ICFUT–BRASILEIRÃO SÉRIE A: Jogos da 27ª rodada e links ao vivo

27ª RODADA

09/10 – 19h30

Grêmio-RS

x

Criciúma-SC

09/10 – 19h30

Coritiba-PR

x

Santos-SP

09/10 – 21h00

Ponte Preta-SP

x

Atlético-MG

09/10 – 21h00

Bahia-BA

x

Vitória-BA

09/10 – 21h00

Vasco da Gama-RJ

x

Fluminense-RJ

09/10 – 21h50

Corinthians-SP

x

Atlético-PR

09/10 – 21h50

Náutico-PE

x

Botafogo-RJ

09/10 – 21h50

Cruzeiro-MG

x

São Paulo-SP

10/10 – 19h30

Portuguesa-SP

x

Goiás-GO

10/10 – 21h00

Flamengo-RJ

x

Internacional-RS

LLinks ao vivo

ICFUT–HISTÓRIA: OS 10 MELHORES TIMES DA DÉCADA DE 80

Fonte: futirinhas

Via DiBico

brasil-de-82

Dando continuidade à série “melhores da década”, trouxemos agora os esquadrões dos anos 1980, década de ouro para o futebol brasileiro, que teve verdadeiras máquinas e grandes craques e gênios do futebol.

Assim como na década de 1990, tivemos mata-mata e emocionantes decisões, confira abaixo os protagonistas:

 

Flamengo 1980 – 1983

Time: Raul; Leandro, Marinho (Figueiredo), Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Técnicos: Cláudio Coutinho (1980-1981) e Paulo César Carpegiani (1981-1983).

Em 1980, a primeira conquista desse super time, o Brasileirão, numa final contra o Atlético Mineiro que é considerada por muitos como a melhor decisão de campeonato brasileiro de todos os tempos.

Na primeira partida deu 1×0 Galo, gol de Reinaldo. Na segunda, Nunes abriu o placar aos 7 minutos, Reinaldo empatou no minuto seguinte e Zico fez 2×1 ainda na primeira etapa, aos 44. No segundo tempo, Reinaldo empata mais uma vez, aos 66. o título rubronegro veio com o gol de Nunes aos 37 da etapa final.

Em 1981, a glória bateria de vez às portas da Gávea. Na Libertadores, após a confusa partida contra o Atlético Mineiro em Goiânia, o Fla avançou de fase e passou por Deportivo Cali e Jorge Wilstermann antes de enfrentar o Cobreloa na final. Foram três partidas, a primeira vencida pelo Fla, no Maracanã, a segunda pelos chilenos em Santiago, e a terceira em campo neutro, em Montevidéu, vencida pelo rubronegro, pelo placar de 2×0.

Antes do Mundial, o Flamengo ainda decidiu o Estadual contra o Botafogo, e aplicou um sonoro 6×0, devolvendo a goleada de 1972. Em Tóquio, atropelo rubronegro, 3×0 ainda no primeiro tempo contra o Liverpool de Dalglish. Fla campeão mundial!

Em 1982 e 193 vieram o bi e tricampeonatos brasileiros, em cima de Grêmio e Santos. Três anos inigualáveis na história do Flamengo.

 

Atlético Mineiro 1980 – 1983

Time: João Leite; Orlando (Alves / Nelinho), Osmar, Luisinho e Jorge Valença; Geraldo (Chicão / Heleno), Toninho Cerezo e Palhinha; Pedrinho (Renato Queiróz), Reinaldo e Éder. Técnicos: Barbatana (1982), Procópio Cardoso (1978-1981), Carlos Alberto Silva (1981-1982) e Mussula (1983).

Em 1980, o Atlético despontou como o grande favorito ao título nacional, após bela campanha na primeira fase e depois de eliminar o poderoso Inter nas semifinais, o Galo teria pela frente o excelente Flamengo de Zico.

Esse duelo proporcionou a que foi considerada por muitos como melhor final de Brasileiro de todos os tempos. Para os atleticanos, o resultado foi uma pena. Após vitória por 1×0 no Gigante da Pampulha, gol de Reinaldo, o Galo enfrentaria o Fla no Maracanã. E a segunda partida foi marcada pela lambança de José de Assis Aragão, que expulsou erroneamente o craque Reinaldo, que havia marcado duas vezes (o Fla abriu o placar com Nunes aos 7min, Reinaldo empatou aos 8, Zico fez 2×1, e o Rei tornou a empatar aos 66min. Detalhe: Reinaldo que jogou com distensão durante o segundo tempo. Aragão ainda expulsou Chicão e Palhinha.

No ano seguinte, mais lambanças, José Roberto Wright expulsou cinco jogadores do Atlético na partida que definiria o classificado para a segunda fase da Libertadores. O jogo foi encerrado aos 37 minutos do primeiro tempo e o Flamengo foi definido como vencedor.

Em 1982 e 1983 o Atlético manteve a hegemonia no Estado, chegando ao Hexacampeonato. Nestes dois anos o Galo foi mostrar seu futebol em terras europeias, reforçando ainda mais a paixão do velho continente pelo nosso futebol, que encantou o mundo na Copa de 1982. Nessas andanças, o Atlético conquistou o Torneio de Paris, Torneio de Bilbao e o Torneio de Berna.

Grêmio 1981-1983

Time: Mazarópi (Leão); Paulo Roberto, Baidek (Newmar), De León e Casemiro (Paulo César Magalhães); China, Osvaldo (Paulo Isidoro) e Tita (Vilson Taddei / Renato Sá); Renato (Odair), Tarciso e Caio (Baltazar). Técnico: Ênio Andrade (1981-1982) e Valdir Espinoza (1983)

Um time inesquecível na cabeça do torcedor gremista, marcado por conquistas épicas. A primeira delas foi o Brasileiro de 1981 em cima do São Paulo, quando o tricolor gaúcho chegou pela primeira vez a uma decisão nacional. Na primeira partida, no Olímpico, 2×1 de virada com dois côcos de Paulo Isidoro. Na volta, 1×0, tento de Baltazar.

Em 1982, eliminação ainda na primeira fase da Libertadores e finalista do Brasileirão, mas o excelente time do Flamengo adiou o sonho do bicampeonato tricolor.

Em 1983, a glória eterna, a Libertadores da América. Com a eliminação do Flamengo na fase de grupos (à época somente o líder do grupo se classificava), a guerra em La Plata no quadrangular que definia o finalista, e a sensacional decisão conquistada a suor e sangue, diante do temido Peñarol, então campeão da Libertadores e do Mundial. A partida que decidiu o título foi no estádio Olímpico, com mais de 80 mil pessoas e no dia do aniversário de 80 anos do clube, o Grêmio venceu por 2×1 e Hugo De León levantou a taça mais bonita do mundo.

A glória tricolor não para por aí. No final do ano, o Grêmio enfrentaria o Hamburgo no Mundial, jogo que consagrou Renato Portaluppi, o maior ídolo da história do clube. Renato marcou dois golaços que deram o título ao Grêmio, que abriu o marcador aos 38 do primeiro tempo, sofreu o empate aos 41 do segundo, e desempatou aos 3 minutos da prorrogação. Festa tricolor, terceiro clube brasileiro a conquistar o mundo.

Corinthians 1982-1984

Time: Leão (Solito); Alfinete, Mauro, Juninho (Daniel González) e Wladimir; Biro-Biro, Paulinho (Eduardo), Sócrates e Zenon; Ataliba e Casagrande. Técnico: Mário Travaglini.

Um dos movimentos mais bonitos da história do futebol foi protagonizado por esses jogadores, liderados por Doutor Sócrates. Essa foi a Democracia Corinthiana. Em um período de transição da ditadura para a democracia, e após tantos anos de autoritarismo, o futebol, que fora usado para o mal, teria agora essa bela página. Os jogadores e funcionários participavam da gestão do clube, e tinham peso nas opiniões e votos, coisa que antes era exclusiva de cartolas, que em muitas vezes nada sabem de bola.

Em 1982 o Paulista se iniciou com o favoritismo do São Paulo, que foi justamente o finalista do campeonato que seria vencido pelo Timão. Na primeira partida, 1×0, guardado pelo Doutor, e na volta, 3×1, tentos de Biro-Biro (2) e Casagrande. Encerrava-se com chave de ouro, a belíssima campanha do Corinthians, que venceu 28 das 40 partidas e marcou 72 gols.

Em 1983, mais uma vez o tricolor no caminho do Timão, ou seria o contrário? Na ida, Sócrates marcou o único gol do jogo. Na segunda partida, mais uma vez o Doutor abriu o placar, o São Paulo empatou, mas a igualdade era corinthiana. Timão bicampeão paulista, com 24 vitórias em 48 jogos, 7 derrotas e 68 gols marcados.

Esses dois títulos coroaram esse belo período da história do futebol brasileiro, que foi a “Democracia Corinthiana”, além do belíssimo futebol apresentado pela equipe, sem contar a genialidade do Doutor.

Fluminense 1983-1985

Time: Paulo Vítor; Aldo (Getúlio), Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei (Leomir) e Romerito; Assis, Washington e Tato (Paulinho). Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Tricampeão carioca (193-1985) e Campeão Brasileiro de 1984, esses são os títulos desse Fluminense, que encerrou o domínio rubronegro no Rio e no Brasil, já que o Flamengo havia conquistado os estaduais anteriores e três dos últimos quatro Brasileiros.

Com uma boa equipe formada e ainda o reforço do meia paraguaio Romerito, o Flu entrou de vez na briga pelo título nacional. Após a classificação na primeira fase, jogo duro contra o Coxa em Curitiba, 2×2, e uma chuva de gols na volta, no Maracanã, 5×0 tricolor.

Nas semi, adversário complicadíssimo, o Corinthians de Sócrates, mas o Flu soube dominar o Timão e venceu no Morumbi por 2×0, gols de Assis e Tato. Na segunda partida, 0×0 e tricolor na final.

A final não poderia ser melhor. Clássico carioca contra o Vasco da Gama, que tinha o artilheiro Roberto Dinamite. E mais uma vez o Fluminense venceu a primeira partida, 1×0 e gol do título, marcado pelo craque do time, Romerito. Segunda partida, empate sem gols e o Flu levantaria, muito merecidamente, a taça de campeão brasileiro de 1984.

Coritiba 1985

Time: Rafael, André, Gomes, Heraldo e Dida; Almir (Vavá), Marildo (Marco Aurélio) e Tóbi; Lela, Índio e Édson. Técnico: Ênio Andrade

O título mais importante da história do Coxa saiu desse timaço no ano de 1985, numa final de campeonato brasileiro, contra o Bangu, nos penaltis, e com o Maracanã lotado.

Mas antes, as semi-finais, parada duríssima contra o Galo de João Leite, Luisinho, Paulo Isidoro e Reinaldo. Após 1×0 no Couto Pereira, o jogo no Mineirão seria complicadíssimo, já que o Atlético viria para cima com todo seu poderio ofensivo.

Mas não contavam com Rafael, o goleiro alviverde pegou tudo, segurou o 0×0 em Belo Horizonte e levou o Coxa às finais.

A decisão seria em partida única, no Maracanã, que recebeu um público de pouco mais de 90 mil pessoas. O marcador foi inaugurado aos 25min, com Índio, de falta. 10 minutos mais tarde, Lulinha igualaria para os donos da casa. Com 1×1 durante o tempo normal e na prorrogação, com destaque, mais uma vez, para o goleiro Rafael, a decisão foi para os penaltis.

Após um 5×5 sem erros, o jogador Ado, do Bangu, bateu pra fora, e Gomes conferiu para o Coritiba, campeão brasileiro de 1985.

São Paulo 1986

Time: Gilmar; Zé Teodoro (Fonseca), Oscar (Wágner Basílio / Adílson), Darío Pereyra e Nelsinho; Márcio Araújo (Falcão / Bernardo), Silas e Pita; Müller, Careca (Lê) e Sidney. Técnicos: Cilinho e Pepe.

Com um jovem trio formado nas categorias de base, o tricolor paulista foi arrasador e conquistou três títulos em três anos, os estaduais de 1985 e 1987 e o Brasileirão de 1986. E o referido trio era formado por Silas, Muller e Sidney, que ainda contavam com a ajuda de Gilmar, Darío Pereyra, Careca e até Falcão, o Rei de Roma.

Nas fases finais do Brasileirão, o São Paulo teve a forte Inter de Limeira pela frente (que havia sido campeã estadual em 86) nas oitavas, o Fluminense nas quartas e o América-RJ nas semi.

A decisão seria paulista, contra o Guarani, do atacante Evair. O artilheiro do time de Campinas deixou sua marca na partida de ida, 1×1 no Morumbi. Careca, que estava assombrado nas fases finais do campeonato, empatou para o São Paulo. E a taça seria entregue no Brinco de Ouro, numa das decisões mais emocionantes da história do Brasileirão.

Logo aos 2min, Nelsinho, contra, abre o placar para o Bugre, 7min mais tarde Bernardo empatou para o tricolor. O 1×1 levou o jogo para as prorrogações e logo no primeiro minuto da prorrogação, Pita fez 2×1, Boiadeiro igualou aos 7 e João Paulo virou para o Guarani aos 2min do segundo tempo da prorrogação. Assim, o título se encaminhava para Campinas e a torcida estava em festa, até que, após paralisações e vários acréscimos, aos 23min do segundo tempo (8min após o tempo normal da prorrogação), Careca deu uma chinelada de primeira no ângulo do goleiro Sérgio Neri.

Penaltis para decidir o campeão brasileiro de 1986, e deu São Paulo, após a cobrança de Wagner Basílio, o São Paulo fez 4×3 e o Brasil seria tricolor em branco, vermelho e preto pela segunda vez.

Guarani 1986

Em pé: Sérgio Nery, Marco Antonio, Ricardo Rocha, Fernando, Tosin e Zé Mario;
Agachados: Chiquinho Carioca, Tite, Evair, Marco Antonio Boiadeiro e João Paulo.

Na 1ª fase do campeonato, o Guarani se classificou em segundo lugar, eliminando equipes como Santos, Cruzeiro e Vasco. A 2ª fase seria novamente dividida em grupos, afunilando o campeonato, com equipes mais qualificadas.

O Guarani liderou sua chave, que ainda tinha Flamengo, Fluminense, Grêmio, Goiás, Santa Cruz, Atlético GO, Vitória e Central PE.

No mata mata 0 Guarani passeou contra o Vasco, com duas vitórias, 3×0 e 2×0. Contra o Bahia a parada foi mais apertada 2×2 e 1×0. Nas semi, mais difícil ainda, o Galo de Nelinho e Paulo Isidoro, mas o Guarani passou com um empate por 0×0 no Mineirão e uma vitória por 2×1 no Brinco de Ouro.

Nas finais contra o tricolor paulista, tivemos uma das mais emocionantes decisões de Brasileiro, como já relatamos acima, no tópico do São Paulo. Careca, que havia dado o título ao Guarani em 1978, empatou a partida nos acréscimos da prorrogação e levou a decisão para os penaltis, vencida pelo São Paulo.

Vasco 1987-1989

Time: Acácio; Paulo Roberto (Luís Carlos Winck), Donato (Marco Aurélio), Fernando (Quiñonez) e Mazinho; Dunga (Zé do Carmo), Geovani (Boiadeiro) e Tita (Henrique / Willian); Mauricinho (Vivinho / Bebeto), Roberto Dinamite (Bismarck) e Romário (Sorato). Técnicos: Sebastião Lazaroni (1987 e 1988) e Nelsinho Rosa (1989).

Bom, um time que teve um ataque com Romário e Roberto Dinamite dispensa maiores explicações, mas esse Vasco tem história demais e merece um relato de suas conquistas.

Em 1987, o cruzmaltino venceu o estadual em cima do Flamengo. Com destaque para os artilheiros da competição, Romário (16), Dinamite (15) e Tita (12). Feito que seria repetido na temporada seguinte. Em 1988, mais uma vez final contra o rubronegro, e vice-artilharia do Baixinho, com 16 gols.

No ano da maior conquista desse time (1989), a equipe já não contava mais com o baixinho, que fora vendido ao PSV da Holanda, e com Dinamite, que foi para a Portuguesa. No entanto, chegou Bebeto e o Vasco ainda tinha o goleirão Acácio, além dos excelentes Luis Carlos Winck, Mazinho, Bismarck e Sorato.

Após duas fases, e 18 jogos, o Vasco liderou sua chave e faria a final contra o São Paulo de Ricardo Rocha, Bobô e Raí. Por ter feito melhor campanha, o cruzmaltino tinha a vantagem dos empates e ainda poderia escolher onde jogaria a primeira partida, tendo escolhido o Morumbi (nesse campeonato o Vasco tinha um excelente retrospecto jogando fora de casa), e caso vencesse essa partida não teria necessidade do jogo da volta.

Sorato abraçou essa vantagem, de cabeça guardou no fundo das redes o gol do título vascaíno. É bom lembrar também de Acácio, que abraçou todas as bolas nessa final e quase todas no campeonato. O goleiro foi decisivo e colocou seu nome na história do clube.

Nesse período o Vasco ainda foi tricampeão do Torneio Ramon de Carranza (1987, 1988 e 1989), disputados na Espanha e a Copa Ouro, disputada nos EUA.

Bahia 1988

Time: Ronaldo (Sidmar); Zanata (Tarantini), João Marcelo, Pereira (Claudir / Newmar) e Paulo Róbson (Edinho); Paulo Rodrigues (Osmar), Gil, Zé Carlos e Bobô; Charles (Renato) e Marquinhos (Sandro). Técnico: Evaristo de Macedo.

Dominando o estado, o Bahia conquistara seu terceiro título regional consecutivo, e planejava vôos mais altos, como o Campeonato Brasileiro. Com uma base de dois anos e um bom time, a diretoria contratou Evaristo de Macedo, com a missão de levar o Baêa à glória nacional.

Durante a campanha apareceria, meio que por acaso, um dos grandes responsáveis pelo título tricolor, o jovem atacante Charles. O titular, Renato, vinha sofrendo pesadas críticas da torcida e foi sacado do time. Quem assumiu a posição foi justamente Charles, que se destacou após a vitória por 2×0 contra o Corinthians na Fonte Nova, quando marcou um golaço, que sacramentou a vitória do Bahia.

Nos playoffs do Brasileirão, o tricolor enfrentou o Sport, e foram dois empates, mas o Bahia avançou por ter feito melhor campanha na primeira fase. Nas semi, o Fluminense foi o adversário, empate por 0×0 no Rio e virada pra cima do Flu na Fonte Nova tomada por 110 mil pessoas, 2×1 e Bahia na decisão.

Nas finais, o fortíssimo Internacional. O jogo de ida foi na Fonte Nova, num show de Bobô, que marcou dois e fez o vira vira pra cima do Inter, que havia marcado primeiro, 2×1 e a inversão da vantagem do empate, que antes era do colorado. Na volta, o Bahia segurou o empate e conquistou o tão sonhado título nacional.

ICFUT – Fifa ignora código do consumidor e cobrará taxa por desistência de ingresso

Fonte: uol

Torcedores fazem fila para retirar ingresso da Copa das Confederações no Rio de Janeiro

Torcedores fazem fila para retirar ingresso da Copa das Confederações no Rio de Janeiro

Torcedores que já registraram seu pedido de ingresso da Copa do Mundo no site da Fifa (Federação Internacional de Futebol) têm até esta quinta-feira para pensar mais uma vez se pretendem mesmo usar todas as entradas já solicitadas. Isso porque, a partir de sexta-feira, quem desistir dos bilhetes encomendados à entidade máxima do futebol terá de pagar uma multa pela decisão.

Contrariando o CDC (Código de Defesa do Consumidor), a Fifa não dará um prazo de sete dias para que torcedores reavaliem sua compra de ingressos feita pela internet após a confirmação da transação. Baseada na Lei Geral da Copa, a entidade cobrará entre 10% e 30% do valor dos ingressos solicitados de quem desistiu dos bilhetes após o encerramento da primeira fase de vendas, que acaba nesta quinta-feira.

A desistência total ou parcial dos pedidos de ingressos ainda pode ser feita no mesmo site da venda dos bilhetes (www.fifa.com/ingressos). Quando a Fifa fechar a primeira etapa de vendas dos tíquetes, o pedido ficará inalterável e só poderá ser cancelado com pagamento da taxa de desistência.

A entidade já recebeu 4,5 milhões de pedidos de bilhetes para o Mundial, segundo balanço divulgado na semana passada. Cerca de 77% das solicitações são de brasileiros.

De acordo com o regulamento da venda de ingressos da Copa, a multa pela desistência varia conforme a data e o motivo. Um torcedor que pediu um ingresso, teve sua solicitação confirmada e informou à Fifa que não pretende mais usá-lo até quatro dias após a notificação da entidade pagará uma multa de 10% pela desistência. Caso o torcedor tenha informado um cartão de crédito para débito do valor dos ingressos, por exemplo, a Fifa fará o estorno de só 90% do valor.

Se o torcedor avisar a Fifa após quatro dias da confirmação da compra, a multa passa a ser de 20%. Pagarão 30% os que informaram ter direito a desconto no preço do ingresso (estudantes, beneficiados do Bolsa Família e idosos) e, mesmo tendo o pedido aprovado, cancelarem a compra (confira a tabela).

CONFIRA COMO SERÁ A COBRANÇA DA TAXA DE CANCELAMENTO

Momento do cancelamento Multa
Torcedor que cancelar pedido de ingresso até quinta-feira Não há multa
Torcedor que desistir do ingresso a partir de sexta-feira, mas em até quatro dias após aprovação do pedido 10% do valor do pedido
Torcedor que desistir do ingresso cinco dias após aprovação do pedido, mas pelo menos dois dias antes da partida 20% do valor do pedido
Torcedor que informar ter direito a desconto (estudantes, por exemplo) e desistir do ingresso pelo menos dois dias antes da partida 30% do valor do pedido
Torcedor que desistir do ingresso a menos de dois dias da partida 100% do valor do pedido
Torcedor que decidir colocar à venda o ingresso que comprou por meio do sistema de revenda da Fifa* 10% do valor do pedido
  • *Pedido de revenda deve ser feito até três dias antes da partida. Não há garantia de revenda

Segundo a Fifa, a cobrança das taxas de cancelamento foi imposta justamente para evitar que torcedores solicitem um grande número de ingressos mesmo sem estarem realmente interessados nas entradas. A entidade informou também que, apesar das regras da cobrança contrariarem o CDC, elas foram estabelecidas em um acordo com o Procon pensando na proteção ao consumidor.

"Fifa e Procon acertaram que a taxa de 10% seria cobrada em casos de desistências até 48 horas após a compra. A Fifa, por conta própria, estendeu o prazo a até 96 horas após a compra", complementou a entidade, em nota. "O Procon também concordou que quando consumidores propositadamente agem de má-fé [informam ter direito a desconto, mas não têm] não merecem qualquer proteção."

Entidades de defesa do consumidor, entretanto, consideram as cobranças abusivas. "É inaceitável que qualquer evento justifique o descumprimento de direitos constitucionais, viole conquistas sociais e afronte as leis vigentes", disse o advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Flavio Siqueira Junior. "Isso extrapola a lógica de preservação da boa-fé nas relações de consumo."

A coordenadora institucional da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), Maria Inês Dolci, também considera as cobranças abusivas. Disse que elas são um retrocesso para os direitos do consumidor, mas fez uma ressalva: a cobrança é legal. "A Lei Geral da Copa autoriza a Fifa a cobrar pela desistência", explicou. "Sabemos que isso é um retrocesso, mas a Fifa está dentro da lei."

O UOL Esporte procurou o Ministério da Justiça na quarta-feira. O órgão é o responsável pela supervisão do trabalho do Procon no país e ajudou na elaboração da Lei Geral da Copa, apresentada ao Congresso Nacional pelo próprio governo. Até o momento, o órgão não havia se pronunciado sobre as taxas de desistência dos ingressos nem sobre a Lei Geral da Copa, que autorizou a cobrança.

Como comprar?

Torcedores que ainda pretendem comprar ingressos, mesmo sabendo das taxas, devem registrar seu pedido até esta quinta-feira. Nesta semana, termina a primeira fase de venda dos bilhetes para jogos do Mundial.

Na primeira fase de venda de ingressos, é possível solicitar entradas para todas as categorias (1 a 4) até a próxima quinta (dia 10). No www.fifa.com/ingressos, o usuário encontra os lugares disponíveis dentro do estádio e uma tabela de preços, que variam de R$ 30 a R$ 1.980 para ingressos individuais, e de R$ 594 a R$ 6.700 para pacotes com até sete entradas para assistir a jogos de diferentes rodadas.

E quem quiser ver a abertura da Copa, vai ter que pagar bem mais caro pelas entradas. O ingresso para a partida, que vale pela primeira fase da competição, custa mais que o dobro do que o dos outros jogos da mesma etapa. Na categoria um 1 (melhores lugares), o preço chega a R$ 990 contra R$ 350 de um ingresso para qualquer outro jogo desta fase.

Garantir um lugar na final também não sai barato. Uma entrada na categoria 4, que é mais em conta, não fica por menos que R$ 330.

Também dá para comprar ingressos por carnês (CISEL ou CISE). São pacotes de ingressos para assistir a todos os jogos de uma seleção específica ou às partidas em um único estádio. Mas, antes de escolher essa opção, vale fazer as contas. O carnê para acompanhar os jogos de uma seleção fica mais caro que os ingressos individuais – um CISEL-3 na categoria 1, que dá direito a três ingressos para a fase de grupos custa R$ 1.156, enquanto comprar três ingressos sairia por R$ 1.050.

Como sede do evento, o Brasil ganha algumas regalias. Uma delas é o ingresso exclusivo para quem reside no país por um preço mais acessível. As primeiras 300 mil entradas da categoria 4 serão sorteados prioritariamente entre idosos, estudantes e beneficiários da Bolsa Família. O restante irá para o sorteio do público em geral.

De acordo com a FIFA, a Copa de 2014 terá mais de um milhão de ingressos adquiríveis. Eles serão vendidos em três fases, que têm períodos de venda por solicitação e sorteio ou por ordem de encomenda*. Fique atento às datas:

Primeira fase

Dia 20/08 ao dia 10/10 (por sorteio)

Dia 05/11 ao dia 28/11 (por ordem de encomenda).

Segunda fase

Dia 08/12 ao dia 30/01 (sorteio).

Dia 26/02 ao dia 01/04 (por ordem de encomenda).

Terceira fase (última hora)

Começa no 15/04 e se estende até o final do torneio, no dia 13/07. Neste caso, os ingressos estarão disponíveis no site e em pontos de vendas nas cidades-sede.

*Ingresso que não foram vendidos na fase do sorteio. As solicitações válidas serão processadas de acordo com a ordem de recebimento, dependendo da disponibilidade.

ICFUT – Conheça a camisa que o Brasil usará na Copa do Mundo de 2014

Fonte: globo

Há poucas mudanças na nova amarelinha, principalmente com uma gola retrô verde, combinando com o detalhe na manga (agora mais fino). Podemos ver também os novos desenhos dos buracos de laser da Nike para dar ventilação nas laterais, em V.

Na parte de dentro, perto da gola, há uma versão diferente do canarinho, que já vem fazendo parte da camisa da Seleção há alguns anos. Com vocês, a nova amarelinha, que será apresentada oficialmente só em novembro:

Nova camisa do Brasil para a Copa de 2014

Nova camisa do Brasil para a Copa de 2014