Por Cleber Aguiar – ‘El Burrito’ busca seu espaço no Corinthians

Fonte: O Estado de São Paulo

Martínez escolheu jogar em São Paulo para ficar perto da família e diz que tem raça e técnica

VÍTOR MARQUES – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Ao acertar o contrato com o Corinthians, Juan Manuel ‘El Burrito’ Martínez pegou referências com um companheiro de Vélez Sarsfield, o zagueiro Sebastián Dominguez, que atuou no Timão ao lado de Tevez e Mascherano em 2005. “Ele me disse que é a maior equipe do Brasil”, falou Martínez, em entrevista exclusiva ao Estado.

Martínez diz que está se adaptando ao Brasil - Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE
Martínez diz que está se adaptando ao Brasil

E agora o atacante quer brilhar com a camisa alvinegra. Ele evita comparações com Tevez e também o lugar-comum de que brasileiro gosta de jogador argentino porque é mais aguerrido. “De nada serve ser aguerrido se não jogar bem. Futebol se joga dentro do campo.” Leia a entrevista com o jogador, que espera chance no time titular de Tite domingo, contra o São Paulo:

Você é muito identificado com o Vélez Sarsfield e já disse que um dia gostaria de voltar ao clube. Como está sendo essa fase de adaptação no Corinthians?
Estou muito feliz aqui e creio que dia após dia vou me sentir mais cômodo, tanto dentro quanto fora do campo.

Quais foram suas primeiras impressões do Corinthians?
Eu já conhecia o Corinthians porque é uma grande equipe, em que jogaram vários argentinos e um deles é meu amigo, o Sebastián Domingues. Ele me falou como é o Corinthians. Aqui jogaram Tevez e Mascherano e o clube é conhecido em grande parte por isso.

O que o Sebá lhe disse sobre o  Corinthians?
Ele me disse que é a maior equipe do Brasil, que São Paulo é uma cidade grande, que o time tem muita torcida, e que quando eu chegasse aqui iria me dar conta do que é jogar na maior equipe do Brasil.

Muitas pessoas comparam o  Corinthians com o Boca Juniors. O que acha disso?
Creio que são clubes distintos. O Corinthians é a maior equipe, uma das maiores do Brasil. Na Argentina, o Boca tem o River. Em quantidade de torcedores também são diferentes, por causa do tamanho do Brasil. Nos torneios internacionais o Boca tem uma diferença em relação ao Corinthians pela quantidade de títulos, como nas Copas Libertadores. Nisso também se diferencia do River, que é uma equipe grande da Argentina, que ganha mais torneios locais. São duas histórias distintas.

E em relação ao Vélez, seu antigo clube, há alguma comparação com o Corinthians?
Não, são totalmente distintos quanto à torcida. O que se parece muito é o complexo de treinamento, nisso o Corinthians se parece muito com o Vélez.

Mas o modo como as equipes estão jogando, do ponto de vista tático, é similar, não?
A maneira de jogar é similar, não igual, mas tem uma ideia muito parecida com a do técnico Tite, que é o 4-2-3-1. Jogamos igual, mas, claro, os companheiros são outros. Então tudo vai mudando de acordo com os companheiros.

Você interessava ao Santos, ao Flamengo e a times da Europa , como Valencia e Genoa. Por que optou pelo Corinthians?
Sim, havia várias equipes e de diferentes mercados. Mas optei pelo Corinthians pela proximidade da Argentina, pelo momento do clube, campeão da Libertadores. Estar numa grande equipe e perto da família me influenciou.

O Santos chegou perto…
Falamos com o vice-presidente do Santos, mas eu disse que estava falando com gente do Corinthians e que depois lhe dava uma
resposta. E dei: disse que não, que ia para o Corinthians.

Você teme comparações com Tevez?
Não temo, cada um faz seu caminho, sua história. Quero fazer o meu caminho aqui e que as coisas saiam da melhor maneira para o Corinthians e para mim e também com a torcida.

Tevez ganhou a torcida pela maneira aguerrida de jogar, que é uma característica do jogador argentino. Concorda com isso?
É uma característica do argentino ser aguerrido, mas o mais importante é jogar. De nada serve ser aguerrido se não jogar bem. Futebol é dentro de campo.

Quais são as principais diferenças entre o futebol argentino e o brasileiro?
Os estádios são maiores aqui. O contato físico na Argentina é maior, aqui marcam muito jogo de corpo. Na Argentina, para que te marquem uma falta tem de ser forte, lá se marca menos falta. Para mim aqui é melhor (risos).

Gostou de jogar no Pacaembu e ver a torcida do Corinthians?
É muito lindo e é sempre melhor começar como titular, como foi contra o Inter. Senti muito o carinho da torcida, e isso é muito importante para o jogador.

Você marcou um gol contra o Santos, mas o Corinthians perdeu o clássico. Não deve ter sido tão bom assim o primeiro gol…
Do lado pessoal foi bom, porque pude fazer meu primeiro gol pelo Corinthians. Mas não serviu muito, porque perdemos. Mas a equipe jogou bem e mereceu ganhar, mas por uma série de erros da arbitragem acabamos perdendo. Mas é do futebol: um dia se equivocam contra você, outro dia a seu favor.

Qual sua opinião sobre Neymar?
É um grande jogador. Quando jogou contra mim no Vélez nós o neutralizamos muito bem, mas é um jogador que faz a diferença.

Vai a campo contra o São Paulo?
Não sei, tenho de trabalhar esta semana para ser titular ou para ficar no banco. Penso em fazer o melhor para a equipe.

Quando crê que será titular?
Tem de perguntar a ele (Tite) (risos).

A posição na qual você vem jogando é parecida com a que jogava no Vélez?
É muito similar, mas creio que o meu rendimento ainda será melhor e vou me adaptar mais rápido.

Quando começaram a chamar você de Burrito, em alusão ao ex-jogador Ortega?
Começou quando eu jogava na base do Vélez, com 13 anos, faz muito tempo. Que te comparem com um jogador tão importante quanto Ortega é lindo.

O que pensa de disputar o Mundial de Clubes?
Estamos nos preparando para ganhar todas as partidas do Brasileirão e, quando chegar o Mundial, em ganhar a primeira partida para passar à outra fase, sabendo que é muito difícil. O time mostrou isso na Libertadores, sendo campeão invicto.

Sonha em voltar a defender a seleção argentina?
Essa é minha ideia, jogar bem no Corinthians para voltar à seleção.

Na Copa do Mundo?
Como disse, é essa a minha ideia, mas primeiro preciso jogar bem no Corinthians para voltar à seleção, depois veremos, mas falta muito.

Por Cleber Aguiar – Morre ex-goleiro Félix, campeão do mundo com a seleção brasileira em 1970

Fonte: O Estado de São Paulo

Com 74 anos, ex-jogador faleceu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória

SÃO PAULO – Goleiro titular da seleção brasileira na Copa de 1970, quando o Brasil se sagrou tricampeão mundial com um time histórico, Félix morreu nesta sexta-feira, aos 74 anos. Ele lutava contra um enfisema pulmonar e estava internado no Hospital Vitória, em São Paulo, desde sábado. Por volta das 7 horas da manhã, Félix sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Veja também:
link ACERVO – Félix e a certeza do título

Félix estava internado em São Paulo desde sábado - Márcia Alves/AE - 6/3/1996
Márcia Alves/AE – 6/3/1996
Félix estava internado em São Paulo desde sábado

Nascido em Caratinga, Minas Gerais, Félix iniciou a carreira defendendo o Juventus e depois passou por Portuguesa e Nacional, todos clubes de São Paulo, para em seguida defender o Fluminense, onde atuou por oito anos, entre 1968 e 1976, quando se aposentou.

Em meio ao período que defendeu o Fluminense, Félix acabou ganhando a confiança do técnico Zagallo, que apostou no goleiro como titular no Mundial de 1970. Naquela competição, na qual craques como Pelé, Rivellino, Gerson e Tostão consagraram uma das maiores seleções da história, Félix teve atuações destacadas principalmente nos jogos contra Inglaterra e Uruguai, este último pela semifinal.

Com a camisa do Fluminense, Félix foi campeão carioca em 1969, 1971, 1973 e 1975, além de vencedor da Taça de Prata em 1970, que depois acabou sendo reconhecido pela CBF como primeiro título brasileiro da equipe das Laranjeiras.

ICFUT – Fred sobre Seleção: ‘Com Mano não tenho expectativas’

Fonte: lancenet

De fora da convocação para os amistosos do Brasil, atacante mostrou toda sua insatisfação com o comandante da Seleção

Fred - Seleção (Foto: Mowa Press) Artilheiro lamentou ter tido poucas chances com Mano Menezes (Foto: Mowa Press)

O atacante Fred desabafou após ficar de fora da convocação do técnico Mano Menezes para os próximos amistosos da Seleção Brasileira. Descontente com a situação, o camisa 9 disparou contra o treinador e se mostrou pessimista em relação a ser lembrado no futuro:

– Enquanto o Mano estiver lá, não tenho muitas expectativas, nem penso em Seleção. Acho que o Mano não gosta do meu trabalho. Desde aquele jogo contra o México (amistoso) que ele estava sem centroavante e colocou o Lucas de costas pra o gol, me deixando no banco, penso assim. Sou atacante, vivo de gols, estou fazendo, e não sei mais o que ele quer que eu faça. Mas respeito a decisão – disparou.

Fred ainda se mostrou chateado em relação a não convocação do goleiro Diego Cavalieri. Em boa fase, o camisa 12 também vivia a expectativa de ser lembrado pelo treinador, mas acabou sendo preterido por Cássio, do Corinthians:

– Todós nós ficamos chateados porque o Cavalieri é um dos melhores goleiros do Brasil na atualidade e não foi convocado. O grupo todo ficou chateado – disse.

Nas atividades desta quinta-feira, Fred participou de cerca de trinta minutos do coletivo comandado pelo técnico Abel Braga entre os titulares. Contudo, o camisa 9 deixou o campo sentindo dores na coxa direita e colocou gelo no local. Fred será reavaliado nesta sexta-feira, mas inicialmente, não preocupa para o clássico contra o Vasco, no sábado, no Engenhão.

– Sempre faço um trabalho de manutenção. Estou treinando, jogando e trabalhando. Acho que não vai ter problema algum para o jogo contra o Vasco. Estou doido para jogar. Será um clássico importante para gente e tenho de estar quase 100% para jogar.

ICFUT–SUL-AMERICANA: Figueirense 1 x 1 Atlético-GO

Fonte: futebolinterior

Márcio defende dois pênaltis e classifica Dragão

Atlético venceu por 4 a 2 na disputa por pênaltis

Florianópolis, SC, 23 (AFI) – Dramática. Assim foi a classificação do Atlético-GO às oitavas de final da Copa Sul Americana 2012. Jogando na noite desta quinta-feira no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianólis, Figueirense e Atlético-GO empataram em 1 a 1 no tempo normal, levando a partida para os pênaltis. Foi aí que brilhou a estrela do goleiro Márcio, do Dragão. Além de defender duas cobranças, Márcio ainda converteu uma cobrança, dando à classificação à equipe goiana. No tempo normal, o Figueira saiu na frente aos 35 do primeiro tempo, com Túlio. O Dragão empatou aos 13 da segunda etapa, com Gustavo.

Agora o Atlético espera o vencedor de Universidad Católica-CHL e Tolima-COL, que se enfrentam na próxima quarta.

Primeiro tempo

Jogando em casa, o Figueirense tratou de partir pra cima do Atlético Goianiense. Logo aos seis, Aloísio arranca, corta a marcação de Reniê e chuta muito perto da trave, assustando o goleiro Márcio.

Aos 13, Aloísio tenta de novo e chuta com perigo, a bola passa raspando a trave direita de Márcio.

Aos 27, Alísio faz bela jogada pela direita e rola para Rony, que chuta de primeira, Márcio faz defesa segura, sem rebote.

De tanto insistir, o Figueira chegou ao gol aos 36. Túlio faz jogada individual dentro da área e chita mascado para o gol. A bola desvia na zaga do Dragão e mata Márcio. 1 a 0.

O time da casa ainda quase ampliou aos 40. Em cobrança de falta, Fred solta uma bomba, que passa rente a trave, dando números finais à primeira etapa, que não teve nenhum lance perigoso do Dragão.

Segundo tempo

O primeiro bom lance da segunda etapa aconteceu aos dez. Ronny recupera a bola no campo de ataque e chuta da entrada da área, rasteiro. Márcio segura firme.

Mesmo sem se arriscar muito, o Dragão chegou ao empate aos 13. Após cobrança de falta de Marcos, Gustavo aparece na segunda trave e cabeceia, encobrindo o goleiro Ricardo. 1 a 1.

O Figueira respondeu aos 32. Aloísio chuta de fora da área, com efeito. A bola ainda bate no gramado e dificulda a defesa de Márcio.

Atacando mas sem muita qualidade, o Figueirense não conseguiu furar a zaga do Dragão, que não encaixava nenhum contra-ataque, fazendo a partida ir para os pênaltis.

Márcio é fera!

O Dragão abriu as cobranças de pênalti com Marcos, que chuta no canto esquerdo de Ricardo, que se estica todo e defende a bola.

Na primeira cobrança do Figueira, Túlio manda forte no canto, sem chances para Márcio. 1 a 0 Figueirense.

Na segunda cobrança do Atlético, Dodô não inventa e manda no ângulo direito de Ricardo. 1 a 1.

A partir da segunda cobrança de Figueira que a estrela de Márcio começou a brilhar. O ídolo Fernandes chuta no canto direito, mas Márcio vai buscar, para desespero do time da casa.

O Dragão virou o placar com Ernandes. O meia cobra no cantinho, sem chances para Ricardo. 2 a 1.

Mas o Figueira empatou logo em seguida. Com muita confiança, Caio bate firme no canto. 2 a 2.

O goleiro Márcio foi para a terceira cobrança do Dragão e não decepcionou. Ele bateu com categoria no canto esquerdo. 3 a 2.

João Paulo tinha a chance de empatar novamente para o Figueira, mas parou em Márcio, que se esticou para defender a cobrança.

A classificação estava nos pés de Patric. O atacante cobrou bem e não deu chances à Ricardo. 4 a 2 e Dragão classificado!

ICFUT – Barcos é convocado pela primeira vez para a seleção argentina

Fonte: lancenet

Pirata diz que recebeu ligação do técnico Alejandro Sabella e disputará jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014

Montagem - Barcos com a camisa da Argentina (Arte: Marianna Esteves)
Barcos pode vestir camisa da seleção argentina pela primeira vez (Arte: Marianna Esteves)

O atacante Hernán Barcos, do Palmeiras, foi convocado para a seleção da Argentina para os jogos contra Paraguai, no dia 7 de setembro, e Peru, quatro dias depois, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014.

– Ele ficou sabendo e está muito feliz – disse ao LANCENET! David Barcos, irmão e empresário do atacante, que está no Brasil com o Pirata.

Ao jornal "Dia a Dia", de Córdoba, local onde o Pirata nasceu, o próprio jogador já confirmou a convocação e falou sobre sua alegria.

– Será uma grande experiência, que tenho que aproveitar ao máximo, para demostrar porque me chamaram. Não posso acreditar. Bell Ville (município no qual nasceu) deve estar em revolução. Com humildade, tudo pode se conseguir – declarou o camisa 9 do Verdão.

O atacante confirmou que recebeu uma ligação do próprio treinador da Argentina.

– É um prêmio. Eu não estava acreditando, foi o próprio Sabella que me ligou. Minha família está muito emocionada. Ninguém acredita – falou ele, à Rádio 9, também da Argentina.

Com a convocação, o Pirata perderá os jogos contra Sport, no dia 6, Atlético-MG, no dia 9, e possivelmente Vasco, no dia 12. Todos pelo Campeonato Brasileiro, no qual o Verdão tenta se distanciar da zona de rebaixamento. É o 16º colocado, com os mesmos 16 pontos do Bahia, na 17ª colocação, mas com uma vitória a menos.

Esta será a primeira convocação de Barcos para a seleção da Argentina. Recentemente, ele afirmou que tinha poucas esperanças de ser chamado. Além disso, já havia feito todos os trâmites e esperava uma resposta de sua naturalização equatoriana, onde brilhou atuando pela LDU (EQU).

Com 21 gols, o centroavante é o artilheiro do Verdão na temporada.

O volante Pablo Guiñazú, do Internacional, também está presente na lista do técnico Alejandro Sabella. O jogador vem sendo chamado constantemente para integrar a seleção argentina.

CONVOCADOS:
Goleiros: Sergio Romero (Sampdoria-ITA) e Mariano Andújar (Catania-ITA).
Defensores: Pablo Zabaleta (Manchester City–ING), Marcos Rojo (Sporting-POR), Hugo Campagnaro (Nápoli-ITA) Fabricio Coloccini (Newcastle-ING) e Ezequiel Garay (Benfica–POR).
Meio-campistas: Pablo Guiñazú (Internacional-BRA), Javier Mascherano (Barcelona-ESP), Fernando Gago (Valencia-ESP), Federico Fernández (Nápoli-ITA), Enzo Pérez (Benfica–POR), José Sosa (Metalist-UCR).
Atacantes: Hernán Barcos (Palmeiras-BRA), Lionel Messi (Barcelona-ESP), Ángel Di María (Real Madrid-ESP), Gonzalo Higuaín (Real Madrid-ESP), Rodrigo Palacio (Internazionale-ITA), Sergio Agüero (Manchester City-ING), Ezequiel Lavezzi (Paris Saint Germain-FRA).

ICFUT – CR7 pede calma, Messi agita o Camp Nou, e Barça sai na frente contra Real

Fonte: globo

Luso volta a marcar e provocar torcida culé. Argentino, por sua vez, marca o da virada em vitória por 3 a 2 e se torna terceiro maior goleador do clássico

Cristiano Ronaldo voltou a marcar, voltou a pedir silêncio, mas o Camp Nou é mesmo lugar de barulho. Após 50 minutos de uma partida monótona na Catalunha, o gol de cabeça do luso foi o ponto de partida para um confronto empolgante, que terminou com vitória do Barcelona sobre o Real Madrid, nesta quinta-feira, por 3 a 2, na primeira decisão da Supercopa da Espanha. Na comemoração, CR7 repetiu o gesto de “calma” para os arquirrivais, mas Pedro,Messi e Xavi responderam com muito vigor e deixaram os culés em vantagem na disputa do primeiro título da temporada 2012/2013. Dí Maria descontou no fim em grave vacilo de Valdés, que se enrolou ao dominar a bola.

Messi, Xavi e Iniesta, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência AFP)Messi, Xavi e Iniesta foram novamente os destaques do Barcelona na vitória sobre o Real (Foto: Agência AFP)

Com a vitória, o Barça pode empatar na próxima quarta-feira, no Santiago Bernabeu, para levantar o primeiro troféu sob o comando de Tito Vilanova. Os merengues levam o título com vitória simples até 3 a 2, placar que leva a decisão para os pênaltis. Convocados por Mano Menezes para os amistosos da seleção brasileira contra África do Sul e China, Adriano e Daniel Alves foram os representantes brasileiros durante todos os 90 minutos. Já do lado do Real, Marcelo – outro na lista – entrou no fim, enquanto Kaká sequer foi relacionado.

Messi e Cristiano alcançam marcas importantes no Superclássico
Principais candidatos ao posto de melhor do mundo no fim do ano, Messi e Cristiano Ronaldo não estiveram perto do brilhantismo que lhes é habitual, mas ainda assim assumiram o protagonismo da partida e alcançaram marcas expressivas. Com o gol marcado de pênalti, o argentino chegou aos 14 em duelos contra o Real e se tornou o terceiro maior artilheiro da história do clássico. Ao seu lado, estão César, ex-Barça, e os merengues Gento e Puskas. Acima deles está outra dupla de Madrid: Di Stéfano lidera tabela, com 18, seguido por Raúl González, 15.

Cristiano Ronaldo e Daniel Alves, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência Reuters)Daniel Alves foi um dos três brasileiros em campo:
Kaká sequer foi relacionado (Foto: Agência Reuters)

Já os números de CR7 contra o maior rival são bem mais modestos. Com a cabeçada certeira desta quinta, ele chegou apenas ao sétimo gol diante do Barça. A estatística, por outro lado, passa a jogar a favor se for levado em conta que é o quarto jogo consecutivo em que deixa sua marca, além de ser o quarto em sequência também no Camp Nou, fato inédito na história do Real.

Apesar das marcas e dos últimos 35 minutos empolgantes, o duelo desta quinta teve mais cara de festa do que uma disputa entre rivais ferrenhos. Na arquibancada, muitos turistas que curtem o verão europeu aproveitaram e facilidade para compra de ingressos e deram o tom descontraído ao encontro. Tanto que a direção do Barça evitou até mesmo demarcar área especial para os visitantes, com (poucos) merengues e (muitos) culés misturados nas arquibancadas. Já antes do apito inicial também teve comemoração, com homenagem aos atletas catalães medalhistas olímpicos.

Cristiano Ronaldo Barcelona Real Madrid (Foto: Getty Images)Cristiano Ronaldo sai para comemorar o gol do Real: ele repetiu o gesto de abril e pediu calma (Getty)

Messi é ponto fora da curva em primeiro tempo morno

Quem entrou em campo com um novato em clássicos no comando foi o Barcelona, com Tito Vilanova em evidência por substituir Guardiola um ano após protagonizar polêmica em que foi atingido no olho por José Mourinho. Foi o Real Madrid, no entanto, o time que careceu de força, organização e jogadas no primeiro tempo. Com o mesmo estilo “tiki-taka” de Pep, o Barça foi o melhor dos 45 minutos iniciais, mas os incríveis 72% de posse de bola não foram suficientes para abrir o placar. Na verdade, nem mesmo para dar muito trabalho a Casillas.

José Mourinho e Tito Vilanova se cumprimentam Real Madrid Barcelona (Foto: Getty Images)Antes algozes, Mourinho e Tito se cumprimentaram
antes de a bola rolar (Foto: Getty Images)

Com Callejón como surpresa na vaga de Di María, o Real Madrid começou a partida até dando sinais de que tentaria se impor no campo do rival. Marcando por pressão, conseguiu uma boa oportunidade em jogada ensaiada em cobrança de falta nos minutos iniciais que parou em impedimento de Khedira. A disposição inicial não passou de ilusão e antes mesmo dos dez minutos os merengues mergulharam em uma preguiça incrível até mesmo para escapulidas em contra-ataques.

O Barcelona, por sua vez, seguia o ritmo que o transformou em referência nos últimos anos: toques em velocidade, presença no campo de ataque e… bola para Messi. E foi justamente o argentino o único responsável por levantar o público – maioria de turistas no verão europeu – que lotou o Camp Nou. Precisando de um gol para se tornar o terceiro maior artilheiro da história do clássico, ele tirou tinta da trave direita de Casillas aos 18 após boa jogada de Daniel Alves. E assustou também dez minutos depois após tabelinha com Xavi. Em êxtase, as arquibancadas responderam: “Meeeeeeeessi! Meeeeeessi!”.

Messi e Khedira, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência Reuters)Messi é vigiado por Khedira: argentino criou boas chances no primeiro tempo (Foto: Agência Reuters)

Vaias contra CR7

Se Messi foi o ponto fora da curva em um primeiro tempo monótono e dominado pelo Barça, Cristiano Ronaldo se deixou levar pelo ritmo preguiçoso do Real. Escondido na ponta esquerda de ataque, o português se fez notar mais por ajudar o compatriota Fábio Coentrão a conter os bons avanços de Dani Alves do que por jogadas ofensivas. Visivelmente mais lento e parecendo cansar a cada pique mais longo, o luso foi bastante vaiado e reclamou bastante de passes errados dos companheiros e só participou de um bom lance ofensivo, ao se movimentar para direita e descolar bom passe para Benzema. Piqué fez o corte antes de a bola chegar ao francês.

Cristiano Ronaldo e Mascherano, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência Reuters)Cristiano Ronaldo foi muito vaiado no primeiro
tempo: resposta no segundo (Foto: Reuters)

Menos intenso que o Barcelona, o Real Madrid acabou também fazendo das faltas fortes um ponto marcante de sua atuação na etapa inicial. Se ao todo o time de Mourinho parou o jogo apenas duas vezes mais que o adversário (8 a 6), o vigor nas disputas causou reclamação os torcedores, que acharam pouco os amarelos apenas para Xabi Alonso e Arbeloa na descida para o intervalo.

Um outro jogo na etapa final

Na volta para o segundo tempo, o Real acordou. Na verdade, Cristiano Ronaldo acordou. E provavelmente por conta das tantas vaias ouvidas desde o primeiro toque na bola. Inoperante durante os 50 primeiros minutos do clássico, o português surgiu como um raio aos nove para se antecipar a Busquets e testar firme para o fundo das redes após cobrança de escanteio de Ozil: 1 a 0. Foi o sétimo gol do gajo contra o rival, quarto em partidas consecutivas e quarto também em visitas em sequência ao Camp Nou, fato inédito na história do Real Madrid.

Na comemoração, o gajo repetiu o gesto do 2 a 1 do segundo turno do Campeonato Espanhol passado e pediu calma aos mais de 80 mil presentes, que responderam com um silêncio fúnebre. Mas só por dois minutos. O Barça não teve nem tempo para sentir o golpe, já que, aos 11, Mascherano descolou lançamento precioso para Pedro, em posição duvidosa, nas costas de Fábio Coentrão. O atacante dominou com estilo, avançou e deslocou Casillas como quem diz: “O Camp Nou é lugar de barulho”.

Pedro, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência AFP)Pedro empatou para o Barcelona instantes após Cristiano Ronaldo abrir o placar (Foto: Agência AFP)

Mais ligado, Cristiano passou a arriscar chutes de fora da área e tabelas perto da área. Özil e Benzema, por sua vez, não colaboravam e erravam tudo. O Barça era mais consistente, mais agressivo, e a virada não aconteceu aos 16 graças a milagre de Casillas em chute de Daniel Alves. O Camp Nou silencioso dos sonhos de CR7 estava em chamas, e o segundo gol parecia ser questão de tempo. Foi.

Messi e Xavi-Iniesta ampliam

Messi e Alexis, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência AP)Torcedor invadiu o gramado logo após o gol de
pênalti marcado por Lionel Messi (Agência AP)

Minutos após lance imprudente com Sanchéz dentro da área, Sérgio Ramos se jogou de carrinho para cima de Iniesta aos 23. Pênalti que o árbitro titubeou, mas assinalou. Bola com Messi, que correu sob flashes e mais flashes das arquibancadas e marcou seu 14º gol no superclássico. Agora, o argentino está ao lado do também culé Cesar e dos merengues Gento e Puskas como terceiro maior artilheiro do confronto. Raul (15) e Di Stéfano (18) lideram o ranking.

O Real sentiu a pancada e jogava desorganizado. Por vezes, se fechava demais para evitar um prejuízo maior, por outras se mandava de vez em busca do empate. E foi justamente numa dessa escapulidas que a dupla Xavi-Iniesta entrou em ação. Com maestria, o camisa 8 conduziu pelo meio, esperou avanço de Sérgio Ramos e serviu o companheiro. Frente a frente com Casillas, Xavi mostrou frieza e colocou o 3 a 1 no placar.

Valdés dá vida ao Real

A essa altura, Mourinho já tinha trocado Callejón e Benzema, que tiveram péssimas atuações, por Higuaín e Di Maria. A dupla de argentinos não teve atuação espetacular, mas ao menos foi capaz de puxar o time branco para o ataque, tornar o jogo mais equilibrado. O Barça, por sua vez, seguia mais incisivo, e Casillas fez milagre em jogada de aos 38. Os culés tinham a partida controlada, até que vacilo de Valdés, aos 39, colocou o Real de volta no jogo. O goleiro dominou mal bola recuada por Mascherano e viu Di Maria o desarmar para diminuir: 3 x 2.

O gol não foi capaz de levar o Real a reação no barulhento Camp Nou, mas deu vida ao confronto. Semana que vem a festa é no Bernabeu. Resta saber quem gritará alto ou pedirá calma no fim.

Di María Victor Valdés Barcelona Real Madrid (Foto: Getty Images)Di María aproveitou vacilo de Victor Valdés para deixar o Real Madrid vivo no confronto (Foto: Getty Images)