Por Cezar Alvarenga – Ibson perto de deixar o Flamengo pode ser contratado pelo Corinthians.

Fonte: Yahoo! Esportes

Ibson não faz parte dos planos do Flamengo

O Flamengo está próximo de anunciar a saída de Ibson. Clube e jogador se reuniram e decidiram as pendências que atrasavam a rescisão do volante. A expectativa é de que ainda esta semana a decisão seja sacramentada. O provável destino do atleta deve ser o Corinthians.

O grande motivador da saída foi o alto salário que Ibson recebe. O Flamengo precisava de um alívio financeiro para o restante da temporada e contratação de reforços. Dessa forma, a solução encontrada foi a rescisão. A estimativa é de que o clube gastaria cerca de R$15 milhões, caso o contrato do jogador fosse cumprido até o seu encerramento, no meio de 2014.

Ibson ainda tem cerca de R$2,4 milhões para receber do Flamengo, referentes a direitos de imagens atrasados. O acordo feito entre as partes é de que o clube pagará R$100 mil por mês até que toda a dívida seja abatida, o que deve acontecer justamente quando o contrato do jogador se encerraria.

O empresário de Ibson, Eduardo Uram, já sabendo da saída do Flamengo, ofereceu o jogador ao Corinthians. O Timão, por sua vez, mostrou interesse e a negociação deve ser sacramentada ainda nesta semana.

Revelado no Flamengo, Ibson já está em sua terceira passagem pelo clube. O volante voltou ao Rubro-Negro na metade de 2012, quando chegou do Santos e participou de 46 partidas e marcou dois gols.

Por Cezar Alvarenga – Liedson volta ao Flamengo após empréstimo e título pelo Porto.

Fonte: Yahoo! Esportes

O Porto comemorou neste domingo a conquista do título do Campeonato Português. Mesmo jogando pouco na campanha, Liedson fez parte do elenco e levantou a taça pela primeira vez em sua carreira. O atacante está emprestado ao Dragão e, com o contrato se encerrando em junho, deve retornar ao Flamengo.

Liedson falou, em entrevista ao SporTV sobre o título e lamentou sua pouca utilização durante o campeonato:

“Não foi do jeito que eu imaginava que seria. Joguei pouquíssimas vezes. Não tive grandes oportunidades. Mas estou muito feliz pela conquista”, disse.

De saída do Porto, Liedson falou ainda sobre o retorno ao Flamengo, disse que vai se reapresentar, mas deixou em aberto a sua utilização na equipe rubro-negra:

“Vamos ver o que acontece. Até agora não tem nada definido”, resumiu.

Liedson chegou ao Flamengo na metade de 2012, mas jogou pouco e, por conta do alto salário, foi emprestado ao Porto no início de 2013.

Por Cleber Aguiar – A força do Galo: atletas apostam no Atlético-MG como campeão brasileiro

Fonte: Globo.com

Time de Ronaldinho Gaúcho é o mais citado por 343 jogadores das Séries A e B como favorito ao título nacional. Corinthians é o segundo na preferência

Por Alexandre Alliatti*Rio de Janeiro

Vencer, vencer, vencer. Não é apenas o “ideal” do Atlético-MG, como canta seu hino: é também a previsão dos concorrentes dele no Campeonato Brasileiro. O Galo é a principal aposta dos jogadores das Séries A e B para campeão nacional de 2013. É o que evidencia pesquisa feita pelo GLOBOESPORTE.COM e pela revista “Monet“.

Favoritos_SERIE-A-2 (Foto: Infoesporte)

Todos os jogadores dos 40 clubes das duas primeiras divisões foram convidados a responder, sob a garantia de total anonimato, uma série de perguntas que ajudam a traçar um perfil do atleta brasileiro – suas opiniões, apostas, preferências, características. Um total de 343 jogadores, de 23 equipes, aceitou participar – em alguns casos, os clubes vetaram a manifestação dos boleiros. Dos que votaram, 118 escolheram o próprio time entre os quatro favoritos. Esses votos (9,1%) não foram computados no resultado final.

Nos próximos dias, uma série de reportagens mostrará o que pensam os jogadores que participaram da pesquisa.

E eles pensam que o Atlético-MG será campeão brasileiro. No formulário, cada jogador podia apontar até quatro clubes como candidatos ao título. Dos 343 entrevistados, 265 citaram o Galo – 72% deles. O time treinado por Cuca teve 20,5% do total de 1.291 votos.

É uma prova do respeito que o Atlético-MG ganhou. A equipe de Ronaldinho Gaúcho está, firme e forte, nas quartas de final da Libertadores da América. Também é bicampeã mineira. Foi em meio a esse cenário que os atletas manifestaram sua opinião na pesquisa. A visão deles reflete o rendimento do time de Belo Horizonte.

Corinthians (55,4%), Fluminense (41,1%), Grêmio (30,9%) e São Paulo (28%) completam o top 5 da preferência dos boleiros. Mas cabe uma lembrança: no ano passado, o Timão foi o mais citado pelos jogadores, mas quem levou a taça foi o Flu.

Reflexo da Libertadores

Ronaldinho Gaúcho Atlético-MG final (Foto: Agência Estado)Ronaldinho Gaúcho comanda o Atlético em 2013
(Foto: Agência Estado)

A Libertadores serve como filtro. Os cinco clubes mais votados são justamente aqueles da Série A que representa(ra)m o Brasil no torneio continental. Mesmo equipes como Grêmio e São Paulo, de desempenho oscilante na competição, foram bastante lembradas.

As referências ao Atlético-MG são consequência do ótimo desempenho do time alvinegro na  competição. O Galo teve a melhor campanha da primeira fase entre todos os participantes. Com futebol vistoso, passou a ganhar ares de favorito. E não só na Libertadores, como aponta a pesquisa.

Mas é bom carregar tanto respeito dos adversários? Para Cuca, é. E é justo, acima de tudo.

– É bom, porque essa condição quem nos deu fomos nós mesmos. Ano passado, entramos como franco atiradores, vencemos a Ponte no último minuto, depois ganhamos do Corinthians e aí fomos pegando corpo na competição. Fomos apontados como favoritos na Libertadores esse ano e estamos vivos. É graças ao que esses jogadores estão demonstrando em campo. Mas o Brasileiro não é fácil. São 13 times, no mínimo, em condições de serem campeões. É muito difícil – opinou o treinador.

São 13 times, no mínimo, em condições de serem campeões.”
Cuca, técnico do Atlético-MG

O Atlético-MG não vence o Brasileirão desde 1971, quando conquistou seu primeiro e único título. O jejum maltrata a torcida. Mas o elenco dá sinais de confiança.

– Se chegamos a essa condição, é pelo que estamos apresentando. Isso tem que servir como motivação, porque trabalhamos em um clube que tem capacidade – comentou o goleiro Victor.

O rendimento alcançado em 2013 faz o Atlético-MG superar até o campeão mundial na preferência dos jogadores. O Corinthians foi citado por 190 atletas como um dos quatro candidatos ao título (75 votos a menos que o Galo). A maior parte das manifestações ocorreu antes de o Timão ser eliminado pelo Boca Juniors na Libertadores. E antes de ele ser campeão paulista.

Pato treino Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)Pato garante: Corinthians entra forte na briga pelo título (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)

É natural que algum favoritismo seja dado a um clube com capacidade para contratar um jogador como Alexandre Pato. Mas ele próprio vê o Timão embolado com outros na briga pelo título.

– Tem outros times que são favoritos também. Atlético-MG, Fluminense, Grêmio e, entre eles, o Corinthians. Esses são os times que vêm fazendo bons campeonatos ultimamente, estavam na Libertadores, e dois deles ainda estão. Todo mundo vai ver que o Corinthians está forte. Mas não pensamos em favoritismo. Pensamos somente em trabalhar duro – disse o atacante.

 

O Fluminense, campeão no ano passado(relembre no vídeo ao lado), subiu dois postos na hierarquia de apostas dos jogadores. Em 2012, foi o quinto mais votado. Este ano, é o terceiro. O Tricolor perdeu o Estadual, mas segue na luta na Libertadores. E entra no Brasileirão como um dos favoritos.

– Isso cria uma responsabilidade enorme sobre a gente. Sabemos que temos um elenco muito bom e é por isso que estamos no top cinco dos favoritos. Além do elenco, estamos nessa posição pelo que demonstramos já neste início de ano. E temos que justificar isso: tocar a Libertadores, mas sem esquecer o início do Brasileiro – observou Rhayner, atacante do Fluminense.

O Tricolor carioca foi citado por 141 dos 343 jogadores que participaram da pesquisa. Na sequência, aparece o Grêmio, com 106. O São Paulo, apesar da largada de ano decepcionante, mantém moral. Com 96 menções, foi o quinto mais lembrado, à frente do Botafogo (78).

Descrença

alisson thiaguinho vasco Figueirense amistoso (Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br)Vasco recebeu apenas um voto de candidato ao
título (Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br)

O intervalo de um ano bastou para alguns times gerarem suspeitas nos jogadores. O Santos, segundo mais votado no ano passado, foi o sétimo agora. O Inter, quarto em 2012, caiu para décimo, mesmo com o investimento em jogadores do porte de Forlán e apesar do tricampeonato gaúcho. O Peixe teve 69 votos, contra 38 do Colorado. Entre eles, aparecem Cruzeiro e Flamengo, ambos com 43 lembranças.

Mas o mais impressionante é a descrença no Vasco. Dos 343 jogadores, dos 1.291 votos, apenas um lembrou do clube de São Januário. Foi o menos citado, ao lado de Criciúma e Atlético-PR, recém-saídos da Série B.

*Colaboraram Fernando Martins y Miguel, Rafael Cavalieri e Thiago Braga.

Por Cleber Aguiar – Com Guarani e Santa no domínio da TV, CBF detalha tabela da Série C

Fonte: Futebolinterior.com.br

Time pernambucano terá oito dos nove jogos televisionados no primeiro turno

1

 A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgou, nesta segunda-feira, a tabela detalhada do primeiro turno da Série C do Campeonato Brasileiro. Além da data específica dos confrontos, a entendida divulgou as partidas que serão televisionadas pelo Sportv e pela TV Brasil.

Serão pelo menos dois jogos televisionados por semana. A competição começa oficialmente no próximo dia 1 (sábado), às 16 horas, com seis partidas. Uma delas transmitidas pelo Sportv. O canal fechado mostrará Santa Cruz e Luverdense. No domingo, a TV Brasil transmitirá Sampaio Correa e Brasiliense, às 19 horas.

A partir da quarta rodada, após a paralisação para a disputa da Copa das Confederações, serão quatro duelo por semana. Com transmissões de quinta a sábado. Clubes tradicionais puxam a fila. Santa Cruz terá oito jogos transmitidos, enquanto o Guarani terá seis.

A influência da televisão também tem seus contras. Boa parte das partidas do Guarani foi remarcada para horários esdruxúlos. Serão ao menos quatro confronto às 10 horas da manhã de domingo. Todos eles televisionados. Este, porém, não será problema apenas do Guarani, mas dos outros 19 times.

Após dois turnos, os quatro melhores de cada grupo avançam à fase de mata-mata, com jogos de ida e volta a partir das quartas de final, nos dias 20 e 27. Os vencedores destes confrontos já conquistam o acesso à Série B e se garantem nas semifinais, com duelos marcados para os dias 3 e 10 de novembro. As finais, também em duas partidas, estão agendadas para 17 e 24 do mesmo mês.

Na conta da CBF?
O mais engraçado de tudo é que a CBF receberá uma cota pelas transmissões da Série C pela TV de R$ 9 milhões. Fato que justifica o aumento do repasse feitos aos clubes. Deste total, serão R$ 4,5 milhões pagos pela Sportv e R$ 4,5 milhões pela TV Brasil, mas ainda não se sabe

O diretor de Desenvolvimento e Projetos da CBF, Reinaldo Carneiro Bastos, ressaltou a evolução da Série C na transmissão por TV fechada. “Serão 30% dos jogos na TV. São R$ 9 milhões de cota, R$ 4,5 do SporTV e R$ 4,5 milhões da TV Brasil”, enumerou.

Antes do acerto dos direitos de transmissão, a CBF não falava em valores de cota de participação. A entidade garantia apenas o custeio de despesas com hospedagem, transporte das equipes e taxas de arbitragem, além da cessão de 100 bolas cedidas pela patrocinadora Penalty.

Por Cleber Aguiar – Mano vê Brasil sem padrão e critica estrutura da CBF: ‘Deixou a desejar’

Fonte: Globo.com

Ex-técnico da Seleção analisa demissão, não acredita que grupo possa chegar favorito à Copa de 2014 e promete voltar a trabalhar em junho

Por Alexandre Lozetti e Leandro CanônicoSão Paulo

Demitido da seleção brasileira em novembro do ano passado, Mano Menezes está de volta ao cenário. Ainda sem emprego, é verdade, mas com opiniões fortes e o desejo de ver o futebol brasileiro mais bem estruturado no futuro. Para o técnico, o ponto de partida da mudança tem de ser a Confederação Brasileira de Futebol.

– Penso que a nossa estrutura na CBF, como instituição voltada para o futebol, deixa a desejar – declarou o treinador em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, na tarde da última segunda-feira, em São Paulo.

Mano Menezes, que ficou de julho de 2010 a novembro de 2012 no comando da seleção brasileira, estipulou um prazo para retomar o trabalho como técnico (ou pelo menos voltar a analisar propostas): 11 de junho, dia em que completará 51 anos de idade. O treinador entende que sua missão agora é ajudar o futebol pentacampeão do mundo a encontrar um padrão, algo que ele não vê mais presente no país.

– Não temos padrão. Não sabemos como o futebol brasileiro joga. Se você olhar na Alemanha, há isso. Invariavelmente, todas as equipes da Bundesliga jogam muito parecidas. Isso é padrão – acrescentou o treinador, que por conta disso não acredita que a Seleção chegará como favorita à Copa do Mundo de 2014.

mosaico Mano Menezes entrevista (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Em uma conversa de pouco mais de uma hora, Mano explicou como foi sua demissão da seleção brasileira, disse que deixou seu planejamento com Carlos Alberto Parreira, falou sobre o futuro de Neymar e também a respeito de Andrés Sanches e do desafeto Romário, que o acusou de fazer “esquema” na CBF. Leia a íntegra da entrevista:

Não me sinto magoado e não tenho rancor, até porque nunca fui assim na minha vida”
Mano, sobre a sua demissão na CBF

GLOBOESPORTE.COM: Como você recebeu a notícia de sua demissão da seleção brasileira? Acha que foi traído pelos dirigentes da CBF?
Mano Menezes: Recebi um convite para dirigir a Seleção em outra administração (sob o comando de Ricardo Teixeira). Iniciei e conduzi como achei que tinha de conduzir. Sabia que os primeiros momentos seriam duros, porque iríamos fazer uma renovação muito grande. E não tem renovação sem preço. Tínhamos uma consciência muito grande disso. Quando houve a alteração na presidência (Teixeira renunciou e deu lugar a José Maria Marin), tivemos uma conversa como gosto de ter. Sentei com o novo presidente e com o Andrés Sanches (então diretor de seleções), porque quem trabalha no futebol sabe que hierarquia é importante. Disse ao presidente, então, que entendia o direito dele de escolher o profissional que achava mais adequado para dirigir a seleção brasileira, porque é um cargo de extrema confiança. Coloquei essa situação muito clara para que ele tomasse as decisões que queria tomar. E que a única coisa que eu queria nesse processo todo era respeito profissional. E quando ele tomou a decisão da troca de treinador, eu acho que estava exercendo o direito dele. A maneira como isso foi feito, um pouco mais para cá ou um pouco mais para lá, cabe ao presidente, porque é da responsabilidade dele. Não me senti traído, apenas frustrado. Ainda mais num projeto dessa magnitude, na seleção mais vencedora do mundo. Iniciei um trabalho de quatro anos e quando as coisas começaram a engrenar, com mais ou menos dois anos e meio, eu saí. Não me sinto magoado e não tenho rancor, até porque nunca fui assim na minha vida.

Ser demitido na sua melhor fase na Seleção e não ter mais a chance de dirigir o time na Copa do Mundo no Brasil aumentaram a frustração?
Não pelo fato de a Copa ser no Brasil. Dirigir a Seleção é sempre uma missão grandiosa. São poucos os técnicos que receberam essa chance. Vou continuar sentindo muito orgulho por ter feito esses dois anos e meio da maneira que achava que deveria. Mas é óbvio que eu me sinto frustrado pela interrupção.

Você se sentiria mais respeitado, talvez, se tivesse sido demitido após um resultado ruim, se é que a medalha de prata pode ser considerada ruim?
Não cabe a mim fazer avaliação se deveria ser no primeiro momento ou no segundo. Não houve o aproveitamento de um resultado (para mandar embora). Se não, teriam feito depois da perda da medalha de ouro. As pessoas que tomam essa decisão têm sua responsabilidade. As escolhas são difíceis, assim como as minhas como o treinador. Eu convocava e convivia com contestações e incompreensões. O dirigente também. Eles sabem o que estão fazendo. E provavelmente pensaram fazer o melhor.

Certamente, o Ricardo Teixeira conversou com o Marin ao entregar a presidência. Talvez tenha até pedido que você fosse mantido no cargo. Mas com sua demissão, seria natural fazer o mesmo e passar para o Felipão tudo o que foi feito antes. Isso aconteceu? Você e o Felipão conversaram?
Não tenho conhecimento sobre o tipo de relação do Teixeira com o Marín. Conhecendo o Ricardo Teixeira como conheci nesse período, acho difícil que ele tenha feito algum tipo de pedido. Ele não interfere no trabalho de ninguém. Sempre te dá liberdade para fazer o que acha que deve ser feito. Presidente não pode estar toda hora conversando com seu técnico, dizendo que deve ser feito isso ou aquilo, se não ele estará tirando a autoridade do seu treinador. E se tem alguém que não pode perder autoridade para conduzir um time de estrelas, esse alguém é o técnico. Do técnico para o técnico, esse é um dos grandes problemas que a estrutura da CBF tem. Você não pode, quando sai alguém, não ter um profissional para deixar o que foi feito até então. E a CBF não tem essa pessoa. A CBF tem de ter um manager. Alguém efetivo, que não depende do técnico que chegue ou saia. Exatamente porque você precisa ter nessa pessoa todas as informações. E a pessoa que chega, no caso o Felipão, vai concordar ou não, vai fazer as modificações que quer. Mas precisa saber. Pela relação que vinha tendo com o Parreira (coordenador técnico da Seleção), já que várias vezes conversamos porque o procurei e tive nele uma pessoa muito correta para conversar sobre experiência, deixei todas as informações com ele. Ali tinha tudo especificado, número de convocações, tempo jogado, desempenho na Seleção… Obviamente que o Felipão teve conhecimento disso.

Quando assumiu a seleção brasileira, em julho de 2010, você fez uma renovação quase que total em relação à Copa do Mundo da África do Sul. Acha que isso atrasou o processo de construção da equipe?
Não acho que tenha atrasado, estava tudo dentro de um cronograma aceitável para o caminho que escolhemos. Sempre coloco isso com muito cuidado, porque as pessoas podem dizer que a escolha de ter feito uma transformação desse tamanho foi do treinador. E realmente foi minha como treinador. Então, não tenho de reclamar disso. Apenas tenho de entender que as pessoas não compreendem. No contexto do torcedor, ele quer ver a Seleção ganhando mais. E certamente eu poderia ter escolhido esse caminho mais fácil. Mas queríamos um caminho que, inclusive, contemplaria uma transformação do jeito de jogar, que paralelamente foi uma das bandeiras levantadas à época. Isso tem um custo. Tínhamos de passar por esse caminho e trabalhamos para passar com menos traumas possíveis.

Você participou do processo de reconstrução do Corinthians e viu o clube crescer em estrutura. O que você encontrou na CBF ao assumir estava muito aquém do que o futebol brasileiro representa para o mundo?
Essa é uma questão importantíssima para tratar. E deixando bem claro que não tem nada a ver com nomes individuais, porque essa é uma outra coisa que sempre fico triste quando abordamos os assuntos do futebol brasileiro. Se você fala uma frase, alguém sempre pensa que você está dirigindo a alguém. E nós gostamos de fazer isso, pessoalizar para criar polemica. Aí o outro responde, “brigamos” e não avançamos na discussão. E precisamos avançar sem brabeza, sem biquinhos. Apenas com ideias, discutindo as minhas com as de outros, de dirigentes, como gente grande, madura, porque me parece claro que não está bom. E quando não está bom, você precisa propor algo diferente. Caso contrário, vai continuar não estando bom. Penso que a estrutura na CBF, como instituição voltada para o futebol – e não estou envolvendo questões políticas -, deixa a desejar. Nós não temos um centro de treinamento adequado. O nosso foi feito com base em outra realidade, em outros tempos. É localizado em um lugar (Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro) que não favorece no período das competições mais importantes, que são no meio do ano. E nós sabemos que o clima da serra é pior nesse período. Temos questões de neblina, de deslocamento. Tudo isso precisa ser mais prático e mais atual. Quando ele foi feito, foi ótimo, mas hoje não é mais. Estava sendo planejada a construção de um novo centro de treinamento. E se discutiu muito o que seria contemplado nele. E eu defendo que a CBF deveria ter um centro de excelência, como outros esportes têm e outras seleções também. Isso é uma parte da história. E a outra é como a gente vê tudo isso, os profissionais que vamos trazer. Escolhas com filosofia muito clara. Fizemos uma escolha para a base (chamando Ney Franco para comandar a base e dirigir a seleção sub-20) e vimos o resultado. Essas escolhas são importantes. São elas que vão modificar o futebol brasileiro.

Esse resultado que você diz foi com Lucas, Neymar e Oscar?
Claro! Quando o Ricardo Teixeira pediu que eu fizesse paralelamente a coordenação das categorias de base, eu perguntei se era possível fazer um trabalho como eu acreditava. E ele disse: “faça o trabalho como você acha que deve fazer”. Mas não tínhamos até então um técnico com a capacidade e a trajetória que o Ney Franco tinha. E os jogadores que estávamos levando para a Sub-20 já eram titulares em seus clubes. Então, não cabia o mesmo tipo de comportamento que tinha até pouco tempo. Não que os outros não fossem bons, mas hoje a realidade é outra. Os jogadores se tornam titulares precocemente em seus times. E é preciso dar uma referência mais forte na Seleção. Esse foi o primeiro entendimento. Depois, tivemos de acumular o cargo, porque tínhamos de pagar um salário mais alto ao Ney e então demos também a coordenação geral. Fizemos, então, uma pesquisa rápida e poucos jogadores da base estavam chegando à seleção principal. Mas vimos resultado num curto espaço de tempo. Hoje temos Fernando, Lucas, Oscar e Neymar convocados para a Copa das Confederações. Lembrando que esse trabalho começou em 2011 e estamos em 2013.

No Brasil, pode parecer crime dizer que a Seleção não é favorita à Copa. Mas pensando friamente, é errado pensar que em 2018 o time estará mais maduro e mais pronto para vencer do que em 2014?
Não é errado pensar que em 2018 a equipe vai estar mais madura. O que é errado pensar é que ela não tem condições de ganhar em 2014, porque um futebol talentoso como o nosso sempre é capaz de ganhar uma Copa do Mundo. Da mesma maneira que perdemos algumas sendo favoritos, nós podemos ganhar uma não sendo. E isso (favorito) tenho certeza que não seremos até 2014. Tem outras seleções que vão chegar num estágio mais adequado e com mais maturidade. Uma delas é a Alemanha, que começou na Copa do Mundo da África do Sul esse processo. Alguns anos atrás, eles reuniram pessoas competentes para fazer uma análise do futebol e viram que não era mais o futebol de antes. Isso se estendeu como estrutura para todo o futebol alemão. A Alemanha fez isso muito bem.
 

Não existe mais 80. É oito ou 8000. Ou você é muito bom ou é muito ruim. Ou é burro ou genial. Tem que saber que não foi tão genial, porque o tombo ali na frente é maior ainda”
Mano, sobre as críticas

O saudosismo do talentoso futebol brasileiro impede os dirigentes de terem a humildade de reconhecer que é necessário evoluir?
Penso que o fato de nós sermos a seleção que mais ganhou títulos, que jogou todas as Copas, que até quando não ganhou foi longe é a maior dificuldade para entender que os outros avançaram mais do que nós. Neste momento, não somos o melhor futebol do mundo. É difícil aceitar isso. Isso acontece dentro de um clube também. Quando se torna ganhador com determinado grupo é difícil aceitar que ele está acabando, porque aquilo é muito forte, os jogadores são importantes, o treinador também, e a direção às vezes demora a fazer a modificação. Agora é o momento propício para discutirmos algumas situações.

O jogador brasileiro divide muito a atenção no futebol com compromissos comerciais, eventos… Os europeus têm mais facilidade de foco?
Não acho que esse seja um problema exclusivo dos jovens brasileiros que estão chegando à Seleção. É uma questão da estrutura que o futebol tem hoje. Os números ficaram muito grandes e as exigências também passaram a ser maiores. Não basta só jogar futebol. Os envolvimentos com a imagem trazem outras coisas. E ele se tornou algo que não era até pouco tempo no futebol brasileiro. O jogador, inclusive, era visto com certo receio para algumas questões sociais, ele era meio marginalizado, visto até com certo preconceito. Hoje isso existe ainda, mas não para o uso da imagem, nem para as questões sociais. Isso criou uma necessidade de assumir novos compromissos. Existem pessoas gerindo a carreira e eles viram nisso uma possibilidade de maior ganho. E ninguém vai dizer ao jogador que ele não deve ganhar isso. A imagem é algo muito peculiar. Uns são muito aceitos, como imagem de mercado, outros nem tanto. Mas na medida em que você tem mais compromissos, cria-se um problema objetivo, que é deixar de entender que o principal continua sendo o futebol E se o futebol deixar de existir e o atleta parar de gerar expectativa, todo esse paralelo também não vai existir. Com raras exceções.

O Neymar, obviamente, é um exemplo claro desses jogadores que têm muitos compromissos comerciais e gera enorme expectativa dentro de campo. Você vê o atacante pronto para a Copa do Mundo? Acha que a CBF está certa em tomar a decisão de blindá-lo enquanto estiver convocado?
É uma questão subjetiva se alguém está pronto ou se falta um pouquinho para ficar mais maduro. Pela juventude, ele está em desenvolvimento. Mas um ano às vezes provoca muitas modificações. Uma coisa é sempre ser elogiado. Outra é ser elogiado e criticado. É preciso contemporizar, separar as boas das ruins. Precisa ouvir, ler e isso vai transformá-lo em outro profissional. De resto, é realmente inteligente a CBF proteger. Quando estava na Seleção, eu, numa discussão sobre desgaste físico, disse que o lugar que ele mais descansava era na seleção brasileira, porque ele não pegava helicóptero para compromisso comercial, por exemplo.

Mano Menezes explica em entrevista a sua visão sobre a demissão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Você falou de ouvir e ler para ser tornar um profissional melhor. Você faz isso com frequência?
Claro. Todas as pessoas que estão envolvidas num mundo como o nosso precisam fazer isso, porque não existe mais 80. É oito ou 8000. Ou você é muito bom ou é muito ruim. Ou é burro ou genial. Aí você faz uma alteração circunstancial, vence e daqui a pouco é genial de novo. Tem que saber que não foi tão genial, porque o tombo ali na frente é maior ainda. E o contrário também. As avaliações internas e os parâmetros são importantes para não se perder, seja para ilusão ou decepção.

Essa experiência da demissão te tornou um profissional melhor?
Certamente. É como jogo de futebol. Se o jogo é muito lento, não tem qualidade, exigência, você sai dele com um tipo de evolução. Se é intenso, de qualidade, exigindo tudo, você sai melhor, porque precisa encontrar outros recursos para sobreviver nessa situação. A vida da gente na profissão é exatamente assim.

Acho que o Neymar vai se desenvolver se ficar no futebol brasileiro a vida toda. Apenas penso que ele poderia se desenvolver mais ao estar lá fora”
Mano Menezes, técnico de futebol

Qual problema fez o Brasil deixar de ser o melhor no futebol?
A formação dos profissionais da área técnica. Talvez sejamos um dos poucos países do mundo que não exige formação para os profissionais se tornarem técnico de futebol. E eu acho isso um absurdo. Hoje essa formação depende muito do interesse individual que cada um tem para se desenvolver. É uma exigência da Fifa em alguns países, está se estendendo pela América do Sul e daqui a pouco chega ao Brasil. Será preciso cumprir uma mínima exigência para dirigir uma time de Série A. Mas hoje não existe. Então, não temos padrão. Não sabemos como o futebol brasileiro joga. Se você olhar na Alemanha, há isso. Invariavelmente, todas as equipes da Bundesliga jogam muito parecidas. Isso é padrão. São padrões que hoje não temos. E se não temos é porque nossos profissionais não trabalham na mesma linha, porque não tem formação. A nossa formação não está boa como deveria estar e isso é retratado nos jogadores que formamos.  Hoje, tecnicamente, nossos jogadores estão piores. E tecnicamente não é fazer malabarismo com a bola. Tecnicamente é passar bem, dominar bem, saber a tática individual de cada função. Não estou falando que todos são incompetentes. Há ilhas que fazem certo. Mas estamos falando do padrão do futebol brasileiro.

É essa falta de padrão que obriga o Neymar a sair do país para evoluir?
É. Penso que sim. Não acho que o Neymar não vá se desenvolver se ficar no futebol brasileiro a vida toda. Apenas penso que ele poderia se desenvolver mais ao estar lá fora. Penso que ele é extremamente talentoso, o maior dos últimos tempos no Brasil. Mas se comparar com a curta mudança de estilo que o Lucas passa na França já temos uma ideia do que vai acontecer com o Neymar se também estiver lá. Os campos são melhores, a velocidade é maior, porque a grama é rala, cortada do mesmo tamanho, a intensidade é mais alta e os jogadores têm disciplinas táticas mais rígidas. Tudo isso vai fazer com que ele passe por coisas que ele ainda não passou e toda vez que você passa por isso precisa apresentar novas soluções. Isso é evolução. A gente acredita que ele vai apresentar essas soluções, porque ele tem capacidade para isso.

Quais são os seus planos para o futuro?
Eu vou voltar a trabalhar depois do meu aniversário (dia 11 de junho). Vou estar com 51 e certamente está na hora de voltar a trabalhar. A decisão de não fazer imediatamente, pós-seleção, foi porque saí enfraquecido depois de um trabalho interrompido. Preparei-me para dirigir a Seleção na Copa do Mundo de 2014 e vinha fazendo isso há dois anos e meio. A partir do momento que você é demitido, precisa avaliar, analisar as decisões que tomou. Qual deve ser mantida? Qual deve mudar? Isso denota um tempo, você não está preparado para outro trabalho em sequência, porque não vai ser um bom técnico se assumir imediatamente. No segundo semestre deste ano, que está próximo, certamente vou trabalhar.

Você já está fortalecido?
Sim. Os dias se passaram e até a sequência da seleção brasileira, aquilo que foi mantido, ajudou. Do grupo que vinha sendo convocado, apenas dois jogaores que estão na lista da Copa das Confederações não foram chamados por mim: o Filipe Luís e o Dante. Todos os outros fizeram parte das convocações. É importante comparar. Chegou um novo técnico e a linha de trabalho seguiu muito parecida. Isso comprova que estava no caminho certo.

Qual a sua prioridade agora: trabalhar na Europa ou no Brasil?
Meu projeto pessoal envolve escolher, dentro das possibilidades, um lugar que me permita fazer um bom trabalho. Essa é a exigência número um. Porque técnico vive de bom trabalho. Não adianta nada ir à Europa para dizer que fui à Europa e dirigir um clube que não tem condições de passar da 15ª colocação. Não vai me acrescentar nada momentaneamente. Isso não quero. Essa é a parte que será determinante na decisão que vou tomar nos próximos 30 dias.
 

Qualquer crítica no futebol eu aceito com naturalidade. Eu acho que o trabalho de quem analisa o futebol é criticar positiva ou negativamente. Só não aceito colocar a honestidade em jogo sem saber a realidade dos fatos”
Mano, sobre Romário

Quanto tempo demorou para você ter a primeira proposta de trabalho depois de ser demitido da Seleção? Foram horas, dias, semanas ou meses?
Eu recebi uma antes mesmo de ser demitido (risos). Acho que o dirigente era bem informado. Na verdade, no futebol, funciona assim: as pessoas fazem uma sondagem primeiro. Como eu não tinha interesse em dirigir clube algum, não fomos para proposta. Recebemos, sim, algumas sondagens.

Muito se fala sobre a sucessão do Marín na CBF. Haverá uma eleição em breve. Você acha que o Andrés Sanches, com quem você trabalhou no Corinthians e mantém amizade, seria um bom nome para renovação?
Falar do Andrés é meio complicado. Essa é uma desvantagem em relação aos seus amigos. Quando fala bem dele, pensam que você está querendo promover. Aí você acaba se constrangendo e não falando. Andrés é um grande dirigente. A experiência que tive com ele no Corinthians foi ótima. Mas não gosto de apontar nomes. Não cabe aos técnicos isso, não é da nossa área. Mais importante que os nomes é que a pessoa que assuma tenha como visão modificar a estrutura como um todo. Isso vai de calendário até as questões estruturais nossas. Mas isso é algo muito complexo e não deve ser feito só por pessoas politicas. Cabe ao político dar o respaldo para que profissionais capacitados sejam contratados para fazer o que deve ser feito.

Crítico ferrenho do seu trabalho na seleção brasileira, o ex-atacante e agora deputado federal Romário talvez tenha sido seu principal opositor nesse período. Você se decepcionou com a postura dele?
Qualquer crítica no futebol eu aceito com naturalidade. Eu acho que o trabalho de quem analisa o futebol é criticar positiva ou negativamente. Só não aceito colocar a honestidade em jogo sem saber a realidade dos fatos. E no futebol brasileiro existe muita informação ruim, e que se repete numa velocidade incrível, porque os meios de comunicação estão assim. Há uma falta de credibilidade muita perigosa. Mas existe muita coisa boa que é feita com seriedade. E quem é sério, quem faz as coisas voltadas para a linha da correção, se decepciona mais e sofre mais. Em relação a esse caso, é esse tipo de sentimento que tenho.

Por Cleber Aguiar – Santistas protestam contra Muricy e colocam técnico “à venda”

Fonte: Gazetaesportiva.net

Questionado por conselheiros do Santos em meio à disputa da primeira fase do Campeonato Paulista, o técnico Muricy Ramalho tem seu trabalho cada vez mais contestado na Vila Belmiro. Após perder o título estadual para o Corinthians, na final do Paulistão, o treinador passou a ser alvo de protestos da torcida santista.

Irritados com o vice-campeonato no Paulista, torcedores da equipe praiana colocaram Muricy “à venda”. Com o título de “Treinado Acomodado”, Muricy Ramalho custa R$ 1 em um site de vendas na internet.

No anúncio, o comandante alvinegro, entre prós e contras, é descrito da seguinte maneira: “Já foi vencedor, não requer categoria de base, não requer treino tático, vem com manual e auxiliar técnico, alto custo de manutenção, ‘arquivo táticas.rar corrompido e irrecuperável – última atualização 22/06/2011’, estilo de jogo: toca no Neymar e seu time cansa fazendo um jogo por semana”.

Muricy tem contrato até o fim do ano com o Santos e, por enquanto, uma troca de técnico não parece ser cogitada pelos dirigentes. O presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, afastado por problemas de saúde, assistiu a decisão do Estadual e, mesmo após o empate com o Timão, que custou o título ao Peixe, parabenizou o treinador pela campanha.

Reprodução

“Acomodado”, Muricy Ramalho foi colocado à venda na internet por um torcedor santista

Por Cleber Aguiar – Descontente, Souza tenta rescindir com Verdão para acertar com Cruzeiro

Fonte: Lancenet.com.br

Jogador ficou incomodado pela falta de valorização dentro do clube e seus representantes já conversam com a Raposa

Caio Carrieri

Souza - Treino do Palmeiras (Foto: Tom Dib)
Souza tem reunião com a diretoria e pode deixar o clube (Foto: Tom Dib)

Descontente com a diretoria do Palmeiras e na mira do Cruzeiro, Souza está disposto a rescindir o contrato que tem com o Verdão até dezembro e desembarcar em Belo Horizonte (MG).

Por causa desta insatisfação do jogador, está programada para esta terça-feira uma reunião de representantes do atleta com dirigentes do clube. Souza está incomodado com a cúpula palmeirense desde março, quando negociaram a renovação de vínculo do camisa 8.

Segundo pessoas próximas ao volante, o diretor-executivo José Carlos Brunoro aprovou um aumento substancial de salário para o jogador pelo que seria um novo contrato – Souza voltou de empréstimo ao Náutico recebendo R$ 40 mil. No entanto, o presidente Paulo Nobre vetou os novos valores, mas aumentou as cifras dos vencimentos do atleta, sem prorrogar os laços.

A falta de valorização desejada irritou Souza e seus empresários. Por isso, eles estão decididos que, se o volante não deixar o Palestra Itália agora, a saída acontecerá no fim do ano, sem chance para novas tratativas com a diretoria.

Os agentes foram procurados pelo Cruzeiro e gostaram do que foi proposto pelo clube mineiro. Por meio da assessoria de imprensa, a Raposa admitiu a busca por um volante no mercado, mas não confirmou que Souza está na pauta.

Do lado do Palmeiras, o clube tem apenas 35% dos direitos econômicos. O restante é da Turbo Sports. Se não tiver uma compensação agora, o Alviverde pode ver Souza sair de graça ao término do ano – e do vínculo – ou até mesmo assinar um pré-contrato com outra equipe em julho, a seis meses do fim do acordo atual.

José Carlos Brunoro nega que Souza deseja deixar o Verdão.

– Não tem nenhum descontentamento do Souza e não recebemos nenhuma proposta do Cruzeiro – declarou, em entrevista ao LANCE!Net.

O volante encheu os olhos de Gilson Kleina ao se destacar no Náutico no ano passado, mas não manteve no Palmeiras as boas atuações. Antes titular no início do ano, atualmente é opção no banco de reservas. Em 17 jogos que realizou no ano, ele marcou dois gols, e deu duas assistências, estas só no Paulistão.

Notas LANCE!

6,1: É a média de Souza na avaliação do LANCE! somadas as 17 partidas que ele disputou nesta temporada. Foram dez exibições como titular (cinco no Paulistão e outras cinco na Libertadores) e sete saindo da reserva (cinco no Estadual e duas no torneio sul-americano).

7,0: Foi a nota mais alta que o camisa 8 recebeu na temporada. Aconteceu apenas uma vez, no jogo de estreia no Verdão em 2013, contra o Bragantino, no Pacaembu (0 a 0). Já a análise mais baixa foi 5, nos confrontos com Sporting Cristal (PER) e Libertad (PAR), ambos fora de casa.

Os outros volantes do elenco

Márcio Araújo
Titular absoluto, é quem mais disputou jogos no ano do elenco: 24 das 28 partidas. Encarregado de marcar.

Charles
Outro com vaga cativa no meio de campo com Gilson Kleina. Fez gols importantes na Copa Libertadores.

Wesley
Tem jogado fora de posição, mais avançado, como meia. É o líder de assistências, com seis passes.

Léo Gago
Sem poder jogar a Libertadores, teve bastante espaço no Paulistão. Lesionado, volta em dois meses.

M. Oliveira
É titular da lateral esquerda, embora seja volante de origem. Também já atuou como zagueiro.

João Denoni
Jovem da base (19 anos), está sem espaço. Fica fora até do banco de reservas. Kleina diz que confia nele.

Wendel
Atuou mais como lateral (dos dois lados) do que na sua função de origem. Também  fica fora do banco.

Vilson
Zagueiro de origem, firmou-se como volante e agradou Kleina. Com joelho operado, pode voltar nesta semana.

Com a palavra

Dudu
Ex-volante e ex-técnico do Verdão

É bom jogador, mas precisa de experiência

Souza é um bom jogador, mas não está atuando na sua posição (volante). Joga mais adiantado, como meia. Por causa disso, tem partidas em que ele vau bem e outras em que parece um pouco perdido, porque é colocado mais à frente no campo.

Ele é um bom menino, com muitos recursos. Tem boa arrancada, bom chute, boa visão de jogo e sabe conduzir a bola.

Por outro lado, ainda precisa adquirir mais experiência, ter mais calma para jogar, não ter tanta pressa com a bola nos pés. Tem de ter mais presença no meio de campo. Parar a bola e observar os colegas com tranquilidade. Mas ressalto que é bom jogador.

Ainda falta experiência ao time. Quero o Palmeiras lá em cima, porque torço e sofro.

As saídas com Nobre

Mazinho
Em baixa tecnicamente foi emprestado no fim de janeiro por um ano para o Vissel Kobe, do Japão. Contrato com o Palmeiras vai até 30 de julho de 2017.

Luan
Foi envolvido na troca com Cruzeiro. Como contrapartida, Charles e Marcelo Oliveira desembarcaram no Palestra Itália. Acordo prevê empréstimos até dezembro.

Barcos
Foi em definitivo para o Olímpico. O Grêmio pagou R$ 4 milhões ao Palmeiras, quitou as dívidas alviverdes de R$ 1,3 milhões com a LDU (EQU) e de R$ 1 milhão com o atacante. Além disso, emprestou Leandro, Vilson, Léo Gago e Rondinelly até dezembro.

Patrik e Amaro
O primeiro foi emprestado ao Gangwon (COR), e o segundo ao Avaí.

Por Cleber Aguiar – Barcelona divulga novo uniforme, que terá homenagem à Catalunha

Fonte: Globo.com

Segundo modelo vai utilizar listras em vermelho e amarelo, cores da bandeira da região, a ‘senyera’, enquanto o primeiro terá tons mais escuros

Barcelona fará uma homenagem à Catalunha em sua camisa na próxima temporada. Nesta terça-feira, o clube divulgou os novos uniformes para 2013/2014, e a novidade ficou por conta do segundo modelo, nas cores amarela e vermelha, em referência à “senyera”, a bandeira da região.

Na primeira camisa, poucas mudanças, como a gola amarela, as listras maiores e o tom mais escuro das cores azul e graná, bem como a manga em degradé. Já o segundo uniforme foi totalmente reformulado. Agora, Messi e Cia. usarão listras verticais em vermelho e amarelo, mais tradicionais, em vez do criticado modelo em amarelo e laranja utilizado na atual temporada.

Nova camisa barcelona (Foto: Divulgação)Jogadores do Barça posam com as novas camisas da equipe (Foto: Divulgação)
Nova camisa barcelona (Foto: Divulgação)Primeiro modelo do Barça terá gola amarela e tons mais escuros (Foto: Divulgação)

 

Nova camisa barcelona (Foto: Divulgação)Detalhe do segundo uniforme: referência à bandeira catalã (Foto: Divulgação)