, segundo o volante, eles pararam de trabalhar. "Sou eu quem sustento a família. Eles só cuidam de mim", disse.

Sobre ter passe livre no Carmen’s Club, Misael diz que não deseja tê-lo. Afirma ter namorada e diz querer se concentrar apenas no esporte. "Esses negócios aí não têm nada a ver com o meu futebol", declarou o volante.

Agentes de Porto Alegre criticam a atuação de Tia Carmen, não por ser uma empresária da noite, mas porque a consideram mais uma aventureira no mundo do futebol.

Para alívio deles, Tia Carmen diz que não pretende trabalhar mais com atletas. "Estou fora disso. Gastava muito meu tempo. Agora, se quiser saber da minha boate, podemos falar", disse ela.