Por Cleber Aguiar – Adriano avisa que volta aos campos em 2013: ‘Não sei se será no Rio’

Fonte: Globo.com

Atacante diz que continuará treinando com mais garra e toma decisão de se afastar com a justificativa de que está pensando no Flamengo

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

adriano flamengo (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)Adriano não joga mais em 2012 e vai esfriar a
cabeça (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Depois de novas polêmicas, Adriano se antecipou ao Flamengo e avisou que não treina mais no clube em 2012. O atacante informou que volta aos campos na próxima temporada, mas deixou claro que seu futuro pode ser longe do Rubro-Negro. O jogador, ao lado de Zinho, concederá entrevista coletiva nesta terça-feira para dizer o que foi acertado entre as partes.

– Pensei muito, conversei com amigos e minha família e cheguei à conclusão que a melhor coisa a ser feita é voltar em 2013. Tomei essa decisão não só por mim, mas também pensando no Flamengo. Estou quase recuperado, mas faltam pouquíssimas rodadas para o final do campeonato. O clube tem que se concentrar nessa reta final e eu na minha volta com 100% da minha forma física e não apenas para saciar as expectativas. Continuarei treinando com ainda mais garra. Ainda não sei se será no Rio, mas posso afirmar que em 2013 estarei pronto para entrar nos campos. Agradeço sempre e muito aos que torcem por mim. Acreditem, essa decisão foi tomada pensando em todos. Fiquem com Deus e muito obrigado – declarou, via assessoria de imprensa.

Depois de faltar ao treino de quinta-feira da semana passada, Adriano pediu à diretoria do Flamengo liberação até esta terça. O jogador já ultrapassou o limite de faltas imposto no contrato assinado no dia 21 de agosto, mas recebeu novas chances da diretoria.

Adriano disputou sua última partida no dia 4 de março, ainda pelo Corinthians. A segunda cirurgia no tendão de Aquiles do pé esquerdo do atacante foi realizada no dia 13 de abril.

Pelo lado do clube, a sensação é de dever cumprido, pois foram dadas todas as chances para o atacante. Com o anúncio oficial de sua saída, Adriano também evitou que a diretoria rubro-negra tivesse que tomar uma decisão que poderia causar desgaste.

O Imperador tinha vínculo com o Flamengo até o dia 22 de dezembro, mas seu contrato de imagem já estava rescindido por conta de problemas disciplinares. Com mais de três advertências dadas ao jogador, o clube já tinha o direito de demitir Adriano por justa-causa.

Por Cleber Aguiar – Teto retrátil é o diferencial da arena paranaense para a Copa de 2014

Fonte: Agência Estado

Com uma engenharia financeira de dar inveja a muitos clubes do Brasil, o Atlético-PR prepara o seu estádio

PAULO FAVERO E ALMIR LEITE – O Estado de S.Paulo

Com uma engenharia financeira de dar inveja a muitos clubes do Brasil, o Atlético-PR prepara o seu estádio para a Copa de 2014 com uma grande novidade: será o primeiro do País a ter uma cobertura com teto retrátil, que pode ser aberta ou fechada em menos de 15 minutos e se adequar a qualquer tipo de condição climática. “Além disso, a cobertura será translúcida e com células fotovoltaicas, para transformar a energia solar em elétrica”, afirma o arquiteto Carlos Arcos, idealizador do projeto de reforma da Arena da Baixada.

Obras alcançam 46% de conclusão - Divulgação
Divulgação
Obras alcançam 46% de conclusão

A modernização da arena tem custo estimado de R$ 184,6 milhões, dos quais R$ 131,5 milhões (75%) virão de financiamento do BNDES. Os 25% restantes (R$ 53,1 milhões) foram aportados, em partes iguais, pelo clube, pela prefeitura de Curitiba e pelo governo estadual. Os recursos advindos do poder público foram viabilizados por meio de títulos de potencial construtivo, a serem vendidos ao mercado.

Nesse modelo escolhido, o Furacão não vai precisar dividir os lucros do estádio quando ele estiver pronto. “Mostramos que o Atlético-PR é capaz de fazer a obra, sem necessitar de uma empreiteira parceira”, explica Nelson Luiz Fanaya Filho, diretor de planejamento do clube.

Para colocar em prática a reforma, foi criada a empresa CAP S/A, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) que permite ao clube tocar a obra em um modelo de autogestão. Quando o estádio ficar pronto, em 25 de junho próximo, o Atlético-PR já poderá explorar o potencial de arena multiuso sem ter de dividir a receita. “É uma engenharia financeira bem inteligente. O principal legado é que a arena seja um centro de eventos e espetáculos, para as pessoas transitarem todas as horas. Uma cidade com o potencial de Curitiba merece um espaço como esse”, comenta Nelson.

Ele lembra que o Estádio Joaquim Américo está no mesmo local desde 1912. Passou por grandes reformas e viu a cidade crescer a sua volta. Por ficar bem próximo do centro de Curitiba, está perto de avenidas que recebem um bom fornecimento de transporte coletivo e ficará ao lado de futuras estações do metrô. “Além disso, as pessoas têm o hábito de vir caminhando para o estádio”, diz, citando que aproximadamente 60% da capacidade hoteleira da cidade está a um raio de dois quilômetros do estádio.

O Atlético-PR contou também com um pouco de sorte na reforma. A arquibancada era em forma de ferradura, pois em um dos lados havia um terreno que era usado por uma escola. Depois de longa negociação o clube conseguiu convencer os proprietários, torcedores do rival Coritiba, a venderem o espaço. Cerca de 70% da capacidade de público já estava instalada e as obras teriam de terminar de fechar o anel das arquibancadas. “Era justamente neste local que a Fifa pediu para incluirmos a parte dos Vips e tribunas de imprensa. Assim, não precisamos mexer muito no outro lado”, conta Carlos Arcos.

O arquiteto também optou por derrubar as seis torres que rodeavam o estádio, para ter espaço para a nova cobertura, e com isso eliminou todos os pontos cegos da Arena da Baixada. “Eram quase três mil lugares”, revela. Ele também entende que a modernização do estádio implica no “projeto mais integrado à malha urbana da Copa”, pois haverá confluência entre o campo de jogo e a cidade. “Esse será nosso legado social”, avisa Arcos.

Entre outras coisas, a arena terá na fachada um telão de Led de 80 m de largura por 20 m de altura e as ruas do entorno e a grande praça na entrada serão assimiladas pelo projeto, fazendo com que o estádio não pareça um objeto estranho na região.

O lado da sustentabilidade ambiental também foi pensado e a arena terá captação de energia solar, reutilização de água da chuva e diminuição do consumo de energia, entre outras iniciativas.

 

 

Por Cleber Aguiar – Um, dois, tlês, coloca o chinês!

Fonte: O Estado de São Paulo

Zizao chegou como estratégia de marketing. Quase sem jogar, virou o mais improvável anti-herói da Fiel

CHRISTIAN CARVALHO CRUZ – O Estado de S.Paulo

Quer água de cocô? Hehehe.” O Zizao vai abrindo a geladeira e eu não sei se essa risadinha dele é a de sempre. Um reflexo nervoso que encerra as frases que ele estropia em português? Ou uma zombaria ensinada pelos amigos no vestiário? Penso rápido e fico com a primeira. Sua intimidade com os latins ainda não dá pra essas sutilezas de deslocar a sílaba tônica em nome de uma boa sacanagem. “Água de cocô. Brasil. Gostoso. Hehehe”, ele insiste, e abre espaço pros copos na mesa com tampo de vidro. Numa braçada ele escanteia os montes de Bis, bolachas recheadas e um livrinho de capa verde vai junto. Português do Brasil para Chineses. Dentro, uns rasgos de papel do seu dicionário artesanal construído dia a dia desde que chegou para jogar no Corinthians, em março. Lá fora, o silêncio do vento, latidos esparsos e os passarinhos do condomínio bucólico onde ele mora, fora de São Paulo. O verbete mais novo, em letra mirrada de criança, é simples e esperançoso como o seu futebol: “apoio = support = (dois ideogramas chineses que sou incapaz de reproduzir)”. Anotou porque queria escrever no Facebook um agradecimento à mais fiel das torcidas. “Obrigado por seu apoio.”

Um dia ele se atrasou 10 minutos para o treino; pediu desculpas até para a bandeirinha - Jonne Roriz/Estadão
Jonne Roriz/Estadão
Um dia ele se atrasou 10 minutos para o treino; pediu desculpas até para a bandeirinha

Bebemos a água de coco. E logo eu percebo que há uma palavra banida do vocabulário zizaozístico. Marketing. Ela exerce um estranho poder sobre ele – o poder de repentinamente deixá-lo puto. Sem hehehes. Nem precisa entender a frase inteira. Se ouve “marketing” o Zizao já sabe do que se trata. E então desapruma as sobrancelhas, murcha os lábios e diz numa tacada só, em inglês yakissoba: “É uma boa ideia o clube me trazer como estratégia de marketing. Isso o ajuda a ficar conhecido na China. Mas tem uma coisa importante: eu preciso jogar bem pro marketing funcionar. Se eu não jogo bem, as pessoas se esquecerão de tudo”. Soa quase como um grito de socorro. Deve ser chato ser visto como um negócio, um enfeite. Um vaso da dinastia Mao para mera apreciação e, às vezes, deboche. Já teve equipe de TV que levou o Zizao pra equilibrar melão na cabeça no Mercado Municipal. Outra que o fez cantar “aqui tem um bando de loucos…” e mais uma que só queria saber se ele conhecia Tufão e Carminha. “No conhece. Hehehe”, respondeu, um tanto sem jeito e assustado.

O economista Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians, nunca tergiversou sobre o plano que ele mesmo inventou: “O mercado de futebol na China está crescendo rápido. Tem empresário graúdo investindo. O Zizao é o nosso jeito de fazer os chineses olharem pro Corinthians. Queremos colocar a marca Corinthians na China pra vender camisas lá, fazer amistosos lá, pré-temporadas, parcerias com empresas de lá”. Por que lá? A economia, estúpido. Lá o marfinense Drogba foi jogar por US$ 320 mil por semana. E também o argentino-fluminense Darío Conca, por US$ 60 milhões por cinco temporadas. Lá está o técnico italiano Marcelo Lippi, campeão do mundo em 2006. Lá o Barcelona belisca € 10 milhões numa pré-temporada de duas semanas. Rosenberg quer enfiar o Corinthians nessa ciranda. Calma, palmeirense… Não é tanta maluquice assim. “O mercado chinês de futebol está em formação. Os torcedores ainda não se identificam com os clubes locais, estão aprendendo a gostar do jogo. E já é o décimo campeonato com maior média de público no mundo, na frente do Brasil, o 13º. Trazendo um chinês pra cá, o Corinthians tenta se posicionar entre as marcas referenciais que estarão no imaginário desse torcedor em formação. Com estratégias complementares, como oferta de produtos do clube, plano de sócios e excursões constantes, pode dar certo”, analisa o Fernando Ferreira, sócio-diretor da Pluri Consultoria Negócios Esportivos.

Vendo-o afundado no sofá da sua sala, de camiseta, calça de abrigo e havaianas, eu acho que o Zizao não dá a mínima pra essa coisa toda. Ele quer jogar. Mais que isso. Quer mostrar que sabe jogar e assim afastar um pouco a sombra do tal marketing. E, se me permitem um pitaco neste país de técnicos de futebol e comentaristas políticos, arrisco queimar a minha língua: pelo que vi nos treinos das últimas duas semanas, digo que o Zizao sabe jogar. Não é um Messi, obviamente, ao contrário do que jurou o repórter de uma TV estatal chinesa que veio entrevistá-lo esses dias. Mas está longe de ser um perna-de-pau. Vi o Zizao marcar gols de cavadinha e de sem-pulo. Driblar com certa desenvoltura. E perder umas bolas fáceis. Acima de tudo, vi o Zizao correr pra chuchu. “Olha, quando a gente soube que viria um chinês pro time ficou todo mundo desconfiado. Pra que um chinês?! Pô, com esse monte de jogador que tem no Brasil…”, me disse numa tarde quente o lateral-esquerdo Fábio Santos. “Mas um boleiro reconhece outro bem rápido. No primeiro treino, assim que o Zizao tocou na bola, a gente sacou que ele sabe jogar.” Os meus colegas com mais tarimba em coberturas futebolísticas diziam – com razão e evocando o mestre Didi – que treino é treino e jogo é jogo. Alguns deles, porém, compartilhavam, além da beirada do campo, uma dúvida a respeito de qual seria a perna boa do Zizao. Porque num exercício de cruzamentos e finalizações, o china batia de esquerda e de direita com a mesma força e precisão.

“Direito melhor. Hehehe”, o Zizao afirma, mostrando o dedão daquele pé, onde há uma colônia de calos e bolhas a atestar seu uso mais frequente. Com 1,70m, 63 kg e uma voz fina e hesitante, o Zizao parece um menino de 16 ou 17 anos, embora tenha 24. Pelos meus cálculos, a timidez dele é 358 vezes maior que o PIB da China. Mesmo assim ele não reluta em me mostrar a casa que comprou e está pagando em prestações com o grosso do seu salário de US$ 15 mil por mês. Comprou e não alugou porque, se puder, quer ficar pra sempre no Brasil. Curioso isso, pois o que ele conheceu do País nestes oito meses se resume às duas rodovias que usa para ir e voltar do treino e aos filmes Cidade de Deus e Tropa de Elite que lhe indicaram dizendo “toma, olha como é o Brasil”. No ano que vem ele quer trazer a namorada chinesa e ir para Fernando de Noronha, que garantiram pra ele ser um “palaíso”. Mas raramente o Zizao sai de casa. É praticamente um china in box. Provou caipirinha e não gostou. Feijoada, sim. E admira a religiosidade do povo local. “Tite conversa com santa. Todos dias. Acho ouve ele. É bonito. Hehehe,” conta sobre o treinador.

Seu empréstimo ao Corinthians termina no final de 2013 e, depois disso, sabe-se lá. A casa ele achou na internet. É dessas pré-fabricadas de madeira, instalada sobre um andar térreo de alvenaria. Tudo simples, com poucos móveis e só uma traquitana made in China digna de nota: um robô-vassoura. Você aciona o bicho por controle remoto, ele faz o serviço aos rodopios, reconhecendo degraus, cantos, toda sorte de obstáculos, e no final volta sozinho pra tomada. Uma beleza. No andar de cima vive o casal de amigos chineses que mora com o Zizao. Zhengjie Zhuang, a mulher, acaba de dar à luz. Yang Jiang, o marido, está há oito anos no Brasil, ajuda Zizao como intérprete e tem um negócio de importação de coisinhas pra animais de estimação. No momento, ele aposta nas unhas de silicone para gatos. “Na China é um sucesso. Aqui ainda vai pegar.” Os três conversam em mandarim. Mas a língua materna do Zizao é o cantonês. Nela, o seu nome, Zhi Zhao (Zizao e a variante Zizão são obras corintianas), é pronunciado Tchi Tchu, de onde vem o apelido Tchu. Mas o Yang não gosta de chamá-lo assim. “É que na minha cidade Tchu quer dizer fedido.”

O Zizao mora no andar de baixo, uma parte da casa que cheira a sabão em pó. O quarto dele fica ao lado da área de serviço. É de onde ele ouve todos os dias, perto das 6 e meia da tarde, um vizinho gaiato parar o carro no portão, acelerar forte e gritar: “Vai Zizao! Vai Colíntias!” Também pensa na mãe, no pai e na irmã olhando as datas de nascimento deles que tatuou no braço direito. E onde ri sozinho ao lembrar o Pacaembu e a magnética embevecida assim cantar: “Um, dois, três! Coloca o chinês!” Isso me remete a um comentário do publicitário Washington Olivetto sobre a capacidade dos corintianos nos encantarmos com certos jogadores folclóricos do nível de um Ataliba, um Biro-Biro, um Zizao: “O time que tem um monte de anti-heróis na plateia convive melhor com seus anti-heróis de dentro do campo”. Meu amigo jornalista Celso Unzelte, grande historiador do Timão, lembra do volante cintura-dura Ezequiel e valida: “Ao contrário dos gênios, esses caras são como nós, mortais. Só que tiveram a chance de estar lá embaixo jogando. Dão tudo de si como nós daríamos”.

Retornemos ao quarto do Zizao. Enfileirados perto da porta há dois pares de chuteiras e dez tênis Nike, seu patrocinador. Uma cama, uma mesa, um violão e um criado-mudo cheio de moedas e cédulas de yuan, o dinheiro chinês. Nas paredes pintadas de laranja berrante ele pendurou com esparadrapo uns cartazes que o Tite lhe deu. Num deles, em português e inglês, se lê “Humildade. Ambição. Sabedoria”. Noutro, uma frase do craque Tostão: “Ao contrário do que diz o chavão, que o medo de perder tira a vontade de vencer, os grandes jogadores e times começam a perder mais que o habitual quando se acostumam com a vitória, o sucesso, a rotina, e perdem a ansiedade, o medo de serem derrotados”. O Zizao diz, sem tirar os olhos de um cubo mágico que tem entre os dedos: “Eu entende. Yang traduz”. Ele acerta todas as cores do brinquedo logo depois. Não gastou nem dois minutos. “Existe técnica. No bom ainda. Record mundial cinco segundos.”

Bolonas e bolinhas. E aí está. Jogar futebol, pro Zizao, é como resolver um cubo mágico. Questão de técnica e raciocínio. A intuição ele deixa pros brasileiros. Foi assim desde que aos 9 anos ele decidiu ser jogador profissional na China – um país, como lembra o Yang, que só é bom com as bolinhas pequenas e sempre viu o futebol como coisa de malandro. Mas o pai do Zizao deu aquela força. Botou o menino numa escolinha e foi atrás de livros e vídeos pra entender o jogo. Leu biografias de Zidane, Maradona, Ronaldo, Beckham. Viu gravações dos jogos dos grandes times europeus. “Trabalhar é uma necessidade da vida. E trabalhar como jogador era o sonho do Zizao, então eu dei o meu máximo apoio, como daria em qualquer outra profissão que ele escolhesse”, me diz por Skype, de Panyu, sudeste da China, o patriarca Chen Jing Xian, de 50 anos. O Yang, que traduz a conversa, garante que Jing Xian se tornou um entendido no assunto. “Quando assiste a um jogo no estádio, ele vai apontando quem está fora de posição, quem tem boa técnica e quem é ruim e, principalmente, quem está com preguiça.”

Vai ver é por isso que o Zizao treina tanto. É comum que ele durma no centro de treinamento para se exercitar na manhã seguinte, sozinho, sem ordem de ninguém. Nessas horas está sempre com a bola, chutando-a num paredão, ensaiando viradas rápidas, ou apenas correndo com ela colada nos pés. O preparador físico Fábio Mahseredjian conta que pede pra ele não exagerar, porque, se deixar, o Zizao treina em dois períodos todos os dias – por conta própria. “Eu já trabalhei com jogador croata, peruano, argentino, italiano. E te juro: o Zizao é o primeiro que eu vejo treinar sem ser obrigado. Um dia furou o pneu do carro dele e ele chegou dez minutos atrasado. Você precisava ver o tanto que esse menino se desculpou. Pediu desculpas pra comissão técnica, pros roupeiros, pro outros jogadores, para a bandeirinha de escanteio…”, diz, hiperbólico, o Mahseredjian. No momento, ele faz um trabalho de fortalecimento muscular com o Zizao, porque o Tite, em bom titenês, pediu para melhorar “o potencial de estabilização” dele. Traduzindo: o Tite, egresso da escola gaúcha de futebol, acha que o Zizao precisa aguentar mais em pé quando levar uns trancos dos adversários. Desde que chegou, ele já sofreu duas luxações no ombro – a primeira por causa de um tombo, a segunda por causa de um simples puxão na camisa – e teve que operar.

Até este domingo, o Zizao tinha jogado apenas 13 minutos. Contra o Cruzeiro, no dia 17 do mês passado. Chutou pro gol, caiu, cobrou escanteio, deu passe de calcanhar. E correu pra chuchu. Ao todo, tocou nove vezes na boa. Na melhor delas deixou um zagueiro sentado e, quando ia deixando o segundo com uma pedalada, acabou desarmado. Se passasse, ficaria sozinho na cara do gol. “Abusado esse Zizao!”, espantou-se o narrador Milton Leite. Nos dias seguintes à partida, o china ficou horas na frente da TV revendo o lance. Queria entender onde tinha errado, se havia outra saída. E, provavelmente pensando num cubo mágico, concluiu: “Melhor jogar bola baixo perna do zagueiro”. Vai Zizao! Vai Colíntias!

Por Cleber Aguiar – Entrevista do Técnico Tite para o Estadão.

Fonte: O Estado de São Paulo

‘A torcida será uma vantagem no Mundial’

‘Invasão’ corintiana no Japão vai ajudar equipe, diz treinador, que busca ajuste fino no time às vésperas da competição

VÍTOR MARQUES – O Estado de S.Paulo

“Para jogar no Corinthians não consigo ver um atleta que seja insensível.” A frase de Tite, dita em entrevista ao Estado, retrata bem a relação que o clube tem com sua torcida.

O treinador disse que imagina uma legião de fãs acompanhando o time no Mundial de Clubes, no Japão, e que isso pode ser uma vantagem na conquista do título inédito.

“A nossa pressão, a minha, é igual (a da Libertadores), é uma oportunidade única, ímpar”, disse. Abaixo, leia trechos da entrevista.

A pressão para disputar o Mundial de Clubes será menor que a da disputa da Libertadores?

A nossa pressão, a minha, é igual, ela é a pressão da ambição, ela é de uma oportunidade única, impar. Quantas outras vezes vou ter outra chance na carreira? E esses atletas, vão ter outra possibilidade? Não sei dizer, mas serão poucas. Essa pressão é igual. O que há de diferente (na Libertadores) é que era um misto de falta de orgulho próprio do corintiano de dizer “somos campeões da Libertadores”. Era meio obsessivo, meio que passava do ponto.

Estimativas da Fifa apontam que haverá até 20 mil corintianos no Japão. É uma vantagem para disputar o Mundial?

Sim, porque o torcedor corintiano tem essa empatia, ele gera essa energia, esse combustível para os jogadores, depois dos noventa minutos cobra igual, mas toma gol, começa a cantar o hino do clube. Para jogar no Corinthians não consigo ver um atleta que seja insensível, um técnico que seja fleumático, tu tens que vibrar, ela (a torcida) vai seguramente ajudar nesse aspecto.

Se esses números se confirmarem, acha surpreendente?

É uma coisa…Imaginar tudo isso, do outro lado do mundo, sei que tem que fazer viagem em duas etapas, e daqui a pouco vamos encontrar 15 mil, 20 mil pessoas, é uma coisa que você fica imaginando. Seguramente acredito que haverá pessoas sem ingresso, vai ter gente fora do estádio, que não vai dar para entrar mas vai dizer ‘não vou entrar, mas vou estar perto do meu time’. O jogador sente isso.

A equipe vai jogar no Mundial no mesmo nível das finais da Libertadores?

Esse é o objetivo, antes falava em ansiedade, se eu fosse egoísta, eu queria, mas sei que a equipe precisa desse tempo todo para atingir como ideal aquele momento da Libertadores.

Atrapalhou não poder escalar Guerrero e Emerson juntos?

Espero contar com todos os atletas para o próximo jogo, não esse contra o Atlético, mas o outro (contra o Coritiba). A readaptação da equipe estava envolvida em voltar a aprender a jogar de novo com pivô. Depois que perdemos para o Santos, mas com bom desempenho, a equipe se ajustou a jogar com pivô. Posso jogar com homem de referência ou não, e ela se ajustou e se moldou. É mais significativo que propriamente (jogar com) Emerson e Guerrero.

Emerson, herói da Libertadores, chegou atrasado a alguns treinos. Ele é um desses jogadores ‘problemáticos’?

Ele tem algumas características próprias, está reiterando os horários. Ele, o Jorge Henrique e o Alex eram os três que no primeiro semestre que tinha de falar: ‘é toda hora com vocês (chegarem atrasados)’. Agora a coisa ficou ajustada.

O Chelsea de hoje é melhor que o que venceu a Copa dos Campeões?

Não sei, mas é diferente na sua ideia, é mais leve, mais técnico, mais agressivo e criativo, é diferente, não sei se melhor.

Por Cleber Aguiar – Juiz não é tão vilão como parece

Fonte: O Estado de São Paulo

SERÁ QUE FOI, SEU JUIZ?

MUSEU DO FUTEBOL – PÇA CHARLES MILLER S/N

DE 3º a DOMINGO 09:00 HS/17:HS

R$ 6,00 ( QUINTA – FEIRA GRÁTIS ) DE 06/11 a 7/4

Parece de propósito. No momento em que o Campeonato Brasileiro vive sua mais intensa polêmica, com a anulação do gol de mão de Barcos, do Palmeiras, pelo juiz Francisco Nascimento, o Museu do Futebol abre nova exposição, consagrada a ele, sua excelência, o árbitro de futebol.

A exposição Será Que Foi, Seu Juiz? começa na terça-feira e, de forma criativa, fornece um excelente álibi às decisões controvertidas daqueles que, antigamente, eram chamados pelos narradores de “sua senhoria”, o árbitro.

A concepção da mostra é da equipe de conteúdo do Museu do Futebol. Conta com consultores muito especiais. A cenografia ficou a cargo de Vera Hamburger (de filmes como Carandiru e Deus É Brasileiro), a pesquisa é de Celso Unzelte, o vídeo com lances polêmicos, comentados por dois árbitros, Marcio Rezende de Freitas e Carlos Eugênio Simon, é do cineasta Carlos Nader (leia box abaixo).

A exposição, distribuída por 300 m² no Estádio do Pacaembu, é feita de muitos módulos, alguns deles armadilhas à percepção. No início, o visitante se defronta com uma imagem, que só pode ser visualizada por completo de um único ponto. “É para ver a importância da posição do árbitro no momento de ver e julgar os lances do jogo”, diz Clara Azevedo, diretora de conteúdo do Museu do Futebol.

Em seguida, entra-se na exposição propriamente dita, através de um labirinto de espelhos. Outra armadilha para a percepção humana, em relação à qual nos sentimos muito seguros. Para os cinéfilos, a comparação será inevitável com o labirinto de espelhos de A Dama *de Shangai, clássico policial de Orson Welles.

Passado o labirinto, chega-se à exposição propriamente dita, que contém filmes, alguns gadgets interessantes e painéis informativos. Fica entre esse trabalho mais ou menos subliminar com os limites da percepção humana e dados sobre a linha evolutiva dos árbitros de futebol.

Ficamos sabendo, por exemplo, que os atuais juízes tecnológicos, de apitos e pontos eletrônicos nos ouvidos, tiveram seus ancestrais ainda no século 17. Os chamados maestri de campo eram incumbidos de “manter a paz e proceder a julgamentos nas disputas” do cálcio florentino, violento antecessor do nosso ludopédio contemporâneo.

Já no contexto do futebol moderno, invenção dos ingleses, o juiz surge apenas em 1891. Mas ainda não era a autoridade máxima e suas decisões podiam ser contestadas pelos jogadores. Bem, ainda são contestadas, mas hoje o árbitro pode mandar os mais exaltados para o chuveiro. Antes não era assim. E era mais fácil sua senhoria sair do que um jogador badalado. Há resquícios dessa prática. Clara se lembra de um caso famoso. Em 1968, numa excursão do Santos pela Colômbia, o juiz resolveu expulsar Pelé de campo. Revoltada, a torcida local, que fora em peso ver o Rei, exigiu a volta do jogador e o árbitro é que teve de sair.

Aos poucos o juiz foi sendo o que é, com a criação de regras, entidades de classe e até sistemas de arbitragem, como o deslocamento em diagonal pelo campo, surgido em 1924 com o mitológico Stanley Rous e usado até hoje. Pelo menos pelos juízes mais competentes. Os outros continuam se embolando com jogadores pelo gramado. Juízes já apitaram de casaca e polainas, de toucas e sapatos de verniz. Aliás, nem sempre apitaram. O apito foi incorporado tardiamente ao arsenal dos árbitros e nem se sabe direito quem teve ideia de usá-lo. Assim como a clássica cor preta dos uniformes, surgida após a 2.ª Guerra Mundial e hoje abolida em favor de tons mais alegrinhos. No Brasil, José Roberto Wright foi pioneiro da moda, ao trocar a camisa preta por um elegante azul ton sur ton no Campeonato Carioca de 1983.

Algumas traquitanas foram montadas para convencer o público de que a função do juiz não é das mais fáceis. Há, por exemplo, um brinquedinho usado pela Fifa no treinamento de árbitros. Uma espécie de joguinho eletrônico no qual são apresentadas jogadas complicadas e a decisão sobre elas tem de ser feita em questão de segundos. O índice de erros é enorme.

Há também aparelhos que simulam efeitos de paralaxe, mostrando a dificuldade em conhecer a exata posição da bola, ainda mais nas dimensões de um campo de futebol. Um efeito de pêndulo procura demonstrar como é difícil decidir em segundos se a bola entrou ou não no gol, o que tem ocasionado polêmicas através da história. A mais recente se deu na Copa do Mundo de 2010, quando a Inglaterra foi prejudicada pela não marcação de um gol que, àquela altura, seria o de empate com a Alemanha. Esse lance convenceu a Fifa da necessidade de introduzir recursos eletrônicos como o chip na bola que emite um sinal quando ela ultrapassa a linha da meta.

“A exposição, na verdade, é uma grande instalação, para entender os erros do juiz como decorrência de efeitos óticos”, dos limites da percepção humana, explica Vera Hamburger. Ao estudar o assunto, Vera se disse surpresa com a quantidade de variáveis óticas envolvidas num trabalho de arbitragem: “Um campo tem 120 metros de comprimento”, espanta-se. “A questão não é saber por que erram, mas como conseguem acertar tanto!”, diz.

O físico Marcos Duarte vê na exposição um estudo sobre os limites da percepção humana da realidade – aqui aplicada no caso particular dos árbitros. “Acho que das exposições do Museu do Futebol esta é aquela em que a ciência mais está presente”, diz. Marcos é autor do livro Física no Futebol, maneira didática de explicar as leis da natureza usando o jogo da bola como ilustração.

Vera é consciente dos limites da percepção. “Na verdade, não tem erro e nem acerto, porque tudo é interpretação. Tudo depende do ponto de vista do qual você vê”, diz Vera, que expressa, naturalmente, um ponto de vista artístico sobre a arbitragem.

Com tudo isso, talvez os torcedores não fiquem mais conformados com os erros dos árbitros contra o seu time, porque a paixão humana é mais forte que a razão. Mas podem, pelo menos, compreender um pouco melhor as dificuldades dos nossos mal-amados juízes.

Em vídeo, eles julgam os próprios erros

O torcedor pode ver os lances polêmicos num vídeo do diretor Carlos Nader projetado num cubo gigante. As jogadas são comentadas por dois juízes, Márcio Rezende de Freitas e Carlos Eugênio Simon, protagonistas de alguns desses lances. Márcio é tido como autor de duas falhas gritantes. Em 1995, prejudicou o Santos na final do Campeonato Brasileiro ao validar gol impedido do Botafogo e anular tento legítimo do Peixe. Em 2005, deixou de dar um pênalti do goleiro Fábio Costa, do Corinthians, em Tinga, e ainda expulsou o volante do Inter por simulação. O pênalti poderia ter mudado o resultado do jogo e o destino da taça, que ficou com o Corinthians. Rezende admite os dois erros.

Por Cleber Aguiar – Após sexta derrota seguida, Marcelo Oliveira deixa comando do Vasco

Fonte: Estadao.com.br

Saída do técnico foi tomada em comum acordo com a diretoria em reunião nesta segunda

SÃO PAULO – Depois da sexta derrota seguida no Campeonato Brasileiro, o técnico Marcelo Oliveira deixou o comando do Vasco. De acordo com o comunicado divulgado pelo clube, a decisão foi tomada em comum acordo com a diretoria em uma reunião realizada nesta segunda-feira.

Marcelo Oliveira teve só 26% de aproveitamento - Marcelo Sadio/Divulgação
Marcelo Sadio/Divulgação
Marcelo Oliveira teve só 26% de aproveitamento

A quatro rodadas do fim da competição e sem chance de conseguir alcançar o G-4, o time cruzmaltino será dirigido pelo auxiliar técnico Gaúcho nos próximo jogos.

Desde a chegada de Marcelo Oliveira, o Vasco somou um aproveitamento de apenas 26% dos pontos disputados. O clube ainda enfrentou uma série de problemas extra-campo, como os salários atrasados, as críticas da torcida ao presidente Roberto Dinamite e o projeto polêmico para São Januário, que foi descartado como sede das partidas de rúgbi na Olimpíada de 2016 depois que o clube não apresentou as garantias financeiras necessárias para a reforma.

Confira o comunicado divulgado pelo Vasco na íntegra:

“Após os últimos resultados, o treinador Marcelo Oliveira, em comum acordo com a Diretoria do Vasco, resolveu deixar o cargo. O time será dirigido pelo Auxiliar Técnico Gaúcho nos quatro jogos que encerram a participação do clube no Campeonato Brasileiro.”

ICFUT – Adriano poderá ser dispensado pelo Flamengo na segunda-feira

Fonte: lancenet

Clube não pronunciou no sábado após jogo em Volta Redonda e reunião na segunda-feira definirá futuro do Imperador no Rubro-Negro

O Flamengo ainda não se pronunciou sobre o caso Adriano, mas ele poderá não continuará no clube depois das últimas faltas aos treinos e do pedido de liberação até terça-feira. O vazamento do vídeo da L! TV que mostrou o atacante fazendo um desabafo em estado alterado em uma casa noturna na madrugada de sexta-feira agravou a situação do Imperador.

No fim da noite de sexta, o empresário do atacante comentou com pessoas próximas que o jogador não continuaria o trabalho de recuperação no clube. O próprio Imperador não estaria com muita disposição a seguir os treinamentos no clube.

A expectativa era de que a diretoria rubro-negra se pronunciasse ainda sábado, após o jogo contra o Figueirense, por meio do diretor de futebol, Zinho. O dirigente, porém, manteve o silêncio e a definição ficará para segunda-feira. O técnico Dorival Júnior, por sua vez, minimizou os acontecimentos do feriado e evitou falar sobre a possível saída.

– É prematuro falar sobre Adriano. Treinou muito pouco com bola – avisou o treinador.

A presidente Patricia Amorim já havia dado aval para Zinho demitir o jogador depois de uma falta no dia 29 de setembro. O diretor, porém, é quem bancava o atacante.

ICFUT – Felipão processa ex-atacante Edmundo por danos morais

Fonte: lancenet

Treinador pede R$ 100 mil de indenização ao comentarista, que o acusa de ter participado de um ‘esquema’ para contratar atletas do São Caetano quando comandava o Palmeiras

Edmundo (Foto: Rafael Moraes)
Se condenado, Edmundo terá que pagar indenização ao técnico (Foto: Rafael Moraes)

Luiz Felipe Scolari, ex-técnico do Palmeiras, move uma ação de indenização por danos morais contra o ex-atacante e atual comentarista esportivo Edmundo. O treinador já ganhou uma decisão liminar relativa ao caso e pede uma indenização de R$ 100 mil. O julgamento acontecerá ainda neste ano.

Felipão decidiu entrar com ação depois de Edmundo ter levantado suspeitas de que o então técnico do Palmeiras teria contratado jogadores do São Caetano por conta de um "suposto" esquema que ainda teria ligação com Galeano (então supervisor de futebol) e o empresário Magrão. Os comentários do ex-atacante foram ao ar no programa Terceiro Tempo da TV Bandeirantes do dia 16 de setembro.

Na liminar, deferida no dia 28 de setembro deste ano, o juiz Paulo Jorge Scartezzini Guimarães, da 4ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, pede que a TV e a Rádio Bandeirantes retirem de seus respectivos sites os comentários de Edmundo sobre Felipão, o que já aconteceu.

ICFUT–BRASILEIRÃO SÉRIE A: Resultados, gols, classificação e artilharia

Fonte: futebolinterior

Rodada confirma primeira queda e deixa Flu perto do título

Timão derrubou o Atlético-GO e Botafogo empatou com o Palmeiras

Campinas, SP, 4 (AFI) – A 34ª rodada do Brasileirão, praticamente, definiu as diretrizes da competição. O Fluminense deu um passo importante para ser campeão, abrindo nove pontos, faltando 12 para serem disputados. Na parte debaixo, o Palmeiras deu um passo importante para cair. Já que empatou por 2 a 2 com o Botafogo, em Araraquara e está sete do Bahia, que venceu a Portuguesa. Na Libertadores, o São Paulo está com a vaga praticamente garantida. Além disso, o Atlético-GO confirmou a queda para Série B.

No Morumbi, Fluminense e são Paulo ficaram no empate por 1 a 1. Com o pontinho conquistado, o Tricolor chegou aos 73 pontos, nove a mais que o Galo, que caiu em Curitiba, para o Coxa, por 1 a 0. O São Paulo continuou em quarto lugar, com 59 pontos, perdendo a disputa pela terceira posição com o Grêmio, com 63 pontos.
O destaque foi a presença da torcida: 54.118 espectadores, recorde no Brasileirão. (Foto: Rodrigo Villalba – Agência FI)

O Corinthians venceu o Atlético-GO, em Brasília, por 2 a 0, e decretou a queda do Dragão. Uma queda já esperada pela fraca campanha do time,. Curiosamente, o Goiás está praticamente garantido no acesso da Série B. Portanto, vai haver uma troca de representante do Estado no Brasileirão. O Atlético continua na lanterna, com apenas 23 pontos. O despreocupado Corinthians atingiu os 50 pontos, em sétimo lugar.

Palmeiras já era!
Mostrando muito nervosismo e desespero de quem está mesmo a caminho da Série B, o Palmeiras empatou com o Botafogo, por 2 a 2, em Araraquara. O Verdão continua em perigo, com 33 pontos, em 18.º lugar, mas agora mais distante do Sport Recife, com 36 pontos, depois de surpreender o Vasco da Gama , em São Januário, por 2 a 0. O Botafogo sofreu o empate nos acréscimos, mas poderia ter vencido. Com 51 pontos, ocupa a excelente quinta posição.

No atual quadro, o time pernambucano aparece em condições de brigar para evitar o descenso, junto com o Bahia, primeiro time fora da zona de degola. O Vasco, com salários atrasados e em crise, continua tropeçando e em baixa. Esta foi sua sexta derrota consecutiva. Soma 50 pontos, ainda em sexto lugar.

Showza!
O Bahia conseguiu um importante resultado neste domingo. No Canindé fez o mais dificil, venceu a Portuguesa, por 1 a 0 e praticamente garantiu a permanência da equipe na elite do Brasileirão. O gol foi marcado por Souza, aos 32 minutos. Com isto, os baianos chegaram aos 40 pontos, mesma pontuação da Portuguesa. Ambos tem quatro a mais que o Sport, que segue na zona da degola.
Timbu fica!
Antes de iniciar o Brasileirão, o Náutico estava cotado para ser rebaixado. Mas, neste domingo, venceu o Internacional, por 3 a 0, com dois gols de Souza e um de Kieza e praticamente confirmou que fica na elite em 2013. Isto porque, o Timbu abriu nove pontos do Sport, com quatro vitórias a mais, dificilmente poderá ser alcançado.

Por outro lado, o Internacional dá adeus as chances de chegar à Taça Libertadores, ficando com 48 pontos, na oitava colocação, 11 pontos a menos que o São Paulo, faltando 12 para serem disputados.

Barreira Vanderlei!
Um dos principais nomes da vitória do Coritiba, contra o Atlético-MG, neste domingo, por 1 a 0, foi o goleiro Vanderlei. Com defesas incríveis, ajudou o Coxa a bater o Galo e praticamente confirmar o título do Brasileirão para o Fluminense, já que os mineiros estão nove pontos do Tricolor.
Por sua vez, o Coxa garante a permanência na elite do futebol nacional. Com 45 pontos, chegou aos número que todos os matemáticos afirmam que não há mais queda.

No sábado, deu Neymar
O craque santista roubou a cena na vitória sobre o Cruzeiro, por 4 a 0, em Belo Horizonte. O Grêmio deu sorte e venceu a Ponte Preta, por 1 a 0, no último minuto, estremecendo o Estádio Olímpico. E o Flamengo, em Volta Redonda, aproveitou a fragilidade do Figueirense, para vencer por 1 a 0 e dar adeus à ameaça de queda.

Confira os resultados da 34ª rodada:


Sábado

Cruzeiro 0 x 4 Santos
Grêmio 1 x 0 Ponte Preta
Flamengo 1 x 0 Figueirense

Domingo

Palmeiras 2 x 2 Botafogo
Atlético-GO 0 x 2 Corinthians
Vasco da Gama 0 x 3 Sport
São Paulo 1 x 1 Fluminense
Náutico 3 x 0 Internacional
Portuguesa 0 x 1 Bahia
Coritiba 1 x 0 Atlético-MG

Gols de domingo

 

 

 

 

 

 

 

Classificação

Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Fluminense-RJ 73 34 21 10 3 56 26 30 71.6
2  Atlético-MG 64 34 18 10 6 55 30 25 62.7
3  Grêmio-RS 63 34 18 9 7 48 28 20 61.8
4  São Paulo-SP 59 34 18 5 11 53 33 20 57.8
5  Botafogo-RJ 51 34 14 9 11 53 43 10 50.0
6  Vasco da Gama-RJ 50 34 14 8 12 39 40 -1 49.0
7  Corinthians-SP 50 34 13 11 10 42 34 8 49.0
8  Internacional-RS 48 33 12 12 9 42 34 8 48.5
9  Santos-SP 46 34 11 13 10 43 40 3 45.1
10  Coritiba-PR 45 34 13 6 15 47 51 -4 44.1
11  Náutico-PE 45 34 13 6 15 41 47 -6 44.1
12  Flamengo-RJ 44 34 11 11 12 34 42 -8 43.1
13  Cruzeiro-MG 43 34 12 7 15 38 46 -8 42.2
14  Ponte Preta-SP 43 34 11 10 13 36 43 -7 42.2
15  Portuguesa-SP 40 34 9 13 12 35 36 -1 39.2
16  Bahia-BA 40 34 9 13 12 33 37 -4 39.2
17  Sport-PE 36 34 9 9 16 35 53 -18 35.3
18  Palmeiras-SP 33 33 9 6 18 33 43 -10 33.3
19  Figueirense-SC 29 34 7 8 19 36 62 -26 28.4
20  Atlético-GO 23 34 5 8 21 31 62 -31 22.5
OBS: STJD determinou que os pontos de Inter 2 x 1 Palmeiras sejam desconsiderados até que o pedido de anulação palmeirense seja julgado.
LegendaPG – Pontos Ganhos | JG – Jogos Disputados | VI – Vitórias | EM – Empates
DE – Derrotas | GP – Gols Pró | GC – Gols Contra | SG – Saldo de Gols
%A – Porcentual de Aproveitamento de Pontos


 
 
Classificados à Taça Libertadores.
 
 
Classificados à Sul-americana
 
 
Rebaixados à Serie B
 
 
Classficados à Libertadores

 

Artilharia


TIME
JOGADOR GOLS
1 Fluminense Fluminense

Fred

17
2 São Paulo São Paulo

Luis Fabiano

16
3 Portuguesa Portuguesa

Bruno Mineiro

14