Por Cleber Aguiar – ‘Se falar que me via no Mundial, estarei mentindo’, diz Ralf

Fonte: O Estado de São Paulo

Jogador do Corinthians diz que torneio no Japão representa tudo na sua carreira

Raphael Ramos e Vítor Marques – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – O principal marcador do Corinthians não teme o novo estilo de jogo do Chelsea, possível rival na final do Mundial de Clubes. Nem Oscar, um jogador “muito bom de bola”, como definiu Ralf. Aos 28 anos, o volante diz que deve muito ao Corinthians e que o Mundial representa tudo na sua carreira. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

Ralf já projeta como vai tentar parar Oscar - André Lessa/Estadão
André Lessa/Estadão
Ralf já projeta como vai tentar parar Oscar

O que representa para você jogar o Mundial de Clubes?
Representa tudo. Para mim, que vim de um clube pequeno (Barueri), disputar uma competição de alto nível como essa é incrível. Eu almejava, mas nunca tinha esperança de disputar o Mundial. Foi o Corinthians que me proporcionou isso.

O Chelsea mudou a maneira de jogar em relação ao time que venceu a Copa dos Campeões. Está mais leve e rápido. Como você avalia essa mudança?
É uma equipe qualificada, tem um jogo intenso, e o Tite vem nos alertando sobre isso. Estamos assistindo a alguns vídeos, e o Tite nos orienta. É um time de qualidade e a gente tem de ter atenção. Vamos procurar, da melhor forma, neutralizá-los.

Você já se vê em campo contra o Chelsea?
A ansiedade é muito grande para a gente, principalmente para mim. Eu já trabalhei com o Oscar e o Ramires na seleção brasileira. Tem o Lampard também. São todos caras diferenciados. Se eu falar que me via numa competição desse nível, jogando contra jogadores desse nível, estarei mentindo. Mas claro que antes de pegar o Chelsea a gente tem um jogo duríssimo. E temos de passar.

Você comentou sobre o Oscar. Ele está jogando muito no time inglês. Como pará-lo?
Ele é muito bom de bola, tem muita qualidade, e não é à toa que está na seleção e foi jogar num clube de alto nível. Ele exige muito cuidado e respeito, mas na hora que a bola rolar a amizade fica de lado e cada um vai defender o seu clube.

Você é considerado um dos melhores marcadores que atuam no País. Já recebeu elogios de torcedores rivais?
Eu já ouvi isso, sim, e para mim é muito gratificante saber da minha importância tanto para minha equipe como também na preferência de torcedores de outros clubes. É o respeito que eu conquistei, que eu consegui graças ao Corinthians, o clube que abriu portas para mim. Devo muito ao Corinthians.

Você se sente em casa no Corinthians, mas já recebeu propostas para sair. Não pensa em jogar no exterior?
Graças a Deus estou bem aqui, e muito feliz. Tenho contrato até 2015, e procuro respeitar meu tempo de contrato. Se as portas se abrirem lá fora, também ficarei feliz.

Se for convocado para a seleção vai querer jogar ou prefere se poupar para o Mundial?
Quero jogar o Superclássico. Sou fominha e quero estar dentro de campo.

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