Por Cleber Aguiar – Apresentado pelo Náutico, Silas garante: “Sou um cara corajoso”

Fonte: Gazetaesportiva.net

Anunciado como novo técnico do Náutico na última sexta-feira, Silas foi apresentado na manhã deste sábado, no Centro de Treinamento Wilson Campos. Após uma rápida conversa com os jogadores, o novo comandante alvirrubro deu sua primeira entrevista coletiva, na sala de imprensa do CT.

“Jogador nunca se esquece de jogar futebol. Eu recebi só boas referências desse grupo quando conversei com Gallo e Mancini. Os dois também deram boas informações a respeito da estrutura do clube. Todo clube vive bons e maus momentos. Vocês podem ver o que Ney Franco passa no São Paulo, Jorginho no Flamengo, Autuori no Vasco. Aqui não é diferente. Vamos trabalhar para mudar essa situação o mais rápido possível”, disse Silas.

Após duas temporadas no Al-Gharafa, do Catar, o treinador deixou o país asiático em novembro de 2012, e desde então esperava uma nova oportunidade para trabalhar. Ele é o terceiro técnico do Náutico em 2013. Alexandre Gallo deixou o comando do Timbu no começo de janeiro, para assumir a Seleção Brasileira Su-20. Vágner Mancni foi demitido no último domingo, após a derrota para o Ypiranga.

Simone Vilar/Divulgação/Náutico

Silas tenta recuperar auto-estima do Náutico, que acumula três derrotas nas últimas três partidas

“Fui campeão no Grêmio, aliás, última conquista do time gaúcho. No Avaí conquistei o acesso em 2008 e fui campeão catarinense. No Catar também tive uma boa passagem nesse dois anos que fiquei por lá e com títulos. Aprendi com um dos melhores técnicos do Brasil, o Cilinho, que, acima de tudo, tem que ter coragem. Posso dizer que sou um cara corajoso”, declarou.

 

Silas já comandou quatro jogadores do atual elenco alvirrubro. No Flamengo, trabalhou com Vinícius Pacheco. No Avaí, treinou Bruno Collaço e lançou Marcos Paulo na equipe profissional. No Fortaleza, dirigiu Rogerinho.

A estreia de Silas não será neste domingo, contra o Serra Talhada, mas o treinador viajará com a delegação para acompanhar a partida no estádio Nildo Pereira.

“Preciso analisar a parte disciplinar, técnica, física e tática. Vem ai oito meses de competição nacional, além de Sulamericana. Vi um Náutico acostumado com um futebol de força, raça e pegada. Se conseguirmos retomar isto e montar um time organizado teremos uma equipe capaz de reverter resultados”, afirmou.

Silas chega ao Náutico junto com três auxiliares: seu irmão, Paulo Pereira, que fará seu último jogo como técnico interino do Guarani neste domingo, diante do Palmeiras, além do português Rui Maside e do preparador físico Luís Gustavo Nunes Tomazoli.

Por Cleber Aguiar – EM CLIMA DE DESPEDIDA, DEDÉ FAZ GOL E PÊNALTI, E VASCO VENCE

Fonte: Globo.com

Vasco bate Quissamã por 3 a 1 e rebaixa adversário. Dedé admite proposta do Cruzeiro e pode não vestir mais a camisa cruz-maltina em São Januário
 

Arquibancadas quase às moscas, com 871 pagantes, podem ter testemunhado o último jogo de Dedé em São Januário. E com gol, pênalti e vitória. O Vasco bateu o Quissamã por 3 a 1, pela penúltima rodada da Taça Rio, em jogo útil apenas para o técnico Paulo Autuori fazer observações – já que os cruz-maltinos foram a campo sem chances de classificação para as semifinais. Tenorio, outro com possibilidades de sair, fez o segundo, Thiaguinho marcou o terceiro, e Gustavo descontou para o time do norte fluminense, em pênalti cometido por Dedé. Com a derrota neste sábado, o Quissamã está rebaixado. Fará companhia ao Olaria na Segundona de 2014.

O próprio zagueiro admite ter uma proposta do Cruzeiro. E não se vê em condições de garantir que seguirá no clube. Reconhece a possibilidade de sair. Não por acaso, ouviu gritos de “Fica, Dedé” dos torcedores. Ao fazer o gol, beijou a cruz de malta que defendeu a ponto de ganhar o apelido de Mito.

– Meu nome está igual a uma bolinha de pingue-pongue, batendo lá e cá. O que sei de concreto é que tem uma proposta do Cruzeiro. Tenho um carinho especial pelo Vasco e procuro fazer minha parte da melhor maneira. Ainda não sei o que pode acontecer – afirmou o defensor.

O jogo foi um bom teste para o Vasco, que deu sinais de evolução, especialmente no primeiro tempo. Autuori teve a chance de analisar alternativas – Nei na lateral esquerda, Thiaguinho na frente, Dakson mais liberado para chegar ao ataque. Com a vitória, o time subiu para sete pontos, na quinta colocação do Grupo A. A despedida do Campeonato Carioca será no próximo sábado, contra o Madureira, fora de casa. A volta a São Januário será apenas em 26 de maio, na estreia pelo Brasileirão, contra a Portuguesa –  talvez já sem Dedé. O Quissamã, com apenas dois pontos, visita o Friburguense no domingo.

Ded´comemora, Vasco x Quissamã (Foto: Bruno Turano/Agência Estado)Dedé comemora o primeiro gol da vitória sobre o Quissamã (Foto: Bruno Turano/Agência Estado)

Usar a cabeça

O Vasco usou a cabeça no primeiro tempo. E não apenas para fazer os dois gols, com Dedé e Tenorio. Também usou para pensar. O time deu sinais de lucidez, algo tão raro na temporada, e foi capaz de trocar passes, elaborar jogadas, fazer infiltrações – em parte, graças à evidente fragilidade do Quissamã.

A equipe comandada por Paulo Autuori dominou o adversário. Só abriu o placar aos 32 minutos, mas poderia ter alcançado o gol bem antes. Dakson foi figura bastante ativa em campo. Arriscou dois chutes a gol, ambos defendidos pelo arqueiro. Também deixou Thiaguinho na cara do gol, mas o atacante chutou em cima do goleiro Ricardo. O próprio Thiaguinho, porém, foi eficiente ao colocar a bola na cabeça de Dedé, livre na área. Em seguida, Tenorio, também de cabeça, em cruzamento de Bernardo, ampliou.

O jogo estava sob domínio absoluto do Vasco, mas aí Dedé falhou. Em disputa de bola com Marquinho, ele derrubou o adversário na área. Gustavo cobrou e descontou para o Quissamã.

Sob controle

O Quissamã não teve forças para reagir no segundo tempo. O Vasco seguiu superior. Teve o jogo sob controle. Ora com Dakson, ora com Bernardo, o time continuou mais perto do gol. Ricardo voltou a trabalhar para evitar um placar mais gordo. Romário, que foi a campo no intervalo no lugar de Tenorio, foi mais um observado pelo treinador. Apresentou boa movimentação. Filippe Souto e Pedro Ken entraram no decorrer da etapa final – nas vagas de Sandro Silva e Bernardo.

Quase no fim da partida, Dakson foi derrubado na área. A torcida pediu para Dedé bater. Ele aplaudiu, mas fez um sinal de negativo. Thiaguinho partiu para a cobrança. Bateu forte, no canto esquerdo do goleiro, e fechou o placar: 3 a 1.

Por Cleber Aguiar – Coxa massacra o Rio Branco e segue na luta pelo returno

Fonte: Gazetaesportiva.net

Do correspondente Luiz Felipe FagundesCuritiba (PR)

Sem maiores dificuldades, o Coritiba fez sua parte na luta pelo título do returno do Campeonato Paranaense 2013 e goleou o Rio Branco por 6 a 0, no Estádio Couto Pereira. Com o resultado, o Alviverde chegou aos 18 pontos, alcançando provisoriamente a terceira colocação. Já o Leão da Estradinha segue perigosamente ameaçado pela zona de rebaixamento no ano de seu centenário.

O Coxa conseguiu abrir o placar aos 28 minutos, com o artilheiro Alex, que recebeu lançamento açucarado de Robinho e tocou na saída do goleiro para marcar. Escudero ampliou aos 40 minutos, de cabeça. Depois do intervalo, Robinho, aos nove, marcou o terceiro. Aos 27, Pereira recebeu de Alex e fuzilou para marcar. Aos 33, Anderson Costa, que fazia sua estreia, precisou de dois minutos para deixar sua marca. Aos 40, Alex fechou a contagem.

Na próxima rodada, o Coritiba terá o clássico diante do Atlético Paranaense, domingo, em local ainda a ser definido. Antes, estreia na Copa do Brasil diante do Sousa-PB. Já o Rio Branco terá pela frente o Paranavaí, quinta-feira, no Gigante do Itiberê.

O jogo – A primeira chance para o Alviverde foi criada aos quatro minutos, com Victor Ferraz encontrando Rafinha, que foi travado na hora exata do chute. A resposta veio em chute de Fabinho, que pegou torto na bola e mandou para muito longe da meta. O Coxa tentava impor seu ritmo e desperdiçou grande oportunidade, aos 12 minutos, com Deivid, que recebeu na cara do gol e chutou para defesa de Rodrigo Café.

O Leão da Estradinha, desesperado na luta contra a degola, se defendia como podia e não representava nenhum perigo para o Coritiba, que, por sua vez, tinha dificuldade para abrir o placar. Aos 19 minutos, Alex tocou de letra para Robinho, que recebeu em ótima posição e arrematou por cima da meta. Aos 23 minutos, Rafinha arriscou de fora da área e Vinícius se esticou para ceder escanteio.

A pressão deu resultado aos 28. Robinho lançou Alex, que dominou e chutou na saída do goleiro para balançar as redes. O Rio Branco criou sua primeira chance aos 34 minutos, em cobrança de falta de Matheus, que Vanderlei teve trabalho para espalmar. Na resposta, Alex, também de bola parada, carimbou a trave. Mas, aos 40 minutos, Robinho fez o levantamento e Escudero testou para ampliar a vantagem.

Para a segunda etapa, nenhuma mudança nas equipes. O Coritiba administrava bem a vantagem e tocava a bola tentando criar novas oportunidades. E ela apareceu aos nove minutos. Robinho recebeu de Deivid e, mesmo desequilibrado, tocou forte, no cantinho, para fazer o terceiro.

O Alviverde fazia grande apresentação impondo seu ritmo desde o início da partida. Aos 17 minutos, Alex chutou de fora da área, pela linha de fundo. Caimmy aprontou, aos 23 minutos, para cima da defesa coxa-branca e cruzou para Bahia, que chegou desajeitado e facilitou a vida de Vanderlei, que ficou com a bola. Aos 27 minutos, Alex serviu Pereira, que desviou para o fundo das redes.

A goleada só crescia, e com direito a estreia. Com dois minutos em campo, em seu primeiro lance com a camisa coxa-branca, Anderson Costa tabelou com Luizinho, aos 33, e chutou cruzado para fazer o quinto. Cabia mais e, aos 40 minutos, Alex, artilheiro isolado do Estadual com 12 gols marcados, fechou a contagem aproveitando assistência de Deivid.

Por Cleber Aguiar –

Fonte: Globo.com

Azulão do ABC jogará a Série A2 após 14 anos na elite do estadual; 1 a 1 mantém CAP no G8, mas classificação será definida na última rodada
 
A CRÔNICA
por Marcus Vinícius Souza

Penapolense x São Caetano rebaixado (Foto: Divulgação / CA Penapolense)Pressão do São Caetano não foi suficiente para
evitar queda (Foto: Divulgação / CA Penapolense)

Desde que apareceu para o Brasil, no Campeonato Brasileiro de 2000 – a Copa João Havelange –, o São Caetano viveu vários momentos de glória. Foi vice-campeão nacional naquele ano, em 2001 e também da Libertadores de 2002. Em 2004, foi campeão paulista, comandado por Muricy Ramalho. Mas, desde então, vem ladeira abaixo. Rebaixado em 2006 no Brasileiro, o Azulão caiu agora no Paulistão, graças ao empate em 1 a 1 com a Penapolense, fora de casa.

Depois de 13 anos na elite paulista, o time do ABC voltará a jogar a Série A2 em 2014 – o Guarani é outro que já está rebaixado, com uma rodada de antecedência. O empate em 1 a 1, no estádio Tenente Carriço, deixa o Azulão com 13 pontos, podendo chegar apenas a 16. O Mirassol, primeiro fora da zona de rebaixamento, está com 17 pontos.

O resultado adia para a última rodada uma possível classificação inédita do Penapolense para a segunda fase do Estadual. O caçula e sensação do torneio joga contra o Santos, fora de casa. Já o São Caetano se despede da elite do Campeonato Paulista, jogando no Anacleto Campanella, contra o Paulista. Todos os jogos desta rodada serão no domingo, às 16h.

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Penapolense x São Caetano rebaixado (Foto: Divulgação / CA Penapolense)Partida foi acirrada e teve equilíbrio refletido no placar (Foto: Divulgação / CA Penapolense)

Contra-ataques fatais

Após muita pressão do CAP no início da partida, o São Caetano se acertou apenas na metade da etapa inicial. No entanto, quando o Azulão do ABC começava a chegar mais perto do gol adversário, veio a resposta do time da casa. Em grande atuação, Silvinho recebeu ótima assistência de Guaru, ficou de frente para o gol e tocou na saída de Fábio, aos 32 minutos.

O São Caetano não queria perder tempo e continuou no ritmo ofensivo, que estava antes de sofrer o gol. Enquanto isso, o Penapolense encontrava espaços na zaga adversária, mas não conseguia acertar na pontaria.

Aos 43 minutos, com fôlego de menino, Rivaldo puxou contra-ataque, passou para Danielzinho, que chutou para o gol. Marcelo rebateu nos pés de Jobson, que, livre, empurra para o fundo do gol, deixando tudo igual.

Blitz do visitante

Foram diversas oportunidades criadas. O São Caetano voltou determinado a virar a partida e evitar o rebaixamento. Mas, depois de dez minutos, a pressão diminuiu, já que o Azulão do ABC não poderia continuar deixando espaços para o CAP contra-atacar.

O Penapolense, sem pressa, ameaçava menos que na primeira etapa. O empate não era suficiente para se classificar, mas deixava o clube no G8 para a última rodada.

O cenário era cada vez pior para o São Caetano. A equipe pressionava nos últimos minutos, mas não conseguia criar boas oportunidades, dando diversos contra-ataques ao Penapolense. Silvinho teve três chances, mas acabou demorando para bater em todas essas jogadas e acabou permitindo a igualdade no placar.

Por Cleber Aguiar – Ofuscado pelo Galo, XV surpreende e supera reservas do São Paulo

Fonte: Gazetaesportiva.net

Gabriel Carneiro, especial para a GE.NetSão Paulo (SP)

“É quarta-feira”, cantou a torcida do São Paulo, neste sábado, no estádio do Morumbi, mesmo com o time já garantido em primeiro lugar para as quartas de final do Campeonato Paulista. Com o foco exclusivo no próximo meio de semana, quando recebe o Atlético-MG para definir sua vida na Libertadores, o Tricolor foi surpreendido pelo XV de Piracicaba, que venceu por 1 a 0, afastou suas chances de rebaixamento e ainda viu o Tricolor protagonizar uma de suas atuações mais desanimadas de 2013.

Apesar de alguns lampejos quando Cañete foi recuado para atuar ao lado de Jadson no meio-campo, o São Paulo atuou de forma lenta e discreta em todo o primeiro tempo, contrapondo com a postura agressiva do XV de Piracicaba. Mesmo voltando do intervalo mais interessado no jogo, o time de Ney Franco sofreu dois baques: o gol de Luiz Eduardo após cobrança de escanteio de Diguinho, aos 10 minutos, e os cantos de pressão da torcida, com nove mil representantes na fria noite de sábado.

O próximo compromisso do São Paulo é o seu mais importante em anos: com titulares e 22 mil ingressos vendidos antecipadamente, a equipe recebe o Atlético-MG na quarta-feira, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores, dependendo de uma vitória e uma combinação de resultado para avançar.

Pelo Paulista, o Tricolor conclui a interminável primeira fase no próximo domingo, quando visita o Mogi Mirim às 16 horas (de Brasília) em mais uma partida sem pretensões, pois o clube do interior também já pode entrar em campo classificado. Já o XV de Piracicaba, que se salvou do mesmo destino de Guarani, União Barbarense e São Caetano, que foram rebaixados, terá uma semana de preparação antes de receber o Botafogo-SP no Barão de Serra Negra.

O Jogo – O desentrosamento do mistão escalado por Ney Franco neste sábado ficou evidente desde os primeiros minutos de bola rolando. Desorganizado, o São Paulo tentava rodar a bola e inverter as posições dos três atacantes, sempre com Jadson centralizado no meio, mas não conseguia. Logo no primeiro minuto de jogo, o volante Fabrício mostrou serviço com um levantamento na área para Wallyson, mas o goleiro Bruno Fuso saiu bem e abafou, desfazendo a primeira ousadia tricolor.

Diante de um adversário eu não encontrava seu espaço dentro de campo e de uma torcida que não preenchia nem de longe os espaços vazios do Morumbi, o XV de Piracicaba se animou. A primeira chance ocorreu aos quatro minutos, quando Diego Silva cortou a frágil marcação de meio-campo e lançou Marcelo Soares pela esquerda. Após a tentativa de drible, Edson Silva cortou. A zaga do São Paulo trabalhava pela primeira vez em um início de jogo movimentado e caracterizado pela necessidade de corrigir os erros da dupla de volantes.

O São Paulo não deixou barato. Em contra-ataque rápido pela esquerda, o lateral Cortez fez bela jogada ao fintar três marcadores, mas não soube o que fazer ao atingir a linha de fundo. Na sequência, Jadson tentou um lançamento de três dedos para Wallyson, que abria pela direita na tentativa de fazer a formação com três atacantes funcionar. O impedimento foi assinalado e, após a batida errada do XV, Denis recebeu recuo, foi lento para a bola e quase deu espaço para a abertura de placar. Aos 14, Danilo Sacramento criou jogada pelo centro, recebeu o toque e concluiu à esquerda do gol.

Insatisfeito, Ney Franco fez uma alteração tática na metade do primeiro tempo, ao manter Cañete recuado ao lado de Jadson, como um quarto homem de meio-campo e não um terceiro atacante. Animado e bem postado, o Tricolor criou boas oportunidades com Fabrício, que fez finta pela direita e sofreu uma falta cobrada por Jadson na barreira, com Cañete, que cortou a marcação pelo meio e chutou por cima do gol de Bruno Fuso, e com Ademilson, que tentou voleio para fora.

Com a torcida tricolor pedindo raça e a do XV de Piracicaba animada, ocupando boa parte do espaço reservado no Morumbi, o time do interior partiu para cima, sem a tática de apostar no erro do adversário como foi no começo. Aos 28, após jogada de Diguinho, Marcelo Soares recebeu de Márcio Diogo e bateu na trave de Denis, em posição irregular. Logo na sequência, Marcelo tentou de novo, de longe, para boa defesa do reserva de Rogério Ceni, que xingou toda a defesa. Sem sossegar, Márcio Diogo percebeu a marcação à distância do meio-campo tricolor, cortou para o lado e bateu da intermediária, no travessão de Denis.

Como havia prometido antes de a bola rolar, Ney Franco fez duas alterações antes do fim do primeiro tempo, mas surpreendeu ao sacar Jadson, que apresentou problema muscular e foi poupado. Ao lado de Denilson, cansado com só , o camisa 10 deu espaço a Lucas Farias e João Schmidt, que deram todo fôlego nos minutos finais, mas não fizeram tanta diferença.

Se a alteração tática e as duas trocas de peças não deram resultado, Ney Franco resolveu colocar um ingrediente que faltou ao São Paulo no primeiro tempo: a agressividade. Logo nos primeiros minutos da etapa complementar, Rodrigo Caio avançou sem marcação e bateu da entrada da área para boa defesa de Bruno Fuso. No escanteio cobrado após o lance, a bola sobrou na diagonal para Edson Silva, que soltou uma pedrada em cima do goleiro quinzista.

No momento da partida em que nenhum dos times se arriscava no campo de ataque adversário, a bola parada fez a diferença a favor do XV de Piracicaba. Aos 10 minutos do segundo tempo, Diguinho levantou a bola na área em cobrança de escanteio e o zagueiro Luiz Eduardo apareceu nas costas da marcação para cabecear no canto de Denis e abrir o placar. Cinco minutos depois, o autor do gol interceptou uma jogada perigosa de ataque do São Paulo e fez a torcida interiorana comemorar como se tivesse marcado outro gol.

Do outro lado das arquibancadas, os são-paulinos faziam questão de lembrar para os jogadores em busca da reação, pedindo “raça” e citando “é quarta-feira”. Dentro de campo, no entanto, Lucas Farias foi um dos poucos a tentar agredir o adversário, primeiro com um cruzamento da ponta direita, falha de Bruno Fuso e domínio errado de Henrique Miranda. Dez minutos mais tarde, aos 26, o reserva da lateral direita tabelou perto da entrada da área e bateu com força para defesa em dois tempos do goleiro do XV. Assustado, o XV reagiu aos 33, com falha de Cortez após cruzamento de Janílson e ótima defesa de Denis em chute de Paulinho e, na sequência, outra intervenção incrível na cobrança de escanteio.

Nervoso pelos gritos da torcida, o time do São Paulo arriscou demais de fora da área e não conseguiu igualar o placar nos instantes finais. No último minuto, ainda, em posição irregular, Henrique Miranda perdeu ótima chance, frente a frente com Bruno Fuso. Da torcida, fica o aviso: “é quarta-feira”.

Por Cleber Aguiar – NEYMAR FAZ QUATRO, SANTOS VENCE E DERRUBA O UNIÃO BARBARENSE

Fonte: Globo.com

Na véspera do aniversário de 101 anos do Peixe, craque brilha em vitória que deixa o time na segunda colocação

O Santos comemora 101 anos no domingo, mas Neymar fez questão de adiantar o presente aos torcedores. Eficiente, o atacante do Peixe aproveitou quatro das seis oportunidades que teve no jogo e brilhou na goleada por 4 a 0 sobre o União Barbarense, neste sábado, em Santa Bárbara d’Oeste, pela 18ª rodada do Campeonato Paulista –

Neymar não marcava quatro vezes em uma mesma partida desde 29 de outubro de 2011, pelo Brasileirão daquele ano, quando liderou uma vitória por 4 a 1 sobre o Atlético-PR, no Pacaembu. A atuação de gala em Santa Bárbara d’Oeste levou Neymar ao posto de artilheiro do estadual com 12 gols, um a mais que William, da Ponte Preta.

O resultado levou o Santos ao segundo lugar com 36 pontos, próximo de assegurar um posto no G-4 do estadual. Para isso, torce por tropeços de Corinthians, Palmeiras e Mogi Mirim neste domingo. Já para o Barbarense, com 13 pontos e em 19º lugar, não teve jeito: o tropeço sentenciou o clube ao rebaixamento à Série A2, com uma rodada de antecipação.

Os dois times retornam a campo pelo Paulistão no próximo domingo, às 16h (de Brasília). Na Vila Belmiro, o Santos recebe o Penapolense, enquanto o Barbarense se despede da Série A1 contra o também rebaixado Guarani. Antes disso, porém, o Peixe encara o Flamengo-PI nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil.

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Neymar comemora, União Barbarense x Santos (Foto: Célio Messias/Agência Estado)Neymar comemora gol diante do União Barbarense (Foto: Célio Messias/Agência Estado)

Nem as poças d’água param Neymar

Substituto de Muricy Ramalho, Tata pareceu ter dado ouvidos ao clamor da torcida santista que, depois do empate em 2 a 2 com o Flamengo-PI, protestou em um blog contra – dentre outras coisas – o fim do “DNA ofensivo” alvinegro. Prova disso é que, ao contrário do que se esperava, o auxiliar levou a campo um time com três atacantes – Giva, Neymar (como um “falso centroavante”) e Pato Rodriguez. Outra novidade foi a escação do volante Alan Santos na lateral direita.

As condições do gramado na Toca do Leão dificultavam qualquer jogada em velocidade. Com poças d’água espalhadas pelo campo, a saída para Santos e Barbarense era mesmo apostar em bolas alçadas na área. O Peixe não demorou a captar a mensagem e, aos sete minutos, abriu o placar com Neymar. O atacante aproveitou uma bola que Cícero levantou de costas para a grande área, dominou e bateu no canto.

O gol fez com que o Barbarense despertasse. Aproveitando a dificuldade santista em tocar a bola no meio-campo, o Leão da 13 passou a atacar pelo lado esquerdo, setor no qual um improvisado Alan Santos ainda se adaptava. Por ali, Cesinha deu trabalho. Aos 25 minutos, o atacante assustou – limpou quatro defensores e arrematou, para boa defesa de Rafael.

Se na frente o time da casa se esforçava para mudar a partida, lá atrás a fragilidade defensiva deu as brechas que Neymar precisava. Aos 26, a zaga do Barbarense esqueceu o atacante livre – justo ele – após cruzamento de Guilherme Santos e desvio de Patito. O camisa 11, sem trabalho, marcou seu 135ª gol pelo Peixe, virando o 13º maior goleador da história do clube praiano, deixando Odair (que defendeu o clube de 1943 a 1952) para trás.

Neymar faz a quadra e afunda o Leão

A festa de Neymar em Santa Bárbara d’Oeste ganhou sequência no segundo tempo. Com menos de um minuto, ele aproveitou um cruzamento rasteiro de Patito pela esquerda e, com um leve toque, desviou para o gol. Cinco minutos depois, o atacante recebeu lançamento com absurda liberdade e, na saída de Walter, foi às redes pela quarta vez.

Com a vitória assegurada e diante de um rival abatido e perdido taticamente em campo, o Santos só teve o trabalho de administrar o jogo. O que não significa que Peixe e Neymar tenham tirado o pé do acelerador. Com toques de efeito e liberdade para homens de meio e laterais aproveitarem a apatia do Barbarense, o Alvinegro sufocou ainda mais o adversário no campo de defesa.

Neymar, inclusive, teve ainda outras duas boas chances de gol. Aos 21, recebeu lançamento de Patito nas costas da defesa e arrematou no canto esquerdo de Walter, mas acertou a trave. No minuto seguinte, aproveitou – livre – um cruzamento rasteiro de Guilherme Santos e desviou para o gol, mas a arbitragem marcou impedimento do lateral-esquerdo.

O ritmo do jogo, já lento, desabou a partir da metade final do segundo tempo. Tranquilo, o Santos optou em tocar a bola e fazer o tempo correr. Sem reação, coube à torcida e aos atletas do Barbarense aguardar o apito final e aceitar o indesejado retorno à Série A2.