Por Cezar Alvarenga – Náutico derrota Sport e ajuda no rebaixameto do rival.

Fonte: Yahoo! Esportes

O que era esperado acabou acontecendo. O Náutico rebaixou o Sport, seu maior rival, ao vencer por 1 a 0 nos Aflitos, gol solitário de Araújo, que encerrou um jejum de três meses sem marcar. Mas mesmo que o Sport vencesse, não adiantaria para o time permanecer, pois o Atlético-GO não ajudou e perdeu para o Bahia, assim como a Portuguesa, que precisava perder para ajudar o Leão, empatou em casa com a Ponte Preta. Agora, o time da Ilha precisa se reerguer, rever o planejamento para voltar à elite, lugar onde merece estar e permanecer.

Primeiro tempo

A obrigação de partir para o jogo seria do time que precisava mais da vitória, o Sport. Mas o que se viu na primeira etapa foi uma partida equilibrada, com pequena superioridade para a equipe da casa. Por muito tempo, a única opção de ataque do Leão eram os chutes de longe, que vinham em grande quantidade. Já o Náutico, era mais organizado. Sem pressão, o time jogava mais solto.

Mas ainda assim, ambas as equipes erravam muitos passes, e o Sport dependia demais de Felipe Azevedo, o melhor do time no primeiro tempo. Ele corria por todos, principalmente pelo lado direito. Não estava tendo o apoio costumeiro de Cicinho, que foi muito bem marcado pelo lateral Douglas Santos. Por duas oportunidades, Felipe entrou na área pela direita e chutou cruzado. Uma pelo alto e outra rasteiro. Ambas para fora.

O jogo, que já era bom, pegou fogo nos minutos finais. Felipe Azevedo foi inteligente e trocou de lado, conseguindo fazer uma ótima tabela com Reinaldo na esquerda. O camisa 11 invadiu a área e cruzou para Gilberto desviar na saída de Felipe, mas Douglas Santos evitou o gol em cima da linha. Na sequência do lance, em contra-ataque, Rogério recebeu do lado direito e foi derrubado na área por Diego Ivo. Marcelo de Lima Henrique deu pênalti, com correção.

Na cobrança era Kieza, o Rei dos Aflitos, contra Saulo. O arqueiro do Sport, reserva de Magrão, lesionado, já havia defendido um pênalti na competição. E sua estrela brilhou novamente. No último lance do primeiro tempo, ele pegou a cobrança de Kieza, reacendendo as esperanças do torcedor do Leão.

Segundo tempo

O Náutico começou a segunda parte do jogo consagrando mais ainda o goleiro Saulo. Com menos de dois minutos, ele fez duas defesas espetaculares. Mas, para infelicidade do Sport, o arqueiro pediu para sair após sentir um problema na panturrilha esquerda. Ele até tentou ficar, demonstrando muita raça, a alma do Sport na segunda parte do jogo, mas saiu para a entrada do estreante Matheus.

E, apenas por coincidência, o Náutico abriu o placar três minutos depois. Após levantamento de Souza na área, a bola sobrou para Araújo, que chutou de canhota, não perdoando o jovem Matheus, que nada pôde fazer. O camisa 10 não marcava há três meses e havia perdido prestígio com a torcida do Timbu.

Depois do gol, o Sport perdeu a cabeça e não se encontrou mais. Cicinho até foi substituído para a entrada do atacante Willians, mas foi só na base do abafa. Aos 36, Rogério recebeu na cara do gol e tentou tirar do goleiro, mas mandou para fora, perdendo um gol incrível.

Pouco importava para a torcida do Náutico, que fazia festa a cada chutão que seus jogadores davam. Afinal, o Náutico mandou o seu maior rival para a segunda divisão. A queda foi consolidada aos 42 do segundo tempo nos Aflitos, quando os jogos em Goiânia e em São Paulo já haviam se encerrado.

Você vai assistir a todos os jogos da Copa do Nordeste somente no Esporte Interativo! Fique por dentro da Copa do Nordeste em facebook.com/CopaDoNordeste

FICHA TÉCNICA

NÁUTICO 1 X 0 SPORT

Local: Aflitos, Recife (PE)

Data/hora: 2/12/2012 – 17h (de Brasília)

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)

Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ) e Rorigo F. Henrique Corrêa (RJ)

Público: 20.100 presentes

Cartões Amarelos: Alemão (NAU); Aílson, Gilberto e Hugo (SPT)

Cartões Vermelhos: Não houve

GOLS: Araújo, aos 19’/2ºT (1-0)

NÁUTICO: Felipe; Patric, Alison, Alemão e Douglas Santos; Elicarlos (Ronaldo Alves – Intervalo), Souza (Dimba – 43’/2ºT), Araújo e Rhayner (Dadá – 27’/2ºT); Rogério e Kieza. Técnico: Alexandre Gallo.

SPORT: Saulo (Matheus – 16’/2ºT); Cicinho (Willians – 22’/2ºT), Aílson, Diego Ivo e Reinaldo; Tobi, Moacir e Hugo; Felipe Azevedo, Gilsinho (Henrique – 22’/2ºT) e Gilberto – Técnico: Sérgio Guedes.

ICFUT – LUTO: Morre em São Paulo Wilson de Freitas, que fez história no futebol

Fonte: futebolinterior

O seputamento de Freitas está marcado para este sábado, no Cemitério Jaraguá

São Paulo, SP, 02 (AFI) – O futebol brasileiro perdeu, na manhã deste sábado, um de seus mais ilustres jornalistas esportivos do inrterior de São Paulo. O ex-narrador Wilson de Freitas (foto), que teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no ano passado, faleceu em São Paulo, depois de mais de um ano internado em decorrência desta enfermidade.

Freitas, que atualmente morava no Bairro de Pinheiros, em São Paulo, nasceu em Taquaritinga, interior de São Paulo. Entre muitas emissoras, ele trabalhou nas TVs Gazeta e Cultura, onde junto com Flávio Prado foi um dos percurssores do programa Cartão Verde.

O ex-narrador esportivo era casado com Laura Regina, com quem teve uma filha: Ana Paula. Com uma carreira bastante promissora no jornalismo esportivo brasileiro, Freitas fez parte da equipe 1040 da Rádio Tupi, de São Paulo.

Wilson de Freitas ainda teve grande passagem pela Sportv e Rede Vida. Ele retornou para a TV Cultura, onde trabalhou com Flávio Adauto e Paulo Cezar Correia. Depois disso, Freitas fez alguns trabalhos como free-lancer.

Um dos jogos mais marcantes de Wilson de Freitas foi o chocolate do Santos sobre o Botafogo-SP, em 1964. E o time do glorioso técnico Oswaldo Brandão acabou vencendo por 11 a 0.

“Foram oito gols do Pelé. Um diferente do outro”, contou o narrador, em entrevista recente. “O curioso de tudo é que eu sai com a garganta inteira daquele jogo”, dizia Wilson de Freitas.

O seputamento de Wilson de Freitas está marcado para este sábado, no Cemitério Jaraguá, no km 22 da Rodovia Anhanguera, em São Paulo.