ICFUT – Bom Senso espera um retorno de jogadores do Náutico para confirmar greve

Fonte: lancenet

Movimento ameaça parar Brasileirão por causa da dívida do Timbu com parte do elenco

Flu derrota o Náutico na estreia de Dorival Júnior (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)
Náutico é lanterna do Brasileirão e já está rebaixado (Foto: Cleber Mendes/ LANCE!Press)

O Bom Senso irá esperar o desfecho da conversa entre jogadores e dirigentes do Náutico para definir se entra mesmo em greve ou não nesta sexta-feira, paralisando a Série A do Brasileirão, que tem a penúltima rodada prevista para este fim de semana. Sendo assim, se os jogadores do Náutico decidirem parar, os outros da Série A irão acompanhar.

O movimento irá ser tolerante caso ao menos haja um acordo bem claro entre os pernambucanos para que os débitos com os atletas sejam quitados o mais rápido possível. Como a greve vai depender do papo em Recife, não há um horário estipulado para o prazo final. A definição dependerá de um sinal dos atletas do Timbu.

O Bom Senso tomou as dores dos atletas do time pernambucano depois de ser revelado o descaso dos dirigentes com o pagamento dos jogadores machucados e que não irão continuar no próximo ano. O que mais irritou o movimento foi a postura dos cartolas, que deram de ombros para a situação, dizendo que não iriam pagar tão cedo. O presidente,

O discurso ríspido do presidente do clube, Paulo Wanderley, também foi adicionado à lista de pontos que fizeram o Bom Senso entrar na história. Pela tabela do Brasileirão, o Náutico tem que entrar em campo domingo, no Maracanã, contra o Vasco.

ICFUT – LIGA DOS CAMPEÕES DA EUROPA- UEFA – 2013/2014

 

 

 

Grupo A
Manchester United 11 5 3 2 0 11 3 8 73,3
Shakhtar Donetsk 8 5 2 2 1 7 5 2 53,3
Bayer Leverkusen 7 5 2 1 2 8 10 -2 46,7
Real Sociedad 1 5 0 1 4 1 9 -8 6,7
Grupo B
Real Madrid 13 5 4 1 0 18 5 13 86,7
Juventus 6 5 1 3 1 9 8 1 40,0
Galatasaray 4 5 1 1 3 7 14 -7 26,7
Copenhague 4 5 1 1 3 4 11 -7 26,7
Grupo C
PSG 13 5 4 1 0 15 3 12 86,7
Olympiakos 7 5 2 1 2 7 7 0 46,7
Benfica 7 5 2 1 2 6 7 -1 46,7
Anderlecht 1 5 0 1 4 3 14 -11 6,7
Grupo D
Bayern Munique 15 5 5 0 0 15 2 13 100,0
Manchester City 12 5 4 0 1 15 8 7 80,0
CSKA Moscou 3 5 1 0 4 7 15 -8 20,0
Viktoria Plzeň 0 5 0 0 5 4 16 -12 0,0
Grupo E
Chelsea 9 5 3 0 2 11 3 8 60,0
Basel 8 5 2 2 1 5 4 1 53,3
Schalke 04 7 5 2 1 2 4 6 -2 46,7
Steua Bucareste 3 5 0 3 2 2 9 -7 20,0
Grupo F
Arsenal 12 5 4 0 1 8 3 5 80,0
Borussia Dortmund 9 5 3 0 2 9 5 4 60,0
Napoli 9 5 3 0 2 8 9 -1 60,0
Olympique de Marselha 0 5 0 0 5 4 12 -8 0,0
Grupo G
Atlético de Madrid 13 5 4 1 0 13 3 10 86,7
Zenit 6 5 1 3 1 4 5 -1 40,0
Porto 5 5 1 2 2 4 5 -1 33,3
Áustria Viena 2 5 0 2 3 1 9 -8 13,3
Grupo H
Barcelona 10 5 3 1 1 10 4 6 66,7
Milan 8 5 2 2 1 8 5 3 53,3
Ajax 7 5 2 1 2 5 8 -3 46,7
Celtic 3 5 1 0 4 2 8 -6 20,0
5ª RODADA
26/11 – 15h00 Zenit 1 x 1 Atlético de Madrid
26/11 – 17h45 Basel 1 x 0 Chelsea
26/11 – 17h45 Borussia Dortmund 3 x 1 Napoli
26/11 – 17h45 Celtic 0 x 3 Milan
26/11 – 17h45 Arsenal 2 x 0 Olympique de Marselha
26/11 – 17h45 Ajax 2 x 1 Barcelona
26/11 – 17h45 Steua Bucareste 0 x 0 Schalke 04
26/11 – 17h45 Porto 1 x 1 Áustria Viena
27/11 – 15h00 CSKA Moscou 1 x 3 Bayern Munique
27/11 – 17h45 Bayer Leverkusen 0 x 5 Manchester United
27/11 – 17h45 Anderlecht 2 x 3 Benfica
27/11 – 17h45 Juventus 3 x 1 Copenhague
27/11 – 17h45 Manchester City 4 x 2 Viktoria Plzeň
27/11 – 17h45 Real Madrid 4 x 1 Galatasaray
27/11 – 17h45 Shakhtar Donetsk 4 x 0 Real Sociedad
27/11 – 17h45 PSG 2 x 1 Olympiakos
6ª RODADA
10/12 – 15h45 Manchester United x Shakhtar Donetsk
10/12 – 15h45 Benfica x PSG
10/12 – 15h45 Copenhague x Real Madrid
10/12 – 15h45 Viktoria Plzeň x CSKA Moscou
10/12 – 15h45 Galatasaray x Juventus
10/12 – 15h45 Bayern Munique x Manchester City
10/12 – 15h45 Real Sociedad x Bayer Leverkusen
10/12 – 15h45 Olympiakos x Anderlecht
11/12 – 15h45 Áustria Viena x Zenit
11/12 – 15h45 Schalke 04 x Basel
11/12 – 15h45 Atlético de Madrid x Porto
11/12 – 15h45 Napoli x Arsenal
11/12 – 15h45 Barcelona x Celtic
11/12 – 15h45 Olympique de Marselha x Borussia Dortmund
11/12 – 15h45 Milan x Ajax
11/12 – 15h45 Chelsea x Steua Bucareste

Por Cleber Aguiar – Sem chance de jogar no Majestoso, Ponte escolhe Pacaembu para final

Fonte: Globo.com

Regulamento da Conmebol não permite que estádios com capacidade inferior a 40 mil torcedores receba decisão de campeonato. Macaca, portanto, jogará em São Paulo

Por Heitor Esmeriz e Marcello CarvalhoMogi Mirim, SP

A Ponte Preta já sabe onde mandará a final da Copa Sul-Americana. Sem chances de atuar no Moisés Lucarelli, assim como foi na semifinal contra o São Paulo, a diretoria escolheu o Pacaembu para ser a sua nova casa no torneio continental. O pedido será feito de maneira oficial à Conmebol já nesta quinta-feira. Independente do rival no último jogo (Lanús, da Argentina, e Libertad, do Paraguai, disputam a vaga), a Macaca fará a primeira partida no Brasil, na próxima quarta, dia 4, e a segunda no exterior, dia 11 de dezembro.

Pacaembu (Foto: Marcos Ribolli)Pacaembu receberá a Ponte Preta no dia 4 de dezembro, na primeira final da Copa Sul-Americana (Foto: Marcos Ribolli)

Pelo regulamento da entidade, que controla todos os campeonatos da América do Sul, apenas estádios com capacidade para no mínimo 40 mil espectadores podem receber finais. Neste cenário, sobram dois locais na região de Campinas: Pacaembu e Morumbi. O primeiro, porém, sempre foi a preferência da Macaca – ainda mais pelas polêmicas com o São Paulo na semifinal.

O presidente alvinegro Márcio Della Volpe ainda tentou uma última cartada para atuar no Majestoso, mas não conseguiu convencer os dirigentes da Conmebol que estiveram em Mogi Mirim para acompanhar a classificação da Ponte. No entanto, não teve sucesso. Os cartolas sul-americanos lembraram que, pelo mesmo motivo, o Atlético-MG teve que abrir mão do Independência na decisão da Copa Libertadores deste ano para atuar no Mineirão.

Assim, a Ponte jogará em seu terceiro estádio na campanha da Copa Sul-Americana. Nos três primeiros jogos (Criciúma, Deportivo Pasto e Vélez Sarsfield), o clube conseguiu atuar no Moisés Lucarelli, onde conquistou uma vitória e dois empates. Contra o São Paulo, nesta quarta, a Macaca mandou o jogo no Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, já que o Tricolor pressionou a troca de estádio justamente pela capacidade mínima exigida no regulamento. Agora, a Alvinegra tentará pintar o Pacaembu.

Por Cleber Aguiar – Ponte despacha São Paulo e chega a sua primeira decisão internacional

Fonte: Globo.com

Após vencer o jogo de ida por 3 a 1, Macaca administra vantagem, não dá chances para o Tricolor e aguarda Lanús ou Libertad para disputar o título

A CRÔNICA
por Carlos Augusto Ferrari e Heitor Esmeriz

Ser ou não ser campeã da Copa Sul-Americana, para a Ponte Preta, pelo menos nesta quarta-feira, é assunto para depois. O momento é de festejar um feito histórico. Pela primeira vez em seus 113 anos de história a Macaca chega à final de um torneio internacional. O jogo contra o São Paulo, no estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, se desenrolou como uma mera formalidade. Após vencer a ida por 3 a 1 no Morumbi, quarta passada, o time de Campinas poderia avançar até perdendo por 2 a 0. Fez bem melhor: empatou em 1 a 1 e despachou o Tricolor.

Ponte Preta x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Jogadores da Ponte Preta comemoram a classificação (Foto: Marcos Ribolli)

Agora, a Macaca aguarda o vencedor de Lanús, da Argentina, e Libertad, do Paraguai, que jogam nesta quinta. O time argentino, que atuará em casa, tem a vantagem do empate. E já que fez história e chegou à decisão, por que não sonhar com o título? Seria uma ótima forma de esquecer a péssima campanha no Brasileirão – a Ponte está praticamente rebaixada à Série B.

Ao São Paulo, resta lamentar um ano em que nada deu certo: eliminação na semifinal do Paulista, nas oitavas da Taça Libertadores, a luta contra o rebaixamento no Brasileirão e, agora, a perda da chance de ser bicampeão da Sul-Americana.

Leandro gol Ponte Preta jogo São Paulo Sul Americana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogadores da Ponte festejam gol contra o São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Golpe de Macaca

Como no primeiro jogo, o São Paulo começou dominando, trocando passes e envolvendo a Ponte. A diferença é que, nesta quarta, o gol rápido não saiu. O Tricolor, apesar de ter mais a bola nos pés, não sabia bem o que fazer com ela. Tinha dificuldades para achar espaços na bem posicionada defesa da Macaca. Nem Rogério Ceni parecia em seus melhores dias: numa falta logo no início, a centímetros da linha da grande área, carimbou a barreira.

A equipe de Campinas, por sua vez, se mostrava atenta às brechas deixadas pela equipe tricolor. Não tinha pressa. Vigiava bem o adversário, limpava a sua área das bolas cruzadas. Esperava pelo São Paulo. Esperava por uma bola.

E ela veio aos 42. Felipe Bastos acertou ótimo lançamento para Uendel, que dominou no peito e cruzou rasteiro. Rodrigo Caio bem que tentou: primeiro, cortou o passe do ala pontepretano. Depois, rebatou o chute de Leonardo. Só que a bola voltou para Leonardo, que acertou o alvo: 1 a 0 para a Ponte, 4 a 1 na soma dos dois jogos. A missão são-paulina, que já era difícil, ia se tornando impossível. A Ponte estava cada mais mais perto da inédita final internacional.

Ganso, Ponte Preta x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Ganso foi anulado pela marcação da Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)

Que venha a final

Não restava outra alternativa ao São Paulo no segundo tempo a não ser ir para o abafa. Muricy colocou os atacantes Luis Fabiano e Welliton em campo – saíram Paulo Miranda e Ademilson. Com três centroavantes, o Tricolor ocupou a área da Ponte. No entanto, a bola não chegava. Os responsáveis por levá-la à frente faziam partida sofrível. Ganso estava sumido; Douglas tinha dificuldades até para dominar a bola; Maicon também não foi visto em campo.

O relógio andava rápido, e nada de o time da capital criar alguma coisa. Aí veio o desespero: o time se lançou à frente, deixou espaços na defesa, e a Ponte passou a mandar na partida. Toques rápidos, corretos, os jogadores se encontrando em campo. Faltava à Macaca, porém, maior capricho nas finalizações. Que o diga Baraka, que recebeu livre na área, aos 30, e optou por dar mais um corte em vez de chutar a gol. Perdeu o ângulo, tentou passar a bola e perdeu o lance.

Aos 38, um lampejo tricolor. Após chute desviado, a bola sobrou para Luis Fabiano cabecear e empatar a partida. Era muito pouco para o Tricolor. Gol insuficiente e tarde. O time do Morumbi precisava de mais dois gols para levar para os pênaltis, ou mais três para avançar à decisão. A Ponte não voltaria a vacilar. Agora, que venha a final para a Macaca.

Torcida Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)Torcida da Ponte Preta faz a festa e provoca são-paulinos (Foto: Marcos Ribolli)
Festa da torcida na volta a Campinas tem buzinaço, fogos e provocações

Comemoração entrou pela madrugada, principalmente no entorno do Moisés Lucarelli

Por Fernando PacíficoCampinas, SP

A classificação da Ponte Preta à final da Copa Sul-Americana entrou pela madrugada em Campinas. O retorno dos 11 mil pontepretanos que foram a Mogi Mirim acompanhar o empate, por 1 a 1, diante do São Paulo, teve o sorriso como marca registrada. Com hino da Macaca, buzinaço, carreata, bandeiras, fogos de artifícios e muita provocação ao presidente Juvenal Juvêncio, tido como o principal algoz dos torcedores nas últimas semanas.

No entorno do Moisés Lucarelli, o trânsito precisou ser interrompido por conta do retorno dos 57 ônibus que foram a Mogi. Os comboios passaram a deixar a cidade do jogo dez minutos após o término do confronto, ainda em meio às comemorações. Os ônibus começaram a chegar em Campinas por volta das 1h25. O local foi rapidamente tomado por pontepretanos. O estudante Vitor Machado Bonafé, de 20 anos, tinha o desejo de encontrar Juvenal.

Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Torcedores fazem festa no Majestoso após vaga na final da Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)

– Queria ver a cara do Juvenal e perguntar: ‘cadê as virgens?’. Também gostaria ter perguntado o que mais ele tentou para atrapalhar a Ponte Preta. Hoje é feriado. Amanhã também será feriado e assim continuará até quarta-feira – disse o estudante.

Eufórico também estava o motorista Claudinei Vaz de Lima, de 36 anos. Ele foi à festa acompanhado de toda a família, com esposa e as duas filhas: Ana Júlia, de 9 anos, e Arthur, de 2 anos e 4 meses.

– Se a Ponte não for campeã, largo da minha mulher – disse Vaz em tom de brincadeira, já que a esposa preferiu não aparecer nas fotos da comemoração da Macaca.

Os torcedores estavam esperançosos em recepcionar o Gorilão, que trouxe os jogadores de Mogi Mirim. O ônibus, porém, parou em Alphaville – local em que os atletas da Macaca costumam se concentrar para os jogos. De lá, cada um seguiu para as residências, sem passarem ao Majestoso.

Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Bandeiras fazem parte da comemoração da Ponte nas ruas campineiras (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)
Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Moisés Lucarelli recebe grande público após empate por 1 a 1 em Mogi (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)
Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Faixa ‘Chupa, Juvenal’ é sucesso entre torcedores da Ponte Preta (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)
Torcedores fazem festa no Majestoso após classificação para a final da Copa Sul-americana (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)Torcida chega de ônibus ao Majestoso para continuar festa pela vaga (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)
Estudante comemora vitória da Ponte Preta  (Foto: Fernando Pacífico)Estudante comemora caracterizado de Macaca a vitória da Ponte Preta (Foto: Fernando Pacífico / Globoesporte.com)

Por Cleber Aguiar – Morre Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol

Fonte: O Estado de São Paulo

Ex-jogador do Botafogo e da seleção brasileira tinha 88 anos e estava internado no Rio

O Brasil perdeu nesta quarta-feira a ‘Enciclopédia do Futebol’. O ex-lateral-esquerdo do Botafogo e da seleção brasileira, Nilton Santos, morreu no Rio, aos 88 anos. O ex-jogador sofria de mal de Alzheimer desde 2007 e havia sido internado no último sábado em um hospital da capital fluminense com insuficiência respiratória. Na segunda-feira, Nilton Santos foi diagnosticado com pneumonia.

Nascido no Rio em 16 de maio de 1925, Nilton Santos jogou profissionalmente por dezesseis anos e defendeu um único clube, o Botafogo da estrela solitária. Por causa disso, criticava o hábito de muitos jogadores que comemoram gols beijando a camisa. “Não existe amor. Cada ano beija um símbolo diferente”, costumava dizer sobre as imagens vistas na televisão.

Com a camisa do Botafogo, o jogador conquistou 26 títulos, participou de 729 jogos e marcou 11 gols. “Na minha época, tinha de atacar com cautela, porque se o time tomasse um gol nas minhas costas, o treinador ficava maluco”, explicava. “Quando as pessoas falam que se jogássemos hoje ficaríamos ricos, eu não invejo o dinheiro que eles têm. Eu invejo é a liberdade que eles têm de jogar, de poder marcar e atacar”, afirmou, em entrevista ao Estado em outubro de 2001.

Eleito pela Fifa o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, Nílton Santos fez 75 jogos pela seleção brasileira e marcou cinco gols. Foi reserva na Copa de 1950 e titular nos três Mundiais seguintes, conquistando o bi em 1958 e 1962. Numa época em que os esquemas de jogo eram bem diferentes dos atuais, com apenas três defensores incumbidos de marcar todos os avantes adversários, Nilton Santos criou seu próprio jeito de levar vantagem sobre os adversários, mesmo se estivesse de costas para eles.

Para tanto, usava até mesmo o sol a seu favor. “Eu ia tocando a bola (e observando). Quando a sombra chegava, sabia que era o adversário. Eu passava o pé por cima da bola e voltava”, lembrou em entrevista à TV Globo, em 2004.

Mesmo depois de pendurar as chuteiras, Nilton Santos nunca deixou de frequentar o Maracanã – pelo menos até 2007, quando começou a lutar contra o Alzheimer. “A bola é minha vida. Foi quem me deu tudo. Nunca me traiu, nunca me bateu na canela, sempre me obedeceu”, dizia, demonstrando ainda felicidade por ser apontado como um dos maiores jogadores de todos os tempos. “O bom é as pessoas lembrarem da gente com saudade.” O futebol brasileiro já sente essa saudade.

CURRÍCULO
Ídolo do Botafogo, Nilton Santos começou e encerrou sua carreira no clube carioca. Começou sua trajetória como profissional em 1948 e permaneceu no time até 1964. Também jogou pela seleção brasileira, jogando ao lado de Pelé e Garrincha a Copa de 1950. Sua última atuação pela ‘canarinha’ foi em 1962.

Por Cleber Aguiar – Pacotão do Fla: brilho de Luiz Antonio, apoio a Cadu e peso para Léo Moura

Fonte: Globo.com

Lateral-direito, capitão pela primeira vez em um título, sofre para erguer troféu pesado. Confusões e dois sustos também marcam a conquista da Copa do Brasil

Jogo completo

O grito de gol ficou entalado boa parte do jogo na garganta dos flamenguistas que lotaram o Maracanã na noite de quarta-feira. Mas quando saiu, foi para liberar de vez a emoção de uma torcida que jogou junto e viu o time abrir o placar aos 41 e ampliar aos 49 minutos do segundo tempo. Gols de Elias e Hernane, personagens mais do que essenciais na conquista do time de Jayme de Almeida. O treinador, que assumiu justo após uma partida contra o Atlético-PR, na derrota por 4 a 2 pelo Campeonato Brasileiro, quando Mano Menezes pediu demissão. Desta vez, o Furacão virou brisa e quase não levou perigo ao gol de Felipe.

Na vitória por 2 a 0 , Luiz Antonio foi acima da média. Mesmo antes de chegar ao fim eleito como o melhor em campo e fazer a jogada do gol do Brocador, quase conseguiu adiantar o alívio do Rubro-Negro carioca. Em uma cobrança de falta que lembrou Petkovic, a bola caprichosamente acertou a trave e adiou o início da festa. Entre os destaques, também aparecem a consagração do capitão Léo Moura, que levantou um pesado troféu – precisando de certa ajuda – e a redenção de Carlos Eduardo, que saiu ovacionado pela torcida, apesar da atuação apagada. André Santos e Felipe deram sustos e as confusões dentro de campo marcaram presença, mas nada que chegue perto de manchar o ponto final da trajetória vitoriosa.

Aos 35 anos, o lateral-direito é o que há mais tempo está no Flamengo. Tornou-se uma marca registrada: o time, desde 2006, é formado por Léo Moura e mais dez. E, mesmo depois de ganhar quatro estaduais, uma Copa do Brasil e um Brasileiro, pela primeira vez o camisa 2 pôde sentir o gosto de levantar o troféu em uma conquista. Estreando como capitão rubro-negro em uma decisão, o resultado trouxe a consagração, e Léo teve trabalho para levantar a pesada taça. Primeiro, Paulo Pelaipe, diretor de futebol, ofereceu auxílio, que foi recusado. Depois de respirar fundo e ser empurrado pelos companheiros, enfim, o objeto foi erguido. Como o próprio havia dito na véspera da partida contra o Atlético-PR, mais uma página vitoriosa escrita em sua história no clube, que ainda segue com a disputa da Libertadores em 2014.

O grito de gol ficou entalado boa parte do jogo na garganta dos flamenguistas que lotaram o Maracanã na noite de quarta-feira. Mas quando saiu, foi para liberar de vez a emoção de uma torcida que jogou junto e viu o time abrir o placar aos 41 e ampliar aos 49 minutos do segundo tempo. Gols de Elias e Hernane, personagens mais do que essenciais na conquista do time de Jayme de Almeida. O treinador, que assumiu justo após uma partida contra o Atlético-PR, na derrota por 4 a 2 pelo Campeonato Brasileiro, quando Mano Menezes pediu demissão. Desta vez, o Furacão virou brisa e quase não levou perigo ao gol de Felipe.

Na vitória por 2 a 0 (assista aos melhores momentos no vídeo acima), Luiz Antonio foi acima da média. Mesmo antes de chegar ao fim eleito como o melhor em campo e fazer a jogada do gol do Brocador, quase conseguiu adiantar o alívio do Rubro-Negro carioca. Em uma cobrança de falta que lembrou Petkovic, a bola caprichosamente acertou a trave e adiou o início da festa. Entre os destaques, também aparecem a consagração do capitão Léo Moura, que levantou um pesado troféu – precisando de certa ajuda – e a redenção de Carlos Eduardo, que saiu ovacionado pela torcida, apesar da atuação apagada. André Santos e Felipe deram sustos e as confusões dentro de campo marcaram presença, mas nada que chegue perto de manchar o ponto final da trajetória vitoriosa.

LÉO MOURA ergue taça pesada

Aos 35 anos, o lateral-direito é o que há mais tempo está no Flamengo. Tornou-se uma marca registrada: o time, desde 2006, é formado por Léo Moura e mais dez. E, mesmo depois de ganhar quatro estaduais, uma Copa do Brasil e um Brasileiro, pela primeira vez o camisa 2 pôde sentir o gosto de levantar o troféu em uma conquista. Estreando como capitão rubro-negro em uma decisão, o resultado trouxe a consagração, e Léo teve trabalho para levantar a pesada taça. Primeiro, Paulo Pelaipe, diretor de futebol, ofereceu auxílio, que foi recusado. Depois de respirar fundo e ser empurrado pelos companheiros, enfim, o objeto foi erguido. Como o próprio havia dito na véspera da partida contra o Atlético-PR, mais uma página vitoriosa escrita em sua história no clube, que ainda segue com a disputa da Libertadores em 2014.

Luiz Antonio foi eleito oficialmente, e também pelas atuações do GLOBOESPORTE.COM – recebeu nota 9 -, o melhor em campo na final. Além de ser o maior finalizador do Flamengo na partida – com seis arremates, um terço do total de toda a equipe – e de fazer uma linda jogada no gol de Hernane, o volante ainda esteve perto de ampliar seus feitos na noite de vitória no Maracanã. Aos 41 minutos da etapa inicial, o mais supersticioso dos torcedores certamente se lembrou do histórico gol de Petkovic, no tricampeonato estadual em cima do Vasco, em maio de 2001. Também num dia 27, desta vez de novembro de 2013, Luiz cobrou falta que lembrou a maestria do sérvio mais rubro-negro de todos os tempos. A bola, no entanto, acertou de forma cinematográfica a junção da trave esquerda da meta de Weverton com o travessão. A inauguração do placar estava adiada, e o camisa 15 ainda teria de aguardar para liberar a emoção dentro de campo.

Uma das principais contratações do clube no início da temporada, Carlos Eduardo viveu momentos de amor e ódio com a torcida ao longo de 2013. Muito contestado por suas atuações, porém, teve apoio incondicional de Jayme de Almeida e se firmou como titular na campanha que levou o Flamengo até a final da Copa do Brasil. No jogo decisivo, veio o alívio. Substituído aos 19 minutos do segundo tempo para dar lugar a Diego Silva, o camisa 20 pôde, enfim, deixar o campo com apoio, ao ouvir os gritos de seu nome ecoarem da arquibancada do Maracanã. Homenagem e suporte, apesar da atuação sem destaque: “Carlos Eduardo! Carlos Eduardo! Carlos Eduardo!”

A final passava sem maiores perigos para a meta de Felipe, que sequer havia sido exigido para alguma defesa. Passava. Dois lances em sequência trouxeram sustos para a torcida do Fla na etapa final. Aos 23 minutos, o goleiro saiu de forma esquisita para ficar com a bola em jogada aérea, mas acabou largando-a, quase dando a oportunidade de gol para os rivais. Dois minutos depois, André Santos por pouco não jogou contra o patrimônio. Depois de cruzamento de Marcelo pela esquerda, o lateral-esquerdo chegou para cortar, e certamente levou parte da torcida a colocar as mãos na cabeça. Desta vez, Felipe estava atento, e a bola apenas passou à esquerda do gol.

As chances de gol não foram muitas ao longo da partida, mas o clima de final pôde ser evidenciado pelos momentos de tensão entre os adversários, que soltavam faíscas. Ainda no primeiro tempo, André Santos chegou para dividir uma bola com Juninho, dentro da área no ataque do Flamengo. O goleiro atleticano, Weverton, pagou geral para o lateral-esquerdo rival, e o árbitro Leandro Vuaden apenas apartou, acalmando os ânimos. Já na etapa final, Dellatorre derrubou Samir e acabou acertando-o com a bola na sequência. Com isso, muitos companheiros do jovem zagueiro chegaram para tirar satisfações. Mãos para todos os lados, inclusive no rosto do rival, e cartão amarelo para os dois primeiros envolvidos no lance. As punições aumentaram gradativamente: no último tumulto, depois da comemoração do gol que abriu o placar, Ciro e André Santos bateram boca, trocaram ofensas e acabaram expulsos.

ICFUT – Acidente nas obras do estádio do Corinthians deixa mortos

Fonte: globo

Estrutura caiu sobre arquibancadas na tarde desta quarta-feira (27).
Helicópteros da PM foram encaminhados para socorrer feridos..

Um acidente nas obras do estádio do Corinthians, ocorrido na tarde desta quarta-feira (27), deixou três pessoas mortas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Uma estrutura, que seria um guindaste e estava do lado de fora do estádio, tombou e atingiu parte da estrutura das arquibancadas. Em nota, o Corinthians lamentou o acidente no estádio que vai abrir a Copa do Mundo 2014. A construtora Odebrecht, que lidera o consórcio que faz a obra, informou que ainda vai se pronunciar sobre o acidente.

O acidente mobilizou equipes dos bombeiros, do Samu e da Polícia Militar (PM). Às 13h45, o PM tenente Gonzaga,  que estava na obra, informava que, além dos mortos, havia uma pessoa presa nas ferragens e um helicóptero da corporação aguarda a remoção para fazer o resgate.

Mapa estádio Itaquerão (Foto: Editoria de Arte/G1)

Um caminhão que estava nesta área externa foi atingido e um operário, que ficou preso dentro da cabine, morreu, de acordo com os bombeiros.

A PM chegou a informar, por volta das 13h20, que socorreu duas pessoas feridas com ajuda do helicóptero Águia da PM. Segundo coronel Maria Yamamoto, chefe da comunicação da PM, os dois funcionários se feriram após duas gruas da obra se desprenderem e os atingirem.

O estádio do Corinthians foi o local escolhido pela Fifa para o jogo de abertura da Copa do Mundo no dia 12 de junho de 2014, que será entre a seleção brasileira e um adversário a ser definido no sorteio das chaves do Mundial no dia 6 de dezembro, na Costa do Sauipe (BA).
O acidente
Os bombeiros afirmaram ter sido chamados para atender ocorrência na  Avenida Miguel Ignácio Curi, 900, Itaquera, São Paulo, às 12h54. No horário, operários faziam a colocação de estruturas em um arco na fachada do estádio.

Os operários foram dispensados e deixavam o estádio por volta das 13h45. Adilan Freitas, de 30 anos, que trabalha na obra, relatou que o acidente aconteceu quando um guindaste subia a última peça da cobertura. “Ouvi só o barulho de trincar o painel”, relatou. Ele contou que estava distante, mas que mesmo assim foi possível ouvir o barulho.

Almoço evitou tragédia maior
Operário da obra do estádio do Corinthians José Mário da Silva ,48 anos, afirmou que haveria mais mortes em acidente com guindaste na tarde desta quarta-feira  se a maioria dos funcionários não estivesse em horário de almoço.

Passei embaixo da estrutura para ir almoçar. Se não tivesse sido na hora do almoço muito mais gente poderia ter morrido. Eu poderia não estar vivo"

José Mario da Silva, operário

"Passei embaixo da estrutura para ir almoçar. Se não tivesse sido na hora do almoço muito mais gente poderia ter morrido. Eu poderia não estar vivo. Só ouvi o barulho. Ele colocava a última peça da cobertura, que era a mais pesada", disse Silva que trabalha há quatro anos na obra.

Corinthians lamenta mortes
A assessoria de imprensa do Corinthians confirma a ocorrência do acidente que deixou funcionários que trabalhavam no Itaquerão feridos, mas não soube informar detalhes. "A diretoria do Sport Club Corinthians Paulista vem a público lamentar profundamente o acidente ocorrido há pouco na Arena Corinthians. Não existem outra informações no momento", informou em nota.

Policiais civis do 65º DP, Artur Alvim, foram ao local do acidente pelo fato dele ter ocorrido na área de atuação da delegacia.

Terceiro acidente fatal em estádios da Copa
Este foi o terceiro acidente com mortes em estádios que estão sendo construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. O primeiro foi no Estádio Nacional de Brasília, em junho de 2012, com a morte de um operário de 21 anos que caiu de 30 metros de altura. A segunda foi na Arena da Amazônia, em Manaus, em março deste ano, quando morreu outro trabalhador que caiu de uma altura de cinco metros.

Em abril, outra morte de operário foi registrada nas obras do novo estádio do Palmeiras, que não vai ser usado na Copa do Mundo.

Um caminhão que estava do lado de fora do estádio foi atingido e um operário ficou preso dentro da cabine morreu, de acordo com os bombeiros. Dois feridos foram socorridos pelo helicóptero Águia da PM. (Foto: Reprodução/TV Globo)Um caminhão que estava do lado de fora do estádio foi atingido e um operário ficou preso dentro da cabine morreu, de acordo com os bombeiros. Dois feridos foram socorridos pelo helicóptero Águia da PM. (Foto: Reprodução/TV Globo)