Por Cezar Alvarenga – Cambista mineiro tem até plano sócio-torcedor, melhor que muita equipe brasileira.

Fonte: UOL Esportes

Julio César dos Santos mostra os ingressos na sede da empresa que tem em sua casa

“Não vendemos ingresso, vendemos comodidade”.  A frase impressa no cartão de visitas expressa bem o lema da Nego Gato Entreterimentos (sic). Basta um telefonema e você não precisa dormir na fila do Mineirão para garantir lugar na final da Copa Libertadores, pode parcelar a compra no cartão de crédito e ainda recebe o valioso ingresso no conforto da sua casa.

Não se trata de uma concorrente da Ticketmaster ou Ingresso Fácil. A empresa pertence ao cambista mais famoso de Belo Horizonte que acumula seis prisões – uma delas por formação de quadrilha -, passeia de Hyundai Tucson e frequenta as melhores baladas da capital mineira.

Entre idas e vindas da cadeia, Julio César dos Santos, o Nego Gato, não demonstra qualquer medo da polícia e faz inveja a muito empresário experiente. Discursa sobre marketing, carrega o mantra ‘propaganda é a alma do negócio’ e já acumula oito mil clientes. Kotler ficaria orgulhoso.

Nas vésperas da final Libertadores, ele faz a festa e enche o bolso às custas de ingressos superfaturados. Na tarde desta segunda-feira, as cinco linhas de telefone da empresa que tem sede na sua própria casa estavam ocupadas e seu celular acumulava 108 chamadas não atendidas depois de acatar pedidos de Rondônia, Brasília, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

As mensagens por Facebook, Twitter, Orkut eram tantas que ele chegou a formalizar um pedido de desculpas pelas redes sociais por não conseguir satisfazer seus clientes. Todo mundo em busca de um único objeto de desejo: o ingresso do jogo entre Atlético-MG e Olimpia-PAR no Mineirão.

“Eu vendo comodidade, eu não vendo ingresso. Só é crime se você vender o ingresso a um valor maior ao estabelecido nele. Eu não vendo ingresso mais caro, eu vendo o trabalho que eu tenho para poder dormir na fila, eu presto um serviço”.

Os clientes fiéis têm suas regalias. Eles fazem parte do programa sócio-torcedor ‘Gato na Veia’. Pagam R$ 30 por mês e ganham a preferência na compra dos ingressos, o mesmo método utilizado por muitos clubes em todo o mundo.

As semelhanças com o mesmo projeto do Atlético ‘Galo na Veia’ não são mera coincidência. Ele afirma ser o inspirador do programa que faz sucesso entre os atleticanos e gera quase R$ 2 milhões mensais ao clube.

Apesar do gosto pelas baladas e pela boa mesa, Nego Gato tenta passar um ar de simplicidade. A casa em obras, os pés descalços e a camisa surrada do Atlético remetem a naturalidade com que ele fala sobre o trabalho com a certeza de que é tão digno e honesto como qualquer outro, mesmo com tantas acusações e passagens pela polícia.

Para o jogo de quarta-feira, ele vende os ingressos que custam R$ 400 nas bilheterias por R$ 635. O valor parece abusivo, mas ele tem justificativa para cada real inflacionado.

Segundo ele, sua empresa contratou 40 pessoas (que ele chama de freelancer) para dormirem na fila por 14 dias ao preço de R$ 50 a diária. Dessa forma, cada pessoa teve um custo de R$ 700, chegando a R$ 900 ao somar o combustível e alimentação.

Cambista já foi preso por formação de quadrilha e falsificação de documento

Julio César Nego Gato diz que foi preso cinco vezes por ser tachado como cambista. Ele conta que já foi enquadrado em diversos artigos da lei como praticar crime contra a economia e ferir o estatuto do torcedor. No mês de abril, sofreu acusação ainda mais grave e ficou 40 dias na cadeia por formação de quadrilha e falsificação de documento público.

“Nessa última foi formação de quadrilha. Para eu poder ficar preso, falavam q eu comandava um tanto de gente, falaram que todo mundo que estava na fila era a mando meu. No meu trabalho sou só eu, minha secretária e pessoas que são freelancers”.

Na ocasião, a máquina de cartão de crédito usada para receber pagamentos de quem não dispunha de dinheiro trocado para comprar as entradas foi apreendida junto com o carro Hyundai Tucson. De acordo com a polícia, o veículo servia de escritório móvel para o contraventor.

Nego Gato diz que serve como bode expiatório da polícia para dar uma resposta à população que reclama que os ingressos estão nas mãos dos cambistas. “As pessoas procuram desculpas para o erro delas. A polícia erra por não conseguir combater os ingressos vendidos ilegalmente. Eu tenho empresa, pago imposto, tenho CNPJ e tudo em dia”.

Por Cezar Alvarenga – Presidentes de Olimpia (PAR) e Atlético Mineiro trocam farpas antes da final.

Fonte: UOL Esportes

A coletiva da final da Libertadores, na manhã desta quarta-feira, se tornou palco de reclamações e desavenças públicas entre os presidentes dos clubes envolvidos na final, Atlético-MG e Olimpia, por conta das recepções das duas delegações nas partidas decisivas, tanto na capital mineira, quanto em Assunção, com recepções violenta de torcedores.

O presidente do Olimpia, Oscar Carísimo, reclamou dos fogos de artifício que foram atirados durante a madrugada em frente ao Hotel Caesar Business, onde está hospedada a delegação do clube. A Polícia Militar de Minas Gerais foi obrigada a agir e chegou a haver confronto entre policiais e torcedores.

“Não deixaram a gente dormir, muitas pessoas atirando bombas, por trás das paredes. É grave para o Brasil olhar isso, para o que houve no hotel. Estou pela quarta vez em Minas Gerais e nunca tinha visto isso. Eles ganharam limpamente, e o que houve ontem foi histórico. O que vivi aconteceu só nos anos 60”, disse Oscar Carisímo.

Alexandre Kalil, por sua vez, rebateu o acontecido, disse que o fato é rotina da Libertadores e revelou os problemas enfrentados pelo Atlético, no Paraguai. “Quero desejar a todos que sejam bem vindos a BH, sejam bem recebidos, é um prazer receber. Queria dizer que os incidentes com o Olimpia, com torcedores é um fato que acontece na América do Sul, na competição, não foi apenas aqui”, disse o mandatário atleticano.

“Gostaria de contar que apenas ontem, nosso torcedor que recebeu tiro com arma de fogo, no Paraguai, pôde retornar ao Brasil, isso não empana a beleza que foi o jogo no Paraguai, a delegação (Atlético) foi bem recebida, mas aconteceram problemas também”, acrescentou Kalil.

Segundo o dirigente atleticano, a delegação alvinegra foi atingida com pedradas em seu ônibus, em Assunção. “Quero deixar claro que não falamos sobre isso para não aquecer o clima, fomos recebidos a pedradas, nossos torcedores levaram tiros, peço desculpa ao presidente (do Olimpia), mas o fato precisa ser colocado direito, isso é rotina da competição, mas não vai atrapalhar o jogo de hoje”, explicou Kalil.

Oscar Carísimo rebateu Kalil ao dizer que problemas com torcedores atleticanos aconteceram “fora de Assunção”. “A torcida (do Atlético) não sofreu nenhum incômodo no estádio”, garantiu o dirigente, que chegou a mostrar preocupação com a Copa do Mundo do próximo ano. “O país é organizador de um Mundial. Isso preocupa a todos latino-americanos. É preocupante. Tem que tomar medidas. Houve uma batalha campal, com bombas. É uma final, como sempre foi. O Olimpia já esteve em sete finais”, salientou.

Por Cezar Alvarenga – Após confusão, presidente do Olimpia (PAR) chama Atlético Mineiro de time pequeno.

Fonte: MSN Esportes

Fazendo coro a membros de sua diretoria, o presidente do Olimpia, Óscar Carísimo Netto, detonou o Brasil em entrevista à rádio Itatiaia e afirmou que o país não tem condições de receber a Copa do Mundo de 2014 após os incidentes protagonizados pela torcida do Atlético-MG na noite desta terça-feira, em frente ao hotel em que o clube está hospedado para a final da Libertadores no Mineirão.

“O Brasil voltou a ser pré-historico e o Atlético-MG agiu como um time pequeno, que não é digno de estar em uma final da Copa Libertadores”, afirmou Carísimo Netto.

“A noite foi terrível, algo desastroso. Tudo isso mostra que o Brasil não está pronto para receber o Mundial. É a final da Libertadores, é um jogo muito importante mundialmente. Fizeram um barulho absurdo nas janelas. Os jogadores não conseguiram dormir, vamos ver se conseguimos que eles durmam agora”, completou.

Segundo o dirigente, o Olimpia já solicitou todas as medidas de segurança necessárias para fazer o trajeto entre o seu hotel e o estádio logo mais para a partida às 21h50 (de Brasília).

Em contato com a reportagem do ESPN.com.br, o empresário ligado ao time paraguaio, Arnaldo Decoud, também já havia desabafado sobre o ‘inferno alvinegro’. “É uma vergonha como a torcida do Atlético-MG está nos atacando em frente ao hotel. Como um país organizador da Copa do Mundo pode permitir isso?”, indagou. Mais cedo, o superintendente Ricardo Tavarelli também se manifestou através de sua conta no Twitter.

ICFUT – Acredite, Galo! Atlético-MG parte para nova virada contra o Olimpia

Fonte: globo

É o dia mais importante da história atleticana. Às 21h50m, equipe de Cuca e R10 busca vitória por três gols para ser campeão da Libertadores

 

Ronaldinho Gaúcho acredita. Cuca acredita. Reinaldo, grande ídolo atleticano, acredita. O torcedor que entregou um bilhete para Diego Tardelli enquanto ele jantava em um restaurante também acredita. Fernanda Jaqueline, atleticana grávida de quatro meses que passou nove dias na fila em busca de um ingresso, também acredita. O Atlético acredita. A massa alvinegra acredita. Chegou o dia 24 de julho de 2013. Chegou o dia mais importante da história além de centenária do Clube Atlético Mineiro. Nesta quarta-feira, às 21h50m, toda a história de fé do Galo, toda a paixão de seus seguidores, tantos e tantos sacrifícios estarão representadas no duelo com o Olimpia, no Mineirão. É preciso acreditar. Porque a missão não é simples.

A derrota de 2 a 0 no primeiro jogo da final da Libertadores da América, semana passada, no Paraguai, até poderia assustar. Mas o Atlético combate a favor do improvável. O sofrimento contra o Tijuana, com o pênalti defendido por Victor no último minuto, o drama contra o Newell’s Old Boys, com a classificação nas penalidades, tudo isso conspira para o Galo acreditar. A torcida sabe que é possível. O time também. Basta lutar. Lutar, lutar, lutar.
Caiu no Mineirão, foi pro caixão. Ou qualquer outra rima que substitua o "caiu no Horto, tá morto", expressão que acompanhou o Atlético em sua caminhada até a final, sempre no Independência. A troca de casa não era exatamente o que o clube queria. Mas há o alento: no Mineirão, serão 62 mil vozes urrando pelo Galo.

Para ser campeão, o time de Cuca tem duas alternativas: ou vence por pelo menos três gols de diferença no tempo normal e já levanta a taça, ou ganha por dois gols de vantagem e leva a decisão à prorrogação e, se mantido o placar, aos pênaltis.

Aspas e Personagens Atlético-MG (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)(Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)

header as escalações 2

Atlético-MG: a ótima notícia para o Atlético-MG é o retorno de Bernard, suspenso no primeiro jogo. Com ele, Cuca pode manter sua estrutura ofensiva, alicerçada ainda em Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli e Jô. Michel e Rosinei disputam vaga na lateral direita, já que Marcos Rocha está fora, e Junior Cesar entra na esquerda, no lugar de Richarlyson. O Galo irá a campo com Victor, Michel (Rosinei), Leonardo Silva, Réver e Junior Cesar; Pierre, Josué, Ronaldinho Gaúcho, Bernard e Diego Tardelli; Jô.

Olimpia: o técnico Ever Almeida afirma que estuda reforçar seu sistema defensivo, colocando jogadores de mais proteção nas laterais. Candia pode dar lugar a Mazacotte na direita, e Meza disputa vaga com Benítez na esquerda. Mas pode ser despiste do treinador. Escalação: Martín Silva; Candia (Mazacotte), Manzur, Miranda e Benítez (Meza); Aranda, Pittoni, Gimenez e Alejandro Silva; Salgueiro e Bareiro.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

Atlético-MG: Cuca não tem seus dois laterais titulares, Marcos Rocha e Richarlyson, suspensos.

Olimpia: sem desfalques. Gimenez, com febre, preocupa, mas deve jogar.

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

O jogo será apitado por um dos principais árbitros do continente. Wilmar Roldán, colombiano de apenas 33 anos, está no quadro da Fifa desde 2008. É tido pela Conmebol como seu melhor árbitro – o que justificou a designação para comandar também a final da Libertadores do ano passado, entre Corinthians e Boca Juniors. Ele esteve recentemente no Brasil para apitar o amistoso entre a Seleção e a Inglaterra, na reabertura do Maracanã, no início de junho. Será auxiliado por Humberto Clavijo e Eduardo Ruiz, também colombianos.

header números e curiosidades (Foto: arte esporte)

Atlético-MG: o Galo, em sua história, fez 1.479 jogos no Mineirão, com 861 vitórias e um aproveitamento de 66,37%. São números parecidos com o rendimento no Independência: 65,65%, em 493 partidas. Como mandante, o Atlético não perde um jogo há 52 jogos, desde setembro de 2011.

Olimpia: o time paraguaio chega a sua sétima final de Libertadores. É mais do que qualquer time brasileiro. O Olimpia é tricampeão. Ganhou o torneio em 1979, 1990 e 2002. Foi vice em 1960, 1989 e 1991.

header_na_historia (Foto: arte esporte)

Atlético-MG e Olimpia decidiram a Copa Conmebol de 1992. E o Galo levou a melhor: venceu por 2 a 0 no Mineirão, com dois gols do meia Negrini, e perdeu por 1 a 0 no Paraguai. As duas equipes voltaram a se encontrar em uma final continental na semana passada, no primeiro jogo da decisão da Libertadores da América. O Olimpia ganhou por 2 a 0, com gols de Alejandro Silva e Pittoni.

ICFUT – Luis Fabiano lamenta: ‘Fui muito mais feliz no Sevilla’

Fonte: lancenet

Atacante do São Paulo rejeita rótulo de pipoqueiro, diz que não é artilheiro à toa e lembra títulos que conquistou no futebol espanhol

Em meio à crise do São Paulo, Luis Fabiano esteve perto de deixar o Morumbi, passou por turbulência com a diretoria e, agora, lamenta a má fase do clube. Nesta terça-feira, em entrevista coletiva, ele admitiu que foi mais feliz no Sevilla (ESP) e rejeitou o rótulo de pipoqueiro – insulto que ouviu na derrota por 3 a 0 para o Cruzeiro, no sábado, no Morumbi.

– Está claro que eu fui muito mais feliz no Sevilla e ganhei muitos mais títulos no Sevilla que no São Paulo. Isso é real. Não preciso fazer mais nada. Sinceramente tenho, sim, que me doar pelo São Paulo. Amo o São Paulo, mas minha carreira está quase terminando, tenho 32 anos. Sempre entrar em campo com esse peso às vezes é difícil. Se o time ganhar e eu não fizer gol vão me chamar de pipoqueiro? Eu não sei. Agora, quando não ganha e eu não faço gol, eu sou ruim – lamentou o camisa 9, em relação ao sucesso que teve na Espanha.

Titular nesta quarta contra o Internacional, Luis Fabiano foi sacado durante a última derrota pelo técnico Paulo Autuori, e ouviu protestos por parte das arquibancadas. Hoje, ele lamenta que não tenha conseguido desempenhar o papel esperado desde o retorno, em março de 2011.

– Infelizmente, no São Paulo as coisas não aconteceram da forma que eu gostaria. Mas é impossível que eu tenha 173 gols em jogos só contra o Mogi Mirim, com todo o respeito. Eu entro em campo sempre com olhares de toda a imprensa e toda o torcedor: “Ele precisa fazer, ele precisa fazer” – acrescentou.

O camisa 9 ainda disse que não está na condição física que desejava. Em campo, ele muitas vezes é visto parado no ataque, sem mobilidade e ajudando pouco na defesa.

– Quando eu estou me sentindo bem fisicamente, as coisas melhoram. Tenho mais explosão e me sinto melhor. Não estou nesse ponto ainda, mas não muito abaixo. Acho que estou 95%. Com os jogos seguidos, espero que volte a estar 100% fisicamente – afirmou o atacante, que diz que o planejamento do clube é somar 4 pontos nos próximos dois jogos.

Por Cleber Aguiar – Cruzeiro acerta com Julio Baptista e prevê apresentação na sexta-feira

Fonte: Globo.com

Contrato deve ser assinado, ainda nesta terça, em Málaga, na Espanha

Julio Baptista malaga (Foto: Agência Getty Images)Julio Baptista deve ser apresentado na sexta-feira
pelo Cruzeiro, em BH (Foto: Agência Getty Images)

Só falta assinar. Cruzeiro e o meia Julio Baptista já estão acertados verbalmente, e o contrato deve ser assinado, ainda nesta terça-feira, em Málaga, na Espanha. O jogador concordou com os detalhes da negociação e deve se encontrar com o diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, para assinar o contrato. A apresentação oficial deve ocorrer nesta sexta-feira.

– Está praticamente tudo acertado. Mas a gente só vai anunciar quando estiver tudo certo, mas verbalmente está acertado. Ele gostou do que propusemos. Ele, inclusive, deve sair na quinta-feira da Espanha e chegar na sexta, no Brasil – disse Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro.

Gilvan vem mantendo contato com Alexandre Mattos, que está negociando na Espanha o contrato com o jogador. Segundo o presidente do Cruzeiro, o meia-atacante já rescindiu contrato com o Málaga, na última quinta-feira, e pode assinar com outro clube. Todo jogador que, ao final do período da janela de transferências, não tiver vínculo contratual com algum clube estrangeiro, pode ser contratado, por qualquer clube brasileiro, até o final do mês de setembro, independentemente de como tenha sido desfeito o vínculo.

De acordo com Gilvan de Pinho Tavares, Julio Baptista teve de arcar com valores para rescindir contrato com o time espanhol, que iria até 2015. Assim, o meia brasileiro é o 19º reforço do time celeste para a temporada.

Julio César Clemente Baptista tem 31 anos e estava no Málaga, da Espanha, desde janeiro de 2011. Antes, o jogador, revelado pelo São Paulo, já havia passado também por Sevilla, Real Madrid, Arsenal e Roma. Pela seleção brasileira, Julio Baptista conquistou a Copa América, em 2004 e 2007, e a Copa das Confederações, em 2005 e 2009. O jogador, que fez 58 jogos e marcou seis gols pelo Brasil, também disputou a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010.

Por Cleber Aguiar – Náutico confirma contratação do atacante Maikon Leite

Fonte: Globo.com

Exatas três semanas depois de se despedir do Palmeiras, Maikon Leite tem um novo clube. Sem espaço no Palestra Itália, o atacante foi apresentando nesta terça-feira como novo reforço do Náutico para a sequência do Brasileirão e também para a disputa da Copa Sul-Americana.

Maikon Leite em entrevista coletiva - Simone Vilar/Divulgação
Simone Vilar/Divulgação
Maikon Leite em entrevista coletiva

O jogador havia deixado o Palmeiras rumo ao Umm-Salal, do Catar. Mas, uma semana depois ele voltou a treinar na Academia de Futebol, uma vez que o empréstimo de um ano não se concretizou. Em seguida a Ponte Preta fez oferta para contar com Maikon Leite, mas a diretoria do Palmeiras exigia que os campineiros pagassem boa parte dos salários dele e não houve negócio.

Finalmente veio a proposta do Náutico, que já havia levado Tiago Real e Leandro Amaro. “Eu preciso do Náutico e o Náutico precisa de mim. Já vi no semblante do grupo a vontade de vencer. Este já é o primeiro passo”, disse o atacante, ao ser apresentado no clube pernambucana com contrato de empréstimo válido por um ano.

Maikon Leite chegou ao Palmeiras em 2011, mas nunca conseguiu se firmar na equipe em virtude de algumas lesões e também de atuações irregulares. O atacante, que tem contrato com o clube até 2016, participou da conquista da Copa do Brasil no ano passado, mas também da campanha que culminou no rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. No total, ele disputou 87 partidas, com 12 gols marcados pelo clube.

A saída consumada dele é mais um passo do esforço da diretoria alviverde em limpar o elenco. Nos últimos dias, já saíram Weldinho (Sporting Lisboa), Tiago Real (Náutico), João Denoni (Oeste), Emerson (Oeste), Leandro Amaro (Náutico), Patrik (Sport) e Maurício Ramos (Al Sharjah-Emirados Árabes Unidos).

Por Cleber Aguiar – Djalma Santos, bicampeão mundial, morre em Uberaba aos 84 anos

Fonte: Globo.com

Ex-jogador morreu em decorrência de um quadro de pneumonia grave. Djalma estava internado desde 1º de julho

Djalma Santos, Uberaba (Foto: Reprodução / Tv Integração)Djalma Santos estava internado desde 1º de julho
(Foto: Reprodução / Tv Integração)

 Nos tempos em que lateral tinha como principal função defender, ele foi um visionário. Sua saúde privilegiada e a técnica das mais apuradas ajudaram muito nos avanços ao ataque. Resumo da ópera: duas das cinco estrelas que os brasileiros carregam no peito foram conquistadas com o suor e o brilho de Djalma dos Santos. Por uma questão de praticidade, qualidade típica dos bons laterais, a preposição e o artigo foram abolidos do nome: virou Djalma Santos. Neste 23 de julho de 2013, o craque visto por muitos como o melhor lateral-direito de todos os tempos deixou a vida, aos 84 anos, em Uberaba, interior mineiro, onde morava há duas décadas. Segundo nota divulgada pelo Hospital Dr. Hélio Angotti, o ex-jogador morreu às 19h30  em decorrência de uma pneumonia grave e instabilidade hemodinâmica, culminando com parada cardiorrespiratória. Ele estava hospitalizado desde o dia 1º de julho.

Bicampeão mundial em 1958 e 1962 e presente nas duas finais, na Suécia e no Chile, Djalma deixa luto mais forte nos torcedores de Palmeiras, Portuguesa e Atlético-PR, os clubes que defendeu. Também esteve nas Copas de 1954 e 1966. Marcou época.

Mosaico Djalma Santos carreira (Foto: Editoria de Arte)

Na década de 1950, Djalma Santos dava sinais do que seria imprescindível para o lateral moderno. Com vigor físico irretocável, o lateral-direito, então posição de defesa, fazia investidas ao ataque e voltava para recompor a linha defensiva. Os laterais perto da área adversária se transformavam em escanteios, pois Djalma Santos os cobrava dentro da área. O acidente em que teve a mão direita prensada por uma máquina o impediu de fazer alguns movimentos, mas, nos arremessos, Djalma transformava o braço em uma alavanca – como ele mesmo gostava de dizer – que impulsionava a bola para dentro da área.

A lateral direita, porém, só surgiu na vida de ‘Santos’, como era chamado ainda no início de carreira na Portuguesa, graças a um concorrente. Na Lusa, Djalma foi meia até 1949, quando Brandãzinho chegou ao time da capital e forçou a ida do bicampeão mundial para a lateral direita, onde se consagraria. O meio-campista inclusive foi um dos responsáveis, juntamente com Djalma Santos, pelos anos de glória da Portuguesa.

Quatro Copas do Mundo, dois títulos

 Com as excelentes atuações na Lusa, Djalma foi convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez em abril de 1952. Era o caminho para a primeira Copa do Mundo, dois anos depois. Apesar do gol de pênalti contra a Hungria, a mais temida do Mundial da Suíça e que estava sob a batuta de Puskas, o Brasil foi derrotado por 4 a 2, no jogo conhecido como a ‘Batalha de Berna’ por conta da pancadaria entre os jogadores das duas equipes.

A curiosidade ficou por conta do pênalti convertido por Djalma naquela partida. Foi quase uma ordem dos colegas.

– Todo mundo ficou com medo de bater. Saíram e mandaram eu cobrar. Dei sorte de fazer o gol. Mas, se eu perco aquele pênalti, até hoje seria julgado – lembrou o ex-lateral, que bateu forte, no canto direito do goleiro húngaro.

Quatro anos depois, Djalma voltaria a vestir a camisa do Brasil em uma Copa do Mundo, desta vez na Suécia. E com um final diferente. Reserva durante praticamente toda a competição, ele teve a chance de disputar a decisão depois da contusão do titular, De Sordi. E bastaram os 90 minutos daquela partida para a consagração. Com atuação impecável na final, na vitória por 5 a 2 contra a Suécia, Djalma foi eleito o melhor lateral-direito da competição.

A camisa 4 azul usada na final se tornou uma relíquia guardada pelo jogador a sete chaves. Ele falava com carinho sobre o temor que a ausência da amarelinha causou em 58.

– Todos os jogadores ficaram receosos de entrar em campo usando uniforme azul em vez de amarelo. Foi quando o chefe da delegação (Paulo Machado de Carvalho) afirmou que o azul era a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida, então entramos para a partida mais confiantes – relembrava.

Passaram-se mais quatro anos, e surgiu nova Copa do Mundo para Djalma Santos. No Chile, ele foi sempre titular de uma equipe que já chegou à disputa como uma das favoritas. Mesmo sem Pelé, contundido, o Brasil sagrou-se bicampeão mundial. O lateral-direito foi eleito para o time dos sonhos da Copa. No ano seguinte, foi o único brasileiro a integrar a seleção da Fifa – que fez amistoso com a Inglaterra.

Em 1966, disputou sua última Copa do Mundo. Fez parte, inicialmente, da pré-lista de 47 jogadores convocados pelo técnico Vicente Feola. Sobreviveu ao corte que reduziu o número para 22. Mas naufragou com a Seleção. Participou das duas primeiras partidas: vitória de 2 a 0 sobre a Bulgária, com gols de Pelé e Garrincha, e derrota de 3 a 1 para a Hungria. Ficou fora de nova derrota por 3 a 1, desta vez para Portugal, em jogo que eliminou o Brasil da disputa – uma das maiores decepções da história das Copas.

Lusa de todos os tempos e Academia de Futebol

 A carreira de Djalma Santos em clubes brasileiros foi consolidada em três times: Portuguesa, Palmeiras e Atlético-PR. Na Lusa, fez parte de uma das melhores equipes do clube em todos os tempos. A parceria com Julinho Botelho e Brandãozinho resultou na conquista dos torneios Rio-São Paulo, em 1952 e 1955, e Fita Azul, em 1951 e 1953. Djalma Santos fez 434 jogos pela Portuguesa, ficando atrás apenas de Capitão em número de partidas pela Lusa.

Na década de 1960, o craque se juntou a Djalma Dias e Ademir da Guia para formar a famosa Academia de Futebol do Palmeiras. O escrete alviverde, marcado por um futebol didático, de excelência, conquistou o título paulista em 1959, 1963 e 1966, a Taça Brasil, nos anos de 1960 e 1967, e o Rio-São Paulo, em 1965. Nesse mesmo ano, veio a consagração da Academia, quando representou o Brasil em um amistoso contra o Uruguai, na inauguração do Mineirão. E representou bem: vitória por 3 a 0 sobre a celeste olímpica.

Do Palmeiras, Djalma rumou para o Atlético-PR, onde encerrou a carreira aos 41 anos, mas com grande fôlego. Foi campeão estadual em 1970 e ajudou o time a ficar 12 jogos invicto. Em 21 de janeiro de 1971, fez sua despedida dos campos, contra o Grêmio, em um amistoso. Agora, é só saudade.