Por Cleber Aguiar – Nívea Stelmann detona Elano: “tá precisando de mídia”

Fonte: Portal Terra

No Twitter, atriz não poupou críticas ao ex-namorado, com quem se envolveu em uma polêmica após o término. Foto: Jeferson Ribeiro/ AgNews

No Twitter, atriz não poupou críticas ao ex-namorado, com quem se envolveu em uma polêmica após o término
Foto: Jeferson Ribeiro/ AgNews

 
A atriz Nívea Stelmann, que namorou o jogador de futebol Elano, fez um desabafo em sua conta oficial no Twitter na tarde desta terça-feira (17), dizendo que o atleta “está precisando de mídia”.“Gente, eu fico quieta, na minha. Vocês conhecem minha postura há 18 anos. Mas acho que esse moço que tá no Grêmio tá precisando de mídia, já que saiu da aba do Neymar e do Ganso”, postou Nívea, depois de ler um texto publicado pela colunista Fabíola Reipert em seu blog.No post, Fabíola dizia que existem boatos de que Elano teria dado um conselho à Ganso e Neymar, seus dois ex-companheiros no Santos e hoje na seleção brasileira que disputará o ouro na Olimpíada de Londres: “fiquem longe de atrizes globais”. A colunista ainda afirmou que Nívea é que deveria querer distância do jogador.

Indignada com as atitudes recentes de Elano, a atriz ainda atacou o ex-namorado dizendo: “além de esquentar o banco do Santos, não acertar mais gol e mandar duas vezes a bola pra Lua, fazer tudo tudo o que fez comigo – pois contra fatos não há argumento – não faz parte mais da seleção brasileira, fica chorando com padre e fazendo clipe romântico… Só rindo @FaReipert está coberta de razão!”.

Elano e Nívea terminaram o relacionamento de cinco meses em julho de 2011, e depois o ex-casal se envolveu em uma polêmica. A atriz o acusava de tentar invadir a sua casa e enviar fotos íntimas ao seu celular. Já o jogador alevaga que Nívea havia adquirido as fotos para mandar à sua ex-mulher e à administração do Santos.

Em abril deste ano os dois entraram em um acordo na Justiça.

Por Cleber Aguiar – Vítimas tomam o caminho da Justiça

Fonte:O Estado de São Paulo

Torcedores que sofreram acidentes ou agressões dentro e fora das arenas começam a buscar reparação pelos danos

ALMIR LEITE – O Estado de S.Paulo

Ainda são ações isoladas, que se arrastam por anos nos tribunais, mas alguns torcedores já descobriram o caminho da Justiça para pedir reparação por danos, físicos e materiais, sofridos no interior ou arredores dos estádios de futebol no Brasil. Acionam os organizadores e promotores das partidas, que são os clubes mandantes e as federações. Seus advogados baseiam-se no Estatuto do Torcedor, em vigor desde 2003, ou no Código de Defesa do Consumidor, de 1990, ao fundamentar as ações. E têm obtido sucesso nas demandas.

Em 19 de outubro passado, por exemplo, a 8.ª Câmara de Direito Privado do Estado de São Paulo acolheu o pedido de pensão mensal e vitalícia em favor de um torcedor que foi atingido por um bomba de fabricação caseira, na Vila Belmiro, durante um clássico entre Santos e Palmeiras, disputado em 14 de maio de 1995. Segundo os autos, a bomba foi arremessada do setor onde se encontrava uma torcida organizada do Alviverde. Mas os condenados foram o Santos e a Federação Paulista de Futebol.

A explicação: o Santos era o mandante da partida e deveria zelar pela segurança de quem fosse assisti-la; a FPF era a promotora e organizadora do Campeonato Paulista, competição pela qual o jogo foi disputado. Mesmo 17 anos depois do fato, ainda cabe recurso.

Além da pensão, em valor a ser calculado ao fim de todas as instâncias se a decisão favorável ao torcedor for mantida, clube e federação ainda deverão pagar cem salários mínimos (R$ 62,2 mil) por danos morais e estéticos. A vítima da bomba, que prefere não ter o nome publicado, ficou mais de dois meses internada, precisou ser submetida a cirurgia estética, usa aparelho ortopédico e não pode mais exercer a profissão de motorista – está aposentado por invalidez.

FPF e Santos tentaram reverter a decisão com argumento diversos. A federação alegou que o responsável por atirar a bomba foi condenado pelo ato (e que ele é quem deveria ser processado pela vítima), que a responsabilidade de providenciar a segurança é do clube mandante e que o trabalho fica a cargo do poder público. O Santos também tentou jogar a culpa para a polícia e alegou não haver, no processo, os “requisitos necessários ao reconhecimento de responsabilidade civil”. E Ambos argumentaram que não se aplicava o Estatuto do Torcedor, inexistente à época do incidente.

“Essa alegação não se sustenta, mesmo porque o Código de Defesa do Consumidor é mais importante (do que o Estatuto) e já existia na época do ocorrido”, diz o advogado Rodrigo Setaro, do Moraeu & Balera Associados. Ele destaca que a Justiça tem entendido, com base tanto no CDC como no Estatuto, que cabe, sim, ao promotor e ao organizador de um evento , zelar pela segurança dos espectadores.

Setaro também trabalha no processo em que o São Paulo e a FPF foram condenados, igualmente pela 8.ª Câmara de Direito Privado, a pagar 120 salários mínimos (R$ 74,6 mil) e pensão mensal de aproximadamente R$ 950 a um torcedor que caiu de uma rampa do Morumbi em 1995. O incidente ocorreu antes de um São Paulo x Corinthians, quando a PM fechou os portões de acesso às arquibancadas para evitar superlotação.

No tumulto, o torcedor, um pintor de paredes, caiu de uma altura de quatro metros, e, por conta dos danos físicos sofridos, tem dificuldade para exercer sua profissão. “O local (de onde o torcedor despencou) não tinha equipamento de segurança, como grade de proteção”, sustenta Setaro. “Meu cliente teve de ser hospitalizado e perdeu parcialmente as funções laborativas.”

Primeiros passos. A quantidade de processos de vítimas de tumultos e atos violentos nos estádios de futebol ainda é pequena. Entre eles há um em Minas Gerais contra o Cruzeiro (leia mais nesta página) e um caso em que o Atlético-PR foi condenado a pagar R$ 3 mil a um torcedor atingido por uma placa de publicidade na Arena da Baixada. “O conceito de consumo de serviço ainda não está claro na cabeça do torcedor, nem dos clubes e nem das federações”, acredita o advogado.

Clubes e federações também não alimentam o assunto, mas, para Setaro, a conscientização sobre direitos e deveres pode alterar esse quadro no médio prazo, tanto por parte dos torcedores como dos organizadores e promotores – que até para não ter prejuízos financeiros podem começar a tratar os consumidores do produto futebol com mais respeito.

O advogado acredita que a Copa de 2014 pode ajudar nessa mudança de mentalidade. “É uma oportunidade de divulgar os direitos e deveres em relação à segurança. E, dependendo do que ocorrer na Copa, COL, CBF e a própria Fifa podem ser processados.”

ALMIR LEITE – O Estado de S.Paulo

Ainda são ações isoladas, que se arrastam por anos nos tribunais, mas alguns torcedores já descobriram o caminho da Justiça para pedir reparação por danos, físicos e materiais, sofridos no interior ou arredores dos estádios de futebol no Brasil. Acionam os organizadores e promotores das partidas, que são os clubes mandantes e as federações. Seus advogados baseiam-se no Estatuto do Torcedor, em vigor desde 2003, ou no Código de Defesa do Consumidor, de 1990, ao fundamentar as ações. E têm obtido sucesso nas demandas.

Em 19 de outubro passado, por exemplo, a 8.ª Câmara de Direito Privado do Estado de São Paulo acolheu o pedido de pensão mensal e vitalícia em favor de um torcedor que foi atingido por um bomba de fabricação caseira, na Vila Belmiro, durante um clássico entre Santos e Palmeiras, disputado em 14 de maio de 1995. Segundo os autos, a bomba foi arremessada do setor onde se encontrava uma torcida organizada do Alviverde. Mas os condenados foram o Santos e a Federação Paulista de Futebol.

A explicação: o Santos era o mandante da partida e deveria zelar pela segurança de quem fosse assisti-la; a FPF era a promotora e organizadora do Campeonato Paulista, competição pela qual o jogo foi disputado. Mesmo 17 anos depois do fato, ainda cabe recurso.

Além da pensão, em valor a ser calculado ao fim de todas as instâncias se a decisão favorável ao torcedor for mantida, clube e federação ainda deverão pagar cem salários mínimos (R$ 62,2 mil) por danos morais e estéticos. A vítima da bomba, que prefere não ter o nome publicado, ficou mais de dois meses internada, precisou ser submetida a cirurgia estética, usa aparelho ortopédico e não pode mais exercer a profissão de motorista – está aposentado por invalidez.

FPF e Santos tentaram reverter a decisão com argumento diversos. A federação alegou que o responsável por atirar a bomba foi condenado pelo ato (e que ele é quem deveria ser processado pela vítima), que a responsabilidade de providenciar a segurança é do clube mandante e que o trabalho fica a cargo do poder público. O Santos também tentou jogar a culpa para a polícia e alegou não haver, no processo, os “requisitos necessários ao reconhecimento de responsabilidade civil”. E Ambos argumentaram que não se aplicava o Estatuto do Torcedor, inexistente à época do incidente.

“Essa alegação não se sustenta, mesmo porque o Código de Defesa do Consumidor é mais importante (do que o Estatuto) e já existia na época do ocorrido”, diz o advogado Rodrigo Setaro, do Moraeu & Balera Associados. Ele destaca que a Justiça tem entendido, com base tanto no CDC como no Estatuto, que cabe, sim, ao promotor e ao organizador de um evento , zelar pela segurança dos espectadores.

Setaro também trabalha no processo em que o São Paulo e a FPF foram condenados, igualmente pela 8.ª Câmara de Direito Privado, a pagar 120 salários mínimos (R$ 74,6 mil) e pensão mensal de aproximadamente R$ 950 a um torcedor que caiu de uma rampa do Morumbi em 1995. O incidente ocorreu antes de um São Paulo x Corinthians, quando a PM fechou os portões de acesso às arquibancadas para evitar superlotação.

No tumulto, o torcedor, um pintor de paredes, caiu de uma altura de quatro metros, e, por conta dos danos físicos sofridos, tem dificuldade para exercer sua profissão. “O local (de onde o torcedor despencou) não tinha equipamento de segurança, como grade de proteção”, sustenta Setaro. “Meu cliente teve de ser hospitalizado e perdeu parcialmente as funções laborativas.”

Primeiros passos. A quantidade de processos de vítimas de tumultos e atos violentos nos estádios de futebol ainda é pequena. Entre eles há um em Minas Gerais contra o Cruzeiro (leia mais nesta página) e um caso em que o Atlético-PR foi condenado a pagar R$ 3 mil a um torcedor atingido por uma placa de publicidade na Arena da Baixada. “O conceito de consumo de serviço ainda não está claro na cabeça do torcedor, nem dos clubes e nem das federações”, acredita o advogado.

Clubes e federações também não alimentam o assunto, mas, para Setaro, a conscientização sobre direitos e deveres pode alterar esse quadro no médio prazo, tanto por parte dos torcedores como dos organizadores e promotores – que até para não ter prejuízos financeiros podem começar a tratar os consumidores do produto futebol com mais respeito.

O advogado acredita que a Copa de 2014 pode ajudar nessa mudança de mentalidade. “É uma oportunidade de divulgar os direitos e deveres em relação à segurança. E, dependendo do que ocorrer na Copa, COL, CBF e a própria Fifa podem ser processados.”