Por Cleber Aguiar – ‘1283’: obra luxuosa e limitada conta a história do Rei Pelé

Fonte: Globo.com

Craque assina cada um dos 1.283 exemplares que começam a ser vendidos em novembro e avisa: ‘Um registro para as futuras gerações’

O que mais ainda falta para ser escrito e mostrado sobre Pelé? Muito. Pelo menos é o que propõe o livro “1283” (o nome é uma referência ao número de gols marcados pelo Rei do Futebol), que promete ser a obra definitiva sobre a carreira do mito do esporte. São 500 páginas com 1283 textos (em português e em inglês) sobre os mais importantes fatos da vida do eterno craque. O livro conta ainda com 500 fotografias.

Trata-se de uma obra luxuosa, limitada, e que tem a chancela do Rei, que autografou cada um dos 1.283 exemplares. O lançamento está previsto para novembro. O valor sugerido ainda não foi divulgado.

Mosaico livro Pelé (Foto: Divulgação / Toriba Editora)

Pelé aprovou o material e até se emocionou ao folhear o livro. Ele afirma que há histórias que ele nem se lembrava mais.

– Ter um registro como esse é realmente um presente. O que me gratifica muito é que realmente aqui está tudo registrado. Até algumas coisas que eu nem me lembrava – disse, em entrevista ao Globo Esporte.

De acordo com Pedro Sirotksy, um dos donos da editora que está lançando a obra, o tratamento luxuoso dado ao livro se justifica.

– Não poderíamos deixar de ter a imagem do Pelé, com seus 1.283 gols, e de sua vida como uma obra de arte – afirma.

O Rei brinca falando sobre a importância da obra. Ele abandonou o futebol definitivamente em 1977 (depois de duas temporadas pelo New York Cosmos, dos Estados Unidos) e diz que a obra vai servir para provar tudo o que se fala sobre ele.

– É um registro que vai ficar para as futuras gerações . Tem muitas coisas que falamos e o pessoal esquece. Mas se estiver registrado, ninguém vai esquecer (risos).

Por Cleber Aguiar – Pato e Lucas decepcionam, mas Brasil vence a Zâmbia

Fonte: O Estado de São Paulo

No estádio Ninho de Pássaro, seleção brasileira derrotou os africanos por 2 a 0
Demétrio Vecchioli – Agência Estado

SÃO PAULO – Felipão deu chance a sete reservas, mas não deve ter se empolgado com o que viu nesta terça-feira, no Ninho de Pássaro, em Pequim (China). Lucas e Alexandre Pato foram figuras nulas em campo, enquanto Diego Cavalieri, Lucas Leiva e Dedé tiveram pouco trabalho na vitória por 2 a 0 do Brasil sobre a Zâmbia. O zagueiro deixou a marca dele, mas o grande nome do jogo foi mais uma vez Neymar, exatamente quem não precisava provar nada a Scolari. Depois de um primeiro tempo fraco, a equipe só melhorou com as entradas de Oscar, Jô e Hulk. Bernard, já nos minutos finais, também honrou a oportunidade.

Oscar marcou o primeiro gol do Brasil - Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão
Oscar marcou o primeiro gol do Brasil

A seleção brasileira ainda faz três amistosos antes da convocação para a Copa do Mundo. Em novembro, joga dia 16 em Miami (EUA) e dia 19 em Toronto (Canadá). Os adversários desses jogos inicialmente serão Honduras e Rússia, mas as duas equipes antes precisam confirmar a vaga na Copa, o que são favoritas a fazer ainda nesta terça. Caso tenham que jogar a repescagem, nas mesmas datas, precisarão ser substituídas nos amistosos. Depois, em março do ano que vem, em Johannesburgo, o Brasil pega a África do Sul.

O JOGO – Pelos primeiros minutos de bola rolando na Zâmbia a impressão era de que a seleção repetiria a boa atuação que teve contra a Austrália, quando os reservas aproveitaram a chance que tiveram e golearam por 6 a 0, em setembro, em Brasília. Logo com 2 minutos, Neymar sofreu a primeira falta. Ele mesmo cobrou no ângulo, o goleiro foi com a mão mole e a bola acertou o travessão.

Na segunda boa oportunidade, Pato foi travado, Daniel Alves pegou o rebote e chutou por cima. O corintiano voltou a ter chance numa reposição errada de Mweene. Pato tentou de cobertura, mas mandou para longe. Pior faria Ramires, que recebeu cara a cara com o goleiro, depois de boa tabela com Neymar, mas pegou torto na bola, para fora.

A seleção, porém, sentia falta de duas peças: um armador (Ramires e Paulinho se revezavam, sem o mesmo talento de Oscar) e um atacante pela direita (Lucas, mesmo voluntarioso, agregava pouco). Neymar jogava sozinho e, aos 43 minutos, obrigou o goleiro de Zâmbia a trabalhar, num chute de longe. Felipão reconheceu a atuação ruim e mudou o ataque no intervalo. Saíram Ramires, Lucas e Alexandre Pato para as entradas de Oscar, Hulk e Jô. Quem precisava mostrar serviço não mostrou.

Com a nova formação, o Brasil voltou a jogar futebol eficiente. Teve chance em falta de David Luiz e em chute colocado de Daniel Alves, mas nas duas Mweene pegou. O goleiro só não teve o que fazer quando Oscar chutou de longe, a bola desviou no marcador e encobriu Mweene para abrir o placar.   O gol motivou a seleção, que manteve a pressão. Oscar acertou a trave aos 14. No minuto seguinte, Paulinho arriscou de longe e assustou Mweene. Mas o segundo gol veio da cabeça de Dedé. Aos 20, após cobrança de falta de Neymar na área, o zagueiro subiu sozinho para marcar pela primeira vez com a camisa do Brasil. Quando o jogo voltou a esfriar, Bernard entrou com sua “alegria nas pernas” e passou a infernizar a zaga africana. Foi o ex-atleticano, que parece garantido na Copa, que criou boa chance para Oscar, mas o meia mandou em cima de Mweene.

BRASIL 2 X 0 ZÂMBIA

BRASIL – Diego Cavalieri; Daniel Alves, Dedé, David Luiz (Henrique) e Maxwell; Lucas Leiva e Paulinho (Hernanes), Ramires (Oscar); Lucas (Hulk), Neymar (Bernard) e Alexandre Pato (Jô). Técnico – Luiz Felipe Scolari.

ZÂMBIA – Kennedy Mweene; Chongo Kabaso (Chisenga), Bronson Chama, Himoonde e Mbola; Mtonga, Lungu (Musakanya), Tembo (Chivuta), Mayuka (Chamanga) e Katongo (Musonda); Jacob Mulenga (Kola). Técnico – Patrice Beaumelle.

GOLS – Oscar, aos 13, e Dedé, aos 20 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Fan Qi (China).

CARTÃO AMARELO – Não houve.

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

ESTÁDIO – Ninho do Pássaro, em Pequim (China).