Por Cleber Aguiar – Grêmio bate Millonarios no Olímpico e joga por empate na volta

Fonte: Portal Terra

O gol da vitória gremista foi marcado por Marco Antônio. Foto: EFE

O gol da vitória gremista foi marcado por Marco Antônio
Foto: EFE


Jogando no Estádio Olímpico, o Grêmio derrotou nesta terça-feira o Millonarios, da Colômbia, por 1 a 0 e abriu vantagem nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Na partida de volta, marcada para o dia 15 de novembro, o time brasileiro avança à semi com um empate.

O vencedor do confronto pega quem levar a melhor entre Cerro Porteño, do Paraguai, e Tigre, da Argentina. No entanto, se Grêmio e São Paulo (que tem como rival a Universidad de Chile) avançarem à semi, medirão forças antes da final.

Algoz do Palmeiras nas oitavas de final, o time colombiano não se intimidou com o Estádio Olímpico lotado e, aos 12min, criou a primeira chance. Otálvaro experimentou de fora da área e exigiu boa intervenção do goleiro Marcelo Grohe. A equipe tricolor, que jogou sem os desgastados Elano e Kleber, revidou cinco minutos depois. Zé Roberto se antecipou a cruzamento pela esquerda e emendou. Delgado espalmou.

O lance acendeu os gremistas. Na marca dos 26min, o volante Fernando cobrou falta com capricho e fez a torcida soltar o grito de gol. A bola, contudo, acertou a rede do lado de fora.

A tradicional avalanche nas arquibancadas estava por vir. E veio aos 35min. O meia Zé Roberto cobrou escanteio e, após desvio, Marco Antônio, livre no segundo poste, completou para as redes: 1 a 0 Grêmio, que manteve a toada na etapa complementar.

Logo aos 3min, Leandro disparou pela esquerda e cruzou rasteiro. Marcelo Moreno ganhou do defensor, mas bateu para fora. Aos 13min, um episódio curioso paralisou a partida por três minutos. O árbitro chileno Julio Bascuñán sentiu cãibras na perna direita e pediu atendimento médico no gramado.

O Grêmio voltou a pressionar aos 23min. Delgado afastou mal levantamento de Zé Roberto, mas se redimiu no arremate seguinte de Leandro. Aos 30min, quando Léo Gago chutou forte e acertou o pé da trave. E perto do fim, no gol anulado do atacante André Lima. Os mandantes, apesar de superiores, ficaram no quase no segundo tempo. Mas venceram e não sofreram gol em casa.

Ficha técnica

GRÊMIO 1 x 0 MILLONARIOS-COL

Gol
GRÊMIO:
Marco Antônio, aos 36min do primeiro tempo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Gilberto Silva, Naldo e Anderson Pico; Fernando, Léo Gago (André Lima), Zé Roberto e Marco Antônio (Souza); Leandro (Marquinhos) e Marcelo Moreno
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

MILLONARIOS: Delgado; Ochoa, Torres, Franco e Martínez; Candelo (Blanco), Otálvaro, Ortiz (Vásquez) e Ramírez; Cosme (Asprilla) e Rentería
Técnico: Hernán Torres

Cartões amarelos
GRÊMIO: Marco Antônio, Leandro, Fernando
MILLONARIOS: Torres, Martínez, Ramírez

Árbitro
Julio Bascuñán

Local
Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)

Por Cleber Aguiar – Atrás de título sul-americano, São Paulo visita atual campeã La U

Fonte: Gazetaesportiva.net

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Classificado para as quartas de final da Copa Sul-americana ao bater a desconhecida LDU de Loja, o São Paulo inicia às 21h50 (de Brasília) desta quarta-feira a nova fase no torneio diante de um adversário bem mais tarimbado. A Universidad de Chile, ao contrário da equipe equatoriana, tem tradição no continente e foi justamente o campeão da edição passada da competição.

O clube de Santiago é o atual segundo colocado do ranking da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS, na sigla em inglês), instituição reconhecida pela Fifa. Mais do que isso, ocupa a liderança do Campeonato Chileno – com cinco pontos de frente para o segundo colocado –, o qual já venceu 16 vezes.

“Vamos descobrir daqui a pouco como é enfrentá-los”, disse o goleiro Rogério Ceni, que esteve em campo nos mais recentes enfrentamentos com o oponente chileno, pela fase de grupos da Libertadores de 2005: 4 a 2 (com um gol seu em cobrança de falta), no Morumbi, e 1 a 1, no Estádio Nacional, mesmo palco do duelo desta quarta-feira.

“O time atual parece ser tecnicamente muito bom, toca bem a bola e tem muita força de marcação também. Os jogadores são bastante combativos, na frente principalmente. Vamos descobrir (como jogam de fato) neste meio de semana e no próximo”, completou o camisa 1 e líder da equipe brasileira.

Fernando Dantas/Gazeta Press

São Paulo viajou para o Chile com intuito de seguir bem na Sul-americana paralelamente ao Brasileiro

Como no Campeonato Brasileiro o São Paulo ocupa posto confortável no G-4, com sete pontos de vantagem para o quinto colocado, a Sul-americana tornou-se uma segunda opção de luxo para chegar à Libertadores, pois, além de oferecer passe para o principal torneio continental, é a última oportunidade de título em 2012.Para seguir bem nesse caminho, o técnico Ney Franco vai precisar superar mais uma vez a ausência de Luis Fabiano. O artilheiro voltou a sentir incômodo na coxa esquerda e não viajou, dando lugar a Willian José. Outra baixa é Paulo Miranda. O zagueiro que vinha sendo improvisado na direita sofreu entorse no joelho esquerdo e devolve a posição ao lateral Douglas.

O lado rival, no entanto, também encontrou dificuldade para avançar de fase. Enquanto o São Paulo seguiu com dois empates, valendo-se da vantagem do 0 a 0 no segundo encontro, a Universidad de Chile reverteu condição desfavorável e derrotou o Emelec (Equador) por 1 a 0, fora de casa, após sofrer dois gols como mandante, em equilibrado empate por 2 a 2.

“Ficamos felizes por termos ganhado do Emelec. Não era uma chave fácil, e no Equador eles tinham vantagem. Com esse triunfo, o ânimo melhorou, e chegamos muito motivados. Vejo o São Paulo como um candidato ao título. Eles têm muitas qualidades, porém nós nos focaremos nas nossas virtudes e em ganhar”, diz o lateral direito Albert Acevedo.

O técnico Jorge Sampaoli não deixou claro qual equipe subirá a campo nesta quarta-feira. Matías Rodríguez tem problemas físicos, e Guillermo Marino tem a posição ameaçada por Roberto Cereceda, em uma tentativa de não se expor tanto na frente. A certeza é que, no domingo, a maioria dos titulares será poupada do clássico contra a Universidad Católica, já pensando na partida da semana que vem, no Brasil.

“Precisamos ter os jogadores recuperados, e o mais seguro é que aqueles que forem a campo nesta quarta-feira não joguem no domingo. Se o clássico fosse contra o Colo Colo, jogariam os titulares”, justificou o treinador.

FICHA TÉCNICA
UNIVERSIDAD DE CHILE X SÃO PAULO

Local: Estádio Nacional de Chile, em Santiago (CHI)
Data: 31 de outubro de 2012, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Martín Vázquez (URU)
Assistentes: Miguel Nievas (URU) e Marcelo Costa (URU)

UNIVERSIDAD DE CHILE: Johnny Herrera; Albert Acevedo, Osvaldo González e José Rojas; Charles Aránguiz, Sebastián Martínez, Eugenio Mena e Gustavo Lorenzetti; Sebastián Ubilla, Roberto Cereceda e Enzo Gutiérrez
Técnico: Jorge Sampaoli

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Osvaldo e Willian José
Técnico: Ney Franco

Por Cleber Aguiar – Corinthians agora sonha com Pato

Fonte: O Estado de São Paulo

Comissão técnica e diretoria querem jogadores jovens e considerados de ponta do futebol mundial

Vítor Marques – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Após renovar contrato com Tite, o Corinthians traçou estratégia para renovar seu elenco em 2013. Comissão técnica e diretoria querem jogadores jovens e considerados de ponta do futebol mundial. O principal nome é o atacante Alexandre Pato, de 23 anos, do Milan.

Milan quer fazer caixa com a venda de Alexandre Pato - Andy Wong/AP - 3/8/2011
Andy Wong/AP – 3/8/2011
Milan quer fazer caixa com a venda de Alexandre Pato

Trata-se, por enquanto, de um sonho. Sua contratação não é fácil, ainda que o Milan queira vendê-lo. Outros clubes na Europa demonstraram interesse em contratá-lo. E o Milan quer fazer caixa com a venda do atacante.

O empresário de Pato, Gilmar Veloz, que trabalha com Tite e cuidou da renovação do treinador, já conversou com a diretoria, informalmente, sobre a possibilidade de o atacante voltar a atuar no País. Até agora, no entanto, não houve proposta oficial do Corinthians.

Nessa linha de renovação, se encaixam nos planos o meia Renato Augusto, de 24 anos, do Bayer Leverkusen, e o zagueiro Gil, de 24

Por Cleber Aguiar – Sem 2013 planejado, R49 agradece à torcida no ‘ano mais difícil da vida’

Fonte: Globo.com

Meia enaltece carinho dos atleticanos após saída conturbada do Fla: ‘Se não tivesse o apoio, não conseguiria retomar o bom momento’

Por Fernando Martins Y Miguel Belo Horizonte

Ronaldinho Gaúcho comemora gol no clássico (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)Ronaldinho Gaúcho está de bem com a vida no Galo
(Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)

O fim do Campeonato Brasileiro se aproxima e, consequentemente, a temporada 2012. De olho em mais um jogo decisivo na reta final da temporada, nesta quarta-feira à noite, a partir de 21h50m (de Brasília), no Independência, contra o Flamengo, os torcedores do Atlético-MG já pensam numa possível permanência de Ronaldinho Gaúcho, cujo contrato se encerra ao fim da competição. Mas se os alvinegros esperam por um indício do craque, seja ele positivo ou negativo, terão que aguardar. Ronaldinho não pensa em outra coisa que não seja nas seis últimas partidas na competição nacional. Nove pontos atrás do líder Fluminense, com 63 contra 72, o Galo precisa manter a diferença em seis no complemento da 33ª rodada para manter a pressão sobre o Tricolor.

– Não tem ainda planejamento para o próximo ano. Meu pensamento está somente nos jogos que faltam.

Se depender do carinho que Ronaldinho Gaúcho criou pela torcida atleticana desde que chegou ao clube, o torcedor pode manter as esperanças de contar com o futebol do craque para a disputa da Libertadores, já que o Galo tem praticamente assegurada a participação no torneio continental.

Se não tivesse o apoio dos companheiros e da torcida, não conseguiria retomar o bom momento que estou vivendo”
Ronaldinho Gaúcho

– A torcida me abraçou no ano mais difícil da minha vida. Não tem como esquecer essa torcida. Quero jogar para retribuir esse carinho que a torcida me deu desde que cheguei aqui.

Ronaldinho fez questão de destacar o papel do torcedor e dos companheiros de clube após a saída conturbada do Flamengo.

– Papel importantíssimo do torcedor. Se não tivesse o apoio dos companheiros e da torcida, não conseguiria retomar o bom momento que estou vivendo.

Perguntado se estaria satisfeito com a iminente conquista da vaga na Libertadores do ano que vem, R49 é taxativo.

– Não. Quero conquistar todas as vitórias que faltam. Não estou satisfeito com nada. Quero conquistar o máximo de pontos para minha equipe, para minha direção. O meu objetivo é de conquistar esse título que há muito tempo o clube não conquista.

Por Cleber Aguiar – Sonhos esbarram em multas altas

Fonte: O Estado de São Paulo

Rescisões na casa dos R$ 100 milhões para evitar assédio de times europeus podem brecar a carreira dos garotos

PAULO FAVERO – O Estado de S.Paulo

Em um momento da vida no qual ainda estão na fase de formação e desenvolvimento, alguns garotos já assinam contratos profissionais com os clubes com multas rescisórias milionárias para o exterior. A prática evita com que equipes de outros países “comprem” esses meninos a preço de banana, mas também serve de marketing para colocar os olhos precocemente em estrelas que podem nem brilhar no futuro. Além disso, os garotos precisam ter apoio familiar e profissional para não se deslumbrarem com cifras tão expressivas no início da carreira.

Quando Gabriel Barbosa, 16 anos, assinou seu primeiro contrato com o Santos, o que chamou a atenção foi o valor da multa para o exterior: R$ 131 milhões. O atacante que tem como empresário Wagner Ribeiro fez fama nas categorias de base do clube como artilheiro. Diz já ter balançado as redes mais de 600 vezes, o que lhe valeu o apelido de Gabigol. O projeto da diretoria alvinegra é comprovar o talento do rapaz na próxima edição da Copa São Paulo, em janeiro.

Seguindo as dicas dos especialistas, a família de Gabigol garante que consegue fazer bem a separação entre dinheiro e futebol. O pai do menino, Valdemir, Silva Almeida, conta ao Estado que além da grande capacidade com a bola nos pés, o garoto é bom de cabeça também. “Apesar da idade, ele já é bem esclarecido. Tem 16 anos, mas cabeça de 20. O que a gente fala para o Gabriel é para entrar em campo e jogar com alegria. Ele é um moleque sossegado e não se apega a bens materiais. O que ele gosta de fazer é jogar bola e confia muito na gente. Assim, quem toma conta da questão financeira sou eu, a mãe e o empresário.”

Desde pequeno ele já se destacava com a camisa do São Paulo. Quando tinha 8 anos, enfrentou o Santos e marcou cinco gols. Chamou a atenção de Zito, ex-jogador da equipe e que atuava na diretoria. “Ele viu meu filho e adorou. Fez o convite e, como somos todos santistas, aceitamos na hora”, afirma Valdemir. Não demorou para haver a mudança da periferia de São Bernardo para a Baixada Santista. “A gente morava na favela, somos de família bem humilde.”

Os pais viram no filho uma possibilidade de ascensão social, mas nunca forçaram a barra para isso acontecer. “Nossa vida mudou totalmente, mas eu tenho meu emprego de eletricista e sustento a família. O dinheiro do Gabriel está guardadinho para o futuro.” Junto com a filha de 10 anos e a esposa, Valdemir lembra que todos fazem questão de ir para todas as partidas. E ele não tem receio em dar um puxão de orelha quando necessário. “Quando precisa elogiar, fazemos isso, mas também se vemos alguma coisa errada, damos bronca. O comportamento é muito importante.”

Outros casos. Gabigol não está sozinho neste pequeno grupo de jovens da base com multas milionárias. O meia Robert, do Fluminense, tem 16 anos e o clube do exterior que quiser tirá-lo do Brasil precisará desembolsar R$ 190 milhões. Os meio-campistas Léo, do Corinthians, com uma multa de R$ 91,9 milhões, e Fernando Baiano, do Inter, com multa de R$ 78,7 milhões, são outros exemplos. O garoto de 17 anos do time gaúcho foi aliciado pelo Lyon, da França, que fez um contrato com o jovem, mas não foi aceito pela Fifa porque o atleta era menor de idade. Fernando Baiano retornou ao Brasil e o grupo DIS assinou com o rapaz, que foi parar novamente no Inter.

Segundo Guilherme Miranda, diretor executivo da DIS, a empresa costuma orientar bastante a família antes de fazer o contrato. A multa alta de Fernando Baiano é apenas por causa do assédio internacional e por ele já ter passado por situação de litígio entre clubes. De qualquer forma, a DIS sabe que existe um outro lado da moeda. “É uma estratégia que acaba sendo um tiro no pé. Tem gente que fala que vai colocar a multa lá em cima para fazer marketing. Tivemos vários casos e muitos se iludem achando que já chegaram lá e se acomodam”, explica o executivo.

Por Cleber Aguiar – De volta após 8 anos, Alex fala sobre acerto no Coritiba e saída da Turquia

Fonte: Folha de São Paulo

LUCAS REIS
DE SÃO PAULO

Alex, 35, foi “expulso” da Turquia.

Após oito anos defendendo o Fenerbahce, teve de antecipar seu voo ao Brasil por ordem da polícia local. “Os torcedores iam explodir o aeroporto com os fogos e sinalizadores”, brinca o meia, que recebeu inúmeras propostas do mundo todo, mas preferiu voltar para casa: jogará no Coritiba, clube do coração e do início da carreira, por dois anos, a partir da próxima temporada.

Filho de um pintor de paredes e uma cozinheira, Alex recebeu pessoalmente os agradecimentos do primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, antes de deixar Istambul. Saiu da Europa há 20 dias nos braços da torcida e chegou ao Brasil carregado por ela. Disse que revelaria seu destino em dez dias, mas fez isso em apenas quatro.

Em quase duas horas de conversa com a Folha, ontem, ele contou os motivos de sua saída do Fenerbahce, disse que optou por Curitiba antes mesmo de definir seu salário, abriu as portas para Mano Menezes e revelou como ajudou Glória Perez a escrever a novela Salve Jorge, da Globo.

  Geraldo Bubniak-18.out.2012/Fotoarena/Folhapress  
O meia Alex é apresentado como jogador do Coritiba no último dia 18
O meia Alex é apresentado como jogador do Coritiba no último dia 18

Você já voltaria em 2013?

Sim, só não sabia se em janeiro, quando termina o primeiro turno,. Mas para eu voltar em janeiro teria que entrar num processo de conversa com o clube, e eu já tinha já tinha iniciado isso, já tinha falado com o treinador [Aykut Kocaman] e o presidente [Aziz Yildirim] duas vezes, para tentar voltar em janeiro. Mas já era um fato decidido, já voltaria. No início, a ideia era cumprir contrato até maio. Mas como a temporada começou de maneira muito estranha, minha relação com o treinador cada vez pior, achei que era melhor em todos os sentidos, pra pegar a temporada brasileira no início, as minhas filhas pegarem o ano letivo no início. Achei que o melhor seria janeiro. Mas achava que seria difícil, porque tava jogando. Haviam problemas, mas não eram expostos, só as pessoas de dentro sabiam. Dentro disso tudo, achava que seria bem difícil uma liberação em dezembro ou janeiro. Mas já pensava, sim. Devido a ter oito anos de clube, ter uma relação de conversa com o presidente boa. Até aquele momento não tinha discutido pesado com o treinador. Achava que poderia acontecer, sim.

O problema foi o ego do treinador?

Não. O grande problema foram as ideias diferentes. Eu penso futebol de um jeito, ele pensa de outro. Eu o questionei várias vezes, ele me falou que mudaria várias coisas, e não mudou. Alguns comportamentos que ele tinha eu não concordava, e isso foi crescendo.

Houve uma perseguição? Você estava perto de bater o recorde de gols dele.

Não, não… pode até ser, mas não acredito que tenha peso. O grande peso é que ele queria fazer um time sem mim. Isso ele queria. Mas ele não tinha coragem de colocar isso pra fora, nem de fazer. Então começaram a me minar. Ia na televisão falar uma situação.. Vou dar um exemplo. Nas férias, ele deu uma entrevista dizendo que, por eu ter 35 anos, eu iria jogar menos e que em vários jogos ficaria no banco, faria um rodízio. Precisaria conversar comigo, pois isso nunca tinha acontecido comigo. Assim que eu voltasse da pré-temporada, ele iria conversar comigo. E é o que eu mais quero: aos 35 anos é impossível jogar 100% dos jogos. E voltei pra Istambul. Ele me cumprimentou no primeiro dia de pré-temporada, passamos um mês de pré-temporada, começaram os jogos da UEFA, pegamos um time da Romênia, e ele não falou comigo. Depois do primeiro jogo ele veio conversar comigo e eu explodi com ele. Falei que ele estava tendo um comportamento perante a imprensa e comigo estava tendo outro, e eu não concordava. E nessa conversa eu falei vários absurdos pra ele, ele falou vários absurdos pra mim. Acredito que ali tenha sido o ponto final da relação.

Foi essa a conversa que culminou com sua saída?

Nesse jogo na Romênia tive uma conversa muito pesada com ele. Falei várias besteiras pra ele, ele falou vários absurdos. A relação acabou ali. No jogo seguinte, joguei. Teve um jogo do Spartak Moscou, em Moscou, que ele me tirou na preleção, e as pessoas na Turquia diziam que o que me incomodava era ter ido pro banco, e não era verdade. Eu iria no banco sem problema nenhum, o importante era que o time vencesse. O que me incomodava é que ele dizia na imprensa que tinha falado comigo e que eu sabia que isso iria acontecer. Isso era mentira, ele conversou comigo no primeiro dia quando a gente se apresentou comigo na pré-temporada. Deu bom dia, boas voltas, e não falou mais nada comigo. E isso me irritava muito. Foi o ponto principal, ele na imprensa falava uma coisa que não era verdadeira.

  Osman Orsal-25.out.09/Reuters  
O meia brasileira Alex comemora gol do Fenerbahçe contra o Galatasaray
O meia brasileira Alex comemora gol do Fenerbahçe contra o Galatasaray

Te surpreendeu a repercussão do caso?

Muito, muito. Eu tinha uma preocupação, sabia que era questão de dias para sair. A relação era muito complicada, difícil. Também errei em vários momentos, expus minha opinião no Twitter e causou problemas dentro do clube, isso foi um erro meu. E era uma questão de momento. Minha rescisão aconteceria. Mas não esperava que fosse tão rápido, e eu tinha uma única preocupação: do momento que cheguei até o momento da confusão eu tinha sido muito bem tratado por todo mundo. Por todos do clube, da torcida, não tinha tido atrito nenhum, não tinha tido erros grandes. Minha preocupação era sair do clube com uma imagem verdade, se boa ou ruim é julgamento de terceiros, mas com uma imagem verdadeira, daquilo que realmente estava acontecendo. Comecei a me preservar, falar pouco, não dar entrevista, até uma preservação minha mesmo. Até o dia em que ele me mandou embora, de uma maneira que eu não entendi. E aí vem essa reação popular, que isso é uma coisa absurda, jamais passou pela minha cabeça que as pessoas fariam vigília na minha casa. Saí da Turquia faz duas semanas, as pessoas me tratam como se eu ainda tivesse lá, como se fosse jogador do clube. Esse tipo de reação eu não imaginava.

E a torcida de lá ficou toda do seu lado?

Fui expulso do país, senão os caras iam explodir do aeroporto! Meu voo era às 22h, tive que sair 20h30 devido aos fogos que eles estavam soltando. Começaram com aqueles sinalizadores, a polícia federal veio e falou: ‘Alex, sei que você está com os amigos, tem que se despedir, mas pode acontecer um acidente grande. Tem gás, avião, o aeroporto estava fechado por 40 minutos, então é melhor você ir embora’. Nem mentir para o povo que a gente tinha ido embora não dava, o avião era privado, de um amigo, e ficava na visão dos torcedores de fora. Não dava nem pra mentir. O torcedor se posicionou dessa forma, pois desde o primeiro dia que cheguei até o último jogo eu não tinha dado problema pra ninguém. Não é do meu perfil dar problema pra alguém, é do meu perfil discutir, contestar, essas coisas eu sempre diz, mas internamente. Nunca dei problema pra ninguém. E da maneira como foi, o povo se posicionou em cima de uma pessoa que durante oito anos tinha sido super correto com os caras.

Como começou sua relação com o técnico Kocaman?

Essa é a terceira temporada dele como treinador. Nossa apresentação não foi boa. A temporada 2008-2009 foi minha pior temporada como jogador do Fenerbahce. Individualmente, mas como time também. Ficamos em quarto lugar na liga. E no último jogo, jogamos contra o Trabzonspor, era um clássico, difícil de ganhar. E o clube nos passou um programa: se ganhar do Trabzonspor, nossa reapresentação seria em 7 de julho. Se perdêssemos, seria 1º de julho. E ficou combinado, seria uma semana a mais de férias. Fomos pro jogo, vencemos. Saímos de férias com as férias marcadas pra terminar 7 de julho e recomeçar os treinamentos da temporada 2009-2010. Luis Aragonés era o treinador. No meio das férias mudou tudo: o clube dispensou o Aragonés, voltou com o Christopher Daum, e ele [Kocaman] diretor de futebol. Em 22, 23 de junho, o clube me liga pra dizer que apresentação seria no dia 1º de julho. Eu disse: ‘não volto. Programei as férias com minha mulher pra sair do Brasil 5 de julho, dia 6 tô ai, dia 7 me apresento’. Passaram dois dias e ligaram de novo: ‘falamos com o novo diretor, mudaram tudo e a apresentação é 1º de julho.’. Respondi: ‘diga ao novo diretor que não o conheço, e a apresentação é 7 de julho. Não vou mudar, vou voltar 7 de julho’. O time se apresentou 1º de julho, e eu no dia 7. Cheguei e fui direto no treinador, que era o treinador que tinha me contratado. Falei: ‘desculpa o atraso, tive um problema. Ele falou: ‘não tem problema nenhum. Te conheço, e cinco dias não vão fazer diferente numa temporada de forma nenhuma. Da minha parte está tranquilo’. Saí da sala dele e fui ser apresentado ao diretor, e foi a primeira vez que eu o vi.

E me disse: ‘vou falar uma coisa, você como capitão do time está tendo um comportamento errado. Tem que ser o primeiro a se apresentar.’ Falei: ‘concordo, estava errado, me apresentei atrasado, mas como você está sendo direto, vou ser bem direto com você. Então organize-se: não sou obrigado a mudar minha vida fora, principalmente nas férias, porque vocês querem. Eu não vou mudar minha posição porque os outros querem que eu mude’. Assim foi a nossa apresentação.

Um ano depois, ele assumiu de treinador, e quando assumiu começou com papo assim: ‘já passaram vários treinadores, esse time não ganha nada faz três, quatro anos, isso mostra que a culpa é dos jogadores’. E aquilo estava me irritando, pois gosto muito mais que a pessoa chegue e fale direto do que ficar jogando uma situação no ar pra ver se alguém agarra. Um dia falei pra ele: ‘temos várias dificuldades. Uma delas pode ser o nosso comportamento. Mas essa é uma das [dificuldades], para ganhar o campeonato precisa de mais coisas.’

Começou a Liga, ele me tirava, às vezes não jogava. Mas em momento algum não reclamei. E quando voltei a jogar desandei a fazer gols. Viramos o turno nove pontos atrás do líder e batemos campeões na temporada 2010-2011. Mas sempre com problemas, sempre eu questionando a forma dele lidar com nosso grupo, ele questionando algumas coisas minhas e algumas coisas de outros jogadores, mas isso interno.

Isso chegou na imprensa turca?

Questionavam um pouco, mas a maneira como a imprensa turca trabalha e a imprensa brasileira trabalha é totalmente diferente. Esse assunto meu e do treinador ficou três anos assim. No Brasil isso não fica três anos, um assunto entre um atleta e um treinador. A imprensa expõe e discute de outra forma. A imprensa brasileira e turca trabalha de modos bem diferentes. Não dá pra entrar no mérito de melhor ou pior, existem coisas que culturalmente são bem diferentes. Isso entra no futebol, na imprensa… No Twitter, as pessoas perguntavam assim: ‘você quer ser o segundo treinador do time?’ Eu dizia que não quero. Pronto. Isso pra eles era ofensivo. Mesma coisa hoje, tô no Coritiba, vira alguém e pergunta se quero ser auxiliar do Marquinhos, o treinado. Não, não quero. Para o brasileiro é uma coisa totalmente normal. Pra eles é ofensivo. Tratando dessa forma parece que você não gosta do treinador. Durante esse tempo todo existiram problemas, mas foram problemas internos. Eles são super passionais.

A grande diferente entre eu e o treinador foi que, até a chegada dele, a gente tinha uma filosofia de futebol, de dia a dia, das pessoas que comandavam. O primeiro pensamento que cheguei era de um treinador alemão. Aprendi muito com isso. Depois veio o Zico, era uma passagem de ideias de coisas brasileiras. E o nosso time nesse período tinha dez brasileiros. Com o Luis Aragonés, fez-se um período de transição. Ele tentou por uma coisa nesse período de transição, que era meio parecido com o Zico, mas trazendo algo parecido com o que ele tinha na Espanha. Não conseguiu, ficou pouquíssimo tempo, trabalhou dez meses e foi mandado embora. Voltou o Christopher Daum, treinador voltou, com o esse treinador, o Aykut, de diretor. Começou a ter um choque, pois existia a ideia dele, e a ideia do treinador. Ele era diretor, mas o contato dele era diário com os jogadores. Ele estava no centro de treinamento todos os dias. O Daum durou um ano. O processo de transição durou duas temporadas, com Aragonés, Daum, e a partir do momento que ele assumiu, ele pôs o pensamento turco. E começou a criar choque, pois no pensamento turco eu concordava com pouca coisa. E como eu já era capitão do time, já tinha uma história grande no clube, comecei a contestá-lo.

O que seria o ‘pensamento turco’ no futebol?

Mudanças radicais no dia a dia do treinamento, a forma de se pensar o jogo, a maneira de se imaginar o que é possível ganhar, o comportamento dos jogadores. Isso tudo eu questionava. Por que um jogador chega hoje e dois anos depois mantém o mesmo nível de futebol? Isso na minha cabeça é inadmissível. Eu falava isso pra ele, e ele falava: ‘isso é Turquia. Aqui é assim’. Isso foi me irritando. Em toda conversa que eu tinha com ele, a respeito disso, dia a dia de clube, saia aceitando pela hierarquia dele, por ser o treinador, mas descordando das ideias cada vez mais. Chegou uma hora que eu explodi, ele explodiu.

Pra acabar de uma maneira boa, a Liga agora, em maio, ele já sabendo que não me queria, era muito mais fácil conversar, sentar e falar que não dá mais, as coisas não caminham do jeito que a gente imaginava. Vamos nos separar. Eu ia agradecer, ele ia seguir o caminho dele e não teria essa turbulência toda. A situação pra mim ficou insustentável. E ficou ruim pra ele também, comandar comigo dentro do vestiário, eu era um cara pesado, com uma história bonita, que tinha o apoio do público, de fora. Eu ia pra campo e tava jogando bem, estava ajudando, e ao mesmo tempo na ideia dele não era o cara pra estar naquela posição. Na minha dispensa, o que ele fala: ‘é uma decisão minha, pois não posso ter no vestiário alguém com peso tão grande como o meu, com ideias tão contrárias às minhas’. Ok, ótimo, vou ao presidente e ver o que ele faz com meu contrato. E o presidente carimbou o que disse o treinador e botou na minha mão: ‘ou treina à parte do grupo ou vai embora’. Isso em três minutos.

Divulgação Fenerbahce
Alex em frente a sua estátua, no estádio do Fenerbahce
Alex em frente a sua estátua, no estádio do Fenerbahce

E quando você decidiu que jogaria pelo Coritiba?

Cheguei sábado, na minha cabeça eu queria jogar no Coritiba, mas antes, do meu período de rescisão até eu vir embora, foram 12 dias na Turquia. Esses 12 dias na Turquia eu tinha correr atrás de muitas coisas, essa coisa burocrática, tentar resolver. Principalmente a mudança e a questão burocrática. Eu pensava: ‘não quero ter que voltar para a Turquia pra resolver qualquer pendência’. Eu acordava cedo todos os dias e ia atrás das coisa pra resolver, voltava pra casa no final do dia, pra ter tempo de resolver todas as minhas pendências. Nesse período, vários clubes me ligaram. Vários. Do Brasil, exterior, Europa, EUA, mundo árabe. E eu fui descartando: não quero voltar ao Brasil, ligava algum clube do Brasil e eu agradecia.

Eu dei conversa pra dois clubes: Cruzeiro e Palmeiras, pois são clubes que tenho um carinho grande, joguei nos dois clubes, e as pessoas que me contataram são pessoas que eu conheço. Foi o César Sampaio, pelo palmeiras, e o presidente do Cruzeiro [Gilvan Tavares], que na minha época era diretor jurídico. Para os dois eu falei a mesma coisa: ‘em bom português, tá foda aqui, uma comoção geral, um tempo curto pra resolver todas as minhas coisas. Chegando no Brasil eu converso com vocês’. E nesse período eu tô raciocinando. Pensando: ‘tô livre, o que vou fazer? Onde vou jogar? Como vai funcionar tudo isso na minha volta? Vou chegar no Brasil em outubro, não posso jogar até janeiro.’

Onde entra o Coritiba? Nas minhas férias, passei um dia no Coritiba, com o Felipe Ximenes [superintendente de futebol]. Ele me mostrou todo o clube, como estava funcionando, as categorias de base, o que imaginavam para o time profissional pra frente, a parte administrativa. Me deram um raio-X geral do clube. Nesse período lá, mantinha conversa com o Felipe Ximenes como um torcedor privilegiado. Dava boa sorte, lamentava derrota. Mas a gente não falou na possibilidade de voltar. A única coisa que eu falei, eu disse: quando eu voltar, vocês vão saber por mim aquilo que eu vou fazer. E eu vou sentar com vocês pois me acho obrigado a fazê-lo, por toda história que tenho com o Coritiba’.

Quando cheguei no Brasil sábado, dei entrevista falando que estava decidido, eu estava decidido por todas essas coisas que eu raciocinei que seriam melhores, mas eu não tinha conversado com o Coritiba, a parte de contrato, essas coisas.

Liguei para o Alexandre Mattos [diretor de futebol], do Cruzeiro, e marquei um encontro segunda-feira em Curitiba. Sábado, conversando com minha mulher, ela perguntou: ‘você vai falar o que?’. Respondi: ‘vou falar que não quero ir pro Cruzeiro, vou dizer que quero acertar com o Coritiba’. E ela disse: ‘não é melhor então ligar para ele e dizer, para evitar uma viagem de Belo Horizonte a Curitba, Curitiba-Belo Horizonte?’. E eu disse: ‘é, você tem razão’. Liguei pro Alexandre e falei: ‘obrigado pela procura, mas até pra evitar de você vir pra Coritiba, estou cancelando o encontro de segunda-feira, pois provavelmente vou seguir outro caminho.’

Na segunda, pra minha surpresa, ele deu uma entrevista dizendo que a minha família optou por ficar em Curitiba, que eu tinha sido pressionado naqueles dois dias pela minha família. Liguei pra ele, reclamei que não disse nada disso, mas pra mim pouco importa. E nisso eu estou atrás do César Sampaio. Não tinha telefone brasileiro, só turco. Meu telefone brasileiro não conseguia ligar. Achei o Sampaio na terça-feira de manhã. ‘César, seguinte: eu sei que o pessoal do Palmeiras deve estar te pressionando, mas eu tomei minha decisão, vou ficar em Curitiba. Aí o César falou: ‘isso é definitivo?’. ‘Sim. Obrigado, agradeça o pessoal, a você, desejei sorte e desliguei o telefone. E fui me encontrar com o pessoal do Coritiba, com o presidente e o Felipe Ximenes.

Sentei com eles, o presidente já veio com um pré-contrato definido por eles. Tomamos um café, olhei meu contrato, e assinei. Minha mulher até brincou: você leu direito?. ‘Sim, já li, assinei. E no dia seguinte eles assinaram.’

Você optou pelo Coritiba antes de negociar contrato e salário?

Sim. Assinei o contrato. Eu não ouvi Cruzeiro e não ouvi Palmeiras. O Alexandre Mattos me mandou uma proposta por e-mail. Eu falei pra não mandar nada, estava numa correria doida com a bagagem [na Turquia]. E mandou uma mensagem. Eu estava na rua. Peguei o e-mail pelo celular e vi. Aí brinquei com ele: ‘por esse valor nem vou sentar com você’. Ele disse: ‘manda uma contraproposta’. Eu disse que não, pois a partir do momento que eu mando uma contraproposta estaria abrindo uma negociação. O presidente [do Cruzeiro] me ligou, eu sentado numa mala, na minha casa. Eu falei: ‘o problema não é dinheiro. Se eu for acertar com vocês, não vai ser dinheiro o problema. Deixa eu chegar no Brasil, chegando no Brasil a gente senta, conversa, e se for pra acertar, vamos acertar o contrato’. Não teve [negociação], não ouvi o Cruzeiro. Ele me mandou e-mail, brinquei que por aquele valor nem conversaria. E depois de ter falado com o César, que foi o último, eu sentei com o Coritiba e a gente acertou o contrato.

Em quanto tempo acertou o contrato?

Tomamos um café da manhã, falamos de um milhão de coisas, de Curitiba, família, clube, do Brasileiro. No final, o presidente me mostrou o envelope com o contrato, eu li e assinei, o total desse encontro deve ter durado o tempo de um almoço, um café, não sei dizer. Eu estava muito relaxado, na minha casa, com meus filhos, minha mulher vinha. O presidente do Coritiba contou a história dele, de como resolveu assumir o clube. Contou as dificuldades que tiveram pra equilibrar o clube. No final a gente começou a conversar sobre a minha situação. Me mostrou um pré-contrato, li, gostei do que vi, assinei, e me anunciaram no jogo contra o Náutico. Depois teve apresentação, e depois da apresentação fui realmente assinar o contrato no clube, com documentação, o contrato de verdade, como faria com aquela coisa desse período do dia que assinei até dezembro, já que não posso entrar no BID da CBF. A coisa de legalizar mesmo o negócio foi feito depois.

O Palmeiras mandou uma proposta?

Pra mim, não. Quem falar isso é mentiroso. No Palmeiras falei com duas pessoas: uma não lembro o nome. A outra foi o César Sampaio. O outro acho que era Antônio Rodrigues, diretor financeiro [Antônio Henrique Silva]. Eles disseram: ‘a gente espera você chegar no Brasil’. Só isso. Falei pro Sampaio, vi no jornal, não lembro qual, que o Alex dava preferência ao Palmeiras. Não dei preferência pra ninguém. Dispensei vários clubes.

Você ouviu sua família?

Não. Meu pai, mãe, irmãos, todos eles foram surpreendidos. A decisão foi minha e da minha mulher. Somos nós dois no dia a dia, 15 anos juntos trocando ideias. Minha mulher gosta de futebol, vê futebol desde 7, 8 anos de idade. Ela sabe mais ou menos como eu penso, como é o dia a dia. Chegou uma hora que ela falou: ‘veja o que você quer e tome sua decisão. Pra mim, morar em Curitiba ou em outra cidade vai mudar muito pouco. É parecido. Seja em SP, BH, Curitiba.’

Por que o Coritiba?

Por dois motivos. Primeiro porque é o meu clube. E segundo porque é o meu clube e organizado. Se fosse o meu clube uma bagunça, eu não voltaria. O Coritiba fez 103 anos agora, eu joguei no pior período do clube. Nos 100 anos não teve um período pior. Me considero vitorioso dentro do Coritiba por isso. Ser profissional do Coritiba naquele momento [início dos anos 90] é uma grande vitória. Quem jogou no Coritiba naquele momento e conseguiu passar ileso merece os parabéns. Foram anos horríveis. Não dá pra separar o Coritiba da minha vida. A mulher que casei é filho do ex-presidente. Apareceu um monte de babaquice, que eu tô voltando ao Coritiba pro meu sogro voltar a ser presidente. Ele nem tem vontade de voltar pro clube, não participa da vida ativa, e nem tem saúde pra isso. Ele me conhece bem, sabe que não participo desse tipo de coisa. Casei lá dentro, as primeiras oportunidades foram lá dentro. Antes de jogador futebol eu já era torcedor do clube. Vi que era torcedor quando estava na Turquia. Me sentia um torcedor do clube. Sofri quando o time caiu contra o Fluminense. Sofri na final da Copa do Brasil contra o Palmeiras. Mas se o clube estivesse uma bagunça tremenda eu ia tentar terminar a minha carreira em outro clube que me desse uma boa condição, como eles estão me dando.

A proposta financeira do Cruzeiro era superior?

Era muito parecida. Se eu fosse negociar com Cruzeiro ou Palmeiras, ou o próprio Coritiba, poderia até ter pego mais dinheiro. Mas não era essa a minha preocupação. Se eu pensasse em dinheiro, teria ido ao Qatar.

Quem mais mandou proposta?

Não vale a pena falar, os caras estão trabalhando, né? Mas são clubes do Qatar, do Brasil, dois clubes dos Estados Unidos. Um cara que me procurou falando da China, mas não considero, pois quando entra empresário no meio não consigo entender a relação. Mas os outros não, foram pessoas do clube que me ligaram direto, querendo saber se tinha interesse ou não. Mas cortei: ‘quero voltar ao Brasil, meu ciclo está esgotado, e assim vai ser’. E os dois clubes brasileiros que falei foram Cruzeiro e Palmeiras. E só. O Grêmio falavam por causa do Luxemburgo, só por isso. Com o Vanderlei eu falo direto, a vida toda, não só agora.

Qual sua primeira impressão do futebol brasileiro nessa sua volta?

Ainda nenhuma, acabei de chegar, tenho visto muito poucos jogos. Tô muito mais preocupado em organizar minha vida, tentar me encaixar no esquema de treinamento que o Coritiba montou. Eu vi um jogo do Palmeiras, vi dois jogos do Coritiba, até por obrigação é o meu time e tenho que ver, e vi o jogo do Cruzeiro. Mas está tudo muito diferente. As referências são diferentes. O cara que joga na Turquia e joga em qualquer lugar do mundo vai sentir a diferença. Futebol na Turquia é 24 horas. Eu estou sentado aqui há quase uma hora com você, e não bati nenhuma foto. Se fosse lá já tinha batido foto com monte de gente, já teria outro jornal querendo fazer matéria, jamais acontece isso, eu sentar com repórter em um restaurante pra conversar, pois o clube tem uma política de jogadores não falarem com a imprensa. É muita diferença. Entrei no vestiário e todo mundo falava português. Eu entrava no meu time e o cara falava ao telefone no dialeto africano. Do lado, dois turcos falando em alemão. As diferenças são absurdas, enormes. Esse período de hoje para janeiro vai ser bom por causa disso. Ontem passei o dia todo em Brasília. Hoje estou aqui com você, só para conversar. Amanhã volto para o treino, treinar pra cuidar de mim. Eu tô num período coruja, só observando. E está sendo bom, já arrumei escola para as crianças. Futebol, por ora, está em segundo plano.

  Divulgação Fenerbahce  
Alex se emociona ao discursar durante a cerimônia de inauguração de sua estátua na Turquia
Alex se emociona ao discursar durante a cerimônia de inauguração de sua estátua na Turquia

E a imagem do futebol do Brasil na Europa?

Os turcos adoram o futebol brasileiro. Eles defendem muito a escola deles. Pra nós brasileiro é um jogo feio. Você vai lá hoje, passa 15 dias, vai dizer que o futebol turco é feio. O mesmo acontece pra eles: eles vêm pro Brasil e falam que o futebol brasileiro é fácil. Lá é mais corrido, os jogadores têm menos qualidade técnica, a maneira de se posicionar no campo é diferente. Eu aprendi o seguinte: quando alguém diz que o futebol é igual em todo mundo é mentira. De um país pra outro cada um tem as suas referências bem definidas e são respeitadas. O futebol brasileiro, pela sua qualidade, é respeitado. Uns gostam, outros não gostam. Isso varia de um pra outro.

Tem acompanhado a preparação do país para a Copa?

Não tiro muita impressão em cima do que leio pois pode não ser real. Tenho acompanhado de perto Curitiba essas duas semanas, a cidade está com dificuldades, a reforma da arena do Atlético, a cidade está um canteiro de obras. Só espero que o tempo seja viável até lá. Eu sou sempre otimista, espero que as coisas funcionam pré-Copa do Mundo e principalmente pós-Copa do Mundo, que os cidadãos tenham ganho, não só com as arenas, mas com tudo que está sendo em volta da situação Copa do Mundo.

Tem acompanhado a seleção brasileira?

Sim, tem bons jogadores, boa qualidade, sofreu um baque na Olimpíada. São jogadores que jogam em grandes times europeus, e apesar de jovens têm uma certa experiência. Na última convocação teve a volta do Kaká, que é importante, interessante, um jogador que tem uma bagagem muito grande a nível europeu e também com a seleção. A última entrevista que vi do Mano ele falou que a partir de agora vão ter alterações mínimas, isso vai dar confiança pra esse pessoal que tem sido convocado. Acredito que o Brasil vai montar um bom time, sim. Eu sou otimista.

Ainda vê possibilidade de jogar na seleção ou já fechou a porta?

Eu nunca fechei. Eu penso na seleção na seguinte forma: são jogadores que o treinador confia e que vivem um bom momento. Se eu tiver jogando bem… Mas hoje por exemplo não estou nem jogando, não tem nem como pensar nesse tipo de situação.

Acha que tem potencial pra jogar nessa seleção?

Achar ou não achar é difícil. Tem que ver jogando. Todo mundo dizia que o Ronaldinho estava praticamente fechado pra ela [seleção]. O ano do Ronaldo no Atlético-MG foi bom. Se mantiver o nível dele pra futuro, as possibilidades dele voltar existem. Isso vale pra qualquer jogador com boa qualidade.

Aos 35 anos, acha que pode jogar em que nível?

Não fico muito preocupado com isso. Tenho que me cuidar na parte física, e estando bem fisicamente a parte técnica vai acontecer. Agora, imaginar como vai ser, que nível posso jogar, realmente não dá. Não dá pra fazer um comparativo do que acontecia na Turquia e o que vai acontecer aqui. Na Turquia terminei a temporada muito bem, e estava começando a temporada. Joguei muito pouco, não dá pra saber como eu tava lá.

Tolga Bozoglu – 20.set.12/Efe
Alex comemora gol do Fenerbahce
Alex comemora gol do Fenerbahce

Você foi convidado pelo primeiro ministro para uma conversa?

É como o presidente, só o regime é diferente, é o chefe maior do Estado. Agradeceu, queria entender mais ou menso como tinha chegado nesse ponto, contei de maneira reduzida. Agradeceu pelo comportamento que eu tive nesse período, disse que me acompanharia à distância. E conversamos amenidades a respeito da Turquia, do Brasil.

A que você atribui tamanha idolatria?

O que levou o povo gostar tanto de mim e me respeitar eu não sei. Já pensei nisso várias vezes. Eu não fiz nada de diferente. Nada! Trabalhei, respeitei os caras, respeitei a cultura dos caras. Eu coloquei meus filhos em uma escola turca, e eles dizem que, pra sociedade, causa um efeito diferente. Pus minha filha em uma escola turca pois era a melhor escola que nós vimos. Não pra agradar alguém.

Pensa em um jogo de despedida?

Foi o que eu falei na minha coletiva: se pudesse pedir alguma coisa seria uma despedida no estádio do Fenerbahce. Mas não sei quando vai ser, se existe alguma possibilidade.

Pretende encerrar a carreira depois dos dois anos no Coritiba?

Não sei. Vai depender dos dois anos. Se me perguntar se penso em parar, não. Não penso em parar. Hoje, não.

Pensa em se tornar cartola?

Só se eu tiver qualidade pra isso. Só no meu nome, só porque joguei no Coritiba, não. Hoje não tenho qualidade pra nada disso. Nem pra ser treinador, nem pra ser dirigente. As pessoas dizem em Curitiba que quero ser presidente, mas não tenho capacidade nenhuma para administração. Qualquer coisa que eu quero fazer tenho que me preparar antes. Não acredito muito nessa coisa de que jogou muito e vai ser bom treinador, bom dirigente. Não acredito isso.

Você esteve com a Glória Perez na Turquia? Como foi isso?

Sou amigo da Malga [Di Paula], ex-mulher do Chico Anysio. Conheci ela em 2008, através de um grupo de brasileiros que foi visitar o CT um dia. Esse grupo tinha vendedor de tapete, turista, repórter. E a Malga estava. E na época de Palmeiras, o Chico era palmeirense, se dividia entre Vasco e Palmeiras. E em alguns viagens eu cruzei com ele algumas vezes. Mas eu pensava: ele era o Chico Anysio e eu era um jogador qualquer. Um dia a Malga disse que o Chico era meu fã. Falei por 5 minutos com o Chico por telefone, o Zico era meu treinador na época. Troquei telefonemas com a Malga e começamos a manter contato. Ela vive nessa linha Rio, Istambul e Capadócia desde 2007 e 2008, e fiz amizade. Trocava email, por telefone, nos encontrávamos em Istambul. Também fui pra Capadócia, tinha amizades lá. Um dia a Malga me procurou e falou: ‘eu preciso de um favor seu, estou tentando fazer um santuário de São Jorge na Capadócia. Eu tô pegando algumas pessoas pra participar comigo. É só vestir uma camiseta de São Jorge e bater uma foto’. Bati a foto, ela pôs no site dela, lá tem várias outras pessoas, e a Malga começou a correr atrás de recurso pra botar esse santuário de São Jorge.

Um dia ela me liga dizendo que a Gloria Perez ia fazer a próxima novela a respeito de São Jorge. ‘A Glória Perez vai fazer uma novela sobre São Jorge, e haverá gravação em Istambul e Capadócia. Algo parecido com o que fez com Clone, Caminho das Índias’.

Um belo dia elas foram a Istambul, almoçamos com a Glória. Conversamos, trocamos ideia a respeito de como funcionava a Turquia. A Glória falou: ‘preciso sair com você e ir num lugar turco, da juventude turca’. Falei que a levaria num bar turco. Ela disse que precisava sentar nesses lugares e observar os vários tipos. Fomos a um bar, convidei vários amigos meus turcos, de várias faixas etárias.

Eu explicava pra Glória: ‘esse é turco desse jeito, esse é daquele jeito’. Ela ficou de duas a três horas observando. Voltaram pro Brasil, um dia eles me ligaram, e disseram que a novela começaria a ser gravada. Eu estava voltando pra Istambul, o pessoal tava indo pra lá começar as gravações. E semana passada a novela começou.
Minha pariticpação foi essa, um jantar com ela, levar alguns amigos turcos. Assisti duas vezes. Os trejeitos são iguais, algumas palavras, os lugares q
ue ela escolheu pra gravar são lindos. Mas vi duas vezes só.

  Divulgação Fenerbahce  
Estátua do meia Alex com a camisa do Fenerbahce
Estátua do meia Alex com a camisa do Fenerbahce

Por Cleber Aguiar – ‘A geração Neymar é muito talentosa’, afirma Kaká

Fonte: O Estado de São Paulo

Craque elogia os jovens do time de Mano e acalenta sonho de disputar a Copa no Brasil

Paulo Favero – O Estado de S.Paulo

PARIS – Se a temporada passada foi para esquecer, esta Kaká já colocou na cabeça que será o momento de mostrar ao mundo que ainda pode apresentar um ótimo futebol. Desde que o técnico José Mourinho chegou ao Real Madrid, em 2010, o brasileiro vem tendo pouco espaço com o comandante português.

Kaká quer mostrar que pode apresentar ótimo futebol - Divulgação
Divulgação
Kaká quer mostrar que pode apresentar ótimo futebol

Apesar de ser um coadjuvante no grupo de craques que o clube espanhol tem, Kaká sempre preferiu a opção de não chutar o balde. Mas isso não quer dizer que não pretende se impor e tem em seu currículo moral suficiente para isso. Já foi campeão do mundo, ídolo por onde passou e eleito o melhor jogador de 2007 pela Fifa.

Pessoalmente, o atleta sabe que tem condições de brigar por um espaço maior no Real e vai tentar provar isso nos próximos meses. Se apesar de tudo não convencer Mourinho, pode ser que procure novos ares, mas sempre tendo o futebol europeu como prioridade de vida. Ele tem as portas abertas no Milan, da Itália, e o próprio Paris Saint-Germain sonha com o jogador para ser a cereja no bolo do grande time que está montando. Mas Kaká evita comentar sobre seu futuro e prefere insistir, neste momento, em sua permanência na Espanha.

Chamado novamente pelo técnico Mano Menezes para a seleção brasileira, o meia do Real Madrid garante em entrevista exclusiva ao Estado que não pensa em voltar para o Brasil tão cedo e lembra que será uma responsabilidade muito grande disputar a Copa do Mundo de 2014 em casa. Entretanto, ele vê o País com uma geração bastante talentosa de jogadores e está feliz da vida com o ambiente na seleção brasileira.

Como você vê a possibilidade de disputar o Mundial de 2014 no seu próprio País?
Jogar a Copa já é uma responsabilidade muito grande, pois o Brasil sempre entra como favorito em qualquer competição e com a obrigação de ganhar. E em casa isso é maior ainda, vai ter uma cobrança, mas temos uma geração muito boa. No meu caso, pessoalmente, faltam dois anos e estou voltando agora para a seleção brasileira. Preciso buscar meu espaço, me reafirmar e aí vamos ver o que acontece.

Como foi esse seu retorno à seleção brasileira?
Eu me senti muito bem, me acolheram superbem, tanto a comissão técnica quanto os jogadores. Foi gostoso, o ambiente da seleção brasileira é muito positivo.

Você acha que o Brasil tem condições de fazer bonito dentro e fora de campo na Copa do Mundo de 2014?
Acredito que sim. Vai ser uma Copa bem interessante para o Brasil, em todos os aspectos. Vai acontecer, vai sair, será uma Copa muito boa. Estou bem positivo e otimista. Claro que em termos de infraestrutura não vai ser tudo aquilo que todo mundo gostaria que fosse, mas em termos de evento será muito bom.

Como você vê a nova safra de jogadores da seleção?
O Neymar vive um momento fantástico. Ele é um jogador muito talentoso e tive a oportunidade de conviver com ele por duas semanas nesse período na seleção. Gosto muito também do Oscar e tem ainda o Lucas. Eles têm demonstrado um talento muito grande. Tem o Thiago Silva, o David Luiz e o Marcelo, que é meu companheiro de clube. Infelizmente ele teve uma contusão agora, mas é um jogador fantástico. Essa geração é muito talentosa.

 

Muito se fala na saída do Neymar do Brasil. Cabe ele no Real Madrid?
A primeira coisa que tem de ver é que ele precisa querer sair. Cito meu exemplo: eu tinha o sonho de jogar em um grande clube europeu e quando apareceu a oportunidade no Milan, eu fui. Isso é muito dele e no momento que quiser as portas dos grandes clubes europeus estarão abertas, até pelo talento que ele tem. Está nas mãos dele. Enquanto achar que deve ficar no Brasil, tem de ficar, pois para ele está sendo bom, fazendo as coisas dele e até entrando na lista dos melhores do mundo da Fifa.

O torcedor do São Paulo sempre sonha com sua volta. É possível que isso aconteça na próxima temporada?
Não é um plano a curto prazo, não é minha ideia voltar para o Brasil. Claro que se voltasse a prioridade seria o São Paulo, mas espero ficar na Europa por mais alguns anos e depois sim pensar em um possível retorno.

Qual é a diferença desta temporada para a anterior?
Eu acho que esses jogos que eu fiz com a seleção foram muito bons para mim. Deu para ver que estou em boas condições, consigo jogar bem e pessoalmente foi importante. No Real eu venho jogando, não com certa continuidade, mas esses dois jogos me deram confiança para saber que estou bem. Essa temporada está sendo de reafirmação, até mais para mim mesmo, porque antes sabia que não estava bem. Vinha sempre lutando, fazendo os exercícios e treinando para ter a forma que eu gostaria, mas não dava certo. Hoje estou fisicamente bem para jogar e confiante.

Cogitou em algum momento sair do Real Madrid?
Em nenhum momento pensei nessa hipótese. Até mesmo quando surgiram muitas vozes no mercado de verão não cogitei essa saída porque acreditava que poderia acrescentar muito ao Real Madrid. Essa foi minha ideia e meu planejamento de continuar no clube.

Você acredita que tenha condições de acrescentar algo à equipe?
Eu tenho mais três anos de contrato e acho que ainda posso acrescentar e dar muito para o clube.

Quais são seus sonhos para os próximos anos?
A princípio quero continuar no Real, buscar meu espaço e ter uma vaga na seleção. Mais para frente é disputar a Copa do Mundo no Brasil e conquistar os títulos com o clube.