Por Cleber Aguiar – Crise do São Paulo FC !

Fonte: O Estado de São Paulo

Pilares são-paulinos não se sustentam

Meta para 2012 era montar um grande time, iniciar um megaprojeto para o Morumbi e obter um patrocinador de peso. Até agora, obras tímidas no estádio

PAULO GALDIERI – O Estado de S.Paulo

Ao final do ano passado, depois de amargar a terceira temporada seguida sem títulos e de ter ficado sem a vaga na Taça Libertadores deste ano a diretoria do São Paulo se reuniu para balanço.

Rogério Ceni assiste ao gol contra que marcou - Aldo Carneiro
Aldo Carneiro
Rogério Ceni assiste ao gol contra que marcou

No encontro do Conselho Deliberativo, uma turma de conselheiros apresentou um manifesto em que apareciam três pilares fundamentais para que a temporada de 2012 não repetisse o fiasco de 2011:1) Montar um time competitivo e renovado, gastando dinheiro com contratações e não apenas aproveitando negócios de ocasião; 2)Iniciar o projeto de reforma do Estádio do Morumbi; 3) Obter uma receita recorde com patrocínio de camisa. A diretoria aceitou o desafio.

Mas eis que, oito meses depois de iniciar a busca pela construção da tríplice base idealizada para sustentar os próximos anos de conquistas e manutenção do time na vanguarda do futebol, quase nada saiu como o esperado pelos cartolas são-paulinos.

Dois dos três pilares (time competitivo e patrocínio milionário) não vingaram até agora.

A equipe, revitalizada pelo presidente Juvenal Juvêncio, com a contratação de jogadores que, ao todo, consumiu mais de R$ 40 milhões, não resultou em um time com regularidade capaz de transformá-lo em um “papa títulos”. Depois da troca de técnico, da contratação de novos atletas no meio da temporada e da promoção de promessas das categorias de base, o São Paulo patina no Brasileiro e já falhou na Copa do Brasil (seu maior objetivo).

A avaliação interna até agora é de que houve um erro de conceito na montagem da equipe. Conselheiros se queixam que a diretoria reforçou mal o sistema defensivo -setor que nos anos seguidos de conquistas (2005 a 2008) era o ponto forte do time.

O técnico Ney Franco já fala que a reação do time precisa ocorrer agora. E talvez até esteja atrasada. “Para conseguirmos uma vaga na Libertadores a nossa reação já está retardada.”

Com relação ao patrocínio, os departamentos envolvidos na busca por parceiros têm relatado dificuldade de fechar negócios com valores altos, conforme o estipulado. E um dos problemas é justamente o rendimento da equipe. Nem com a ajuda do empresário Roberto Justus o São Paulo conseguiu atrair um novo patrocinador principal para sua camisa, disposto a desembolsar algo entre R$ 35 milhões e R$ 45 milhões por ano.

O terceiro pilar da reviravolta tricolor (a megarreforma do estádio) foi o que mais se desenvolveu, mas teve um avanço bem mais tímido do que o esperado.

Lançado com pompa no fim do ano passado, o projeto de reforma do Morumbi previa a cobertura do estádio, a construção de uma arena multiuso para 25 mil lugares, um hotel e um novo memorial de troféus.

O grosso da obra, que engloba justamente a cobertura e será tocada pela empreiteira Andrade Gutierrez, no entanto, ainda não pôde sair do papel por problemas com autorizações de órgãos públicos. A previsão inicial era de que no máximo em maio a construção deveria começar.

“Ainda dependemos de algumas autorizações. Essa parte não depende da gente, então temos de esperar. Mas temos feito outras coisas, como a troca das cadeiras de madeira em todos os setores”, disse o vice-presidente Roberto Natel, que acompanha a reforma.

O projeto do hotel, idealizado para fazer parte da engenharia financeira que fecha a conta da obra, foi obrigado a ser engavetado momentaneamente porque não houve avanço nas promessas de políticos para a alteração na Lei de Zoneamento do bairro do Morumbi, necessária para o empreendimento.

O ano planejado pelo São Paulo ainda não saiu do papel. E a cada mês que passa, a tarefa de levantar os três pilares em 2012 tem se tornado mais difícil.

SÃO PAULO. Ney Franco estuda voltar a usar o esquema 4-4-2

Cartolas estão preocupados com futuro de Rogério Ceni

Após a falha grotesca do goleiro, o sentimento entre a cúpula do time é de dúvida: Ceni vai se recuperar em campo?

Por seis meses, a volta de Rogério Ceni aos gramados foi um dos momentos mais aguardados pelos são-paulinos em 2012. Não à toa, seu retorno, contra o Flamengo, levou mais de 40 mil torcedores ao Morumbi.

Pois agora, depois de três partidas – com três derrotas -, algumas falhas e um lance bizarro e impensável de ser protagonizado pelo capitão são-paulino há alguns anos, já se discute no Morumbi a situação do maior ídolo do time tricolor.

Ontem, um dia depois da derrota para o Náutico com a grande falha de Rogério na saída de gol, o sentimento entre cartolas no Morumbi era uma mistura de tristeza e dúvida. Tristeza por ver o ídolo em má fase, num time em má fase.

“Quando a fase é ruim até o Rogério está indo mal”, disse um conselheiro ao Estado, que pediu para não ser identificado.

Mas o problema, de fato, vem com o outro sentimento entre os são-paulinos: a dúvida. No caso, a de saber se Rogério terá condições de, aos 39 anos, se recuperar em campo e poderá ajudar o time, ou ao menos evitar que as falhas aconteçam.

Publicamente, a diretoria do São Paulo deixa Rogério à vontade para decidir o momento de parar. “Com relação a isso estamos bastante tranquilos. Essa é uma decisão do Rogério”, chegou a dizer o vice de futebol, João Paulo Jesus Lopes, ainda no período em que o capitão se recuperava da cirurgia no ombro direito e se preparava para estrear na temporada.

O contrato do goleiro vai até o final deste ano e a diretoria deixa aberta a possibilidade de uma renovação para pelo menos mais uma temporada.

Rogério já declarou que sua aposentadoria está condicionada à manutenção de boas performances em campo e também ao São Paulo montar equipes em condições de disputar títulos – o sonho do capitão do time é encerrar a carreira após disputar mais uma vez a Taça Libertadores, no ano que vem.

Liderança. Com ou sem falhas em campo, a diretoria do São Paulo acredita que não pode abrir mão de Rogério no elenco. A falta de um líder, tanto durante as partidas como fora do campo, foi um dos problemas identificados como mais graves e fundamentais para a eliminação do clube na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista, no primeiro semestre da temporada.

A volta do veterano foi muito comemorada por seus companheiros, sobretudo pelos mais pressionados, como Luis Fabiano, que sempre se queixou da ausência de outros com quem dividir responsabilidades. / P.G.

Reforços no ataque animam Ney Franco

No meio da enxurrada de problemas e do agravamento da crise são-paulina, Ney Franco pelo menos ganhou duas boas notícias já para o jogo de sábado e espera receber uma terceira antes da partida pela Sul-Americana, contra o Bahia, no meio da semana que vem.

Contra a Ponte Preta, no Morumbi, o São Paulo poderá ter um ataque novo e reforçado. Lucas e Oswaldo estarão à disposição de Ney Franco e devem fazer a dupla titular, com a missão de achar os gols que faltaram nas últimas três rodadas do Brasileirão, em que o time acumula três derrotas seguidas.

O retorno mais comemorado é o de Lucas. O garoto, já vendido ao Paris Saint-Germain, volta para seus últimos cinco meses com a camisa tricolor – ele desfalcou o time por dez partidas. Será a primeira vez, desde que chegou ao clube, que Ney Franco poderá escalar o meia.

A situação de Oswaldo ainda está indefinida. Ele está fora de combate desde a derrota para o Vasco, no dia 18 de julho e não sabe se volta ao time como titular, mas sua convocação para a partida de amanhã, em que uma vitória é urgente, foi confirmada pelo treinador.

O atacante sofreu a contusão muscular justamente no momento em que recebia a primeira chance de fazer uma sequência de jogos como titular. Com Leão, Osvaldo, que é uma das principais apostas da diretoria na temporada, nunca conseguiu espaço para atuar.

Quanto ao retorno de Luis Fabiano, o treinador deve esperar mais um pouco. O atacante só deve ter condições de voltar a jogar no compromisso seguinte do São Paulo, pela Copa Sul-Americana, contra o Bahia, no Morumbi.A ideia de Ney Franco é que o time consiga voltar ao prumo nessas duas partidas para que tenha condições de enfrentar o Corinthians, na última rodada do primeiro turno do Brasileiro, sem tanta pressão.

“Depois do jogo com o Bahia as coisas devem clarear para nos”, diz.

ICFUT – Prazo é prorrogado e Corinthians terá que esperar 30 anos para ser dono do Fielzão

Fonte: r7

R7 já havia antecipado que fundo imobiliário ficaria com as receitas do estádio

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Fielzão vai ser administrado por um fundo imobiliário, não pelo Corinthians

O Corinthians vai ter que esperar mais tempo do que o previsto para poder dizer que tem um estádio próprio. Oito meses depois de o R7 antecipar que o Fielzão não seria do clube até o pagamento do todo o financiamento ao fundo imobiliário Arena, o prazo para a quitação dos débitos aumentou para 30 anos.
Inicialmente, o fundo Arena, criado para ajudar na construção do estádio que vai receber a abertura da Copa do Mundo de 2014, ficaria com todas as receitas do Fielzão por 16 anos. Uma alteração registrada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no último dia 2 de agosto prorrogou o acordo por mais 14 anos.
Com inauguração prevista para o fim de 2013, o Fielzão só vai ser do Corinthians em 2043, desde que o clube consiga arcar com toda a dívida gerada pela construção do estádio. O valor estimado da obra é cerca de R$ 820 milhões.
Toda a receita dos jogos do Corinthians no Fielzão nesses 30 anos vai ser destinada automaticamente ao fundo imobiliário. Uma renda como a obtida na final da Libertadores deste ano, contra o Boca, de R$ 2,5 milhões, não chegaria aos cofres do Timão nesse período.
O conselheiro da oposição, Osmar Stábile, disse que não tinha conhecimento da prorrogação do prazo. Stábile disse que ficou "pasmo" ao ver a publicação no Diário Oficial.
— Acho isso um absurdo. A arena não vai ser do Corinthians, simplesmente. Teremos que esperar 30 anos para poder mandar no lugar. 2043? É um absurdo.
Stábile afirmou que vai procurar o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, para pedir esclarecimentos. Ele disse ainda que a oposição corintiana ainda vai se manifestar em conjunto sobre a informação.
— Vamos fazer uma nota da oposição como um todo para falar sobre esse absurdo. Nós queremos um estádio para nós, não para outro mandar.
O R7 tentou entrar em contato com membros da diretoria do Corinthians, mas não obteve retorno.

ICFUT – Brasileirão 2012 – Série A Classificação,tabela,gols,artilharia e Link ao vivo

LINK AO VIVO – BRASILEIRÃO 2012 – SÉRIE A

Vasco 2 x 2 Coritiba | 16/08/2012 | 17ª Rodada Brasileirão 2012
Figueirense 1 x 3 Santos | 16/08/2012 | 17ª Rodada Brasileirão 2012
Corinthians 1 x 0 Internacional | 16/08/2012 | 17ª Rodada Brasileirão 2012

9 GOLS
Fluminense –
Fred

8 GOLS
Flamengo – Vágner Love
Vasco – Alecsandro

7 GOLS
Ponte Preta – Roger
São Paulo – Luis Fabiano
Cruzeiro –
Wellington Paulista

 Clube PG JG VI EM DE GP GC SG %A
1  Atlético-MG 39 16 12 3 1 28 9 19 81.2
2  Fluminense-RJ 36 17 10 6 1 28 10 18 70.6
3  Vasco da Gama-RJ 35 17 10 5 2 24 14 10 68.6
4  Grêmio-RS 31 17 10 1 6 24 16 8 60.8
5  Internacional-RS 30 17 8 6 3 21 13 8 58.8
6  Botafogo-RJ 27 17 8 3 6 28 21 7 52.9
7  Cruzeiro-MG 27 17 8 3 6 22 21 1 52.9
8  São Paulo-SP 25 17 8 1 8 24 23 1 49.0
9  Corinthians-SP 24 17 6 6 5 17 15 2 47.1
10  Flamengo-RJ 22 16 6 4 6 20 22 -2 45.8
11  Portuguesa-SP 21 17 5 6 6 15 18 -3 41.2
12  Náutico-PE 20 17 6 2 9 23 29 -6 39.2
13  Ponte Preta-SP 20 17 5 5 7 19 22 -3 39.2
14  Santos-SP 20 17 4 8 5 18 20 -2 39.2
15  Palmeiras-SP 16 17 4 4 9 16 19 -3 31.4
16  Coritiba-PR 16 17 4 4 9 26 34 -8 31.4
17  Bahia-BA 16 17 3 7 7 14 22 -8 31.4
18  Sport-PE 14 17 3 5 9 13 25 -12 27.5
19  Atlético-GO 12 17 2 6 9 17 31 -14 23.5
20  Figueirense-SC 11 17 2 5 10 15 28 -13 21.6
17ª RODADA
15/08 – 19h30 Grêmio-RS 1 x 2 Portuguesa-SP
15/08 – 19h30 Cruzeiro-MG 1 x 1 Fluminense-RJ
15/08 – 20h30 Atlético-GO 1 x 1 Atlético-MG
15/08 – 20h30 Ponte Preta-SP 0 x 2 Bahia-BA
15/08 – 21h50 Botafogo-RJ 2 x 0 Sport-PE
15/08 – 21h50 Palmeiras-SP 1 x 0 Flamengo-RJ
15/08 – 21h50 Náutico-PE 3 x 0 São Paulo-SP
16/08 – 21h00 Vasco da Gama-RJ 2 x 2 Coritiba-PR
16/08 – 21h00 Corinthians-SP 1 x 0 Internacional-RS
16/08 – 21h00 Figueirense-SC 1 x 3 Santos-SP
18ª RODADA
18/08 – 18h30 Fluminense-RJ x Sport-PE
18/08 – 18h30 Náutico-PE x Bahia-BA
18/08 – 21h00 São Paulo-SP x Ponte Preta-SP
19/08 – 16h00 Atlético-MG x Botafogo-RJ
19/08 – 16h00 Coritiba-PR x Cruzeiro-MG
19/08 – 16h00 Grêmio-RS x Figueirense-SC
19/08 – 16h00 Santos-SP x Corinthians-SP
19/08 – 18h30 Portuguesa-SP x Internacional-RS
19/08 – 18h30 Flamengo-RJ x Vasco da Gama-RJ
19/08 – 18h30 Atlético-GO x Palmeiras-SP

Por Cleber Aguiar – Vasco empata com Coritiba e perde chance de reassumir 2º lugar

Fonte:Portal Terra

Felipe marcou o gol de empate, mas Vasco volta a tropeçar pelo Brasileiro. Foto: Mauro Pimentel/Terra

Felipe marcou o gol de empate, mas Vasco volta a tropeçar pelo Brasileiro
Foto: Mauro Pimentel/Terra

Os tropeços de Atlético-MG e Fluminense no início da rodada – empates contra Atlético-GO e Cruzeiro, respectivamente – poderiam ter ajudado o Vasco a diminuir desvantagem para a primeira colocação. Porém, os dois marcaram gols no final do jogo e a equipe carioca apenas empatou com o Coritiba por 2 a 2, nesta quinta-feira, em São Januário, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Coritiba soube explorar o contra-ataque para abrir o marcador no primeiro tempo. Aos 21min, Éverton Ribeiro dominou chutão no círculo central, avançou até a área adversário e tocou para Júnior Urso finalizar na saída de Fernando Prass para o fundo das redes. A vantagem do time paranaense durou até os 2min da etapa final. Carlos Alberto fez boa jogada individual e rolou para Felipe empatar o duelo desta quinta-feira no Rio de Janeiro.

O Vasco conseguiu a virada aos 42min da etapa final. Juninho Pernambucano cobrou falta na área e o volante Wendel aproveitou a sobra para bater sem chances para Vanderlei. Porém, dois minutos depois, Lucas Mendes cobrou falta na área, o argentino Escudero escorou de cabeça e Éverton Ribeiro, livre, finalizou cruzado para evitar o revés fora de casa.

Com o empate na noite desta quinta-feira em casa, o Vasco chega ao segundo jogo sem vitória e se mantém em terceiro lugar com 35 pontos, um atrás do Fluminense e quatro atrás do líder Atlético-MG. E para buscar a recuperação no Campeonato Brasileiro, o time terá pela frente no próximo domingo o arquirrival Flamengo, às 18h30 (de Brasília), no Engenhão, pela penúltimo rodada do primeiro turno.

A equipe alviverde interrompeu a sequência de quatro derrotas consecutivas, mas continua sem vencer na Série A. Com o resultado, o time deixa a zona de rebaixamento e soma 16 pontos na 16ª colocação. Para voltar a vencer na competição, o Coritiba terá pela frente na próxima rodada o Cruzeiro, às 16h (de Brasília), de domingo, no Couto Pereira.

O jogo

Após perder na rodada anterior, o Vasco entrou pressionado para conquistar uma vitória na noite desta quinta-feira contra o Coritiba. Porém, a equipe não conseguiu encontrar espaços na boa marcação feita pelo adversário e ainda viu os paranaenses abrirem o marcador em São Januário. Em contra-ataque, Éverton Ribeiro carregou a bola até a entrada da área e tocou para a passagem de Júnior Urso pela direita. O volante tocou na saída de Fernando Prass e colocou os visitantes em vantagem.

A equipe alviverde ainda viu a arbitragem anular um gol corretamente do zagueiro argentino Escudero dois minutos após abrir o marcador no Rio de Janeiro. Sem infiltração, os donos da casa se viram a buscar o centroavante Alecsandro através das bolas aéreas. E conseguiu fazer o goleiro Vanderlei trabalhar em lance de bola parada. Aos 32min, Juninho Pernambucano cobrou falta de longe e o arqueiro do time paranaense precisou defender em dois tempos para agarrar a bola.

E o segundo gol só não aconteceu aos 37min por erro de Anderson Aquino. Em novo contra-ataque, Rafinha deixou o companheiro na cara do gol, mas o atacante tropeçou no momento de finalizar. Dois minutos depois, Robinho cobrou falta na área. Ninguém conseguiu desviar a bola e ela foi na direção do gol. Fernando Prass defendeu no susto e impediu que os visitantes ampliassem o marcador em São Januário.

O técnico Cristovão Borges resolveu alterar o Vasco para o segundo tempo e colocou Carlos Alberto no lugar de Wiliam Barbio. E a alteração durou dois minutos para surtir efeito e o time conseguir o empate para alívio da torcida que compareceu em bom número ao estádio. Carlos Alberto fez boa jogada individual pela esquerda, carregou a marcação e tocou para Felipe quando fingiu que finalizaria para o gol. O camisa 6 dominou e finalizou quase caindo para anotar o primeiro da equipe nesta quinta-feira.

O técnico Marcelo Oliveira também resolveu alterar a equipe e colocou em campo Alex Santos e Gil nos lugares de Anderson Aquino e Robinho. Mas o Vasco continuou melhor. Aos 19min, Juninho Pernambucano cobrou escanteio e Alecsandro se antecipou a marcação na primeira trave para cabecear no canto. A bola foi no cantinho e o goleiro Vanderlei teve que se contorcer para defender.

O Vasco conseguiu a virada aos 42min da etapa final. Juninho Pernambucano cobrou falta na área e o volante Wendel aproveitou a sobra para bater sem chances para Vanderlei. Porém, dois minutos depois, Lucas Mendes cobrou falta na área, o argentino Escudero escorou de cabeça e Éverton Ribeiro, livre, finalizou cruzado para evitar o revés fora de casa.

Ficha técnica

VASCO 2 X 2 CORITIBA

Gols
VASCO: Carlos Alberto, aos 2min, Wendel, aos 42min do segundo tempo
CORITIBA: Júnior Urso, aos 21min do primeiro tempo, e Éverton Ribeiro aos 44min do segundo tempo

VASCO: Fernando Prass; Auremir (Jonas), Douglas, Fabrício e William Matheus; Nilton, Wendel, Felipe (Fellipe Bastos) e Juninho Pernambucano; Wiliam Barbio (Carlos Alberto) e Alecsandro
Treinador: Cristovão Borges

CORITIBA: Vanderlei; Ayrton, Pereira, Escudero e Lucas Mendes; Júnior Urso e Willian; Rafinha (Lincoln), Everton Ribeiro e Robinho (Gil); Anderson Aquino (Alex Santos)
Treinador: Marcelo Oliveira

Cartões amarelos
VASCO: Juninho Pernambucano e Fabrício
CORITIBA: Pereira e Júnior Urso

Árbitro
Jailson Macedo Freitas (BA)

Local
Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)

Por Cleber Aguiar – Com gol de Paulo André, Corinthians vence Internacional e embala

Fonte: Gazetaesportiva.net
Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

 

O Corinthians superou os desfalques e obteve mais uma vitória neste Campeonato Brasileiro. Na noite desta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, o Timão aproveitou o gol do zagueiro Paulo André para vencer o Internacional por 1 a 0.

Com o resultado positivo, o clube paulista embalou na competição e ainda assumiu o nono lugar do Nacional, com 24 pontos. O Colorado, por sua vez, desperdiçou a oportunidade de alcançar a zona de classificação para a próxima Copa Libertadores, pois permanece com 30 pontos.

O técnico Tite colocará novamente sua equipe em campo no domingo, às 16 horas (de Brasília), no clássico contra o Santos, na Vila Belmiro. Já o clube gaúcho tem compromisso no mesmo dia, às 18h30, novamente na capital paulista, desta vez contra a Portuguesa, no Canindé.

O jogo: O técnico Tite avisou com antecedência que o Corinthians teria problemas de entrosamento no sistema ofensivo e, durante todo o primeiro tempo, Adílson e Martínez realmente pouco produziram. O argentino, principalmente, ficou apagado durante os 45 minutos iniciais.

Enquanto isso, o Inter apostou toda sua esperança nos cruzamentos para o estreante Rafael Moura, assustando os donos da casa logo aos 40 segundos de partida, quando Nei alçou da direita e o atacante apareceu livre atrás da zaga para mandar de cabeça para as redes, mas o árbitro assinalou impedimento do jogador.

Logo depois, aos três minutos, o Alvinegro respondeu. Adílson dominou pela esquerda e bateu rasteiro, fraco, mas Muriel deu rebote para o meio da área. Danilo tentou chegar para finalizar e foi abafado pelo goleiro, que se redimiu do erro.

Com uma forte marcação no meio-campo por parte das duas equipes, o Colorado voltou a levar perigo, desta vez em bola parada. Jajá bateu escanteio com efeito e quase marcou um gol olímpico, mas o goleiro salvou ao tirar de soco. Com o adversário melhor em campo, o Corinthians só voltou a atacar de forma efetiva no meio da etapa, no lance em que Adílson foi travado na hora do chute, ao receber na esquerda da área.

Na jogada seguinte, Ralf arriscou batida da intermediária e viu a defesa do goleiro. Apesar de mais organizado, o Inter também pouco fez para assustar Cássio, pois insistiu nas bolas alçadas. Aos 34, Rafael Moura chegou à linha de fundo pela esquerda e cruzou na pequena área. Cássio deixou a meta e interceptou, antes de Elton completar.

Apesar de as equipes não terem passado por alterações, o segundo tempo começou em um ritmo mais acelerado. Jajá fez lançamento em profundidade para Fred, que ganhou da zaga na corrida, mas Cássio deixou o gol para afastar com um chute forte. Do outro lado, Muriel deixou a bola escorregar ao defender cobrança de falta e Adílson chegou para aproveitar, mas o goleiro foi rápido para desfazer a falha.

Mesmo com as jogadas do começo, o jogo perdeu emoção na sequência, e o técnico Tite decidiu alterar a linha de frente, com Giovanni na vaga de Adílson. Mas, diante do bloqueio colorado, a alternativa foi arriscar de longe, em chute de Willian Arão, defendido por Muriel.

Do outro lado, Fernandão também decidiu mudar o Inter. Fred deixou o jogo para a entrada de Dátolo. Porém, o Internacional cochilou atrás justamente no tipo de jogada que mais utilizou na frente. Aos 23 minutos, Douglas cobrou falta para a área e viu Paulo André subir mais que a defesa para desviar para as redes.

Na tentativa de reagir, Fernandão fez duas mudanças na sequência. Lucas Lima e Mike entraram nas vagas de Jajá e Kleber, respectivamente. A torcida do Corinthians, por outro lado, passou a pedir a entrada do chinês Zizao, mas o técnico Tite ignorou os apelos.

 

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 0 INTERNACIONAL

Local:   Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 16 de agosto de 2012, quinta-feira
Horário:   21 horas (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence e Márcio Soares Maciel (ambos de GO)
Cartões amarelos: Paulo André, Alessandro, Chicão (Corinthians). Elton (Inter)
Público: 27.282 pagantes
Renda: R$ 769.271,06
GOLS: CORINTHIANS: Paulo André, aos 23 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos (Marquinhos); Ralf, Willian Arão, Douglas e Danilo; Juan Martínez (Denner) e Adílson (Giovanni)
Técnico: Tite

INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Fabrício; Élton, Josimar, Kleber (Mike), Fred (Dátolo) e Jajá (Lucas Lima); Rafael Moura
Técnico: Fernandão

 

 

 

Por Cleber Aguiar – Neymar e Ganso marcam, e Santos bate o Figueirense em Florianópolis

Fonte: Globo.com

No retorno dos craques, destaque também para o gol de Bruno Peres, na vitória do Peixe por 3 a 1 sobre o desesperado Figueira

DESTAQUES DO JOGO
  • lance capital

    31 do 2º tempo
    O jogo estava empatado quando o lateral Bruno Peres resolveu se infiltrar pela zaga do Figueira. Ele dribou dois e tocou na saída do goleiro.

  • destaque

    Neymar
    O craque do moicano brilhou o suficiente para contagiar um time que vinha se arrastando em campo, com um golaço e belos dribles.

  • arbitragem

    foi bem
    O mineiro Emerson Ferreira acertou nas expulsões de Juan (falta por trás, como último homem) e Túlio (deu uma tesoura em Neymar).

A CRÔNICA
por Marcelo Hazan

 

Neymar viajou 14 horas de Estocolmo, na Suécia, até Florianópolis, pois estava com saudade de jogar pelo Santos. A prova disso, para o azar do Figueirense, foi mostrada na noite desta quinta-feira, na vitória do Peixe por 3 a 1 sobre o time catarinense, no Estádio Orlando Scarpelli. Com golaço e assistência do craque de moicano para Paulo Henrique Ganso, o time da Vila venceu e desencantou fora de casa, já que não havia marcado nenhuma vez como visitante no Brasileirão. Bruno Peres, também com belo gol, fez o outro do Santos. Fernandes marcou o do Figueira.

Mesmo saindo na frente e ficando com um a mais durante certo tempo, o Figueirense não conseguiu aproveitar a vantagem e levou a virada num jogo marcado por duas expulsões logo no início – Juan, do Santos, e Túlio, do Figueirense, foram corretamente expulsos pelo árbitro mineiro Emerson Ferreira por faltas violentas em Caio e Neymar, respectivamente.

Com o resultado, o Santos fecha a rodada na 14ª posição com 20 pontos, quatro acima da zona do rebaixamento e 11 abaixo do G-4. Já o Figueirense permanece na lanterna com 11, cada vez mais ameaçado pela degola.

O próximo jogo do Santos será o clássico contra o Corinthians, domingo, às 16h, na Vila Belmiro. Será o reencontro das duas equipes após as semifinais da Libertadores. Já o Figueirense pega o Grêmio no Olímpico, também no domingo, às 16h.

Neymar, Figueirense e Santos (Foto: Rubens Flores / Agência Estado)Neymar parte para cima da marcação do Figueirense (Foto: Rubens Flores / Agência Estado)

10 contra 10

Nove jogadores que estavam machucados retornaram no Figueirense, entre eles o capitão Túlio. No Santos estavam de volta os astros Ganso e Neymar, além do goleiro Rafael, recuperado de lesão, e mais a estreia de André, recém-contratado. Ingredientes de sobra para um jogo emocionante e corrido. Todos confirmados quando a bola rolou.

Armado no 4-4-2 em losango no meio de campo, com Jackson na contenção, Claudinei na direita vigiando Neymar, Túlio pela esquerda como terceiro homem e Fernandes livre na criação, o Figueirense começou pressionando. E achou no lado direito, defendido por Juan, um caminho de ataque.

Enquanto isso, o 4-2-3-1 de Muricy Ramalho parecia ser eficiente no papel, mas nem sequer teve tempo de mostrar serviço. A formação só durou 12 minutos. O tão esperado quarteto Patito Rodriguez, Ganso, Neymar e André foi desfeito por conta da expulsão (justa) de Juan, que, sendo o último homem, fez falta por trás em Caio. Até aquele momento, o Peixe havia assustado só em bola parada com Neymar, defendida por Wilson. E se retraiu ainda mais quando Caio, com muita velocidade, deixou para trás Adriano e foi parado pelo lateral-esquerdo com carrinho por trás. Não fosse a falta de Juan, o atacante sairia livre contra Rafael.

A expulsão foi a senha para o Figueira ir para cima e tomar conta do jogo. Em dividida de cabeça entre David Braz e Aloisio, a bola espirrou e quase encobriu Rafael, aos dez. O atacante do time catarinense ainda receberia mais bons passes dos companheiros na etapa inicial, mas em todos pecou nas conclusões.

Ainda assim, o time mandante teve duas ótimas chances de marcar com o próprio Aloisio que, de cabeça, acertou o travessão de Rafael, aos 24 minutos, e Caio, o melhor do Figueira, em bomba de fora da área defendida por Rafael, no lance seguinte.

O Santos vivia de lampejos de seus craques. Num deles, em bela linha de passes entre Neymar, Ganso e André, o craque de moicano, maior alvo da torcida do Figueira, perdeu gol inacreditável. Ele recebu totalmente livre cruzamento da esquerda de Gerson Magrão. Teve tempo de dominar, mas tirou demais de Wilson, chutando à esquerda do gol, aos 28 minutos. Muricy ficou uma fera – o técncio gritou no banco que Neymar deveria ter tentado driblar o goleiro antes de finalizar de chapa. Para sua sorte, dois minutos depois, o volante Túlio “compensou” seu gol perdido, dando uma tesoura duríssima no próprio atacante. Acabou expulso.

Neymar, Figueirense e Santos (Foto: Cristiano Andujar / Agência Estado)Neymar comemora seu gol, o primeiro do Santos em Floripa (Foto: Cristiano Andujar / Agência Estado)

Gols relâmpagos e virada santista

Dez jogadores para cada lado e mais espaço no campo. O panorama já sugeria ainda mais correria no segundo tempo, com gols. Em cinco minutos, um para cada lado, de dois ícones dos dois clubes.

Aos dois, inversão de papéis entre o centroavante Aloisio e o meia Fernandes, ídolo do Figueira. Pela esquerda, o camisa 9 teve calma, driblou e cruzou bola perfeita para o principal armador do time catarinense cabecear e vencer Rafael, que espalmou em vão. Foi o seu gol de número 108 com a camisa do Figueirense, pelo qual já tem mais de dez anos somando as três passagens. Ele é o maior artilheiro da história do clube.

O gol poderia abalar o Santos, mas quem tem Neymar em campo sempre pode esperar algo diferente e espetacular. E se alguém pensava que o jogador poderia estar cansado pela viagem, a resposta veio aos cinco minutos, com um golaço. Da esquerda para o meio, ele tirou Fred e Claudinei. De fora da área, finalizou de chapa no ângulo esquerdo de Wilson, sem chances. Chegou ao gol de número 112 com a camisa do Peixe.

A resposta poderia ter vindo com Aloisio, que perdeu duas boas chances de colocar o Figueira à frente aos sete e dez minutos. Na primeira, errou o alvo, e na segunda novamente parou em Rafael.

Neymar tentou decidir servindo Miralles, argentino que substituiu André e parou em Wilson, aos 24 minutos. Mas foi Bruno Peres o responsável pela virada, em jogada à lá Neymar. Curiosamente, antes ele havia protagonizado jogada bizarra, ao pisar na bola e provocar risos dos torcedores. Acabou se redimindo com sobras, ao puxar da direita para o meio, driblando boa parte da zaga do Figueira, e marcando aos 31 minutos.

Na sequência, o Peixe matou o jogo. Miralles, que entrou muito bem, enfiou para Neymar. Livre, o craque viu bem Ganso ainda mais solto ao seu lado e rolou para o meia empurrar para a rede, aos 39. O gol fez boa parte dos torcedores deixar o estádio, com exceção, claro, dos santistas, que comemoraram a vitória ao som de “olé”.