Por Cleber Aguiar – Após eliminação, Kalil confirma adeus de Cuca: “ele já saiu”

Fonte: Portal Terra

Felipe Held

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O presidente Alexandre Kalil admitiu nesta quarta-feira que Cuca não continuará no Atlético-MG em 2014. Embora tenha recentemente renovado o contrato para permanecer no clube, o treinador recebeu uma proposta tentadora do futebol chinês e passará a dirigir o Shandong Luneng no ano que vem.

Cuca admitiu no último sábado que tinha recebido a oferta dos chineses e que tinha ficado balançado, uma vez que se tratava de uma oferta “muito, muito, muito boa” e “muito, muito difícil de recusá-la”. Ele comunicou Kalil, mas teria ficado de dar a resposta ao final do Mundial de Clubes. Com a eliminação nesta quarta diante do Raja Casablanca, após a derrota por 3 a 1 em Marrakech, o presidente mineiro decidiu encerrar o mistério.

“O Cuca já saiu, já pediu para mim. Ele já saiu”, disse Kalil, que conversou durante quase dez minutos com a imprensa brasileira na zona mista do Grand Stade de Marrakech. A derrota desta quarta, no entanto, não “acelerou” o processo.

“Não tenho nenhuma participação nisso. Os jogadores se reuniram e sabem que o Cuca saiu”, reforçou.

Kalil demonstrou não ter ficado satisfeito com o vazamento da informação da saída de Cuca antes da estreia atleticana no Mundial. No entanto, evitou crucificar o treinador pela derrota para os marroquinos. “Não sei se atrapalhou, mas logicamente não ajudou em nada. Só que isso não é culpa de tragédia nenhuma”, acrescentou.

O Atlético-MG volta a campo em Marrakech no sábado para enfrentar o Guangzhou Evergrande, pela disputa do terceiro lugar do Mundial de Clubes. No mesmo dia, o Raja encara o Bayern de Munique na decisão do título.

 

ICFUT – Autor do gol do tri, Mineiro lembra “dia especial” contra Liverpool

Fonte: Gazetaesportiva.net

O terceiro título mundial do São Paulo completa oito anos nesta quarta-feira e ainda mexe com torcedores e as pessoas que participaram daquela conquista, no Japão. Como Mineiro, autor do gol na final contra o Liverpool, para quem 18 de dezembro é uma data inesquecível.

“Dezembro é muito especial pra mim. Todo ano, quando chega este mês, recordo com carinho o que a gente viveu”, disse o ex-volante, em entrevista ao site do clube. “Isso está marcado na minha vida e nunca vai mudar”.

O feito marcou Mineiro ainda mais porque ele não era habituado a balançar a rede. E foi justamente na principal partida de 2005 que ele surpreendeu. Após passe do atacante Aloísio, tocou na saída do goleiro Reina e garantiu o triunfo por 1 a 0, no Estádio Internacional de Yokohama.

“Fui um Ronaldinho paraguaio, e o Mineiro teve a frieza do baixinho Romário (risos)”, brinca Aloísio. “A gente treinava bastante e fazia este posicionamento. Quando dominei a bola, o neguinho (Mineiro) passou gritando. Já tinha tentado dar aquele passe uma cem vezes e nunca tinha conseguido. Felizmente, naquela noite Deus abençoou e deu certo na primeira vez”.

SPFC – Site Oficial

Ex-volante visitou o CT da Barra Funda recentemente e recordou o dia em que garantiu o terceiro título mundial

Aposentado dos gramados, Mineiro conquistou não apenas o Mundial, mas também a Copa Libertadores e o Campeonato Paulista de 2005 e, no ano seguinte, o Campeonato Brasileiro. Em 126 partidas com a camisa tricolor, marcou 14 gols. Passagem que ele guarda com carinho e o faz visitar o clube sempre que possível.

 

“Esse carinho que tenho pelo clube é algo até difícil de explicar. Sempre que visito o CT da Barra Funda e revejo os amigos, acabamos relembrando o gol e contando algumas histórias. São coisas marcantes e que ficam na memória”, falou.

ICFUT – “Romário não sabia que sou trans”, diz modelo fotografada com ex-jogador

Fonte: Folha Online

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Thalita Zampirolli, a morena fotografada de mãos dadas com Romário, revelou que o ex-jogador de futebol não sabia que ela é transexual.

“Ele não sabia. Em momento algum ele desconfiou”, disse a jovem no programa “A Tarde é Sua” (RedeTV!), nesta quarta (18). A atração é apresentada por Sonia Abrão.

Na terça-feira, o deputado federal (PSB-RJ) se manifestou sobre o flagra no Facebook: “Estão colocando mais uma na minha conta, só que dessa vez uma transgênero. O nome dela é Thalita, gente boa, sangue bom, inclusive é minha camarada, minha parceira e de alguns amigos meus também”.

Ao “A Tarde É Sua”, Thalita, 24, contou que fez a cirurgia de mudança de sexo aos 18 anos e que tem o nome de mulher em todos os seus documentos.

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Ela disse não ter ficado chateada com a declaração de Romário, que afirmou que “gosta de mulher”.

“Existe um preconceito sim, mas tentei entender o lado dele, ele tinha que se explicar para os amigos”, ponderou Thalita.

Após a repercussão da foto, Thalita chegou a trocar mensagens com Romário, tentando se desculpar. “Ficou parecendo que eu estava mentindo”, explicou.

O deputado, no entanto, não teria dado espaço para ela se justificar.

“Ele me disse ‘cada um sabe o que faz. Seja inteligente e saiba sair dessa'”, contou a modelo, que diz já ter iniciado relacionamentos com homens que não sabiam de sua transformação de sexo, mas depois aceitaram.

“Ele não deu espaço para eu me desculpar. Fiquei chateada, porque pareceu que eu estava tentando enganá-lo”, desabafou.

Questionada por Sônia Abrão se chegou a se envolver sexualmente com o ex-jogador, Thalita preferiu não comentar sobre o assunto.

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Por Cleber Aguiar – Palmeiras deve receber proposta de patrocínio da Caixa menor que a do Corinthians

Fonte: Folha Online

BERNARDO ITRI
DO PAINEL FC
DIEGO IWATA LIMA
DE SÃO PAULO

O Palmeiras deve receber uma proposta da Caixa nas próximas semanas para que o banco seja o principal patrocinador da camisa do clube em 2014, ano do centenário do time.

Segundo a Folha apurou, a proposta em elaboração pela Caixa deve ter valor menor do que os R$ 30 milhões que o banco paga pelo patrocínio ao Corinthians. O Palmeiras deve receber cerca de R$ 21 milhões por ano.

Para concluir o acordo, o Palmeiras precisa obter a Certidão Negativa de Débitos (CND), documento que comprova que o clube não possui mais nenhuma dívida fiscal ativa, condição fundamental para que o clube possa ser patrocinado por uma empresa pública, como a Caixa. A CND está em processo de liberação.

Palmeiras e Caixa devem se reunir antes do fim do ano para buscar um acordo.

O clube paulista não possui um patrocinador principal em sua camisa há 217 dias, desde a eliminação nas oitavas de final da Copa Libertadores, diante do Tijuana, do México. À época, a marca em destaque no uniforme era da montadora Kia.

Por Cleber Aguiar – Para jamais acreditar: Galo perde para o Raja e é eliminado do Mundial

Fonte: Globo.com

Derrota por 3 a 1 em noite trágica em Marrakesh interrompe sonho mundial do Atlético e coloca surpreendente time do Marrocos na final do torneio

Por Alexandre AlliattiDireto de Marrakesh, Marrocos

Para o clube que sempre acreditou, é inacreditável. O Atlético viu seu maior sonho se transformar no maior dos pesadelos nesta quarta-feira. Viu a terra encantada de Marrakesh virar um lugar maldito. Viu tudo ruir: esperança, fé, um lugar na eternidade. Viu o Raja Casablanca, com vitória por 3 a 1, ir à final do Mundial de Clubes e arrebentar com milhões de corações atleticanos – milhares deles presentes no Marrocos. O elenco campeão da Libertadores, histórico, encontra o outro lado da moeda. É uma enorme tragédia. É um dos piores dias, talvez o pior, dos mais de 100 anos de vida do Galo.

Mouhssinelajour gol, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: Reuters)Iajour comemora o primeiro gol do Raja diante do Atlético, no início do segundo tempo (Foto: Reuters)

Foi uma derrota avassaladora, que remete a 2010, quando o Inter foi eliminado pelo Mazembe, da República Democrática do Congo. O Raja Casablanca saiu na frente, o Galo empatou com Ronaldinho, e aí os africanos fizeram mais dois e levaram ao delírio, a um júbilo histórico, sua apaixonada torcida. O futebol marroquino vive um momento sem igual. É um dia para a posteridade.

Com a vitória, o Raja pega o Bayern de Munique na final. O jogo será no sábado. Sua prévia será a disputa do terceiro lugar, entre o Atlético e o Guangzhou Evergrande, da China.

O mais tenso dos dias

Existem momentos de tensão que são quase físicos, quase palpáveis – de tão fortes, parece ser possível guardá-los numa caixa e levá-los para casa. Os primeiros 45 minutos da fria noite deste 18 de dezembro, em Marrakesh, desafiaram a torcida do Atlético em sua capacidade de controle, de sanidade, até de respiração. Nas chuteiras de um sujeito chamado Moutaouali, o camisa 5 do Raja Casablanca, o Galo viveu suas maiores agonias, testou seus maiores pesadelos. Quase. Duas vezes, ele quase marcou.

Foi assustador. O Atlético jogou mal no primeiro tempo. Caiu na areia movediça da estreia, se enredou nas teias do temor de uma eliminação prévia. Não conseguiu encaixar seu ataque e ainda sofreu horrores em sua defesa – muito mais do que sua torcida queria e previa. A persistência do 0 a 0 foi um alívio.

Desde o começo, o Raja mostrou que se sentia capaz de encarar os brasileiros e seu evidente favoritismo. Os marroquinos foram agressivos, ousados. Não se amedrontaram. E foram crescendo aos poucos, de forma quase imperceptível, até explodir em duas chances claras. Na primeira, aos 35, Moutaouali pegou cruzamento da esquerda e mandou o chute. Victor, beatificado seja, espalmou. Pouco depois, o mesmo jogador recebeu livre pela esquerda e bateu cruzado. Foram os suspiros de todos os atleticanos que fizeram aquela bola sair.

Abdelilah Hafidi e Pierre, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: Reuters)Pierre se estica para tentar desarmar Hafidi durante a partida (Foto: Reuters)

Ressalve-se, porém, que o Atlético conseguiu ter controle de boa parte do primeiro tempo. Lá pelo 15 minutos, entrou no jogo, tramou jogadas, triangulou, procurou Jô, usou Ronaldinho. E quase marcou também. Fernandinho avançou pela esquerda e acionou Lucas Cândido, que mandou o cruzamento. Jô arremessou o corpo na bola do jeito que deu. Conseguiu desviá-la. Mas ela, maldosa, subiu e decidiu sair. Fernandinho, de novo, em outra chance, em chute cruzado, viu a bola passar rente à trave africana.

A pior das noites

Nada é ruim a ponto de não poder piorar. A lei dos pessimistas açoitou a alma dos atleticanos aos cinco minutos do segundo tempo. Iajour, camisa 20, disparou pela direita. O Atlético sabia que seria atacado por ali. O Atlético sabia que a velocidade era a arma suprema do adversário. E permitiu que o jogador surgisse naquele canto do campo mesmo assim. Ele avançou livre e mandou o chute.

Deve ter durado um segundo, não mais que isso, entre o instante em que o pé de Iajour bate na bola e o momento em que a bola encosta na rede. Mas a contagem de tempo de um pesadelo não conhece relógio. Durou anos, décadas, a vida inteira ver aquela bola engatinhar, passar por Victor e entrar. Incrível: entrar. Inacreditável: entrar.

Simplesmente não podia ser verdade. E era? Para uma torcida que sempre acreditou, que sempre acredita e sempre vai acreditar, não seria aquele apenas mais um elemento de sua eterna trama de reviravoltas? Ronaldinho, mágico, mudou tudo.

Eram 17 minutos. O craque se posicionou para bater falta na beirada da área, mais pro lado esquerdo, enquanto Marcos Rocha era substituído, revoltado, cuspindo marimbondos. E aí lá foi aquela bola, teleguiada, predestinada, cumprir seu destino, beijar o ângulo do Raja.

Gol! Golaço! Golaço de Ronaldinho!

Ronaldinho gol, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: AP)Ronaldinho comemora o gol de falta, no único momento de alegria atleticana na noite marroquina (Foto: AP)

Era o alívio, era a esperança. Mas ainda faltava um problema a resolver: a péssima atuação do time. Logo depois do gol, o Galo deu sinais de que dominaria a partida. Mas o Raja continuava extremamente perigoso nos contra-ataques, encontrando surpreendentes espaços na zaga brasileira.

Não havia mais unhas a serem roídas. Não havia mais santos aos quais apelar. Tudo era tensão, tudo era agonia. Jô, de cabeça, ameaçou. Fernandinho se tornou mais participativo. Ronaldinho passou a errar passes. E o relógio martelando, martelando, martelando. E o Raja sempre ameaçando. Iajour, da entrada da área, mandou à direita de Victor. Quase outro dele.

O diabo é saber que tudo era apenas preâmbulo para que o pior acontecesse. Iajour adentrou a área e foi ao chão. A arbitragem viu pênalti de Réver nele. Moutaouali bateu. Moutaouali fez. Não era apenas a mais tensa das noites: era a pior das noites.

Mohsine Moutaouali gol penalti, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: AFP)Não houve milagre de São Victor capaz de evitar o segundo gol, de Moutaouali, em cobrança de pênalti (Foto: AFP)

Às favas com os minutos finais do jogo, com a luta final do Atlético, com a batalha final pelo empate, que ainda acabou em terceiro gol do Raja, de Mabide, aos 48 minutos do segundo tempo, depois de bola na trave de Moutaouali em toque por cobertura de Victor. O resto é silêncio, é dor, é incredulidade.

Porque é impossível acreditar. A torcida que sempre acreditou agora luta contra o inacreditável.