ICFUT – COPA DO MUNDO 2018: SEMI FINAIS – França 1×0 Bélgica

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FICHA TÉCNICA
FRANÇA 1 x 0 BÉLGICA

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)
Data: 10 de julho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 15h(de Brasília)
Árbitro: Andres Cunha (Uruguai)
Assistentes: Nicolás Tarán (Uruguai) e Mauricio Espinosa (Uruguai)
Público: 64.286 pessoas
Cartões amarelos: Griezmann, Kante e Mbappe (FRA); Alderweireld, Vertonghen e Hazard (BEL)
Gol:
FRANÇA: Umtiti, aos 5 minutos do 2º Tempo

FRANÇA: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernandez; Kante, Matuidi (Tolisso) e Pogba; Mbappe, Griezmann e Giroud (N’Zonzi)
Técnico: Didier Deschamps

BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Chadli (Batshuayi), Witsel, De Bruyne, Fellaini (Carrasco) e Dembele (Mertens); Eden Hazard e Romelu Lukaku
Técnico: Roberto Martinez

TABELA DA COPA DO MUNDO – 2018 – CLIQUE AQUI !

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ICFUT – CBF anuncia volta do Brasileiro de Futebol Feminino ainda em 2013

Fonte: gazetaesportiva

A Confederação Brasileira de Futebol anunciou nesta segunda-feira a realização do retorno do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino em 2013. O torneio será disputado ainda em 2013, entre os dias 18 de setembro e 4 de dezembro.

“A CBF já organiza há oito anos a Copa do Brasil de Futebol Feminino. A competição tem uma verdadeira abrangência nacional, coma participação de clubes dos 26 estados e do Distrito Federal, portanto de todas as federações, e agora podemos anunciar mais uma competição para o futebol feminino no Brasil”, declarou o diretor de Competições, Virgílio Elísio.

Além do diretor, participaram do anúncio da nova competição, o ministro do Esporte Aldo Rebelo, a coordenadora geral do futebol feminino do Ministério do Esporte, Mariléia dos Santos e a jogadora da Seleção Brasileira e do Centro Olímpico, Cristiane.

A iniciativa conta com o apoio da Caixa Econômica Federal, que investirá R$ 10 milhões para a realização da competição, que não acontece no país desde 2001.

Divulgação

O anúncio da nova competição nacional do futebol feminino foi feita na sede da CBF

As equipes serão escolhidas para participar do campeonato com base em um ranking formado a partir dos quatro últimos anos da Copa do Brasil. Os dois melhores times de cada grupo – serão quatro – passam para a fase final e se enfrentam em jogos de ida e volta.

"O campeonato é bem curto por uma série de fatores ligados à montagem. Foi uma oportunidade, com apoio financeiro que surgiu, e não poderíamos deixar passar. Era pegar ou largar, caso contrário não teríamos um campeonato em 2013", arrematou Elísio.

Confira os grupos do Brasileirão Feminino 2013:

Grupo 1 – Duque de Caxias-RJ, América-SP, Centro Olímpico-SP, Francana-SP e Rio Preto-SP
Grupo 2 – Asscoop-DF, Foz Cataratas-PR, Vasco da Gama-RJ, Kindermann-SC e São José-SP
Grupo 3 – São Francisco-BA, Caucaia-CE, Mixto-MT, Botafogo-PB e Vitória-PE
Grupo 4 – Iranduba-AM, Viana-MA, Pinheirense-PA, Tuna Luso-PA e Tiradentes-PI

ICFUT – Brasil vence Dinamarca e garante vaga na final do torneio

Fonte: gazetaesportiva

Pelo Torneio Internacional Cidade de São Paulo de futebol feminino, o Brasil encarou a Dinamarca, líder da competição, precisando vencer para assegurar vaga na final do campeonato. E conseguiu. Com gols de Érika e Débora, a Seleção fez 2 a 1. Hansen descontou para as dinamarquesas.

Com o resultado, as meninas do Brasil chegaram aos seis pontos, dois a mais que a Dinamarca, que torce por uma vitória de Portugal sobre o México, em partida que acontece a partir das 18 horas, para conseguir a classificação.

O resultado começou a ser construído no primeiro tempo com Érika, que subiu mais que as escandinavas para abrir o placar em cabeceio firme, logo aos sete minutos.

Aos 27, foi a vez de a Dinamarca assustar com um bonito chute que tocou o travessão e a trave, assustando a goleira Andréia, que nada pode fazer, senão observar a trajetória da bola.

O Brasil respondeu novamente com a bola parada, acertando o travessão dinamarquês aos 39 da segunda etapa, quando já não contava com Marta, que deixou o gramado, machucada, no primeiro tempo.

Aos 45 minutos, Débora recebeu passe precioso e tocou por cobertura para selar a vitória e a classificação brasileira. Ainda deu tempo de Hansen descontar, de pênalti, mas a reação dinamarquesa acabou aí.

Agora, o Brasil espera o resultado da partida entre Portugal e México para saber quem vai enfrentar na final. Apenas uma goleada por oito gols de diferença das mexicanas tiraria a primeira colocação da Seleção Brasileira. Portugal precisa de uma vitória igual para se classificar, mas nem assim alcançaria o Brasil no número de pontos.

Divulgação

Débora (camisa 20) marcou o gol que garantiu a vitória da Seleção Brasileira sobre a Dinamarca por 2 a 1

ICFUT – Chuva afasta público e bom futebol do Brasil em revés para o México

Fonte: gazetaesportiva

A forte chuva desta quinta-feira esvaziou o Pacaembu e comprometeu a atuação da Seleção Brasileira de futebol feminino. Sem empolgar o público como em sua estreia no Torneio Internacional Cidade de São Paulo, o time canarinho esbarrou em seus próprios erros e foi derrotado por 2 a 1 para o México. O resultado deixa a Dinamarca na liderança do campeonato amistoso e mantém indefinida a classificação das meninas para a final.

Em seu segundo jogo à frente da equipe nacional, o técnico Márcio Oliveira apostou na mesma base que goleou Portugal por 4 a 0, no último domingo. Desta vez, porém, a formação não surtiu efeito e parou na forte marcação mexicana. Os obstáculos foram tantos que até o gol anotado por Rosana saiu em um lance chorado, aos 14 minutos da etapa inicial.

O empate mexicano veio durante o segundo tempo. Guajardo aproveitou erro na saída de bola e limpou a marcação antes de anotar um belo gol no Pacaembu. Em seguida, a atacante Cristiane perdeu um pênalti na partida e desperdiçou inúmeras chances claras de gol. As falhas acumuladas ao longo dos 90 minutos de jogo foram determinantes para Domingues decretar a virada em outra bobeada da zaga, aos 44 da etapa complementar.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Com a derrota, o Brasil de Marta segue em segundo no Torneio Internacional Cidade de São Paulo

Agora, o Brasil soma três pontos e está em segundo lugar na competição. A Dinamarca, com quatro, é a líder. As europeias empataram por 0 a 0 com Portugal, nesta quinta-feira, e se mantêm à frente depois de terem goleado o México por 5 a 0, na primeira rodada. No próximo domingo, a Seleção irá enfrentar a primeira colocada para tentar ir até a final e lutar pelo direito de jogar pelo empate – apenas o líder tem este privilégio na decisão do torneio.

O Jogo – A lentidão da Seleção trouxe sufoco para as zagueiras brasileiras no início da partida. As falhas apresentadas atrás da linha do meio-campo deixaram o time canarinho preso na intermediária e apenas uma jogada individual de Fabiana Baiana desafogou o setor defensivo. Aos dez minutos, a jogadora fez fila na entrada da área e quase superou a goleira Santiago com um chute cruzado pelo alto.

O primeiro lance de perigo foi suficiente para que o Brasil se soltasse na partida. Aos 14 minutos, Marta recebeu na esquerda e fez um cruzamento primoroso para Rosana. O lançamento passou pela goleira e terminou nos pés da camisa 8, que concluiu com dificuldades. Travada pela defensora mexicana, a bola passou pelos pés das duas jogadoras e morreu lentamente no fundo das redes.

Mesmo com a vantagem no início do confronto, as brasileiras penaram para superar a defesa mexicana e isolaram qualquer oportunidade criada nas bolas paradas. Sem ameaçar Santiago, o time canarinho deu espaço para o México e quase sofreu o empate aos 25 minutos. Em um lance despretensioso, Andréia se atrapalhou com a zaga e só não levou o gol contra porque Fabiana Baiana salvou praticamente em cima da linha.

Fernando Dantas/Gazeta Press

A Seleção Brasileira não embalou após o gol de Rosana e se atrapalhou no posicionamento defensivo

O susto sofrido pela defesa brasileira foi a única emoção vista até os 44 minutos da etapa inicial. Após uma falta dura sobre Cristiane na entrada da área, Marta colocou por cima da barreira e obrigou Santiago a se esticar toda para impedir o gol. Na sequência, um chute de fora da área resvalou na defesa mexicana e obrigou a goleira a se recuperar no lance para não ser vazada novamente.

O segundo tempo começou com a persistente chuva paulistana e tímidos gritos de ‘Vai Corinthians’ nas arquibancadas. Já a bola sofreu. E sofreu muito. Em um dos vários erros cometidos pela Seleção Brasileira, Andressa se equivocou na saída de bola e foi desarmada por Guajardo. A atacante aplicou um drible da vaca em sua marcadora e chutou cruzado para superar a goleira Andréia.

O gol mexicano, marcado aos 15 da etapa complementar, obrigou Marta a entrar em ação novamente. Três minutos depois de as visitantes terem igualado o placar, a camisa 10 da Seleção se enroscou com uma defensora adversária e caiu dentro da área. O lance duvidoso rendeu um pênalti ao Brasil, mas não trouxe qualquer alteração ao placar. Assim como no Mundial de 2011, Cristiane desperdiçou a cobrança e frustrou a torcida.

Os seguidos tropeços colocaram o rendimento da Seleção em xeque. O time até esboçou uma reação e chegou a perder um gol feito com Cristiane, aos 24 minutos. A atleta recebeu livre de marcação e chutou forte para fora. A centroavante ainda cabeceou a queima-roupa e parou na grande defesa de Santiago. A goleira foi, inclusive, o destaque mexicano. Aos 30, a camisa 1 teve nova participação decisiva e se agachou para impedir que Marta concluísse outra chance em gol.

Fernando Dantas/Gazeta Press

As principais atletas da Seleção não foram bem: Cristiane perdeu pênalti e Marta se escondeu em campo

Sem encontrar meios de furar o bloqueio adversário, a Seleção se complicou na hora de tocar a bola no meio-campo e deu seu último suspiro aos 40 minutos. Após a saída errada de Santiago, Cristiane bateu forte e provocou alguns segundos de indecisão no Pacaembu. A torcida até se levantou para gritar gol, mas, para o alívio dos dinamarqueses que acompanhavam ao duelo, a bola bateu na rede pelo lado de fora.

Com mais uma falha no ataque, as brasileiras levantaram os gritos da empolgada torcida mexicana e foram castigadas por Domingues. A atacante aproveitou o contra-ataque fulminante de sua equipe e avançou até a área sem receber o combate. Ao se aproximar da defesa adversária, a jogadora encobriu Andréia com categoria e selou a vitória visitante aos 44 minutos.

ICFUT – Seleção feminina estreia técnico com goleada por 4 a 0 ante Portugal

Fonte: gazetaesportiva

 

A estreia do técnico Márcio Oliveira não poderia ter sido melhor neste domingo. Substituto de Jorge Barcellos no comando técnico da Seleção feminina, o treinador assistiu a um passeio sobre Portugal e iniciou o Torneio Internacional Cidade de São Paulo com uma confortável vitória. Através dos gols de Cristiane, Fabiana Baiana, Marta e Giovania, a equipe nacional goleou por 4 a 0 e arrancou na frente rumo ao tricampeonato da competição.

Observadas pela comissão técnica da Dinamarca e por representantes da equipe mexicana, as meninas do Brasil não encontraram dificuldades diante das portuguesas. As lusas fazem a sua estreia no torneio e se atrapalharam defensivamente em diversas ocasiões. Os erros cometidos deram o espaço que Márcio Oliveira tanto queria para matar o jogo sem passar sufoco.

Agora, a Seleção se prepara para voltar a campo na próxima quinta-feira, contra o México, no mesmo Pacaembu. O campeonato também será a chance de Marta se recuperar do fracasso nas Olimpíadas e provar que pode conquistar o título de melhor jogadora do mundo. A atleta foi indicada ao prêmio pela oitava vez consecutiva e já acumula cinco troféus da categoria.

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Marta teve o seu nome cantado durante toda a partida e retribuiu com um gol no 1º minuto da etapa complementar

O Jogo – As meninas de Márcio Oliveira começaram a partida empolgadas e precisaram de apenas dois minutos para assustar a sua adversária pela primeira vez. Acuado com o estilo de jogo ofensivo do Brasil, Portugal deu espaço para Débora dominar a bola na entrada da área e chutar com perigo à direita da goleira Patrícia Moraes.

A falha na conclusão do primeiro lance não se repetiu na investida seguinte das brasileiras. Aos oito minutos, a centroavante Cristiane tomou a bola dentro da área e com um chute de categoria tirou do alcance da goleira. A jogada do gol ainda contundiu a zagueira Silvia Rebelo e desorganizou a já confusa zaga europeia.

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Cristiane foi o referencial da Seleção neste domingo e deixou a sua marca no primeiro tempo

Após bater cabeça novamente, o time visitante permitiu a chegada de Rosana e só não levou o segundo porque Patrícia fechou bem o ângulo nos pés da meio-campista. Já aos 16 minutos, Cristiane alçou a bola da ponta esquerda e Marta concluiu por cima da meta adversária. Mesmo com seu nome gritado a cada novo toque na bola, a camisa 10 não emplacou boas jogadas no primeiro tempo e foi apenas uma coadjuvante em campo.

Quem realmente tentou mostrar serviço foi Débora. A atacante brigou com as zagueiras portuguesas na etapa inicial e quase deixou sua marca aos 32. A cabeçada, entretanto, parou nas mãos de Patrícia. A goleira só não conseguiu evitar o tiro da lateral Fabiana Baiana, aos 35 minutos. A jogadora subiu bem ao ataque e concluiu no canto para ampliar o marcador.

A vantagem deixou a Seleção mais confortável em campo. As atletas se pouparam nos minutos seguintes e só Cristiane chegou com perigo. Aos 37, a atacante apareceu no meio da zaga e concluiu a última chance de gol por cima. O fim do primeiro tempo não refletiu em nada o comportamento do time canarinho no restante da partida, já que Marta precisou de apenas um minuto para se redimir de sua atuação apagada.

Ao notar o toque de bola da meia Érika para a área, a camisa 10 correu por trás das portuguesas e dominou na cara da goleira Patrícia. Com tranquilidade, Marta tirou a arqueira do lance e fez valer o ingresso dos que esperavam para gritar um gol seu. Os incentivos, porém, cessaram após Andréia ter que se esticar toda para evitar o gol das visitantes.

Recuperadas do susto, as meninas ouviram os conselhos passados por Márcio Oliveira no banco de reservas e massacraram a defesa portuguesa. A arqueira Patrícia precisou contar com a sorte para não sofrer mais gols no restante da duelo. E quando Érika finalmente conseguiu furar o bloqueio de suas oponentes, a bandeira flagrou impedimento e invalidou o tento.

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Érika deu uma bela assistência para Marta e ainda teve um gol invalidado pela arbitragem no segundo tempo

A decisão da arbitragem de manter o placar inalterado levou Marta a arriscar novos dribles. Aos 23 minutos, a jogadora puxou rápida investida e tocou para Cristiane no centro da área. A centroavante recebeu o combate e Fabiana Baiana só não marcou porque a goleira se recuperou para fazer uma grande defesa.

Marta também levou o torcedor ao delírio com um chute no travessão. Aos 31 minutos, a jogadora aplicou um belo drible na meia-lua e fez com que a bola acertasse o poste em cheio. A goleira Andréia ainda precisou praticar outra boa defesa, aos 34, e garantiu a invencibilidade da defesa brasileira. Já a estreante Giovânia provou que a aposta de Márcio Oliveira estava certa e fechou a conta aos 35 da etapa complementar.

ICFUT – Próximo do Mundial, Vanessa pede mais atenção para futsal feminino

Fonte: gazetaesportiva

No mês de novembro, a Seleção Brasileira masculina conquistou o heptacampeonato mundial de futsal. Falcão e companhia chamaram a atenção de todos os fãs da modalidade ao mostrar um grande poder de reação e superação na campanha que culminou no sétimo título. Menos de um mês após a coroação dos comandados do técnico Marcos Sorato, é a vez de as mulheres mostrarem que também têm força, sob a chancela do mesmo treinador, que substitui Vander Iacovino. Mas, se o futsal masculino no Brasil já recebe menos atenção do que deveria, com as mulheres a situação é ainda pior. Porém, assim como Alessandro Rosa Vieira, o Falcão, atrai pessoas para acompanhar mais o esporte, a Seleção feminina também tem uma estrela que figura entre as melhores do mundo. E o nome dela é Vanessa Cristina Pereira.
Atualmente vestindo a camisa do UnoChapecó (SC) e com passagem também pelo futsal espanhol, no qual defendeu as cores do Burela FS, a ala mineira de 24 anos de idade encanta pela sua habilidade e objetividade em quadra. Com dois prêmios de melhor jogadora do planeta dados pelo site futsalplanet.com, referência mundial na modalidade, e diversos títulos importantes em seu currículo, entre eles os da Liga Futsal, com o clube catarinense, e do Mundial de futsal feminino, com a Seleção Brasileira, percebe-se logo que a atleta nascida em Patos de Minas (MG) tem algo de especial.
Agora, em 2012, a garota que começou a se interessar pelo futsal aos cinco anos de idade, influenciada por seu pai, espera voltar da pequenina cidade portuguesa chamada Oliveira de Azeméis, em Portugal, com o tricampeonato mundial, conquista que, certamente, contribuiria mais um pouco para atrair os olhos das pessoas para essas mulheres que tão bem representam o país. E assim como o astro Falcão, da Seleção masculina de futsal, sofreu com lesões no último Mundial, Vanessa também vai para a competição enquanto se recupera de uma lesão na coxa direita.
Mas antes de embarcar para a terrinha, a estrela concedeu uma entrevista por telefone à GE.net,logo depois de um treino preparatório realizado no CT da Confederação Brasileira de Futsal, localizado em Iparana (CE), e falou sobre as expectativas para o torneio, sobre as seleções que podem ser uma pedra no sapato do Brasil e sobre o crescimento do futsal feminino no país.

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Ala Vanessa está entre os destaques da Seleção Brasileira para a disputa do título mundial.

Gazeta Esportiva.net: Como e quando você começou a praticar futsal? Sente-se realizada na profissão?
Vanessa: Comecei a jogar aos cinco anos, morávamos dentro de uma escola, lá em Minas, e eu comecei a assistir às pessoas jogando, já que meu pai tinha acesso às quadras. Me sinto realizada, o futsal é a minha vida e eu amo fazer isso.
Ge.net: A Seleção Brasileira está às vésperas do Mundial feminino. Quais as expectativas para o campeonato e quais os principais concorrentes ao título?
Vanessa: Expectativa é sempre muito grande para o Mundial. Espanha, Rússia e Portugal são seleções muito fortes, que vão brigar pelo título. Tailândia e a Ucrânia, que não estiveram no último Mundial, também são fortes, além do Japão, que tem um time muito veloz, muito rápido. A Venezuela vem numa crescente também.
Ge.net: E o contato com o técnico Marcos Sorato, como está sendo a experiência, ainda mais depois de ele ter sido campeão com a Seleção masculina?
Vanessa: O Marcos Sorato é um técnico muito experiente, que entende muito de futsal. Então esse contato com ele deixa a gente muito feliz, não somente por causa do título. Lamento pelo Vander Iacovino, que não vai poder ir com a gente. Deixa a gente bastante contente trabalhar com ele, outras atletas também já tiveram contato com ele. É um treinador fantástico.
Ge.net: Qual a sua opinião sobre a polêmica das sete estrelas na camisa da Seleção masculina, depois que a Fifa solicitou ao Brasil que retirasse as duas estrelas referentes às duas conquistas da época da Fifusa (Federação Internacional de Futebol de Salão)?
Vanessa: Criaram essa polêmica para tirar o foco da Seleção no Mundial. Se fosse com a Espanha, por exemplo, será que eles teriam brigado por isso? Esse caso foi criado por algo que não tinha porquê. Para mim, o Brasil é sete vezes campeão e não tem discussão.
Ge.net: O Mundial feminino, diferentemente da edição masculina, não é organizado pela Fifa. Por quê? O que você acha disso?
Vanessa: Já está mais do que na hora de o futsal feminino ter apoio. É um esporte bastante praticado, eles poderiam apoiar mais. A gente fica triste, mas espera que a Fifa passe a reconhecer o futsal feminino e a organizar o Mundial.
Ge.net: Como você vê a situação do futsal no Brasil atualmente? Acha que ainda falta algo para que a modalidade cresça no país?
Vanessa: Falta mídia, o futsal feminino, em si, é bem praticado, conta com uma estrutura que permite que as atletas pensem somente em jogar futsal. A partir do momento que existir mídia passando os campeonatos, um Sportv, uma Globo transmitindo, a gente vai crescer.
Ge.net: E a situação da modalidade no exterior?
Vanessa: Joguei na Espanha em 2010, no Burela, e a liga lá é bem organizada, mas também precisa de visibilidade. Lá tem um pouco mais, mas não é tanto. O que muda um pouco é que na Espanha tem cobertura e rádio e da imprensa, mas na televisão também falta muito.
Ge.net: Você foi eleita por duas vezes consecutivas a melhor jogadora do mundo pelo site futsalplanet.com. Como se sente de receber a honraria? Realmente você acha que é a melhor do planeta?
Vanessa: Hoje em dia tem várias atletas que poderiam ser escolhidas. E ganhar o prêmio mostra que o trabalho está sendo correto, tanto na Seleção quanto no Chapecó. Não me coloco como a melhor do mundo. Tem muita menina boa. Mas fico muito feliz pelo reconhecimento internacional.

Ge.net:
Você aprova o trabalho realizado no UnoChapecó?
Vanessa: Estamos em uma sequência de cinco títulos da Liga Futsal, o trabalho é bem feito. Os títulos estão vindo e isso mostra que o trabalho está sendo bem executado. Claro que um clube não vive somente de conquistas, mas elas realmente mostram um planejamento bem realizado.

Ge.net:
Por que razão o Sul do Brasil tem uma grande quantidade de equipes fortes no futsal?
Vanessa: Para falar a verdade, não sei o motivo. Deve ser por causa da estrutura que tem no Sul. Quanto mais estrutura, maior visibilidade a gente traz e os grandes atletas passam a se sentirem atraídos para jogar lá.

Ge.net: Acha que o futsal tem mesmo que entrar nas Olimpíadas?

Vanessa: Já passou da hora de o futsal ser esporte olímpico. Não só como esporte de exibição, mas de forma fixa. A gente está brigando por isso. Talvez não aconteça na minha geração, mas as próximas vão poder ver e praticar o futsal nas Olimpíadas.

Ge.net: Como você convenceria uma pessoa que não conhece ou não gosta de futsal a acompanhar o esporte?

Vanessa: Precisa levar para assistir um jogo. Depois que assiste o primeiro, começa a gostar e a acompanhar. Ainda existe muito preconceito em relação ao futsal feminino, mas ele é bem jogado, assim como o masculino. Mas depois que você começa a assistir, gosta do esporte e passa seguir.

Ge.net: Quem são seus maiores ídolos no futsal?

Vanessa: Meus maiores ídolos são o Vander Iacovino e o Manoel Tobias. Acompanho eles desde pequena. Claro que também tem o Falcão, que é um grande jogador, mas o Vander e o Manoel Tobias são os meus maiores ídolos.

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Ala diz que seu maior ídolo no futsal é Manoel Tobias, campeão mundial em 1992 e 1996

Ge.net: Em outra entrevista concedida à Gazeta Esportiva.net, em 2011, você passou a impressão que não era tão fã do estilo de jogo do Falcão. Isso procede?
Vanessa: Na verdade, eu falei mais das características do Falcão comparadas a mim. Ele é um cara fenomenal, habilidoso, consegue criar grandes jogadas. Como jogador, dentro das quatro linhas, ele é excepcional. Mas eu me referia mais em relação às minhas características, que são diferentes do estilo dele.

Ge.net: O que você achou da atuação dele no último Mundial?

Vanessa: Só de ele estar ali no grupo, mesmo que não esteja treinando, traz confiança para o pessoal. Ele é um cara que faz a diferença e tem estrela. Ele desequilibrou nas quartas (contra a Argentina) e, na final, contra a Espanha.

Ge.net: Além do Falcão, quais outros jogadores você destacaria na campanha do Mundial masculino?

Vanessa: O Neto foi um dos melhores e ganhou o prêmio de melhor do Mundial com méritos. Tem também o (Rafael) Rato, o camisa 5, que chegou na última hora e também foi muito bem, substituindo bem o Ciço. Isso, claro, além do (goleiro) Tiago e dos outros grandes jogadores.

ICFUT – Sawa vence duelo com Marta e Brasil cai para o Japão nas quartas

Fonte: lancenet

Pela primeira vez a Seleção não chega nas semifinais do futebol feminino

BRA X JPN - (Foto: Glyn Kirk/AFP)Renata teve boa chance no primeiro tempo (Foto: Glyn Kirk/AFP)

Ainda não vai ser desta vez que o futebol feminino vai levar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Na verdade, foi a pior campanha das meninas nesta competição, que tem a modalidade desde 1996. A derrota contra o Japão por 2 a 0 na tarde desta sexta-feira em Cardiff, no País de Gales, tirou a chance da Seleção levar outra medalha, e as nipônicas vão às semifinais para enfrentar a França.

O Brasil não jogou mal. Houve um domínio por praticamente 90 minutos da partida. Mas poucas chances tiveram alguma finalização, principalmente por causa da insistência no jogo aéreo. Mas a baixa estatura atrapalhava. E do outro não havia uma equipe qualquer, o Japão venceu o Mundial no ano passado, e tem no meio-campo a atual Melhor Jogadora do Mundo: Sawa. Ela acabou sendo bem mais efetiva do que Marta, que não brilhou nos Jogos Olímpicos. E o jogo deixou claro que a derrota contra o Reino Unido seria fatal.

O JOGO

O primeiro tempo teve um domínio do Brasil. O problema é que o gol não saiu, e nos poucos momentos de brilho do Japão, elas foram mais perigosas. Como no primeiro lance do jogo. Ohnu matou a bola no peito e acertou um bonito chute, obrigando Andreia a trabalhar logo.

Depois desse lance, o Brasil começou a dominar o meio-campo. O Japão esperava a bola para transições velozes, mas desta vez, ao contrário do jogo contra o Reino Unido, a marcação no meio funcionava, e, pelo menos por enquanto, conseguia controlar o jogo.

Renata Costa estava mais avançada, Thaisinha flutuava na frente pelos dois lados, e Marta organizava as jogadas em conjunto com Formiga. Quando a bola chegava na frente, Cristiane levava perigo, mas a primeira grande chance foi de Renata, aos 16: cruzamento de Rosana, a zaga não cortou, e sobrou para a brasileira, que da marca do pênalti chutou por cima.

As poucas vezes em que o Japão chegava eram através de Sawa, a "Xavi de saias". Após lindo passe, Kinga teve boa chance, mas foi desarmada. Na jogada seguinte, lindo chute de Formiga, e defesa melhor ainda de Fukumoto.

O lance parece ter acordado as japonesas, que enfim conseguiram manter a bola. Na sequência foram duas chances, uma com Ohno e outra com Miyama. Na terceira, as nipônicas não perdoaram. Ogimi recebeu bom passe, a defesa vacilou, e a atacante sai na cara de Andreia, que também não fechou muito bem, e o chute veio bem colocado para abrir o placar.

Ogimi corre para comemorar com Sawa (Foto: Glyn Kirk/AFP)

SEGUNDO TEMPO

No início da etapa final, o Brasil demonstrava nervosismo. Nos primeiros 10 minutos, Marta levou um cartão amarelo, e logo depois deixou o pé em uma adversária, mas que não teve maldade. De qualquer forma, estava mais difícil sair para o ataque, o Japão valorizava a posse e marcava muito bem, jogava com inteligência. A melhor chance tinha sido em cobrança de falta da Rainha, que passou perto do gol de Fukumoto.

Pouco depois, o Brasil melhorou, algumas boas chances. Uma finalização de Cristiane passou muito perto. E a empolgação veio. Rosana e Marta cresceram bastante e o jogo tornou-se uma pressão, assim como no primeiro tempo Mas muitos cruzamentos altos na área eram desperdiçados. E do mesmo jeito que estava a etapa inicial, depois do domínio brasileiro, veio o gol japonês. E com estilo.

Ohno recebeu lindo lançamento, limpou a zaga brasileira, e finalizou de canhota, sem qualquer chance para Andreia. Depois disso, a Seleção perdeu qualquer ânimo para reação. Até teve algumas chances, mas a eliminação acabou vindo mais cedo do que o esperado, e a esperança do ouro no futebol ficou para os homens.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 0X2 JAPÃO

Local: Millenium Stadium, Cardiff (GAL)
Data-Hora:
03/08/2012, às 13h (de Brasília)
Árbitra: Kirsi Heikkinen (FIN)
Gols:
Ogimi (26’/1ºT), Ohno (28’/2ºT)
Cartões amarelos:
Marta (BRA), Sakaguchi (JAP), Bruna (BRA)
Cartões vermelhos:

BRASIL: Andreia, Fabiana, Bruna, Erika, Renata Costa (Grazielle, 39’/2ºT) e Rosana (Ester, 34’/2ºT); Francielle, Thaisinha e Formiga; Cristiane e Marta. Técnico: Jorge Barcellos

JAPÃO: Fukumoto, Kinga, Iwashimizu, Kumagai e Sameshima; Xakaguchi, Miyama, Kawasumi e Sawa; Ohno (Ando, 34’/2ºT) e Ogimi (Takase, 43’/2º). Técnico: Norio Sasaki

ICFUT – Seleção feminina abre Olimpíada por fim de traumas e novo reinado de Marta

Fonte: uol

Cinco vezes eleita a melhor do mundo, Marta ficou sem o prêmio em 2011 e busca recuperá-lo

Cinco vezes eleita a melhor do mundo, Marta ficou sem o prêmio em 2011 e busca recuperá-lo

A Olimpíada de 2012 começa nesta quarta-feira com a primeira rodada do futebol feminino. Para o Brasil, o pontapé inicial ocorre às 14h45 (horário de Brasília) e, apesar de esses serem os Jogos de Londres, a bola vai rolar em Cardiff (País de Gales), quando a seleção feminina de futebol estreia contra Camarões.

Será a quinta edição do torneio feminino e a seleção brasileira busca a inédita medalha de ouro. Em Pequim (2008) e Atenas (2004), faturou a prata. O sonho do título acabou duas vezes na prorrogação, quando Marta e Cia perderam para os Estados Unidos, que faturaram três ouros (o primeiro deles em 1996). A Noruega ganhou em 2000.

É uma nova oportunidade para as mulheres do Brasil encerrarem a série de fracassos em partidas decisivas. Além das derrotas em duas semifinais e duas finais de Olimpíadas, perderam também uma semi e uma final de Copa do Mundo.

"É um sonho que venho buscando há muito tempo. Já tenho duas medalhas de prata, agora, é a oportunidade de reverter essas duas finais perdidas. É um momento de trabalho e dedicação, e espero que o time, se chegar à final, tenha aprendido a lição", declarou Marta, durante o período de preparação.

Para a craque alagoana, brilhar na Olimpíada será um passo importante na busca por um novo reinado como a melhor do mundo. Vencedora do prêmio por cinco vezes, a camisa 10 da seleção viu a japonesa Homare Sawa faturar a estatueta em 2011, por levar seu país ao título mundial.

A seleção nacional, comandada por Jorge Barcellos, encara, além de Camarões, a Nova Zelândia e o Reino Unido. As favoritas Japão e Estados Unidos são cabeça-de-chave nas outras duas chaves. A primeira fase não é das mais complicadas, já que se classificam os dois primeiros de cada grupo e ainda os dois melhores terceiros colocados.  

BRASIL X CAMARÕES

Data: 25/7/2012, quarta-feira
Horário: às 14h45 (de Brasília)
Local: estádio Millennium, em Cardiff (País de Gales)

BRASIL
Andreia, Fabiana, Bruna Benites, Aline Pellegrino, Renata Costa e Maurine; Francielle, Formiga e Ester; Cristiane e Marta
Técnico: Jorge Barcellos

CAMARÕES
Ngo Ndom, Manie, Sonkeng, Meffoumetou e Ngono; Zouga, Bella, Feudjio e Beyene; Iven e Onguene
Técnico: Enow Nagatchu

ICFUT – Seleção feminina cai no grupo da Grã-Bretanha nos Jogos de Londres

Fonte: globo

Medalha de prata nas últimas Olimpíadas, time de Marta terá ainda Camarões e Nova Zelândia pela frente no Grupo E da primeira fase

A Seleção Brasileira feminina já conhece seus rivais na primeira fase do torneio de futebol das Olimpíadas deste ano: Marta & cia. vão encarar a anfitriã Grã-Bretanha, a Nova Zelândia e Camarões no Grupo E. O sorteio foi realizado nesta terça-feira no estádio de Wembley, em Londres, com a participação de Ronaldo Fenômeno.

A estreia do time treinado por Jorge Barcellos, que ficou com a medalha de prata em 2008, será no dia 25 de julho contra as camaronesas, em Cardiff (País de Gales). Em 28 de julho, a equipe pega a Nova Zelândia na mesma cidade. A última rodada será contra a Grã-Bretanha no estádio de Wembley, dia 31 de julho.

Se avançar em primeiro lugar, a Seleção Brasileira pegará um dos dois melhores terceiros colocados no dia 3 de agosto, em Coventry. Caso fique na segunda colocação, Marta & cia. encaram o segundo do Grupo F, que tem o campeão mundial Japão, Canadá, Suécia e África do Sul.

GRUPO E GRUPO F GRUPO G
E1 Grã-Bretanha F1 Japão G1 Estados Unidos
E2 Nova Zelândia F2 Canadá G2 França
E3 Camarões F3 Suécia G3 Colômbia
E4 Brasil F4 África do Sul G4 Coreia do Norte
JOGOS
25/7 – Cardiff
Grã-Bretanha x Nova Zelândia
Camarões x Brasil
28/7 – Cardiff
Nova Zelândia x Brasil
Grã-Bretanha x Camarões
31/7 – Coventry
Nova Zelândia x Camarões
31/7 – Londres
Grã-Bretanha x Brasil
JOGOS
25/7 – Coventry
Japão x Canadá
Suécia x África do Sul
28/7 – Coventry
Japão x Suécia
Canadá x África do Sul
31/7 – Cardiff
Japão x África do Sul
31/7 – Newcastle
Canadá x Suécia
 
JOGOS
25/7 – Glasgow
EUA x França
Colômbia x Coreia do Norte
28/7 – Glasgow
EUA x Colômbia
França x Coreira do Norte
31/7 – Manchester
EUA x Coreia do Norte
31/7 – Newcastle
França x Colômbia
 

As semifinais serão disputadas em 6 de agosto, enquanto a final está marcada para 9 de agosto no estádio de Wembley, em Londres.

Presente ao sorteio, o presidente da CBF, José Maria Marin, aprovou os rivais do Brasil na primeira fase do futebol masculino e feminino.

– Fiquei satisfeito com os dois grupos. Mas em uma competição como essa não existem favoritos, toda partida sera difícil. Uma seleção ser considerada de menor expressão pela imprensa não significa nada na prática – disse Marin ao SporTV.

Sorteio futebol dos Jogos Olímpicos (Foto: Getty Images)Ronaldo exibe papel com o nome da Grã-Bretanha no sorteio: chave do Brasil (Foto: Getty Images)

ICFUT – Umea diz não ter US$ 1 milhão para investir em Marta e desiste da craque

Fonte: globo

Dirigente se assusta com o preço, mas empresário da jogadora afirma: ‘A Marta está acima de qualquer valor que possa ser especulado’

Por Rafael Maranhão e Marcos FelipeEstocolmo e Rio de JaneiroMarta umea (Foto: Agência Getty Images)

Marta nos tempos de Umea (Agência Getty Images)

Um dia depois de se queixar por não conseguir saber o quanto seria preciso pagar para levar Marta de volta ao Umea, o diretor de futebol do clube sueco, Niklas Westman, enfim descobriu o preço da craque brasileira. E levou um susto quando leu a resposta do empresário da jogadora, Fabiano Farah: US$ 1 milhão (R$ 1,7 milhão) por um ano de contrato.

– Eu enviei um e-mail perguntando a partir de qual valor era possível abrir uma negociação e a resposta foi US$ 1 milhão. Um preço maior do que o esperado e que não acredito que nenhuma outra equipe sueca tenha condição de pagar – afirmou Westman.

Farah confirmou o contato, mas não a quantia. Segundo ele, o Umea deveria valorizar Marta por tudo que ele representa dentro e, também, fora de campo.

– A Marta está acima de qualquer valor que possa ser especulado. Dentro de campo não precisa justificar o valor dela e, fora de campo, ela traz uma mega exposição ao clube e ao campeonato no qual ela atua. É importante entender que a carreira da Marta desde que ela chegou na Suécia (em 2004) para os dias de hoje tomou uma outra projeção. Ela conquistou todos os títulos possíveis na Suécia, foi eleita cinco vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa, feito que nem nomes como Zidane, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho conseguiram. Nos EUA, foi artilheira durante três anos e bicampeã da liga local. Ele representa valores institucionais e econômicos únicos – afirmou Farah, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

De acordo com o empresário, uma prova da importância da craque brasileira é o fato dela serembaixadora da ONU, título dado a poucas mulheres, entre elas, estrelas mundiais como Angelina Jolie, Gisele Bündchen e Maria Sharapova.

– O que não se pode hoje é essa miopia. Deixar de enxergar o que foi a Marta antes e o que é a Marta agora. Ela agrega muito, seja no âmbito esportivo, institucional ou econômico.

Marta durante coletiva do Prêmio Bola de Ouro (Foto: AP)Marta durante coletiva do Prêmio Bola de Ouro (Foto: AP)

Niklas Westman, entretanto, parece não se preocupar com tudo que a “marca” Marta pode trazer ao clube. O dirigente contava com uma pedida pelo menos R$ 500 mil mais barata e disse que, dessa forma, o Umea está fora da briga para repatriar a craque que vestiu a camisa do clube entre 2004 e 2008. Segundo ele, a folha salarial da equipe é o equivalente a R$ 750 mil anuais.

– Investir uma soma dessas iria falir o clube. Não vale à pena. O que acontece se ela se machucar, por exemplo? Se o valor baixar, podemos voltar a negociar. Mas, hoje, desse jeito, é impossível para nós – acrescentou.

Göteborg e Tyresö são os outros dois clubes da Suécia na briga por Marta. O presidente do Goteborg, Peter Bronsman, disse já ter feito proposta pela brasileira. A diretoria do Tyresö, porém, continua fazendo mistério. Mas também considerou alta a pedida do empresário de Marta.

– É bem barato se comparado ao futebol masculino mas, considerando-se que a liga americana (WPS) fechou as portas, é muito dinheiro para o futebol feminino. No momento, não estamos negociando, mas a possibilidade não está descartada – disse a diretora de comunicação do clube, Carina Johansson, ao jornal “Expressen”.