ICFUT – Fonte Nova, filme velho: Vitória bate Bahia na reinauguração do estádio

Fonte: globo

Na primeira partida realizada na nova arena baiana, Rubro-Negro chega a oito jogos sem perder do rival, dá goleada de 5 a 1 e derruba técnico tricolor

Por Raphael CarneiroSalvador

O mando de campo é do Bahia, mas a Fonte Nova continua sendo a segunda casa do Vitória. Seis anos depois da interdição, o estádio foi reinaugurado neste domingo com um público presente de 37.410, com 32.274 pagantes, que proporcionaram uma renda de:1.954.900,00. O cenário mudou, mas o roteiro continuou o mesmo. Assim como nos últimos oito clássicos disputados na antiga Fonte Nova, o Tricolor não conseguiu vencer. O Vitória levou a melhor, ganhou por 5 a 1, aumentou a invencibilidade no local e pode se orgulhar de começar a nova era com a mesma certeza com que terminou em 2007: clássico na Fonte Nova é sinônimo de alegria rubro-negra.

renato cajá bahia x vitória (Foto: LEOGUMP CARVALHO/FRAME/Agência Estado)Renato Cajá comemora o 1º gol do clássico e da Arena (Foto: Leogump Carvalho/Frame/Agência Estado)

Com enredo diferente, o primeiro Ba-Vi do principal estádio da Bahia teve o mesmo fim do último. Se em 22 de abril de 2007, em um jogo com três viradas, o Vitória precisou lutar até o último minuto para vencer por 6 a 5, o triunfo desta vez foi mais tranquilo. Melhor posicionado taticamente, o Leão passou quase todo o segundo tempo com a missão apenas de garantir o resultado feito nos minutos iniciais. Renato Cajá, Maxi Biancucchi, Michel, Vander e Escudero garantiram a festa. Zé Roberto fez o gol de honra do Bahia. Para piorar a noite tricolor, o técnico Jorginho deixou o comando do time após a partida.

Com o triunfo deste domingo, o Rubro-Negro chegou a oito jogos sem perder para o maior rival na Fonte Nova. A última vez que o Bahia deixou o estádio vencedor foi em fevereiro de 2004. Mas no geral, no entanto, a supremacia ainda é tricolor: 126 triunfos do Bahia e 79 do Vitória – houve ainda 102 empates.

Os três pontos conquistados no clássico dão ainda mais tranquilidade ao Rubro-Negro no Campeonato Baiano. O time de Caio Junior chegou aos 12 pontos conquistados – três a mais que o segundo colocado no grupo, o Juazeirense – e tem 100% de aproveitamento. Do outro lado, mesmo com a goleada sofrida, o Bahia se mantém na primeira colocação, com cinco pontos ganhos.

A bola volta a rolar para as duas equipes no meio da semana. Mas por uma outra competição. Vitória e o Tricolor vão estrear na Copa do Brasil. Na quarta-feira, o Rubro-Negro vai ao Mato Grosso para enfrentar o Mixto. No dia seguinte, o Bahia enfrentará o Maranhão.

Renato Cajá: um nome na história

De início, o que todos no estádio queriam saber era quem ia fazer o primeiro gol da Arena Fonte Nova. De qual pé ou cabeça sairia a bola que balançaria a rede do novo estádio pela primeira vez? Qual lado da rivalidade teria o prazer de vibrar e transformar em aquarela as arquibancadas verdes do estádio? A resposta demorou para chegar. Antes do grito solto e explosivo de gol, a Fonte Nova ouviu muitos “uuuh”, muitos "levanta" e "senta", e viu muita mão na cabeça por causa daquela bola que passou perto, mas, por um capricho do destino, não encontrou as redes.

bahia x vitoria fonte nova (Foto: AFP)Arena virou aquarela na tarde deste domingo
(Foto: AFP)

Quem viveu esse momento primeiro foi o lado tricolor. Logo aos três minutos, Adriano entrou por trás da zaga e bateu no canto. Deola se esticou e desviou com a ponta dos dedos. Ela passou tirando o primeiro pedaço de tinta da trave. O Bahia ainda teve oportunidades com Marquinhos, Magal e Obina, mas nenhum dos três conseguiu entrar para a história.

Do lado rubro-negro, a alegria inicial surgiu em forma de reclamação. Neto tocou com a mão na bola dentro da área, e o árbitro mandou o jogo seguir. Aos 31 minutos, Maxi Biancucchi cruzou da direita e, sem ninguém no gol, Escudero chegou atrasado. Mas dez minutos depois, apareceu, enfim, a resposta que todos queriam. Mansur foi derrubado na área. Pênalti marcado.

Dinei pediu para bater. Conversou com Renato Cajá, que decidiu assumir a responsabilidade. O meia caminhou lentamente e, com o pé esquerdo, mandou no canto direito do goleiro Marcelo Lomba. A pergunta estava respondida. A arquibancada verde do estádio se transformou em uma aquarela em êxtase vermelha e preta.

Vitória: também um nome na história

Seguindo os versos do hino, o Vitória gostou de provar o gosto de ser “um nome na história”. O Rubro-Negro voltou para o segundo tempo ainda com mais sede de gol. E de transformar a Fonte Nova em sua segunda casa. O que era um jogo disputado no primeiro tempo se transformou em chocolate na segunda etapa.

Com o Bahia perdido em campo, o Vitória se encontrou fácil no gramado da Fonte Nova. Logo aos cinco minutos, Maxi Biancucchi entrou na área e mandou de cobertura para fazer um belo gol. A festa que já era rubro-negra ficou ainda maior. No minuto seguinte, Obina chegou a balançar as redes, mas o auxiliar marcou equivocadamente impedimento do atacante tricolor.

O primeiro grito de gol da torcida do Bahia não saiu. O que se ouviu, na verdade, nos arredores do estádio, foi mais uma vibração do Leão da Barra. Depois de tabelar com Dinei, Michel bateu forte, contou com a ajuda de Marcelo Lomba e começou a transformar a vitória em goleada.

Jogadores do Vitória comemoram gol com a torcida na Arena Fonte Nova (Foto: Reprodução SporTV)Jogadores do Vitória comemoram gol com a torcida
(Foto: Reprodução SporTV)

Mesmo dominado em campo, o Bahia ainda tentou uma reação. Zé Roberto aproveitou cruzamento de Magal para fazer o gol que acabou sendo de honra do Tricolor. Poderia ser uma reação. Mas não foi. O Vitória não deu espaço para o rival acreditar em um empate. Vander, que foi dispensado do Bahia por deficiência técnica, e Escudero fecharam a goleada histórica na Fonte Nova.

Em clima de festa, a torcida do Vitória só queria saber de comemorar. Ziriguidum e “Ah, lelek lek lek” viraram a trilha sonora da inauguração da Arena Fonte Nova. Com mais da metade da torcida do Bahia já fora da Arena, os rubro-negros encontraram mais um estádio para chamar de seu. A segunda casa do Vitória: “A-ha, u-hu, a Fonte Nova é nossa”.

ICFUT–PAULISTÃO: Resultados, gols e classificação

Fonte: futebolinterior

Palmeiras e Timão garantem vaga; São Paulo dispara. A Ponte viu cair a invencibilidade e os concorrentes à vice-liderança encostaram

Campinas, SP, 07 (AFI) – O criador derrotou a criatura. No retorno do técnico Gilson Kleina ao Majestoso, desde a saída polêmica para o Palmeiras, a Ponte Preta perdeu uma invencibilidade de quase oito meses em casa e de quatro meses no total, neste domingo. Na outra partida realizada à tarde, o Corinthians fez a lição de casa e bateu o São Bernardo. Os resultados garantiram os dois arquirrivais na próxima fase. Quem teve motivos de sobra para comemorar foi o mistão do São Paulo, que acabou com a invencibilidade do Botafogo, no Estádio Santa Cruz.

Exacerbadamente nervosa e cometendo erros infantis, a Ponte foi derrotada pelo Palmeiras, de seu ex-treinador Gilson Kleina, por 2 a 1, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Os gols gols alviverdes foram marcados por Tiago Real e Leandro, enquanto Ramirez fez para Macaca.

O resultado encerra a incrível série invicta alvinegra. A última derrota em casa havia acontecido no dia 15 de agosto, quando perdeu para o Bahia, por 2 a 0, pela 37ª rodada do Brasileirão. Curiosamente, o técnico era Kleina. Já a última derrota em casa havia acontecido no dia 18 de novembro, quando caiu diante do mesmo Bahia, por 1 a 0.

Apesar do revés em casa, a Ponte segue na vice-liderança, com 34 pontos. No entanto, já vê vários adversários encostarem, casos de Mogi Mirim e Santos, com 33 pontos. O próprio Palmeiras pegou o elevador e chegou aos 31 pontos, na sexta posição.

Vitória tranqüila
O Corinthians não sofreu grandes sustos para vencer o São Bernardo, por 2 a 0, no Pacaembu, em São Paulo. Os gols da partida foram anotados por Jorge Henrique e Guerreiro. A vitória recoloca o Timão na luta pelas primeiras posições, já que chegou a 32 pontos, na quinta posição, apenas dois a menos que a Ponte. O Tigre, por sua vez, segue ameaçado, com 17 pontos, na 14ª posição.

Fim da farra no Santa Cruz
Mesmo com apenas dois titulares em campo (Maicon e Aloísio), o São Paulo atropelou o Botafogo, por 3 a 1, em pleno Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Foi a primeira derrota do Botinha, em casa, onde o time ostentava seis vitórias e um empate. O revés derrubou o time para sétima posição, com 28 pontos. Já o Sampa praticamente assegurou a ponta, ao chegar aos 38 pontos, quatro a mais que a vice-líder Ponte.

Benazzi milagreiro
Contratado para salvar o Atlético Sorocaba do rebaixamento, o técnico Vágner Benazzi vai mostrando que é capaz de fazer milagres. Em uma partida com cara de decisão, o Galo venceu o concorrente direto Mirassol, por 3 a 2, no Walter Ribeiro, em Sorocaba. Com isso, o time da casa deixou a zona do rebaixamento e chegou aos 16 pontos, na 15ª posição. Já o Leão caiu para o 16º lugar, com 15 pontos, apenas um a mais que o Ituano, o primeiro na degola.

Antes…
Neste sábado, os mandantes deram as cartas em dia com jogos apenas entre clubes do Interior. O Penapolense goleou por 3 a 0 e praticamente sacramentou o rebaixamento do Guarani. O Mogi Mirim assumiu a terceira posição ao bater o Paulista, por 2 a 0. Já o Linense se manteve vivo na briga pelo G8 ao superar o Oeste, por 3 a 1.

A rodada começara no meio de semana. Na quarta-feira, o XV de Piracicaba de um grande salto para fugir da degola ao vencer o Bragantino, por 2 a 0, em casa. No outro jogo, os ameaçados Ituano e União Barbarense só empataram sem gols. Na quinta, o Santos tropeçou e apenas empatou com o São Caetano, por 1 a 1.

Confira os jogos da 17.ª rodada:

Quarta-feira

XV de Piracicaba 2 x 0 Bragantino
Ituano 0 x 0 União Barbarense

Quinta-feira

Santos 1 x 1 São Caetano

Sábado

Penapolense 3 x 0 Guarani
Mogi Mirim 2 x 0 Paulista
Linense 3 x 1 Oeste

Domingo

Ponte Preta 1 x 2 Palmeiras
Corinthians 2 x 0 São Bernardo
Botafogo 1 x 3 São Paulo
Atlético Sorocaba 3 x 2 Mirassol

Gols

 

 

 

 

 

 

Classificação

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17ª Rodada

 

Clube PG J V E D GP GC SG A%
São Paulo 38 16 12 2 2 32 15 17 79,2
Ponte Preta 34 17 9 7 1 25 13 12 66,7
Mogi Mirim 33 17 10 3 4 33 18 15 64,7
Santos 33 17 9 6 2 29 20 9 64,7
Corinthians 32 17 8 8 1 28 14 14 62,7
Palmeiras 31 17 8 7 2 29 21 8 60,8
Botafogo 28 17 8 4 5 24 19 5 54,9
Penapolense 27 17 8 3 6 24 19 5 52,9
Linense 24 17 6 6 5 25 25 0 47,1
10º
Bragantino 24 17 6 6 5 25 27 -2 47,1
11º
Oeste 19 17 5 4 8 21 27 -6 37,3
12º
XV de Piracicaba 19 17 4 7 6 26 29 -3 37,3
13º
Paulista 17 17 4 5 8 15 22 -7 33,3
14º
São Bernardo 17 17 4 5 8 19 28 -9 33,3
15º
Atlético Sorocaba 16 17 4 4 9 25 28 -3 31,4
16º
Mirassol 15 17 4 3 10 28 31 -3 29,4
17º
Ituano 14 17 3 5 9 15 26 -11 27,5
18º
União Barbarense 13 16 2 7 7 10 21 -11 27,1
19º
São Caetano 12 17 2 6 9 18 32 -14 23,5
20º
Guarani 10 17 2 4 11 18 34 -16 19,6
LegendaPG – Pontos Ganhos | JG – Jogos Disputados | VI – Vitórias | EM – Empates
DE – Derrotas | GP – Gols Pró | GC – Gols Contra | SG – Saldo de Gols
%A – Porcentual de Aproveitamento de Pontos


 

 
Classificados à 2ª fase

 
Rebaixados a Séria A2 em 2014