Por Cleber Aguiar – Meninos sem teto complicam Vasco

Fonte: O Estado de São Paulo

Em péssimas condições, alojamentos de 60 garotos da base do clube carioca são interditados pela Justiça

LEONARDO MAIA / RIO – O Estado de S.Paulo

Notificado na quinta-feira sobre a interdição dos alojamentos utilizados pelos jogadores das divisões de base, em São Januário, o Vasco estuda o que fazer para manter em atividade os cerca de 60 garotos que dormem na sede e que, de outra forma, não poderiam frequentar os treinamentos do clube. A Vara da Infância determinou, na terça-feira, o fechamento das instalações depois que três vistorias nos últimos quatro meses constataram o péssimo estado de conservação do local.

Os advogados cruzmaltinos analisam a melhor forma de recorrer da decisão. O Vasco tem cinco dias para apresentar melhorias nos alojamentos, ou mandar os meninos para suas casas.

O clube enfrenta problemas com a Justiça em relação a suas categorias de base desde a morte do adolescente Wendel Júnior Venâncio da Silva, de 14 anos, em fevereiro, em um centro de treinamento em Itaguaí, município da Baixada Fluminense.

Inspeções no local, alugado pelo Vasco, e na sede de São Januário, revelaram diversas irregularidades.

Depois de duas visitas ao estádio, em abril e maio, a Justiça deu prazo para os dirigentes apresentarem melhorias nos dormitórios, banheiros e refeitórios utilizados pela base. Camas sem colchão, fiação exposta, vazamentos e aparelhos de ar condicionado avariados são alguns dos problemas apontados.

Uma nova inspeção, em 4 de junho, constatou que a situação permanecia crítica e oferecia risco aos garotos. Um ônibus que fazia o transporte dos rapazes também estava em estado precário e foi tirado de circulação.

Mudança de CT. Com a interdição, que ainda tenta reverter, o clube pretende levar a estrutura da base para o CT de Itaguaí, que está em reforma. O Conselho Deliberativo vascaíno destinou R$ 4 milhões para a adequação do local e as obras estão previstas para terminar no fim deste mês.

Uma alternativa estudada pelos cartolas do clube, mas muito dispendiosa, seria levar os meninos para um hotel próximo a São Januário até que o centro de treinamento fique pronto.

O Estado tentou contato com o advogado Aníbal Rouxinol, vice-presidente jurídico do Vasco, mas a assessoria do clube informou que ele estava fora do País. Em seu escritório, a reportagem foi informada que Rouxinol estava internado com problemas de saúde.

A atenção do Ministério Público (MP) sobre as divisões de base vascaínas foi despertada pela morte de Wendel durante uma seleção de garotos realizada em Itaguaí. O garoto teve um mau súbito e não havia suporte médico no local para atender a uma emergência como essa.

A Justiça decretou o fechamento do CT em 18 de abril, mas o Vasco conseguiu uma liminar liberando o espaço no dia 10 de maio. O CT pertence ao empresário e ex-jogador Pedrinho Vicençote, que o alugou ao Vasco.

Por Cleber Aguiar – Juvenal Juvêncio em dúvida se vale a pena investir em Ganso

Fonte: Estadao.com.br

Presidente do São Paulo não está convencido da utilidade do meia do Santos

Paulo Galdieri e Sanches Filho – Jornal da Tarde

A contratação de Paulo Henrique Ganso depende em última instância, claro, do presidente Juvenal Juvêncio. Mas além de aguardar uma canetada do principal cartola autorizando o negócio, os dirigentes do São Paulo que defendem a aposta no meia do Santos ainda vão precisar convencer o presidente de que Ganso dará retorno ao Tricolor.

Juvenal não decidiu se quer contratar Ganso - Werther Santana/AE - 26/6/2012
Werther Santana/AE – 26/6/2012
Juvenal não decidiu se quer contratar Ganso

Segundo apurou o JT, Juvenal Juvêncio não é contra a negociação, mas ainda não está totalmente convencido de que o clube deveria confiar na volta por cima do camisa 10 santista e fazer um grande investimento nessa contratação.

Dois pontos deixam o principal dirigente são-paulino ressabiado com essa tentativa de contratação. A primeira barreira vista por Juvenal é que Ganso não tem o perfil de ser um jogador que se envolve com o time, que seja um “guerreiro” – para o presidente, é desse tipo de atleta que a equipe mais precisa no momento pelo qual passa.

O segundo empecilho é mais prático: o preço alto que teria que ser desembolsado para pagar o Santos, cerca de R$ 25 milhões referentes aos 45% da multa rescisória para clubes brasileiros que o Peixe tem direito.

A missão de tentar convencer Juvenal a contratar Ganso é de Adalberto Batista. O diretor de futebol é quem está mais empolgado com a possibilidade de levar o jogador para o Morumbi. Mas esse interesse no meia santista já nasceu há pelo menos dois meses.

A primeira sondagem foi feita pelo próprio Batista. Em uma reunião do G4 (grupo dos quatro grandes paulistas), antes de os jogadores se apresentarem para os Jogos Olímpicos de Londres, o são-paulino perguntou ao representante do Santos na reunião se haveria a possibilidade de negócio. Ao ouvir que sim, ele iniciou a investida.

Por parte da DIS, dona de 55% dos direitos econômicos de Ganso e responsável pelo gerenciamento da carreira do jogador, a receptividade foi positiva. Adalberto também ouviu que o próprio Ganso tem interesse em trocar a Vila pelo Morumbi.

O presidente do Santos. Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, admitiu ter recebido em sua casa o mais alto dirigente da DIS, Thiago Ferro, para tratar do futuro de Ganso. Assim, há a expectativa que até quarta-feira deve chegar à cúpula santista uma proposta oficial do São Paulo.

Mas se quiser contar com Ganso ainda neste Brasileiro, o São Paulo (sobretudo Adalberto Batista) terá de correr para desatar todos os nós. Ontem, o meia fez seu terceiro jogo pelo Santos no Nacional. O limite para trocar de time são sete partidas. Se Ganso não se ausentar mais nas próximas rodadas, ele vai estourar essa marca no dia 6 de setembro.

O dinheiro que foi obtido com a venda de Lucas deverá ser revertido em contratações, mas o presidente acredita que o momento é desfavorável para compras, uma vez que a janela de contratações do mercado exterior para o Brasil está fechado e, internamente, os melhores jogadores não estão disponíveis.

HUMOR ICFUT – Neymar e batata frita

Fonte: Folha de São Paulo

VANESSA BARBARA
vanessa.barbara@uol.com.br

Uma mesa-redonda de futebol formada só por crianças: foi da TV Cultura a melhor ideia televisiva do ano, o “Cartãozinho Verde” (de seg. a sex., 19h15). Na bancada, torcedores de oito a 11 anos representando os maiores times paulistas, mediados pela atriz Cristina Mutarelli.

Os programas são curtos (menos de 15 minutos) e discutem os acontecimentos futebolísticos do dia. À diferença dos debates “adultos”, neste cada um assume de antemão suas preferências -mas, curiosamente, não há ofensas e nem bate-boca.

Ainda assim, a cada dia, os meninos se soltam mais. O melhor é quando desatam a falar ao mesmo tempo, empolgados com algum lance em específico, ou quando alguém dispara um comentário como: “E o goleiro, que não conseguia botar o calção?”.

Gosto dos apartes entusiasmados e sem sentido, que vêm do âmago dos pequenos fanáticos. A final da Libertadores foi narrada da seguinte maneira: “Quando o Corinthians fez o primeiro gol, meu dente estava mole e eu estava comendo maçã. Aí comecei a mexer nele e arranquei”, disse o são-paulino Pedro Crema, de oito anos, que gosta de churrasco, de matemática e do desenho “Cocoricó”.

“O meu primo, quando foi o segundo gol do Corinthians, chutou a mesa, caiu farofa em cima do celular da minha mãe, o santinho voou para a cozinha, vixe”, narrou Matheus Ribeiro, nove anos, que gosta de Neymar e batata frita. A apresentadora ficou na dúvida: “Seu primo estava totalmente contra?”. E a resposta: “Não, ele gostou. Foi sem querer”.

O corintiano João Braga, oito anos, temeu quando o goleiro Júlio César foi levantar a taça porque “ele tem mão de alface”. Num exemplo de elegância e autocontrole, contemporizou: “Tudo bem que o Corinthians foi campeão da Libertadores, mas eu acho essa taça muito feia”.

O palmeirense Eric Lanfredi é o mais maduro do time, com 11 anos. Num dos programas, seu pai foi convidado para falar sobre preparação de goleiros e certamente não esperava a (excelente) metralhadora de perguntas a que foi submetido, com espaço até para a questão: “É melhor luva com bolinha ou sem bolinha?”.

Nada supera um comentário infantil vindo do nada, sem presunção de especialista e nem objetivo aparente. No meio da discussão, o pequeno Pedro levantou a voz e disse: “O pai do meu amigo encontrou o Riquelme no restaurante”.

“Ah, é?”, retrucou a apresentadora, sem ação.

Por Cleber Aguiar – Entrevista do técnico do Santos Muricy Ramalho ao Estadão.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

“AS PORTAS JAMAIS SE FECHAM PARA QUEM É CORRETO”

A frase é de Muricy Ramalho. Seria um recado para quem acha que, convidado, ele não aceitaria ir para seleção?

Muricy Ramalho está, mais uma vez, na berlinda, cotado para assumir a seleção brasileira – sonho quase realizado no fim de julho de 2010, quando recebeu convite do então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, após o fiasco de Dunga na África do Sul. Recusou.

Acabou ficando no Fluminense, decisão que surpreendeu muita gente. Se a porta se fechou? Ele acha que não. Obcecado pelo dia a dia no clube (daí a frase famosa “aqui é trabalho, meu!”), acredita que sua postura dentro e fora de campo é a melhor credencial para o cargo. Aliás, para qualquer cargo.

Aos 56 anos, tetracampeão brasileiro – três vezes pelo São Paulo e uma pelo Fluminense – e campeão da Libertadores com o Santos, o ex-craque do Tricolor aprendeu o duro ofício de treinar times com Telê Santana, mas teme se tornar vítima do futebol, como aconteceu com o mestre. “É muito sacrificada a nossa vida”, adverte.

Para piorar a situação, Muricy odeia com todas suas forças, perder – tem 15 títulos em 18 anos de carreira e é amado por torcidas de norte a sul do País. Por causa disso, está sempre concentrado, às voltas com estratégias de jogo, e na mira dos adversários, que sabem o risco que correm ao enfrentar os times que ele comanda.

Em entrevista à coluna no CT Rei Pelé, em Santos, no começo deste mês, Muricy falou sobre o futuro (“estou pensando, sim, em me aposentar, mas não é para agora”); os fantasmas da Copa de 1978, que ainda o assombram; e a necessidade de ficar mais com a família.

A seguir, os melhores momentos da conversa.

Por que você não gosta de dar entrevistas?

Na verdade, eu não gosto é de entrevista coletiva. É um negócio muito chato, repetitivo. Os jornalistas reclamam que eu respondo sempre a mesma coisa. E têm razão, eu faço isso mesmo, mas é que eles fazem sempre as mesmas perguntas (risos). Além disso, tem muito jornalista esportivo que não sabe o que diz, não entende nada de futebol. Se você quiser falar de tática de jogo, de trabalho, eu falo até amanhã. Agora, coletiva é uma coisa chatíssima. Por isso que eu falo só uma vez por semana. E acho muito! Antes, falava duas, três vezes. E era um problema.

Quem é o melhor amigo do Muricy técnico de futebol?

Eu tenho o meu auxiliar técnico, o Tata, que é meu melhor amigo como profissional. Mas minha melhor amiga é a minha esposa, sem dúvida, que me acompanha há mais de 30 anos.

E quem é o melhor jogador do mundo hoje?

Ah, o Messi. Tem também o Cristiano Ronaldo. E o Neymar está bem perto. Eu tenho certeza que o Neymar ainda vai ser o melhor do mundo. Tem muito para corrigir ainda, tem de ir para a Europa, pegar um outro tipo de mercado.

Que time, na sua opinião, seria o melhor para o Neymar?

O Barcelona. Lá eles valorizam a parte técnica e o jogador.

Quem foi o melhor técnico e quem é o melhor hoje em dia?

O Telê, pra mim, foi o melhor. Ele me ensinou muito, né? Foi meu técnico quando eu jogava. Depois que parei, ele me chamou para ser auxiliar técnico. Tenho uma personalidade muito parecida com a dele, e isso facilitou muito as coisas. Hoje em dia, o Guardiola é o diferente, que sabe ver o jogo, sabe falar com os jogadores, é muito bom.

É verdade que você está pensando em se aposentar?

É uma vida cansativa. E eu estou um pouco cansado da rotina do futebol, que é muito desgastante. Ainda mais pra mim, que sou muito caxias. Praticamente moro aqui no CT, sou muito apegado, estou sempre acompanhando tudo, não abandono. Isso custa saúde, custa família. Você não vê os filhos crescerem. Eu tenho três filhos e não os vi crescer. Não tenho tempo para os amigos. Isso vai pegando, é muito complicado.

Mas não tem parte boa?

A parte boa é que, depois de todos esses anos, já não aceito mais pressão de ninguém (risos). Pô, meu, eu morei sozinho na China, quando fui treinar o Shanghai Shenhua (em 1998); morei sozinho em Recife (quando treinou o Náutico, entre 2001 e 2002) e em Florianópolis (quando foi contratado, em 2002, pelo Figueirense). É uma vida, muitas vezes, solitária. Isso me machuca. Para muitos técnicos é normal; para mim, não.

Quer sair do cenário antes que te custe demais?

Quero evitar para mim o que aconteceu com o Telê. Ele ficou doente por causa do futebol. Tenho certeza disso, afetou muito os nervos dele. Todo dia estava no campo, era um obsessivo, como eu também sou. E não quero isso pra mim, quero sair a tempo de poder ficar com a minha família. Mas não se trata de me aposentar agora…

Pensa na seleção? Arrepende-se de não ter aceitado o convite do Ricardo Teixeira em 2010?

Penso, claro. Quero ter a minha chance. E não acho, como muita gente disse na época, que eu fechei as portas na CBF por não ter aceitado o convite. O que aconteceu é que eu tinha empenhado minha palavra ao Fluminense… e minha palavra vale mais do que qualquer outra coisa. Eu quero é dormir tranquilo de que fiz a coisa certa. E a coisa certa, naquele momento, era ficar no Fluminense. Se me arrependo? Bom, fui campeão brasileiro lá naquele ano. Graças a isso, vim para o Santos. E aqui conquistei a Libertadores no ano passado, tive a chance de disputar o mundial. Se estivesse na seleção, nada disso teria sido possível. As coisas acontecem por alguma razão.

Acha, então, que as portas da CBF estão abertas?

As portas jamais se fecham para quem é correto. Acredito muito nisso. Eu fui absolutamente correto naquela ocasião. Agora, não dependo de ir para a seleção para ser feliz. Sou um cara realizado, não preciso de trampolim para me valorizar.

Teve vontade, alguma vez, de treinar times europeus?

Não. E poderia ter ido, bastaria ter falado com os empresários certos. Na minha vida tudo aconteceu de forma muito natural e nunca me organizei nesse sentido, nunca foi um desejo.

Quando você ganhou seu primeiro título paulista (pelo São Caetano, em 2004), fez questão de ressaltar o legado do Tite, que havia montado a equipe. Vocês são muito amigos?

Não somos tão amigos, porque o futebol acaba afastando as pessoas mais do que elas gostariam. Mas eu respeito muito o Tite, por tudo que ele faz em campo e pela postura fora de campo. Naquele episódio, ele me ajudou, porque eu herdei um time pronto e fui campeão. Acho que a coisa mais importante na vida é ser grato. Aqui no Santos, quando fomos campeões paulistas, eu também me lembrei do Marcelo (Martelotte), que era o treinador antes de mim. Tem gente que não vê problema em ficar com o louro dos outros, mas eu não preciso disso, nunca precisei, meu trabalho é muito reconhecido. Não é com essas coisas que você vai fazer diferença – aliás, muito pelo contrário. Não faço mais do que a minha obrigação em agradecer a quem merece.

Em 1979, você quase veio jogar no Santos. O que aconteceu de errado?

Ah, jogador era meio escravo naquela época. Não havia lei para nos defender. Os clubes eram donos da gente. E o São Paulo não aceitou a proposta que o Santos fez.

No seu tempo de jogador, você usava um cabelão rebelde. Como é que vê, hoje, essa garotada (vide Neymar) com tanta preocupação com o visual?

Os caras parecem estrela de rock! Eu usava mesmo um cabelo grande, e o pessoal enchia o meu saco. É por isso que eu, como técnico, não tô nem aí. Eles usam brinco, pulseira, um monte de coisas. Os cabeleireiros vêm na concentração. Eu fico abismado. Antes do jogo, eles ficam no espelho, é um tal de tirar brinco, colar, pentear o cabelo. E as roupas? Jeans rasgado, mas caro, viu? É muito diferente da minha época. Esses moleques parecem atores.

Como era o Muricy jogador fora de campo?

Eu usava aqueles macacões americanos, sabe? Tamanco… Gostava de rock, ouvia Rita Lee, ia nos botecos do centro de São Paulo, que eram os únicos lugares que a gente podia frequentar sem chamar a atenção. Porque jogador de futebol era um cara meio… tinha fama de malandro, vadio.

Você gosta dessa tecnologia que cerca os jogadores hoje? Celular, Twitter, iPod…

Aceito tudo. Faz parte do mundo em que eles vivem. Acho muito importante respeitar a individualidade deles. Acho que isso explica por que eu passo muito tempo nos clubes: consigo separar meu lado mais duro dentro de campo e minhas atitudes fora dele.

Como é para um ex-craque como você ver um jogador errar um lance simples em campo?

Nossa senhora, acho que sofro mais que todo mundo. Porque eu jogava alguma coisa, né? E ver como alguns jogadores tratam a bola hoje em dia, meu Deus do céu (risos). Eu não gosto de usar expressões como “quando eu jogava…” com eles, porque não tem cabimento. Mas é duro pra caramba. A bola é redonda, pô, muito melhor hoje do que na minha época, os campos também são melhores, as chuteiras. Para mim, que joguei um pouquinho, é muito sofrido.

Por falar em sofrimento, você ainda pensa na contusão e no corte às vésperas da Copa de 1978?

Ah, foi o momento mais triste da minha carreira. Eu estava muito bem, muito bem mesmo. Seria convocado com certeza. Não para ser titular, ia para ser reserva do Zico. Aí aconteceu aquela contusão no joelho, que, na época, era muito séria. Acabei não indo para o Mundial e isso me marcou pra sempre.

Você não costuma separar as carreiras como jogador e treinador?

Não, carreira é carreira.

Como foi na China?

Muito duro também. Eles estavam começando a se abrir para o capitalismo e o pessoal do Shanghai Shenhua queria mudar tudo. Chegou à conclusão de que o melhor modelo para ser seguido era o brasileiro. Mandaram os emissários para cá, eles foram ao São Paulo e me convidaram. Mas o desgaste foi muito grande, porque era preciso transformar a mentalidade deles. E, ao mesmo tempo, mostrar resultados, porque o chinês não acredita em você, ele quer algo palpável. Enfim, ganhamos até o campeonato, mas logo depois eu vim embora. Nem peguei o prêmio pelo título (risos), depois eles me mandaram.

O que doeu mais? A derrota para o Barcelona na final do mundial, ano passado, ou a desclassificação diante do Corinthians na Libertadores da América deste ano?

Foram duas coisas difíceis. Mas a derrota para o Barcelona era mais aceitável, porque a diferença era muito grande. Eu não podia dizer isso antes do jogo, porque iam me chamar de louco, mas a gente sabia da dificuldade. Só teríamos chance se desse tudo certo pra nós e tudo errado pra eles. Aconteceu exatamente o contrário. O Barcelona era uma seleção do mundo… Agora, contra o Corinthians doeu mais, porque havia, sim, a chance de vencer.

Você é do tipo que aprende com a derrota?

Não. Acho isso uma hipocrisia. É coisa de gente que quer aparentar humildade. Mas, no Brasil, funciona. Você fala que é humilde e as pessoas adoram. Só que humildade, mesmo, é respeitar os menos favorecidos. No Brasil é assim: você engana as pessoas com essa conversinha de aprender com a derrota. O cara fala isso e depois chora. Isso é pura demagogia. Você tem de aprender é com a vitória, é ganhando sempre. Tem de odiar a derrota. Senão, será sempre um profissional mais-ou-menos. Eu não aceito isso nem no futebol nem na vida. E tenho esse monte de títulos. Eu choro quando ganho, mas você nunca me viu chorar por perder.

O que costuma fazer quando não está no CT nem dando entrevistas?

Fico com a minha família. A gente tem uma casinha em Ibiúna, num condomínio, que é o lugar de que mais gostamos. E outra no Guarujá, minha segunda cidade, que também adoro. Não sou de sair, não gosto de badalação.

E os teus filhos?

Não vejo tanto quanto gostaria, não. A Fabiola está com 30 anos; o Muricy Jr., com 22; e o Fabinho tem 17.

O Muricy Jr. chegou a jogar bola também, né?

Jogou um pouco, mas viu que era uma vida muito sacrificada. Está se formando em Educação Física agora e eu vou trazê-lo, com certeza, para trabalhar comigo./DANIEL JAPIASSU

ICFUT – Léo ‘cutuca’ o Corinthians: ‘Sempre fomos mais time’

Fonte: lancenet

Lateral comemora vitória e diz que ‘Santos sempre foi melhor’ que o rival. Ele é desfalque contra La U, na Recopa, quarta-feira

Léo - Santos x Corinthians (Foto: Tom Dib) Léo bateu boca com corintiano Guilherme, no segundo tempo (Foto: Tom Dib)

Sempre polêmico nas declarações, o lateral-esquerdo Léo aproveitou a vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians, neste domingo, na Vila Belmiro, para "alfinetar" o rival. Após o clássico, o experiente jogador, de 37 anos, exaltou o Peixe, que, segundo ele, é superior ao Timão.

– Não foi um resultado achado, e sim construído. O Corinthians é uma grande equipe, mas vamos ser coerentes, pois no futebol o Santos sempre foi mais time, sempre foi – disse o camisa 3, fazendo alusão à eliminação santista para o Corinthians na semifinal da Libertadores.

André brilha e Santos vence clássico polêmico contra o Timão

Após atuar todo o clássico, Léo deve ser desfalque contra a Universidad de Chile, quarta-feira, na primeira partida da final da Recopa Sul-Americana. O capitão santista sentiu dores e não deve nem viajar junto com a delegação alvinegra, nesta segunda. Juan deverá substituí-lo.

– Rasguei a panturrilha. Só que não dava mais para sair, e fiquei em campo com dor. Agora não viajo (ao Chile). Vamos tratar isso – comentou.

Com a vitória sobre o Corinthians, o Peixe subiu para a 12ª posição, com 23 pontos ganhos. Na próxima rodada do Brasileirão, a equipe enfrenta o Palmeiras, sábado, no Pacaembu.

ICFUT – Tite perde a linha com arbitragem e com Neymar: ‘Mau exemplo para garotos’

Fonte: lancenet

Treinador não gostou de lance em que o santista teria pisado em Guilherme e também de supostas simulações do jogador

Tite - Santos x Corinthians (Foto: Tom Dib) Tite ficou irritado com os erros de arbitragem no clássico (Foto: Tom Dib)

Tite ficou transtornado após a derrota para o Santos. Após deixar o campo enfurecido,  ficou cerca de uma hora esfriando a cabeça e, depois, apareceu para a entrevista coletiva. Aparentemente calmo, primeiro apenas criticou as decisões dos homens do apito:
–  A arbitragem errou e de uma forma crassa. Lamento por eles, vão assistir vocês (televisão) e falar: “O que eu fiz?” Eu teria esse sentimento. Foram erros que tiraram um pouco do clássico – disse.
Mas, com o passar os minutos, a insatisfação do treinador foi ficando mais transparente. Até, aos berros e dando socos na mesa, ele mandar um recado para os torcedores:

André brilha e Santos vence clássico polêmico contra o Timão

– Vou dizer para o torcedor corintiano que todo o sentimento que ele tem eu tenho também – gritou, até assustando quem estava a sua volta.
O sentimento, porém, não era exclusivamente de Tite. Segundo o treinador, o clima no vestiário após o clássico foi de extrema revolta:
– Eles estão indignados, putos da cara. Mas disse: “Deixa que isso é com o técnico e com a direção. Vão fazer o que fizeram. Vão melhorar a bola aéra, a precisão.” Eles Fizeram um baita jogo e o Santos também fez – comentou ele.
Mas o treinador não estava nervoso apenas com os erros de arbitragem. O comportamento de Neymar, na visão do corintiano, não foi adequado. Primeiro, em lance com o estreante Guilherme Andrade.
— O Guilherme foi pisado por ele. Quantos jogos nós jogamos contra ele e que nível de lealdade teve o Corinthians? – indagou.
Depois, com as supostas simulações de faltas que o camisa 11 do Peixe teria feito durante o jogo.
– Quando jogamos aqui (no primeiro jogo da semifinal da Libertadores), o Emerson foi expulso por um carrinho imprudente. O Neymar caiu e depois já estava bom. Perder ou ganhar é do jogo, mas simular situaçãos e levar vantagem é mau exemplo para o garoto que está vendo, para o meu filho. Tem de dar um chega – disse, abandonando a entrevista.

ICFUT – Ronald, filho mais velho de Ronaldo, segue os passos do Fenômeno no futsal e conquista campeonato

Fonte: globo

Ronald comemora com os companheiros o título no futsal

Ronald comemora com os companheiros o título no futsal Foto: Reprodução / Twitter

Com 1,70m e cabelos alisados, Ronald Domingues de Lima segue os mesmos passos do pai Ronaldo Fenômeno. Trilhando pelo mundo da bola, o garoto de 12 anos foi campeão com o seu time da escola no II Campeonato Paulista Escolar de Futebol de salão 2012, na categoria sub-13.

O mais alto entre todos os companheiros, Ronald posou para fotos com os amigos ao lado do troféu de campeão. O menino postou a foto na internet e teve até um pedido do pai, que não pôde acompanhar a partida que aconteceu no domingo, dia 19.

“Parabéns time campeão! Põe no Youtube os gols! Quero ver”, escreveu o Fenômeno.

Um dos amigos de Ronald comentou até sobre um gol de cabeça marcado pelo adolescente, mas que acabou sendo anulado pelo juiz.

“Parabéns Ronald. Estava lá no Brunetti, vi você jogar! Pena que aquele gol de cabeça não valeu! Mas está bom, jogou muito, parabéns!”, escreveu o jovem.

ICFUT–COPA PAULISTA: Resultados, classificação e artilharia

Fonte: futebolinterior

Atlético Sorocaba perde e Audax goleia fora de casa

O Audax venceu o São José, por 4 a 1, de virada e se manteve no G4

Campinas, SP, 19 (AFI) – Na manhã deste domingo quatro jogos fecharam a oitava rodada da Copa Paulista. O destaque foi a goleada do Audax, de virada, por 4 a 1, em cima do São José, fora de casa. Os outros três jogos terminaram por 1 a 0. O Galo de Sorocaba vacilou e perdeu para o Grêmio Osasco, também fora de casa. A Francana fez o seu dever e derrotou o Rio Claro em seus domínios. Já o Guaçuano, vacilou e foi derrotado pelo Ituano em Mogi Guaçu.

Precisando vencer para se manter entro os quatro melhores do Grupo 4, o Audax visitou o São José e goleou por 4 a 1, de virada, com destaque para Rafinha, autor de três gols. Agora o time da capital está com 13 pontos, 3 a menos que o Atlético Sorocaba, líder com 16, mas que foi derrotado neste domingo pelo Grêmio Osasco, por 1 a 0. O GEO está na quinta colocação, com 12 pontos ganhos.

Francana e Ituano
A Francana recebeu o Rio Claro e venceu por 1 a 0. Assim, entrou no G4 do Grupo 2, com sete pontos, dois a menos que o adversário deste domingo, que está na terceira colocação. A chave é liderada pelo Botafogo, com 11 pontos.

Pelo Grupo 3, o Guaçuano recebeu o Ituano, no Estádio do Camacho, e acabou sendo derrotado por 1 a 0, gol de Michel para o time de Itu. Assim, o Mandí aparece na sexta colocação, com apenas seis pontos ganhos. O adversário está na vice-liderança, com 13 pontos.

Confira os resultados da 8.ª rodada:

Quarta-feira
São Bento 2 x 2 Juventus

Quinta-feira
Barretos 2 x 1 Santacruzense
Marília 2 x 1 América

Sábado
Palmeiras B 2 x 0 São Bernardo
Paulista 0 x 1 XV de Piracicaba
Independente 0 x 1 Capivariano
Ferroviária 1 x 0 Noroeste
São Carlos 1 x 0 Velo Clube

Domingo
Grêmio Osasco 1 x 0 Atlético Sorocaba
Guaçuano 0 x 1 Ituano
Francana 1 x 0 Rio Claro
São José 1 x 4 Audax

Classificação

Grupo 1
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Ferroviária 15 7 4 3 0 11 6 5 71.4
2  América 11 7 3 2 2 6 5 1 52.4
3  Penapolense 10 6 3 1 2 8 7 1 55.6
4  Noroeste 10 7 2 4 1 5 4 1 47.6
5  Barretos 8 7 2 2 3 5 6 -1 38.1
6  Marília 8 7 2 2 3 5 6 -1 38.1
7  Santacruzense 2 7 0 2 5 7 13 -6 9.5
 
Grupo 2
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Botafogo 11 5 3 2 0 6 1 5 73.3
2  São Carlos 11 6 3 2 1 5 2 3 61.1
3  Rio Claro 9 6 2 3 1 2 1 1 50.0
4  Francana 7 6 2 1 3 3 4 -1 38.9
5  Comercial 5 5 1 2 2 3 4 -1 33.3
6  Velo Clube 3 6 1 0 5 2 9 -7 16.7
 
Grupo 3
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  XV de Piracicaba 14 7 4 2 1 6 3 3 66.7
2  Ituano 13 7 4 1 2 7 5 2 61.9
3  Capivariano 11 7 3 2 2 11 10 1 52.4
4  Paulista 11 7 3 2 2 6 5 1 52.4
5  Independente 7 7 2 1 4 6 8 -2 33.3
6  Guaçuano 5 7 1 2 4 6 9 -3 23.8
7  Rio Branco 2 6 1 2 3 4 6 -2 11.1
O Rio Branco foi punido com a perda de três pontos por escalar jogador irregular na segunda rodada
 
Grupo 4
Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Atlético Sorocaba 16 8 5 1 2 16 8 8 66.7
2  Palmeiras B 16 8 5 1 2 13 8 5 66.7
3  Juventus 16 8 5 1 2 14 11 3 66.7
4  Audax 13 8 4 1 3 11 11 0 54.2
5  Grêmio Osasco 12 8 4 0 4 16 15 1 50.0
6  São Bento 7 8 2 1 5 11 14 -3 29.2
7  São Bernardo 7 8 2 1 5 8 12 -4 29.2
8  São José 5 8 1 2 5 6 16 -10 20.8
LegendaPG – Pontos Ganhos | JG – Jogos Disputados | VI – Vitórias | EM – Empates
DE – Derrotas | GP – Gols Pró | GC – Gols Contra | SG – Saldo de Gols
%A – Porcentual de Aproveitamento de Pontos


 
 
Classificados à 2.ª fase
 
 
Classficados à Libertadores

 

Artilharia

Atualizado em 16/08/2012 às 21h35

4 GOLS
Audax
– Rafael Martins
Atlético Sorocaba – Marcus Vinicius
Ferroviária – Daniel

3 GOLS
Atlético Sorocaba – Carlão, César, Helton luiz
Ferroviária – Robson
Grêmio Osasco – Dede e Michel
Juventus – Rafael Magalhães
Noroeste – Fernando Russi
Palmeiras B – Luís Gustavo
Penapolense – Guaru
São Bernardo – Ney Mineiro
São Carlos – Washington