Por Cleber Aguiar – Estaduais 2013

Fonte: Portal Uol

Pará, Santa Catarina e nordestinos têm regulamentos mais polêmicos de 2013

A temporada de campeonatos estaduais de 2013 começa a esquentar a partir da próxima semana, com demonstrações renovadas de criatividade dos dirigentes do país na elaboração dos regulamentos de disputa.

UOL Esporte fez uma breve seleção das curiosidades que mais saltam aos olhos na observação dos regulamentos dos estaduais deste ano.

Por exemplo, em 2013 a retomada de realização da Copa do Nordeste no primeiro semestre provoca um impacto significativo sobre a maioria dos torneios da região. As adaptações para viabilizar o certame regional oferecem clara proteção para os times grandes em seus domínios. Equipes como Sport, Santa Cruz, Ceará, Fortaleza e a dupla Ba-Vi são algumas que experimentam esses “privilégios técnicos”, pulando etapas iniciais.

Veja abaixo a compilação de curiosidades de alguns dos regulamentos de 2013 dos campeonatos estaduais de futebol:

PARÁ: REBAIXAMENTO NO MESMO ANO E JOGOS AINDA EM 2012

A principal curiosidade do Paraense 2013 reside em sua primeira fase, disputada ainda nos meses finais de 2012. Nela, oito times se enfrentaram em turno único, com os dois melhores assegurando vaga para a fase seguinte (Santa Cruz e Paragominas).

Por sua vez, pelo regulamento, as duas piores equipes da 1ª fase seriam rebaixadas para disputar a 2ª Divisão do Pará já em 2013. Por terem desistido do torneio, Abaeté e Bragantino amargam a Segundona.

Agora em janeiro seis times se juntam aos dois vencedores da 1ª fase e cumprem mais dois turnos. Neste grupo estão as forças locais Paysandu e Remo. O campeão de cada turno é decidido após fase classificatória, semifinais e final. Adiante, os dois vencedores de turno decidem o título.

SANTA CATARINA: GANHAR 2 TURNOS NÃO VALE TAÇA NEM VANTAGEM

Os catarinenses mantêm para 2013 o regulamento que deu o que falar no último ano, mas que volta a ter o aval dos clubes participantes. Nele, o time que vencer o primeiro ou o segundo turno não leva nenhuma vantagem para as semifinais.

Em 2012, o Figueirense conquistou o título das duas etapas e chegou a levantar duas taças diferentes, mas não foi campeão antecipado e, pior, viu a campanha perfeita ruir na decisão. Na final o time de Florianópolis foi batido pelo rival Avaí.

Pelo regulamento, avançam às semifinais os dois campeões de turno, além de duas outras equipes, as melhores na somatória dos pontos.

PERNAMBUCO: 1º TURNO SIMBÓLICO E GRUPO DA MORTE INCHADO

Nove clubes disputam o primeiro turno que, para efeito de definição de título, não tem importância nenhuma. Sem os três representantes do Estado na Copa do Nordeste, a etapa rende ao vencedor uma vaga na Copa do Brasil do ano seguinte. Representante pernambucano na Série A do Brasileiro, o Náutico terá que encarar esta fase.

O segundo turno ganha o acréscimo de Sport, Santa Cruz e Salgueiro. Após esta fase classificatória de 12 participantes, quatro finalistas avançam às semifinais.

Por sua vez, as equipes classificadas entre a 5ª e a 12ª posição encaram um torneio octogonal. Em uma espécie de “grupo da morte”, jogam sete vezes, todos contra todos, para a definição do rebaixamento, com as duas piores equipes.

CEARÁ: PONTOS EXTRAS PODEM VALER QUASE NADA

Nove equipes disputam a primeira fase do Cearense 2013, sem a presença de Fortaleza e Ceará, que neste período estarão na Copa do Nordeste. Os seis melhores times avançam à etapa seguinte. O vencedor da fase ganha dois pontos extras para a sequência do campeonato (além da vaga na Copa do Brasil 2014), enquanto que o segundo colocado fatura um.

Na segunda fase Fortaleza e Ceará ingressam na disputa, totalizando oito participantes. No entanto, com turno e returno, num total de 42 pontos em disputa, os pontos extras conquistados pelos dois vencedores da 1ª fase podem se tornar pouco relevantes.

Os quatro melhores da 2ª fase avançam à semifinal e final, disputadas em confrontos de ida e volta.

BAHIA: DUPLA BA-VI PODE SER CAMPEÃ EM APENAS 10 JOGOS

Principais forças do Estado, Bahia e Vitória podem se tornar campeões com apenas dez jogos. Tudo porque escapam da primeira fase, por estarem disputando no mesmo período a Copa do Nordeste (assim como o Feirense).

Na segunda fase oito times serão divididos em dois grupos de quatro integrantes. As equipes encaram disputa interna de ida e volta, em seis partidas. As duas melhores da chave avançam para as semifinais e, posteriormente, para a final.

*com reportagem de Bruno Freitas 

Atlético de Ronaldinho tem folga no Mineiro para poder se dedicar à Libertadores

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Minas tem campeão em 15 jogos e oferece começo de temporada mais suave do país

O universo dos campeonatos estaduais oferece interpretações variadas sobre o começo de temporada de grandes clubes do país. Uma delas reside sobre a manutenção da fórmula do Mineiro, que, pelo terceiro ano seguido, permite que a dupla Atlético e Cruzeiro tenha calma para construir a base de suas temporadas.

Sem atropelamento de datas, os grandes de Minas Gerais têm diante de si um caminho de apenas 15 partidas até a taça local. O número é inferior em comparação a campeonatos de estados importantes, que também possuem representantes na Série A do Brasileiro [tabela abaixo].

ESTADUAIS PELO PAÍS (torneios com times que jogam a Série A)

BAHIA: 
10 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (mínimo)
18 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (máximo)
MINAS GERAIS: 
15 JOGOS PARA SER CAMPEÃO
PERNAMBUCO: 
15 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (mínimo)
23 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (máximo)
RIO DE JANEIRO: 
19 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (mínimo)
21 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (máximo)
RIO GRANDE DO SUL: 
19 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (mínimo)
21 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (máximo)
GOIÁS: 
22 JOGOS PARA SER CAMPEÃO
SANTA CATARINA: 
22 JOGOS PARA SER CAMPEÃO
SÃO PAULO: 
23 JOGOS PARA SER CAMPEÃO
PARANÁ: 
22 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (mínimo)
24 JOGOS PARA SER CAMPEÃO (máximo)

No campeonato que marca o reencontro dos times do Estado com o Mineirão, remodelado para a Copa de 2014, os 12 times participantes enfrentam um total de 11 partidas em uma primeira fase das mais enxutas do país. Em seguida a taça é decidida por quatro finalistas em semifinais e final. A tabela prevê a maioria das rodadas para sábados e domingos, com meios de semana livres.

Para manter a fórmula, apresentada pelo diretor de futebol atleticano Eduardo Maluf, os três clubes de Belo Horizonte contaram com apoio de alguns times do interior. Eles bateram por sete votos a cinco, na reunião do Conselho Arbitral realizada em novembro passado, na sede da Federação Mineira de Futebol, a proposta apresentada pelo Nacional. O pensamento do grupo perdedor era reabilitar o antigo regulamento: classificação de oito equipes e disputa da fase de quartas de final, o que significaria a necessidade de mais datas.

Por ter um calendário mais conciso, o Mineiro oferece a seus participantes uma pré-temporada estendida. A partida de estreia acontece somente em 2 de fevereiro, enquanto que Atlético e Cruzeiro reabrem o Mineirão no dia seguinte. Paulistas e cariocas encaram a largada de seus estaduais em 19 de janeiro, duas semanas antes.

O Mineiro em formato enxuto ajuda o Atlético em sua volta à Libertadores. Vice-campeão brasileiro, o time de Cuca estreia na competição sul-americana em 13 de fevereiro. Já o Cruzeiro encara a Copa do Brasil somente a partir de abril.

TRAJETÓRIA ESTENDIDA NO RESTO DO PAÍS

Em São Paulo, o campeão realizará 23 partidas, oito a mais que o dono do título em Minas. Por sua vez, os vencedores dos estaduais de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul podem alcançar o máximo de 21 jogos.

A Copa do Nordeste congestiona o calendário da região neste primeiro semestre. Os grandes locais entram na disputa doméstica apenas ao final do duelo com times de outros estados.

Bahia e Vitória, por exemplo, ingressam no Estadual apenas a partir da segunda fase e precisarão de apenas dez partidas para ser campeões. Antes, na Copa do Nordeste, podem chegar a realizar mais 12 jogos [no mínimo jogarão em seis oportunidades neste certame].

Em situação semelhante, os rivais Sport e Santa Cruz podem acumular 25 partidas entre Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano, caso cheguem às finais.

No Sul, o Paraná apresenta a possibilidade de estadual mais extenso entre os principais do país. Times como Atlético-PR e Coritiba provavelmente terão que jogar 24 vezes para ser campeão. Isso se a mesma equipe não vencer os dois turnos e evitar a decisão em duas partidas, antecipando o título [neste caso seriam 22 jogos].

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