Por Rogerinho – Com força máxima, Ney Franco relaciona Tricolor para pegar o Flamengo

Delegação do São Paulo no Rio de Janeiro tem 19 jogadores

Por GLOBOESPORTE.COMSão Paulo

Ney Franco (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)
Ney Franco pôde escolher entre 29 jogadores para montar lista tricolor
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O técnico Ney Franco contará com força máxima para montar o São Paulo diante do Flamengo, às 16h deste domingo, no Engenhão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador não tem problemas de lesões ou suspensões para o duelo. No entanto, ele irá com uma delegação enxuta para o Rio de Janeiro. Neste sábado, ele relacionou 19 jogadores para o duelo.

O comandante são-paulino deixou na capital paulista dez jogadores que treinam com o grupo. Entre os não relacionados estão os volantes Casemiro e Rodrigo Caio.

Os únicos desfalques são Paulo Henrique Ganso e Fabrício, que estão no Reffis. O meia trata uma lesão na coxa esquerda para poder estrear pelo Tricolor. O volante, por outro lado, se reabilita de uma cirurgia no joelho esquerdo.

Confira a lista de relacionados
Goleiros: Rogério Ceni e Denis;
Zagueiros: Rhodolfo, Rafael Toloi, Paulo Miranda e Edson Silva;
Laterais: Cortez e Douglas;
Meio-campistas: Jadson, Maicon, Wellington, Denilson, Paulo Assunção e Cícero; e
Atacantes: Luis Fabiano, Lucas, Osvaldo, Ademilson e Willian José.

Por Rogerinho – Lucas admite perder semi da Sul-Americana por convocação

Caso seja chamado por Mano Menezes, atacante não poderá atuar em eventual semifinal da competição continental pelo Tricolor

Fonte: Globoesporte.com

lucas são paulo treino (Foto: João Pires / Vipcomm)
Lucas não abre mão de defender a Seleção
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O São Paulo deixou para trás a oscilação e cresceu de rendimento na hora certa no Campeonato Brasileiro. Dos últimos 21 pontos em disputa, o Tricolor conquistou 19 e entrou no G-4 – graças, também, à boa fase de suas principais estrelas. Um velho problema, no entanto, deve voltar a assombrar o técnico Ney Franco justamente na reta final da temporada: as convocações para a Seleção. Lucas, por exemplo, já admite ser desfalque em uma eventual semifinal da Copa Sul-Americana, no fim de novembro, para defender a Seleção Brasileira.

Com a final do Superclássico das Américas contra a Argentina remarcada para o dia 21 de novembro, na Bombonera, em Buenos Aires, o confronto ocorrerá entre a antepenúltima e a penúltima rodada do Brasileirão. A partida, adiada em razão da falta de luz no estádio Centenário, em Resistência, deve coincidir com a semifinal da Sul-Americana, que ainda não teve datas confirmadas pela Conmebol. O Brasil venceu a ida por 2 a 1, em Goiânia, e joga pelo empate para ficar com o título.

Assim como na primeira partida, o técnico Mano Menezes deve convocar somente um jogador por clube brasileiro. No São Paulo, Luis Fabiano e Lucas, teoricamente, disputariam uma vaga. Ainda assim, entre os centroavantes a competição é mais acirrada. Lucas lamenta a coincidência de datas, mas deixa claro que sua intenção inicial é cumprir a convocação – apesar do momento decisivo vivido pelo Tricolor.

– É o calendário. Temos de estar prontos e preparados para isso. Vai coincidir com a Sul-Americana, mas é por uma boa causa. Vou estar na Seleção, é meu objetivo estar na Seleção. Mas vou ficar lá torcendo pelos meus companheiros – declarou o camisa 7.

Lucas ficou fora em 15 das 31 rodadas do Brasileirão até aqui, sempre para servir a Seleção Brasileira. Com ele em campo, são 11 vitórias conquistadas, um empate e quatro derrotas, um aproveitamento de cerca de 70% dos pontos – que daria ao time a vice-liderança. Na Sul-Americana, competição que além da vaga na Libertadores pode encerrar o jejum de quatro anos sem títulos, o Tricolor empatou em 1 a 1 com a LDU de Loja, no Equador, e disputa a vaga nas quartas de final na próxima quarta-feira, no Morumbi.

Sem seu principal jogador, Ney Franco tem improvisado o lateral-direito Douglas na função, já que o zagueiro Paulo Miranda se tornou o lateral titular da equipe. Lucas tem três gols marcados pelo São Paulo no Brasileirão, e 11 na temporada – é o terceiro artilheiro tricolor no ano, atrás somente de Luis Fabiano (28) e Willian José (13).

Por Rogerinho – Barcos brilha, Palmeiras vence o Cruzeiro e resiste à ameaça de queda

Diferença do Verdão para o Bahia, primeiro time fora do Z-4, cai para quatro pontos. Já Raposa, sem muitos objetivos, pensa em 2013

Fonte – Globoesporte.com

 

  • deu certo

    Wesley

    Meia volta ao time após seis meses e melhora a movimentação da equipe, que passou a ser mais rápida e consciente. Ele ainda teve chance de marcar um belo gol.

  • deu errado

    Marcação

    Após o primeiro gol do Palmeiras, a defesa do Cruzeiro passou a bater cabeça e o time acabou virando presa fácil para o adversário.

  • nome do jogo

    Barcos

    Um gol com o oportunismo dos goleadores e outro com extrema categoria. O Pirata fez a alegria da torcida em Araraquara. Graças a ele, o Verdão respira.

Aos 42 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por Tiago Real, o atacante Hernán Barcos, do Palmeiras, deixou o gramado da Arena da Fonte Luminosa ovacionado. Não era para menos. Graças a seus dois gols, o Verdão venceu o Cruzeiro, por 2 a 0, e segue em sua luta para escabar do rebaixamento. Com 32 pontos, o time do Palestra Itália segue no Z-4 do Campeonato Brasileiro, em 17º lugar, mas diminuiu a diferença para o Bahia, primeira equipe acima da linha vermelha, que empatou com o Corinthians e continua com 36.

O Cruzeiro, por sua vez, não tem muito mais o que fazer na competição. Com 43 pontos, a Raposa está em nono lugar. Por enquanto. Ainda pode ser ultrapassado por Santos e Coritiba neste domingo. Resta a Celso Roth e seus comandados pensarem na próxima temporada.

O Verdão volta a campo no próximo domingo, para enfrentar o Internacional, em Porto Alegre. Já a Raposa buscará a reabilitação diante da Ponte Preta, em Campinas, na próxima quinta-feira.

Times abusam das falhas nas finalizações

A necessidade de vitória fez com que Palmeiras e Cruzeiro fizessem um jogo aberto na etapa inicial. O Verdão repetiu o esquema que havia dado certo na vitória contra o Bahia, quarta-feira passada, com Barcos, Luan e Betinho formando trio ofensivo. Do lado mineiro, Celso Roth apostou num meio-de-campo marcador, com três volantes, deixando a armação para Souza e Martinuccio, com Anselmo Ramon mais à frente, como referência no ataque. Os dois times foram à frente, se aproximaram da área adversária, mas não foram competentes na hora de finalizar as jogadas. Por isso, o 0 a 0 parcial.

A torcida do Palmeiras fazia sua parte nas arquibancadas. O estádio não estava lotado, mas parecia um caldeirão, tamanha a participação da galera alviverde. O time se empolgou e jogou com disposição, mas sem ousadia. Apenas Barcos apresentava alguma lucidez, puxando contra-ataques, armando jogadas, arriscando. Marcos Assunção atuava no sacrifício. Sentindo dores, ele tinha muitas dificuldades. Ainda assim, levava perigo em sua especialidade: as cobranças de falta.

Aos 16, o volante bateu na direção do goleiro Fábio, que se atrapalhou com efeito da bola e rebateu. Barcos só não marcou porque a defesa mineira cortou em cima da hora. Assunção também criou a única boa jogada da equipe alviverde com bola rolando na etapa inicial. Aos 34, ele deu bom passe para Betinho, que escorregou na hora de finalizar.

Já o Cruzeiro tinha espaços para atacar. Souza jogava solto no meio. Em dois lances, ele chegou com a bola dominada até a entrada da área, mas falhou no momento das finalizações. Quando conseguiu concluir as jogadas, o time mineiro parou em Bruno. Primeiro aos 20, com Anselmo Ramon batendo cruzado e exigindo boa intervenção do goleiro palmeirense. Depois aos 35, novamente com Anselmo, que recebeu de Martinuccio e chutou cruzado, rasteiro. O camisa 1 fez ótima defesa.

Embora continuasse com sérios problemas de criação na frente, o Palmeiras voltou melhor para o segundo tempo. Com marcação mais sólida, o time alviverde passou a atuar mais compactado e tirou espaço do Cruzeiro, que passou a errar muitos passes.

Grande Pirata!

Apesar da melhora, o Palmeiras seguia sem conseguir chegar ao gol adversário. Aos 13, Gilson Kleina resolveu agir. Sacou Betinho e colocou Wesley, que voltou a disputar uma partida oficial após seis meses. Recuperado de lesão grave no joelho, o meia deixou o Verdão passou a ser mais agressivo. Em seu primeiro lance, aos 16, ele invadiu a área e, de pé esquerdo, exigiu boa defesa de Fábio. Aos 21, finalmente, o Verdão soltou o grito. Uma jogava manjada, conhecia, mas mortal. Falta de Marcos Assunção na cabeça de Barcos: 1 a 0.

O gol aliviou a equipe alviverde, que passou a trocar passes com mais tranquilidade. O Cruzeiro, por sua vez, tinha sérios problemas de articulação. Parece ter sentido o gol sofrido. Celso Roth fez modificações (Borges no lugar de Martinuccio e Élber na vaga de Souza), mas não conseguiu fazer a Raposa crescer. Pelo contrário: o ataque era inoperante e a defesa começou a dar pane.

Aos 31, o golpe de misericórdia. Obina, que havia entrado no lugar de Luan, recebeu na entrada da área e, mesmo bem marcado, conseguiu encontrar Barcos, na esquerda. E aí o Pirata resolveu em grande estilo: dominou, tirou a marcação do caminho e, com um leve toque de esquerda, jogou a bola por cima de Fábio. Belo gol.

Ao final da partida, os palmeirenses se reuniram no meio de campo e se abraçaram. A esperança alviverde segue viva. Já o Cruzeiro apenas cumpirá tabela daqui para frente.

Por Rogerinho – Grêmio para na retranca do Coxa, e 0 a 0 só agrada um invicto no Olímpico

Times seguem com longas séries invictas no Brasileirão. O Tricolor gaúcho, no entanto, começa a sentir a pressão do São Paulo pelo G-3

Fonte – Globoesporte.com

  • estatísticaposse de bola

    O Grêmio teve muito mais posse de bola, 60%, por vezes, mais de 70%, mas deixou a prova de que isso não é sinônimo de vitórias.

  • mais caçadoGladiador

    Kleber chegou ao seu sétimo jogo sem marcar gols no Grêmio. Ao menos segue a sua marca de ser o mais caçado: sofreu cinco faltas na partida

  • não deu certoMarcel

    Substituto do artilheiro Deivid, Marcel, ex-Grêmio não conseguiu manter os gols do titular. Sequer finalizou a gol e não trouxe perigo a Grohe

O duelo de invictos foi incapaz de tisnar as marcas de Grêmio e Coritiba No entanto, só um dos clubes saiu satisfeito do gramado do Olímpico na noite deste sábado. Firme na defesa, o Coxa segurou o ímpeto gaúcho e a pressão da torcida tricolor. Deixou o placar inalterado: 0 a 0, em duelo válido pela 31ª rodada do Brasileirão.

O empate frustra o Grêmio, que poderia dormir na vice-liderança pela segunda vez na competição – o que já ocorrera na 29ª rodada. Com apenas um ponto ganho, tem que contentar com a manutenção do terceiro lugar. O Atlético-MG, que enfrenta o Fluminense no domingo, está um ponto a frente. Também há o perigo do emergente São Paulo, que, se vencer o Flamengo, neste domingo, ficará a apenas um ponto de alcançar o clube gaúcho.

Mesmo estancando uma série de quatro sucessos consecutivos, o Coritiba só tem a comemorar. Sobe para a 10º posição, com 42 pontos, superando o Santos. Além disso, fica distante dez pontos da nebulosa zona de rebaixamento.

O Tricolor volta a pensar no Brasileirão só no sábado, quando enfrenta o Bahia, ás 18h30m, no Pituaçu.  Antes, entra em campo pela Sul-Americana, na partida de volta das oitavas de final. O rival é o Barcelona-EQU na quarta-feira, no Olímpico. O Coxa vai tentar retomar o rumo das vitórias diante do líder Fluminense, na quinta, às 22h, no Engenhão.

Muralha verde barra ataque azul

Ambos desconheciam há tempos o acre sabor da derrota – o Grêmio começou o sábado há nove jogos sem perder, e o Coritiba, há cinco -, os visitantes não se importaram em sustentar a marca levando apenas um ponto do Olímpico. Sólido na defesa, o time de Marquinhos Santos não permitia finalizações próximas ao gol de Vanderlei. E o Grêmio bem que tentou. Aos 5 minutos, Julio Cesar, de volta à equipe depois de seis meses de molho por cirurgia no joelho, chegou à linha de fundo e ofereceu a bola a Leandro. Bem marcado, não conseguiu chutar com precisão.

Kleber em Grêmio e Coritiba (Foto: Lucas Uebel/Divulgação, Grêmio)
Kleber tenta vencer a forte marcação do Coritiba
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Não faltou criatividade ao Grêmio diante do bloqueio verde. Com tabelas envolventes, a dupla Kleber e Leandro criou boas jogadas. Que acabavam sempre diluídas diante do paredão rival. Dos pés dos atacantes, aos 16, saiu bela combinação que ninguém soube aproveitar na área. Aos 25, Zé Roberto mudou a tática. Arriscou de média distância. E quase marcou um golaço, seria o seu segundo pelo Grêmio, após anotar no Engenhão na quarta. A bola, caprichosa, roçou o poste de Vanderlei, que sequer se mexera.

Acuado, o Coritiba, que a muito custo chegava a 35% da posse de bola no primeiro tempo, preocupou a zaga tricolor apenas uma vez. Aos 27, em falta cobrada por Rafinha que Marcelo Grohe precisou se esticar e espalmar. Faziam falta o artilheiro Deivid e o criador Lincoln, ambos suspensos.

O marasmo paranaense passou a contagiar o Grêmio, que só voltou a causar frisson na torcida aos 40 minutos. De novo com Zé Roberto. Desta vez, tirou de seu cinto de utilidades uma cartada até então inédita. Contra o ferrolho alheiro, lançou mão um golpe de calcanhar que deixou Leandro frente a frente com Vanderlei. Melhor para o goleiro.

A queda de rendimento também foi percebida pelo árbitro, que encerrou a primeira etapa sem acréscimos, nos exatos 45 minutos.

– A gente precisa ter paciência – pediu o destaque Zé Roberto.

– O importante é que não sofremos gol no primeiro tempo. Vamos continuar assim e tentar sair com uma vitória – analisou Rafinha.

– Tem que colocar melhor o colega na cara do gol – receita Kleber.

As dicas foram azuis, mas quem as aproveitou no início do segundo tempo foram os jogadores do Coxa. Aos 2 minutos, Vinicius invadiu a área e soltou um foguete que passou zunindo, ao lado do poste de Grohe.

Bertoglio entra, mas não resolve

O lance foi isolado, de um Coritiba de poucas pretensões. Mesmo assim, foi a senha para a torcida do Grêmio se impacientar com o que seria o terceiro empate consecutivo no Brasileirão. A angústia se transformou em precipitação do experiente Zé Roberto. Em carrinho forte no campo de ataque, levou cartão amarelo e não enfrentará o Bahia. Um minuto depois, aos 17, foi a vez de Vinicius ser amarelado por falta dura em Kleber.

A torcida voltou a se animar com a falta, que seria desperdiçada por Fernando. Mas a animação ficou plena quando Luxemburgo apontou seu dedo para Facundo Bertoglio. O seu xodó estava de volta, e o grito das arquibancadas soava como o gol que teimava em não sair. Cinco meses depois de sua última partida pelo Grêmio, o argentino, que precisou ser reemprestado pelo Dinamo, de Kiev, e depois passar por um trabalho de recondicionamento físico, ingressou no gramado do Olímpico aos 20 minutos.

Também entraram Tony e André Lima, nas vagas de Julio Cesar e Leandro, respectivamente. As mudanças, no entanto, não surtiram efeito. Aos 37, André Lima inclusive perdeu, sozinho na área, a chance do gol salvador, em tentativa frustrada de cabeceio.

E tudo terminou como começara. Grêmio e Coritiba invictos e sem seus objetivos completamente satisfeitos. Ou melhor, com uma diferença: o 0 a 0 só teve sabor de vitória para os visitantes. Os mandantes amargam mais um deslize em casa (já havia ficado no 1 a 1 com o Botafogo, no domingo anterior). E gosto é gosto, não se discute.

Por Rogerinho – Em noite de bruxa solta, Timão e Bahia ficam no empate no Pacaembu

Erro de Tite entre os relacionados e duas lesões em menos de 11 minutos são pano de fundo para a igualdade por 1 a 1 na noite deste sábado

 

Fonte – Globoesporte.com

  • duas baixas

    Os corintianos Wallace e Denner sentiram lesões com menos de 11 minutos e tiveram de ser substituídos. Antes Zizao foi cortado do banco de reservas.

  • deu certo

    Weldinho

    Improvisado na lateral-esquerda no lugar de Denner, o jogador mostrou personalidade, arriscou chutes sem medo e teve boa atuação.

  • lance capital
  • 32 do 1º tempo

    Kleberson cobrou falta pela esquerda e cruzou na cabeça de Fahel, que subiu mais do que toda a zaga corintiana para empatar o jogo.

Teve de tudo um pouco na estranha noite deste sábado no Pacaembu, menos entregada do Corinthians para o Bahia, concorrente direto do Palmeiras na luta contra o rebaixamento. Os mais de 20 mil corintianos que foram ao estádio para assistir o Timão reserva incentivaram a equipe, mas viram apenas um empate por 1 a 1 com o Tricolor da boa terra, que mais se preocupou em não perder do que outra coisa.

Duas lesões em menos de 11 minutos e o erro de Tite ao relacionar quatro estrangeiros, o que obrigou o treinador a cortar o chinês Zizao, foram as provas de que a bruxa estava solta no Pacaembu. Sem nada a ver com isso, o Bahia usou principalmente as bolas paradas e os contra-ataques para segurar a pressão do Timão e beliscar um empate fora de casa.

Agora, o Corinthians, com 44 pontos, volta a usar seus principais jogadores contra o Vasco pensando no Mundial, neste sábado, às 16h20, no mesmo Pacaembu. Enquanto isso, o Bahia, com 36 pontos, segue a luta contra o rebaixamento diante do Grêmio, às 18h30m, no estádio Pituaçu, também no sábado. As duas partidas são válidas pela 33ª rodada do Brasileirão.

Bruxa solta e empate

Havia algo estranho na noite deste sábado no Pacaembu. Antes de a bola rolar para Corinthians e Bahia, o prenúncio de que algo estava errado veio na gafe do Timão, que relacionou quatro estrangeiros para o jogo e teve de cortar o chinês Zizao de última hora. Quando o jogo começou, os 12 minutos iniciais provaram que a noite não era normal.

Logo aos quatro minutos, o lateral-esquerdo Denner sentiu o joelho direito e teve de ser substituído por Weldinho, lateral-direito que atuou improvisado na posição. Foi justamente ele o responsável pelo primeiro “uh” dos corintianos, ao finalizar com perigo da meia-lua, para boa defesa de Marcelo Lomba. Depois, aos 12, o zagueiro Wallace deixou o campo sentindo a coxa direita e deu lugar ao também defensor Felipe.

Nesse meio tempo, ao menos o Timão teve um motivo para comemorar: o gol. A equipe não demorou a espantar qualquer possível indício de “entrega”, já que o Bahia é concorrente direto do Palmeiras na luta contra o rebaixamento. Guilherme escapou pela esquerda da grande área e sofreu um leve toque do zagueiro Danny Morais, suficiente para o árbitro Wilton Pereira Sampaio marcar pênalti. Com categoria, Douglas bateu no canto direito de Marcelo Lomba e abriu o placar aos 11 minutos, para explosão de alegria dos corintianos.

O gol do Timão foi a senha para o Bahia acordar e começar a, enfim, jogar. Até o momento, o Tricolor da boa terra só ameaçava em bolas paradas, com o lateral-direito Neto, mas sem eficiência. O quarteto ofensivo do técnico Jorginho, formado por Diones, Kleberson, Gabriel e Elias pouco criava. Desta forma, a falta era mesmo o caminho do empate. E ele aconteceu.

Pela esquerda do ataque, Kleberson cruzou com precisão para Fahel subir mais do que toda a zaga corintiana e cabecear no canto direito de Cássio, aos 32 minutos. Festa da barulhenta torcida do Bahia, em número razoável no Pacaembu. Antes do término do primeiro tempo, os visitantes por pouco não viram. O ofensivo lateral Jussandro avançou até a linha de fundo pela esquerda e achou Elias livre, mas o atacante cabeceou para fora. Também houve tempo para lance polêmico de pênalti em cima de Guilherme, em dividida com o volante Fabinho dentro da área, mas Wilton Pereira Sampaio mandou o jogo seguir.

Timão pressiona, mas não faz

No intervalo, o goleiro Cássio admitiu que a bruxa estava solta no Pacaembu, ao citar as lesões dos colegas Wallace e Denner. Logo aos três minutos, novo momento de preocupação. Em disputa de bola na área do Bahia, Fabinho e Guilherme Andrade dividiram de cabeça, e o corintiano ficou no chão. Martínez tentou aproveitar a sobra, mas Marcelo Lomba o desarmou. Após atendimento médico, os dois seguiram no jogo.

Mas a noite não estava mesmo fácil para o árbitro Wilton Pereira Sampaio, que teve mais um lance polêmico para assinalar. O bom lateral Weldinho, mesmo improvisado na esquerda, fez bela jogada fazendo fila da esquerda para o meio e tocou para Guilherme, que soltou uma bomba de fora da área. Marcelo Lomba fez ótima defesa, mas deu rebote nos pés do peruano Guerrero, que empurrou para as redes, aos nove minutos. O árbitro, porém, marcou impedimento e o gol foi invalidado.

Acuado pela pressão do Corinthians, o Bahia praticamente assistia o jogo, sem dar indícios de que faria algo para virar o placar. Jorginho percebeu a deficiência da equipe e trocou Kleberson por Zé Roberto, tornando o time mais ofensivo. O lance seguinte à substituição mostrou que a equipe acordou. Pela direita, Elias conseguiu cruzamento rasteiro na direção de Zé Roberto que, por centímetros, não alcançou a bola para estufar a rede de Cássio.

Tite atendeu a um pedido das arquibancadas e trocou Douglas, aplaudido pelos corintianos, por Jorge Henrique, queimando sua última substituição. O rápido atacante deu mais movimentação ao Timão e até criou boas jogadas, mas esbarrou na noite pouco inspirada do peruano Guerrero, que não aproveitou seus passes.

Por Rogerinho – Bassols processará Sheik e pedirá para não apitar mais jogos do Timão

Advogado diz que árbitro entrará com processo por danos morais para mostrar ao atacante que ele não pode ofender uma pessoa impunemente

Fonte – Globo Esporte.com

Xingado por Emerson Sheik de ladrão e safado após a partida em que o Corinthians venceu o Altético-MG, por 1 a 0, dia 2 de setembro, no Pacaembu, o árbitro Péricles Bassol entrará na próxima semana com um processo por danos morais na Justiça comum contra o atacante do Timão. O árbitro também pretende solicitar à Comissão de Arbitragem da CBF para que seu nome não seja colocado no sorteio para os jogos da equipe paulista enquanto houver possibilidade de Sheik atuar (veja no vídeo o momento em que Emerson foi expulso de campo por Bassols).

De acordo com o advogado do árbitro, Juliano Bozano, a intenção não é tirar dinheiro do jogador, mas fazer com que ele tenha mais respeito e não saia de campo ofendendo uma pessoa sem ser punido exemplarmente. No julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Emerson pegou a princípio um ganho de seis jogos, que foi reduzido para cinco no dia em que o Corinthians enfrentou o Flamengo, no Pacaembu, no último dia 10. Naquela partida, ele fez um dos gols da vitória de 3 a 2 da equipe paulista.

Segundo Bozano, Bassols não pode se pronunciar publicamente por recomendação da Comissão de Arbitragem e a decisão de entrar com o processo foi tomada após a decisão do STJD.

Por Rogerinho – Defesa do Barça falha, mas Messi faz três e garante vitória sobre La Coruña

Craque argentino assume artilharia do Campeonato Espanhol com
hat-trick em movimentada partida de nove gols no estádio Riazor

Por GLOBOESPORTE.COMLa Coruña, Espanha

Barcelona contou mais uma vez com o talento de Lionel Messi para vencer no Campeonato Espanhol. Com três do argentino, o clube catalão superou o La Coruña fora de casa por 5 a 4 em jogo que, além do brilho do camisa 10, foi marcado também pelo péssimo desempenho da defesa blaugrana. Valdés falhou em pelo menos dois gols, Alba anotou um contra e Mascherano foi expulso logo no começo do segundo tempo da partida realizada no Estádio Riazor.

Com o suado triunfo – o Barça chegou a abrir 3 a 0 na etapa inicial, mas complicou a partida -, o time de Messi, Iniesta e companhia segue na liderança isolada do torneio com 22 pontos, oito à frente do arquirrival Real Madrid (quarto colocado).

Prestes a ser papai pela primeira vez, Messi chegou aos 11 gols e é o artilheiro isolado do Campeonato Espanhol, dois à frente de Cristiano Ronaldo. Além disso, soma 59 pelo Barça em 2012, sua melhor marca desde que chegou ao clube (havia anotado 56 em 2010). Para completar, o hermano se tornou o primeiro jogador da história do time catalão a alcançar 15 hat-tricks no Espanhol.

Messi e Fabregas gol Barcelona (Foto: Reuters)
Fábregas deu três assistências, e Messi anotou três gols na vitória do Barça
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Na próxima terça-feira, o Barcelona volta a campo pela Liga dos Campeões, contra o Celtic, no Camp Nou, pelo Grupo G do torneio. O time do técnico Tito Vilanova lidera a chave com seis pontos.

Barça começa a mil por hora

Embora tenha entrado com uma defesa quase toda reserva (Piqué, Puyol e Daniel Alves machucados deram lugar a Mascherano, Song e Montoya) e Xavi no banco, o Barcelona começou a partida a mil por hora e abriu o placar logo aos dois minutos. O lateral-esquerdo Jordi Alba recebeu passe preciso de Fábregas e anotou seu primeiro gol em uma partida oficial pelo clube catalão.

Messi Barcelona x La Coruna (Foto: EFE)
Mesmo com forte marcação, Messi anotou três gols na partida realizada no estádio Riazor
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Como um rolo-compressor, o Barcelona não deixava o La Coruña respirar e, aos sete, ampliou. Messi deu bela assistência para o jovem Tello, que, mostrando uma tranquilidade de veterano, driblou um marcador e tocou por baixo do goleiro Aranzubia.

Aos 17, Messi deixou o dele depois de um toque magistral – e de costas – de Fábregas. O argentino acertou uma bomba no ângulo.

Valdés falha. Messi marca

Aos 25, o La Coruña descontou com Pizzi, cobrando um pênalti cometido pelo argentino Mascherano em Riki. O gol animou o time da Galícia, que passou a incomodar mais a defesa do Barcelona. Esse ímpeto acabou resultando em gol aos 36. Mas com uma senhora ajuda de Valdés que não segurou um chute de Bergantiños.

No entanto, aos 42, Messi jogou uma ducha de água fria nos anfitriões. O camisa 10 recebeu passe de Fábregas, que estava em dia de garçom, e de perna direita colocou 4 a 2 no marcador.

Alba gol Barcelona (Foto: AP)
Alba fez um gol a favor e outro contra 

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Mascherano ajuda o La Coruña

No segundo tempo, Pizzi voltou a colocar o La Coruña na briga ao marcar de falta logo no primeiro minuto. Valdés, outra vez, falhou na jogada. Para piorar as coisas para o Barça – e incendiar ainda mais o Deportivo -, o volante Mascherano, que atuava como zagueiro, foi expulso aos cinco após receber o segundo amarelo por uma falta em Riki.

Com um homem a mais, o La Coruña se lançou ao ataque, enquanto o Barcelona, já com Xavi em campo na vaga de Fábregas, tentava conter a euforia do quadro da Galícia. Aos poucos, mesmo em desvantagem numérica, conseguiu se tranquilizar e manter a velha posse de bola.

Messi anota outro, mas Alba faz golaço… Contra!

Nesse ritmo, não demorou para o Barça voltar a balançar as redes. Aos 31, Messi recebeu na entrada da área, passou por dois marcadores e chutou rasteiro no canto para chegar aos 11 gols no Campeonato Espanhol (artilheiro isolado do torneio, com um a mais que Cristiano Ronaldo).

Messi Barcelona x La Coruna (Foto: AP)
Messi: 71 gols em 2012 (Foto: AP)

Além disso, Messi chegou aos 71 no ano de 2012 (59 pelo Barça e 12 pela seleção argentina), superando a sua melhor marca na carreira (havia feito 70 em 2010).

Tranquilidade para o Barça, certo? Ledo engano. Na sequencia, Alba foi tentar cortar um cruzamento da esquerda e, com um leve toque, encobriu Valdés fazendo um golaço, só que contra o próprio patrimônio. 5 a 4.

Desde 2003 que um atleta blaugrana não anotava um gol contra (o último fora do atacante Kluivert numa derrota de 3 a 2 para o Mallorca)

Nos minutos finais, o La Coruña até que tentou empatar a “louca” partida, mas não contou com mais nenhum vacilo do Barça – que não sofria quatro gols numa única partida desde março de 2009 (4 a 3 para o Atlético de Madri) – e acabou amargando a derrota.

Valencia vence com gols no fim

Em outro jogo deste sábado, o Valencia sofreu, mas derrotou o Athletic Bilbao por 3 a 2, de virada, no estádio Mestalla. Aduriz, aos 18 do primeiro tempo, abriu o placar para os bascos. Soldado, de pênalti, igualou para o time dos brasileiros Diego Alves e Jonas aos 26.

Mas, quatro minutos depois, Aduriz fez mais uma e colocou o Bilbao na frente novamente. O triunfo da equipe do técnico Marcelo Bielsa ia se desenhando quando, nos minutos finais do segundo tempo, o Valencia virou o marcador com Tino Costa (43) e Valdez (45).

Soldado comemora gol pelo Valencia diante do Bilbao (Foto: EFE)
Soldado comemora gol pelo Valencia diante do Bilbao