ICFUT – Abel Braga quebra o silêncio e rebate Mauro Cezar Pereira

Foto: Felipe Correia / PHOTO PREMIUM

Fonte: Terra.com.br

Treinador comentou sobre as inúmeras críticas do jornalista e da imprensa ao seu trabalho na equipe rubro-negra
O técnico Abel Braga quebrou o silêncio após a saída do Flamengo. O treinador concedeu entrevista ao comentarista Alê Oliveira, no canal do Esporte Interativo no YouTube. Abel falou sobre sua última passagem no time da Gávea e rebateu as intensas críticas do jornalista Mauro Cezar Pereira, da ESPN.

“O clube do vinho é como o clube da água, o clube da esquina, o clube do cinema, o clube do teatro… Não tem clube do vinho. São amigos que tomam vinho. Isso não me incomoda nada e gostaria que não incomodasse as pessoas. Ele (Mauro Cezar) fala o que ele quer. O que ele diz ou não, não me representa nada. Tenho muitos amigos na ESPN e na imprensa. E não deixam de me criticar”, comentou.

Durante a participação no quadro Alê Oliveira Responde, onde o comunicador repassava as perguntas dos internautas ao convidado, Abel relembrou grandes momentos da carreira e elegeu os melhores jogadores que já treinou, mas se esquivou na hora de apontar o melhor de todos.

“Meu último grande time, que tive com mais nomes, foi o Fluminense de 2012. Fred, Deco, Sobis, Nem, Thiago Neves… Era demais. Peguei Edmundo e Romário no Vasco, campeão invicto da Taça Guanabara. No Inter, teve Fernandão, Fabiano Eller, Iarley e o Pato, que eu descobri. O Marques no Atlético-MG. Peguei alguns jogadores de um nível muito bom”, contou Abel, que revelou o time que ele gostaria de ter trabalhado.

“O time que gostaria de ter ido e estive duas ou três vezes bem perto de ir, mas no momento final não foi, é o Porto, de Portugal. A primeira vez, inclusive, estava no Internacional. O convite veio no dia que nós iríamos fazer um jogo amistoso contra a seleção paraguaia, em Assunção. Eu falei que depois do jogo iria comunicar meus diretores e daria uma posição, mas simplesmente eles não esperaram e levaram o Carlos Alberto Silva”, revelou.

Confira outras respostas de Abel Braga:

Palmeiras

Estive duas vezes bem próximo do Palmeiras, quando estava o Toninho Cecílio como executivo. Mas eu tinha contrato com o Al Jazira, dos Emirados Árabes. Quando ele estava de férias, eu renovei o contrato por mais dois anos.

Momento mais marcante da carreira

O mais marcante, óbvio, foi o Mundial de Clubes. Quando estávamos no Japão, os caras falavam que as apostas estavam 9 por 1. Nosso time jogou com muita inteligência, sabendo que o outro time (Barcelona) era superior, e aquilo pra mim, na carreira, foi o mais marcante e importante.

Time com mais dificuldade para treinar

Foi a Ponte Preta, em 2003. Inclusive, peguei um carinho, respeito, admiração e paixão pelo clube. Mas ali eu perdi, durante o Brasileiro, 11 jogadores, sendo nove titulares. Era muito complicado para trabalhar, porque os caras não tinham dinheiro de passagem para ir treinar. Peguei uma admiração muito grande pela Macaca. Foi um trabalho difícil

Derrotas mais dolorosas da carreira

Tive quatro jogos que me marcaram. A perda da Copa do Brasil pelo Flamengo (em 2004, para o Santo André), por exemplo. Nosso time tinha Felipe, Júlio César, Athirson e Zinho, que não jogou a final. Depois, teve a do Fluminense no ano seguinte, contra o Paulista (Copa do Brasil de 2005). Outro jogo que me marcou muito foi que nós ganhamos do Olimpia, fora de casa, com gol do Luiz Fernando Flores, e depois perdemos em casa nos pênaltis. Bastava o empate, estávamos ganhando de 2 a 1, perdemos um pênalti, os caras empataram, a decisão foi para os pênaltis e perdemos. E teve o jogo do meu terceiro ano como treinador, em 1988, no Brasileiro contra o Bahia. Jogávamos muito bem na Fonte Nova, mas tomamos o gol de empate no fim do primeiro tempo. No Beira-Rio depois não conseguimos reverter.

Relação com Edmundo e Romário

Falei com eles que acima de nós estava o Vasco. Procuramos fazer o trabalho da melhor maneira possível. O Edmundo, por exemplo, era um dos primeiros a chegar para os treinamentos. Romário tinha no contrato dele que não treinava de manhã. Não tive problema com nenhum dos dois. Eles tiveram problemas entre eles, mas administrei muito bem. O pior momento entre os dois, pra mim, era na véspera de jogo, porque tinha um time do Romário e outro do Edmundo. Eles apostavam. Mas os dois foram impecáveis comigo. No fundo, eles se respeitavam. Podiam ter problemas naquele momento um com outro, mas eles se respeitavam.

Forma de jogar dos treinadores gringos

A exigência é grande porque nós da América do Sul temos o futebol mais técnico, mas não temos o futebol com mais intensidade, o mais agressivo. Essa é a diferença. Isso já vem um pouco da características de países. Hoje tem o Sampaoli fazendo um trabalho maravilhoso. O Gareca está muito bem na seleção do Peru, mas não foi bem no Palmeiras, assim como já aconteceu com São Paulo e Flamengo. Qualquer tipo de adaptação é um pouco complicada. Aqui não temos apenas um tipo de cultura social. Temos uma cultura futebolística também. Isso faz diferença. Mas acho que é muito bom receber esse pessoal porque também aprendemos.

Se decepcionou com a torcida do Flamengo?

Não. Torcida colocava 50 mil todo jogo. A torcida é soberana. Eles aplaudem, vaiam… Eles têm o direito. A razão de ser de qualquer clube de futebol é a torcida, ainda mais o Flamengo, que tem a maior torcida do mundo.

E com a direção?

Quando você vai para um clube, você conversa com as pessoas. Você expõe e escuta ideias. Aquilo que eu fiz as pessoas escutarem, é exatamente o que eu sou. E aquilo que escutei, é exatamente o que aquelas pessoas queriam para o clube nos próximos três anos. No momento que pedi demissão, é porque havia conversas com o Jorge (Jesus). Ele está totalmente fora dessa questão, ele é treinador e não tem nada a ver com isso. Mas eu me senti traído. Quando vi que aquilo que tinha como idéia que iria encontrar não era o que estava ocorrendo, eu decidi sair. E saí. Só lamento uma coisa: eu tinha tido uma conversa com uma pessoa da direção durante a eleição e tinha ficado praticamente apalavrado com aquela pessoa. Mantive aquilo que na minha consciência era o correto.

Influência da imprensa no seu trabalho

No fundo a imprensa vai com aquilo que é o pensamento de alguns torcedores. Ou então é uma opinião própria do jornalista. Mas não influencia nada. Não leio sobre o clube que eu trabalho. Não adianta a direção ter opinião contrária porque não vou atendê-los. O que rola é minha cabeça, não é a deles. Vou escutá-los, atender não. Esse problema começou a surgir na semana que vencemos o Athletico-PR. Nós tínhamos um jogo contra o Fortaleza e depois o Corinthians pelo jogo de volta da Copa do Brasil. Me perguntaram se seria o mesmo time, e eu disse que ‘com certeza que não’. E depois veio uma resposta que não concordavam com aquilo. Acho legal, eles têm a opinião deles e eu tenho a minha. É a minha cabeça que rola, não vou perder por causa dos outros”, completou.

Arrascaeta

Não tenho nada contra o Arrascaeta. Minha equipe, naquele momento, estava muito bem. Tive jogos que coloquei o Bruno (Henrique) pra dentro e se saiu muito bem. E o Gabriel (Barbosa) também. Isso tudo para tentar o encaixe com o Arrascaeta. Mas tinha Everton Ribeiro e Diego ainda. É um jogador de um nível muito grande. Eu tinha pedido o Dedé, mas não foi possível depois do caso do Arrascaeta. Bruno Henrique foi o primeiro pedido. Fiquei feliz com a vinda do Rodrigo Caio, que além de um excelente caráter é um ótimo jogador. O Flamengo está muito bem servido. Não fui eu que pedi a contratação (do Arrascaeta), foi a direção do Flamengo que trouxe.

ICFUT – Corinthians confirma 40 mil ingressos vendidos para o Derby

Fiel Corintiana já garantiu 40 mil ingressos vendidos para o Dérbi (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Fonte: Gazetaesportiva.net

A torcida do Corinthians mostrou que está empolgada para o clássico deste domingo, às 19h, contra o Palmeiras. Nesta sexta-feira, o Timão divulgou a parcial de ingressos para a partida que acontece em Itaquera, e confirmou mais de 40 mil entradas vendidas.

A expectativa de bom público já era alta desde o início das vendas, mas aumentou depois da classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

A parcial de ingressos informa ainda que há apenas dois setores disponíveis. A Oeste Superior, por R$ 210 (inteira) e a Oeste Inferior, com a inteira a 300 reais.

As vendas continuam de forma online, através do site http://www.ingressoscorinthians.com, e também de forma física, pelas bilheterias cadastradas pelo clube.

Confira os pontos de venda disponíveis para a Fiel:

Das 12h às 19h
Parque São Jorge – Rua São Jorge, 777 – Tatuapé
Poderoso Timão do Shopping D – Av. Cruzeiro do Sul, 1100 – Loja 2039
Poderoso Timão do Shopping Tietê Plaza – Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1465

Das 12h às 17h
Arena Corinthians – Portão A – Avenida Miguel Ignácio Cury, 111 – Artur Alvim
Poderoso Timão da Rua Augusta – Rua Augusta, 1948 – Cerqueira César

Além dos pontos anteriormente citados, outras 17 lojas Poderoso Timão vendem entradas para o setor Oeste Superior, com 20% de desconto sobre o preço da inteira. Cada loja possui 30 ingressos à disposição. Por isso, não há venda de meia-entrada nestes locais.
Confira as lojas Poderoso Timão com entradas para o setor Oeste Superior:
Poderoso Timão Alphashopping
Poderoso Timão Cotia
Poderoso Timão Cubatão
Poderoso Timão Diadema
Poderoso Timão Extra Anchieta
Poderoso Timão Franca
Poderoso Timão Ibirapuera
Poderoso Timão Interlagos
Poderoso Timão Ipiranga
Poderoso Timão Itaim Paulista
Poderoso Timão Lapa
Poderoso Timão Osasco
Poderoso Timão São Bernardo Plaza
Poderoso Timão SP Market
Poderoso Timão Tatuapé
Poderoso Timão Tucuruvi
Poderoso Timão Vila Matilde