ICFUT – ESTADUAIS 2014

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Grupo A
Penapolense 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Comercial 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
Linense 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
Atlético Sorocaba 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
São Paulo 0 1 0 0 1 0 2 -2 0,0
Grupo B
Corinthians 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Osasco Audax 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
Ituano 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Botafogo 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
XV de Piracicaba 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
Grupo C
Santos 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
São Bernardo 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Paulista 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
Ponte Preta 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Portuguesa 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
Grupo D
Bragantino 3 1 1 0 0 2 0 2 100,0
Mogi Mirim 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Palmeiras 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Rio Claro 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Oeste 0 0 0 0 0 0 0 0 0
1ª RODADA
18/01 – 17h00 Paulista 0 x 0 Osasco Audax
18/01 – 17h00 Palmeiras 2 x 1 Linense
18/01 – 19h30 Rio Claro 1 x 0 Atlético Sorocaba
18/01 – 19h30 São Bernardo 1 x 0 Botafogo
18/01 – 19h30 Santos 1 x 0 XV de Piracicaba
18/01 – 21h00 Mogi Mirim 2 x 1 Comercial
19/01 – 17h00 Portuguesa 1 x 2 Corinthians
19/01 – 17h00 Bragantino 2 x 0 São Paulo
19/01 – 19h30 Oeste x Penapolense
12/02 – 19h30 Ponte Preta x Ituano

PARAENSE 2014

Clube PG J V E D GP GC SG A%
Remo 9 3 3 0 0 6 2 4 100,0
Paysandu 7 3 2 1 0 7 4 3 77,8
Cametá 4 3 1 1 1 2 2 0 44,4
São Francisco 3 3 0 3 0 1 1 0 33,3
Gavião Kyikatejê 2 3 0 2 1 2 3 -1 22,2
Paragominas 2 3 0 2 1 2 3 -1 22,2
Independente 2 3 0 2 1 0 2 -2 22,2
Santa Cruz de Cuiarana 1 3 0 1 2 2 5 -3 11,1

Taça Cidade de Belém

1ª RODADA
12/01 – 16h30 Santa Cruz de Cuiarana 0 x 0 São Francisco
12/01 – 17h00 Paysandu 2 x 1 Gavião Kyikatejê
12/01 – 18h00 Paragominas 0 x 0 Independente
13/01 – 21h30 Remo 2 x 1 Cametá
2ª RODADA
15/01 – 21h30 Gavião Kyikatejê 1 x 1 São Francisco
15/01 – 21h30 Paysandu 3 x 1 Santa Cruz de Cuiarana
16/01 – 21h30 Cametá 1 x 0 Paragominas
16/01 – 21h30 Independente 0 x 2 Remo
3ª RODADA
19/01 – 17h00 Remo 2 x 1 Santa Cruz de Cuiarana
19/01 – 17h00 Cametá 0 x 0 Gavião Kyikatejê
19/01 – 18h00 Paragominas 2 x 2 Paysandu
19/01 – 18h00 São Francisco 0 x 0 Independente

CARIOCA 2014

Clube PG J V E D GP GC SG A%
Cabofriense 3 1 1 0 0 3 2 1 100,0
Madureira 3 1 1 0 0 3 2 1 100,0
Bangu 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Flamengo 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Nova Iguaçu 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Boavista 1 1 0 1 0 1 1 0 33,3
Botafogo 1 1 0 1 0 1 1 0 33,3
Resende 1 1 0 1 0 1 1 0 33,3
Vasco da Gama 1 1 0 1 0 1 1 0 33,3
10º
Bonsucesso 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
11º
Volta Redonda 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
12º
Fluminense 0 1 0 0 1 2 3 -1 0,0
13º
Macaé 0 1 0 0 1 2 3 -1 0,0
14º
Friburguense 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
15º
Audax 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
16º
Duque de Caxias 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
1ª RODADA
18/01 – 17h00 Nova Iguaçu 1 x 0 Duque de Caxias
18/01 – 17h00 Friburguense 1 x 2 Bangu
18/01 – 17h00 Madureira 3 x 2 Fluminense
18/01 – 19h30 Resende 1 x 1 Botafogo
18/01 – 19h30 Vasco da Gama 1 x 1 Boavista
19/01 – 17h00 Flamengo 1 x 0 Audax
19/01 – 17h00 Bonsucesso 0 x 0 Volta Redonda
19/01 – 17h00 Cabofriense 3 x 2 Macaé

PARANAENSE 2014

Clube PG J V E D GP GC SG A%
Maringá 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Rio Branco 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Arapongas 1 1 0 1 0 3 3 0 33,3
J. Malucelli 1 1 0 1 0 3 3 0 33,3
Operário 1 1 0 1 0 1 1 0 33,3
Toledo 1 1 0 1 0 1 1 0 33,3
Atlético 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
Prudentópolis 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
Cianorte 0 0 0 0 0 0 0 0 0
10º
Paraná 0 0 0 0 0 0 0 0 0
11º
Coritiba 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
12º
Londrina 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
1ª RODADA
18/01 – 17h00 Prudentópolis 0 x 0 Atlético
19/01 – 17h00 Londrina 0 x 1 Rio Branco
19/01 – 17h00 Maringá 2 x 1 Coritiba
19/01 – 17h00 Operário 1 x 1 Toledo
19/01 – 17h00 J. Malucelli 3 x 3 Arapongas
19/01 – 19h30 Paraná x Cianorte

GOIANO 2014

Grupo A
Goiás 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Anápolis 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
Atlético 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
Trindade 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
Crac 0 1 0 0 1 0 3 -3 0,0
Grupo B
Goianésia 3 1 1 0 0 3 0 3 100,0
Aparecidense 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Grêmio Anápolis 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Vila Nova 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
Anapolina 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
1ª RODADA
18/01 – 17h00 Anapolina 0 x 1 Goiás
19/01 – 17h00 Goianésia 3 x 0 Crac
19/01 – 17h00 Vila Nova 0 x 0 Anápolis
19/01 – 17h00 Aparecidense 2 x 1 Atlético
19/01 – 17h00 Grêmio Anápolis 2 x 1 Trindade

GAÚCHO 2014

Grupo A
Brasil 3 1 1 0 0 2 0 2 100,0
Internacional 3 1 1 0 0 2 0 2 100,0
Esportivo 3 1 1 0 0 3 2 1 100,0
São José 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Veranópolis 1 1 0 1 0 2 2 0 33,3
Lajeadense 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
Juventude 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Aimoré 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
Grupo B
Novo Hamburgo 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Caxias 1 1 0 1 0 2 2 0 33,3
Passo Fundo 1 1 0 1 0 0 0 0 33,3
São Paulo 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Pelotas 0 1 0 0 1 2 3 -1 0,0
Grêmio 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
Cruzeiro 0 1 0 0 1 0 2 -2 0,0
São Luiz 0 1 0 0 1 0 2 -2 0,0
1ª RODADA
18/01 – 17h00 Esportivo 3 x 2 Pelotas
18/01 – 17h00 Internacional 2 x 0 São Luiz
19/01 – 17h00 São José 1 x 0 Grêmio
19/01 – 18h00 Brasil 2 x 0 Cruzeiro
19/01 – 18h00 Lajeadense 0 x 0 Passo Fundo
19/01 – 19h00 Veranópolis 2 x 2 Caxias
19/01 – 19h00 Aimoré 1 x 2 Novo Hamburgo
19/01 – 19h30 Juventude x São Paulo

BRASILIENSE 2014

1ª RODADA
18/01 – 10h00 Brasília 3 x 0 Formosa
18/01 – 16h00 Ceilândia 1 x 2 Legião
19/01 – 10h00 Brasiliense 2 x 1 Santa Maria
19/01 – 16h00 Atlético Ceilandense 0 x 1 Capital
19/01 – 16h00 Sobradinho 4 x 2 Unaí
19/01 – 17h00 Gama 0 x 1 Luziânia
Clube PG J V E D GP GC SG A%
Brasília 3 1 1 0 0 3 0 3 100,0
Sobradinho 3 1 1 0 0 4 2 2 100,0
Brasiliense 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Legião 3 1 1 0 0 2 1 1 100,0
Capital 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Luziânia 3 1 1 0 0 1 0 1 100,0
Ceilândia 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
Santa Maria 0 1 0 0 1 1 2 -1 0,0
Atlético Ceilandense 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
10º
Gama 0 1 0 0 1 0 1 -1 0,0
11º
Unaí 0 1 0 0 1 2 4 -2 0,0
12º
Formosa 0 1 0 0 1 0 3 -3 0,0

ICFUT – COPA SÃO PAULO FUTEBOL JUNIOR 2014

 

 

 

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Quartas de final
18/01 – 10h00 Taboão da Serra-SP 0 x 3 Santos-SP
18/01 – 17h00 São Paulo-SP 1 x 5 Atlético-MG
19/01 – 10h00 Fluminense-RJ 0( 6 ) x0( 5 ) Internacional-RS
19/01 – 21h30 Corinthians-SP x Paraná-P

Por Cleber Aguiar – Flu, Palmeiras e rótulo de joia perdida: o Lenny que encantou projeta retorno

Fonte: Globo.com

Chandy Teixeira e Marcos Paulo Rebelo

ÍndiceGrande promessa do Flu em 2006, atacante está há quase ano e meio sem disputar jogo oficial. Além de relembrar histórias, fala em volta por cima no Atlético Sorocaba-SP

Lenny Fernandes Coelho é um desses jogadores que têm histórias para contar. São tantas que podem até fazer com que ele pareça mais velho do que é na realidade. No entanto, não se engane: ele ainda é um garoto de 25 anos. E com o mesmo semblante moleque que em 2007 encantava a torcida do Fluminense. Veloz e habilidoso, viu o futebol carioca ao seus pés. Mas por pouco tempo. Um ano depois, a má fase forçou uma saída pela porta dos fundos do clube rumo a Portugal. Retornou ao Brasil para jogar no Palmeiras. Novamente virou uma esperança, mas as lesões foram vilãs. Rodou ainda por Figueirense, Boavista, Madureira, Desportivo Brasil e Ventforet Kofu (JAP) e praticamente desapareceu dos holofotes do futebol.

Agora, há mais de um ano distante dos gramados, Lenny está próximo do retorno. Desta vez, pelo Atlético Sorocaba, clube que disputa a elite do futebol paulista. Para quem um dia já foi esperança de uma torcida como a do Fluminense e reforço de peso de um Palmeiras, atuar por um clube do terceiro escalão do futebol de São Paulo não deixa de ser um recomeço – cheio de esperança, é verdade. No entanto, a juventude de Lenny permite novas tentativas. Essa é mais uma delas.

– O campeonato é curto, tem que começar bem. Um objetivo de cada vez. O principal é fazer um bom Campeonato Paulista e aí, sim, pensar em voltar a um clube grande. Não tem como planejar, é viver esse Campeonato Paulista e tentar ter um bom rendimento – disse Lenny, que não disputa uma partida oficial há praticamente um ano e meio.

Após a saída do Palmeiras, no fim de 2010, Lenny começou a viver um inferno astral na sua carreira. Com duas lesões sérias em sequência nas costas, o atacante perambulou pelo Brasil. Amargou lesões, estádios vazios e a inquisição das ruas – esta última, na visão do jogador, a pior de todas elas. A curiosidade dos torcedores atormentava. As perguntas inocentes feriam o orgulho de Lenny, que, com uma sinceridade incomum, confessou:

– Eu gostaria que ninguém, mas ninguém mesmo, falasse comigo na rua. Mas isso não tem como. Hoje em dia eu não gostaria. Eu acho que as pessoas admiram uma pessoa porque elas gostam do trabalho dela. A partir do momento que você não tem mais isso (o trabalho a ser admirado), acho que não existe necessidade (de idolatria). Eu queria andar na rua normal, ir ao restaurante e ninguém falar comigo. Fico incomodado. Eu não vou tratar mal a pessoa, mas quando for chato também… Sempre gostei muito de velho e criança. Adulto “normal” eu tenho minhas ressalvas. É porque vão falar comigo coisas que vão me irritar. São as perguntas: “Onde você está?”, “Você está machucado?”. A última impressão fica, e é chato. Comentar minha carreira é chato. Eu preferiria não ser reconhecido – disse o jogador.

 Eu gostaria que ninguém, mas ninguém mesmo, falasse comigo na rua”
Lenny

O retorno fez Lenny pensar na carreira. Os acertos, erros… O GloboEsporte.com participou dessa reflexão. O divã – ou cenário – era a varanda da casa da mãe, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro, com um belo entardecer ao fundo. Não foi fácil ouvir o jogador. Avesso à imprensa, Lenny prefere fugir das entrevistas. Depois de aceitar, a espera foi demorada Três horas até ele concretizar a venda de um carro – sim, Lenny hoje também é um investidor. A conversa foi longa, e a carreira de Lenny – contada pelo próprio jogador – você confere abaixo.

o começo e a explosão no flu

Lenny é mais uma cria da fábrica de Xerém – centro de treinamento de base do clube localizado na Baixada Fluminense. O atacante é da mesma safra que Digão, Marcelo e cia. Nas categorias de base, era tratado como uma joia. Tanto que subiu para o profissional rapidamente, com 16 anos, em 2005. No ano seguinte, estourou.

Na vitória de 3 a 2 sobre o Cruzeiro , em 2006, no Mineirão, pela Copa do Brasil, Lenny marcou um golaço. Recebeu no meio-campo de Petkovic, arrancou, driblou três jogadores e, com extrema categoria, colocou a bola no ângulo de Fábio. Enlouqueceu a torcida do Fluminense e despertou a atenção de todo o futebol brasileiro. Ao ver o gol de novo, Lenny se emociona. Lembra com carinho da data e é enfático ao afirmar: aquele dia (26 de abril) mudou sua vida.

– Mudou em vários aspectos. Eu passei a ser o cara que ia resolver todos os jogos. Todo jogo eu teria que driblar todo mundo e fazer os gols. Depois da parada para a Copa, o time foi muito mal. Hoje em dia, você blinda o moleque novo e joga a responsabilidade para os mais velhos. Quem dá entrevista é o cara mais velho. Naquela época, não tinha esse aparato de assessoria. Não tinha esse pensamento com a joia do clube. O time foi mal, eu caía mais ainda. Com aquele peso da cobrança era ainda pior. Hoje, no Fluminense, o garoto vai mal, mas falam do Fred. O Wellington Nem ia bem em todos os jogos? Não. Mas quando ia mal, falavam dos mais experientes. São esses aspectos que não aconteceram comigo. Eu tinha 17 anos. Depois da ‘Era Neymar’, o pensamento com o jovem jogador mudou. O caso dele mudou a forma de trabalhar dos clubes – relembrou Lenny.

O dia seguinte também foi muito importante para Lenny. Guarda até uma história engraçada. O jogador havia marcado um encontro com uma garota – que, posteriormente, viria a ser sua companheira por sete anos. Ansioso para o compromisso, Lenny teve que enfrentar um batalhão de repórteres no aeroporto do Rio sedentos por suas declarações. E, acredite, esse não foi o único desafio.

– Eu ia sair com uma menina que viria a ser minha namorada. Na hora em que eu cheguei ao aeroporto, os jornalistas apareceram, e eu querendo ir embora para encontrar com ela. Eu falava com ela há um mês, menina que mexia comigo, e queria logo encontrá-la. Não conseguia ir embora. Depois, ainda tinha que escapar dos repórteres porque eu era menor de idade e não podia dirigir, né? – diz Lenny, entre gargalhadas.

O DINHEIRO E AS MOLECAGENS
O Lenny desconhecido ganhava R$ 400. Despontou, passou a ganhar R$ 2.500. O mundo dos carros já enchia os olhos do jogador de origem pobre. Após o jogo contra o Cruzeiro, o contracheque apontava R$ 20 mil. Com o aumento, Lenny não hesitou. Correu para uma concessionária. De lá, saiu com um Audi dourado e um carnê recheado de parcelas. No entanto, o salário atrasou, e faltou dinheiro, acredite, para a gasolina.

 Eu tinha 17 anos, nunca tinha visto dinheiro na minha frente. Eu não tinha cabeça? Claro que não tinha cabeça. Tinha 17 anos. Fui ao shopping e aquilo parecia um parque de diversões pela primeira vez. Só ia em shopping pra comprar uma bermuda”
Lenny

– Com 17 anos, a gente faz muita b… . Eu não acho errado o cara no primeiro salário comprar um carro. Naquela época, eu só queria comprar carro. Eu tinha um salário de R$ 2.500, mas no mês seguinte ia ganhar R$ 20 mil. Daí fui comprar um carro. Vi um Audi dourado e falei: “Quero esse carro”. E eu nem tinha recebido o aumento, seria no mês seguinte. Não dei um real de entrada. Muita parcela. Parcelei e paguei quase dois carros. Ainda comprei um carro todo sambado. Mas aconteceu que o salário atrasou, e eu tinha um Audi, mas não tinha dinheiro pra pagar gasolina. Tive que pedir ao meu empresário: “Me dinheiro aí que eu não tenho para colocar gasolina.” Eu tinha 17 anos, nunca tinha visto dinheiro na minha frente. Eu não tinha cabeça? Claro que não tinha cabeça. Tinha 17 anos. Fui ao shopping, aquilo parecia um parque de diversões pela primeira vez. Só ia em shopping pra comprar uma bermuda – disse.

Uma outra passagem de Lenny, ainda no Fluminense, mostra como a pouca idade – e uma certa imaturidade – se refletia também no profissional. Sob o comando de PC Gusmão, o atacante comprou um carro, que, coincidentemente, era o mesmo modelo do chefe. O meia Carlos Alberto levantou a história, PC Gusmão alfinetou, e Lenny rebateu.

– O Carlos Alberto veio me zoar: “Comprando carro igual ao do chefe, né, Lenny?.” Eu falei para ele: “Cala a boca, cara!.” O PC Gusmão ouviu e falou: “Mas o meu é todo completo.” Eu não pensei duas vezes e mandei: “Mas eu tenho 18 anos, né?”. Ele não gostou nem um pouco da brincadeira e me afastou por dois jogos ainda – contou Lenny, não segurando o riso.

a saída do flu e a mágoa

Chegou o ano de 2007. O Fluminense conquistava a Copa do Brasil, mas Lenny seguia no banco. A má fase se instalou. O peso da expectativa criada caía como um fardo pesado nas costas do jogador, que não conseguia segurar. O título da Copa do Brasil e a classificação para a Libertadores aceleraram o processo de renovação. Lenny, sem corresponder, foi uma das vítimas.

– Eu senti o peso da responsabilidade de um Fluminense. E eu não sou como o Neymar, por exemplo, que é amado. Sou diferente. Não sou daqueles caras que têm 200 amigos. Sou mais fechado. O Neymar acho que tem quatro melhores amigos, tenho um e olhe lá. Acho que isso ajuda. Esperava um abraço maior. Estava lá há dez anos. Hoje tenho uma cabeça diferente. Claro que me faltou experiência, mas todo mundo precisa de um suporte. Principalmente quando se é jovem. Por tudo que eu fiz no tempo em que fiquei no Flu, acho que poderiam ter feito um pouco mais por mim. Acabou o ano de 2006, contrataram jogadores. Eu ainda tinha resquícios de não ter terminado bem o ano. Um exemplo: Neymar terminou mal 2009, mas começou 2010 voando. Tudo isso porque ele teve um suporte. Eu tinha 18 anos, era um garotão. Perdi espaço – analisou.

Em seguida, Lenny foi emprestado para o Braga, de Portugal. Ficou seis meses e fez apenas três partidas, marcando um gol. Durante o período de empréstimo, a Traffic comprou seus direitos federativos e o cedeu ao Palmeiras.

a tentativa e o grande erro

A chegada ao Palmeiras dava uma nova chance a Lenny, que chegou festejado pela imprensa local. Empolgou logo de cara, mas caiu em seguida. Duas lesões e, consequentemente, cirurgias atrapalharam a sequência do jogador. Entre 2008 e 2010, o atacante fez 57 jogos e marcou nove gols com a camisa alviverde.

– Eu nunca fui de sofrer lesão. Tinha lesões comuns. No Palmeiras, acabei tendo mais problemas. Eu operei o pé, logo em seguida operei o joelho. Depois disso, comecei a ter problemas musculares. Ingenuidade minha ou burrice, não sei – contou.

Foi também no Palmeiras que Lenny ficou marcado por um aspecto da vida pessoal. Em uma entrevista coletiva, o então técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, disse que o atacante era uma espécie de “filhinho da vovó”. O rótulo ficou para sempre na biografia de Lenny, que faz questão de dizer que se orgulha de ter sido criado pelos avós.

– Sempre fui criado pelos meus avós. Não fosse por eles, eu não estaria em pé aqui agora. O certo é pai e mãe criarem. Nunca fui mimado. Sempre tomei sozinho as decisões da minha vida.

Inclusive, Lenny aponta e assume sozinho o que ele acredita ser o maior erro da sua carreira: a ida para o Figueirense. O atacante nunca escondeu sua chateação com o clube que, segundo ele, atrapalhou o tratamento de recuperação da cirurgia do joelho direito.

– Saí para ir para o Figueirense. Esse foi o maior erro da minha carreira, sem dúvida. O Kleber (Gladiador) falou para mim: “Mas tu é uma mula. Por que você não ficou aqui?”. Nessa época, eu estava nos Estados Unidos, e então surgiu a proposta do Figueirense. Foi o meu grande erro. Quando eu cheguei lá, encontrei uma estrutura horrível, profissionais péssimos. E para quem está voltando de um problema no joelho, não adiantam só exames, tem que fazer um bom trabalho de reforço muscular. Meu futebol era muita velocidade e força. Lá (no Figueirense), eu não consegui recuperar nada disso – detonou Lenny.

Dívida com o flu ou palmeiras?

Lenny encheu de esperanças a torcida do Fluminense, que vivia tempos difíceis quando ele surgiu. No Palmeiras, foi contratado como reforço de peso. Em nenhum dos dois clubes o atacante conseguiu um sucesso duradouro. E quando a pergunta é se ele sente que tem uma dívida com os clubes, Lenny não titubeia.

– Se eu tiver alguma dívida, é com o Palmeiras. Lá eu passei um ano e meio machucado. Lá eu fui querido. Dentro do grupo e também da torcida, coisa que não enxerguei no Flu. No Fluminense, sinto que eu não tenho dívida nenhuma.

joia perdida?

Depois do Figueirense, Lenny rodou. Boavista, Desportivo Brasil e Ventforet Kofu, do Japão. Em nenhum desses clubes o atacante foi sombra daquele jogador que surgiu como uma grande promessa do futebol brasileiro. No entanto, Lenny descarta completamente o título de joia perdida. Com 25 anos, ele acredita no próprio potencial.

– Se eu puder jogar 10 jogos seguidos, vou ficar muito feliz. Eu quero ter uma sequência, coisa que não tenho há três anos. Claro que tem aquele lance de jogar em um estádio cheio. Sempre fui acostumado a jogar em estádio cheio. De um tempo para cá, não. Preciso só de sequência. Eu tenho ideia que eu não sou um jogador normal. Faço coisas que são diferenciadas. De qualquer forma, me sinto um vencedor, mas que ainda tem muito para vencer. Eu não sou uma joia perdida. Sou uma joia a brilhar, mas isso só depende de mim.

Por Cleber Aguiar – Assistentes dos árbitros vão usar bandeiras brancas no Paulista

Fonte: Folha de São Paulo

A Federação Paulista de Futebol decidiu mudar a cor das bandeirinhas que os assistentes dos árbitros vão usar no Estadual deste ano. No lugar das tradicionais quadriculadas amarela e laranja, ela será branca.

A justificativa da entidade é que essa mudança faz parte de uma campanha para promover a paz nos estádios.

Segundo o presidente da federação paulista, essa campanha será lembrada toda vez que um bandeirinha levantar o instrumento para marcar arremessos laterais, impedimento ou fazer outras sinalizações,

“Os torcedores vão se lembrar de que ‘para a paz não existe impedimento'”, disse o presidente da federação, Marco Polo Del Nero, via assessoria de imprensa.

As bandeiras brancas serão utilizadas em todos os jogos do Estadual

“Com essa campanha, queremos contribuir para conscientizar os torcedores”, afirmou Del Nero.

Divulgação
No lugar das tradicionais quadriculadas amarela e laranja, os assistente vão usar as bandeirinhas brancas
No lugar das tradicionais quadriculadas amarela e laranja, os assistentes usarão bandeirinhas brancas

Por Cleber Aguiar – Esquecidos esperam convencer Felipão no Campeonato Paulista

Fonte: Folha Online

RAFAEL VALENTE
DE SÃO PAULO

Para ao menos seis jogadores, o Campeonato Paulista, que começa hoje, é a última chance de buscar uma vaga na seleção que irá disputar a Copa do Mundo, a partir de 12 de junho, no Brasil.

Os são-paulinos Ganso, Jadson e Luis Fabiano, o santista Leandro Damião, o palmeirense Henrique e o corintiano Pato são os candidatos.

Eles já estiveram na equipe nacional depois da Copa-2010, mas não se firmaram. Agora dependem do Estadual, já que seus clubes não disputam a Libertadores. E o tempo é curto para convencer Luiz Felipe Scolari.

O técnico anunciará os 23 convocados para a Copa em 7 de maio, após a conclusão do Paulista e em meio à Copa do Brasil e ao Brasileiro.

Editoria de Arte / Folhapress
Paulista é o campeonato com mais jogos antes da convocação
O CALENDÁRIO ATÉ A COPA Paulista é o campeonato com mais jogos antes da convocação

Por não terem integrado as últimas listas, eles têm de seduzir Felipão antes disso. E a única chance será em 5 de março, contra a África do Sul.

A convocação para esse amistoso final será em 12 de fevereiro, quando apenas sete rodadas terão sido disputadas –cada um dos quatro grandes do Estado terá feito apenas um clássico.

“Esses primeiros meses serão muito importantes. Não vou desistir tão cedo”, disse o são-paulino Luís Fabiano, camisa 9 da seleção na 2010.

“Espero fazer os melhores jogos possíveis no Santos para que possa ser lembrado”, afirmou o santista Damião, que tenta sua primeira Copa.

EXPERIÊNCIA

Desses seis jogadores, ao menos dois foram chamados recentemente por Felipão: Pato e Henrique.

Eles estiveram no amistoso contra a seleção da Zâmbia, em outubro, na China.

Pato fez cinco jogos e só um gol sob o comando de Felipão, que assumiu a seleção brasileira no final de 2012. Henrique fez três partidas.

“Será a última chance, mais três meses para eu mostrar meu trabalho. Mas estou tranquilo. O Felipão me conhece muito bem”, diz Henrique, comandado pelo técnico em 2012, no Palmeiras.

Jadson e Damião foram chamados para a Copa das Confederações, em 2013, mas não tiraram proveito –o segundo foi cortado devido uma lesão na coxa direita.

Luis Fabiano jogou pela última vez em fevereiro, no amistoso contra a Inglaterra.

O caso mais crítico é Ganso. A última convocação do são-paulino para a seleção principal foi no início de 2012, quando enfrentou a Bósnia-Herzegóvina. No mesmo ano, foi reserva da equipe olímpica.

Ganso não estava em um bom momento no início de 2013, mas a situação se reverteu no final do ano.

Ele terminou a temporada com o maior número de partidas da carreira (66), sem ter tido nenhuma lesão e como único destaque em um ano turbulento para o São Paulo.

“O Paulista é o mais difícil entre os Estaduais. Tenho de trabalhar para mim e para o São Paulo”, aposta Ganso.

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Por Cleber Aguiar – Fusões, migrações e trocas de nome: o que os clubes fazem pra sobreviver

Fonte: Globo.com

A cada nova temporada, muitas agremiações adotam estratégias arriscadas para aumentar receita e se tornar competitivas. Porém, nem sempre conseguem sucesso
Eduardo de Sousa e Daniel Mundim

Uma cena curiosa vem acontecendo de Norte a Sul do Brasil a cada vez que começam os Estaduais. Ao olhar a tabela da competição regional, o torcedor percebe que seu clube está diferente, não só na escalação, como na estrutura. Às vezes, até no próprio nome. Na tentativa de aumentar as suas receitas e continuar montando equipes competitivas, muitos clubes, sobretudo os de menor investimento, deixam para trás toda uma história construída no lugar onde foram fundados e mudam de cidade. Como retirantes, vão para centros maiores em busca de melhores condições de sobrevivência. Na esperança de conseguir apoio financeiro de prefeituras e patrocinadores longe do local de origem, alguns acabam trocando de identidade. Há também aquelas equipes que se fundem, ou então, são compradas por outras no melhor estilo ‘a união faz a força’. Tudo com o objetivo de manter suas contas devidamente equacionadas e não serem obrigadas a fechar as portas.

O torcedor acompanha a situação de longe, muitas vezes sem poder fazer nada para ajudar ou impedir que o destino e o futuro dos seus clubes de coração sejam decididos unicamente por dirigentes. Uns até conseguem compreender que a decisão foi a melhor e continuam torcendo, mesmo à distância e se aceitando um outro nome. Outros ficam extremamente contrariados por se sentirem traídos e órfãos do clube pelo qual sempre foram apaixonados. O GloboEsporte.com selecionou alguns casos recentes, uns bem sucedidos, outros não, mas todos tentando se manter vivos dentro do mercado do futebol brasileiro.

sucessos e insucessos

CLUBES ITINERANTES COLORADO - PINHEIROS - PARANÁ CLUBE (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)Paraná Clube, fundado em 1989, é fruto da fusão entre o Colorado e o Pinheiros, dois dos mais tradicionais times de Curitiba na época (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)

Quando o assunto é fusão de clubes, um dos casos mais lembrados, até pelo êxito que alcançou, é o do Paraná Clube, que teve uma trajetória vitoriosa logo após a sua fundação, em 1989. Fruto da fusão do Colorado com o Pinheiros, dois dos mais tradicionais clubes de Curitiba, o time ganhou nada menos do que seis títulos estaduais nos seus primeiros dez anos de existência, sendo um pentacampeonato (1991, 1993/94/95/96/97). Além disso, em apenas três anos, o Tricolor da Vila Capanema saiu da Terceira Divisão para a elite do Campeonato Brasileiro, conquistando a Série B em 1992.

Na opinião do ex-presidente do Paraná, Ernani Buchmann, a fusão aliada à fase ruim vivida por Coritiba e Atlético-PR na época da fundação é a principal responsável para que a criação do Tricolor paranaense tivesse êxito.

Ernani Buchmann - Ex-presidente do Paraná (Foto: Arquivo Pessoal)Ernani Buchmann, ex-presidente do Paraná, acredita que parte do sucesso do clube se deve ao estatuto (Foto: Arquivo Pessoal)

– A grande vantagem da fusão é que os dois estatutos – Colorado e Pinheiros – foram extintos, enquanto que um outro exclusivo para o novo clube, que estava surgindo a partir da junção, foi redigido. O Paraná incorporou o patrimônio dos dois, sobretudo a estrutura do Pinheiros e a torcida do Colorado. Ao mesmo tempo, Coritiba e Atlético-PR passavam por momentos difíceis. O Coxa estava na Terceira Divisão, e o Furacão com enormes dificuldades financeiras.

Ao contrário do Paraná Clube, que não precisou sair de Curitiba para trilhar seu caminho de vitórias, outros times se veem obrigados a deixar o seu local de origem para despontar. No entanto, assim que chegam ao seu novo destino, percebem que o futuro é incerto e que para conseguir um ‘lugar ao sol’ é necessário “matar um leão por dia”. Fundado em 1993 na cidade de Cristinápolis, no interior de Sergipe, o Boca Júnior Futebol Clube se transferiu em 2011 para Estância, município 49 km distante. Segundo o presidente Gilson Behar, o apoio financeiro da prefeitura foi determinante para a mudança.

Behar ainda espera ajuda da prefeitura (Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)Presidente Gilson Behar considera que apoio da prefeitura foi determinante para a mudança do Boca Junior para Estância (Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)

– Numa cidade maior, a chance de conseguir anunciantes e investidores também aumenta. Cristinápolis tem 18 mil habitantes. Já a população de Estância beira os 100 mil. A verdade é que Cristinápolis não suportou o tamanho do time, que cresceu muito rápido num período de dez anos. Aqui temos o apoio da prefeitura, enquanto que lá não tinha nenhum projeto voltado para o clube. Em Estância, o estádio da cidade (Francão) comporta 14 mil pessoas. Em Cristinápolis, apenas duas mil.

Apesar da distância, a população de Cristinápolis continua torcendo pelo Boca Júnior-SE da mesma forma. Nos dias de jogos, os torcedores pegam a estrada, seja de carro ou de ônibus, e vão para o estádio com bandeiras e vestidos com a camisa do time. Na opinião do dirigente sergipano, o mais difícil é conquistar a simpatia dos torcedores no novo endereço.

– Estamos há três anos na cidade trabalhando diariamente para que a população de Estância aceite e torça cada vez mais pelo time, pois temos metas ambiciosas. Visamos a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

Tal tarefa, porém, se torna menos árdua se o time conquista títulos em um curto espaço de tempo. Foi o que aconteceu com o Cene-MS. Fundado em 1999 no município de Jardim, no interior de Mato Grosso do Sul, o clube se mudou em 2002 para a capital Campo Grande. De lá pra cá, o Furacão Amarelo conquistou o Estadual cinco vezes (2002, 2004/05, 2011 e 2013), além de uma Copa Governador do Estado, em 2010. Segundo o presidente, José Rodrigues, agora até os torcedores de Jardim entendem que a mudança foi melhor para o clube.

José Rodrigues, presidente do Cene, ergue troféu de campeão estadual (Foto: Lucas Lourenço/GE MS)José Rodrigues, presidente do Cene, afirma que títulos conquistados nos últimos anos foram importantes para crescimento do clube (Foto: Lucas Lourenço/GE MS)

– Na época, o torcedor de Jardim não gostou da mudança. Até em Campo Grande encontramos resistências, mas após os recentes títulos, o Cene-MS acabou conquistando o estado. Já temos torcida suficiente até para lançar um programa de sócio torcedor. O time é o número um do ranking da CBF em Mato Grosso do Sul. Como se não bastasse, temos um dos maiores CTs do Centro-Oeste, inclusive com um estádio (Olho do Furacão) dentro dele.

Além das conquistas e do aumento do número de torcedores após a ida para a capital, o clube conseguiu também patrocinadores dispostos a investir mais.

– Em Campo Grande temos a oportunidade de captar recursos maiores tanto do poder público como da iniciativa privada. No interior, por sua vez, contamos basicamente com o apoio das prefeituras e de pequenos comerciantes – afirma o dirigente.

Além de beneficiar os clubes envolvidos, a fusão também pode ser positiva para terceiros. Foi o que aconteceu em Alagoas com o Santa Rita após a união com o Corinthians-AL. Campeão da Segunda Divisão local, o time herdou a vaga do Timão da Via Expressa na Copa do Brasil deste ano e ainda favoreceu o Penedense, terceiro colocado da Segundona em 2013 que acabou conseguindo o acesso para a elite do futebol alagoano em 2014. O curioso é que o presidente da Federação Alagoana, Gustavo Feijó, é prefeito de Boca da Mata, cidade onde está a sede do Santa Rita. Além disso, o seu irmão, João Feijó, era o presidente do Corinthians-AL.

futebol é negócio

Se até os clubes grandes sofrem para manter as suas contas em dia, imagine os chamados times de menor investimento? Dificuldades a parte, o clube precisa ser tratado como um negócio para que a história não pare de ser contada. Neste caso, todo o romantismo, emoção e fanatismo que envolvem o mundo do futebol são deixados de lado e se tornam um mero detalhe.

Boa Esporte, por exemplo, foi o primeiro nome oficial do Ituiutaba, criado em 1947, mas que profissionalizou o seu futebol em 1998. Ao se transferir para Varginha, em 2011, em busca de melhor infraestrutura, o clube teve que retomar o nome de origem por conta de uma cláusula existente no contrato com a prefeitura da nova cidade. Apesar da insatisfação de alguns torcedores de Ituiutaba, que desejavam a volta do time, a equipe renovou no final de 2012 a sua permanência em Varginha por quatro anos. Na ocasião, o presidente do Boa, Roberto Moraes, fez um apelo para que a cidade abraçasse o clube.

– A gente chegou em Varginha para fazer um trabalho a longo prazo tendo como principal objetivo chegar na Série A do Brasileiro. Agora é ter tranquilidade e que o torcedor, a cidade e o povo de Varginha possam nos abraçar.

Quem também mudou de cidade, mas por ter sido adquirido por um grupo empresarial ligado a outro clube foi o Votoraty, que deixou de existir. Em 2010, o time estava na Série A2 do Paulista, quando foi comprado pela empresa que administra o Comercial-SP. Na ocasião, a equipe de Ribeirão Preto disputava a Série A3 do Paulista e terminou a competição em quinto lugar. Com a negociação, o Leão do Norte acabou conquistando o acesso para disputar a A2 no ano seguinte na vaga do próprio Votoraty, mesmo sem ter chegado entre os quatro primeiros. Na época, inclusive, alguns jogadores e membros da comissão técnica foram para o Comercial, sendo que dois deles permanecem lá ainda.

– Foi um negócio. O Comercial perdeu a vaga na Série A2, aí surgiu essa situação dessa negociação. O Votoraty não disputou a a competição em 2011, e o Comercial herdou a vaga. Na época, alguns jogadores e integrantes da comissão técnica foram para o Comercial. Dois deles ainda permanecem na comissão técnica. Foi uma negociação. Hoje em dia, o futebol é negócio – afirma Giovanni Coutinho, ex-gerente de futebol do Votoraty.

No entanto, mudar de cidade, fazer fusões, aumentar os recursos e melhorar a infraestrutura não significa necessariamente resultados positivos em campo. Em 2013, por exemplo, o Boca Júnior-SE estreou na Primeira Divisão do Sergipano, mas acabou sendo rebaixado.

os arrependidos; barueri e ipatinga

CLUBES ITINERANTES GRÊMIO BARUERI - PRESIDENTE PRUDENTE - BARUERI OSASCO (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)Grêmio Barueri mudou de nome ao se transferir para Prudente, mas troca não deu certo e time voltou para o seu local de origem (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)

Independente da estratégia escolhida, é preciso de sorte. Muitos conseguem vencer, enquanto outros ficam perdidos sem saber o que fazer ou para onde ir. Há também aqueles que sem alternativa acabam voltando pra casa em busca de um novo recomeço ao lado de quem sempre os acolheram.

O Grêmio Barueri, que chegou a estar entre os melhores times do país, teve um declínio enorme, sobretudo após a mudança de nome e sede para Presidente Prudente em 2011. O objetivo de conquistar mais receitas e conseguir estabilidade em um mercado carente de uma equipe profissional não deu certo por conta da distância e das condições oferecidas. Em meados de 2012, o clube voltou para o local de origem. No ano seguinte, se associou ao Grêmio Osasco, passando a se chamar Grêmio Barueri Osasco. Mas uma série de divergências entre as diretorias provocou o fim da parceria quatro meses depois. Com tantas mudanças, a identidade criada com os torcedores desde a fundação, em 1989, ficou totalmente destruída. Trabalho este, que está sendo refeito pela atual diretoria, que tem como vice-presidente o ex-jogador Edmilson.

Thadeu Gonçalves, Diretor Executivo do Barueri (Foto: Assessoria do Barueri)Thadeu Gonçalves, Diretor Executivo do Barueri, diz que clube quer resgatar identidade que tinha com o torcedor antes da mudança pra Prudente (Foto: Assessoria do Barueri)

– Temos três grandes objetivos neste retorno a Barueri: resgatar a identidade que o clube tinha com a cidade, ajudando na formação de atletas e cidadãos; ter uma equipe competitiva na Série A2 do Paulista para que o torcedor volte a frequentar o estádio; e sensibilizar os empresários sobre os objetivos do Barueri para que o clube possa atrair recursos e melhorar suas finanças – afirma o Diretor Executivo Thadeu Gonçalves.

 A palavra planejamento no futebol é bonita, mas passa por dinheiro
Itair Machado, ex-presidente do Ipatinga

Outro exemplo de insucesso recente em tal investida é o Ipatinga. Fundado em 1998, o time do Vale do Aço mineiro foi campeão estadual em 2005, semifinalista da Copa do Brasil em 2006 e vice da Série B em 2007. Mas em 2012, perdeu o apoio da prefeitura da cidade e dos parceiros que o patrocinavam. Com proposta do poder executivo de Betim, a equipe rumou no ano seguinte para a cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. No entanto, o clube mandava seus jogos na Arena do Calçado, em Nova Serrana, distante 90 km. Após uma temporada com fraca campanha no Módulo II do Campeonato Mineiro, eliminação na Série C do Brasileiro e frustração com a prefeitura de Betim, o clube voltou ao seu berço.

– O time nunca teve torcida direito. Subimos para a Série A, jogávamos com o Flamengo e dava no máximo 5 mil pessoas. Tivemos problemas financeiros, e essa foi a única saída. Infelizmente, a palavra planejamento no futebol é bonita, mas passa por dinheiro. E arrumar grana no interior é muito difícil, por isso parei com o futebol. Em 13 anos fui campeão mineiro, duas vezes vice, semifinalista da Copa do Brasil, vice da Série B, mas não conseguimos dinheiro. O sistema do futebol é para matar os pequenos. Não é possível crescer no futebol brasileiro – opina o ex-presidente do Ipatinga, Itair Machado, responsável pela mudança para Betim.

CLUBES ITINERANTES IPATINGA BETIM (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)Ipatinga foi para Betim, mas depois voltou para a sua cidade natal. Estratégia não deu certo e dirigente aconselha ninguém a fazer isto (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)

Agora com Jaider Moreira na presidência, e com o ídolo do Atlético-MG, Reinaldo, à frente do time como técnico, o Ipatinga está de volta às origens em 2014. As dificuldades financeiras persistem, mas a experiência da última temporada ficou como lição. Por conta disso, Itair Machado recomenda que outras equipes não optem por uma mudança tão radical como esta.

– Mesmo se a prefeitura de Betim tivesse apoiado, tivesse honrado os compromissos, não valeria a pena. Um time precisa ter alma, ter raiz e isso não se transfere. Sou a favor de transferir clube, mas se for clube-empresa. Acho que errei pensando que seria melhor para o clube. Depois do exemplo do Barueri, Guaratinguetá e Ipatinga, se outro tentar, é loucura – declara.

os nômades

Diretor de futebol do Nacional-MG, Amarildo Ribeiro (Foto: Valquíria Souza /Tv Integração)Amarildo Ribeiro, diretor do Nacional-MG, é a favor do time mudar de cidade e diz que fazer futebol sem o apoio da prefeitura é difícil (Foto: Valquíria Souza /Tv Integração)

Com discurso totalmente contrário, o diretor de futebol do Nacional-MG recomenda tal solução. Amarildo Ribeiro participou da fundação do Fabriciano, em 2008, em Coronel Fabriciano. No ano seguinte, junto com um grupo de empresários de Nova Serrana, ele comprou o clube e o transferiu para a cidade. Em 2013, sem apoio da prefeitura local, a instituição migrou para Patos de Minas. Diante da concorrência dos tradicionais URT e Mamoré na cidade, o time foi para Muriaé e se uniu com o Nacional Atlético Clube. Hoje, o Nacional-MG usa as cores e a estrutura física do homônimo de Muriaé, que tem a diretoria, comissão técnica e jogadores do antigo time de Nova Serrana, que estava em Patos de Minas.

 No interior, é muito difícil fazer futebol se não tiver apoio da prefeitura.
Amarildo Ribeiro, Diretor de futebol do Nacional-MG

– No interior, é muito difícil fazer futebol se não tiver apoio da prefeitura. Aqui em Muriaé, conversamos com a prefeitura, que não pode dar apoio financeiro, mas nos indica a possíveis parceiros. Em Nova Serrana, o prefeito deixou claro que não ia apoiar. Tivemos que sair. E estamos muito felizes com a mudança. O Nacional tem uma estrutura invejável, com estádio para 15 mil pessoas. Temos um contrato de utilização de bens. A diretoria aceitou bem, a torcida abraçou, assim como os empresários da cidade. Nem penso em voltar ou mudar de novo – relatou.

Em alguns casos, o clube se torna um típico nômade do futebol, trocando de endereço de acordo com o que lhe for mais conveniente ou vantajoso no momento. Exemplo disso é o União-MS. Fundado em 1998, o time já teve como sedes a capital Campo Grande – duas vezes – e as cidades de Inocência e Camapuã, antes de se estabelecer em Dourados, onde está desde 2012. Uma rota de quase 1.000km, que impedia o clube de ganhar identidade e a empatia dos torcedores. Após tantas idas e vindas, a diretoria decidiu promover a fusão com o Inter Flórida, equipe amadora criada em 1992 e que buscava a profissionalização. Uma solução que foi boa para as duas partes, na opinião do presidente do União-MS, Jânio Miguel.

CLUBES ITINERANTES UNIÃO-MS 2 (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)Após percorrer várias cidades de Mato Grosso do Sul, o União se fixou em Dourados em 2012 onde se juntou com o Inter Flórida (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)

– Como time amador, o Inter Flórida não pode participar de campeonatos oficiais, ao contrário do União-MS, que é filiado à Federação Sul-Mato-Grossense. Por outro lado, o Inter Flórida é importante para o União-MS, pois já tem uma torcida estabelecida na cidade de Dourados, o que ajuda a criar uma identidade. Então, todo mundo sai ganhando com o União Inter Flórida.

Trocar muitas vezes de cidade, independentemente do motivo, não é uma prática que seduz a maioria dos clubes. Prova disso é o Boca Júnior-SE. Mesmo que o time receba uma nova proposta para mudar mais uma vez, o presidente, Gilson Behar, afirma que o clube dificilmente sairá de Estância.

– Vamos continuar na cidade, pois caso contrário corremos o risco de ficar sem identidade. Não digo que uma mudança é impossível, mas é bem difícil. Estamos até montando um centro de treinamento e alojamento pros jogadores no município.

nome da cidade

Há também a situação em que o clube troca o nome, mas não sai do local onde foi criado. Recém-promovido para a elite do futebol paranaense, o Metropolitano, fundado em 2010, resolveu usar o nome Maringá na sua estreia na Primeira Divisão do Estadual, após uma pesquisa feita com torcedores e empresários da cidade. Na ocasião, 87% dos entrevistados escolheram esta opção. A prefeitura não interferiu na escolha, mas gostou do resultado, pois dá maior visibilidade ao município. Segundo o presidente Zebrão, o mais importante é a cidade ter um time forte e competitivo.

CLUBES ITINERANTES BAHIA FEIRA - ESPORTE CLUBE FEIRA (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)Bahia de Feira trocou o nome para Esporte Clube Feira de Santana para não ser confundido com o rival da capital baiana (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)

– Independente de ser Metropolitano, Grêmio Maringá ou simplesmente Maringá, o que o torcedor mais quer é um time da cidade despontando no cenário estadual e nacional.

A história do Bahia de Feira é semelhante. Além de estreitar ainda mais a relação com o torcedor de Feira de Santana, o clube queria deixar de ser tratado como o Bahia genérico, em função do já existente na capital. Então, o nome foi alterado para Esporte Clube Feira de Santana. Apesar da troca já ter sido feita na sede, nos uniformes e até mesmo no site, no Baianão o time ainda será chamado de Bahia de Feira por conta de trâmites burocráticos na CBF, mesmo tendo dado entrada com o pedido de mudança em julho do ano passado.

vale tudo para o clube não acabar

Em nome da paixão pelo time de coração vale tudo. Até mesmo criar um outro após pedido de afastamento do original, que posteriormente decidiu retomar suas atividades, dando origem a uma batalha judicial que até agora nenhuma fusão conseguiu resolver.

Em Mato Grosso, o Ceov é o tradicional Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense, fundado em 1º de maio de 1949 e dono de 13 estaduais (1964, 1967/68, 1972/73, 1983, 1985/86/87, 1994/95, 1997 e 2002), mas pelo excesso de dívidas, pediu afastamento após conquistar o último título. Na época, para o time continuar atuando, os dirigentes criaram o chamado Operário Empresa, equipe que herdou as cores, uniforme, escudo, história e títulos do anterior. Além de participações na Copa do Brasil, o clube foi campeão da Copa Mato Grosso em 2005 e do Estadual em 2006. Eis que, em 2013, um empresário de São Paulo reativou o antigo Ceov.

O fato é que os dois Operários – Ceov e Empresa – chegaram a se enfrentar duas vezes. Em uma delas, o Operário Empresa teve que jogar de preto, pois o Ceov tinha conseguido na Justiça uma liminar proibindo que o time jogasse com suas cores e escudo. O Ceov acabou conquistando posteriormente uma vaga na Primeira Divisão do Estadual em 2014, enquanto que o Operário Empresa segue na Segundona. Mas o impasse entre ambos permanece indefinido na Justiça.

CLUBES ITINERANTES OPERÁRIO - CEOV (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)Operário Empresa surgiu em 2002 após título Estadual do Ceov, com mesmas cores, escudo e uniforme. Clubes atualmente são rivais (Foto: infoesporte / Cláudio Roberto)

Na opinião do treinador Eder Taques, que já dirigiu os dois Operários, essa situação não era nem para ter existido. O ideal seria que eles fizessem uma fusão. No entanto, como ambas as diretorias já fizeram investimentos e tomam rumos opostos, embora tenham a mesma origem, esta é uma possibilidade cada vez mais remota.

– Quando o Ceov se licenciou em 2002 foi criado o Operário Futebol Clube, que não era um clube empresa, mas sim, uma empresa para administrar o Ceov. Mas acho que esqueceram de dar baixa no registro do Ceov, que estava licenciado, na Federação e na CBF. Como isso não foi feito, os dois puderam continuar atuando. Pior para o torcedor, que não sabia para qual Operário torcer, sendo que ambos tinham o mesmo uniforme, escudo e hino. O resultado foi este imbróglio, que dura até hoje.

Seja grande ou pequeno, todo clube tem a obrigação de manter em dia os salários dos jogadores e da comissão técnica, dos funcionários, além das despesas com viagens, hospedagem, alimentação, material esportivo e manutenção do local de treinamento. Como só cada um sabe o tamanho do seu ‘aperto’, as estratégias para manter o orçamento equilibrado variam. Não há uma fórmula definida. Ainda é cedo para afirmar que tais práticas serão comuns no futebol brasileiro e atingirão até mesmo os clubes de maior expressão. No entanto, exemplos recentes mostram que estes são procedimentos adotados com cada vez mais frequência, sobretudo pelas equipes de pequeno e médio porte.

 

Por Cleber Aguiar – Torcida Força Jovem é suspensa dos estádios por 1 ano

Fonte: Portal Extra

Bruno Marinho
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O juiz da 1ª Vara Empresarial da Capital, Luiz Roberto Ayoub, suspendeu na tarde desta sexta-feira a torcida organizada Força Jovem do Vasco por 1 ano. Neste período ela não poderá comparecer aos estádios. A torcida foi alvo de denúncia por conta do conflito com torcedores do Atlético-PR, em dezembro do ano passado, em Joinville. Após saber da decisão, a Força Jovem não deve entrar com recurso.

O promotor Paulo José Andrade de Araújo Sally, do Ministério Público do Rio de Janeiro, pediu três anos de suspensão à Força Jovem do Vasco, a principal torcida organizada do clube de São Januário, devido à briga generalizada com torcedores do Atlético-PR, na partida entre as equipes, em Joinville (SC), no último dia 8 de dezembro. Porém, a suspensão ficou mesmo em apenas 1 ano.

O caso teve a sua audiência realizada no cartório da 1ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Citado nominalmente na ação civil pública, Bruno Pereira Ribeiro, conhecido como Bruno Fet, presidente da Força Jovem Vasco, não pôde comparecer à audiência, uma vez que está preso sob acusação de tentativa de homicídio, por participação na confusão que deixou quatro pessoas feridas.

Confira a nota do TJ:

“O juiz da 1ª Vara Empresarial da Capital, Luiz Roberto Ayoub, determinou nesta sexta-feira, dia 17 de janeiro, a proibição da torcida organizada Força Jovem do Vasco (FJV) de frequentar qualquer jogo de futebol e evento esportivo por um ano. A decisão passa a valer já na estreia do clube no Campeonato Carioca, no sábado, contra o Boavista.

A decisão foi tomada com base em uma ação ajuizada pelo Ministério Público após os atos de violência cometidos por integrantes da FJV na partida Vasco x Atlético-PR, no fim do ano passado, pela última rodada do Brasileirão, em Joinville, Santa Catarina.

O juiz também determinou que os integrantes da FJV, e outros denunciados pelo MP envolvidos na briga entre torcedores em Joinville, compareçam à delegacia mais próxima da residência, ou outro local indicado pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE), 15 minutos antes dos jogos. Eles só poderão deixar o local meia hora após o término da partida. Se descumprirem a decisão, cada réu terá que pagar multa de R$ 2 mil por ocorrência.

“A Constituição da República garante o direito ao lazer e ao desporto (art. 6º e 217), assim como à vida e segurança, não podendo o Estado, nas três esferas do poder, furtar-se às garantias de tais direitos. Nesse contexto, inserem-se as competições esportivas, em relação às quais é direito do consumidor do entretenimento ter sua incolumidade física e moral respeitada”, afirmou o juiz em sua decisão.

Caso descumpra a decisão, a FJV terá que pagar multa de R$ 10 mil (jogos de futebol) e R$ 5 mil (eventos esportivos). O integrante da torcida que desobedecer será retirado de forma compulsória do local e vai responder pelo crime de desobediência.

A Força Jovem do Vasco também foi intimada a entregar um cadastro com a relação de todos os associados. O objetivo é cruzar esses dados com a relação de denunciados pelo MP. A torcida tem cinco dias para entregar a lista de nomes.

A antecipação de tutela deferida pelo magistrado foi tomada com base em uma ação ajuizada pelo Ministério Público. Não houve acordo entre as partes na audiência. Cabe recurso da decisão.

Processo – 0430046-45.2013.8.19.0001″

Por Cleber Aguiar – Especial Paulistão: Clubes do interior entram como coadjuvantes

Fonte: futebolinterior.com.br

0002048148410_imgMais uma vez os times do Interior entram como meros coadjuvantes no Campeonato Paulista, elitizado na “Era Marco Polo Del Nero”, que está na presidência da entidade há 10 anos. Por isso mesmo, nem o mais otimista torcedor destes “pobres” 16 times, incluindo a Portuguesa, sonha em brigar pelo título contra qualquer dos grandes.

A Lusa, que ano passado sobrou na disputa da Série A2, voltou como campeã, mas está concentrada na sua luta jurídica para se manter no Brasileirão. Além disso, os seus cofres estão vazios. A Ponte Preta também torce por uma “virada de mesa” na CBF e já avisou que fará do Paulistão “um torneio de experiências” para a Série B.

Os clubes intermediários, como Bragantino, Oeste, na Série B, e Mogi Mirim, na Série C, querem apenas fazer boas campanhas porque estão assegurados no Brasileiro. Outras forças tradicionais caipiras como Paulista, Botafogo e XV de Piracicaba prometem lutar por vagas na Série D, o que vai lhes garantir um calendário anual. O mesmo objetivo têm Linense, São Bernardo e até o novato Osasco/Audax. Os demais vão lutar para evitar o rebaixamento.

Com mais verba disponibilizada pela televisão e até mais apoio da FPF, os quatro grandes (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) entram, mais uma vez, como os favoritos ao título.

Assim como nos próximos anos, os grandes usarão as primeiras rodadas como uma continuação da pré-temporada e, depois, entram com tudo e acabam passando por cima dos clubes do interior por possuírem elencos ricos e com grande massa apoiando.