ICFUT – Kaká volta à Seleção, e Mano chama apenas um atleta por clube brasileiro

Fonte: globo

Grêmio, Flu, Santos, Galo, Vasco, Botafogo,Vasco, São Paulo, Corinthians e Inter perderão jogadores por duas rodadas do Brasileirão

Kaká está de volta à seleção brasileira. Nesta quinta-feira, o técnico Mano Menezes confirmou o retorno do apoiador do Real Madrid para os amistosos contra o Iraque, em 11 de outubro, em Malmo, na Suécia, e diante do Japão, em Breslávia, na Polônia, cinco dias depois. Além disso, o treinador decidiu convocar apenas um jogador por clube brasileiro para não prejudicar as equipes no Brasileirão.

Assim, os goleiros Victor (Atlético-MG) e Jefferson (Botafogo), o zagueiro Dedé (Vasco), os meio-campistas Fernando (Grêmio), Thiago Neves (Fluminense), Paulinho (Corinthians) e Lucas (São Paulo) e os atacantes Neymar (Santos) e Leandro Damião (Internacional) perderão duas partidas do campeonato nacional, nas rodadas 29 e 30. Segundo a CBF, os atletas retornam a tempo de entrar em campo em 17 de outubro, pela 31ª.

– Exatamente nesse período no ano passado vivenciamos esta situação. Naquele período, fizemos a convocação sem limitador. Entendemos que dessa vez é possível sem prejuízo para o que consideramos prioritário, que é a Seleção. Para novembro (NR: há uma data Fifa no dia 14) não faremos nenhuma convocação de jogadores dentro do país, porque teremos uma interferência mais forte. A menos que não tenha mais probabilidade de prejuízo nenhum – disse o treinador.

A novidade na convocação é o zagueiro Leandro Castán, ex-Corinthians e atualmente no Roma. A delegação embarca para a Europa no dia 7 de outubro (domingo de eleições municipais) e treinará sempre na Polônia (só irá à Suécia para a partida com o Iraque, treinado por Zico). A previsão de chegada dos jogadores ao Brasil é na manhã de 17 de outubro, dia da 31ª rodada do Brasileirão.

Kaká ainda não disputou partidas oficiais na temporada

Kaká derrota Brasil jogo Holanda (Foto: Getty Images)Kaká não entra em campo pela Seleção desde
derrota para Holanda na Copa (Foto: Getty Images)

Kaká retorna à Seleção após mais de dois anos sem disputar uma partida com a amarelinha. O último jogo de Kaká pelo time canarinho aconteceu no dia 2 de julho de 2010, na derrota por 2 a 1 para a Holanda, pelas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. De lá para cá, o jogador passou por uma cirurgia no joelho e inúmeros problemas musculares.

Vale lembrar que Mano Menezes chegou a convocar o atleta para os jogos diante do Gabão, em Libreville, e diante do Egito, em Doha, no Qatar, no final de 2011. Porém, por conta de lesão, Kaká acabou cortado e não voltou a ser chamado pelo comandante. Na última quarta, em amistoso do Real Madrid, contra o Millonarios, da Colômbia, o atleta fez três gols e deu uma assistência.

Até o momento, o camisa 8 não disputou nenhum jogo oficial com a camisa do Real Madrid na atual temporada. Amistosos, no entanto, foram sua especialidade. Dos seis de pré-temporada, o ex-são-paulino esteve em campo em cinco, sendo ausência apenas no primeiro, diante do Real Oviedo. Ele foi titular contra o Benfica (derrota por 5 a 2), Los Angeles Galaxy (vitória por 5 a 1) e Celtic (vitória por 2 a 0). Contra Santos Laguna (2 a 0) e Milan (5 a 1 a favor), o craque brasileiro deixou o banco de reservas e teve boas atuações.

Nenhuma, porém, pareceu impressionar o técnico José Mourinho. O treinador português chegou a não convocar Kaká sequer para o banco de reservas em três oportunidades pela Supercopa da Espanha e Campeonato Espanhol. Na última quarta, o meia enfim recebeu uma chance como titular, no amistoso diante do Millonarios, da Colômbia: ele não decepcionou e deixou o gramado tendo marcado três dos oito gols do time merengue.

– (Kaká) Jogou bem, como toda a equipe. A resposta dele e a da equipe foi possível porque se dedicam a trabalhar bem, como outros que não tinham jogado em partidas oficiais – disse Mourinho após o jogo. A expectativa passa a ser sua presença ou não no próximo domingo, diante do Deportivo La Coruña, no Santiago Bernabéu, pela 6ª rodada do Espanhol.

convocacao_selecao_27

ICFUT – Capitão, Neymar decide contra La U e dá mais um título ao Santos

Fonte: lancenet

 

Melhor em campo mais uma vez, camisa 11 marcou o primeiro gol da vitória por 2 a 0 que garantiu o título inédito da Recopa Sul-Americana ao Peixe. Pênalti perdido não manchou a conquista

Santos conquista a Recopa Sul-Americana (Foto: Ivan Storti)
Neymar com a taça e a medalha no peito (Foto: Ivan Storti)

Em sua primeira partida pelo Santos após a saída do amigo Paulo Henrique Ganso, Neymar ajudou o clube a conquistar o sexto título em três anos, o segundo no centenário. A vitória por 2 a 0 sobre a Universidad de Chile, nesta quarta-feira, no Pacaembu, rendeu ao Peixe a taça inédita da Recopa Sul-Americana, festejada por pouco mais de 23 mil presentes.

Muricy Ramalho surpreendeu e deu ao atacante a faixa de capitão, que era esperada pelo veterano Léo. Um prêmio para o jogador, que já tem também três títulos estaduais, uma Copa do Brasil e uma Libertadores desde que se tornou profissional. É ele o principal responsável pela liderança santista no ranking de clubes da Conmebol.

Campeã da última Copa Sul-Americana, La U não foi páreo para o campeão da Libertadores do ano passado. Sofreu gols de Neymar e Bruno Rodrigo e ainda poderia ter levado mais um se a Joia não perdesse pênalti no primeiro tempo. No empate por 0 a 0 na ida, ele também desperdiçou uma cobrança. Nada que tenha ameaçado seu posto de protagonista.

NEYMAR FUTEBOL CLUBE

Antes de a bola rolar, a torcida santista exibiu faixas em homenagem a Neymar. Entre outras mensagens, os fanáticos diziam que o camisa 11 é "patrimônio do futebol brasileiro" e "ídolo de todas as crianças".

As crianças alvinegras, pelo menos, têm motivos para ficarem felizes por tê-lo como patrimônio do clube. Como de costume, não foi difícil identificar o protagonista da partida. A Joia assustou o goleiro Johnny Herrera logo aos 20 segundos, aplicou um chapéu em Acevedo pouco depois e, como legítimo capitão, berrava do campo de ataque a cada erro de posicionamento dos zagueiros.

Mas o futebol do Santos não ajudava. Sem um Ganso para cadenciar o jogo, a equipe sofreu com a velocidade chilena, principalmente nas jogadas do habilidoso Ubilla às costas de Bruno Peres, sempre com a ajuda de Mena ou Lorenzetti.

Por ironia, foi Felipe Anderson, que Muricy Ramalho costuma definir como "carregador de bola e não pensador", o coadjuvante mais brilhante. Carregando a bola, ele clareou jogada pela esquerda após lançamento de Léo e passou para Neymar tabelar com André e abrir a contagem, aos 27 minutos.

O rival se desestabilizou. Tanto que Patito, em uma de suas poucas boas arrancadas, tomou cotovelada de Rojas, o mesmo que poderia ter sido expulso ao derrubar Neymar (sempre ele) na área, aos 44. Pênalti que o próprio Neymar bateu. Nas mãos de Johnny Herrera. Sem problemas.
MURICYBOL

Se o primeiro gol saiu em jogada de Neymar, principal arma do Santos, o segundo veio na bola parada que consagrou Muricy Ramalho e até rendeu o apelido pejorativo de Muricybol ao esquema adotado pelo treinador que já coleciona quatro taças no clube. Aos 15 minutos, Felipe Anderson cobrou falta da esquerda e Bruno Rodrigo cabeceou para as redes.

"O campeão voltou", gritava a torcida na arquibancada. Uma trégua na insatisfação pela má campanha no Campeonato Brasileiro e pela má formação do elenco para o centenário – afinal, nos melhores sonhos santistas a improvisação de Gerson Magrão como lateral não seria a solução para a contusão sentida por Léo, pouco antes do segundo gol.

Mesmo sem ser brilhante, o Peixe sagrou-se campeão sem ter grandes dores de cabeça contra um dos melhores times da América do Sul nos últimos anos. Aos 25 minutos da etapa final, o elogiado Jorge Sampaoli já lançara mão de Castro, Marino e Magalhães nos lugares de Rodríguez, Aranguíz e Acevedo. Nenhum deles foi capaz de atrapalhar o domínio brasileiro.

Os gritos em homenagem a Neymar e o tradicional "é campeão!" ecoaram no Estádio Municipal antes dos 40 minutos. E não cessaram até o apito final.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 X 0 UNIVERSIDAD DE CHILE

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 26/9/2012 – 19h
Árbitro: Martin Vázquez (URU)
Auxiliares: M.Espinoza (URU) e M.Nievas (URU)
Renda/Público: R$ 651.890 / 22.388 pagantes
Cartões Amarelos: Adriano e Durval (SAN); José Rojas, Osvaldo Gonzáles, Martínez e Lorenzetti (LAU)
Cartões Vermelhos: Não houve

GOLS: Neymar, aos 27’1ºT (1-0); Bruno Rodrigo, aos 15’2ºT (2-0)

SANTOS: Rafael, Bruno Peres (Éwerton Páscoa – 26’2ºT), Bruno Rodrigo, Durval e Léo (Gérson Magrão – 7’2ºT); Adriano, Arouca e Felipe Anderson; Patito (Miralles – 39’2ºT), Neymar e André. Técnico: Muricy Ramalho.

UNIVERSIDAD DE CHILE: Jhonny Herrera, O.Gonzáles, Acevedo (Magalhães – 26’2ºT) , José Rojas e Mena; Martínez, Rodríguez (Castro – Intervalo), Aranguíz (Marino – Intervalo) e Lorenzetti; Ubilla e Gutiérrez. Técnico: Jorge Sampaoli

ICFUT–SUL-AMERICANA: Marcelo Grohe fecha o gol e Grêmio derrota Barcelona

Fonte: lancenet

 

Imortal foi pressionado nos 45 minutos finais, mas, graças à grande atuação do goleiro, Tricolor leva boa vantagem para casa, onde define vaga nas quartas da Sul-Americana

Barcelona de Guayaquil x Grêmio - Copa Sul-Americana - Gol do Werley (Foto: Rodrigo Buendia/AFP)
Werley marcou o gol da vitória gremista (Foto: Rodrigo Buendia/AFP)

O Grêmio superou a pressão do Estádio Monumental Banco Pichincha, em Guayaquil (EQU), e saiu com uma ótima vantagem para conseguir uma vaga nas quartas de final da Sul-Americana ao derrotar o Barcelona por 1 a 0, nesta quarta-feira. O gol foi marcado pelo capitão Werley, aos 44 do primeiro tempo.

Agora, no jogo da volta, que acontece no próximo dia 24, no Olímpico, o Imortal pode empatar por qualquer placar para passar de fase. O Barcelona precisa vencer – caso seja vitória por 1 a 0 a decisão vai para os pênaltis. Qualquer outro triunfo o classifica. Quem avançar pega o vencedor do confronto entre Millonarios (COL) e Palmeiras, que se enfrentam pela primeira vez na próxima terça-feira.

PRIMEIRO TEMPO

Estádio lotado, catimba e entradas duras. A partida era de Sul-Americana, mas o clima, de Libertadores. Vanderlei Luxemburgo surpreendeu a todos ao escalar o time no 3-5-2 pela primeira vez desde que assumiu o Grêmio. E o trio de zaga não se encontrava em campo. Tanto que a melhor chance do Barcelona no primeiro tempo veio numa falha bisonha de Vilson.

O camisa 14 do Grêmio demorou a ir numa bola na altura do círculo central e Mina tomou-lhe a bola, indo em direção ao gol de Marcelo Grohe com velocidade e livre. Porém, o atacante da seleção equatoriana chutou fraco da entrada da área para a defesa do goleiro gremista.

Com a ausência de Zé Roberto, Elano tinha o dever de armar as jogadas, mas estava só no meio de campo. As melhores chances do Tricolor vinham pela direita, nas descidas do ala Tony. Apesar das arrancadas do camisa 2, o Barcelona ainda era superior na partida. Por mais duas oportunidades, o time da casa quase saiu na frente. Uma veio aos 35, quando Roosevelt Oyola chutou de muito longe, com curva, para ótima defesa de Grohe. A outra foi aos 41, quando Jairo Campos completou cruzamento da direita com uma cabeçada que acertou o travessão.

E foi da mesma forma que o Grêmio chegou ao gol inaugural. Elano cobrou falta sofrida por Marcelo Moreno do lado direito e o zagueiro Werley, que herdou a faixa de capitão com a ausência de Gilberto Silva, cabeceou firme, da marca do pênalti, para bater o goleiro Banguera.

SEGUNDO TEMPO

Na segunda parte do jogo, pouco se viu o goleiro do Barcelona, pois o time da casa fez uma pressão absurda. Aos 15, quando Tony foi expulso, parecia que o Grêmio não conseguiria segurar o placar.

O treinador Gustavo Costas colocou o time para frente, buscando o gol de empate a todo custo. Arroyo seguia sendo o melhor jogador do time equatoriano e criava oportunidades perigosas. Aos 13, o camisa 11 cruzou para a área e Anderson Pico tentou tirar de peixinho e acertou a própria trave, quase marcando gol contra bizarro.

Para repor o lado direito, Luxemburgo sacou Kleber e colocou o lateral Edílson, deixando Marcelo Moreno completamente isolado na frente. A pressão do Barcelona aumentou ainda mais, mas os gremistas se mostraram muito experientes e seguraram o ímpeto ofensivo do time da casa. Além disso, Marcelo Grohe fechava o gol, fazendo uma das melhores partidas na sua carreira.

Léo Gago e Marquinhos também entraram para dar uma acalmada e conseguiram segurar a bola um pouco no campo de ataque, juntamente com Marcelo Moreno. Agora, o Grêmio pode empatar por qualquer resultado na volta para passar de fase.

FICHA TÉCNICA
BARCELONA (EQU) 0 x 1 GRÊMIO

Local: Estádio Monumental Banco Pichincha, Guayaquil (EQU)
Data/hora: 26/9/2012 – 22h (de Brasília)
Árbitro: Georges Buckley (PER)
Auxiliares: Raúl López (PER) e Braulio Cornejo (PER)
Renda/Público: Não divulgados
Cartão Amarelo: Vilson, Tony, Elano e Fernando (GRE); Perlaza (BAR)
Cartão vermelho: Tony (GRE)

GOL: Werley, 44’/1ºT (0-1)

BARCELONA: Banguera, Perlaza (Ferreyra, 17’/1ºT), Jairo Campos, Erazo; De La Torre (Ayoví, 33’/1ºT), Roosvelt Oyola, Amaya (Quiñonez, 22’/1ºT), Arroyo e Matías Oyola; Damián Díaz e Mina – Técnico Gustavo Costas.

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Naldo, Werley e Vilson (Léo Gago, 22’/1ºT); Tony, Fernando, Souza, Elano (Marquinhos, 33’/1ºT) e Anderson Pico; Kleber (Edilson, 19’/2°T) e Marcelo Moreno – Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

ICFUT–SUL-AMERICANA: São Paulo joga para o gasto e fica no empate com a LDU de Loja

Fonte: lancenet

 

No jogo de ida pelas oitavas de final da Sul-Americana, Tricolor sentiu falta do contundido Luis Fabiano e cedeu empate no Equador. Jogo de volta será dia 24 de outubro, no Morumbi

As imagens de LDU de Loja 1 x 1 São Paulo (Foto: Rubens Chiri/SPFC)
Lucas passa pela marcação (Foto: API José Eduardo Mendieta)

Depois de viajar por aproximadamente 16 horas, o São Paulo apresentou um futebol sem brilho diante da Liga Deportiva Universitaria de Loja (ECU) e ficou no empate por 1 a 1 no jogo de ida pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Bermudez marcou contra para os brasileiros e Larrea empatou com um golaço, ainda na etapa inicial no estádio Reina del Cisne, a cerca de 2 mil metros de altitude.

O jogo de volta está marcado para 24 de outubro, no Morumbi. Ao Tricolor, basta o 0 a 0 para garantir a classificação. Nova igualdade por 1 a 1 levará a decisão para os pênaltis e qualquer outro empate dá a vaga nas quartas aos equatorianos. Universidad de Chile ou Emelec (ECU) são os possíveis rivais.

Para este compromisso, a expectativa é de que Luis Fabiano esteja em campo. Já Paulo Henrique Ganso, que se recupera de lesão na coxa para poder estrear, só deve ter condições em novembro. Mesmo assim, o camisa 8 está inscrito no torneio continental.

UM CONTRA, OUTRO A FAVOR

Enquanto o time da casa chamava a atenção por lances como a furada de Calderón – causada também pelo gramado irregular -, pelo cabelo à la Balotelli do zagueiro Hurtado e pela camisa do goleiro Alvarado, que sequer tinha escudo, o Tricolor tentava furar o bloqueio armado por Paúl Vélez com bolas enfiadas de Jadson e arrancadas de Osvaldo. Sumidos, Lucas e Ademilson – que ganhou a vaga de Willian José – não ajudaram muito. A ausência de um centroavante como Luis Fabiano, machucado, também pesou.

Na base da vontade e da força física, os equatorianos se igualaram ao Tricolor e já haviam exigido boa defesa de Rogério Ceni em chute de Uchuari quando Osvaldo cruzou da esquerda e Bermudez empurrou contra o patrimônio de peixinho. O autor do gol contra entrara no lugar do lesionado Cumbicus, ainda aos 20 minutos.

Ele já havia sido eleito vilão pelo lotado estádio, mas o capitão Pedro Larrea roubou a cena aos 43 minutos, com um golaço em chute colocado de fora da área. Ceni nada pôde fazer, a não ser reclamar da falta que originou a jogada e ainda rendeu um cartão amarelo a Denilson – o 19º dele no ano, o que o consolida como atleta mais advertido do São Paulo. Os brasileiros acreditam que o árbitro chileno Julio Bascuñan inverteu a infração.

MUDANÇAS TÁTICAS, NÃO NO PLACAR

O segundo tempo começou ainda mais nivelado. A LDU tomou a iniciativa e criou pelo menos três boas oportunidades com Uchuari. O São Paulo, talvez atrapalhado pela altitude, fazia poucas jogadas de troca de passe e só chegava com perigo nas faltas cobradas por Jadson. Em uma delas, Paulo Miranda cabeceou sozinho e perdeu grande chance pouco antes de deixar a lateral direita e ir para a zaga. Douglas assumiu o lado do campo ao entrar na vaga de Ademilson. Denilson, pendurado, também saiu para a entrada de Wellington.

No 3-5-2 de Ney Franco, Osvaldo passou a ser centroavante. Mas durou pouco. Logo Willian José entraria na vaga de Jadson para ficar no comando de ataque, com Maicon um pouco mais adiantado para armar e Lucas mais recuado. As constantes mudanças táticas não surtiram efeito e o time pouco criou.

Aos 42 do segundo tempo, o time ainda passou por apuros. Rogério Ceni cobrou falta na barreira, o time não conseguiu parar a jogada no meio campo e Rafael Toloi precisou se atirar na bola para evitar o chute da intermediária, com o capitão ainda longe da meta. A emoção parou por aí.

FICHA TÉCNICA:
LDU (ECU) 1×1 SÃO PAULO

Estádio: Reina Del Cisne, em Loja (ECU)
Data/hora: 26/9/2012 – 22h
Árbitro: Julio Buscuñan (CHI)
Auxiliares: Juan Maturana (CHI) e Marcelo Barraza (CHI)
Renda/público: Não disponível/ 13.751 presentes
Cartões amarelos: Vera e Salas (LDU) ; Rhodolfo, Wellington, Denilson e Osvaldo (SPO)
Cartões vermelhos:  Não houve
GOLS: Bermudez, 36’/1ºT (contra) (0-1); Larrea, 44’/1ºT (1-1)

LDU-Loja (ECU): Alvarado; Gómes, Cumbicus (Bermudez, 19’/1ºT), Vera e Hurtado; Larrea, Feraud, Mosquera (Cordero, 28’/2ºT) e Uchuari; Calderón (Salas, 21’/2ºT) e Fábio Renato. Técnico: Paúl Vélez.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Denilson (Wellington, 12/2ºT), Maicon, Jadson, Osvaldo, Lucas e Ademilson (Douglas, 12’/2ºT). Técnico: Ney Franco.

ICFUT–BRASILEIRÃO SÉRIE A: Flamengo derrota o Galo no Engenhão

Fonte: lancenet

 

No reencontro com Ronaldinho, Rubro-negro leva a melhor com gols de Love e Liedson

Flamengo x Atlético-MG - Campeonato Brasileiro - Gol do Liedson (Foto: Cleber Mendes)
Love e Liedson marcaram para o Flamengo no Engenhão (Foto: Cleber Mendes)

Ronaldinho entrou no gramado do Engenhão sob um apitaço de 30 mil rubro-negros. Cumprimentou cada ex-companheiro. Coube a Vagner Love o abraço mais carinhoso, o mais demorado. O "inimigo mortal" acabou sendo um dos principais nomes da vitória do Flamengo por 2 a 1 sobre o Atlético-MG, nesta quarta-feira, no Engenhão. Bom para o Flamengo, que subiu para décimo na tabela do Campeonato Brasileiro, e também para o rival Fluminense, que viu a distância de quatro pontos na liderança ser mantida.

Cleber Santana foi o primeiro a assustar o gol de Victor. O ritmo do Flamengo inicialmente era intenso. O time não deixava o Atlético-MG trabalhar a bola. Mordia muito. O gol estava amadurecendo, amadurecendo, até que saiu.

A virada de Vagner Love, que abriu o placar, foi de rara habilidade. Tinha pouco espaço e tempo para improvisar, uma vez que estava à frente da bola. E foi o que ele fez. De nada adiantou Marcos Rocha salvar a cabeçada de González alguns segundos antes.

Ronaldinho Gaúcho e Vagner Love se reencontraram no Engenhão (Foto: Bruno de Lima)

O Galo permanecia tímido, mesmo atrás no placar. Já o time carioca, apesar do domínio, já não chegava com tanta facilidade. O jogo só esquentou em uma confusão envolvendo Marcos Rocha e Ramon. Teve empurra-empurra e Ronaldinho precisou intervir para acalmar os ânimos.

Quando o primeiro tempo acabou, uma certeza: não era só a torcida que estava engasgada com a saída de Ronaldinho do Flamengo. O time mostrou uma vontade de derrotar o ex-companheiro que ainda não tinha sido vista neste Brasileiro. Enquanto isso, o protagonista ia para vestiário em silêncio, tendo produzido pouco de útil.

Mas bastaram quatro minutos no segundo tempo para o Galo chegar ao empate, após Jô aproveitar a sobra de uma confusão na área do Fla. Pouco depois, Ramon, que levara uma bolada forte, deixava o campo passando mal, dando lugar ao lateral-esquerdo rubro-negro Magal.


Ronaldinho Gaúcho não assustou o Flamengo (Foto: Paulo Sérgio)

O Flamengo já não tinha o ímpeto do primeiro tempo. Até que Wellington Silva avançou pela direita e cruzou para Liedson bater de primeira e recolocar os donos da casa em vantagem. O lateral rubro-negro, aliás, fez a melhor partida dele desde que chegou ao clube. Mas foi exatamente em cima de Wellington Silva que Ronaldinho criou a melhor jogada dele na partida – uma arrancada, na qual o chute parou nas mãos de Felipe.

Pouco tempo depois, Réver foi merecidamente expulso, após dar um soco no chileno González dentro da área rubro-negra. Justa punição pela covardia. E cada vez mais que o tempo passava, os ânimos se exaltavam. Cleber Santana chegou a acertar a trave de Victor após leve desvio em Liedson.

O Galo viu a distância para o líder Fluminense permanecer em quatro pontos, e o Flamengo abriu sete para a zona de rebaixamento. E se na quarta-feira o Fla foi parceiro do Flu, domingo, às 16h, a cena muda, vira adversário. Já o Atlético-MG mede forças com a Portuguesa, fora de casa, no sábado, às 18h30.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2 X 1 ATLÉTICO-MG

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 26/09/2012 – 22h (de Brasília)
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Kleber Lucio Gil (SC)

Público/Renda: 34.060 pagantes/R$ 532.110,00
Cartões amarelos: Víctor Cáceres (FLA), Richarlyson, Jô e Carlos César (CAM)
Cartões vermelhos: Réver (CAM)

GOLS: Vagner Love, 21’/1ºT (1-0), Jô, 4’/2ºT (1-1) e Liedson, 11’/2ºT (2-1)

FLAMENGO: Felipe, Wellington Silva, Frauches, González e Ramon (Magal 6’/2ºT); Amaral, Cáceres (Bottinelli 34’/2ºT), Léo Moura e Cleber Santana; Liedson (Adryan 43’/2ºT) e Vagner Love.
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete (Carlos César 37’/2ºT), Danilinho (Guilherme 17’/2ºT), Escudero (Neto Berola 25’/2ºT) e Ronaldinho; Jô.
Técnico: Cuca

Classificação

Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Fluminense-RJ 56 26 16 8 2 43 18 25 71.8
2  Atlético-MG 52 26 15 7 4 40 19 21 66.7
3  Grêmio-RS 49 26 15 4 7 37 21 16 62.8
4  Vasco da Gama-RJ 44 26 12 8 6 32 26 6 56.4
5  São Paulo-SP 42 26 13 3 10 38 28 10 53.8
6  Botafogo-RJ 40 26 11 7 8 41 33 8 51.3
7  Internacional-RS 40 26 10 10 6 33 23 10 51.3
8  Corinthians-SP 36 26 9 9 8 30 26 4 46.2
9  Cruzeiro-MG 35 26 10 5 11 32 36 -4 44.9
10  Flamengo-RJ 34 26 9 7 10 28 36 -8 43.6
11  Ponte Preta-SP 34 26 8 10 8 30 32 -2 43.6
12  Santos-SP 33 26 8 9 9 31 35 -4 42.3
13  Portuguesa-SP 32 26 8 8 10 28 30 -2 41.0
14  Náutico-PE 31 26 9 4 13 31 42 -11 39.7
15  Bahia-BA 31 26 7 10 9 27 30 -3 39.7
16  Coritiba-PR 28 26 8 4 14 38 46 -8 35.9
17  Sport-PE 27 26 6 9 11 23 35 -12 34.6
18  Palmeiras-SP 23 26 6 5 15 25 36 -11 29.5
19  Figueirense-SC 22 26 5 7 14 29 45 -16 28.2
20  Atlético-GO 20 26 4 8 14 27 46 -19 25.6
LegendaPG – Pontos Ganhos | JG – Jogos Disputados | VI – Vitórias | EM – Empates
DE – Derrotas | GP – Gols Pró | GC – Gols Contra | SG – Saldo de Gols
%A – Porcentual de Aproveitamento de Pontos


 
 
Classificados à Taça Libertadores.
 
 
Classificados à Sul-americana
 
 
Rebaixados à Serie B
 
 
Classficados à Libertadores

Artilharia

Atualizado em 23/09 às 23h00

12 GOLS
Fluminense – Fred

11 GOLS
São Paulo – Luis Fabiano
Portuguesa – Bruno Mineiro

10 GOLS
Flamengo – Vágner Love