Por Cleber Aguiar – Clubes brasileiros ganham camisas amarelas no ano da Copa. Veja

Fonte: Globo.com

Corinthians, Santos, Internacional, Bahia e Coritiba exibem modelos novos

No ano da Copa do Mundo, cinco clubes terão edições especiais de seus uniformes em homenagem à seleção brasileira. São eles: Corinthians, Santos, Internacional, Bahia e Coritiba, todos com material esportivo fornecido pela Nike. Os modelos foram divulgados nesta terça-feira e apresentados no Globo Esporte. Confira todos os modelos abaixo:

Camisas amarelas (Foto: Divulgação / Nike)

As camisa de Corinthians e Internacional trazem as cores dos clubes nas golas e mangas. O modelo do Santos tem uma área maior em preto na parte superior e nas mangas, com um detalhe em branco no peito. A camisa do Coxa traz detalhes em verde e branco, e a do Bahia possui linhas verticais em dois tons de amarelo. Os uniformes estarão nas lojas a partir do dia 12 de fevereiro.

corinthians santos novas camisas (Foto: Divulgação  )
MONTAGEM - Camisas internacional Bahia e coritiba (Foto: Divulgação)

Por Cleber Aguiar – Campeonato Paulista terá jogos quase todos os dias até o Carnaval

Fonte: Folha Online

RODOLFO STIPP MARTINO

Com os times paulistas fora da Libertadores, as atenções das equipes se voltam para o Estadual. E desta terça-feira até 28 de fevereiro –sexta-feira que antecede ao Carnaval– só cinco dias ficarão sem receber jogos do Campeonato Paulista.

Não haverá futebol em três segundas-feiras (dias 10, 17 e 24), uma sexta (21) e uma terça (25).

Sábado de Carnaval terá jogos, mas domingo, segunda e terça, não. O campeonato será retomado, após a curta parada, na Quarta-feira de Cinzas, 5 de março.

Depois do dia 6, serão disputadas as três últimas rodadas da primeira fase do Estadual. Mas a federação não divulgou as datas dessas partidas. Por enquanto, os jogos estão agendados para acontecer em domingos -9, 16 e 23 de março.

A tendência é que as partidas que forem decisivas para classificação ou rebaixamento de equipes sejam simultâneas. Assim, a realização de jogos em dias seguidos não deve ser repetida em março.

Em fevereiro, dias 1º e 2, sábado e domingo, tiveram partidas. Dia 3, ontem, ficou sem futebol.

Sem a participação paulista na Libertadores, as quartas-feiras devem ter jogos de alguma grande equipe para que a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão do Paulista, passe uma partida para o Estado.

Foi isso o que ocorreu no dia 29 de janeiro e vai acontecer no dia 5 de fevereiro. Essas datas são as primeiras da fase preliminar da Libertadores, na qual Botafogo e Atlético-PR participam.

Assim, no dia 29, a Globo transmitiu às 22h a goleada do Santos por 5 a 1 sobre o Corinthians. Naquele mesmo dia e mesmo horário, o São Paulo fez 6 a 3 no Rio Claro.

Agora, no dia 5 de fevereiro, terão os jogos XV Piracicaba x Palmeiras e Corinthians x Bragantino. A emissora vai provavelmente transmitir o jogo do Palmeiras que será em Piracicaba e passar alguns flashes da partida do Corinthians no Pacaembu.

O calendário do Campeonato Paulista deve sofrer mais alterações. No dia 12 de fevereiro, uma quarta-feira (com jogos de grupos da Libertadores), só tem, por enquanto, programado uma partida pelo Estadual: Ponte Preta x Ituano.

Em resposta à Folha, a federação paulista confirmou que a Globo participa da definição das datas dos jogos, mas não falou se foi a TV que pediu para marcar as partidas do Paulista em quase todos os dias deste mês.

“Conforme o Departamento de Competições, a Federação Paulista segue exclusivamente o calendário do futebol brasileiro para a programação de datas dos jogos do Campeonato Paulista Série A1 – 2014. Após a definição destas datas base, a TV faz a escolha de dias e horários redistribuindo as datas de acordo com a sua programação”, diz o email enviado pela assessoria de imprensa da entidade.

Questionada sobre o calendário paulista, a Globo ainda não respondeu para a reportagem.

PARTIDAS DESTA TERÇA-FEIRA

19h30 – Rio Claro x Ituano
19h30 – Botafogo x Oeste

Rubens Cavallari/Folhapress
Palmeiras enfrenta o Linense pela primeira rodada do Campeonato Paulista
Palmeiras enfrenta o Linense pela primeira rodada do Campeonato Paulista

Por Cleber Aguiar – Adriano treina com o grupo atleticano e agrada o técnico: ‘Está melhorando’

Fonte: Globo.com

Adriano Imperador precisa cumprir metas para assinar um contrato com o Atlético-PR

Fernando FreireCuritiba

Adriano Imperador CT do Caju Atlético-PR (Foto: Jairton Conceição)

O atacante Adriano Imperador treinou com o grupo principal do Atlético-PR na manhã desta terça-feira, no CT do Caju. O jogador de 31 anos trabalhou ao lado dos titulares pela primeira vez após a viagem ao Rio de Janeiro, na semana passada – ele tinha um dia de folga, mas voltou aos treinos só sete dias depois do previsto.

O Imperador, que chegou ao Furacão no começo de dezembro de 2013, passa por um período de avaliações no clube. Ele precisa cumprir metas – como perder peso, cumprir os horários e obedecer regras do clube – para assinar um contrato. Isso deve demorar um mês. Mas, de acordo com a evolução de Adriano, pode ocorrer antes.

Em poucas palavras, o técnico Miguel Ángel Portugal comentou sobre o jogador:

– Ele está melhorando. O mais importante é que ele possa retornar ao futebol – falou o comandante rubro-negro em entrevista antes do treino da manhã desta terça-feira.

Se for contratado pelo Atlético-PR, Adriano Imperador terá a concorrência de Marcelo e Ederson, além dos garotos Bruno Mendes, Douglas Coutinho e Mosquito. Marcelo e Ederson serão os titulares no próximo compromisso do time – contra o Sporting Cristal, às 22h (horário de Brasília) de quarta-feira, na Vila Capanema, pela partida de volta da pré-Libertadores.

Para mais informações sobre Adriano, assista ao programa Globo Esporte, da RPC TV (afiliada da Rede Globo no Paraná) a partir de 12h50m desta terça-feira.

Por Cleber Aguiar – Atletas do Corinthians dizem em nota que jogar domingo foi ‘um fracasso’

Fonte: Folha Online

ÍndiceOs jogadores do Corinthians afirmaram nesta terça-feira, em nota oficial publicada no site do clube, que ir a campo para enfrentar a Ponte Preta, no domingo, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, um dia após a invasão do centro de treinamento (CT) por torcedores organizadores, foi um “fracasso”.

Segundo os atletas, o elenco voltou atrás na decisão inicial de não disputar a partida “por causa dos riscos contratuais do clube com os patrocinadores, com a Federação Paulista de Futebol, com a Rede Globo de Televisão e em respeito à verdadeira torcida corintiana.”

“Admitimos o nosso fracasso dentro de campo nos últimos meses e admitimos um fracasso ainda maior por termos ido a campo no último final de semana quando, na verdade, poderíamos ter dado um basta a essa situação e chamado a atenção de todo o país, das autoridades, dos clubes e dos organizadores dos campeonatos para uma tragédia que há de acontecer se nada for feito para estancar a violência em todos os níveis do futebol”, diz a nota.

Os jogadores alertaram ainda que incidentes como o do último sábado demonstram que o futebol está próximo de registrar uma grande tragédia. Na ocasião, cerca de 200 torcedores invadiram o CT na zona leste da capital, agrediram o atacante Guerrero e roubaram celulares.

“Estamos fartos com a irracionalidade e com os atos de violência impunes que envolvem inúmeras situações ligadas ao futebol. As cenas grotescas vividas neste último sábado por nós jogadores e por todos os funcionários do SCCP determinam que uma tragédia sem precedentes está prestes a ocorrer no ambiente de trabalho de qualquer clube de futebol profissional no país e nós não seremos coniventes com isso.”

Apesar do tom forte das declarações, a nota não fala sobre uma possível desistência do Corinthians de enfrentar o Bragantino, quarta-feira, no Pacaembu. O movimento Bom Senso FC articula uma greve dos jogadores no Paulista devido à violência da torcida corintiana. Essa sim tem apoio dos jogadores do time do Parque São Jorge.

A invasão de sábado deixou marcas no Corinthians. Os carros do zagueiro Paulo André e do auxiliar de preparação física Flávio Grava, filho do médico Joaquim Grava, foram destruídos. Três celulares, um deles que pertencia ao meia Ramírez, e um rádio foram roubados. Uma porta de vidro do local foi quebrada.

Além disso, o atacante Guerrero chegou a ser esganado por um dos torcedores.

Leia a íntegra da nota oficial dos jogadores do Corinthians

Os atletas profissionais do Sport Club Corinthians Paulista vêm a público se manifestar a respeito dos fatos lamentáveis ocorridos na manhã de sábado, 1 de fevereiro, no CT Joaquim Grava, onde a equipe realiza seus treinamentos.

Estamos fartos com a irracionalidade e com os atos de violência impunes que envolvem inúmeras situações ligadas ao futebol. As cenas grotescas vividas neste último sábado por nós jogadores e por todos os funcionários do SCCP determinam que uma tragédia sem precedentes está prestes a ocorrer no ambiente de trabalho de qualquer clube de futebol profissional no país e nós não seremos coniventes com isso. É preciso dar um basta e unir uma força tarefa capaz de oferecer segurança aos profissionais e aos torcedores de bem.

Sabemos que esta não é a primeira, mas deveria ser a última vez que marginais ligados às torcidas organizadas invadam propriedade privada, agridam jogadores e funcionários do clube e os ameacem com armas. Sabemos também que estes mesmos marginais, infiltrados nas torcidas de todo o país, provocaram mais de 90 % das brigas nos estádios nos últimos anos, causaram mortes e afastaram o público e suas famílias dos campos de futebol.

Assim como há uma maioria de jogadores dedicados e profissionais, há também, como em qualquer profissão, jogadores menos responsáveis e menos comprometidos. Nos momentos de derrota e nas fases difíceis, os torcedores revoltados se sentem no direito de nivelar por baixo e tratar todos os atletas da mesma forma. Mas quando, em momentos de crise e de violência, as torcidas organizadas, compostas por pessoas boas e pessoas ruins, sofrem esse mesmo preconceito e são tratadas como um todo, se revoltam com a injustiça.

Admitimos o nosso fracasso dentro de campo nos últimos meses e admitimos um fracasso ainda maior por termos ido a campo no último final de semana quando, na verdade, poderíamos ter dado um basta a essa situação e chamado a atenção de todo o país, das autoridades, dos clubes e dos organizadores dos campeonatos para uma tragédia que há de acontecer se nada for feito para estancar a violência em todos os níveis do futebol.

Fracassamos por causa dos riscos contratuais do clube com os patrocinadores, com a Federação Paulista de Futebol, com a Rede Globo de Televisão e em respeito à verdadeira torcida corinthiana. Se isso não demonstrar o comprometimento deste grupo de atletas com o SCCP, não há mais nada a dizer.

Queremos que fique claro que nós, enquanto jogadores, não nos sentimos credores de coisa alguma. Ao contrário, nos sentimos honrados e extremamente felizes por termos conquistado tanto com a gloriosa camisa corinthiana e até nos sentimos em dívida com a Fiel, a de verdade, pelo que não conseguimos fazer nos últimos meses.

Mas nós, jogadores do Corinthians, reivindicamos que haja segurança para que possamos trabalhar em paz em busca de novas vitórias. Ninguém mais do que nós sente o desgosto da derrota. E é por isso que exigimos que nos deem condições para a volta por cima que buscamos.

Afirmamos que as vitórias do futuro próximo só virão se todos jogarmos juntos, com a mesma receita das vitórias do passado recente.

Finalmente, não admitiremos mais nenhum desrespeito ao nosso compromisso de profissionais dedicados e honestos com o clube e sua enorme massa torcedora. A nossa vida e a nossa segurança valem mais do que qualquer contrato ou interesse político/financeiro/particular de terceiros. Nós tornamos público o nosso apoio à iminente paralisação proposta pelo sindicato dos atletas profissionais do Estado de São Paulo para o fim de semana, visando melhorias nas condições de trabalho para os empregados de todos os clubes de futebol do país.

Estamos à disposição das autoridades e dos órgãos públicos para identificar e colaborar com a punição dos responsáveis por essa barbárie e pela criação de medidas que evitem o risco de novas ações violentas.

Atenciosamente,
Grupo de atletas profissionais do SCCP

Por Cleber Aguiar – ‘Fui para Inter para ganhar, não por dinheiro’, diz Hernanes

Fonte: Globo.com

Brasileiro assegura que a questão financeira não foi determinante para sua mudança de ares no futebol italiano

Oficializado na última sexta-feira como novo reforço da Inter de Milão, o meia Hernanes chorou ao se despedir da Lazio, onde se tornou ídolo no clube que defendeu por três anos e meio. Mas, embora contasse com grande carinho da torcida do time romano, o brasileiro assegurou que a questão financeira não foi determinante para sua mudança de ares no futebol italiano.

Hernanes acompanhou a derrota para a Juventus - Giorgio Perottino/Reuters
Giorgio Perottino/Reuters
Hernanes acompanhou a derrota para a Juventus

Segundo relatos da imprensa italiana, Hernanes receberá por volta de 3,2 milhões de euros ao ano na Inter, que não confirmou os valores da negociação, cujas cifras giraram em torno de 15 milhões de euros. Entretanto, o meio-campista assegura que a sua motivação está nas maiores possibilidades de conquistas que o clube de Milão poderá lhe proporcionar.

“Escolhi a Inter para ganhar, não por dinheiro”, afirmou, em entrevista para um programa do canal italiano Gold TV. “Sempre disse que estive muito bem na Lazio, mas queria fazer algo especial (em termos de títulos) e nunca houve uma oportunidade real neste período. A Inter é o time certo”, reforçou o brasileiro.

Hernanes fez questão de enfatizar a identificação que criou com a Lazio, mas deixou claro que vê a Inter em melhores condições de brigar por feitos de maior grandeza. “Agradeço a todos no Lazio, companheiros e torcedores, ninguém jamais se comportou mal comigo. Sempre tive uma ótima relação com eles. Quando cheguei no Lazio, achei que faria grandes coisas lá, como ganhar o Campeonato Italiano e avançar na Liga dos Campeões, por exemplo. Mas isso não foi possível. Escolhi o Inter porque tem uma perspectiva mais elevada”, admitiu.

AMEAÇAS DE MORTE
Na última segunda-feira, o presidente da Lazio, Claudio Lotito, disse ter recebido mais de 50 ameaças de morte por telefone por causa da venda de Hernanes. O dirigente disse que os fãs do brasileiro também pediram pela sua renúncia do cargo, depois de o mesmo ter reconhecido que tentou segurar o meia em Roma, mas se viu impossibilitado por causa da questão financeira.

“Eu vivo sob escolta. Os torcedores fazem parte do clube, mas agora eles ultrapassaram os limites”, reclamou Lotito, em entrevista coletiva, no qual também destacou que “foi decisão de Hernanes” deixar a Lazio e que o brasileiro estaria “infeliz se tivesse ficado” no clube. “O que eu poderia fazer? Ele tinha um acordo com a Inter”, completou.

Por Cleber Aguiar – Historicamente, protestos pesados no Timão provocaram saídas de estrelas

Fonte: Globo.com

Edilson foi embora em 2000, Tevez, em 2006, e Roberto Carlos, em 2011. Quem vai sair dessa vez? Invasão ao CT no último sábado deixa clima ruim no Corinthians

Por Diego Ribeiro e Leandro Canônico

Protestos de torcedores contra o fraco desempenho da equipe estão tão presentes na história do Corinthians quanto os inúmeros títulos conquistados pelo time alvinegro. Em mais de 103 anos de existência foram incontáveis cobranças por parte da Fiel. Pacíficas ou não. As mais intensas delas, aliás, sempre tiveram saída de jogadores como consequência. Por isso, é natural imaginar que a invasão de sábado ao CT Joaquim Grava pode provocar reações semelhantes.

Na berlinda criada por parte da torcida do Timão, os mais perseguidos pela ira do torcedor são Alexandre Pato, Emerson Sheik, Romarinho, Douglas e Paulo André. Principalmente os dois primeiros da lista. Antes mesmo de cerca de 100 corintianos invadirem o CT e provocarem terror em funcionários, jogadores e diretoria, Pato e Sheik já encabeçavam a lista de negociáveis. Agora, então, a motivação do Corinthians em arrumar um destino para ambos aumentou.

Com um dos mais altos salários do elenco alvinegro e com contrato até julho de 2015, Sheik tem uma situação mais fácil de resolver. O problema é Alexandre Pato. Como custou R$ 40 milhões aos cofres corintianos, o clube não quer deixar de ter lucro em futura negociação. Só que a relação do jogador com a torcida está ficando insustentável. E, para piorar, ele começou a ser cobrando veementemente dentro do próprio elenco e também pelo técnico Mano Menezes.

protesto torcida Corinthians CT (Foto: Rodrigo Faber)

Paolo Guerrero, até então protegido pela torcida, não gostou da pressão dos invasores e, segundo o presidente Mário Gobbi, foi “esganado”durante a invasão. No entanto, na última segunda-feira, ele postou mensagem em uma rede social afirmando que vai ficar.

Em outras oportunidades (as mais graves, no caso), três jogadores de peso no elenco alvinegro saíram pela porta dos fundos do clube. Em 2000, Edilson foi negociado com o Flamengo após quase apanhar em protesto. Em 2006, Tevez, após ter o carro chutado pela torcida, na saída do Morumbi, pediu para sair. Foi negociado com o inglês West Ham. E mais recentemente, em 2011, Roberto Carlos deixou o Timão para jogar no russo Anzhi após ameaças da torcida.

– Nunca invadiram aqui, foi a primeira vez. Sou diretor desde 2008 e nunca tive isso. O que passou antes, passou. Cada caso é um caso. Já vi muitos protestos, e sempre foi resolvido com conversa. Nunca entraram aqui, invadiram, forçaram nada, nunca praticaram violência, ameaça, nada. O direito de manifestação é sagrado – comentou o presidente Mário Gobbi, esquecendo que Edilson chegou a ser agredido por torcedores e Tevez teve o carro chutado por fanáticos.

A agressão a capetinha

Meses depois da primeira conquista do Mundial de Clubes da Fifa, o Corinthians foi eliminado pelo arquirrival Palmeiras da Taça Libertadores da América (já havia caído para o Alviverde também na edição anterior, só que nas quartas de final). A queda em 2000, no entanto, causou a ira em parte da torcida. E houve invasão à sede do clube, no Parque São Jorge.

Principal alvo das críticas da torcida, o atacante Edílson quase foi agredido. Sem clima no clube, ele foi negociado com o Flamengo e mudou-se para o Rio de Janeiro.

chute no carro de ídolo

O argentino Carlitos Tevez é lembrado até hoje como um dos principais ídolos da centenária história alvinegra. Apesar do pouco tempo que ficou no clube, a raça e dedicação na conquista do Campeonato Brasileiro de 2005 foram suficientes para conquistar a Fiel. Mas a torcida não o perdoou depois da eliminação para o River Plate nas oitavas de final da Libertadores de 2006.

Irritado com a cobrança, o argentino fez sinal de silêncio para a torcida depois de fazer um gol contra o Fortaleza, em partida no estádio do Morumbi. E, na saída do estádio, teve seu carro atingido por chutes de torcedores. A cena revoltou Carlitos Tevez. Logo em seguida, ele foi negociado com o inglês West Ham.

ameaças a pentacampeão

O mais recente caso de jogador que foi “expulso” do Corinthians por uma manifestação de torcedores ocorreu em 2011, ano em que o Timão deu o pontapé inicial à gloriosa era Tite, com os títulos do Brasileirão, da Libertadores, do Mundial, do Paulista e da Recopa Sul-Americana. Em fevereiro daquele ano, o Timão foi eliminado de maneira precoce na Libertadores, pelo então desconhecido Deportes Tolima, da Colômbia. Além de antecipar a aposentadoria de Ronaldo, as ameaças dos torcedores provocaram a saída de Roberto Carlos.

O lateral-esquerdo pentacampeão do mundo, alegando ter sido ameaçado de maneira veemente por um grupo de torcedores, decidiu deixar o Timão rumo ao russo Anzhi.

 

Por Cleber Aguiar – Eurico prepara candidatura para voltar ao Vasco e contrata marqueteiro

Fonte: Folha de São Paulo

ADRIANO BARCELOS

Seis anos depois de deixar o cargo, o ex-presidente do Vasco Eurico Miranda anunciou que tentará novo mandato.

Para voltar, Eurico aposta em uma estratégia de marketing digna de campanha eleitoral: vale mudar o visual do candidato, monitorar redes sociais e buscar o discurso mais afinado diante da penúria do Vasco no futebol, rebaixado duas vezes em cinco anos.

Por enquanto a campanha se concentra nas redes sociais. Há depoimentos de torcedores na linha “éramos felizes e não sabíamos”.

“Há os que acham que é retrocesso. Falar em retrocesso comigo? Veja os títulos conquistados, no futebol, nos esportes amadores. Só se retrocesso é ter conquistas, aumento patrimonial”, atacou Eurico.

Atacar, aliás, não é um verbo que combine com a nova imagem que o ex-presidente pretende criar. As baforadas de charuto, que fizeram a alegria de fotógrafos em sua gestão anterior, estão proibidas – pelo menos em público.

“Não deixei de fumar charuto, mas fica a imagem de que você é mafioso. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu sinceramente queria que essa imagem [de mafioso] seja desmistificada”, afirmou.

A estratégia prevê que se engavete a imagem do Eurico verborrágico, que provocava adversários e intimidava árbitros. Ele agora mede as palavras e diz que a motivação maior é ver os netos cruz-maltinos, hoje cabisbaixos, felizes de novo.

“Construíram uma imagem minha que não tem nada a ver com o Eurico. Mas, de qualquer forma, os anos passam. A gente aprende todo dia”, disse.

O ex-presidente vascaíno diz que o passado não o amedronta. Acusado de diversos crimes pela CPI do Futebol, de 2001, ele chegou a ser condenado pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio a 10 anos de prisão por crimes tributários, mas a decisão foi anulada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Na nova campanha à presidência do Vasco, ele afirma ter disposição de sobra para se explicar. “Nunca fui questionado diretamente. Claro que algumas coisas eu tenho que reconhecer, mas mais de 90% das coisas que falam em relação a mim não têm procedência”.

No relatório da comissão, Eurico foi acusado de ter cometido crimes de apropriação indébita do dinheiro do Vasco e de falsidade ideológica por uso de conta ”laranja”.

“A CPI se transformou em uma CPI do Vasco. Eu fui investigado durante 12 anos pelo MP (Ministério Público), pela PF (Polícia Federal) e todos os órgãos competentes. E terminou demonstrado que não havia nada contra mim”, disse.

Além das suspeitas de malversação, outra ideia geral que incomoda Eurico é a de que ele deixou o Vasco falido em 2008. “Eu comprovadamente deixei o Vasco em 2008 em 8º no campeonato brasileiro e com toda a dívida equacionada”, defende-se.

O mentor do novo Eurico é o marqueteiro Mario Marques que, entre outros clientes, auxilia o pré-candidato ao governo do Rio Anthony Garotinho (PR).

Para modernizar a imagem do ex-presidente do Vasco, Marques aposta em uma estratégia agressiva na internet. Na sexta (24), por exemplo, Eurico bateu papo com vascaínos, via twitcam, por quase duas horas.

Uma pesquisa direcionada, com um retrato mais claro do quadro eleitoral em São Januário, também auxiliará o marketing. “Contamos com monitoramento de dados, sobre o que os vascaínos esperam. Os outros candidatos não têm nada a mostrar, não tem títulos nem contribuição significativa ao Vasco”, afirma Marques. Roberto Dinamite, atual presidente do clube, ainda não definiu se será candidato na eleição, que vai acontecer provavelmente em junho.

Daniel Marenco – 30.jan.2014/Folhapress
Eurico Miranda, no corredor de um escritório no centro do Rio
Eurico Miranda, no corredor de um escritório no centro do Rio