ICFUT – CAMPEONATO BRASILEIRO 2013 – SÉRIE A : LINKS AO VIVO !

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Clube PG J V E D GP GC SG A%
Cruzeiro-MG 65 31 20 5 6 65 29 36 69,9
Botafogo-RJ 53 31 15 8 8 45 35 10 57,0
Grêmio-RS 53 31 15 8 8 37 30 7 57,0
Atlético-PR 52 31 14 10 7 48 39 9 55,9
Goiás-GO 49 31 13 10 8 40 34 6 52,7
Vitória-BA 47 31 13 8 10 45 44 1 50,5
Atlético-MG 45 31 12 9 10 34 30 4 48,4
Santos-SP 44 31 11 11 9 40 32 8 47,3
São Paulo-SP 43 31 12 7 12 33 31 2 46,2
10º
Internacional-RS 42 31 10 12 9 47 45 2 45,2
11º
Flamengo-RJ 41 31 10 11 10 36 36 0 44,1
12º
Corinthians-SP 41 31 9 14 8 24 19 5 44,1
13º
Coritiba-PR 40 31 10 10 11 37 39 -2 43,0
14º
Portuguesa-SP 39 31 10 9 12 45 43 2 41,9
15º
Bahia-BA 37 31 9 10 12 32 39 -7 39,8
16º
Fluminense-RJ 36 31 9 9 13 35 40 -5 38,7
17º
Ponte Preta-SP 33 31 9 6 16 33 44 -11 35,5
18º
Vasco da Gama-RJ 33 31 8 9 14 41 51 -10 35,5
19º
Criciúma-SC 32 31 9 5 17 41 56 -15 34,4
20º
Náutico-PE 17 31 4 5 22 20 62 -42 18,3
32ª RODADA
02/11 – 19h30 São Paulo-SP x Portuguesa-SP
02/11 – 19h30 Vasco da Gama-RJ x Coritiba-PR
02/11 – 21h00 Atlético-MG x Náutico-PE
03/11 – 17h00 Goiás-GO x Botafogo-RJ
03/11 – 17h00 Santos-SP x Cruzeiro-MG
03/11 – 17h00 Vitória-BA x Corinthians-SP
03/11 – 17h00 Grêmio-RS x Bahia-BA
03/11 – 19h30 Criciúma-SC x Ponte Preta-SP
03/11 – 19h30 Flamengo-RJ x Fluminense-RJ
03/11 – 19h30 Atlético-PR x Internacional-RS

Por Cleber Aguiar – Muricy Ramalho: ‘Ganhar no São Paulo tem sabor diferente’

Fonte: O Estado de São Paulo

Técnico abre o jogo ao Estado e fala sobre desafio de reerguer o clube, carreira
e futuro

Fernando Faro – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Muricy Ramalho enfrentou 33 minutos de entrevista coletiva antes de se encontrar com a reportagem do Estado. Com semblante mais sereno, deu risada ao lembrar sua relação turbulenta com os jornalistas – “cara, que chatice que é isso” – mas garante estar mais tranquilo.

Muricy Ramalho tirou o São Paulo da crise - José Patrício/AE
José Patrício/AE
Muricy Ramalho tirou o São Paulo da crise

E de fato foi preciso serenidade para aceitar o convite para, quatro anos depois da última e vitoriosa passagem, comandar o São Paulo na crise mais grave da sua história. Menos de dois meses depois, o Tricolor deixou a zona de rebaixamento e ocupa a nona posição na tabela e está em vantagem nas quartas de final da Sul-Americana. Pouco para a tradição do clube, mas um céu de brigadeiro para quem tinha pesadelos com a queda.

Ainda sem renovar o contrato – o que não será um problema para acontecer – o treinador avaliou seu retorno ao Morumbi, analisou o que mudou no período de ausência e voltou a falar do desejo de se aposentar no clube de coração. “Cesci aqui dentro”.

ESTADO – O que mudou nesses quatro anos de ausência? MURICY RAMALHO – Perecebemos que a estrutura do CT melhorou muito, mas isso é uma coisa natural do São Paulo e da gestão do Juvenal, ele adora melhorar o clube, não só o CT como também Cotia e a sede, isso é uma coisa dele. Ouvia que estava melhor e de fato está. O que não estava bom era o ânimo das pessoas porque a situação não estava boa mesmo. Seguranças, funcionários, essas pessoas que trabalham e fazem a diferença, estavam com a autoestima baixa, mas é algo normal. Mas fisicamente o clube melhorou muito.

ESTADO – Mesmo de fora você imaginava o que daria para fazer para melhorar o time? MURICY RAMALHO – A gente imagina, claro, mas tomar a decisão no sofá é muito fácil, você sempre vê as coisas depois que elas aconteceram e você está sem nenhum tipo de cobrança, como era quando o Paulo estava aqui. Mas sei, como técnico, que não é assim, que as coisas não são como você pensa. Foi assim comigo aqui, não imaginei que estivesse tão ruim como de fato estava; de longe era ruim, mas aqui era pior. Claro que eu me punha às vezes no lugar dele, mas não dava para dizer que faz isso ou aquilo, o técnico que pensa assim não tem milagre. Fiz a diferença porque tem aquele lado da torcida estar comigo e vir junto. Meu perfil é muito voltado para ter o time mais determinado e vibrante, mas com certeza tinha muitas dúvidas em relação a isso aqui.

ESTADO – Acha que se tivesse vindo antes não teria conseguido arrumar o time? MURICY RAMALHO – Poderia acontecer igual ao Paulo (Autuori, demitido após dois meses). Não tem milagre. Aquele momento foi muito ruim para o time porque desgastou, ele não conseguiu treinar o time em momento algum e depois teve que jogar terça, quinta, sábado e domingo, não tem milagre para isso. As pessoas pensam, “ah, se ele tivesse chegado antes”…não teria acontecido nada porque as coisas não são assim. O Paulo um p… técnico, foi campeão aqui e em todo lugar, a questão é que ele pegou um momento muito ruim que foi o da viagem, infelizmente.

ESTADO – Em algum momento achou que o time de fato fosse cair? MURICY RAMALHO –

Só achava que estava muito difícil mesmo. A autoestima estava muito baixa e o ambiente pesado, se você não ganha a desconfiança é grande. A gente sempre tem esperança e não pode desistir, o cara que comanda não pode baixar a cabeça nunca, tem sempre que estar com a cabeça erguida e dando força para quem precisa. Mas achava, e continuo achando, que a coisa está muito difícil e precisamos trabalhar muito duro para sair dessa situação.

ESTADO – E por que você conseguiu e eles não? MURICY RAMALHO – Se você não ganha, não tem jeito. Não vão te olhar com carinho, as pessoas aqui gostam de mim porque ganhei muito. O torcedor acredita em mim porque acha que eu posso mudar o ambiente, sou um treinador que vai atrás dos objetivos traçados pela diretoria, me entrego demais e o torcedor acredita nisso. Claro, tem o trabalho do dia a dia, saber escalar, tirar, mexer, treinar o time. Isso é muito importante, não dá para ficar só no “vamos lá”.

ESTADO – Se ganhar da Portuguesa dá para pensar só na Sul-Americana? MURICY RAMALHO – Não podemos ter esse pensamento até porque há um mês ninguém falava de Sul-Americana de tanto desespero. Temos que continuar trabalhando forte no Brasileiro e sendo inteligentes porque temos jogado e viajado demais, mas o bom é que hoje temos um time recuperado, dá para fazer os dois campeonatos bem porque podemos usar os jogadores que estão à disposição.

ESTADO – Quantos minutos vai demorar para você renovar? MURICY RAMALHO – Dessa vez não deu nem para discutir (Risos). Foi muito rápido, não seria legal da minha parte em pensar em contrato. Tinha que vir para ajudar, outro pensamento não daria certo e meu contrato ficou para depois. Nunca tive problema com o São Paulo para renovar contrato e acho que dessa vez não vai ser diferente. Sou muito justo no que faço, não sou um maluco que se aproveita das oportunidades. Vai ser como das outras vezes, que demorou pouco para resolvermos. Não vai ser diferente agora.

ESTADO – Ainda sem falar em nomes, como vê o elenco para o ano que vem? MURICY RAMALHO – Nossa equipe é desequilibrada em alguns setores em que precisamos caprichar. O segredo é diminuir o erro, porque inevitavelmente você erra. Mas estamos numa situação que não deu para sentar e conversar, jogamos todo dia e precisamos planejar as partidas, infelizmente vamos sair atrás porque a situação levou a isso, não porque o clube não se planejou. Não dava para pensar no ano que vem sem pensar no agora, ficou uma situação muito ruim e vamos ter que caprichar muito, mas muito mesmo na montagem. Temos que olhar com carinho quem vai chegar, as datas, o calendário. Se não fizermos isso não teremos chances.

ESTADO – Qual sua participação na montagem do elenco? Vai aceitar quem a diretoria quiser trazer? MURICY RAMALHO – Em todo time que trabalho podem vender quem quiserem, não me meto nisso. Lembro de quando venderam o Josué e o Mineiro e foi uma luta, mas disse que iríamos nos virar e surgiu o Hernanes e o Jean. Quem sai não me importo muito, mas tenho que dar opinião de quem chega, senão não adianta. De que serve se a diretoria chegar e me dizer que vai contratar um jogador? Vai trabalhar com eles ou comigo? Quando vão atrás de um jogador precisa perguntar para mim, não sou o técnico? Sou eu que tenho que concordar ou não e vou opinar. Se for o técnico do São Paulo, claro.

ESTADO – Você cobrou duas vezes a diretoria para renovar com o Rogério. Eles te passaram algo? MURICY RAMALHO – Não tive nenhuma conversa sobre esse assunto e nem sobre o ano que vem porque preciso estar focado no que estamos fazendo agora. Não recebi nada oficial, mas o que percebemos é que o Rogério está mais aliviado e mais feliz com o momento do clube, é difícil você encontrar alguém motivado em um momento ruim como era o nosso, ele estava tenso como todos. Agora pode ser que ele pense diferente; claro que é um cara muito definido no que faz, tem uma família acertada e seus objetivos. Mas a gente vê que ele está diferente, mais feliz. É hora que dá para conversar com um pouco mais.

ESTADO – Cogita conversar com ele para pedir que fique? MURICY RAMALHO – Sou amigo particular dele, mas é uma situação profissional e cabe a ele decidir. Ele sabe o que penso porque já falei publicamente, mas sou muito frio para analisar. Acho que ele está num momento muito bom físico, para agarrar – porque eu não confundo com essa história de bater pênalti. Ele como goleiro está muito bem, fisicamente está muito bem numa fase complicada, porque nessa idade o joelho do cara complica, a parte lateral fica bastante prejudicada. É uma opinião que tenho, mas ele que tem que definir.

ESTADO – O clima político se deteriorou muito desde sua saída. Como enxerga esse ambiente? MURICY RAMALHO – É como todo processo, todo mundo tem opiniões diferentes. Mas é claro que todas as opiniões têm que estar voltadas para o São Paulo, todos no processo têm que pensar no São Paulo. Não existe ninguém maior e mais importante que o clube. Ninguém. Nenhuma pessoa é mais importante que o clube, as pessoas que estão no processo precisam saber disso.

ESTADO – A maior crítica ao seu último trabalho aqui foi a falta de títulos no mata-mata. Vencer um aqui tem sabor diferente? MURICY RAMALHO – Era a Libertadores que eles reclamavam porque é um campeonato muito importante para o clube. Ganhar é sempre bom e importante em todos os lugares, mas claro que no São Paulo passa a ser uma coisa muito diferente porque nasci aqui e tenho uma história aqui, e quando você tem uma história e ganha, essa história aumenta. As pessoas vibram mais, você sente. Para treinador é fundamental ganhar no Brasil, se não vence não tem chance independente do carinho que tenham por você e por isso que temos que ganhar sempre. Mas claro que ganhar no São Paulo é diferente.

ESTADO – Você sente seu trabalho reconhecido pelos outros? MURICY RAMALHO – Basta ver os convites que recebo. Não posso ficar na mão de pessoas porque pessoas têm sentimentos. Às vezes você depende de uma opinião de uma pessoa e ela é do mal, negativa. O ser humano é cheio de manias, alguém pode falar “aquele não é legal porque não é simpático” ou “esse não é legal porque não é brilhante intelectualmente”. Isso para mim não serve para nada, para mim o único parâmetro para reconhecer um profissional, não só um técnico de futebol, é resultado. É só isso que aceito, não adianta você ir numa revendedora de carros e ter uma bonitinha que não vende um carro e tem a feinha que vende um monte. A feinha que é a fera. Você vai deixar para os outros julgarem? Se o cara tem resultado bom, ele é bom e qualquer área. Sou um cara muito procurado e por times grandes demais, não pequenos. Alguma coisa devo ter.

ESTADO – Sua relação com a imprensa às vezes é tensa… MURICY RAMALHO – (Interrompe rindo) Quando estava em casa há três meses sem trabalhar eu assistia a umas entrevistas chatas do caramba. “Ah, e o jogo?”, “ah, e não sei o quê?”…pô, os caras não ganham nada, nem uma porradinha (risos)? O que me tira do sério é cara maldoso e a gente sabe quem é. Às vezes o cara faz uma pergunta dura para você, mas você conhece a índole e sabe que o cara é correto e não tem maldade e então eu aceito. Acredito numa opinião limpa, se merece elogios, elogia; se merece uma crítica, critica, mas sei que às vezes têm maldade. Não aceito cara negativo e no nosso meio na imprensa sei que tem cara que vê o mundo em preto e branco, que nada presta, que só o que antigo é bom. Preservo muito o que é o ser humano e para mim se o cara é correto, ele pode ser duro, mais ou menos ou como quiser porque minha entrevista vai ser numa boa. Mas desde que voltei do Rio e fui para Santos melhorei bastante. Acho que é a idade também, você vai ficando mais velho e a bateria vai caindo um pouco e vamos deixando as coisas um pouco de lado. Só sou assim com os caras malas. Tenho inclusive muitos amigos na imprensa, amigos de sair junto mesmo.

ESTADO – Já resolveu quando irá se aposentar? MURICY RAMALHO – Não defini, mas não vou me alongar muito mais porque tive vários exemplos de pessoas que tentaram esticar a carreira porque isso aqui é muito desgastante. Comecei a ter um monte de coisas que não tinha; tive problema de coluna, já tive diverticulite e várias coisas que vejo como um sinal.

ESTADO – E seleção, ainda pensa nisso? MURICY RAMALHO – Não, não passa mais pela minha cabeça.

ESTADO – Então o São Paulo é seu último clube? MURICY RAMALHO – Pode ser que seja sim. Recebo muitos convites para ir para fora do país, mas não mexe comigo. Não tenho essa ambição, sou muito feliz aqui. Tomara que eu acabe aqui no São Paulo.

ESTADO – E o que pretende fazer quando parar? MURICY RAMALHO – Sou um cara de família. Não sou um cara vaidoso ou de costumes muito diferentes, gosto de ficar com minha família e minha turma, meus amigos de bairro. Minha vida é pautada pela simplicidade, de ir num boteco – o que não consigo fazer hoje em dia. Devo ficar mais ou menos como nesses três meses que estive de férias.

ICFUT – O futebol completa 150 anos – Silvio Gumiero do FI

Fonte: Futebolinterior.com.br

São 150 anos desse esporte que, segundo a FiFA, é admirado por 3 bilhões de terrestres
Publicado na sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Cassio-Corinthians-Chelsea-Kazuhiro-NogiAFP_LANIMA20121216_0130_26No dia 26 de outubro de 1863, um advogado inglês criou as regras para um jogo chamado futebol, que já era jogado há séculos pelos chineses, japoneses, romanos e gregos. São 150 anos desse esporte que, segundo a FiFA, é admirado por 3 bilhões de terrestres. O jornalista Eduardo Belo do Jornal Econômico, relatou os números do futebol no mundo.

Como o nome desta coluna é Futebol & Cia, e eu particularmente, vejo o futebol também pela lente econômica, vamos a eles, os números. Conforme dados da Pluri Consultoria, o futebol brasileiro movimenta 36 bilhões de reais por ano, 2% do PIB. Na temporada 2011/2012, o Corinthians foi o clube brasileiro que mais arrecadou: 94 milhões de euros, seguido pelo São Paulo com 82 e o Flamengo com 74.

É pouco, se comparado com o Real Madrid que arrecadou 513, o Manchester United 396 e o Milan 257. Os clubes brasileiros estão acomodados com as cotas da TV e as vendas dos seus melhores jogadores para o exterior. Com a TV, o Corinthias arrecadou em 2012, 154 milhões de reais, o São Paulo 112, o Flamengo 105 e o Fluminense 53.
Corinthians na Frente Essa diferença em favor do Corinthians é que ele foi campeão da Libertadores e do Mundo. Em 2013 já houve modificações com o Corinthians e Flamengo recebendo cotas iguais no Brasil, por volta de 120 milhões de reais. Com a venda dos seus melhores jogadores para o exterior, os clubes não formam ídolos e o público não vai aos estádios.
A média de público por jogo no Brasileirão de 2012 foi de 13 mil torcedores com 31% de ocupação. Na Alemanha é 43 mil com ocupação de 95%, na Inglaterra 39 mil também com 95% e na Espanha 29 mil com 83%.

O Brasil perde para as segundas divisões da Inglaterra e Alemanha com média de 17 mil espectadores e até para os Estados Unidos, onde o futebol é o quarto esporte de interesse, que tem 19 mil. Depois da Copa do Mundo, a tendência é que os  os clubes brasileiros que construíram suas arenas, consigam um faturamento maior do que aqueles que pagam alugueis para mandarem seus jogos.
Faltam especialistas Corinthians, Palmeiras, Atlético Paranaense e Inter levarão mais torcedores. Com raras exceções, o que não muda no futebol brasileiro é a formação dos dirigentes. Normalmente são torcedores apaixonados que administram seus clubes com emoção, deixando a razão de lado. A formação de executivos para o negócio do futebol já existe há algum tempo, mas os clubes não os contratam e quando o fazem seus poderes são muito limitados.
Administrando como empresas e visando lucros para investir no próprio futebol, é um caminho que o futebol brasileiro está demorando para encontrar. O futebol teve suas regras há 150 anos, está no Brasil desde 1900, mas as administrações sob as responsabilidades dos dirigentes ainda é do século 20.

Por Cleber Aguiar – ‘Não resolveu nada’, diz Muricy sobre nova fórmula do Paulista

Fonte: Folha Online

A mudança do número de datas e do formato do Campeonato Paulista dividiu as opiniões dos técnicos das quatro grandes equipes de São Paulo.

O enxugamento de partidas na temporada foi um dos pedidos dos jogadores do Bom Senso F.C., apesar de a Federação Paulista de Futebol dizer que mudou a pedido da Globo, detentora dos direitos da competição.

O técnico do São Paulo, Muricy Ramalho foi o primeiro a criticar publicamente.

“Não resolveu nada. Não resolveu o problema da pré-temporada. Por isso o número de contusões aumenta a cada ano. Enquanto lá de cima não olharem com carinho, vai continuar assim”, disse o treinador.

Muricy quer que a cúpula da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) mostre vontade de mudar essa situação e atenda as solicitações do Bom Senso.

“O que estão fazendo com o jogador brasileiro é loucura. Vai continuar por aí porque não mexeu em nada”.

Paulo Whitaker-30.10.2013/Reuters
O treinador do São Paulo, Muricy Ramalho
O treinador do São Paulo, Muricy Ramalho

O técnico do Santos, Claudinei Oliveira, disse que os jogadores deveriam ter sido escutados antes da definição do calendário para 2014.

“Mais uma vez perderam uma chance de chamar os envolvidos diretamente, jogadores, técnicos, comissões técnicas, para discutir o que poderia ser uma melhor opção”, afirmou.

Para ele, o Paulista-2014 ficou confuso com os times separados em quatro grupos na primeira fase.

“Essa fórmula parece ter sido adotada para reduzir as datas, o que é interessante, mas, com certeza a forma de disputa poderia ter sido melhor. Até para ficar mais fácil para o público entender. Ficou meio estranho”.

O treinador do Corinthians, Tite, apoiou a mudança.

“Não sei se resolve [o problema de pouco tempo para a pré-temporada]. Mas só a iniciativa e a pré-disposição dos clubes em procurar a solução é o primeiro passo. Não pode é ficar sentado dizendo que está errado”, disse.

Segundo o treinador, é possível melhorar ainda mais o calendário para 2015.

O palmeirense Gilson Kleina mostrou ter pensamento semelhante ao de Tite.

“Acredito que essa nova fórmula do Paulista foi a melhor maneira que a federação encontrou para ganhar algumas datas e, consequentemente, encaixar uma pré-temporada um pouco mais adequada, o que irá os auxiliar os atletas e pode refletir no desempenho do time durante a temporada.”

Por Cleber Aguiar – De olho em Copa, Julio César pode jogar no Inter em 2014

Fonte: O Estado de São Paulo

São Paulo também está de olho no goleiro para substituir Rogério

PORTO ALEGRE – O desejo do técnico Luiz Felipe Scolari em ter o goleiro titular da seleção brasileira atuando em um campeonato de alto nível e o drama vivido pelo Internacional debaixo das metas podem ser resolvidos em 2014. De acordo com o jornal Zero Hora, a diretoria da equipe colorada estuda a contratação de Julio César para a próxima temporada. Ainda segundo a publicação, o goleiro é uma das possibilidades estudadas pelo São Paulo caso Rogério Ceni de fato se aposente no final do ano.

Para voltar a jogar na elite, Julio César pode jogar no Inter em 2014 - Robert Ghement/EFE
Robert Ghement/EFE
Para voltar a jogar na elite, Julio César pode jogar no Inter em 2014

 O Inter estuda a contratação de um goleiro experiente para repetir o sucesso de Clemer, defensor da meta colorada durante a vitoriosa campanha da Libertadores de 2006 e atual treinador da equipe depois da demissão de Dunga. O jogador de 34 anos se ancaixa no perfil e está insatisfeito no Queens Park Rangers, que joga na segunda divisão inglesa. O goleiro declarou publicamente no meio do ano que desajava sair do clube inglês para disputar um campeonato de elite, e ainda acabou perdendo espaço para Robert Green depois de sofrer uma fratura no dedo médio, em setembro.

A mudança de clube é um pedido do próprio Felipão, que já declarou que gostaria de ver seu goleiro titular com um melhor ritmo de jogo durante o ano da Copa do Mundo. Já o Inter teria um nome de prestígio para 2014. Muriel é o atual titular da equipe, mas o camisa 1 tem acumulado atuações ireegulares durante toda a temporada para ser considerado insubstituível pela diretoria. Atualment, o Inter é a quarta pior defesa do Brasileirão, com 45 gols tomados.

Apesar do desejo, o clube gaúcho terá concorrência para reforçar a sua meta. Além do São Paulo, que vê o atual titular como a reposição ideal no caso de Rogério Ceni confirmar sua aposentadoria, de acordo com o Zero Hora, clubes da Itália, país em que Julio César fez sucesso defendendo a Inter de Milão, e da própria Inglaterra estudam a contratação do goleiro. Em caso de fracasso nas negociações, o Internacional estuda outro nome experiente oara a posição: Gomes, ex-goleiro do Cruzeiro, PSV e atualmente reserva do Tottenham. A dificuldade neste caso é o desejo do ex-goleiro da seleção brasileira em voltar para o futebol holandês.

 

Por Cleber Aguiar – Técnico do Santos já convive com seis ‘sombras’

Fonte: Folha Online

Time paulista com mais chances de conseguir vaga na Libertadores da América de 2014 via Brasileiro, o Santos passou a semana lidando com o crescimento da lista de possíveis substitutos para o técnico Claudinei Oliveira.

Até esta sexta-feira, o treinador convivia com seis sombras: os desempregados Mano Menezes e Abel Braga figuram ao lado de Tite (Corinthians), Ney Franco (Vitória), Guto Ferreira (Portuguesa) e Ricardo Gareca (Vélez Sarsfield-ARG).

Na Vila Belmiro, apenas o argentino Gareca, que conta com a simpatia de parte dos membros do conselho de gestão santista, e Guto Ferreira, já sondado sobre valores salarias, são vistos como potenciais ameaças a Claudinei.

Domingo, após o empate em 1 a 1 com o Corinthians, Claudinei cobrou publicamente uma definição da diretoria santista sobre sua permanência ou não à frente do Santos em 2014 e ainda não foi atendido. Seu contrato com o time acaba em dezembro.

O recado da diretoria foi para que o técnico tratasse do assunto apenas internamente.

Julia Chequer-27.out.2013/Folhapress
O técnico do Santos, Claudinei Oliveira
O técnico do Santos, Claudinei Oliveira

Na terça-feira, o lateral Cicinho disse que o elenco santista apoia a permanência de Claudinei e que a classificação para a Libertadores dará força para uma decisão favorável da diretoria do clube.

Nesta sexta, Claudinei afirmou que os atletas não devem lutar por sua permanência porque essa é uma decisão exclusiva da diretoria do clube.

Com 44 pontos e em 8º lugar no Brasileiro, o Santos enfrentará o Cruzeiro amanhã, às 17h, na Vila Belmiro.

A equipe titular será a mesma que começou contra o Corinthians, com Willian José e Everton Costa –ambos criticados por parte da torcida– no ataque. (ANDRÉ CARAMANTE)

Por Cleber Aguiar – De volta da Série B, Atlético-PR, Goiás e Vitória surpreendem na elite

Fonte: Folha Online

ELIANO JORGE
LUIZ COSENZO

Desde que o Campeonato Brasileiro adotou a fórmula de pontos corridos, em 2003, ficou evidente a dificuldade de permanecerem na elite os clubes que haviam jogado a Série B na temporada anterior. É comum que um deles seja rebaixado logo ou na edição seguinte.

Em 2013, porém, só o vice-lanterna Criciúma luta contra o descenso. Os outros três brigam por vaga na Libertadores.

Atlético Paranaense, Goiás e Vitória ocupam, nesta ordem, a quarta, a quinta e a sexta posições. Nunca tantos times oriundos da segunda divisão estiveram tão bem.

Atleticanos e alviverdes disputam a semifinal da Copa do Brasil, respectivamente, contra Grêmio e Flamengo.

  Divulgação-7.out.2013/Atlético Paranaense  
Lance do jogo entre Goiás e Atlético Paranaense, em Goiânia
Lance do jogo entre Goiás e Atlético Paranaense, em Goiânia, pelo Brasileiro

“Os três clubes possuem boa estrutura física, com centro de treinamento, revelam jogadores das categorias de base e conseguiram montar elencos qualificados, mesmo sem ter a arrecadação de clubes como Corinthians, Flamengo e São Paulo. As comissões técnicas souberam aproveitar essas condições favoráveis”, afirmou à Folha o técnico do Vitória, Ney Franco.

Corintianos e flamenguistas embolsam mais de R$ 100 milhões, cada um, somente com direitos de transmissão do Nacional, enquanto Atlético-PR, Goiás e Vitória, que também estavam entre os 20 integrantes do Clube dos 13, não superam o patamar de R$ 35 milhões.

O Criciúma, que não fazia parte do grupo, recebe aproximadamente a metade desse valor em 2013. No ano passado, sua fatia era de R$ 1,8 milhão.

Ao contrário de anos anteriores, quando as cotas de TV eram reduzidas em 50% e até 25% no caso de equipes que eram rebaixadas, os membros do C13 passaram a receber a verba integral a partir do contrato assinado em 2011, mesmo fora da Série A.

Ou seja, tinham dinheiro suficiente para montar equipes fortes na segunda divisão. Atlético-PR, Goiás e Vitória fizeram isso.

Ao contrário do Criciúma, que reformulou seu elenco para esta temporada, o trio manteve seus times, pois já tinham na Série B jogadores com currículo de primeira divisão.

Julia Chequer-5.jul.2013/Folhapress
O técnico do Vitória, Ney Franco
O técnico do Vitória, Ney Franco

O Vitória começou o Brasileiro de 2013 com sete titulares remanescentes do ano anterior. Um dos jogadores que saíram foi William, atual vice-artilheiro da elite pela Ponte Preta.

“O elenco é qualificado, aplicado taticamente, e tem boas opções para cada posição”, avaliou Ney Franco, que está há 14 rodadas no campeão baiano.

O Goiás perdeu apenas dois titulares: o lateral esquerdo Egídio e o meia-atacante Ricardo Goulart, que agora atuam no líder Cruzeiro.

“Quando montamos o time para a Série B, buscamos um perfil de Série A. Foi fundamental para, após conquistar o acesso, já ter uma base. Mas procuramos peças para qualificar o grupo e tentamos não perder atletas”, disse o treinador Enderson Moreira, do bicampeão goiano.

“Além disso, a gente tem jogado no mesmo sistema [tático] há quase dois anos, e os jogadores entendem muito bem, têm total noção sobre isso”, acrescentou.

Os atleticanos também só reforçaram sua espinhal dorsal. E optaram por uma preparação inusitada. Enquanto uma equipe sub-23 disputava o Estadual, o time principal excursionava no exterior e teve uma pré-temporada de quase três meses.

“A campanha não é surpreendente, nossa preparação no início do ano ajudou muito. Foi preponderante para ter uma arrancada boa. A equipe se poupou para não jogar entre 60 e 70 partidas no ano. Nosso planejamento foi feito para não estarmos fatigados e não termos problemas de lesão neste segundo turno”, disse o gerente de futebol Antonio Lopes.

O treinador Vagner Mancini, que estreou na oitava rodada, admitiu que inicialmente a prioridade era sair da zona de rebaixamento.

“Houve um encaixe muito grande. Os jogadores abraçaram nosso discurso. Começamos a jogar com uma postura diferente, com mais marcação e jogando em velocidade. Subimos de produção e tivemos uma sequência de vitória”, contou.

Campeões em 2001, os rubro-negros do Paraná embalaram com duas séries de quatro vitórias.

HISTÓRIA

Em quase todos os Campeonatos Brasileiros por pontos corridos, um clube oriundo da segunda divisão caiu na sua reaparição no escalão de cima.

O Fortaleza retornou à Série A em 2003 e ruiu novamente. O Criciúma foi 14º, mas não resistiu no ano seguinte.

O Palmeiras ficou na quarta posição em 2004. O Botafogo salvou-se na derradeira partida, a um ponto do rebaixamento.

Em 2005, coube ao Brasiliense a lanterna. O Fortaleza terminou como 13º, mas desabou na temporada posterior.

O Grêmio foi terceiro em 2006. O Santa Cruz, último.

Assim como o América-RN em 2007. De volta, Náutico e Sport foram rebaixados no Brasileiro seguinte. O Atlético-MG ocupou o oitavo lugar.

Em 2008, Ipatinga e Portuguesa ficaram nas últimas posições. O Vitória foi décimo. O Coritiba, nono, mas acabou degolado na outra temporada.

Antepenúltimo, o Santo André caiu em 2009. O Barueri, 11º, não escapou da degola no campeonato seguinte. O Corinthians foi 10º. O Avaí, sexto.

Em 2010, o Guarani foi outro a ter vida breve na elite e desceu mais uma vez. O Atlético Goianiense evitou a queda na última rodada, mas caiu no ano posterior, junto com o Ceará, 12º. O Vasco penou, mas alojou-se na 11ª colocação.

O América-MG amargou a vice-lanterna de 2011. O Bahia correu risco até o penúltimo jogo e continuou lutando contra o descenso nas temporadas seguintes. O Coritiba foi oitavo. O Figueirense, sétimo.

Em 2012, o Sport desceu de novo. O Náutico ficou no 12º posto, mas está caindo na atual edição. Portuguesa, 16ª, e Ponte Preta, 14ª, escaparam daquela vez, mas agora lutam para não regressar à Série B.

  Junior Lago-8.set.2013/UOL  
O volante Elicarlos, do quase rebaixado Náutico, dá bicicleta no Pacaembu
O volante Elicarlos, do quase rebaixado Náutico, dá bicicleta no Pacaembu

Por Cleber Aguiar – Atleticanos fazem fila para ver a taça do Mundial; cruzeirenses vão ‘secar’

Fonte: Globo.com

Objeto de cobiça do Atlético-MG é exposta em Belo Horizonte no fim de semana. Até um intruso cruzeirense aproveita para tirar uma casquinha

Gabriel Duarte

Objeto de cobiça de todo atleticano, a taça do Mundial de Clubes está bem próxima do torcedor alvinegro. Mas, por enquanto, só até domingo. Neste sábado, em um shopping da região Leste de Belo Horizonte, ela começou a ser exposta na capital mineira e atraiu não apenas a atenção dos mais interessados, como também dos rivais, que aproveitaram para já “secar” o atual campeão da Libertadores.

Atleticanos de todas as idades fizeram fila para ver a taça que pode ficar nas mãos do time em 21 de dezembro, dia da decisão. O aposentado Celso Ferreira, 71, vive a expectativa de mais um grande título. Ele conta que esteve no Maracanã em 1971, quando o Galo conquistou o Campeonato Brasileiro com gol de Dario sobre o Botafogo. E diz que a taça ficará mais bonita na sede do clube mineiro.

taça troféu mundial de clubes torcida atlético-mg (Foto: Gabriel Duarte)
Olha ela aí: torcedor posa ao lado da taça do Mundial de Clubes  (Fotos: Gabriel Duarte)

 

– O de 71 foi muito importante, fui ao Rio, o gol do Dario foi excepcional. Este também foi importante (Libertadores) e importantíssimo será o Mundial. Estou esperançoso, o Galo sempre fica forte nas finais. Apesar de o Bayern ser uma grande equipe, mas o Atlético tem condições.

taça troféu mundial de clubes torcida cruzeiro (Foto: Gabriel Duarte)Teve cruzeirense indo lá para ‘secar’, de perto, o objeto de desejo do rival

E não faltaram provocações dos rivais cruzeirenses. O operador de máquina, Charles Rocha Miranda, 35 anos, foi com a camisa do Bayern (Alemanha), possível adversário do Galo em uma eventual decisão e disse que o Alvinegro não terá chances no Marrocos, local do torneio.

– Não tem jeito para o Galo. Se ele chegar no Bayern, não tem jeito. Vou secar. Vai ser uns seis, sete a zero para o Bayern, vai ser igual o Santos com o Barcelona, em 2011.

O Atlético-MG estreia no Mundial em 18 de dezembro. O adversário sairá do confronto entre Monterrey e o vencedor do confronto entre Raja Casablanca (Marrocos) e Auckland City (Nova Zelândia). A decisão do torneio acontece em 21 de dezembro.

Confira fotos da visitação deste sábado
Neste sábado, a visitação no Boulevard Shopping vai até às 22h. No domingo, vai das 13h às 20h. A turnê começou no dia 20 de outubro em Yokohama, no Japão, sede do último Mundial. Depois da passagem pela capital mineira, a taça irá para Monterrey (México) e Munique (Alemanha).

Torcedores do Galo fazem fila para ver a taça do Mundial (Foto: Gabriel Duarte)Muitos torcedores foram a caráter, com a camisa do Galo, para ver o objeto de desejo de perto