Por Cleber Aguiar – Convocado, Dante quer vaga no time de Felipão: ‘Não vou só pôr camisa no quadro’

Fonte: O Globo-RJ

Guto Seabra

Dante não tira o pé de dividida. Volante que virou zagueiro por conselho de Ricardo Gomes, o baiano cabeludo, de 29 anos, convocado pela primeira vez para a seleção brasileira sob o comando de Luiz Felipe Scolari, diz que chega para ficar. A começar pelo amistoso contra a Inglaterra, nesta quarta-feira, em Londres.

Você sempre foi zagueiro? Onde iniciou a carreira?

Comecei no Galícia, lá da Bahia. Fiz bateria de testes no Bahia, Vitória.. Até que caí no Juventude. Sempre joguei de volante. Aos 18 anos, passei para a zaga. O Ricardo Gomes me colocou de zagueiro. Falou que, de volante, ia ter muitos iguais, mas de zagueiro eu ia ser diferenciado. Ele é um grande treinador. Mas avisei logo a ele quando me mudou a posição: “Ó, se você acha que todo mundo tem condição de fazer o que você fez, espera aí”. (risos).

E você voltou a falar com o Ricardo?

Cara, eu vi pela televisão quando ele sofreu o AVC (Acidente Vascular Cerebral). Fiquei com o coração na mão. Orei por ele. Procurei o telefone dele, mas não consegui. É um cara sensacional.

Como viu a primeira convocação para o Brasil quando já se especulava que você se naturalizaria alemão?

Não passou da especulação. Sempre deixei claro que queria a seleção brasileira. Tinha, e tenho, o sonho de jogar a Copa do Mundo no Brasil. E aqui me disseram que ia realizar um só: jogar em casa, só que pela Alemanha. A seleção alemã é muito forte. Tudo poderia acontecer. Mas pode ser com o gostinho da camisa amarelinha. Não tem dinheiro que pague isso. Espero estar lá.

Te ofereceram dinheiro?

Não seria o caso. Isso não envolve dinheiro. O jogador não ganha dinheiro com seleção, ganha no clube.

Já jogou no Maracanã?

Duas vezes. Contra o Fluminense, eu perdi. Marquei o Baixinho Romário. O gol não foi dele. Vigiei ele mais do que polícia 24 horas. E o outro foi contra o Botafogo. Nem lembro o resultado.

Como recebeu a convocação para a seleção?

Eu estava em casa com o meu primo. Minha mulher e filhos estavam no Brasil. Pulei aqui. E eles, emocionados, me ligaram, na maior festa. Avisei que o pior estava começando (risos). Não quero ir uma vez e colocar a camisa num quadro. Vou para mostrar o meu trabalho, minha qualidade e ficar no grupo. Não quero o meu nome só numa lista.

 

Perseverança de Ronaldo o serve de exemplo, garante Dante

Como foi a repercussão no Bayern?

Espetacular. Recebi muitas mensagens. O técnico (Jupp Heynckes) veio logo conversar comigo, me dizer para manter a seriedade. Que a convocação foi o reconhecimento de tudo o que venho fazendo.

Como está a expectativa de trabalhar com o Felipão?

É um treinador que tem presença. Conhece futebol, conhece a Europa. Trabalha com seriedade, para vencer. E a expectativa é a melhor possível. O Felipão faz o que estou acostumado aqui no Bayern de Munique e o que chamo de trabalhar no vermelho: isto é, ir no limite técnico e psicológico o tempo inteiro. Vou aproveitar a experiência dele.

Para aqueles que não te conhecem, como é o seu estilo?

Sou de chegar junto, véio. Não quero dar motivo para sair gol contra o meu time. Chego forte. Mas tenho em mente que, perto da área, não pode fazer falta. Tem muito cobrador de falta bom. É um perigo. O Dante, se tiver que chegar, vai pegar mesmo. Zagueiro que não tem respeito é muito complicado.

Qual o seu ídolo?

Ronaldo, por tudo o que passou. Jogar futebol é mole. Mas superar o que ele enfrentou é duro. É um exemplo de perseverança para mim. Ah, também tem o Pelé. Mas não vi jogar.

Qual a melhor seleção do mundo?

A Espanha. Está muito avançada. Construiu um estilo de jogo muito seguro. Muita qualidade. A Alemanha continua progredindo. Assim como o Brasil. Todos esses têm condições de chegar ao topo. Os detalhes vão decidir.

Já marcou o Messi ou o Cristiano Ronaldo?

Não. Nenhum deles.

Você é um zagueiro de sorte…

Que nada. Gosto de marcar caras assim. É mais gostoso.

Messi ou Cristiano Ronaldo?

O Messi é o melhor do mundo. É impressionante. E o engraçado é que vejo nele um fator que pouco falam: a automotivação. Bate recorde em cima de recorde. Todo jogo. E joga contra todos. Não fica pedindo para descansar, se poupar e joga com a mesma disposição. O cara é foda.

E o Neymar?

Que moleque é esse? Nossa, joga demais. Esse menino é fenômeno. O que ele tem feito nos últimos dois anos é brincadeira. O crescimento esportivo, financeiro, de marketing. É conhecido no mundo inteiro. Aqui, me pedem para mandar um abraço para ele. É extraordinário. Só quero ver como ele vai se comportar quando jogar na Europa. Que seja o mesmo, como foi Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, com futebol cativante, alegre.

E a disputa pela vaga de titular com David Luiz e Thiago Silva?

Vejo da melhor maneira possível. Thiago Silva é tido como um dos melhores do mundo. O David Luiz está sobrando. Isso só faz todos crescerem. Quando um time, uma seleção, tem qualidade no banco, força o titular a jogar mais ainda. Mete pressão, no bom sentido. Quando vim para o Bayern de Munique, os zagueiros titulares eram de suas seleções. Sabia que ia ter grande concorrência. É no dia a dia. Sei do status que eles têm na seleção brasileira. Por outro lado, quero ter vida longa na seleção. Vou momento a momento.

 

Dante garante que já dominou a língua local: 'Dá até para xingar o juiz'    

Como foi a infância?

Como vários, tive minhas dificuldades. Meu pai (João Carlos) é restaurador de obras. A minha mãe (Vera Lúcia) era vendedora de roupas. Não passei fome, mas era contado. Se exagerasse, ia complicar (risos). Vivia no limite. Eu e meus três irmãos. Mas enquanto não faltasse comida, beleza. O negócio é saúde.

Fala alemão?

Falo. Dá para xingar o juiz. E palavrão foi o que eu aprendi a falar primeiro (risos).

Já sofreu insultos racistas?

Graças a Deus, não. Nunca aconteceu. Sofri discriminação por ser estrangeiro, mas sobre a minha pele, jamais. Isso é falta de respeito, inaceitável. Lutamos por um mundo melhor e é inaceitável que façam distinção de um ou outro, se é melhor ou pior, pela cor da pele.

Está ansioso para trabalhar com o técnico Pep Guardiola?

Nós ficamos muito felizes por saber que um treinador do porte dele (ex-Barcelona) está chegando. Vai nos ajudar muito. Vai melhorar ainda mais o Bayern. Vão chegar jogadores com ele. Vai atrair muito o foco, dar mais visibilidade. E eu tenho que trabalhar mais forte.

ICFUT – Entrevista de Lucas do PSG para o Estadão.

Fonte: O Estado de São Paulo

‘A saudade bateu desde o primeiro dia’

Novo astro do PSG diz que sente falta da família, dos amigos e do São Paulo, mas está disposto a tudo para brilhar na França

FERNANDO FARO – O Estado de S.Paulo

Lucas precisou driblar inúmeros obstáculos para chegar à fama, da infância pobre às insistentes comparações com Neymar. Com perseverança, o ex-jogador do São Paulo conquistou seu espaço e cumpriu a promessa de ganhar um título antes de se transferir por € 43 milhões (R$ 116 milhões, maior transação da história do futebol brasileiro) para o Paris Saint-Germain e integrar a constelação da mais nova potência europeia, que tem nomes como o do atacante Ibrahimovic e o do zagueiro Thiago Silva.

Já na estreia, ele foi aplaudido de pé no Parque dos Príncipes, um claro sinal de que o exigente público francês está pronto para se deixar seduzir pelo garoto brasileiro.

Em entrevista exclusiva ao Estado, Lucas conta como tem sido o início de sua aventura na Europa, fala sobre sua rotina e sobre a seleção brasileira. Além disso, mostra que não esqueceu seu antigo clube. “Eu saí do São Paulo, mas o São Paulo jamais sairá de mim.”

Logo em sua estreia, você foi aplaudido de pé. Esperava uma recepção como essa?

Fiquei surpreso com a torcida, foi uma sensação maravilhosa. É um estádio muito bonito, o clima é muito bacana e tudo é muito organizado. Foi uma surpresa e isso só me motiva a fazer meu melhor, jogar ainda mais. Os torcedores nas ruas me reconhecem e ficam felizes por me ver, ficam meio sem reação. Foi um primeiro contato muito legal.

Como está sua adaptação ao futebol francês? É muito diferente do que você imaginava?

Vai acontecendo aos poucos, claro que no começo é mais difícil, mas não é muito diferente do que eu imaginava. É um futebol muito mais pegado, corrido e de toque de bola. Estou sofrendo um pouco por causa do frio, que atrapalha bastante, e há ainda a questão do entrosamento e a da falta de confiança, que ainda tenho. Mas sabia que seria assim e com o tempo vou conhecendo cada um, pegando entrosamento e, com isso, a tendência é melhorar ainda mais.

Dizem que Ibrahimovic é egocêntrico e que seu sucesso dependeria muito de cair nas graças dele. Ele é realmente assim?

Meu primeiro contato foi muito positivo e continua sendo assim. Ao contrário do que as pessoas falavam, eu me surpreendi, ele me tratou muito bem, brinca comigo, me ajuda e apoia. Dentro do campo, ele reclama e cobra bastante, só que isso é normal nos atacantes, mas fora do campo ele tem tentado me ajudar. Acredito que meu sucesso aqui não depende só dele, somos uma equipe e um depende do outro.

Dar o passe para um gol dele, como você fez recentemente,

ajuda?

Fiquei muito feliz com a assistência. Quero sempre ajudar o time, seja com gols, assistências ou correndo na marcação, para mim importa ver minha equipe vencendo. Foi uma emoção maravilhosa, o Ibra é um cara consagrado no futebol.

Analisando o elenco atual,

dá para sonhar com o título da Copa dos Campeões já nesta

temporada?

Claro que quero ganhar tudo o que disputo. Sabemos das dificuldades da Copa e das equipes que sempre chegam, mas no futebol ninguém sabe o que vai acontecer, o jogo é cheio de surpresas. Temos um elenco qualificado e podemos sonhar, sim, vamos brigar até onde conseguirmos para chegarmos o mais longe possível.

Por que mesmo com um elenco claramente superior aos dos adversários o time não decola no Campeonato Francês?

Não se monta uma equipe da noite para o dia, é preciso um certo tempo para entrosamento. Estamos nos encaixando aos poucos e encontrando muitas dificuldades por causa disso, mas estamos crescendo e estou me adaptando cada vez mais.

Como é a vida em uma das cidades mais ricas culturalmente do mundo? Já viu muitas coisas? O que ainda quer conhecer e não teve tempo?

A cidade é realmente muito linda, cada canto tem um monumento diferente para você tirar uma foto e ficar impressionado. Falta muita coisa pra visitar, fui apenas à Torre Eiffel, tirei foto e tudo, mas se nem em São Paulo, onde morei minha vida inteira, consegui conhecer todos os lugares, o que dizer de Paris em um mês? Quero visitar cada canto, aproveitar muito e vou ter tempo para isso. Vou registrar cada momento aqui e espero poder ser muito feliz.

Qual tem sido sua rotina?

Está um pouco complicada. Estou morando no hotel ainda e acaba ficando meio chato e cansativo, todo dia você precisa ir a um restaurante jantar, as coisas estão todas bagunçadas no quarto e ainda não tenho meu canto. Mas já encontrei uma casa, assinei contrato. Tenho acordado cedo para treinar, almoço no CT e descanso um pouco, aí à tarde tenho aula de francês e depois saio para jantar, volto para o hotel e durmo. Essa tem sido minha rotina até aqui. No começo, tudo é mais difícil.

Mudou o técnico da seleção, mas você continua no grupo. Acredita que vai ganhar mais espaço com o Felipão?

Fiquei muito contente com a convocação, afinal quero estar sempre na seleção. Ninguém gosta de ficar no banco, é claro, e vou para conquistar meu espaço. Quando aparecer a oportunidade farei de tudo para agarrá-la, mas sempre respeitando as opiniões do treinador e os meus companheiros. Se vou ter mais oportunidades ou não dependerá do meu desempenho e também dele (Felipão), é ele quem escala.

Como anda a relação com as “Luketes”? Acha que vai abrir uma “filial” em Paris do seu fã-clube?

Continua a mesma (risos), só não dá para ser pessoalmente, quando recebia presentes e tirava fotos. Continuo mandando muitas mensagens por Twitter e Facebook para agradecer pelo carinho delas e conversando com algumas quando tenho tempo. Mesmo que eu não responda, sempre vejo as mensagens delas e é muito bacana esse incentivo e apoio que elas dão. Espero com o tempo conquistar novos fãs também aqui e quem sabe criar um novo grupo de “Luketes” (risos).

E com o público em geral, como tem sido o assédio? É reconhecido na rua?

Aqui é bem mais tranquilo porque é tudo novo para mim e as pessoas ainda não me conhecem muito, sabem mais por causa do valor da transferência e da repercussão. Posso andar tranquilo, saio a pé, mas fiquei surpreso porque não sabia que tanta gente já me conhecia.

Já dá para dizer que você

escolheu a hora certa de ir para a Europa?

Acredito que sim. Em 2011, tive algumas propostas, mas não quis nem olhar porque achava que não estava na hora. Em 2012, fiquei mais maduro, as coisas evoluíram e, quando essa proposta do PSG apareceu, ainda mais que eu poderia ficar até o fim do ano no Brasil, eu realmente tive a certeza de que estava na hora. Queria sair deixando um título pelo São Paulo e em 2012 foi tudo perfeito, tínhamos a chance na Sul-Americana e então aceitei.

E a saudade do

Brasil e do São Paulo, é grande?

A saudade bateu desde o primeiro dia, isso é inevitável. Saudade de tudo… Dos meus familiares, amigos e companheiros de clube, de jogar no São Paulo, que é um clube maravilhoso, do Morumbi, que é um estádio perfeito, da torcida… Eu era muito feliz ali, então é claro que a saudade bate, mas tinha de sair da minha zona de conforto para buscar minhas metas. Temos de encarar esse sacrifício para conseguirmos o que queremos, nada na vida é fácil, e… (pausa) Então preciso suportar isso.

Você mandou uma mensagem de aniversário para o Rogério, acompanha o dia a dia do São Paulo… Como é sua relação com o São Paulo?

Acompanho tudo o que acontece no Brasil, entro na internet e vejo as notícias. Eu saí do São Paulo, mas o São Paulo jamais sairá de mim, vivi momentos que não saem da minha cabeça e aprendi muita coisa lá, não só como atleta. Jamais vou esquecer o que o São Paulo representou e representa para mim.

Por Cleber Aguiar – Jogos no Brasil estão sob suspeita

Fonte: O Estado de São Paulo

Europol descobre rede internacional que manipulou resultados de quase 700 partidas pelo mundo e cujos tentáculos teriam se expandido ao País

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA – O Estado de S.Paulo

Jogos de diferentes campeonatos regionais e nacionais do Brasil estão sob suspeita de fazer parte do maior escândalo da história recente do esporte, revelado ontem pela Europol. A organização europeia de polícia descobriu uma rede de corrupção internacional no futebol montada pelo crime organizado e que manipulou resultados de quase 700 jogos pelo mundo, incluindo partidas no Brasil, na Copa dos Campeões e nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.

“Nunca vimos uma rede tão grande de criminosos no futebol. Trata-se de uma operação sofisticada e uma evidência clara de como a corrupção invadiu o esporte”, declarou Rob Wainwright, diretor da Europol.

Ao Estado, a polícia alemã da cidade de Bochum, que fez parte da operação, confirmou que os tentáculos do crime organizado estariam chegando até o Brasil. A assessoria da polícia, porém, se recusou a dar detalhes. “As investigações ainda estão ocorrendo e, se revelarmos os indícios, podemos prejudicar o processo”, argumentou a polícia de Bochum. Os alemães, porém, confirmaram que trabalharam sobre suspeitas no Brasil envolvendo “diferentes campeonatos regionais e nacionais”.

Procurada pelo Estado, a Polícia Federal do Brasil informou que “não se pronuncia sobre investigações” e não confirmou se colaborou com as investigações. Como a Europol age na Europa, ela não pode condenar ninguém por crimes no Brasil.

Grande parte do esquema se baseia na compra de jogadores, árbitros e dirigentes para manipular resultados. Apostadores, principalmente na Ásia, colocam seu dinheiro no resultado combinado e levam milhões em lucros. O mecanismo serve para pelo menos duas finalidades: lavar dinheiro do tráfico de drogas e de armas e simplesmente gerar milhões de dólares em lucros, na prática financiando o crime.

O Brasil não seria o único alvo na América do Sul. Um amistoso em 2010 entre as seleções sub-20 de Argentina e Bolívia, apitado por um trio húngaro, também está sob suspeita. O juiz deu acréscimos de 13 minutos sem motivo. Aos dez minutos além do tempo regulamentar, ele ainda apitou um pênalti inexistente a favor dos argentinos para garantir a vitória.

Só na Europa, o crime envolvia lucros de mais de 8 milhões (R$ 21,5 milhões) em apostas, além da distribuição de 2 milhões (R$ 5,4 milhões) em propinas pagas a jogadores, juízes e cartolas. Alguns atletas chegaram a receber 100 mil (R$ 269 mil) para garantir um resultado.

As partidas sob suspeita não se limitam a encontros sem expressão. Pelo menos um jogo válido pela Copa dos Campeões na Inglaterra nos últimos quatro anos está sob suspeita. Dois jogos das Eliminatórias para a Copa da África e um na América Central foram registrados. Dois jogos da Liga Europa e vários clássicos na Europa também foram colocados na mira da polícia. Na Alemanha, a polícia identificou cerca de 70 partidas.

Hoje, apostas nas diferentes modalidades de esporte movimentam US$ 1 trilhão (R$ 1,98 trilhão) por ano e, no caso do futebol, bilhões estariam transitando por casas de apostas de forma ilegal. Agora, as novas revelações apontam que, só na Europa, o esquema envolveria uma rede de 425 pessoas suspeitas; 50 desses suspeitos já foram detidos e podem pegar 39 anos de prisão.

E-mails. A rede de criminosos foi identificada em 15 países europeus e a investigação vem desde 2011. Para chegar à constatação, polícias de diferentes países obtiveram cópias de mais de 13 mil e-mails e documentos que confirmaram o esquema.

Laszlo Angeli, procurador húngaro, explicou como funciona o esquema no seu país. Uma pessoa na Ásia entrava em contato com árbitros que tentavam manipular os resultados.

“Esse é um dia triste para o futebol”, afirmou Rob Wainwright, diretor da Europol.