Por Cleber Aguiar – Portuguesa estuda usar ‘camisa do Fluminense’ para disputar a Série B

Fonte: Globo.com

Lusa pretende vestir em 2014 uniforme com o mesmo desenho do Flu. Atitude seria uma forma de provocação ao clube que escapou do rebaixamento no STJD
uniforme Portuguesa Fluminense (Foto: Reprodução)

Como forma de protesto pela sua derrota no STJD, a Portuguesa pode vestir um uniforme igual ao do Fluminense na Série B do Campeonato Brasileiro de 2014. Inspirada em uma ideia lançada por torcedores nas redes sociais, a diretoria da Lusa quer usar o fato de os dois clubes vestirem cores parecidas (branco, verde e vermelho – no caso do Fluminense, grená), para provocar o clube carioca. Por ter escalado de forma irregular o meia Héverton na última rodada do Brasileirão, a Lusa perdeu quatro pontos e acabou sendo rebaixada, salvando assim o Fluminense da degola.

– Nós vimos a ideia na internet e passamos a discutir na diretoria. Eu acho que, se ficarmos realmente na Série B, usar a camisa do Fluminense seria uma grande forma de protesto contra um clube que sempre dá um jeito de escapar do rebaixamento pelo tapetão. Se usarmos a camisa, o Fluminense estaria no lugar que merece e onde a Lusa não deveria estar, pois conquistou dentro de campo o direito de ficar na Série A – afirmou o vice-presidente de futebol da Portuguesa, Roberto dos Santos, que vai ser mantido no cargo por Ilídio Lico, que assumirá o posto do atual presidente Manuel da Lupa, no dia 4 de janeiro.

Atual fornecedora de material esportivo da Lusa, a Lupo tem contrato com o clube até o fim de 2014. Como não patrocina o Fluminense, a empresa não teria qualquer impedimento para produzir a camisa de acordo com a vontade da Portuguesa. A empresa foi procurada pelo GloboEsporte.com para comentar o caso e ainda não se pronunciou.

Por Cleber Aguiar – Torcida do Flamengo é acusada de crimes

Fonte: Folha Online

MARCO ANTÔNIO MARTINS

Onze torcedores da Torcida Jovem do Flamengo são acusados em um processo que tramita na Justiça do Rio de homicídio e formação de quadrilha.

O grupo é acusado do assassinato de Diego Martins Leal, torcedor do Vasco da Gama, em agosto de 2012, mas depoimentos que constam do processo indicam que o grupo tinha como prioridade ir a estádios para a prática de crimes.

Investigações da Polícia Civil do Rio mostram que armas de fogo eram levadas no ônibus da torcida ou em veículos que acompanhavam o grupo em jogos fora do Rio.

Todos os denunciados fazem parte da diretoria da torcida Jovem. Na denúncia do Ministério Público feita a partir das investigações que originaram a operação Fair Play, da Polícia Civil, os torcedores são identificados de acordo com as suas funções na quadrilha.

Um deles tem a função de levar armas em um carro ou escondê-las nos ônibus da torcida. As investigações mostram que o grupo se utiliza de armas de fogo, bombas caseiras e estiletes.

Anderson Mendes da Silva, o Padrinho, seria o responsável por esta função.

A Folha não conseguiu falar com o torcedor, nem com seu advogados, Flávio dos Santos Parreira.

Outro torcedor é chamado de “porradeiro”, ou seja, aquele que lidera as agressões nas arquibancadas ou fora dos estádios contra torcedores rivais.

Ao aceitar a denúncia contra o grupo, o juiz Fábio Uchôa qualifica os torcedores como criminosos.

“Demonstram possuir intensa periculosidade na medida que se encontram associados para a prática criminosa de forma tão hedionda quanto outros grupos como milícias e facções como o Comando Vermelho ou ADA (Amigo dos Amigos)”, descreve o magistrado.

Uma interceptação telefônica, com autorização judicial, mostra o torcedor Carlos Renato Santos, o Macedo, presidente da Jovem, em uma conversa com um traficante. O criminoso seria da favela de Mandela, na zona norte do Rio.

Santos e seu advogado, Benício Nunes, não foram encontrados.

Por Cleber Aguiar – ‘CBF é corresponsável por erro na escalação de Héverton’, diz defesa da Portuguesa

Fonte: Folha de São Paulo

Na apelação ao STJD para não ser rebaixada, a Portuguesa vai argumentar que a CBF é corresponsável no erro cometido por ter escalado Héverton, que estava suspenso, no jogo contra o Grêmio.

A defesa do clube paulista anexou à defesa dois documentos para comprovar a participação da confederação no caso. O primeiro é uma cópia do BID (Boletim Informativo Diário) de suspensões da sexta-feira antes da partida.

Neste documento, segundo a Portuguesa, consta que Héverton tinha condição de jogar. O segundo documento é também deste BID, só que de segunda-feira, pós-jogo contra o Grêmio. E, de acordo com o clube, consta que Héverton continuava com condições de jogo.

Ou seja, segundo a CBF, mesmos suspenso pelo STJD, Héverton podia atuar contra o Grêmio. “A CBF é corresponsável pelo erro da Portuguesa”, afirma Felipe Ezabella, advogado que participa da defesa do clube.

No julgamento do caso, marcado para o dia 27, a Lusa irá mostrar este documento para tentar ser absolvida.

O “BID da Suspensão”, como é conhecido por advogados e dirigentes de clubes, é acessado apenas pelas agremiações com login e senha. Segundo a reportagem do “Lance!”, a entidade orientou por meio de um comunicado os times a se atualizarem por este sistema.

O sistema lista todos os jogadores suspensos por cartões amarelo e vermelho ou por decisões do STJD.

“No julgamento esse documento não foi levado em consideração, até porque os auditores foram ao julgamento com seus votos prontos. Esse documento oficial da CBF, que é liberado por meio desse novo sistema, deu condições de jogo ao Héverton. Tanto que um funcionário da Portuguesa fez a consulta antes e depois do jogo”, afirmou Felipe Ezabella, um dos advogados da Lusa.

O clube será julgado agora no Pleno, que é a segunda e última instância no STJD. O julgamento será realizado só depois do Natal, no dia 27 de dezembro.

ENTENDA O CASO

Héverton não poderia ter jogado contra o Grêmio no dia 8 por ter sido suspenso pela segunda partida, dois dias antes, por causa da expulsão diante do Bahia, na 36ª rodada –ele já tinha ficado fora contra a Ponte Preta, na 37ª. Na 38ª e última rodada, o meia atuou por 13 minutos, entrando no segundo tempo.

Com isso, o clube foi denunciado no STJD e julgado na última segunda-feira. Por 5 a 0, o tribunal puniu a Portuguesa com a perda de quatro pontos.

Assim, o time do Canindé foi rebaixado para a Série B do Brasileiro. A medida beneficiou também o Flamengo, que também foi punido com a perda de quatro pontos pela escalação irregular do lateral esquerdo André Santos diante do Cruzeiro e poderia cair se a Portuguesa fosse punida.

Rubens Cavallari-22.maio.2013/Folhapress
O meia-atacante Héverton, no centro de treinamento da Portuguesa
O meia-atacante Héverton, no centro de treinamento da Portuguesa

FLAMENGO

O Flamengo também foi punido com a perda de quatro pontos por ter escalado de maneira irregular o lateral esquerdo André Santos na última rodada do Campeonato Brasileiro deste ano.
O jogador havia sido expulso na final da Copa do Brasil, no jogo contra o Atlético-PR, e deveria cumprir dois jogos de suspensão.

Mesmo com a punição, o clube rubro-negro ficou fora da zona de rebaixamento.

Por Cleber Aguiar – Vice-artilheiro do Ucraniano detona Leão: ‘Tive o azar de trabalhar com ele’

Fonte: Globo.com

Antonio Marcos

Autor do gol do título do Santos no Campeonato Paulista em 2007, o atacante Moraes, que hoje defende Metallurg Donetsk, da Ucrânia, revela que a sua saída “precoce” da Vila Belmiro nada teve a ver com a diretoria e ou a torcida. Segundo o jogador, o fim do ciclo no Peixe teve participação direta de Emerson Leão, então técnico da equipe e curiosamente o mesmo que não aproveitou seu irmão, Bruno Moraes.

– Não guardo mágoa. Penso que minha história com o Santos foi muito boa. Foram dez anos de clube, onde aprendi muitas coisas. O que aconteceu em 2008 (empréstimo ao Santo André) foi coisa pessoal do treinador (Emerson Leão) que passou por lá. Tive o azar de trabalhar com ele. Aliás, o mesmo (técnico) que não aproveitou o meu irmão em outra época. O clube não teve nada a ver com a minha saída. Mas a situação serviu de aprendizado para a minha carreira, pois nos momentos difíceis nós aprendemos e amadurecemos bastante – afirma.

Filho do ex-atacante Aluísio Guerreiro, o atual vice-artilheiro do Campeonato Ucraniano lembra da “sombra” do nome do pai que ele e o irmão tiveram que carregar durante toda a carreira, além do preconceito que enfrentou por ser filho de ex-jogador. 

– Aqui no Brasil, filho de ex-atleta é sempre muito julgado. As pessoas sempre vêm com aquele papo de que está jogando porque é filho de ex-jogador. Foi muito difícil para nós (Moraes e o irmão Bruno), porque tínhamos que mostrar sempre mais do que os outros. A vantagem, pelo menos no meu caso, é que meu pai sempre mostrou os caminhos, passou conselhos e cobrava bastante o melhor desempenho – lembra.

Aloísio Guerreiro (Foto: Lincoln Chaves / Globoesporte.com)Aluísio Guerreiro, ex-jogador do Santos e pai de Moraes (Foto: Lincoln Chaves)

Por outro lado, Moraes conta que a desconfiança das pessoas com relação ao seu futebol trouxe mais responsabilidade e fez com que amadurecesse mais cedo. 

– O questionamento das pessoas também foi bom, porque desde pequeno tive que me manter concentrado e focado. Não acomodava de forma alguma. Na base, meu irmão sempre se destacou: atuava uma categoria acima da dele e constantemente era convocado para as seleções de base, o que também aconteceu comigo na sequência. Conquistamos nosso espaço no campo, e não por sermos filhos de ex-jogador – conclui.

Por Cleber Aguiar – À espera do Atlético: Ribéry marca, Bayern vence Guangzhou e vai à final

Fonte: Globo.com

Craque francês tem atuação destacada e é muito aplaudido pela torcida marroquina na despedida de Agadir do Mundial. Götze e Mandzukic selam a vitória alemã

Por Victor CanedoDireto de Agadir, Marrocos

O Bayern de Munique ainda espera um teste à altura neste Mundial de Clubes. Espera possivelmente um Atlético-MG competente o suficiente para testá-lo contra outras escolas do futebol na grande decisão. Pois a estreia dos alemães na semifinal não passou de um amistoso de luxo organizado pela Fifa. Vitória mais do que tranquila sobre o campeão asiático Guangzhou Evergrande por 3 a 0(assista aos melhores momentos no vídeo), nesta terça-feira, na despedida de Agadir do torneio. Franck Ribéry, a estrela da constelação, fez o dele e deixou o campo muito aplaudido pelos marroquinos. Mandzukic e Götze completaram a festa.

Os olhos todos se voltam agora para Marrakesh. Já nesta quarta, o segundo finalista será conhecido – será o Galo ou o Raja Casablanca, time representante do Marrocos e responsável pela façanha de eliminar o Monterrey com a ajuda de sua torcida enlouquecida. A partida está marcada para as 17h30m (de Brasília) e terá transmissão ao vivo da TV Globo e em Tempo Real do GloboEsporte.com. No sábado, no mesmo horário, a grande final.

Demorou, mas a porteira abriu

Até que durou bastante a muralha construída por Marcello Lippi com o seu Guangzhou. Acostumado a atacar os seus oponentes pela Ásia, o time chinês adotou uma postura de times bastante inferiores tecnicamente ao Bayern de Munique. A diferença de nível entre ambos era clara desde o início – motivo que fez o treinador italiano optar por jogar por uma bola.

O problema para o Guangzhou é que esta oportunidade sequer tornou-se realidade. O que se viu no primeiro tempo no Stade Adrar foi mais do mesmo para a equipe de Pep Guardiola na temporada 2013/2014. Posse de bola (70% na primeira etapa), extensas trocas de passes, cruzamentos dos laterais, jogadas de ultrapassagem e finalizações – 11 ao todo, contra nenhuma de Conca, Elkeson e companhia.

Conca jogo Guangzhou Evergrande e Bayern de Munique Mundial (Foto: Reuters)Conca disputa a bola com Boateng. Argentino pouco apareceu em jogo no qual seu time foi dominado (Foto: Reuters)

Seria um exagero dizer que o Bayern foi sonolento. Jogadas inteligentes foram construídas para quebrar a resistência chinesa. Thiago Alcântara, por exemplo, acertou a trave em uma das chances. O goleiro Zeng, um pouco atabalhoado, também trabalhou – mas falhou no gol de Ribéry, que abriu a porteira, aos 40 minutos. Aos 43, o goleiro nada pôde fazer no peixinho de Mandzukic, que também encontrou a rede após desarme de Thiago e Lahm no campo ofensivo.

A torcida local, antes preocupada em se entreter com olas, palmas e gritos coreografados, rendeu-se a Ribéry. O craque francês é a estrela do Bayern no Marrocos não apenas por estar em voga com a eleição da Bola de Ouro – concorre pelo prêmio com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo -, mas também por ser muçulmano, religião predominante no país. A empatia era notória em Agadir.

Cara de amistoso

Parecia, logo com um minuto, que o Guangzhou faria do jogo uma história diferente na etapa final. Foi quando Muriqui arrancou em disparada pela esquerda, mas demorou a se decidir e permitiu que Lahm o desarmasse. O lance acabou não significando absolutamente nada quando, na sequência, o Bayern chegou ao terceiro gol, em chute de Götze que desviou na marcação e entrou no cantinho.

Junto a Ribéry, que ainda acertou uma bola no travessão, Götze seria o jogador mais participativo do Bayern. Em três oportunidades, o camisa 19 só não aumentou o placar por detalhes. Mas em pouco tempo a partida ganharia cara de amistoso: até os 30, Guardiola fez todas as substituições possíveis, descansando nomes como Ribéry, Kroos e Mandzukic. Dante e Thomas Müller, poupados, sequer entraram. Daí até o apito final foi mera formalidade, com direito a mais uma boa chance de Götze, que acertou a trave nos minutos finais.