RETRÔ ICFUT – Copa América 2011

Brasil foi a piada da Copa América 2011

[videolog 678287]

Violência Sulamericana

[videolog 679327]

Musas da Copa América

[videolog 674986]

Campeão Artilheiro
Uruguai
Uruguai
Peru Paolo Guerrero
Peru
Atacante
1984-01-01
5 Gols

Estatísticas

Melhor Ataque Uruguai Uruguai 9 Gols
Pior Ataque México México 1 Gols
Melhor Defesa Argentina Argentina 2 Gols sofridos
Pior Defesa Paraguai Paraguai 8 Gols sofridos
Mais Goleadas Peru Peru 1 Goleadas
Mais Vitórias Peru Peru 3 Vitórias
Menos Vitórias México México 0 Vitórias
Mais Empates Paraguai Paraguai 5 Empates
Mais Derrotas México México 3 Derrotas
Menos Derrotas Argentina Argentina 0 Derrotas
Max. Jogos sem Perder Uruguai Uruguai 6 Jogos
Primeira Fase
Grupo A
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Colômbia 7 3 2 1 0 3 0 3 77.8
2  Argentina 5 3 1 2 0 4 1 3 55.6
3  Costa Rica 3 3 1 0 2 2 4 -2 33.3
4  Bolívia 1 3 0 1 2 1 5 -4 11.1
Grupo B
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Brasil 5 3 1 2 0 6 4 2 55.6
2  Venezuela 5 3 1 2 0 4 3 1 55.6
3  Paraguai 3 3 0 3 0 5 5 0 33.3
4  Equador 1 3 0 1 2 2 5 -3 11.1
Grupo C
 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Chile 7 3 2 1 0 4 2 2 77.8
2  Uruguai 5 3 1 2 0 3 2 1 55.6
3  Peru 4 3 1 1 1 2 2 0 44.4
4  México 0 3 0 0 3 1 4 -3 0.0
Final
24/07 – 16h00 Uruguai 3 x 0 Paraguai

 

3º lugar
23/07 – 16h00 Peru 4 x 1 Venezuela

 

Semifinal
19/07 – 21h45 Peru 0 x 2 Uruguai
20/07 – 21h45 Paraguai 0 x 0 Venezuela

 

Quartas-de-final
16/07 – 16h00 Colômbia 0 x 2 Peru
16/07 – 19h15 Argentina 1 x 1 Uruguai
17/07 – 16h00 Brasil 0 x 0 Paraguai
17/07 – 19h15 Chile 1 x 2 Venezuela

 

Primeira Fase

 

Grupo A
1ª RODADA
1/07 – 21h45 Argentina 1 x 1 Bolívia
2/07 – 15h30 Colômbia 1 x 0 Costa Rica
2ª RODADA
6/07 – 21h45 Argentina 0 x 0 Colômbia
7/07 – 19h15 Bolívia 0 x 2 Costa Rica
3ª RODADA
10/07 – 16h00 Colômbia 2 x 0 Bolívia
11/07 – 21h45 Argentina 3 x 0 Costa Rica

 

Grupo B
1ª RODADA
3/07 – 16h00 Brasil 0 x 0 Venezuela
3/07 – 18h30 Paraguai 0 x 0 Equador
2ª RODADA
9/07 – 16h00 Brasil 2 x 2 Paraguai
9/07 – 18h30 Equador 0 x 1 Venezuela
3ª RODADA
13/07 – 19h15 Paraguai 3 x 3 Venezuela
13/07 – 21h45 Brasil 4 x 2 Equador

 

Grupo C
1ª RODADA
4/07 – 19h15 Uruguai 1 x 1 Peru
4/07 – 21h45 Chile 2 x 1 México
2ª RODADA
8/07 – 19h15 Uruguai 1 x 1 Chile
8/07 – 21h45 México 0 x 1 Peru
3ª RODADA
12/07 – 19h15 Chile 1 x 0 Peru
12/07 – 21h45 Uruguai 1 x 0 México

ICFUT – Copa América 2011 – Semi-Finais Venezuela x Paraguai

Folha de São Paulo

Semifinal inédita une venezuelanos na desforra à fama de fregueses no futebol

 

FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS

Na terra do beisebol, das misses e das novelas, Eduardo Bautista, 18, bate no peito: “Acabou isso de nos humilharem, de acharem que são três pontos garantidos. A Venezuela se faz respeitar”.
Com o amigo Daniel Castillo, 14, Eduardo buscava comprar ontem, no centro de Caracas, uma camisa da seleção venezuelana, “La Vinotinto”, que faz campanha histórica e disputa hoje uma inédita semifinal da Copa América contra o Paraguai.
É a partida mais importante da história do futebol no país, que jamais esteve em uma Copa do Mundo e cujos jogadores falam do sonho de estar no Brasil em 2014.
O tom de desforra dos garotos está por todos os lados: nas declarações dos jogadores e do polêmico treinador César Farias, 38, o mais jovem do torneio, e também na imprensa local, nem sempre em paz com a equipe.
Ressoa a mágoa de ser freguês frequente da “casta mundialista”, as seleções que já disputaram a Copa do Mundo, mas especialmente as piadas chilenas antes do duelo de domingo, vencido pela “Vinotinto” (2 a 1).
Um anunciante da equipe do Chile fez um spot afirmando que os venezuelanos só entendiam de novela.
“Estamos orgulhosos de sermos venezuelanos e demonstramos que não sabemos somente fazer novelas”, rebateu o goleiro titular da equipe, Renny Vega.
“Ouço nossos rivais dizerem: “Perdemos porque não jogamos bem. E nós? Continuam nos menosprezando”, disse o técnico venezuelano.
O jornal esportivo “Meridiano” considerou a pressão e as duas bolas da trave do Chile, mas reconheceu o desempenho da seleção.
“Dizer que a Venezuela foi superior não seria honesto, mas afirmar que os criollos fizeram melhor as coisas e foram mais contundentes é totalmente legítimo”, afirmou.
“Saímos em caravana no domingo, foi uma festa”, declarou o estudante Eduardo, que mora nos arredores da Grande Caracas.
Num bairro nobre da capital, picapes fecharam vias principais para a festa, enquanto o convalescente presidente Hugo Chávez, em Cuba para fazer quimioterapia, comemorava pelo Twitter.
Para hoje, o governo Chávez anunciou telões em parques e praças da cidade.
O inusual clima de união e alegria compartilhada na Venezuela, onde até o corredor da F-1 Pastor Maldonado, com patrocínio oficial, divide chavistas e antichavistas, fez um site humorístico do país lançar: “Cansados de futebol e união, políticos exigem que Chávez volte a ser assunto”.

Fonte: O Estado de São Paulo

Farías tenta colocar Vinotinto na 1ª decisão

Paulo Galdieri – O Estado de S.Paulo

BUENOS AIRES

O famoso grito de “sí, se puede”, entoado geralmente pelas seleções sul-americanas com menor poder de fogo, por décadas não foi nem sequer sussurrado pelos venezuelanos. Mas desde que o técnico Cesar Farías assumiu o comando da Vinotinto, o coro que antes era só otimista está cada vez mais verdadeiro.

O treinador de apenas 38 anos – e que tem pinta e idade mais para ser um jogador veterano do que um comandante de uma seleção nacional – já é quem tem os melhores resultados com o time em toda a sua história.

Farías assumiu o cargo em 2007. Até hoje, foram 50 jogos sob seu comando. Nesse período, tornou-se o único que tem mais vitórias do que empates ou derrotas. Foram 18 triunfos e 16 derrotas. O aproveitamento do time com ele é de 46,6%.

Hoje, a 51.ª partida dele como treinador da Venezuela, é sem dúvida, a mais importante. Na semifinal contra o Paraguai, às 21h45, tentará levar a sua seleção pela primeira vez a uma final.

Para Farías, ser o artífice de uma façanha não é exatamente um problema, nem sequer é inédito. Foi com ele no banco que a Venezuela venceu o Brasil pela primeira vez, em um amistoso em 2009, em Boston, nos EUA.

O placar de 2 a 0 no time então dirigido por Dunga causou comoção no país – aquela também fora a primeira vez que os venezuelanos saíram de campo sem levar nenhum gol dos brasileiros.

Veja como foi o jogo na 1º fase entre as duas seleções !

No mesmo ano, ele foi o responsável por levar a Venezuela a disputar seu primeiro Mundial em qualquer categoria, o sub-20 disputado no Egito. De quebra, revelou o atacante Salomón Rondón, destaque desta edição da Copa América.

O treinador chegou ao comando da seleção principal com apenas cinco anos de carreira, que começou em 2002, como técnico do modesto Trujillanos.

A missão de Farías com a seleção era dar continuidade à revolução no futebol venezuelano, iniciada no começo do século 21, sob o comando do técnico argentino Luis Omar Pastoriza e que teve sequência nas mãos de Richard Páez.

A chegada da Venezuela à semifinal já é um feito histórico. Até esta edição, um 5.º lugar erasua melhor colocação – e, mesmo assim, com importância relativa, já que aquela edição, no Uruguai, teve seis participantes.

FICHA TÉCNICA
PARAGUAI X VENEZUELA

Local: Estádio Mundialista Mendoza, em Mendoza (Argentina)
Data: 20 de julho de 2011 (Quarta-feira)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Francisco Chacón (México)
Assistentes: Leonel Leal (Costa Rica) e Humberto Clavijo (Colômbia)

PARAGUAI: Justo Villar; Ivan Píris, Darío Verón, Paulo Da Silva e Marecos; Vera, Christian Riveros, Victor Cáceres e Estigarribia; Lucas Barrios (Haedo Valdez) e Roque Santa Cruz
Técnico: Gerardo Martino

VENEZUELA: Renny Vega; Roberto Rosales, Perozo, Vizcarrondo e Gabriel Cichero; Franklin Lucena, Luis Seijas (Giacomo Di Giorgi), César González e Juan Arango; Maldonado e Nicolás Fedor
Técnico: César Farías

Por Cleber Aguiar – Suárez põe Uruguai na decisão

Fonte: Folha de  São Paulo
COPA AMÉRICA
Artilheiro faz dois gols e guia equipe rumo ao 15º título

RODRIGO BUENO
ENVIADO ESPECIAL A LA PLATA

O Uruguai derrotou o Peru por 2 a 0 e é o primeiro finalista desta edição da Copa América. Desde 1999, a Celeste não ia à final e, desde 1995, não conquista o título continental. Pode domingo se isolar como maior campeã da disputa, com 15 títulos.
No jogo de ontem, em La Plata, a seleção uruguaia teve maior domínio da partida durante quase todo o tempo. Forlán voltou a passar em branco e já soma 12 jogos sem fazer gol pelo seu país.
Vargas, uma rara válvula de escape do time peruano, foi marcado de perto por Lugano e foi parado com seguidas faltas. Num 3-5-2, o Uruguai viu o jovem Coates ficar na sobra, e Lugano atuar pelo lado direito da defesa.
O Uruguai não contou com o volante Diego Pérez, expulso contra a Argentina.
Após um primeiro tempo fraco, no qual o Uruguai atacou mais pela direita com Maxi Pereira e o máximo que conseguiu foi um gol anulado, a partida ganhou emoção logo cedo na segunda etapa.
Depois de um chute de longe de Forlán, o goleiro Raúl Fernández deu rebote, e Luis Suárez anotou o gol da quarta colocada da Copa-10.
Poucos minutos depois, Suárez recebeu lançamento perfeito, driblou o goleiro peruano e só rolou para o gol vazio, confirmando ser o grande nome do jogo -já fizera ótima partida no sábado ante os anfitriões do torneio.
Suárez igualou o argentino Agüero na artilharia da Copa América com três gols. Os três tentos do jogador do Liverpool saíram contra o Peru. Na fase de grupos, os times empataram em 1 a 1.
Entregue depois de tomar o segundo gol, o Peru terminou o confronto com um homem a menos, após a expulsão de Vargas, que mostrou desde o começo do jogo irritação com a marcação de Lugano, que só levou amarelo.
Agora, o Uruguai espera o vencedor da partida entre Paraguai e Venezuela, hoje.
A final será no Monumental de Núñez, único jogo da competição em Buenos Aires. Em 1987, ano da última Copa América na Argentina, o Uruguai ficou com o título.

Por Cleber Aguiar – Protagonista ‘forçado’, Uruguai busca vaga na final diante dos peruanos

Fonte: Globo.com

Time de Forlán rechaça rótulo de favorito para duelo desta terça em La Plata. Uma das surpresas do torneio, rival aposta em comissão técnica celeste

Por Marcos Felipe e Julyana Travaglia Direto de Buenos Aires

 forlan uruguai hotel (Foto: Marcos Felipe/Globoesporte.com) Álvaro Pereira e Forlán: nada de protagonismo
(Foto: Marcos Felipe/Globoesporte.com)

Com as eliminações precoces de Argentina e Brasil, o Uruguai passou a ser o grande protagonista da Copa América. E nesta terça-feira, em La Plata, a Celeste tenta mostrar diante da seleção peruana que a boa campanha no último Mundial, quando ficou em quarto lugar, não foi à toa. O duelo válido pelas semifinais da competição será transmitido ao vivo pelo GLOBOESPORTE.COM e SporTV a partir de 21h45m (de Brasília).

No entanto, os uruguaios tentam evitar esse rótulo de favoritos a todo custo. Mesmo sabendo que, desde 1995, ocasião na qual sediou e conquistou a Copa América pela última vez – com vitória sobre a Seleção -, o caneco nunca esteve tão perto.

– Hoje em dia estamos vendo que a história não pesa. Sabemos que vai ser complicado. Temos que jogar e fazer o melhor possível para vencer a partida – disse o atacante Forlán, que tenta levar o Uruguai à hegemonia de títulos na América do Sul (a seleção tem 14 conquistas assim como a Argentina).

Álvaro Pereira repete o discurso da principal estrela do time. O meia ressalta que o fato dos uruguaios terem eliminado os argentinos nas quartas de final, no último sábado, não os tornam superiores aos peruanos. E cita a queda da Seleção Brasileira diante do Paraguai como exemplo.

– Hoje, uma partida não se ganha com nome. Só ver o que aconteceu com o Brasil – afirmou o atleta, lembrando também que, na primeira fase da Copa América, o Uruguai suou a camisa para empatar por 1 a 1 com os peruanos em San Juan.

Para a partida diante dos peruanos, cujos números do confronto dão ampla vantagem à Celeste (31 vitórias contra 16 do rival), o técnico Oscar Tábarez não confirmou os titulares. Eguren e Gargano disputam a vaga de Diego Pérez, expulso diante dos hermanos. Na zaga, o cruzeirense Victorino, machucado, dever dar lugar a Coates.

Coadjuvantes, peruanos apostam em… uruguaios

Depois de conseguirem a classificação a uma semifinal de Copa América após 14 anos de ausência, os peruanos, que bateram a Colômbia nas quartas com um 2 a 0 na prorrogação, querem ir mais longe. Para isso, contam com uma comissão técnica uruguaia. O técnico é Sergio Markarián que, quando comandava o Paraguai, nunca perdeu para a seleção do seu país. E o seu auxiliar é ninguém mais, ninguém menos do que Bengoechea, ex-jogador da Celeste que, em 1995, fez um gol na final da Copa América diante do Brasil (empate de 1 a 1 no tempo normal e triunfo uruguaio nos pênaltis).

peru Copa América 1939 (Foto: Divulgação/ Site oficial Copa América)Peru campeão da Copa América em 1939
(Foto: Divulgação/ Site oficial Copa América)

Com dois profundos conhecedores do rival, o Peru espera voltar ao cenário do futebol sul-americano em grande estilo e repetir as campanhas de 1939 e 1975, quando ficou com o título do campeonato. Na primeira, curiosamente, o troféu veio após uma decisão diante do Uruguai.

– Sabemos que temos uma partida difícil pela frente. Mas podemos fazer história. Temos bons atacantes e somos consistentes na defesa. Não viemos com o status de protagonistas, mas sabíamos que poderíamos fazer um bom campeonato e agora podemos chegar à final – comentou o defensor Revoredo.

O último treino do Peru antes da decisão com o Uruguai foi inusitado. Por causa da chuva que atingiu Buenos Aires durante toda a segunda-feira, o treinador, ciente de que o campo do San Lorenzo, programado para receber a equipe, não estava nas suas melhores condições, optou por preservar os jogadores. Assim, os atletas peruanos fizeram apenas uma atividade em um espaço do hotel onde estão hospedados na capital argentina.

peru x uruguai
Raúl Fernández, Renzo Revoredo, Christian Ramos, Alberto Rodríguez, Walter Vílchez, Luis Advíncula, AdánBalbín, Rinaldo Cruzado, Juan Vargas, William Chiroque e Paolo Guerrero. Muslera; Maxi Pereira, Diego Lugano, Coates e Martín Cáceres; Alvaro González, Eguren (Gargano) Arévalo Ríos e Alvaro Pereira; Luis Suárez e Diego Forlán.
Técnico: Sergio Markarián Técnico: Oscar Tábarez
Estádio: Ciudad La Plata, La Plata. Horário: 21h45m (de Brasília). Árbitro: Raúl Orosco (Bolívia). Auxiliares: Efraín Castro (Bolívia) e Marvin Torrentera (México)
GLOBOESPORTE.COM e SporTV transmitem ao vivo

Por Cleber Aguiar – Entrevista com Elano !

Fonte: O Estado de São Paulo

Foi pior do que perder o Mundial’, afirma Elano

Meia diz que eliminação deixou grupo desorientado, ninguém conseguiu dormir e todos choraram

Sílvio Barsetti e Paulo Galdieri – Enviados Especiais – O Estado de S.Paulo

ENTREVISTA

Marcelo Sayao/Efe–17/7/2011
Marcelo Sayao/Efe–17/7/2011
Elano durante a cobrança de pênalti

LOS CARDALES – A conquista da Copa Libertadores pelo Santos atrasou um pouco a apresentação de Elano à seleção brasileira, na Argentina. Mas ele se juntou ao grupo do técnico Mano Menezes como um dos trunfos da equipe.

Não foi titular em nenhuma partida da Copa América. Mas acabou como pivô da histórica eliminação do Brasil nas quartas de final da competição. Foi de Elano a primeira cobrança equivocada de pênalti na decisão de domingo, contra o Paraguai, de uma das vagas para a semifinal da Copa. Quatro brasileiros desperdiçaram os pênaltis e o time perdeu por 2 a 0.

Nesta segunda-feira, às 6h30, o jogador estava no hall do Hotel Sofitel, em Los Cardales – local da concentração da seleção – à espera da condução que o levaria para um dos aeroportos de Buenos Aires. Por alguns minutos, o jogador conversou com o Estado e fez um desabafo. Não dormiu a noite inteira, chorou muito e disse que estava “sofrendo demais” com o desfecho da participação do Brasil na competição.

Ele também contou como foi a noite dos atletas depois do fracasso no jogo com o Paraguai. “Ninguém dormiu. Cada um ia para o quarto do outro, todo mundo desorientado. Todo mundo muito mal.”

Com expressão abatida, Elano falou da dor pelo insucesso. “Ninguém imagina o quanto nós sofremos. Jogador de futebol, nessas horas, sofre muito.”

Como explicar a eliminação da forma como ocorreu?
É difícil, muito triste isso tudo. Estou com o peso de ter perdido aquele primeiro pênalti. Vou levar tempo para me livrar disso. Estou vivendo um dos dias mais tristes da minha vida.

O que houve exatamente na hora da cobrança?

Quando eu corri para a cobrança, percebi que o gramado afundava. Meu pé de apoio, o esquerdo, afundou na grama na hora que chutei a bola.

Teve a impressão naquele instante de que desperdiçaria a cobrança?
Total. Foi tudo muito rápido. Mas, um segundinho antes de tocar a bola, me bateu o desespero: pensei no pior, foi terrível. Quando dei o chute e a bola subiu daquela maneira, senti algo terrível, não dá para descrever.

Por que o técnico Mano Menezes decidiu que você seria o primeiro a cobrar?

Eu fui até ele e pedi. Queria ser o primeiro. Estava confiante. Bater pênalti é uma das coisas que mais faço, no Santos e na seleção. Meu aproveitamento nos treinos aqui na Argentina era dos melhores.

A dor da perda da Copa América se equipara à tristeza pela eliminação na Copa do Mundo da África do Sul?
Para mim, foi a pior experiência profissional da minha carreira. No Mundial, eu estava machucado. Agora, eu tive um papel diferente. Eu é que comecei a série de cobranças e errei. Eu é que peguei a bola para abrir a série de cobranças. O foco estava em mim.

Como foi a noite de vocês, jogadores?
Ninguém dormiu. Cada um ia para o quarto do outro, todo mundo desorientado. Todo mundo muito mal. A gente ficava resenhando, lembrando de lances da partida, da falta de sorte nas finalizações, das críticas que viriam.

Você chorou?
Claro, todo mundo chorou. Meus olhos (vermelhos) não mentem. Ninguém imagina o quanto nós sofremos. Jogador de futebol, nessas horas, sofre muito. E só tem amparo da família e de poucos amigos. O mundo todo se volta contra os jogadores, a imprensa, os torcedores, todos. Muitas vezes nos olham como se fôssemos máquinas. Não somos máquinas. Lá dentro a dor é profunda. Somos pessoas públicas, queremos fazer o melhor, acertar sempre. O futebol desperta paixão. O futebol brasileiro mais ainda.

Como lidar com tudo isso?
Sei que isso passa. Vou seguir. Meus colegas não têm culpa, mas, nessas horas, quem joga fora do Brasil acaba lidando melhor com a situação. Eu vou me apresentar ao Santos, vou estar mais conectado com essa pressão toda. Mas não sou de fugir. Sempre encarei desafios, nunca vou deixar uma pergunta sem resposta. Só peço que me respeitem. Tenho uma profissão, sou bem-sucedido, tenho a minha independência financeira, a minha família, minhas obrigações e responsabilidades. Respeito as críticas e sei que todos podem cometer erros no trabalho. Faz parte da vida. O ser humano é assim mesmo.

ICFUT – André Santos: "Com o campo bom não chutaríamos para o alto"

Fonte: ig.com.br

Frase do lateral resumiu a explicação dos jogadores que bateram para o alto os pênaltis na eliminação brasileira para o Paraguai

Os jogadores que perderam os pênaltis seguiram o discurso de Mano Menezes e culparam o gramado para os erros nas cobranças de pênaltis que eliminaram o Brasil nas quartas de final da Copa América. Elano, André Santos e Fred chutaram para fora, Thiago Silva teve o seu chute defendido por Justo Villar, e o Paraguai fez dois gols e se classificou para a semifinal.

“Infelizmente o gramado acabou atrapalhando muito. Lógico que é rum para os dois lados, mas nós errando todas. O futebol é muito injusto. Pelo jogo que fizemos, merecíamos a classificação”, disse Fred, que perdeu o quarto e último e garantiu a vitória paraguaia.

Mano Menezes fez um treinamento de cobranças de pênaltis durante o trabalho de sábado pela manhã, na cidade de Los Cardales, local da concentração do Brasil durante a Copa América. Mas foi feito às conta-gotas, e de um lado do campo que os jornalistas não conseguiam ver com exatidão quem estava cobrando. Havia até uma barreira, usada para treinar faltas, na frente – não se sabe, portanto, o aproveitamento de cada jogador.

“Eu treino diariamente pênalti, faltas. Eu assumo a minha responsabilidade. Não costumo colocar a culpa em outras coisas, mas a gente vê a dificuldade de jogar em um gramado como este”, disse Elano, que errou o primeiro.

A reclamação é que a marca de pênalti tinha um buraco e, com o gramado solto, fez com que o pé de apoio não fosse fixado corretamente no gramado. André Santos, que desperdiçou o terceiro, explicou assim:

“Estava soltando grama bastante. O pé de apoio afundou um pouco, por isso a bola subiu. Pode colocar dez pênaltis num campo bom que podemos até errar, mas não tocar para cima assim”, disse o lateral-esquerdo.