ICFUT – Rodolfo, do Atlético-PR, pega dois anos de gancho por uso de cocaína

Fonte: futebolinterior

Ele foi punido por unanimidade pelo STJD nesta segunda-feira

Curitiba, PR, 13 (AFI) – Por unanimidade, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Rio de Janeiro suspendeu o goleiro Rodolfo (foto), do Atlético-PR, na noite desta segunda-feira, em dois anos, de competições oficiais por uso de cocaína. O resultado já era esperado pelo próprio departamento jurídico do Furacão.

Ele foi punido com base no artigo 2º, item 2.1, do Código Mundial Anti-Doping (CMAD), pela “presença de uma substância proibida ou de seus metabólicos ou marcadores em uma amostra colida do atleta” e recebeu a pena máxima prevista, de suspensão por dois anos de competições esportivas

Duas vezes
Rodolfo foi pego no antidoping pela primeira vez, no último dia 9 de junho, após a derrota para o CRB, por 2 a 0, pela 5ª rodada, passou por contraprova, que detectou traços de cocaína na urina do jogador. Recentemente, ele assumiu o vício e foi internado em uma clínica de reabilitação, o que não foi suficiente para reduzir a pena.

O goleiro Rodolfo foi pego novamente no exame antidoping por uso de cocaína. Ele testou positivo para a substância na partida contra o Ceará, no último dia 23 de junho, mesmo sem ser titular, o jogador foi sorteado e foi submetido à verificação. Ele ainda terá direito à fazer uma contraprova e se for confirmado o uso de cocaína pela segunda vez, pode ser banido do futebol, pela reincidência.

Assumiu o vício
Durante o depoimento, o goleiro assumiu o uso da droga dois dias antes da partida, mas procurou deixar bem claro que o consumo da droga não teve efeito anabolizante nenhum, muito pelo contrário. Ele ressaltou que se não tivesse utilizado cocaína, poderia ter tido um rendimento maior.

"O Atlético-PR me avisou e fiquei muito triste comigo mesmo. Essa doença está me fazendo muito mal. Com o apoio do Atlético-PR eu hoje encontro-me internado em uma clínica e venho recebendo o apoio dos meus colegas de trabalho, da minha família e da minha esposa que está aqui hoje", afirmou o jogador em depoimento.

A defesa
A defesa do Atlético-PR, comandada pelo advogado Domingos Moro, chamou o chefe do departamento médico do clube, Luis Salim, e o psicólogo do goleiro como testemunhas, argumentando que o problema do jogador era de ordem médica.

"A lei diz que tem que punir, mas diz também que pode ter redutores. É isso que venho pedir, que ele tenha redutores. Esse tempo de punição pode ser aliado com o tempo que ele precisa para se recuperar", destacou o advogado.

O Tribunal preferiu punir Rodolfo, tomando como base o novo conceito do CMAD de responsabilidade estrita, ou seja, que o atleta é responsável por tudo que ingere ou que entra em seu cortpo

O goleiro pode recorrer à punição no Pleno do STJD e ser julgado em meados de setembro. Depois das duas instâncias julgadas, a decisão é informada a Corte Arbitral do Esporte (CAS), instância máxima da Justiça Esportiva, que decidirá se será necessário ou não mais um julgamento.

Este tipo de caso também não é novidade no Furacão. No final do ano passado, o atacante uruguaio Morro García também foi flagrado no antidoping, por um jogo de quando ainda atuava pelo Nacional, do Uruguai. Nos dois casos, as chances do clube ser punido é mínima.

Com apenas 21 anos, Rodolfo é visto como uma promessa no Atlético. Além do time rubro-negro, ele acumula passagens pelas categorias de base de Paraná e Internacional. Antes da chegada de Wéverton, o jogador vinha atuando como titular no início da Série B.

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