ICFUT – COPA DAS CONFEDERAÇÕES 2013

 

 

 

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5 GOLS
Espanha:
Fernando Torres

4 GOLS
Uruguai: Abel Hernández

3 GOLS
Brasil: Neymar
Espanha: David Villa
México: Chicharito Hernández
Nigéria: Oduamandi
Uruguai: Luís Suárez

Clube PG J V E D GP GC SG A%
Grupo A
Brasil 9 3 3 0 0 9 2 7 100,0
Itália 6 3 2 0 1 8 8 0 66,7
México 3 3 1 0 2 3 5 -2 33,3
Japão 0 3 0 0 3 4 9 -5 0,0
Grupo B
Espanha 9 3 3 0 0 15 1 14 100,0
Uruguai 6 3 2 0 1 11 3 8 66,7
Nigéria 3 3 1 0 2 7 6 1 33,3
Taiti 0 3 0 0 3 1 24 -23 0,0
Semifinal
26/06 – 16h00 Brasil x Uruguai
27/06 – 16h00 Espanha x Itália

 

1ª Fase
1ª RODADA
15/06 – 16h00 Brasil 3 x 0 Japão
16/06 – 16h00 México 1 x 2 Itália
16/06 – 19h00 Espanha 2 x 1 Uruguai
17/06 – 16h00 Taiti 1 x 6 Nigéria
2ª RODADA
19/06 – 16h00 Brasil 2 x 0 México
19/06 – 19h00 Japão 3 x 4 Itália
20/06 – 16h00 Espanha 10 x 0 Taiti
20/06 – 19h00 Nigéria 1 x 2 Uruguai
3ª RODADA
22/06 – 16h00 Japão 1 x 2 México
22/06 – 16h00 Brasil 4 x 2 Itália
23/06 – 16h00 Nigéria 0 x 3 Espanha
23/06 – 16h00 Uruguai 8 x 0 Taiti

Por Cleber Aguiar – Fred desencanta, Brasil ‘esfria’ sangue quente da Itália e garante liderança

Fonte: Globo.com

Em jogo quente em Salvador, fair-play dá lugar a raça, disposição e muitas faltas. Camisa 9 da Seleção põe fim a jejum e marca duas vezes

ompetição da Fifa tem aquele ar de fair-play. Troca de abraços, de camisas, aplausos aos jogadores do país adversário… Mas um Brasil x Itália, felizmente, ainda tem traços do mais puro futebol. Tecnicamente não. Mas na disposição, no suor e no sangue quente característico dos italianos, a vitória brasileira por 4 a 2 honrou a tradição.

E a galeria de personagens do clássico que já tinha Paolo Rossi, Taffarel, Roberto Baggio, entre tantos outros, ganhou mais alguns: Neymar, Fred, Chiellini, e até um cidadão do Uzbequistão. Mas o principal foi Fred, autor de dois gols, que, enfim, “estreou” na Copa das Confederações e foi decisivo para o triunfo brasileiro.

Neymar ajudou a decidir um dos principais clássicos do futebol mundial, entre os maiores vencedores de Copas do Mundo. E com nova obra em seu repertório já vasto na Seleção, uma cobrança de falta certeira, que fez o legendário Buffon ficar pregado no chão.

Ele também irritou e foi irritado. Fez e sofreu faltas. Virou alvo preferido dos italianos, e foi duro num lance que tirou Abate da partida. Não foi seu melhor jogo, mas foi diferente. Cascudo, grande, histórico, como sempre é quando Brasil e Itália se enfrentam. Ele também chegou a três gols na Copa das Confederações: um por jogo na primeira fase.

fred fonte nova brasil x italia (Foto: Wagner Carmo/VIPCOMM )Fred festeja seu segundo gol na partida, que definiu o triunfo brasileiro (Foto: Wagner Carmo/VIPCOMM )

Tudo isso até ser substituído por Bernard, aquele por quem Felipão estava vesgo de vontade de ver em campo. E viu. Assim como viu a estrela de Dante e os primeiros gols das chuteiras cor-de-rosa de Fred. O técnico viu também a classe de Balotelli no passe para Giaccherini, o sangue fervendo na luta pelo empate, sangue que corre nas veias Scolari, e o confuso árbitro Rashvan Irmatov se perder entre dar um pênalti e confirmar um gol.

Com tantos ingredientes, nove títulos mundiais em campo, o futebol e o povo de Salvador agradecem. Primeiro do grupo, o Brasil vai enfrentar possivelmente o Uruguai na semifinal em Belo Horizonte. Basta que a Celeste vença o Taiti. Já em Fortaleza, a Itália deverá ser a rival da Espanha, que precisa vencer a Nigéria para confirmar a liderança.

Calmaria baiana x sangue quente italiano

Vinte e uma faltas, finalizações, três lesionados e um gol. Terminou assim o primeiro tempo de Brasil e Itália, para quem duvidava que nenhum clássico do futebol mundial resiste ao fair-play exacerbado. Prova também de que as aparências enganam. Em 56 segundos (segundos!), a Seleção massacrou os visitantes a ponto de criar três chances, a maior delas num chute de Hulk espalmado por Buffon.

Depois, o sangue ferveu! Dos dois lados. Balotelli, mesmo adversário, foi aplaudido antes de o jogo começar. Bateu palmas para o público, bateu papo com os brasileiros… Mas com a bola rolando levou duas entradas por trás de David Luiz, que recebeu o amarelo.

A vingança teve tons de crueldade. O zagueiro se lesionou, caiu, teve de ser substituído. Ao devolver a bola, Candreva tomou as dores de Balo e foi maroto. Aquele fair-play “mezzo a mezzo”. Chutou a bola fraca, mas alta, pingando, em direção ao peito de Julio César.

O pior estava por vir. Neymar x Abate foi o duelo da vez. De tanto levar bordoadas, o brasileiro resolveu dar a sua, e causou uma luxação no ombro direito do italiano, que teve de ser substituído. Cartão para o craque, e Maggio em campo. Marchisio e Luiz Gustavo também foram agraciados com o amarelo.

O melhor estava por vir. Quando David Luiz saiu, Dante entrou. Dante, o que toca cavaco, o de cabelo diferente, o sorridente. Enfim, o baiano! Com todos os santos o protegendo. Até mesmo o santo do assistente Bakhadyr Kochkarov, do Quirguistão, que não viu sua posição de impedimento quando Fred completou, de cabeça, cruzamento de Neymar. Buffon espalmou, mas não segurou o rebote do zagueiro, que fez festa contagiante enquanto o legendário goleirão distribuía patadas em sua defesa.  Sangue quente, e Brasil na frente.

Dante comemoração Brasil e Itália (Foto: Agência AP)Baiano, Dante vibra após o abrir o placar na Fonte Nova (Foto: Agência AP)

Hora dos artilheiros

Dante, que deu tempero baiano ao jogo no primeiro tempo, exagerou no dendê ao chutar Balotelli. Pior. Nem conseguiu ver o passe genial do atacante para Giacherrini, num contra-ataque que teve início com Buffon, finalizar com força e empatar a partida.

O mesmo Buffon, que assistiu ao gol de empate com sua participação, assistiu também quando Neymar colocou a bola em seu ângulo, com perfeição. O primeiro gol de falta da seleção brasileira desde outubro de 2011, quando Ronaldinho marcou no México.

E o que poderia fazer o veterano goleiro quando Fred recebeu lançamento de Marcelo? O centroavante partiu decidido a não deixar que nada atrapalhasse seu primeiro gol na Copa das Confederações. O primeiro de chuteira cor-de-rosa. Ele trombou com Chiellini e fuzilou de pé esquerdo.

Jogo decidido? Não. Nunca contra a Azzurra tetracampeã mundial. Havia tempo para mais reclamações, como a de Chiellini em suposta cotovelada de Dante, e mais confusão, quando o mesmo zagueiro italiano aproveitou a bola que sobrou na área e tocou no cantinho. Julio César, desesperado, saiu correndo em direção ao árbitro Ravshan Irmatov. Antes da finalização, ele teria assinalado pênalti. A televisão o mostrou levando o apito à boca.

Foi a deixa para que Felipão, com DNA italiano até o último fio de cabelo, passasse a deixar sua área para reclamar a cada decisão duvidosa do uzbeque. Os cabelos também ficaram em pé quando Maggio cabeceou no travessão. E Balotelli, aplaudido antes do jogo, despertou até o sangue quente do público, que lhe fez homenagens não tão bonitas .

Quem mereceu o carinho do público foi Fred. No fim do jogo, quando a Itália pressionava pelo empate, o artilheiro apareceu para confirmar a vitória brasileira, aproveitando rebote de Buffon num chute de Marcelo, diminuindo a tensão da partida.

Fair-play é bonito. Mas um Brasil x Itália precisa de um pouco de sangue quente. Viva o futebol!

Neymar gol Brasil Itália em Salvador (Foto: Wander Roberto / Vipcomm)Neymar é o artilheiro do Brasil na Copa das Confederações, com três gols (Foto: Wander Roberto /

Por Cleber Aguiar – Luis Alvaro admite falhas e diz que vai propor fim do Comitê de Gestão

Fonte: Lancenet.com.br

Em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, presidente do Santos pela primeira vez admite que sistema de governo do clube não serve para o futebol e precisa ser revisto

 

Bruno Cassucci e Marcio Porto

Luis Alvaro - Santos x Cotinthians (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)
Luis Alvaro na final do Paulistão deste ano, contra o Corinthians, em uma de suas últimas aparições pública (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

Depois de um ano e meio de Comitê de Gestão como forma de governo no Santos, o presidente Luis Alvaro Ribeiro admite que o sistema precisa ser revisto. Em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, pela primeira vez o mandatário apontou falhas no colegiado e disse que vai propor a mudança do estatuto do clube em dezembro de 2014, no fim de seu mandato.

– O modelo é muito democrático, mas atrapalha na eficiência e velocidade das decisões. Do ponto de vista ideológico, é muito interessante, mas o futebol precisa de coisas rápidas e repentinas. E, com um comitê, as coisas são sempre mais lentas – afirmou Ribeiro.

Luis Alvaro diz que não sugere a mudança agora porque seria acusado de fazê-la para se beneficiar. Para o sistema ser modificado, ainda precisaria de aprovação do Conselho Deliberativo do clube.

– Precisa ser objeto de reflexão. Não posso propor mudanças enquanto sou presidente do clube, viria alguma ave de rapina dizer que estou querendo mais poder. Nada é eterno. Vou propor a mudança, e caberá ao conselho mudar – analisou o mandatário santista.

A avaliação negativa do presidente é feita há tempos por dirigentes do próprio clube e empresários. Alegam que o Peixe desperdiçou ótimos negócios pela dificuldade do comitê em conduzir as tratativas.

O presidente faz a autocrítica em um momento conturbado politicamente na Vila Belmiro. Após passar meses internado por problemas no coração no começo do ano, Luis Alvaro perdeu força. E o afastamento das principais decisões não seria só pela questão de saúde.

Há na Vila Belmiro uma corrente que elenca três membros do Comitê de Gestão que atualmente dão as cartas no Peixe: Pedro Luiz Conceição, ex-diretor de futebol, Caio Di Stéfano e Luciano Moita. Eles são conhecidos como a turma do Vila Rica, por residirem no bairro de classe média da cidade de Santos.

O trio contaria com o apoio do vice-presidente Odílio Rodrigues, à frente do clube desde o problema de saúde de Luis Alvaro. Assim, seriam quatro votos em um colegiado de nove. Desde a semana passada, a reportagem tenta contato com o quarteto, mas não obteve sucesso. O presidente, por sua vez, nega o racha.

– Isso é uma brincadeira. Não vamos mediocrizar o Santos com bobagens. É um bairro da cidade, assim como tem conselheiro do Marapé, da Ponta da Praia – declarou o mandatário.

Entrevista com Luis Alvaro Ribeiro

Você perdeu força no clube?
Acontece é que as pessoas que falam têm ciúmes, têm planos próprios. Mas nada se faz sem minha anuência. O Comitê é democrático, não existe voto vencido, pois torna-se a maioria.

Mas dizem que já há uma corrente que anula suas vontades…
Não estou preocupado, não sou candidato, só estou preocupado em deixar um legado no clube e estou deixando. Dizem que quero ser imperador, nada disso!

Tem alguém fazendo política?
Esse lado não mostra a cara. São picuinhas que se criam. Ficam no anonimato. Se mostram a cara, recebem o troco.

Há um racha no Comitê?
Nenhum. E, se tiver, eu interfiro e recomponho as coisas.

É verdade que o senhor se reuniu com advogados para destituir três membros do Comitê?
Mentira. É um ato que parte da minha vontade. É um direito meu, não precisa de advogado.

Por Cleber Aguiar – Peixe x Timão: clássico mais antigo de São Paulo completa 100 anos

Fonte: Globo.com

História registra vitória santista no primeiro duelo, em 22 de junho de 1913. No entanto, houve uma preliminar entre os times ‘b’, com vitória corintiana

As cores são as mesmas. O branco e o preto dão o tom da rivalidade. Tão diferentes; tão iguais. Um é o time da técnica, dos meninos bons de bola, do futebol insinuante. Do Rei. Outro é o da raça, do suor, da conquista sofrida. Do povo. Santos x Corinthians, o clássico mais antigo do futebol paulista, completa 100 anos neste sábado, 22 de junho de 2013.

Uma história rica, com grandes craques, jogos inesquecíveis, tabus, títulos, risos, lágrimas. Uma história que começou em uma tarde fria e bastante chuvosa de domingo, no Palestra Itália, e cujos registros apontam para uma vitória santista, por 6 a 3.

De fato, o Peixe, que disputava o Campeonato Paulista pela primeira vez, pouco mais de um ano após ser fundado, venceu – foi o único triunfo do Alvinegro Praiano naquele estadual. Extenuado pela rotina de viagens à capital (naquela época, o percurso de 72 km entre Santos e São Paulo era feito de trem e poderia durar até seis horas), o time sucumbiu. Ficou como consolo a goleada sobre aquele que viria ser o maior rival.

O que pouca gente sabe é que houve um clássico anterior, disputado no mesmo dia, horas antes do segundo confronto. Na época, era comum as equipes mandarem dois quadros às partidas. Primeiro, jogava o que era chamado de segundo time (hoje seriam os reservas, o time B). Naquele domingo, no duelo dos segundos times, o Corinthians levou a melhor, vencendo por 2 a 0. Esse confronto caiu no limbo da história, e o que é considerado mesmo é a partida dos primeiros times.

O jornal Estado de São Paulo registrou as duas partidas da seguinte maneira (texto respeitando a ortografia da época):

“Realisou-se hontem, no ground do Parque Antarctica, o 10º match de foot ball do campeonato de 1913 da liga paulista. Mediram forças os teams do Santos Foot Ball Club e os do Sport Club Corinthians Paulista. Apesar do mau tempo e da chuva impertinente que cahiu durante todo o dia, as archibancadas do Parque comportavam regular concorrencia. O jogo dos segundos teams teve início á uma e meia da tarde e terminou com a victoria do Corinthians, por 2 goals a zero. Logo depois, iniciava-se o jogo dos primeiros teams. O team santista demonstrou desde logo sensível progresso, denotando um training acurado (…). O Corinthians, apesar de jogar bem, não se sentia bem no campo enxarcado e visivelmente cedeu terreno ao adversário (…). A’s 4 horas mais ou menos terminava o jogo, com a victoria do team santista por 6 a 3.”

A primeira vitória corintiana para valer viria quatro anos depois: 3 a 0, no dia 28 de julho de 1917, na Vila Belmiro.

Robinho Santos Rogério Corinthians 2002 (Foto: Ag. Estado)Robinho em ação contra o Corinthians, de Rogério: pedaladas e título (Foto: Ag. Estado)

Os números do confronto são contraditórios. O Peixe considera 308 partidas oficiais, com 124 vitórias corintianas, 87 empates e 97 triunfos santistas. Já o Timão conta 311 jogos – dois empates e uma vitória a mais do Santos.

Um clássico recheado de provocações, com tabus para os dois lados. O clube do Parque São Jorge passou 11 anos sem vencer o Peixe em jogos de Campeonato Paulista (entre 1957 e 1968). Por outro lado, a equipe do Parque São Jorge ficou invicta contra o rival entre 1976 e 1983.

No que se refere a personagens, grandes nomes fazem parte da história do duelo. Pelé foi o grande terror dos corintianos. O Rei é o maior artilheiro do clássico, com 50 gols. Ex-jogadores santistas como Coutinho, eterno parceiro do Atleta do Século, costumam dizer que, contra o Corinthians, com Pelé em campo, eram três pontos garantidos.

ricardinho corinthians renato santos semifinal paulista 13/05/2001 (Foto: agência Gazeta Press)Ricardinho no jogo em que foi responsável por muitas lágrimas santistas (Foto: agência Gazeta Press)

Por outro lado, craques corintianos também deram muita dor de cabeça aos santistas. Como esquecer do lindo gol de Marcelinho Carioca, no dia 11 de fevereiro de 1996, na Vila Belmiro, com direito a um chapéu desconcertante em Ronaldo Marconato? Lance que rendeu ao Pé de Anjo uma placa entregue pelo próprio Pelé.

Se o assunto for jogos inesquecíveis, o clássico também rende muita conversa. Um exemplo: a semifinal do Paulistão 2001, quando Ricardinho, aos 48 minutos do segundo tempo, marcou o gol que tirou o Santos da decisão. O duelo terminou 2 a 1; o empate era do Peixe. Outro: a decisão do Brasileirão 2002. No embalo das pedaladas de Robinho, o Alvinegro Praiano venceu por 3 a 2 e conquistou o título que deu fim a uma fila que durava 18 anos.

Nos últimos anos, os rivais se encontraram em várias decisões: finais dos estaduais de 2009, 2011 e 2013, com dois títulos corintianos e um santista, além das semifinais da Taça Libertadores de 2011 (com o Timão levando a melhor).

E muitos estão por vir. Santos e Corinthians ainda farão muita gente sorrir, chorar, vibrar, festejar: são 100 anos. Está só começando…

pelé santos corinthians campeonato paulista 1971 (Foto: agência Gazeta Press)Pelé em ação contra o Corinthians: Rei foi carrasco corintiano (Foto: agência Gazeta Press)

Por Cleber Aguiar – Ícone da Democracia, Casagrande fala das manifestações pelo Brasil

Fonte: Lancenet.com.br

Em entrevista ao LNet!, o ex-jogador do Corinthians e atual comentarista da TV Globo diz que protestos pacíficos são bem-vindos, mas ressalta importância do próximo passo

Eduardo Mendes, Rodrigo Vessoni e Thiago Salata

Casagrande (Foto: Divulgação/Tv Globo)
Casagrande, ícone da Democracia Corinthiana, falou ao LNet! sobre os protestos pelo país (Foto: Divulgação/Tv Globo)

Poucas pessoas têm tanta autoridade para falar sobre esse atual momento do Brasil como Walter Casagrande Jr. O ex-jogador do Timão e da Seleção entrou para a história do país e do futebol brasileiro como um dos protagonistas da Democracia Corinthiana,

O movimento que, por dentro do Parque São Jorge, tentava ajudar o anseio de toda a população pelo fim da Ditadura Militar, com mobilizações nas ruas, remete ao que acontece neste momento nas principais capitais do país. Em entrevista exclusiva o LANCENet!, Casagrande falou desse atual momento do Brasil e pediu paz e foco nos protestos:

LANCENet!: Esses jogadores da Seleção estão atuando em qual estágio psicológico diante do cenário do Brasil? É possível jogar bola sem pensar nesse extracampo que é tão significativo?

Depende do relacionamento do jogador com a sociedade e a política brasileira. Eu não sei qual o pensamento dos jogadores de hoje. Mas é assim: você está concentrado numa Seleção Brasileira disputando uma Copa das Confederações, você consegue se desligar um pouco, mas não totalmente. Você se desligar um pouco.

LANCENet!: Você foi um dos jogadores mais importantes da Democracia Corinthiana. Como enxerga essa mobilização das ruas depois de ter vivido aquilo no início da década de 80, de ter acompanhado milhares de pessoas na rua?

A população tem direito de reivindicar, de protestar as coisas que não estão corretas. Eu só não concordo com violência, com quebra-quebra, com vandalismo, isso é fora de propósito, não tem nada a ver com reivindicar alguma coisa. Só isso. Vivemos numa democracia e o povo tem todo direito de se manifestar querendo mudar algo. Quebrar? Aí, não!

LANCENet!: De alguma maneira você remete ao passado quando você vê as imagens pela televisão? Traz alguma lembrança do que você, Sócrates & Cia. fizeram para ajudar aquela mobilização?

Olha, os objetivos são diferentes. Na nossa época, a gente tinha objetivo de lutar contra o regime militar, hoje é alguma coisa mais ampla, as tarifas de transporte, é a corrupção, a coisa é mais espalhada. É complicado. Eu não vi ainda, por exemplo, os manifestantes mostrarem o que eles querem. Eu só vi eles mostraram o que eles não estão gostando. Penso que precisam mostrar o que querem, o próximo passo seria o por quê. O Governo precisa saber o que eles querem agora…

LANCENet!: Se o Sócrates tivesse vivo ele estaria engajado com o povo? Ele ajudaria e apoiaria tudo que está acontecendo nas cidades?

Se o Sócrates fosse vivo ele estaria falando a mesma coisa que eu, vivemos uma democracia, isso faz parte de um país democrático, mas não tem nada a ver com vandalismo e é necessário mostrar o que você quer, esse é o passo.

LANCENet!: Como você enxerga o atual momento da Seleção Brasileira?

A equipe evoluiu bastante desde que começou o trabalho do Felipão, talvez não fosse uma evolução aparente para a maioria das pessoas, para mim também não era tão aparente assim, mas a partir do jogo da França, deu para perceber uma evolução tática, uma evolução técnica, penso que o Brasil está em plena evolução.

LANCENet!: Você é daqueles que pensam a Seleção depende muito do Neymar para ter um lance decisivo ou você enxerga uma Seleção que já tem um conjunto legal?

Eu acho que, tecnicamente, a Seleção Brasileira tem várias soluções de jogo, mas é claro que ter um Neymar em campo significa que você tem um jogador que pode resolver o jogo para você a qualquer momento. Eu acho que a inventiva, o improviso e a surpresa técnica estão no Neymar.

 

Por Cleber Aguiar – Torcida organizada do Atlético-PR entra em conflito com manifestantes

Fonte: Globo.com

Grupos se encontraram na Arena da Baixada, que está em reforma para a Copa do Mundo. Houve briga com paus e pedras. PM teve que intervir

Um grupo de manifestantes entrou em confronto com a torcida organizada do Atlético-PR, durante a passeata realizada em Curitiba na noite desta sexta-feira. Com bombas, fogos de artifício, paus e pedras, os torcedores impediram que o grupo se aproximasse da Arena da Baixada, que está sendo reformada para a Copa do Mundo 2014.

O confronto aconteceu por volta das 20h, quando parte da passeata que, conforme a Polícia Militar reuniu cerca de 15 mil pessoas na capital paranaense, tomou a direção do estádio, localizado na rua Buenos Aires, no bairro Água Verde, na região central de Curitiba. Cerca de 200 torcedores já se reunia no local fazendo um cordão de isolamento no estádio.

Segundo relatos do G1, a briga começou na praça em frente ao estádio, que logo se transformou em um local de guerra. Houve muita correria e manifestantes tentaram se esconder em casas e no comércio da região enquanto torcedores caçavam o grupo. A Polícia Militar não informou se houve registro de feridos.

A chegada da polícia militar demorou mais de 40 minutos para controlar o local. Várias equipes tomaram as ruas, sobretudo na Avenida Getúlio Vargas, que fica ao lado da Arena da Baixada e a situação somente se tranquilizou por volta das 21h20m.

O presidente do conselho deliberativo do clube, Antônio Carlos Bettega, esteve no local e conversou com os policiais. Ele criticou a ação dos manifestantes.

Os protestos em Curitiba seguiram pela cidade e um novo confronto ocorreu no Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado. Leia mais no G1.

Confusão na Arena da Baixada Atlético-PR (Foto: Brunno Covello / Agência Estado)Região da Arena da BAixada virou praça de guerra (Foto: Brunno Covello / Agência Estado)

Por Cleber Aguiar – Corinthians acerta venda do volante Paulinho para o Tottenham

Fonte: Globo.com

Direção aceita proposta de cerca de R$ 53 milhões e negocia o volante. Clube paulista ficará com metade do valor da transação

Por Carlos Augusto Ferrari Salvador

Paulinho lesão treino Seleção (Foto: Wagner Carmo / VIPCOMM)Paulinho assinará contrato após a Copa das
Confederações (Foto: Wagner Carmo / VIPCOMM)

Depois de pouco mais de três anos no Corinthians, Paulinho jogará no Tottenham a partir da próxima temporada. O Timão aceitou a oferta feita pelo clube inglês, restando apenas o acerto de detalhes burocráticos para que o anúncio seja feito pelas partes. O jogador assinará contrato depois da Copa das Confederações.

Um membro da alta cúpula do futebol da equipe paulista confirmou o acordo ao GLOBOESPORTE.COM. Os Spurs pagarão € 18 milhões, aproximadamente R$ 53 milhões. Os corintianos ficarão com metade (R$ 26,5 milhões) deste valor, já que possuem 50% dos direitos econômicos. O restante será do Audax-SP.

A saída de Paulinho era dada como certa pela direção desde a eliminação nas oitavas de final da Taça Libertadores para o Boca Juniors. O jogador vinha sendo bastante assediado desde o ano passado, quando o jogador brilhou na ótima temporada alvinegra.

O Inter de Milão surgia desde 2012 como um dos grandes favoritos a contratá-lo. No entanto, perdeu força depois que não se classificou para a Liga dos Campeões. O Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, também manifestou o interesse, mas desistiu nos últimos dias.

Dirigido pelo técnico português André Villas-Boas, o Tottenham também está de olho no meia-atacante Bernard, do Atlético-MG. O elenco conta com outro brasileiro, o volante Sandro, revelado pelo Internacional.

Contratado do Bragantino após o Paulistão de 2010, Paulinho virou uma das estrelas do Corinthians ao fazer gols em jogos decisivos e ser fundamental no esquema do técnico Tite. Ele conquistou o Brasileirão de 2011, a Libertadores e o Mundial de 2012 e o Paulistão de 2013. Em 167 partidas pelo Timão, fez 34 gols.

Com a iminente saída, a diretoria se antecipou e contratou Ibson, do Flamengo. O elenco ainda conta com Guilherme e Edenílson para a mesma posição.

Por Cleber Aguiar – Fifa e parceiros têm plano B para concluir a Copa das Confederações fora do Brasil

Fonte: Folha Online

MARCEL RIZZO
MARTÍN FERNANDEZ
SÉRGIO RANGEL
ENVIADOS ESPECIAIS A SALVADOR
JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

A intenção é concluir a Copa das Confederações no Brasil, mas caso os problemas relacionados à segurança se agravem, a Fifa trabalha com um plano B para o torneio.

A solução discutida pela entidade e seus parceiros seria concluir a fase de grupos neste final de semana, com as quatro partidas que restam, e fazer as semifinais e finais longe do território brasileiro.

No sábado, jogam Brasil x Itália (Salvador) e Japão x México (Belo Horizonte). No domingo, a Espanha enfrenta a Nigéria (Fortaleza) e o Uruguai joga contra o Taiti (Recife). As semifinais estão marcadas para quarta (Belo Horizonte) e quinta (Fortaleza) da semana que vem. A final e a decisão do terceiro lugar, para o domingo, dia 30 de junho, no Rio e Salvador, respectivamente.

A Fifa e as seleções que disputam a Copa das Confederações já externaram seu pavor com a insegurança que vivem no Brasil. O entendimento na entidade é de que mudar quatro partidas (envolvendo quatro seleções) seria menos danoso para a entidade e menos custoso a seus cofres do que cancelar o evento.

De acordo com parceiros da entidade ouvidas pela Folha, Europa, Estados Unidos e até a China são tratados como possíveis locais onde o torneio poderia ser realizado.

Procurada pela Folha, a Fifa respondeu que “continua monitorando a situação junto com as autoridades brasileiras e no momento não há qualquer mudança prevista no cronograma da Copa das Confederações.”

A CBF resolveu fechar a sua sede, no Rio, por causa dos protestos. Funcionários foram dispensados pela direção da entidade.

APAVORADOS

Os protestos que tomam conta das ruas nos últimos dias, atingindo inclusive o entorno e o interior dos estádios, deixaram integrantes da Fifa e de seleções apavorados com o andamento da Copa das Confederações no Brasil.

A competição virou um pesadelo para a entidade. Não que a Fifa esperasse um evento perfeito, mas a proporção dos problemas, segundo a Folha apurou, é maior do que o pior cenário imaginado.

Os protestos, em alguns casos violentos, se somaram a outras falhas, como furtos e problemas na infraestrutura.

Nesta quinta-feira à noite, durante manifestações em Salvador, onde a seleção brasileira pega a Itália no sábado, dois micro-ônibus usados pela Fifa foram apedrejados em frente ao hotel em que seus funcionários estão hospedados.

Manifestantes também atiraram pedras contra o hotel Sheraton, no Campo Grande, em Salvador. A polícia usou balas de borracha, gás lacrimogêneo e a Cavalaria para dispersar os manifestantes.