Por Cleber Aguiar – Sem estrelas, Santos e Botafogo ficam no empate na Vila Belmiro

Fonte:Globo.com

Desmontado pelas ausências de Neymar e Ganso, Peixe se mostra frágil diante de um bem montado Botafogo

DESTAQUES DO JOGO
  • estatísticas

    chutes a gol
    Mesmo fora de casa, o Botafogo pressionou muito mais. No total, arriscou 13 chutes a gol, contra sete de um Santos que sente falta de Neymar.

  • deu certo

    zaga do Bota
    O time armado por Oswaldo de Oliveira soube anular o ataque santista. E o lateral Márcio Azevedo ainda teve força para avançar pela esquerda.

  • deu errado

    ataque santista
    Pela segunda vez seguida Dimba e Miralles formaram o ataque do Peixe. Pela segunda vez seguida, fizeram muito pouco e passaram em branco.

A CRÔNICA
por Marcelo Hazan

 

Um Santos remendado, sem Neymar e Ganso, esbarrou no bem montado time do Botafogo e chegou à incrível marca de sete empates em dez jogos – o desta quarta-feira, na Vila, foi o quinto 0 a 0 do Peixe no Brasileirão. O Fogão teve mais a posse de bola (51% a 49%), arriscou mais finalizações (13 contra sete), teve chance clara no fim com Vitor Júnior e, com o empate, acabou perdendo seu lugar no G-4, mas voltou a dar mostras de que pode continuar a brigar no topo da tabela, ainda mais com o reforço de Seedorf.

Em seu camarote na Vila, o Rei Pelé sofreu com a falta de pontaria do ataque santista. Victor Andrade, jovem de 16 anos, bem que tentou pôr fogo no jogo no finalzinho, mas não teve tempo para mudar a história na Vila. Cidinho, “melhor do que Neymar”, como gritaram os botafoguenses, também teve pouco mais de dez minutos em campo, insuficiente para mexer no placar

O próximo jogo do Santos será no sábado, contra outro time carioca que vai bem no Brasileirão: o Vasco, às 18h30, em São Januário. Já o Botafogo recebe o Grêmio, domingo, no Engenhão, em confronto direto por uma vaga no G-4.

Marcio Azevedo Botafogo x santos (Foto: Lucas Baptista / Ag. Estado)Adriano e Bruno Peres na perseguição a Márcio Azevedo (Foto: Lucas Baptista / Ag. Estado)

Primeiro tempo morno

Os desfalques espantaram a torcida do Peixe da Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. Apesar disso, entre os corajosos que foram ao estádio prestigiar o Santos sem Neymar, Ganso e Rafael, e o Botafogo ainda sem o holandês Seedorf, estava Pelé, no seu tradicional camarote. De lá, o Rei certamente sofreu durante os 30 minutos iniciais do primeiro tempo.

Durante este período, Santos e Botafogo inverteram papéis. Até em função do barulho vindo das arquibandas dos fanáticos cariocas que foram à Vila, parecia que o time de General Severiano atuava em casa, pois o Peixe se limitava a tentar os contra-ataques.

Desorganizado, o Santos ainda sofreu com uma lesão do capitão Edu Dracena logo aos nove minutos. O zagueiro teve um problema no joelho esquerdo e deu lugar a Bruno Rodrigo. Com inúmeros desfalques, tudo parecia estar errado no Peixe. Em lances distintos, Arouca e Henrique se trombaram, Adriano “tabelou” com o lateral-esquerdo Márcio Azevedo e Bruno Peres, por mais de uma oportunidade, se atrapalhou sozinho com a bola.

Emoção mesmo com a bola rolando começou quando Bruno Peres, agora acertando a jogada, finalizou de fora da área para boa defesa de Jefferson. Em resposta relâmpago, Fellype Gabriel arrancou pelo meio e soltou uma bomba no travessão de Aranha – a velocidade registrada pela equipe de transmissão do Premiere PFC foi de 118km/h.

Ainda antes do apito final, Miralles, duas vezes, e Bruno Rodrigo obrigaram Jefferson a salvar o Fogão, enquanto Márcio Azevedo de fora da área fez Aranha trabalhar novamente na Vila.

Acelerados, mas sem eficiência

Santos e Botafogo pareciam ter recebido um choque de ânimo no intervalo e voltaram da mesma forma como terminaram o primeiro tempo: acelerados. O ritmo da partida aumentou e melhorou, mas a pontaria das duas equipes continuava ruim.

Tudo bem que o argentino Miralles até acertou o pé, após escanteio cobrado por Felipe Anderson e aproveitando sobra da zaga carioca, mas o lance foi considerado irregular e a arbitragem assinalou impedimento. A mesma irregularidade, porém, não foi apontada quando Arouca cruzou na área e a torcida santista reclamou de toque com a mão do zagueiro Antônio Carlos – a bola bateu no ombro do jogador botafoguense e o árbitro, corretamente, não marcou pênalti.

Apesar de rondar a área do Santos, o Botafogo só voltou a ameaçar de fato o gol de Aranha aos 19 minutos, em chute perigoso de Andrezinho de longa distância. Depois, o estreante Rafael Marques chegou a assustar de cabeça, em jogada de cobrança de lateral.

Percebendo a improdutividade de seu ataque, Muricy trocou os dois jogadores. Saíram Miralles e Dimba, entraram João Pedro e Victor Andrade. De bom, apenas a vontade e determinação do jovem Victor, de 16 anos, procurando o jogo a todo momento. Foi dos pés dele que saíram as melhores chances criadas pelo Santos – e desperdiçadas todas por Felipe Anderson.

“Ah, Cidinho é melhor que Neymar”, gritaram os botafoguenses já aos 36 minutos, quando o atleta substituiu Fellype Gabriel. Exagero, claro.

Mas a ausência de Neymar era nítida. No intervalo, aliás, o Rei Pelé chegou a dar entrevistas se solidarizando com a situação santista, questionando qual time teria resposição de nível para Neymar e Ganso. De fato, sem os dois craques, o Peixe segue patinando no Brasileirão – já soma sete empates em dez jogos. Já o Botafogo perdeu seu lugar no G-4, mas voltou a dar mostras que pode permanecer na luta pelas primeiras posições – ainda mais com o reforço de Seedorf – e que só não saiu com a vitória porque Vitor Junior falhou diante de Aranha, já no fim do jogo.

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